O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em declaração no J.Safra Investment Conference, afirmou que espera redução da taxa de juros e projetou que a inflação encerre seu mandato no menor nível desde 1994, destacando o controle da economia e o impacto das políticas fiscais recentes. Vinicius Torres Freire analisou o assunto nesta terça (16).
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00:00As vésperas do Copom, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante uma videoconferência do evento J. Safra Investment Conference
00:09que a economia brasileira tem espaço para uma queda dos juros nos próximos meses
00:15e que o governo deve terminar o mandato com a menor inflação desde o Plano Real, que foi em 1994.
00:22Vamos abrir o jornal então, indo até Brasília, conversar com o repórter Marina De Mori.
00:26Marina, boa noite para você. Conta para a gente o que mais disse o ministro.
00:33O ministro está otimista, viu Cris? Uma boa noite para você também, boa noite a todos.
00:39Olha, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a combinação do arcabouço fiscal, da reforma tributária
00:45e as expectativas de uma inflação mais ancorada está criando espaço para a queda gradual do custo do crédito no Brasil.
00:54Segundo o ministro da Fazenda, o governo mantém o compromisso de alcançar o déficit zero em 2025
01:01e o superávit primário de 0,25% do PIB em 2026, que são as metas previstas no arcabouço fiscal.
01:09Haddad também falou sobre o dólar e disse que a moeda americana, cotada em torno de R$ 5,30,
01:15tem ajudado a reancorar as expectativas de inflação, criando condições para redução gradual dos juros.
01:23O ministro disse ainda que está otimista e que prevê para um horizonte próximo o início de um ciclo de corte dos juros.
01:31A gente lembra que o Comitê de Política Monetária, o COPOM, se reúne hoje e amanhã para definir em quanto ficará a taxa básica de juros da economia, a Selic.
01:43Na reunião anterior, ocorrida no final do mês de julho, o COPOM decidiu interromper o ciclo da alta de juros, mantendo a Selic em 15%.
01:51A expectativa dominante do mercado é de manutenção dessa taxa em 15% ao ano, maior patamar desde 2006.
02:00Caso essa previsão se confirme, será a terceira reunião seguida em que a autoridade monetária mantém os juros inalterados
02:08após um ciclo de alto que somou 4,5 pontos só nos últimos nove meses.
02:15A gente separou um trecho da fala do ministro Fernando Haddad. Vamos acompanhar.
02:19E eu acredito que vai se abrir um espaço para a queda do juro.
02:27Acredito, não sou do Banco Central, mas tudo me leva a crer que o ciclo de corte de juros vai se iniciar em algum momento dos próximos meses.
02:37Não sei precisar, não é da minha alçada, mas eu tenho a impressão que nós vamos abrir um ciclo importante de queda de juros.
02:46Eu acredito que, superada essa fase que nós vivemos aí no primeiro semestre, de uma inflação que causou uma preocupação grande no presidente da República,
02:58uma reação do Banco Central, eu penso que nós vamos entrar em uma trajetória de queda de juros com sustentabilidade.
03:05E eu acredito muito que não só a reforma tributária, mas a reforma das leis de seguro, a reforma creditícia, a questão da economia verde,
03:18agora a questão da economia digital, com data redata, com inteligência artificial.
03:24Eu penso que é um acervo de entregas que vão impactar positivamente a produtividade da economia brasileira.
03:33Então, acredito que nós vamos terminar o mandato com a menor inflação de um mandato desde o plano real.
03:42Seguramente, a inflação acumulada em quatro anos será, pela primeira vez, inferior a 20%,
03:48um crescimento médio próximo de 3% e o desemprego na mínima histórica.
03:55Ainda aqui no jornal Times Brasil, exclusivo CNBC, a gente vai mostrar outros trechos da participação do ministro Fernando Haddad
04:03nesse evento em São Paulo.
04:06Um dado que recentemente será analisado pelo que certamente, perdão, será analisado pelo Banco Central,
04:14foi divulgado hoje pelo IBGE e mostrou que o número de desempregados caiu entre junho e julho,
04:20na comparação trimestral, a gente tem os números para você aqui na tela.
04:25No trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego foi de 5,6%,
04:31o equivalente a 6.118.000 pessoas.
04:3618% a menos do que um ano atrás, em busca de uma ocupação.
04:41Segundo o IBGE, esse é o melhor resultado para um trimestre em toda a série histórica da PNAD contínua,
04:47que começou lá em 2012.
04:49Na comparação com o trimestre encerrado em junho, houve uma queda de 0,2%,
04:55como a gente vê aqui também na nossa tela.
04:58Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego estava em quase 7%,
05:03o recuo é de 1,2 ponto percentual.
05:07Eu vou conversar sobre esses números com o Vinícius Torres Freire,
05:10nosso analista de política e economia.
05:12Vinícius, boa noite para você.
05:13Esse resultado do mercado de trabalho ajuda ou atrapalha na possibilidade do Copom reduzir os juros
05:20nesses próximos meses, como espera tanto o ministro Fernando Haddad?
05:24Boa noite, Cris.
05:25Boa noite para todo mundo.
05:27Olha, em um certo nível, em um certo limite,
05:31a taxa de desemprego muito baixa pressiona custos e pode gerar inflação, sim,
05:36e a gente está em uma mínima histórica.
05:38Agora, a gente já achou que uma taxa de desemprego muito maior, de 8%,
05:42já poderia causar pressão na inflação.
05:45Não é bem o que está acontecendo.
05:47Sim, está acontecendo uma inflação, quer dizer, um aumento de custos do setor de serviços,
05:52mas não há inflação descabelada e ela está até caindo um pouco.
05:56Enfim, de qualquer modo, não ajuda.
05:59Seria necessário ter uma descompressão maior no mercado de trabalho,
06:02que vai muito bem, com alta de salário de 3,8% ao ano ainda,
06:07para a gente ver uma melhora em expectativas.
06:10E aí que está o problema.
06:12Há uma desconfiança muito grande dos investidores, das pessoas que fazem preço,
06:17de que vai haver controle da inflação tão cedo.
06:21Então, as expectativas ainda estão altas.
06:23E o Banco Central não vai mexer na taxa de juros,
06:26a não ser que tenha um desastre no mercado de trabalho,
06:29tenha uma deflação por algum outro motivo, algum milagre qualquer.
06:32A não ser que tenha expectativa de inflação indo para 3% para 2027,
06:39que é hoje o ano-alvo do Banco Central.
06:41Então, sim, ela, num certo sentido, o emprego, numa situação muito boa,
06:47talvez um limite, pressione ainda os preços, embora não seja o fator principal.
06:52Mas o importante é ver expectativas caindo.
06:55E as expectativas não caem também,
06:57porque há desconfiança do que vai ser feito das contas públicas.
07:00Então, tem um monte de outro caroço nesse angu que dificulta a gente chegar a uma conclusão precisa
07:07do que vai ser o fator determinante.
07:09Agora, uma coisa é certa.
07:11O Banco Central vai querer ver expectativas, como ele diz,
07:14ancoradas de inflação na meta de 3% antes de começar a mexer.
07:20Então, podem ser alguns meses,
07:21mas alguns meses podem ser, na versão mais otimista,
07:25dezembro ou até março de 2026.
07:28Nessa conta do Ministro da Dade de Meses, tudo pode caber.
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