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  • há 1 dia
Em entrevista ao programa Fast News deste sábado (16), o senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu a abertura imediata da CPI do Banco Master, classificando a atuação da instituição como uma "organização criminosa" baseada em pirâmide financeira oficial. O parlamentar destacou que o esquema envolve desvios de fundos previdenciários e citou o suposto envolvimento de figuras políticas de peso. Carvalho alertou ainda para o risco de "delações seletivas" e cobrou uma investigação técnica e isenta que atinja os escalões mais altos do poder.

Assista ao programa completo: https://youtube.com/live/GtLExq8XPtM

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Transcrição
00:00Olha só, deputados de diversos partidos voltaram a defender a abertura da CPI do Banco Master.
00:06Essa comissão parlamentar de inquérito seria para analisar a atuação do Banco Master
00:10e as relações de Daniel Vorcaro com pessoas públicas, pessoas importantes.
00:15Para entender melhor quais são os próximos passos dessa possível CPI,
00:19nós vamos conversar agora com o senador Rogério Carvalho,
00:23senador do PT do Sergipe, chegando ao vivo aqui na Jovem Pan.
00:26Senador, bem-vindo, boa tarde, um prazer te receber.
00:29Boa tarde, Kobayashi, satisfação estar com vocês na Jovem Pan.
00:34Um prazer é nosso, senador.
00:36Senador, eu quero a sua análise inicial a respeito de tudo que tem sido revelado
00:39no escândalo do Banco Master, muitas pessoas de todos os poderes sendo citadas, envolvidas.
00:46A sua análise geral a respeito desse escândalo que tomou o noticiário brasileiro nos últimos meses.
00:52Bom, é uma situação bastante complexa, porque nós estamos falando de um banco que operava legalmente
01:05e que agia por dentro do sistema financeiro, montando um sistema de pirâmide oficial.
01:13Ou seja, tinha como objetivo vender títulos supervalorizados para captar recursos no mercado,
01:23criando uma série de fundos com papéis podres para vender no mercado.
01:28Ou seja, fez uma arrecadação gigantesca de recursos do mercado e esses recursos foram desviados,
01:41evaporaram e gerou um custo enorme para o sistema financeiro brasileiro e para a população brasileira.
01:49Então, é um crime contra a economia popular, é um crime contra o sistema financeiro e que envolveu vários segmentos.
01:59Envolveu o setor, o mercado financeiro, que comercializou os papéis do Banco Master,
02:08mesmo sabendo que aquela comissão que eles estavam pagando,
02:13mesmo que aquela hipervalorização de CDBs, por exemplo,
02:17que eles estavam colocando no mercado para atrair clientes, para comprar os CDBs deles,
02:23estava fora da realidade de mercado, era incapaz de remunerar daquela forma,
02:29porque nem os bancos que comercializaram esses CDBs colocavam no mercado,
02:36mas eles comercializavam.
02:37Então, tem uma certa conivência do setor financeiro com esta operação do Master,
02:43ou seja, então, é preciso analisar isso.
02:46É preciso analisar o modo como o Master se blindou dentro das organizações,
02:56das instituições públicas, com o apoio de agentes públicos,
03:01para garantir que eles pudessem captar recursos de fundos previdenciários,
03:07captar recursos de diversas naturezas para investir nos papéis do banco,
03:15identificar como autoridades reguladoras foram coniventes,
03:22como este banco nasceu, quem patrocinou,
03:25e, ao mesmo tempo, ainda temos aí que interface faz com o judiciário,
03:32que interface faz com o parlamento.
03:35A gente já viu a interface de um, inclusive foi chamada de emenda Master,
03:41que era para poder aumentar a garantia do fundo garantidor,
03:48dos papéis comercializados pelos bancos,
03:51ou seja, a garantia de 250 mil ampliar para um milhão.
03:53Ou seja, é uma rede muito poderosa.
03:56Então, diante dos fatos que a gente está vendo e que está se revelando
04:01e que está se materializando,
04:02toda uma rede que envolve agora até vários ministros do governo anterior,
04:09Ciro Nogueira, agora estamos vendo aí envolvimento do Flávio,
04:13do Eduardo, do Rueda, de ACM Neto,
04:17ou seja, temos aí uma treia enorme de políticos e lideranças envolvidas neste escândalo
04:26e a CPI agora é fundamental para que a gente possa colocar mais luz
04:31e esclarecer ainda mais a opinião pública sobre o que está acontecendo neste escândalo do Banco Master.
04:38Senador, diante disso tudo, dessa teia gigantesca envolvendo tantas pessoas importantes,
04:44por que a resistência à abertura dessa CPI?
04:49Por que isso ainda não foi levado adiante?
04:51Por que isso já não está acontecendo?
04:54Qual a análise do senhor a respeito disso?
04:56Bom, primeiro porque o receio de quem tem conta a pagar,
05:05ou seja, de quem tem problemas ou quem se envolveu
05:12de ser investigado, de ter condição de que essa investigação de uma CPI
05:18possa chegar nessas pessoas.
05:20Então, primeiro, tem alguns segmentos dentro do Congresso
05:24que falam que querem, que querem, mas não ajudam a gente colocar em curso
05:31uma CPI exclusiva para investigar o Banco Master
05:37e o caso do Master, que na verdade é algo muito maior do que um simples banco.
05:43É uma organização criminosa que se formou dentro do sistema financeiro
05:50com várias ramificações.
05:52Eu caracterizaria o Banco Master hoje como uma grande organização criminosa
05:57operante e com interfaces com outras organizações criminosas já conhecidas.
06:04Se a gente for ver a Operação Carbono Oculto fazia interface com os fundos
06:10que o Master negociava títulos.
06:13Se você for ver do Parlamento, alguns parlamentares que davam suporte
06:19às ações criminosas do Banco Master.
06:22Se a gente for ver, algumas gestões, alguns governos municipais, estaduais,
06:30davam e comercializavam, colocaram seus recursos previdenciários no Banco Master.
06:38Então, se a gente for ver, me parece que tem uma organização criminosa
06:41chamada Banco Master que precisa ser investigada.
06:46Infelizmente, na CPI do crime organizado, nem o Orcaro, nenhum desses que estão aparecendo,
06:55e que todo mundo já sabia, mesmo tendo discutido sobre o assunto,
07:01não apareceu nenhum desses nomes no relatório final da CPI do crime organizado,
07:06que foi uma decepção para o Brasil inteiro, que esperava que aquela CPI conduzida e relatada
07:14por um delegado pudesse apresentar algo mais consistente.
07:18Infelizmente, a gente não conseguiu e agora a gente precisa, tem a necessidade
07:22de fazer essa CPI andar para que a gente possa colocar luz sobre esta organização criminosa
07:30chamada Banco Master.
07:32Senador, eu vou chamar para a nossa conversa a Cintia Nunes, ela vai te fazer a próxima pergunta,
07:35mas antes, eu quero muito rapidamente te perguntar.
07:38O Flávio Bolsonaro, quando fez o seu vídeo de defesa, logo depois de serem vazados os áudios
07:43entre ele e o Orcaro, ele pediu também a instalação da CPI do Banco Master.
07:48O senhor assinaria em conjunto com ele o pedido de abertura?
07:53Eu sou autor de um requerimento de criação de uma CPI, certo?
07:59E a minha CPI estava lá já pronta para ele assinar, e ele não assinou
08:05em nenhum momento.
08:06Eu fiz isso há dois meses atrás e eu tenho essas assinaturas e ela pronta para ser instalada
08:12desde antes do término da CPI do crime organizado.
08:17Perfeito.
08:17Cintia Nunes com a próxima pergunta.
08:20Boa tarde, senador.
08:22Como o senhor muito bem disse, esse escândalo tem, digamos assim, raízes em todo o sistema
08:32nacional e todos os poderes estão sendo possivelmente investigados.
08:37Então, realmente é algo muito intrincado e complexo.
08:40É importante ressaltar que esse pedido já vem sendo feito bem antes, inclusive, do vazamento
08:46dessas mensagens, desses áudios envolvendo o pré-candidato da direita.
08:52Mas, naturalmente, a população fica em ano eleitoral com aquela sensação que isso
08:59se acrescenta por conta de um caráter eleitoral.
09:04Então, a pergunta que eu lhe faço diante de todas as possíveis autoridades, de todas
09:10as áreas e de todas as legendas que eventualmente possam aparecer, essa CPI, o senhor entende
09:17que ela vai ter mais reflexo diante da delação do Borcardo, que em princípio ainda a gente
09:23não sabe exatamente o que vai trazer?
09:26E ela vai realmente investigar, doa quem doer, atinge a quem atingir, mesmo que chegue
09:32aos mais altos escalões de poder?
09:36Olha, sinceramente, essa é a intenção.
09:40Agora, quando você faz uma CPI que tem uma composição diversa, com vários representantes,
09:50porque a gente não pode escolher quem são os representantes dos partidos que vão participar
09:55de uma CPI.
09:56Os partidos vão indicar pessoas considerando a sua leitura da extensão do problema que
10:04a CPI pode gerar.
10:05Então, entendendo que a CPI é um instrumento do parlamento, o parlamento é uma casa política,
10:13portanto, o debate político vai ali para dentro.
10:16Então, nós não temos segurança e não podemos ter segurança de que ela vai aprofundar,
10:22agora, um relator com compromisso, com responsabilidade, pode dar o tom mais técnico, mais processual,
10:35com focos bem definidos.
10:37Isso ajuda a produzir um relatório mais consistente e que possa dar uma contribuição para o processo
10:48de investigação.
10:49Depende muito do relator, menos do presidente, mais do relator.
10:54O presidente, porque é ele quem convoca, se ele não quiser convocar uma pessoa, ele
10:59não pauta.
11:00Se ele não pautar, não convoca.
11:01Não vota, não convoca.
11:03Então, mas o relator, ele tem a responsabilidade de fazer, de fazer, definir o caminho, o roteiro,
11:12o plano de trabalho e buscar e perseguir determinados esclarecimentos.
11:18Se a gente montar a CPI e tiver um relator com esse grau de compromisso, independente do
11:25período eleitoral e se esse relator tiver, de fato, compromisso com o interesse público
11:31e com o povo e com a sociedade, a gente pode fazer um trabalho bem feito, sério, não
11:37panfletário, não eleitoreiro, né?
11:41Isso é possível.
11:43Eu já fiz, por exemplo, eu fui, ela toda a CPI da Braskem e vocês podem olhar qual
11:47foi o relatório que a gente fez, teve consequências, não teve espetáculo, mas teve efetividade.
11:53Uma CPI como essa, a gente precisa de efetividade, a gente precisa dar respostas para a sociedade.
11:57A outra questão é que esse momento que a gente está vivendo, a CPI cumpre um papel,
12:04mas é fundamental o trabalho que está sendo feito pela Polícia Federal, pelo Judiciário
12:11neste momento que comanda esta investigação, a Procuradoria-Geral da República, mas a delação
12:17pode ser o ponto de inflexão que resolve a necessidade de outros instrumentos, né?
12:28Porque desde que ela seja consistente, desde que ela complemente o trabalho que a Polícia
12:34Federal já vem fazendo, que a investigação já vem fazendo e que não seja seletiva.
12:40Delações seletivas, elas não ajudam a gente melhorar o ambiente institucional e brasileiro.
12:49A gente não pode ser conivente e eu peço aqui, eu apelo para o ministro André Mendonça
12:58que não permita a seletividade, como a gente viu no caso da Lava Jato, em outros processos,
13:06a seletividade protege um, não vem outro.
13:09A gente precisa que isso seja amplo e que quem tem responsabilidade que possa responder pelos seus atos.
13:16Delação já bem encaminhada de Daniel Vorcaro e agora a possibilidade da delação de Paulo Henrique Costa
13:21também, ex-diretor do BRB, que a gente tem aí no radar para que seja feita também.
13:27Senador, uma última pergunta, eu gostaria de aproveitar a sua presença para te perguntar
13:30a respeito de uma outra investigação, o senhor estava elogiando o trabalho da Polícia Federal,
13:34acreditando nas investigações oficiais.
13:37A gente teve a notícia nessa semana, nos últimos dias, a respeito da mudança da presidência
13:42do inquérito do caso do INSS. O delegado foi alterado.
13:47Como que o senhor avalia essa mudança em relação às investigações do INSS?
13:52Veja, essa é uma investigação que teve início em 2025,
13:59muito pelo trabalho da Corregedoria Geral da União, a CGU,
14:07que é um órgão de governo, não é um órgão deste, é um órgão do Estado brasileiro,
14:12mas cujo o dirigente maior e quem comanda é uma pessoa indicada,
14:18que foi indicada pelo presidente Lula, isso é importante dizer.
14:20E que esse trabalho vem transcorrendo, tem pessoas presas,
14:24tem pessoas apresentando propostas de delação, por exemplo,
14:30o Camisote, que está preso, que é dono de uma das empresas envolvidas,
14:34apresentou uma proposta de delação.
14:37Eu não sei a motivação, mas me parece que não foi uma delação
14:44que trouxesse todos os elementos que a própria polícia já tinha.
14:53Então, hoje, numa investigação como essa,
14:56o delator não pode dar uma desperta,
15:00ele não pode não revelar tudo o que aconteceu,
15:05quem se beneficiou, óbvio, não precisa revelar qualquer coisa,
15:09mas as coisas centrais, e isso que é central, a polícia já tem.
15:13Então, o delator tem que complementar essas informações,
15:17talvez em função dos problemas que houveram nesta delação,
15:21que me parece uma delação importante,
15:23tenha gerado a necessidade de substituir,
15:26e, às vezes, por tarefas outras.
15:29Não acredito que isso mude o curso de uma investigação
15:33que está bem posta, não tem como voltar atrás.
15:37O governo já devolveu o dinheiro dos aposentados, dos pensionistas,
15:41já cumpriu essa tarefa, acho que isso foi muito importante
15:44para não deixar a população mais necessitada e os aposentados no prejuízo,
15:49porém, é preciso recuperar esse dinheiro para os cofres públicos
15:55para que possa ser aplicado em outras áreas.
15:58E, neste sentido, eu não vejo como retroceder nada
16:03por substituição de um delegado, de um agente,
16:07de um ministro, por algum motivo de outros inquéritos,
16:12eu não vejo isso como um problema em si,
16:15porque o inquérito está muito avançado
16:19e tem muitos indiciados
16:21e tem muita gente já em processo de colaboração.
16:27Então, não vejo problemas com isso.
16:28Está aí.
16:29Quero agradecer demais a participação conosco
16:31do senador Rogério Carvalho, do PT do Sergipe,
16:33nos ajudando a entender aí todo o cenário
16:35da possibilidade de uma CPI do Banco Master
16:37e, agora, também, essa mudança
16:39do delegado que preside o inquérito do INSS também.
16:44Senador, muito obrigado pela sua participação,
16:46sempre um prazer te receber aqui na Jovem Pan.
16:49Obrigado, Kobayashi. Um abraço.
16:50Até a próxima.
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