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A defesa de Augusto Heleno destacou que o fato de ele ser citado em um suposto gabinete de crise não comprova sua participação na elaboração do plano golpista. O advogado Matheus Milanez reforçou que Heleno não procurou ou pressionou militares, não participou dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e não teve envolvimento na Abin Paralela, questionando a validade de usar apenas documentos como prova de sua participação.

Confira o julgamento na íntegra: https://youtube.com/live/FyQDEyIc3hw

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Transcrição
00:00E aqui eu vou mais à frente.
00:02Sobre a politização do GSI,
00:04que é trazido pela Procuradoria-Geral da República
00:06e que o General Leandro teria deixado o DNA bolsonarista,
00:09que isso teria atrapalhado
00:10nas questões do dia 8. Vamos lá.
00:12Eu indago a testemunha,
00:14o réu.
00:16Nesse sentido, para explanar para os senhores ministros,
00:18o senhor saberia falar como funciona essa indicação
00:20de membros para o GSI?
00:22Tirando os cargos que eram de absoluta confiança,
00:24que logicamente em qualquer lugar são preenchidos
00:25pelo chefe da entidade, os outros cargos eram
00:27preenchidos quando esses cargos vagavam.
00:30Eu mandava um pedido para os diferentes
00:32órgãos, solicitando que eles
00:34recompletassem os agentes que eram destinados a eles
00:36como instituição.
00:38Eu indago. Só para entender, por exemplo,
00:40se algum militar vinha do aeronáutico, exército,
00:42ou marinha, quando essa vaga do militar
00:44vagava, era disposta
00:46novamente a força para indicar um substituto,
00:48que ele responde? Nem eram as forças
00:50às vezes, era a polícia militar.
00:52Eram pedidos a diferentes órgãos,
00:54principalmente do DF, esses servidores
00:56se integravam ao GSI e passavam
00:58a participar das atividades do GSI.
01:00Essa quantidade de servidores era exatamente por conta
01:02das viagens presidenciais que eram
01:04preparadas pelo GSI.
01:06Perfeito, general. Minha pergunta é um pouco mais
01:08incisiva no sentido de que assim,
01:10um servidor que estava na BIM,
01:12como o senhor bem falou aqui, da polícia militar,
01:14por exemplo, quando essa vaga de servidor
01:16abria a força ou órgão ao qual o servidor indicava?
01:19Isso. Eu solicitava
01:20que eles indicassem. Nunca
01:22devolvi alguém ou julguei que aquele servidor
01:24não era capaz de cumprir a missão.
01:26Sempre fui muito bem sucedido com as indicações
01:28dos diferentes órgãos, mas eu fazia
01:30questão de prestigiar essa indicação
01:32e tinha muita confiança.
01:34Aí eu falo, os cargos que o senhor escolhi, então, seriam os mais
01:36ligados aos cargos de confiança. Sim, senhor.
01:38E aqui eu trago a testemunha Christian novamente.
01:40O senhor sabe informar
01:42se o general Leandro manteve pessoas que eram
01:44de gestões anteriores ao GSI, como do presidente
01:46Temer e da Dilma? Sim, responde
01:48a testemunha. Inclusive o chefe de gabinete, por exemplo,
01:50do ministro do GSI à época,
01:52comandante de Mariguerra Ibsen,
01:54era chefe de gabinete, por exemplo, do general
01:56Ant Goen, quando o ministro do GSI.
01:58Por exemplo, o assessor parlamentar do GSI,
02:00que toda ela era composta na época
02:02pelo coronel Mora Alves, coronel Valmour
02:04Rulhover e vários outros que trabalhavam já na presidência
02:06em governos anteriores. Inclusive
02:08dentro de governos anteriores do PT.
02:10Sigo para o general
02:12Penteado, secretário executivo
02:14do GSI. O senhor poderia dizer se o general
02:16Leandro politizou o GSI? Do ponto
02:18de vista do secretário executivo? Nenhuma.
02:20Uma vez o general Leandro teria abordado assuntos
02:22políticos dentro do GSI? Comigo
02:24nenhuma vez. Chefe de gabinete,
02:26comandante Ibsen, o senhor tem conhecimento ou sabe
02:28dizer se o general Leandro politizou o GSI?
02:31Eu posso, dentro
02:32do meu conhecimento, do que acompanhei,
02:34dizer que não houve essa politização.
02:36Perfeito. Alguma vez o general teria abordado assuntos
02:38política partidária? Não.
02:40Como chefe de gabinete, o senhor poderia
02:42nos responder se o general Leandro
02:44manteve pessoas de outras gestões, como
02:46por exemplo, do Temer ou da Dilma?
02:48Sim. A maioria do gabinete foi mantida.
02:50E eu indago a respeito de porcentagem.
02:52Ele fala que mais da metade.
02:55General Oliveira Freitas, que foi
02:56diretor de segurança da informação do GSI.
02:58Eu indago. Alguma vez o senhor saberia dizer se o general Leandro teria
03:01politizado o GSI?
03:02Eu nunca vi assuntos políticos serem tratados lá.
03:05Inclusive, nós mantemos lá todas as pessoas que estavam no GSI.
03:09E o general permaneceu com o mesmo chefe de gabinete,
03:12até as secretárias.
03:14Eu trabalhava no meu departamento.
03:16Eu trabalhava no anexo do palácio.
03:17Não trabalhava no gabinete.
03:18Mas verifiquei que o general é da opinião que militar assume uma função.
03:21Coronel Hamilton, novamente.
03:25O senhor sabe dizer se o general Leandro teria politizado o GSI?
03:27Em que ele responde.
03:28Não, o general Leandro não politizou o GSI.
03:30Ele era o político.
03:32Pelo tempo que eu tenho de GSI.
03:33Quase 12 anos.
03:35Eu posso até afirmar que o GSI é apolítico e apartidário.
03:39Eu nunca observei, e aqui esse exemplo que ele traz é muito curioso,
03:42o GSI fazer parte de reforma ministerial
03:45e nem contar fazer parte de cota de qualquer partido na esplanada.
03:49Segue a testemunha.
03:52Me lembro que uma vez o general Leandro, em palestra no GSI,
03:54deixou isso claro.
03:56Ele disse que, pela proximidade...
03:58Dez horas.
03:59Repita.
03:59Dez horas.
04:01A gente segue acompanhando a defesa do general Augusto Leandro,
04:05que nega o uso irregular da BIM,
04:06e também indica um afastamento do general do presidente Jair Bolsonaro
04:11em determinado momento da sua história.
04:14Mas a expectativa hoje é para a apresentação da defesa de Bolsonaro
04:17daqui a pouco também.
04:19Dez horas em ponto.
04:21Repita.
04:22Dez horas.
04:23Seguimos acompanhando o segundo dia de julgamento núcleo central
04:26da suposta tentativa de golpe com a defesa do general Augusto Heleno.
04:31E a partir de agora já com o morning show aqui na Jovem Pan.
04:34As defesas, falando da defesa do general Heleno,
04:36eram funcionários de menor escalão, sem acesso direito ao núcleo decisório.
04:42Eu vou deixar aqui a tabela para vossas excelências verem.
04:45O Ministério Público alega que nós trouxemos testemunhas de baixo grau hierárquico.
04:54Nós temos só o vice-presidente da República, o ministro da Saúde,
04:58diretor da Segurança Presidencial, que é o responsável por toda a segurança do presidente,
05:02o coordenador de viagens e eventos da PGR, da Procuradoria da República,
05:07e aqui os senhores ministros compreendem muito bem, mas vamos lá.
05:10Nós temos o GSI, nós temos o ministro, o secretário executivo,
05:14o vice dele, que seria o secretário executivo adjunto,
05:17o chefe de gabinete e os assessores especiais.
05:20Então nós temos como testemunha o secretário executivo do GSI,
05:23o secretário executivo adjunto, o chefe de gabinete,
05:26o assessor especial de comunicação e o coordenador das relações institucionais da BIM.
05:31Baixo escalão, excelências.
05:33Só se eu trouxesse o presidente Bolsonaro para falar aqui.
05:36Eu acho que somente ele seria o superior.
05:37E aqui, esse ponto é muito interessante, do punhal verde e amarelo.
05:42O Ministério Público traz uma mensagem de texto encaminhada ao general Heleno
05:47e um documento no qual ele seria o chefe desse imaginário gabinete de crise.
05:53E aqui é interessante,
05:54mas o general Mário Fernandes enviou ao general Heleno uma mensagem
05:58pedindo que fizesse um vídeo de apoio às pessoas que estavam nos quartéis.
06:02O general respondeu?
06:06Esse vídeo existiu?
06:09Esse vídeo foi vinculado?
06:11O general Heleno conversa com o general Mário Fernandes?
06:15Porque nós sabemos que a Polícia Federal sabe exatamente o que tem naquelas provas.
06:20E selecionou a dedo a criar uma narrativa que coloca o general Heleno nessa suposta trama.
06:26Porque nós trouxemos as provas aqui, não os IPJs.
06:31Por que a Polícia Federal não trouxe resposta?
06:33Porque não há.
06:34Por que a Polícia Federal, junto com o Ministério Público,
06:38não trouxe as conversas de general Heleno que estaria junto na questão da trama golpista?
06:42Porque não há.
06:45Excelências, papel aceita tudo.
06:47Recentemente nós vimos um julgamento neste mesmo Supremo Tribunal Federal,
06:51onde o ministro Alexandre de Moraes teria feito uma ordem de prisão para si próprio.
06:56Mas foi o ministro Alexandre que fez a ordem?
06:58Está no papel.
07:00Ou esse papel foi feito por alguém que não o ministro Alexandre?
07:03Então, com todas as vênias da Procuradoria Geral da República,
07:06mas porque no papel está escrito que ele seria o chefe do gabinete de crise,
07:10quer dizer que ele tinha conhecimento?
07:12Quer dizer que ele participou da confecção desse documento?
07:14Então agora, se existir uma mensagem enviada a algum ministro,
07:19faça um vídeo para apoiar os QG, esse ministro estava envolvido?
07:23Não houve resposta, não tem diálogo, não tem participação, não tem absolutamente nada.
07:30E aqui eu parto para outro ponto bem interessante da denúncia,
07:33que seriam as reuniões no Palácio da Alvorada,
07:36onde se debatem essas minutas golpistas.
07:39Indago ao general Freire Gomes.
07:41General, as minhas perguntas são objetivas.
07:42Primeiro, o general Heleno alguma vez abordou o senhor, com o senhor ou sobre o senhor que seja,
07:47sobre uma minuta de estado de exceção e imposição de algum estado?
07:51Jamais.
07:52Testemunha segue, eu pergunto.
07:54Alguma vez o general participou de alguma reunião onde foi abordada a minuta golpista,
07:58ou mesmo sobre ruptura institucional na qual o senhor participou?
08:02Também não.
08:03Aí eu vou além.
08:04Eu falo algum militar com o senhor, falou com o senhor que o general Heleno teria conversado,
08:11convocado o referido militar a participar dessa imposição de estado de exceção?
08:15Também não.
08:17E aqui, excelências, é curioso, porque o general Heleno é tido como a referência das Forças Armadas Brasileiras.
08:22Um ídolo, um homem a ser tido como exemplo.
08:26Não há um único militar nesse país que não saiba da importância do general Heleno para a estrutura das Forças Armadas.
08:31E ele não falou com ninguém.
08:36Freire Gomes foi seu cadete na academia.
08:39Eles se conhecem.
08:41Ele não foi falar, sendo que o principal entrave,
08:44o que o Ministério Público traz,
08:47que teria evitado o golpe, foi o comandante do exército.
08:50E o general Heleno não falou com o comandante do exército?
08:53O general Heleno não falou com ninguém para ir falar com ele?
08:58O próprio general Teófilo?
09:00Também não.
09:01Com quem o general Heleno falou, então?
09:07Quem dentro das Forças Armadas, general Heleno,
09:10conversou, apresentou a minuta ou pediu apoio?
09:14Ninguém.
09:16E aqui eu sigo com o testemunho Brigadeiro Batista Júnior.
09:19Primeiro, o general Heleno esteve presente em alguma das reuniões feitas entre então presidentes e ministros?
09:24Não, senhor.
09:26Ele segue.
09:27Eu sigo perguntando.
09:27Considerando que vossa excelência chamou o general Heleno para falar de sua posição sobre questões no dia 17 de dezembro de 22 no ITA,
09:33eu pergunto a vossa excelência se alguma vez foi abordado pelo general Heleno para falar sobre o assunto de ruptura institucional?
09:39Não, senhor.
09:40O senhor em algum momento foi pressionado pelo general Heleno a aderir na imposição de estado de exceção?
09:44Não, senhor.
09:45E aqui eu explico.
09:45No dia 17 de dezembro de 22, o general Heleno estava na formatura do ITA, do seu neto,
09:51onde o Brigadeiro Batista Júnior conduzia a formatura e fez seu discurso de despedida
09:55quando o presidente liga para o general Heleno e pede que retorne à Brasília.
09:59O Brigadeiro Batista Júnior tinha participado das reuniões,
10:02que estava se sentindo pressionado, como alega, nessa questão de ter entrado,
10:06de não ter entrado nessa suposta trama.
10:08Chama o general Heleno numa sala reservada e fala,
10:10ó, como o senhor vai ter reunião com o presidente, avise que a aeronáutica não vai embarcar nisso.
10:15E o que o Brigadeiro fala, que o general responde, que ele fica atônito e desconversa.
10:20E aqui eu indago a vossas excelências.
10:23Se o senhor não participa, se o senhor não tem conhecimento, se o senhor não está envolvido,
10:29a pessoa chega para você e fala assim, ó, aviso do presidente que eu não vou embarcar em golpe nenhum.
10:33Quê? Oi? Não tem nada a ver. Não, desconversa.
10:37E o Brigadeiro Batista Júnior fala que durante o voo, o general Heleno foi acompanhando ele na cabine.
10:43Não foi tratado sobre o assunto.
10:46E não sou eu que estou falando.
10:47Quem fala isso é o próprio Brigadeiro Batista Júnior.
10:51Então, que fique claro, nenhum militar foi procurado pelo general Heleno.
10:55Nenhum militar foi pressionado.
10:57Nenhum.
10:58E que provas traz a defesa?
11:00As que estão aqui.
11:01Que provas traz o Ministério Público?
11:03Nenhuma.
11:04Eu sigo.
11:05O Ministério Público aponta que o general Heleno teria dificultado a transição do GSI,
11:09feita contra gosto.
11:11Não tem problema.
11:11Nós trazemos aqui.
11:13General Penteado, chefe executivo, secretário executivo do GSI.
11:16Eu pergunto.
11:16Por conta do cargo de vossa excelência, sabe ou tem conhecimento se ocorreram as reuniões
11:21de transição?
11:22Se houve a abertura das portas do GSI para o novo ministro assumir e entender o funcionamento
11:26do órgão?
11:27Houve duas reuniões, houve três.
11:28Na verdade, duas das quais eu mesmo capitaniei.
11:31Eu indago.
11:32O senhor sabe dizer se essas reuniões foram tranquilas?
11:34Se houve a passagem tranquila das informações ou teve algum tipo de atrito?
11:37Nenhum atrito.
11:38Nenhuma resistência.
11:39Nós apresentamos o gabinete e tudo transcorreu normalmente do ponto de vista do secretário
11:44executivo.
11:46Nós temos outra testemunha que fez a transição.
11:49Secretário executivo adjunto.
11:50O brigadeiro Osmar Lutens.
11:52Eu indago.
11:52Vossa excelência acompanha a transição do GSI para o governo Bolsonaro, para o governo
11:56Lula?
11:57O tempo todo.
11:59O tempo todo que o senhor fala é do começo ao fim, eu indago?
12:01Ele responde.
12:01É.
12:02Desde o início da equipe que foi instalada.
12:04A equipe de transição até o final.
12:07Eu saí do GSI em janeiro de 2023.
12:10Dia 2 especificamente.
12:12No que eu indago.
12:13O senhor sabe dizer quando mais ou menos foi iniciada essa transição?
12:16De imediato.
12:17Quando foi instalada a equipe de transição, começou, mas houve uma demora muito grande
12:21por parte do atual governo em definir quem seria o chefe do GSI.
12:27Mas nós já estávamos prontos.
12:29Não houve nenhum problema.
12:31Os documentos solicitados pela equipe de transição foram fornecidos sem qualquer percalço.
12:35O único que eu pergunto.
12:36Essa seria a minha pergunta seguinte.
12:38O senhor notou ou mesmo houve alguma resistência ou não transparência por parte do general
12:42Heleno nessa passagem, nesse processo de passagem para o general G Dias, do que ele responde
12:47não.
12:47A orientação dele é que nós procedêssemos à transição normalmente.
12:51Nós fizemos algo em torno de duas reuniões, com certeza.
12:54A terceira eu não tenho certeza que houve, mas uma foi conduzida pelo general Penteado,
12:58que era secretário executivo.
12:59A terceira eu mesmo conduzi no CCBB.
13:01Nessa reunião estavam.
13:03Nessas duas reuniões, com certeza, o general Gonçalves Dias se encontrava.
13:08Nessa terceira que eu tenho dúvida, mas eu tenho certeza que houve, mas nessa terceira
13:12estava lá o general Gonçalves Dias, representantes da Polícia Federal, representantes da BIM e
13:18o senhor Aluísio Mercadante.
13:19E todos os setores do GSI fizeram representados nessa reunião, que foi extensa.
13:26Qual prova o Ministério Público traz que o general Heleno dificultou, impossibilitou
13:30ou não deixou?
13:32Uma fala isolada dele que ele fala, é, procedi com a transição.
13:36Isso é prova de resistência?
13:37Ou isso é prova de que foi transparente?
13:39Ou isso é prova de que foi aberta as portas do GSI assim que houve essa resolução do
13:43governo?
13:45E aqui eu sigo.
13:46Ah, e um ponto interessante também, com os atos antidemocráticos, né, que eu vou
13:50começar a falar.
13:52Vejamos os pontos.
13:53Onde está a ligação, nas palavras do general Heleno, na reunião no dia 5 de julho, que
13:57o Ministério Público aponta, com a sequência de eventos do dia 8?
14:00Com quais manifestantes o general Heleno se comunicou durante sua gestão, ou no período de 1º
14:05a 8 de janeiro?
14:06Foram encontrados como manifestantes cópias dessa agenda, ou caderneta, né, que foi
14:11apreendida com o general?
14:13Qual foi o apoio financeiro, logístico ou de planejamento prestado pelo general Heleno
14:17a essa operação de deslocamento de 100 ônibus e 3 mil pessoas à Brasília?
14:21Algum print, áudio, conversa telefônica ou movimentação bancária que implique o movimento
14:27do general Heleno?
14:28E aqui eu trago um ponto interessante, porque a Ministério Público aponta, ah, mas foram
14:31mantidos inúmeros servidores do governo anterior.
14:35Nós provamos que 100 servidores ficam anos no GSI, que eles são propriamente de campo.
14:40Ah, mas doutor, mas os cargos de confiança quase todos ficaram.
14:4315 assessores direto de nível de DAS 4 e 5 deixaram o GSI nos primeiros dias de janeiro.
14:49O próprio Brigadeiro Osmar Lutem saiu dia 2.
14:55Que provas traz o Ministério Público no sentido contrário?
14:59Ou somente alegações?
15:03Sobre a BIM Paralela, não há dúvidas ainda que Augusto Heleno tinha plena ciência da
15:07configuração da BIM Paralela e acompanhou as atividades dessa célula de contra-inteligência.
15:11Em suas anotações pessoais foram encontrados registros sobre utilização da estrutura da
15:15BIM, com manuscritos de falar com o presidente Vicente Cândido Novo Vacari, a BIM
15:19está de olho e descrevia PF preparando uma grande sacanagem.
15:23Todos esses excertos estão em páginas diferentes.
15:26Todos.
15:29Nenhum está na ordem.
15:32Não é um seguido do outro na mesma folha.
15:35É um em cada folha, em cada parte da agenda.
15:40Então aí fica fácil.
15:41Se eu pego frases isoladas e falo que tem envolvimento.
15:45Se eu pego frases espalhadas pela caderneta e digo que existe um vínculo lógico, que foi
15:50o que a Polícia Federal fez, levando o Ministério Público a erro.
15:54E aqui um ponto interessante.
15:56O general Heleno não foi indiciado no relatório final sobre a BIM Paralela.
16:00E aqui, nesse relatório da BIM, que o Ministério Público também traz nas alegações finais
16:07para comprovar o desespero e a falta completa de provas, ele traz uma reunião ocorrida entre
16:14o presidente Bolsonaro, o general Heleno, Alexandre Ramagem e as advogadas de Flávio, para falar
16:19sobre aquele suposto esquema da rachadinha.
16:22O que isso tem a ver com os autos?
16:24É tão patente a falta de provas, é tão evidente que o Ministério Público traz situações
16:32que nada tem a ver.
16:35Eu preciso, de alguma forma, em vez de colocar o general Heleno.
16:39O que isso tem a ver com a narrativa?
16:42E olha que curioso sobre a BIM Paralela.
16:44O general Heleno foi monitorado pela BIM Paralela.
16:48Pera lá.
16:49Eu sou o grande articulador junto com o Alexandre Ramagem da BIM Paralela.
16:54e eu sou monitorado por ela?
16:56Então, pera lá.
16:58Como que eu coordeno essa BIM Paralela e não sou eu que estou falando?
17:05Nos registros, seja um dos terminais monitorados de Jean Carlos e Gustavo, está associado ao
17:09ministro Augusto Heleno, que foi monitorado 11 vezes.
17:16Outro ponto interessante.
17:17A BIM não é subordinada ao GSI.
17:20A BIM, ela é vinculada ao GSI.
17:22Ela é uma autarquia, funciona livremente.
17:25E aqui um ponto que foi muito batido.
17:27Sobre Alexandre Ramagem e Augusto Heleno estarem sempre juntos, que seriam parceiros nessa empreitada.
17:33Trago o Christian novamente.
17:35Indago.
17:35Por conta do cargo que o senhor ocupava, o senhor saberia informar se Alexandre Ramagem
17:38tinha agenda somente com o presidente e sem a presidente general Heleno?
17:42Com certeza tinha.
17:43Ele segue.
17:45O diretor Ramagem normalmente tinha um despacho semanal ordinário que ocorria segundas às
17:50tardes ou terças pela manhã com o ministro-chefe de GSI, general Heleno.
17:54Mas ele possuía uma sala no segundo andar do palácio, onde passava a grande parte da
17:58semana despachando diretamente no Palácio do Planalto.
18:01E por diversas vezes, dentro da sua agenda ou não, ele tinha reuniões com o presidente
18:06da república, muitas vezes sem a ciência do GSI.
18:10Mas o que mais temos sobre o general Heleno?
18:15Eu trago o réu colaborador.
18:16Na audiência, eu peço ao senhor ministro, seguindo na linha de sim ou não, para facilitar,
18:21eu gostaria que o réu colaborador, num dos seus termos, né, que temos presentes,
18:25que ele falou até para a vossa excelência, eu só queria que ele confirmasse o seguinte
18:28trecho.
18:29Eu nunca vi uma ação operacional ou de planejamento do general Heleno.
18:34Senhor ministro, por favor.
18:35No que ele responde?
18:37Confirmado.
18:37Eu repito, eu nunca vi uma ação operacional ou de planejamento do general Heleno.
18:45O réu colaborador é um meio de prova-chave para o Ministério Público.
18:50Suas alegações são tidas como um dos sustentáculos da acusação.
18:54E é isso que ele fala sobre o general Heleno.
18:57Mas temos mais.
18:58Não seja por isso.
18:59Quando o réu colaborador estava falando com o ministro Alexandre Moraes, quando foi
19:04chamado a falar numa das audiências sobre sua colaboração, o ministro relator pergunta,
19:10o senhor aponta que o assunto da trama do golpe, quebra de normalidade, decretação do estado
19:14de exceção e de sítio, ideia de quebra de normalidade, era discutida no governo.
19:19O senhor aponta ainda a existência de três grupos distintos que discutiam esse assunto.
19:24E ele vai falar do ponto que ele chega.
19:26O ministro relator pergunta, o senhor também, nesse mesmo depoimento, antes disso aqui,
19:31entre os correus, o senhor identifica alguém que estava nesses grupos?
19:37No que ele pergunta, Augusto Heleno Ribeiro Pereira.
19:41É, ele também não entrou na divisão.
19:43E aqui, excelências, eu trago a questão do estándar de probatório.
19:49Se falou do recebimento da denúncia, estándar de rebaixado, estándar de mínimo, necessidade
19:55de ter meros indícios, qual prova o Ministério Público conduziu, produziu na instrução
20:01contra o general Heleno?
20:04Nenhuma.
20:05A defesa provou, de forma maciça, a não participação, o não conhecimento e não envolvimento
20:14do general Heleno nessa trama.
20:15Essa defesa trouxe provas.
20:18Essa defesa teve acesso à prova e desmistificou essa caderneta, que de caderneta golpista
20:24não tem nada, que é simplesmente um material de apoio do próprio general, não vinculada
20:29e não compartilhada com ninguém.
20:31E aqui é interessante, o que prova o Ministério Público tem de que essa agenda foi compartilhada?
20:36Eles alegam que seria essa perfeita sintonia entre Alexandre e Ramagem e Augusto Heleno.
20:41É sério, excelências?
20:44Nós temos provas de que ninguém viu essa agenda, ninguém tocou nessa agenda, ninguém
20:47nem sabia que essa agenda quase existia.
20:50Nós provamos que a agenda foi manipulada com curiosos esquecimentos de páginas e construções
20:56de linha de raciocínio onde não existem, porque as páginas e os principais pontos pela
21:00Polícia Federal do Ministério Público estão sem pontos, sem páginas de distância
21:04um do outro.
21:05Portanto, para resumir essa sustentação oral que essa defesa técnica pede, é o reconhecimento
21:09das nulidades, pois ficou provada a importância do acesso e análise das provas, que curiosamente
21:15foram esquecidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
21:18caso as nulidades sejam superadas, que seja absolvido e que se evite uma injustiça e
21:24que se amargue para sempre a vida de Gennaro Heleno, um sujeito que dedicou a vida inteira
21:30a esta nação e a vida inteira a esse país, um militar de referência, honrado e dedicado.
21:36evitemos que se macule a honra desse homem e que essa gota amarga da injustiça acabe
21:41com a doçura de sua vida.
21:42Muito obrigado, Excelências.
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