- há 4 meses
- #jovempan
Nesse episódio, o Viva Bem trouxe o tema cefaleia, um problema que afeta milhões de brasileiros.
Marcio Atalla recebeu o neurologista Dr. Marcio Nattan, que explicou as diferenças entre dor de cabeça comum e enxaqueca, e alertou sobre os riscos da automedicação.
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Marcio Atalla recebeu o neurologista Dr. Marcio Nattan, que explicou as diferenças entre dor de cabeça comum e enxaqueca, e alertou sobre os riscos da automedicação.
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NotíciasTranscrição
00:00A dor de cabeça crônica afeta cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil e mais de 80% se automedicam.
00:07Já a enxaqueca atinge quase 16% da população. A maioria é de mulher.
00:19Jovem Pan, viva bem, com Márcio Atala.
00:22E para falar sobre esse tema, eu tenho o prazer de receber o médico doutor Márcio Natão, especialista em cefaleia, dor de cabeça, enxaqueca.
00:32Obrigado pela sua presença.
00:34Obrigado pelo convite, Márcio. É um prazer estar aqui.
00:36E eu quero começar sabendo qual a diferença de cefaleia, enxaqueca, enfim.
00:42Como que alguém pode identificar uma situação ou outra?
00:47Ótimo. Então, cefaleia é o nome científico que a gente dá para a dor de cabeça.
00:51Então, toda dor que acontece na cabeça é uma cefaleia.
00:54Enxaqueca não é qualquer dor que tem na cabeça.
00:57Enxaqueca, na verdade, a gente pode dizer que é uma condição, é uma doença, em que a pessoa tem vários sintomas.
01:03Entre eles, a dor de cabeça.
01:05Mas existem vários outros sintomas na enxaqueca.
01:07A luz incomodando pode ser um sintoma, barulho incomodando pode ser outro, náusea pode ser um outro sintoma.
01:13E o que acontece na enxaqueca, como não é uma coisa pontual, a pessoa tem episódios de dores de cabeça junto com os outros sintomas ao longo da vida.
01:22Isso é a enxaqueca.
01:24Não é a única doença que causa dores de cabeça, mas é, Márcio, a que gera mais impacto em qualidade de vida.
01:30Porque ela é muito comum e ela pode gerar dores que são muito intensas e muito frequentes.
01:35Isso tudo gera uma condição que impacta muito a qualidade de vida das pessoas.
01:40Agora, 80% das pessoas que têm dor de cabeça, elas se automedicam.
01:45E às vezes a automedicação começa a ser frequente.
01:49Isso pode mascarar uma enxaqueca ou alguma outra dor importante?
01:53Sem dúvida.
01:54O que você trouxe é muito relevante.
01:56Automedicação é a coisa mais comum.
01:59Existem situações pontuais.
02:00Por exemplo, a pessoa que tem um quadro de uma gripe leve, ela pode ter uma dor de cabeça.
02:04Não necessariamente ela precisa passar com um neurologista num cenário como esse.
02:07Agora, o que você trouxe, Márcio, que é fazer isso repetidas vezes, isso é sinal de que existe alguma outra causa.
02:14Essa causa pode ser a enxaqueca.
02:16E a relação do excesso de analgésicos, o excesso de uso de analgésicos indiscriminado com a enxaqueca,
02:22ela é a seguinte, essas pessoas podem começar a ter dor de cabeça induzida pelo analgésico.
02:28Sério?
02:28É, isso é uma coisa, é um diagnóstico chamado de cefaleia por uso excessivo do analgésico.
02:34E muitas vezes a causa inicial é uma enxaqueca que não foi identificada, que não foi tratada.
02:39Então, a máxima que a gente tem dentro da neurologia, dentro da medicina é,
02:44quem tem dores de cabeça recorrentes tem que procurar ajuda.
02:48E até tem um número que a sociedade brasileira de cefaleia divulga que é três.
02:52Três é demais, é a campanha.
02:53Se você tem mais de três dias de dor de cabeça por mês, por três meses, você deve procurar ajuda.
03:00Isso pode ser enxaqueca, pode ser alguma outra condição que não enxaqueca.
03:04Inclusive, existem causas que são mais graves do que enxaqueca.
03:08Agora, a maioria desses medicamentos para dor de cabeça, ele contém cafeína, certo?
03:14É verdade, muitos deles têm.
03:16Então, eu vou aproveitar, a gente tem um caçador de mito aqui, que vai até as ruas para descobrir.
03:20Você acha que o café, ele provoca enxaqueca ou não?
03:32Boa pergunta, Márcio.
03:34Até fiquei curiosa.
03:35Eu acho que pode provocar um pouquinho de dor de cabeça, talvez em excesso.
03:38Vamos ver o que o pessoal acha disso.
03:39Não sei responder.
03:40Acho que sim.
03:42Não sei.
03:42Pelo excesso de cafeína, talvez.
03:44Você sente dor de cabeça quando toma café?
03:46Quando eu não tomo, eu sinto falta dele.
03:48Acredito que não, acho que pode ajudar muito no dia a dia, principalmente quando você estiver cansada.
03:52Olha, não.
03:53Eu costumo consumir bastante café, eu adoro café, de manhã, de tarde.
03:59Nunca tive problema com isso, não.
04:00Para mim, não.
04:01Eu acredito que não também.
04:03Eu sempre tive enxaqueca, muita enxaqueca e nunca tomava café.
04:07Agora, eu tomo bastante café e nunca mais tive dor de cabeça.
04:10Então, eu acho que não.
04:12E o cafezinho salva, né?
04:13Salva o dia, com certeza.
04:15Muito importante, tem que começar com ele, né?
04:17Com excesso, bastante.
04:20Gera ansiedade.
04:21Então, o problema é grande.
04:22Você consuma bastante café?
04:24Olha, até um mês atrás, eram umas cinco xícaras grandes por dia.
04:28Teria pressão alta, ansiedade, falta de sono.
04:30Aí, eu passei para uma xícara de manhã só.
04:32Melhorou bastante.
04:33Melhorou disposição, melhorou concentração.
04:36Porque você fica rápido, mas não fica focado.
04:38E aí, Otalo?
04:39Conta pra gente, é mito ou verdade?
04:41E se for, qual alimento pode prevenir enxaqueca?
04:43Bom, eu não sou especialista no assunto, eu arriscaria que não.
04:47Mas qual a relação da cafeína com enxaqueca?
04:51É, falar que o café causa enxaqueca está errado.
04:54É um mito.
04:55Agora, existe sim uma relação.
04:57A cafeína está presente em alguns analgésicos,
05:00porque efetivamente ela pode ter um efeito analgésico na dor de cabeça da enxaqueca.
05:05Então, isso pode acontecer.
05:06Então, ela não é uma causa de dor de cabeça.
05:08Agora, assim como o excesso de analgésico pode induzir uma piora da enxaqueca,
05:14o excesso de cafeína também pode gerar piora da enxaqueca.
05:18Mas a gente tem que pensar o que é excesso de cafeína, né, Marcos?
05:21Exato.
05:21Não é qualquer quantidade de cafeína.
05:24Em geral, o que é considerado seguro,
05:26que não vai gerar uma piora da enxaqueca,
05:28é até três doses de café.
05:31Três doses sendo três xícaras médias, né?
05:33Não três baldes de café.
05:34Três baldes de café.
05:35E aí, quando você fala da cafeína, do café,
05:39a gente sempre tem a opção do descafeinado.
05:42Pode ser uma opção?
05:43É uma excelente opção para uma pessoa que gosta de café, gosta do sabor,
05:48mas que acaba consumindo muito mais do que isso
05:50e está enfrentando o problema de dor de cabeça crônica.
05:53Nesse caso, o descafeinado pode ser uma alternativa.
05:56Agora, uma coisa importante de ressaltar também.
05:59A pessoa que já está em uso muito frequente e intenso de café,
06:03se ela para de uma vez abruptamente,
06:06isso pode gerar dor de cabeça.
06:08Ela pode ter uma dor ali de uma síndrome de abstinência cafeína mesmo.
06:12Então, a pessoa que está usando muito mais do que três xícaras por dia,
06:16a recomendação que eu faria é de diminuir aos poucos, exatamente.
06:20Você pode diminuir ali 30% a cada três, quatro dias
06:23e geralmente isso vai ser suficiente para não ter um quadro de uma abstinência
06:27que pode piorar a situação.
06:29Beleza. Aí, quando a gente fala, por exemplo, da enxaqueca,
06:35existe realmente uma prevalência maior nas mulheres e aí causa genética?
06:40O que explica essa situação?
06:42Excelente pergunta. Existe.
06:44Embora muitos homens tenham enxaqueca,
06:47a gente estima que entre os 20 e 50 anos de idade,
06:52um quarto das mulheres vão apresentar a enxaqueca.
06:54Então, ela é mais comum.
06:56E entre os 20 e 50 anos de idade,
06:59isso aponta exatamente para a fase em que a mulher tem os ciclos menstruais.
07:02Então, a gente sabe que essa flutuação dos hormônios femininos,
07:06a questão dos hormônios sexuais femininos,
07:09ela sim, ela influencia a enxaqueca.
07:11Ela não é a causa, Márcio.
07:13Porque quando a gente olha para antes da mulher ter a primeira menstruação
07:16e depois que a mulher entra na memeropausa,
07:18e, óbvio, para o homem que não tem esses ciclos femininos,
07:23a gente não encontra ausência de enxaqueca.
07:26Essas pessoas também têm enxaqueca,
07:27mas piora nessa fase da vida da mulher.
07:30Essa é a principal pista que diferencia
07:33por que as mulheres têm mais enxaquecas do que homens.
07:36E uma outra coisa que acontece é
07:38as mulheres, quando têm os ciclos menstruais,
07:41tendem a ter as piores crises,
07:43mais intensas, mais duradouras,
07:45que respondem pior ao analgésico,
07:47justamente no período da menstruação.
07:50Aí você falou de ciclo menstrual, né?
07:53Existem também alguns hábitos relatáveis
07:58para as mulheres nessa época que aliviam,
08:00por exemplo, o consumo de chocolate.
08:03O consumo de chocolate tem relação com dor de cabeça?
08:05Olha que interessante.
08:07No caso da enxaqueca,
08:08é um mito também que as pessoas carregam,
08:12que na nossa sociedade é difundido.
08:14As pessoas acham que, quando elas comem chocolate,
08:16elas têm dor de cabeça por isso.
08:18O que os estudos mostraram nos últimos 20, 25 anos
08:22é o seguinte.
08:23Quando você acompanha as pessoas
08:25e vai observando os hábitos delas,
08:27prospectivamente, daqui para frente,
08:29você não consegue estabelecer uma relação real
08:32entre consumir chocolate e ter crise.
08:34Só que tem um detalhe muito interessante, Márcio.
08:37A gente descobriu que,
08:39antes da pessoa começar a dor de cabeça,
08:41ela já pode ter outros sintomas da enxaqueca,
08:43que são menos conhecidos.
08:44Vou te dar dois exemplos.
08:46Bocejos.
08:48Muitas pessoas que vão começar a ter a dor de cabeça
08:50da enxaqueca,
08:51ficam bocejando ali.
08:52Outro exemplo,
08:53alteração cognitiva e comportamental.
08:56Dificuldade de raciocínio,
08:58irritabilidade.
09:00E um outro sintoma que pode aparecer
09:02é a alteração do apetite,
09:04que é uma alteração do tipo,
09:06a pessoa fica com uma fissura
09:07por alimentos hiperpalatáveis,
09:08que são o quê?
09:09Exatamente muito doces,
09:12muito gordurosos.
09:13Então, isso pode ser mais um sintoma
09:16do início da enxaqueca,
09:17antes da dor,
09:19do que até uma causa da dor de cabeça.
09:22Agora, em relação à alimentação,
09:23principalmente falando de enxaqueca,
09:26dor de cabeça,
09:27mas principalmente enxaqueca,
09:28existe uma alimentação mais recomendada,
09:30uma alimentação que pode diminuir a incidência?
09:33O que a gente tem hoje
09:36é a ideia de que não existe
09:38nenhum alimento proibido,
09:40não existe nenhum alimento
09:40que seja a causa da enxaqueca.
09:42Mas, por outro lado,
09:44nenhuma alimentação à base
09:45de chocolate e gordura
09:46de má qualidade
09:48vai ser boa para o cérebro.
09:50E o cérebro é o órgão
09:51que sofre com enxaqueca.
09:53Então,
09:53todas aquelas recomendações
09:55que a gente está acostumado a ouvir
09:56de saúde,
09:57por exemplo,
09:59descascar mais do que desembalar,
10:01ter uma alimentação rica em vegetais,
10:03um prato colorido,
10:05alimentação em horários regulares,
10:08muita hidratação,
10:10tudo isso vai fazer bem
10:11para o cérebro da pessoa.
10:13A hidratação é importante.
10:14Super importante.
10:16É muito comum a gente ver pessoas
10:18que consideram, inclusive,
10:19que se hidratam bem,
10:21mas que tomam muito pouco líquido,
10:23especialmente água.
10:24Pessoas que tomam ali
10:25um litro, um litro e meio por dia,
10:28que é muito pouco.
10:29A gente está falando
10:30de uma recomendação hoje em dia
10:32de pelo menos dois litros de água
10:34e dependendo do tamanho da pessoa...
10:36E dependendo do nível
10:37de atividade física,
10:39isso acaba tendo que ser aumentado.
10:41Exato.
10:42Aumentar bastante.
10:42E sono?
10:43Puxa vida.
10:44Sono extremamente.
10:45Tem relação
10:46com o aumento de crises?
10:48Tem relação
10:49com melhor
10:51qualidade de vida
10:52em relação
10:53às dores de cabeça?
10:54Tem muita relação.
10:56E a gente está entendendo
10:57cada vez melhor
10:58por que tem essa relação.
11:00Então, assim,
11:00quando a gente olha
11:01para as pessoas que têm enxaqueca
11:02e passam a ter
11:0310, 15, 20 dias
11:05de dor de cabeça por mês,
11:06a maioria dos dias
11:07as pessoas estão com dor de cabeça,
11:09que é o que a gente chama
11:09de enxaqueca crônica.
11:11E é muito comum
11:12na nossa sociedade,
11:13embora ainda não seja
11:14a maioria das pessoas
11:15que têm enxaqueca,
11:16a gente vai encontrar
11:17problemas do sono
11:19que vão desde
11:20as pessoas dormirem
11:21poucas horas,
11:22privação de sono,
11:23que é extremamente comum, né, Marcio?
11:24Dormir menos de 8 horas
11:26é a coisa mais comum
11:27que eu vejo no meu consultório.
11:29Outros problemas,
11:30insônia,
11:31a pessoa,
11:32não é que ela se programa
11:33para dormir pouco,
11:34é que ela deita
11:35e ela não consegue
11:35pegar no sono,
11:36ela acorda mais cedo
11:37do que ela planejava.
11:39E a pineia do sono?
11:40Todos esses problemas,
11:41eles podem estar ali
11:41na raiz,
11:42não da existência
11:44da enxaqueca,
11:44eles não são causa
11:45da enxaqueca,
11:46mas da piora
11:47da enxaqueca.
11:47Piora do corpo.
11:48E aí, quando a gente trabalha...
11:50Você diz piora,
11:50você diz maior frequência
11:52e crises mais intensas.
11:53Exatamente isso.
11:55Maior frequência,
11:56crises mais intensas,
11:57pior resposta
11:58quando a pessoa
11:58tomou analgésico,
12:00tudo isso
12:00está mostrando
12:01piora da enxaqueca.
12:02E o sono pode ser
12:03um dos motivos
12:04para isso acontecer,
12:04um sono ruim.
12:06E aí,
12:06hoje a gente entende
12:07um pouco melhor por quê.
12:08A gente sabe
12:09que o cérebro,
12:10ele entra num estado
12:11de limpeza
12:12das células neuronais mesmo
12:14durante o sono
12:16que não acontece
12:17quando a gente
12:18está acordado.
12:18Então, imagine só
12:20se a gente parasse
12:22com a limpeza urbana,
12:24parar de tirar lixo
12:25de casa.
12:26O que acontece
12:26depois de uma semana?
12:28Está lotado,
12:28não tem como.
12:29É isso.
12:30E é isso que está acontecendo
12:30com o nosso neurônio
12:31quando a gente não oferece
12:33para ele
12:33tempo suficiente de sono.
12:35E aí, falando em neurônio
12:36e não dar descanso
12:37para ele,
12:37hoje tem um uso
12:39excessivo de tela.
12:41E aí, eu queria te perguntar,
12:42a proximidade da tela
12:44pode causar dor de cabeça?
12:45O uso excessivo de tela,
12:48ou seja,
12:49hiperestimulando
12:50o seu cérebro
12:51o tempo inteiro,
12:51isso também pode levar
12:53à crise de dor de cabeça
12:54ou enxaqueca?
12:55A gente tem alguns estudos
12:57que ainda são iniciais
12:59apontando para essa relação
13:01de uso excessivo de tela
13:02e piora de enxaqueca.
13:04Existem pistas diferentes
13:06de por que isso pode
13:07estar acontecendo.
13:08Tem um elemento
13:09que é a própria tela,
13:10ou seja,
13:10o que é a tela?
13:11É um canhão de luz
13:12na nossa retina.
13:14Especialmente
13:15quando a gente,
13:16por exemplo,
13:16está de noite,
13:18isso não é uma boa ideia
13:19porque você atrapalha muito
13:20o fluxo de hormônios
13:22com uma melatonina.
13:24Hoje em dia,
13:24um monte de gente
13:25toma melatonina,
13:26mas é importante saber
13:26que 100% das pessoas
13:28produzem melatonina
13:29e a gente só produz
13:30a melatonina
13:31quando a gente está
13:32exposto ao escuro
13:33da noite.
13:35E se a gente começa
13:35a ter excesso de tela,
13:37a gente diminui
13:38o uso,
13:39a produção,
13:39inibe a produção.
13:41E a melatonina
13:42e o ciclo da melatonina
13:43é muito importante
13:44também para
13:45o funcionamento
13:47adequado do cérebro.
13:48Pode ser uma das causas.
13:49Mas tem um outro ponto
13:50que eu acho
13:51que é muito importante
13:51a gente lembrar
13:53quando a gente fala
13:53de excesso de tela,
13:54que você trouxe bem.
13:56No final das contas,
13:57não é só a tela,
13:58mas é o que a gente
13:59está vendo na tela.
14:01Geralmente,
14:01a gente não está falando
14:02de livro, né, Marcio?
14:03Não.
14:03A gente está falando
14:04de coisas que geram
14:06um comportamento,
14:07uma habituação
14:08do nosso cérebro
14:09de ficar passando
14:10o tempo inteiro,
14:11de assuperimento.
14:11Muito rápido, né?
14:12E muito conteúdo
14:13estressante, né?
14:14Exatamente.
14:15Como que isso atua
14:16sobre a nossa capacidade
14:17de atenção?
14:18Como que isso atua
14:19sobre a nossa capacidade
14:20de controle de estresse?
14:22Isso tudo,
14:23de forma indireta,
14:24pode acabar gerando
14:25um quadro de ansiedade,
14:28influenciar o sono.
14:29E aí,
14:30fica óbvia a relação
14:31que isso vai tendo
14:32com a enxaqueca.
14:33O excesso de cortisol,
14:34de hormônio do estresse,
14:35pode ser um gatilho
14:36para você ter
14:37dor de cabeça
14:38e enxaqueca?
14:39No final das contas,
14:40ele é um marcador, né?
14:41Porque a gente sabe
14:43que o excesso de estresse,
14:44sim,
14:44ele é um veículo
14:46de piora da enxaqueca.
14:47Inclusive,
14:48recentemente,
14:49um congresso
14:49que foi nos Estados Unidos
14:50de cefaleia,
14:52eles tiveram uma aula inteira
14:53sobre como traumas
14:55importantes na vida
14:56da pessoa
14:56influenciam a pessoa
14:58a piorar
14:59com enxaqueca crônica.
15:00Isso tem a ver
15:01com essa liberação
15:01de cortisol,
15:02é um dos marcadores, né?
15:04Existem vários processos
15:05que acontecem
15:05com um trauma psíquico
15:07e isso pode, sim,
15:08ser um motivador
15:09de piora da enxaqueca.
15:10Bom, agora eu vou entrar
15:11num assunto que eu gosto muito
15:12que é a atividade física,
15:13mas antes eu vou chamar
15:14a Joana para saber
15:15se fazer atividade física
15:17para quem tem dor de cabeça
15:18é uma boa ideia.
15:20Vamos lá, Joana,
15:21vai no Saia do Sofá.
15:27É verdade,
15:28Marcio,
15:28sempre tem que ter um jeito
15:30de sair do sofá.
15:31E quando o assunto
15:31é dor de cabeça,
15:33uma caminhada de leve,
15:34assim,
15:35contemplativa,
15:36a minha não está
15:36contemplativa
15:37porque eu estou
15:37dentro da academia,
15:38mas eu posso colocar
15:39um filminho aqui
15:40e ficar assistindo.
15:41Já é legal.
15:42Por quê?
15:42Porque a caminhada
15:43vai melhorar
15:44o fluxo sanguíneo
15:45e aumentar a oxigenação
15:46no cérebro.
15:47Isso pode ser benéfico
15:48para quem tem
15:49uma dor de cabeça leve.
15:51Mas presta atenção,
15:52dor de cabeça leve,
15:53que se for uma dor de cabeça
15:54muito forte
15:55ou quase uma enxaqueca,
15:57qualquer movimento
15:58pode fazer mal.
15:59Então,
16:00não é para fazer nadinha.
16:02Agora,
16:02se a sua dor de cabeça
16:03é bem leve,
16:04a atividade física
16:04pode sim
16:05contribuir
16:06para a melhora.
16:07Pode ser uma caminhada,
16:08pode ser uma natação
16:10bem suave,
16:11pode ser até mesmo
16:12uma musculação,
16:13mas tudo,
16:14com calma,
16:16com cuidado
16:16para não piorar
16:17o quadro de dor de cabeça.
16:19E, claro,
16:20não esquecer
16:20de manter a hidratação
16:22durante essa atividade física.
16:23Mesmo que de leve,
16:24mesmo que você esteja
16:25suando pouco,
16:25a hidratação
16:26é fundamental
16:27para não piorar
16:28a dor de cabeça
16:29ou, quem sabe,
16:29até para melhorar.
16:30Tchau, Márcio.
16:31é contigo agora.
16:33E essa relação
16:33da atividade física,
16:35a Joana estava falando
16:35aqui no Saia do Sofá,
16:38você estava falando
16:39que o estresse
16:40pode ser
16:42alguma coisa
16:44que aumente
16:44a frequência,
16:46as crises
16:47de enxaqueca.
16:49Você estava falando
16:50do sono.
16:51O sono
16:51também pode ser
16:53um agravante
16:54nessa situação.
16:55A atividade física
16:57atua
16:57diminuindo o estresse,
16:59melhorando a qualidade
17:00do sono.
17:01Como que a atividade física
17:02entra num contexto?
17:04E, mais importante,
17:05se eu tenho uma dor
17:06de cabeça leve,
17:08faço ou não
17:08atividade física?
17:10Vamos lá.
17:11São duas excelentes
17:12colocações.
17:12A primeira,
17:13a gente sabe
17:14que a atividade física
17:15se relaciona
17:16com enxaqueca
17:17e cada dia
17:18existe mais evidência
17:20disso.
17:20Até ao ponto
17:21de eu dizer
17:22que se a pessoa
17:24tem um problema
17:24de estresse,
17:25um problema de sono
17:26e não faz
17:26atividade física
17:27e tiver que mexer
17:28em um deles.
17:29A minha recomendação
17:29é começar
17:30pela atividade física.
17:31Justamente porque,
17:32como você colocou,
17:33se a pessoa passa
17:34a fazer atividade física,
17:35ela vai também
17:35ter um efeito
17:36sobre o sono positivo
17:37e sobre o controle
17:38de estresse
17:38e diretamente
17:40sobre redução
17:40de dores de cabeça
17:42na enxaqueca.
17:43Agora,
17:44existe o que você colocou.
17:45A pessoa que está
17:46com dor de cabeça,
17:47ela tem enxaqueca,
17:49ela nem todos os dias
17:50tem dor de cabeça.
17:51Quando ela não tem dor de cabeça,
17:52já sabemos,
17:53vale a pena fazer
17:53atividade física.
17:54Mas aí,
17:55no dia que ela está
17:55com dor de cabeça,
17:56aqui,
17:57a gente vai ter
17:58que ter um pouquinho
17:58de bom senso.
17:59Por quê?
18:00Se a pessoa está
18:00com uma dor leve,
18:01é muito possível
18:02que ela vá fazer
18:03atividade física
18:03e ela melhore
18:05da atividade física.
18:06Isso é comum.
18:07Seria indicado
18:08uma atividade física
18:09mais leve
18:09e moderada?
18:10Com certeza.
18:11No quadro em que
18:12a pessoa está
18:12com dor de cabeça,
18:14maneirar em relação
18:15à intensidade
18:15pode ser uma ótima escolha.
18:18Por outro lado,
18:18se a pessoa está
18:19com uma dor de cabeça
18:19intensa,
18:20Márcio,
18:20é comum que qualquer movimento
18:22piore a dor de cabeça.
18:23Nesse cenário,
18:25a pessoa tem que
18:26escutar o corpo,
18:27ouvir e atender
18:29a demanda do corpo
18:31naquele momento,
18:32que não é fazer
18:33atividade física.
18:34Então,
18:35se a pessoa está
18:36em crise intensa
18:36de enxaqueca,
18:37não é recomendável
18:38forçar e fazer
18:39atividade física,
18:40especialmente vigorosa.
18:42Nesse cenário,
18:43é repousar,
18:44tratar a crise
18:44conforme foi acordado
18:46com o médico
18:46e,
18:47quando melhorar,
18:48vai ter a chance
18:49de fazer atividade física.
18:50Se estiver melhorando,
18:52se estiver bem,
18:52tiver a oportunidade
18:53de fazer atividade física,
18:54vale a pena.
18:55Mas,
18:55na fase leve,
18:56muitas pessoas me relatam,
18:57inclusive,
18:58isso,
18:58que melhoram
18:59a dor de cabeça
19:00quando vão fazer.
19:01Aí,
19:02ok,
19:02a pessoa tem ali
19:03enxaqueca,
19:04tem dores de cabeça
19:05frequente.
19:08Você fazia atividade física
19:10com regularidade,
19:12e isso,
19:13vamos acreditar
19:14que vai melhorar
19:15um pouco
19:15a qualidade do sono,
19:17vai diminuir
19:17a quantidade de estresse,
19:19esse combo
19:20do estilo de vida,
19:21ele pode ajudar
19:23a diminuir muito
19:24a frequência
19:26e a intensidade?
19:28Sem dúvida,
19:28pode ajudar
19:29a diminuir.
19:31Existem razões
19:32pelas quais isso acontece
19:32que a gente já compreende.
19:34Atividade física,
19:35por exemplo,
19:36como você sabe,
19:36né, Márcio,
19:37ela é responsável
19:38por gerar liberação
19:39de mediadores,
19:41ou seja,
19:42de substâncias
19:43no nosso organismo
19:44que vão promover
19:45uma melhora,
19:47uma reparação
19:48dos neurônios.
19:49então existe
19:49uma ação direta
19:51da prática
19:51de atividade física
19:52sobre o funcionamento
19:54das células
19:55dos neurônios.
19:56Existe ainda
19:57influências indiretas,
20:00a melhora
20:00do acondicionamento
20:01cardiovascular,
20:02melhora a capacidade
20:03neuronal,
20:04e isso também
20:04vai ter implicação.
20:06E na prática,
20:07quando a gente olha
20:08para os estudos
20:08que se perguntam,
20:09fazer atividade física
20:11diminui os dias
20:12que eu tenho dor de cabeça,
20:14a resposta é sim.
20:15Sim.
20:15Existem cada dia
20:17mais estudos recentes.
20:19De minha intensidade
20:19também, Márcio?
20:21Não existe uma avaliação
20:22tão clara
20:23nesses estudos
20:24porque a intensidade
20:25ela acaba tendo
20:26uma avaliação
20:26muito indireta,
20:27subjetiva,
20:28exatamente.
20:30Mas,
20:30eu posso dizer
20:31da minha experiência
20:32que os pacientes
20:32percebem diminuir
20:33a intensidade.
20:35O que acontece
20:35na enxaqueca
20:36é que quando ela vai
20:37melhorando,
20:37ela vai melhorando
20:38em bloco, Márcio.
20:39Vai baixando a intensidade,
20:41vai diminuindo
20:41a frequência,
20:43vai diminuindo
20:43o impacto
20:43que tem nas atividades,
20:44melhora a resposta
20:46que a pessoa tem
20:46ao analgésico,
20:47uma coisa que eu ouço muito.
20:48A pessoa faz um tratamento
20:49medicamentoso,
20:50não faz atividade física,
20:52não cuida do sono,
20:52aí de repente
20:53melhorou com remédio,
20:55mas ainda tem
20:56uma quantidade de dias.
20:57Começa a fazer
20:58atividade física,
20:59aí ela vem me contando assim,
21:00antes eu precisava
21:01tomar dois,
21:02três analgésicos
21:03para melhorar a dor.
21:04Hoje,
21:05eu tomo o primeiro
21:05analgésico no início,
21:06sumiu.
21:10Existe
21:10a possibilidade
21:12de com um estilo de vida
21:13eu não precisar
21:16de analgésico
21:17ou esse uso
21:18ser muito pontual?
21:20Olha,
21:20depende de onde
21:21a pessoa está saindo.
21:22Eu acho que
21:23todas as pessoas
21:24que têm chaqueca
21:25vão se beneficiar
21:27de uma melhora
21:27do estilo de vida.
21:29A dúvida é,
21:30dependendo de onde
21:31a pessoa está,
21:32ou seja,
21:33se ela já tem
21:34muitos dias de dor,
21:35provavelmente
21:36isso não vai ser suficiente.
21:37Além do estilo de vida,
21:39ela vai precisar,
21:41pelo menos por um tempo,
21:42de um tratamento
21:42medicamentoso.
21:44Agora,
21:44se a pessoa tem
21:44enxaqueca
21:45e tem poucos dias de dor
21:47e já se atenta a isso,
21:49começa a cuidar
21:50do estilo de vida,
21:51ela tem uma chance
21:52grande
21:52de nunca vir a precisar
21:54de um tratamento
21:55contínuo,
21:56prolongado,
21:57para diminuir
21:58as crises de enxaqueca.
21:59Já os tratamentos
22:00pontuais de crise,
22:02os analgésicos,
22:03e existem outros,
22:04não são só analgésicos,
22:05existem medicamentos
22:06que são específicos
22:07para tratar a crise
22:07de enxaqueca,
22:08por exemplo.
22:09Esses medicamentos,
22:11para quem tem enxaqueca,
22:12é importante que essa pessoa
22:13também tenha a tranquilidade
22:15de saber usar
22:16da forma correta,
22:16na quantidade certa,
22:18ao longo da vida.
22:19Porque também não é um problema
22:21essa pessoa usar
22:22ao longo da vida.
22:23A questão é,
22:24se você tem isso
22:26e cuida do estilo de vida
22:27e a enxaqueca
22:28é bem controlada,
22:30a pessoa não vai ser
22:31uma pessoa que se considera
22:31doente, Márcio.
22:33Ela tem uma condição
22:33que toca a vida normal.
22:36É como uma pessoa
22:37que tem uma asma
22:37muito leve.
22:38Quando ela gripa,
22:39ela tem que usar
22:40uma bombinha.
22:41Fora isso,
22:41ela está muito bem.
22:42Agora,
22:43hoje você tem
22:43uma proliferação
22:44de informação.
22:47E na saúde
22:48não é diferente.
22:49É verdade.
22:50E aí,
22:50outro dia eu estava vendo
22:52a questão dos shots.
22:54Shot para imunidade,
22:57shot para emagrecer.
22:59E me chamou a atenção
23:00esses shots
23:01para melhorar,
23:02crises de dor de cabeça,
23:04de enxaqueca.
23:05você falou que não existe
23:07um alimento milagroso
23:09assim como não existe
23:10um alimento gatilho
23:12que vai fazer
23:12com que você tenha
23:13desenvolvido enxaqueca.
23:14Sim.
23:16É para tomar cuidado
23:17com esses shots,
23:19com essas medicações caseiras,
23:21porque isso pode,
23:22às vezes,
23:22mascarar uma situação
23:23mais complicada?
23:24Sem dúvida nenhuma.
23:26A maioria desses shots,
23:28eles não têm
23:29nenhum tipo
23:29de comprovação científica.
23:31e isso significa
23:32que a gente não sabe
23:33a repercussão daquilo.
23:35E a gente,
23:36como você falou,
23:37pode estar tentando
23:38algo mais natural,
23:40mas deixando de reconhecer
23:41algo que pode ser
23:42uma enxaqueca
23:43que atrapalha
23:43muita qualidade de vida
23:44ou pode ser
23:45uma doença mais grave.
23:46Até existem,
23:47Márcio,
23:47alguns suplementos alimentares
23:49considerados viáveis
23:52para formas mais leves
23:53de enxaqueca.
23:54O magnésio,
23:56por exemplo,
23:56a coenzima Q10,
23:57a riboflavina.
23:59Eu falei três substâncias,
24:00todas elas com
24:01pequenos estudos
24:02que têm algum grau
24:03de possível melhora.
24:04Em coadjuvante.
24:06São totalmente coadjuvantes.
24:08Não dá para achar
24:09que vai usar
24:10essas medicações
24:10e a enxaqueca
24:11vai resolver com isso.
24:13Então,
24:13é exatamente isso.
24:14Tem estudos
24:15que mostram alguma melhora,
24:16mas muito cuidado
24:17com a promessa
24:18que está sendo feita
24:19a partir disso.
24:21O poder,
24:21por exemplo,
24:22de mudança
24:22de estilo de vida
24:23com cuidado do sono
24:25e atividade física
24:26é muito maior
24:27do que qualquer
24:28substância
24:29natural
24:30que a pessoa
24:30pode ingerir.
24:31Muito bacana.
24:32Bom,
24:32quero te agradecer
24:33porque grande parte
24:35da população
24:36sofre com dor de cabeça,
24:37boa parte tem
24:38enxaqueca
24:39e deu para ver
24:40que,
24:41claro,
24:41uma boa orientação,
24:44medicamento correto,
24:45na hora certa
24:46vai fazer diferença.
24:48Mas a gente também
24:48não tem como
24:49terceirizar
24:49o nosso estilo de vida
24:51e você falou
24:51da importância
24:52que o estilo de vida tem.
24:54Obrigado.
24:54Obrigado pela oportunidade
24:56de conversar
24:56com toda a sua audiência
24:57aqui com você.
24:58Valeu, Márcio.
24:59Hoje o Viva Bem
25:01vai ficando por aqui.
25:02Eu tenho certeza
25:03que você curtiu
25:03esse programa
25:04e claro que você
25:05conhece alguém
25:06que tem dor de cabeça
25:07ou que sofre
25:09com crises de enxaqueca.
25:11Então você já pode
25:11compartilhar
25:12esse programa
25:13porque ele está disponível
25:15em todas as plataformas
25:16da Jovem Pan
25:17e no YouTube
25:18da Jovem Pan News.
25:19E claro,
25:20você também pode escutar
25:21no Spotify
25:22e não esqueça
25:23de compartilhar.
25:25Semana que vem
25:25o Viva Bem
25:26está de volta.
25:27Jovem Pan
25:33Viva Bem
25:34com Márcio Atala.
25:37A opinião
25:37dos nossos comentaristas
25:39não reflete necessariamente
25:41a opinião
25:41do Grupo Jovem Pan
25:43de Comunicação.
25:48Realização
25:48Jovem Pan
25:49Jovem Pan
25:50Jovem Pan
25:50Jovem Pan
25:51Jovem Pan
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