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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. A decisão era amplamente esperada pelo mercado e reflete o cenário de incertezas externas, expectativas de inflação desancoradas e resiliência da atividade econômica doméstica.

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Transcrição
00:00O que aconteceu? Cadê?
00:06São 6h33, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, na reunião que acabou agora.
00:15O Banco Central reforçou a necessidade de observar os efeitos da política monetária,
00:19mantendo a comunicação semelhante à da reunião anterior.
00:22O mercado segue projetando cortes apenas a partir de 2026.
00:30Portanto, saiu agora a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom,
00:36trazendo aquilo que era a expectativa majoritária do mercado de corte nos juros,
00:40aliás, de manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano.
00:47Eu vou voltar a falar aqui com o Luiz Felipe, da Warren Investimentos.
00:52Daqui a pouco a gente retoma aqui.
00:54Vamos trazer aqui, então, no telão, o que a gente tem para trazer aqui no telão?
00:56Comunicado do Copom, mantendo a taxa Selic em 15% ao ano.
01:03O comunicado diz o seguinte, o ambiente externo se mantém incerto em função de conjuntura
01:08e da política econômica dos Estados Unidos.
01:11Consequentemente, o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos
01:15têm sido afetados com reflexos nas condições financeiras globais.
01:20Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica.
01:27Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica
01:31segue apresentando, conforme esperado, certa moderação no crescimento,
01:36mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo.
01:39Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes
01:43mantiveram-se acima da meta para a inflação.
01:46As expectativas de inflação para 2025 e 2026, apuradas pela pesquisa Focus,
01:52permanecem valores acima da meta, 4,8% e 4,3% respectivamente.
01:58A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027,
02:02atual horizonte relevante de política monetária,
02:05situa-se em 3,4% no cenário de referência.
02:09Portanto, o Copom está mantendo aqui a mesma inflação que ele projetava
02:1345 dias atrás para o primeiro trimestre de 2027, não mudou.
02:20Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa,
02:24seguem mais elevados do que o usual.
02:27Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação,
02:31destacam-se, um, uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado,
02:36dois, uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função
02:41de um hiato do produto mais positivo,
02:44e três, uma conjunção de políticas econômicas externa e interna
02:49que tem um impacto inflacionário maior do que o esperado,
02:52por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.
02:57Entre os riscos de baixa,
02:59ressaltam-se, um, uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica
03:03mais acentuada do que a projetada,
03:06tendo impactos sobre o cenário de inflação,
03:08dois, uma desaceleração global mais pronunciada,
03:11decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza,
03:16e três, uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.
03:21O comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais
03:26pelos Estados Unidos ao Brasil,
03:28e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica
03:32impactam a política monetária e os ativos financeiros,
03:35reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.
03:40O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas,
03:44projeções de inflação elevadas,
03:46resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.
03:51Para assegurar a convergência da inflação à meta,
03:53em ambiente de expectativas desancoradas,
03:56exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista
04:01por período bastante prolongado,
04:04que é uma comunicação similar a que o comitê vem adotando.
04:07O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15%
04:10e entende que essa decisão é compatível com a estratégia
04:13de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
04:18Sem prejuízo de ser o objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços,
04:23essa decisão também implica a suavização das flutuações do nível de atividade econômica
04:28e fomento do pleno emprego.
04:30O cenário atual, marcado por elevada incerteza,
04:33exige cautela na condução da política monetária.
04:37O comitê seguirá vigilante avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros
04:42por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.
04:48O comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados
04:53e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.
04:59Votaram por essa decisão os seguintes membros, ele cita aqui os membros do Banco Central,
05:04o que indica que a votação foi unânime, todos votaram da mesma forma.
05:09E aqui abaixo a gente tem a projeção para o IPCA.
05:13Vamos comparar aqui com o que o comunicado trazia em relação a um mês atrás,
05:17comparando com a última decisão.
05:19A projeção para 2025 foi revista para baixo, estava em 4,9%, agora em 4,8%.
05:25Para 2026 se manteve em 3,6% e para o primeiro trimestre de 2027 também se manteve em 3,4%.
05:34Vamos trazer aqui então de volta o nosso analista Vinícius Torres Freire
05:37para analisar então o comunicado aqui do Copom.
05:41Vinícius, alguma coisa aqui te chamou a atenção nesse comunicado?
05:45Me chamou que eles fizeram quase questão de não mudar quase nada.
05:49Porque eles enfatizaram num parágrafo final ou antepenúltimo parágrafo que vai ver se a inflação,
05:57se a taxa de juros permanecendo num patamar contracionista por tempo bastante prolongado
06:04é suficiente para derrubar a inflação ou botar as expectativas na meta.
06:08E, se não for, não hesitará em retomar o ciclo de alta.
06:12Não mudou nada em relação ao comunicado anterior, não teve refresco.
06:17Pode ter uma frase aí que eu precisava comparar texto da decisão passada,
06:21mas assim, o grosso é dizendo assim, não pensem que tem qualquer perspectiva
06:27de que a inflação, de que a taxa Selic vai cair no horizonte visível.
06:31Isso foi uma paulada, reafirmando praticamente o comunicado anterior.
06:36E tem uma projeção nova aí para 2027, que é bom lembrar, que é a projeção para
06:40primeiro trimestre de 2027, que diminuiu, foi para 3,4%.
06:44Mas estava em 3,4%.
06:45Estava em 3,4% ou estava em 3,6?
06:473,4%.
06:47Então, 3,6% em 2026.
06:49Está em 3,4%, 3,4% no primeiro trimestre de 2027, que é o horizonte do qual o Banco
06:57Central acha que a política monetária vai fazer mais efeito.
07:00Bom, 3,4% é a projeção do modelo do BC.
07:04Você enfia um monte de dados, aquele monte de equações gigante e o computador cospe
07:08essa projeção.
07:09Agora, o mercado está prevendo inflação de 3,9% no final de 2027.
07:16Então, existe aí essa contradição nas projeções, quer dizer que o mercado não
07:21está confiante que a taxa de inflação vai cair.
07:24E o BC vai brigar com isso o tempo inteiro, enquanto essa taxa não cair, ele não vai
07:29dar sinal de que possa mexer.
07:31Então, ele vai manter esse comunicado muito, muito duro para ver se esse mercado, se os
07:37investidores acreditam que essa inflação vai voltar para a meta.
07:40Então, ele quer derrubar a meta, a expectativa, de qualquer maneira, para ela ficar bem próxima
07:45da meta.
07:46Isso parece estar longe, como a gente falou, 3,9% de inflação projetada para 2027,
07:52meta de 3.
07:54Então, o BC foi duro, não quis mudar nada e dizer assim, não mudamos nada enquanto
07:58essa expectativa não cair.
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