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O advogado Matheus Milanez, que defende o general Augusto Heleno, negou o uso irregular da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) pelo réu. Durante a sustentação da defesa no plenário do STF, o advogado apresentou slides com afirmações de testemunhas para reforçar a argumentação de Heleno e questionar as provas apresentadas no julgamento do suposto plano de golpe.
Confira o julgamento na íntegra: https://youtube.com/live/FyQDEyIc3hw
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NotíciasTranscrição
00:00Aqui eu entro no outro ponto da reunião ministerial, dia 5 de julho de 22, onde o general Heleno fala.
00:06Dois pontos pra tocar aqui, presidente. Primeiro, o problema é da inteligência.
00:09Eu já conversei com o Vitor, que é o Vitor Felizmino Carneiro, novo diretor da BIM.
00:13Nós vamos montar um esquema pra acompanhar os dois lados que vão fazer.
00:16O problema de tudo disso é que se vazar alguma coisa, muita gente se conhece nesse meio.
00:19Se houver qualquer acusação de filtração desses agentes da BIM, se houver...
00:22E no que ele é interrompido pelo presidente.
00:24E aqui muito se falou, ahá, aqui está a prova de que general Heleno utilizava a BIM, que general Heleno que ia infiltrar agentes.
00:36Nós trouxemos uma testemunha bem interessante.
00:38Christian Perillier Schneider, oficial de inteligência da BIM por mais de 30 anos de carreira.
00:44E à época dos fatos, era coordenador de relações institucionais e comunicação social da BIM.
00:50No que eu indago. Vamos pra outro campo aqui.
00:52O senhor sabe dizer se houve um projeto estratégico da BIM no ano de 2002 para acompanhamento do processo eleitoral?
00:57No que ele responde. Sim, houve.
00:59Na verdade, desde 2014.
01:02Se bem me lembro, eu tenho 30 anos de carreira.
01:05Desde 2014, a Agência Brasileira de Inteligência, através do Centro de Pesquisa e Segurança de Comunicações,
01:11desenvolveu trabalhos conjuntos com o TSE, com tribunais regionais eleitorais do Brasil, como um todo.
01:17E ele continua.
01:18Começou pela criptografia das urnas e, dentre vários outros momentos em eleições passadas,
01:24a BIM trabalhou para acompanhar possíveis vulnerabilidades e possíveis ameaças ao processo eleitoral como um todo.
01:30No ano de 2002, inclusive, eu fiquei no cargo de coordenador geral até julho de 22,
01:35antes da minha designação para uma missão no exterior e que teria saído do cargo para fazer um curso para vir à missão.
01:40Em julho de 2022, ocorreu uma reunião na BIM, onde foi montada e colocada a todos os superintendentes estaduais,
01:48todos os coordenadores gerais de área e todos os diretores de departamento,
01:52o que se chamou de plano estratégico da BIM para acompanhamento das eleições de 2022.
01:58E ele segue explicando.
01:59Até onde eu pude participar, que foi o mês de julho somente,
02:03esse plano foi tratado, apresentado ao Gabinete de Segurança Institucional
02:06e também ao Sistema Brasileiro de Inteligência como um todo, o SISBIM.
02:11O Sistema Brasileiro de Inteligência, à época, tinha 46 ou 47 ministérios ou órgãos da República.
02:16E, através do plano, a BIM acompanhou possíveis, planejou, acompanhou, monitorou e tentou antecipar ameaças ao processo eleitoral.
02:24O que o general Lennon estava se mencionando quando foi cortado pelo presidente era isso.
02:29O risco, no sentido de vazamento, era se alguém falasse exatamente o que o Ministério Público está falando.
02:34Querem infiltrar agentes, querem acompanhar as campanhas, querem mexer no processo eleitoral, pelo contrário.
02:41O objetivo aqui é esse planejamento estratégico, que já vinha sendo executado,
02:45e aqui, curiosamente, com conhecimento do TSE.
02:48Com relatórios de inteligência enviados a todos os TREs e ao TSE.
02:54Todos os sistemas dos órgãos do SISBIM, cientes e com relatórios de inteligência.
02:59Por que o general Lennon tinha essa preocupação?
03:02Lembremos dos fatídicos episódios que ocorreram nas campanhas.
03:05E por que ele coloca os dois lados?
03:07A indagação aqui é maior.
03:08Porque se sabia que o acirramento era entre o lado do presidente Bolsonaro e do presidente Lula.
03:14Sabia-se que o acirramento político se dava entre esses dois polos.
03:18As campanhas de intenção de voto já indicavam que a eleição ia ficar entre os dois partidos.
03:22Não que não houvesse um acompanhamento de todos os presidenciáveis.
03:27Mas o foco, claramente, das ações e das agressões que foram ocorrendo
03:31ficou comprovado, infelizmente, com notícias ao longo do período eleitoral
03:36que comprovaram essas ameaças.
03:38E não nos esqueçamos, excelências, do atentado que o presidente Bolsonaro sofreu.
03:43Aqui é uma das principais provas que leva à preocupação de General Heleno
03:46como chefe da segurança institucional, como responsável pela segurança maior do presidente da República.
03:53Aí muitos se indagam.
03:55Mas, doutor, é possível infiltrar mesmo assim?
03:58Vamos dizer que infiltrar, eu quero o termo técnico.
04:02A testemunha Cristian explica.
04:04Eu indago.
04:05A minha questão aqui é objetiva.
04:05Eu quero saber se, nesse espaço de tempo, desde a reunião ministerial de 5 de julho
04:11até as eleições, é possível ou não realizar o processo de infiltração de agentes.
04:16Viabilidade do meio.
04:18Não.
04:19Legalmente é impossível.
04:21E tecnicamente é impossível.
04:24Porque as práticas e rotinas que você precisa preparar para a infiltração de agente,
04:28ela não se faz em três meses.
04:31Aí eu continuo.
04:31Mas atuar como agente infiltrado, foi isso que eu entendi ou estou errado?
04:36O senhor está correto.
04:37É proibido legal e nesse prazo, inclusive operacionalmente,
04:41não teria como técnico operacional nesse curto espaço de tempo.
04:46Normalmente as infiltrações são preparadas.
04:48Eu acho que todos puderam observar nos jornais aí nos últimos dias o serviço russo.
04:52Ele coloca uma pessoa no país 10, 12 anos até poder utilizar como infiltrado.
04:57Então, não se faz infiltração com pouco espaço de tempo.
05:01É uma técnica de alto risco.
05:05Pera lá.
05:06É possível?
05:07Não.
05:07Essa defesa está provando que é impossível infiltrar agentes.
05:13E não é a defesa que está falando.
05:16Quem está falando é um oficial de inteligência com mais de 30 anos de carreira.
05:20E eu indago a vossas excelências.
05:21Que prova o Ministério Público trouxe em contrário?
05:24Nada.
05:26O que o Ministério Público apresentou para que se tornasse possível a infiltração de agentes?
05:30Nada.
05:30E aqui sigo na reunião.
05:35O segundo ponto é que não vai ter VAR nas eleições.
05:37Não vai ter segunda chamada.
05:38Não vai ter revisão do VAR.
05:40Então, o que tiver que ser feito, tem que ser feito antes das eleições.
05:43Se tiver que dar um soco na mesa antes das eleições, tiver que virar mesa antes das eleições.
05:47No dia seguinte, todo mundo reconhece, fim de papo.
05:49Aí tem que ficar bem claro.
05:50Acho que as coisas têm que ser feitas antes das eleições.
05:52Vai chegar num ponto que nós não vamos poder falar mais nada.
05:54Vamos ter que agir.
05:55Agir contra determinadas instituições, determinadas pessoas.
05:58Isso pra mim é muito claro.
05:59Só isso.
06:00Excelência, se tratava de uma reunião ministerial, onde com todas as vênias a dosagem de palavras não era necessária.
06:05Eu indago a vossas excelências se numa reunião fechada, vossas excelências medem as palavras tais quais falam a público.
06:12O que o general Heleno está trazendo aqui nessas falas, e aqui na verdade falas de certo ponto até republicanas.
06:18Após as eleições não tem discussão.
06:20Após as eleições não tem o que falar.
06:21Até o próprio presidente Bolsonaro falava isso.
06:23Quem ganhou a maioria dos votos leva.
06:24O que que se passa nesse ponto?
06:27Era sabido que havia, e será explicitado por essa defesa técnica mais à frente,
06:32uma crise institucional entre o poder judiciário e o poder executivo.
06:36Então, esta fala do general Heleno numa reunião ministerial vem no sentido de algo tem que ser feito.
06:42Nós temos que fazer alguma coisa.
06:45O que que nós podemos fazer?
06:46O que que pode ser discutido?
06:47O que que pode ser tratado?
06:49Porque depois que se passarem as eleições, não tem como.
06:54Não existe se tentar fazer alguma coisa depois do resultado das urnas.
06:59E aqui é muito curioso, porque como termina essa reunião?
07:02O presidente Bolsonaro fala,
07:03senhores, sem cortar, muito obrigado a todos, porque senão não termina.
07:07Pera lá.
07:09É assim que termina uma reunião que tinha como objetivo preparar os atos do dia 8?
07:13Quais foram as ordens e orientações para iniciar planejamentos efetivos
07:17com vistas a essa suposta ruptura?
07:20Eu continuo.
07:21Em particular, em relação ao general Heleno,
07:22o que que ficou acordado nessa reunião para que o GSI executasse nos próximos meses?
07:28Foi realizada alguma outra reunião ministerial
07:30para que os presentes na reunião anterior apresentassem as atividades determinadas
07:34desse 5 de julho de 22?
07:36E alguma prova foi levantada no sentido de que o general Heleno
07:40determinou alguma ação do GSI?
07:43Nada, excelências.
07:44Essa reunião, com todo respeito aqui, a ministra Carmen Lúcio,
07:48mas aos mineiros que me tem muito no coração, pois sou de São Paulo,
07:51seria um toró de parpite na minha terra?
07:53Então, assim, se foram falas, falas, falas, o que que ficou proposto?
07:56O que que foi feito?
07:57Do que que foi retirado?
07:59Quais foram os empreendimentos realizados a partir dessa reunião ministerial?
08:03Nada, excelências.
08:05Nada foi tirado daí.
08:06E, em específico, o general Heleno, de quem estou falando aqui,
08:09não há nenhuma prova.
08:10E, pelo contrário, nessa instantação oral, a defesa técnica vai trazer provas
08:14de que nada disso foi ventilado no GSI.
08:18E aqui, excelências, eu chego ao ponto mais interessante do Ministério Público.
08:23A dita caderneta golpista.
08:27E aqui, excelências, eu fiz questão de colocar no slide.
08:29Importante notar que a defesa técnica vai fazer menção à prova,
08:33não ao IPJ.
08:36O Ministério Público, do começo ao fim desse processo,
08:40desde a fase de inquérito, não menciona a prova,
08:44menciona os informes de polícia judiciária.
08:47E foi aqui que o Ministério Público incidiu em erro,
08:50por acreditar cega e piamente na Polícia Federal.
08:54Iniciamos com uma alegação da Procuradoria-Geral da República.
08:57Interrogada em juízo a respeito,
08:59Augusto Heleno confirmou que essa agenda,
09:01utilizada frequentemente, abro aspas,
09:03estava na minha mão quase sempre,
09:05onde eu anotava as coisas que eram de meu interesse.
09:07Fecha aspas.
09:08Segue o Ministério Público.
09:09Afastando a ideia de meras anotações privadas,
09:12o réu declarou que já utilizava a agenda
09:14nas reuniões anteriores ao início do governo Bolsonaro,
09:16e que seguiu utilizando-a depois,
09:18valendo seu conteúdo anotado,
09:19para debater temas em conjunto com o ex-presidente
09:22e demais integrantes do governo.
09:24Eu peço curiosa atenção ao trecho que o Ministério Público traz.
09:28Estava na minha mão quase sempre,
09:29onde eu anotava as coisas que eram do meu interesse.
09:31Mas não tem problema, a gente traz o resto da fala.
09:34Era um documento particular, secreto,
09:37não vinculado aos assuntos que estavam escritos naquela agenda.
09:40Não apresentava nada que pudesse levar ao julgamento
09:43que essa agenda era uma caderneta golpista.
09:45com todo o respeito ao Ministério Público.
09:49Mas por que cortar essa fala?
09:52Por que tirar uma conclusão,
09:54sendo que a fala diz outra coisa?
09:58Então, com todas as vênias.
09:59E aqui se fala, doutor, mas o senhor só está trazendo a fala do general?
10:03Não, não. A gente traz testemunha também.
10:05Coronel Hamilton, assessor especial de comunicação social.
10:08Também, doutor, aproveitando em relação à agenda prendida na residência,
10:12eu também nunca vi aquela agenda.
10:15O general Heleno não compartilhava comigo nem nas reuniões de coordenação.
10:20Foi um outro assunto que nós tomamos conhecimento
10:22só com a liberação do sigilo pelo STF.
10:28No que eu continuo,
10:29sobre essa questão da agenda,
10:30o senhor levantou aqui, né?
10:31Algum outro membro do GSI veio falar com o senhor
10:34que teria acesso a esse suposto documento
10:37ou algo nesse sentido?
10:39Não, senhor.
10:40Esse assunto da agenda e da reunião
10:42também não foi tratado no GSI pelo general.
10:46E aqui, novamente,
10:48qual prova o Ministério Público traz em sentido contrário?
10:52Nenhuma.
10:53De novo, meras alegações
10:56sem arcabouço probatório.
10:58E aqui, excelências,
11:00nós usamos um termo forte,
11:02porque foi indução a erro, sim,
11:05por parte da Polícia Federal
11:06para com o Ministério Público.
11:08Por quê?
11:09Assim ficou apresentada,
11:11essa é uma foto,
11:12um print screen, como se diz,
11:14da como a Polícia Federal apresentou a agenda.
11:18Agenda, que na verdade não é agenda.
11:20Uma foto da,
11:21onde seria essa réu de diretrizes estratégicas
11:23e as escritas ao lado.
11:25E vejamos, excelências,
11:26que é curioso,
11:27porque a Polícia Federal coloca
11:28figura 33, figura 34.
11:32Como se fosse um encadeamento lógico de ideias.
11:36Olha que curioso.
11:39As páginas onde está esse réu de diretrizes estratégicas
11:42e aquela questão de se o MJ acionar a AGU
11:45estão sem páginas de distância uma da outra.
11:51Mas elas têm vínculo, é óbvio.
11:54É óbvio.
11:55Com todas as vênias,
11:58mas se nós pegarmos um livro,
12:01começo e fim,
12:02sem páginas de distância,
12:03não tem noção,
12:04uma coisa não tem nada a ver com a outra.
12:06E aqui nós vamos mais a fundo,
12:08nessa réu de diretrizes estratégicas.
12:10A Polícia Federal esqueceu
12:12as duas páginas seguintes.
12:15Olha que curioso,
12:16porque ele coloca réu de diretrizes estratégicas,
12:18quatro pontos,
12:19sendo que o quarto ponto é
12:20é válido continuar a criticar as urnas.
12:23O ponto dois,
12:24que a mídia adorou alardear,
12:25que não faremos discurso contra negros e maricas.
12:29Por que a Polícia Federal esqueceu dessas duas páginas?
12:32Não tem problema.
12:33A gente explica.
12:35Olha que curioso os outros pontos.
12:36Resumo político do dia a dia
12:51que o presidente tem o que falar com os apoiadores.
12:53Relações internacionais,
12:55bandeiras políticas,
12:56planos estratégicos.
12:58Claramente questões eleitorais, excelência.
13:01Por isso que a Polícia Federal,
13:03curiosamente,
13:04esqueceu de colocar.
13:05Ela pega esses quatro pontos,
13:08amarra no que na questão do MJ
13:09está claro um planejamento de golpe.
13:12Não, excelências.
13:13Uma parte dessa agenda,
13:15desse caderneta,
13:16não tem nada a ver com a outra.
13:17São pontos distintos,
13:19diametralmente opostos,
13:21que se tratam de questões eleitorais.
13:23E aqui a questão da AGU,
13:25que é muito curioso, né?
13:27Se sabia a respeito do tensionamento existente
13:31entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo.
13:33E aqui se fala que seria
13:35um manual de descumprimento
13:37de decisões judiciais.
13:39E aqui eu trago alguns esclarecimentos
13:41à época dos fatos.
13:43O uso do Supremo
13:43por partidos políticos de oposição
13:45para inviabilizar o governo Bolsonaro
13:47era patente.
13:48O atrito entre Poder Judiciário
13:49e Poder Executivo
13:50era indiscutível.
13:52Uma fala de um ex-ministro do Supremo
13:53reverberou bastante,
13:55que seria
13:55o STF está sendo utilizado
13:57pelos partidos de oposição
13:58para fustigar o governo.
14:00Isso não é sadio,
14:01não sei qual será o limite.
14:03E eu trago uma reportagem
14:04da Folha de São Paulo
14:05de fevereiro desse ano
14:06com o título
14:07Decisões Monocráticas do Supremo
14:09disparam nos últimos 15 anos
14:11com picos sobre o governo Bolsonaro.
14:14E por fim,
14:14eu trago uma citação aqui
14:15à época recém-eleita,
14:17Davi Alcolumbre,
14:18presidente do Congresso,
14:19em que ele diz
14:19o Brasil clama por pacificação,
14:22por um ambiente de respeito
14:23onde as diferenças
14:24sejam vistas
14:25como oportunidades de crescimento.
14:26Doutor, desculpe,
14:28aquela frase que está
14:29entre aspas
14:30o STF está sendo utilizado
14:33é de quem?
14:34É de um ex-ministro,
14:35Marco Aurélio Mello.
14:36Ah, sim, obrigado.
14:38Aqui, excelências,
14:39com respeito às indagações
14:41que eu faço a respeito disso,
14:43qual delegado foi pressionado?
14:45Porque nessa questão
14:45do uso do MJ
14:46se fala que a AGU faria
14:48e o governo pressionaria
14:49algo nesse sentido
14:50para cumprirem a decisão,
14:52para não cumprirem a decisão.
14:53Qual delegado foi pressionado?
14:55Bruno Bianco disse em juízo
14:57que não houve nada
14:57de pressionamento
14:58e não foi nem consultado
14:59sobre isso.
15:00Então, ponto dois
15:00já está esclarecido.
15:01E terceiro,
15:02de que forma o réu,
15:03o general Heleno,
15:04pressionou alguém?
15:06E foi instaurado
15:07algum inquérito
15:07para apurar isso?
15:09De fato,
15:09houve alguma investigação
15:10a respeito disso?
15:11Então, se usou a AGU
15:12de alguma forma?
15:14Se pressionaram delegados?
15:17Não, excelências,
15:18não há nenhuma outra prova
15:19nesse sentido.
15:20E aqui eu trago
15:20uma explicação bem curiosa,
15:22que são outras anotações
15:23sobre o judiciário,
15:24para mostrar como esta agenda
15:25era somente um suporte
15:26da memória do próprio general.
15:28Onde ele coloca
15:29questão do STF,
15:31ministro Barroso
15:32decide uma DPF.
15:34E vejamos como,
15:34aqui o Ministério Público
15:36trata o general Heleno
15:36como se fosse um jurista
15:37renomado,
15:39em que ele escreve
15:39o que é a DPF?
15:40Ação, direitos,
15:41cumprimento,
15:42preceito fundamental.
15:43E embaixo nós temos o quê?
15:44vacinas,
15:4615 mil dezembro,
15:4715 mil janeiro,
15:4870 mil fevereiro.
15:49Na outra página nós temos
15:51Toffoli,
15:52questão dos 20 dias de férias
15:53embaixo,
15:54trabalhando com força.
15:57O que uma...
15:57Na mesma página
15:58nós temos assuntos discordantes.
16:01E os senhores querem me falar
16:02que um assunto
16:04que está a 100 páginas
16:05de distância do outro
16:06tem vínculo?
16:08Mas, doutor,
16:09nós estamos falando
16:09de questionamento
16:10de ordens judiciais.
16:11Não tem problema,
16:11nós trazemos um caso emblemático
16:13que aconteceu há pouco tempo.
16:15O então desembargador
16:16plantonista
16:17Rogério Favreto
16:19determinou a soltura
16:21do então candidato
16:22Luiz Inácio Lula da Silva.
16:24Uma ordem
16:25do plantão judicial.
16:27Chega na Polícia Federal
16:28e a Polícia Federal
16:29cumpre?
16:30Não.
16:32A Polícia Federal
16:33alega que seria ilegal.
16:36Suscita dúvida
16:36ao juiz de primeiro grau
16:38que provoca
16:39o juiz relator
16:40natural da causa
16:41no TRF
16:41que anula
16:42e modifica
16:43vamos assim dizer
16:44a decisão
16:45do juiz plantonista.
16:46Então, pera lá.
16:48Seria tão absurdo
16:49se cogitar
16:49no não cumprimento
16:50de decisão judicial
16:51ou de um questionamento
16:52da legalidade
16:53da ordem judicial?
16:55O que houve aqui
16:56foi um não cumprimento
16:57por parte da Polícia Federal.
17:00Foi um questionamento.
17:01Por que eles não cumpriram?
17:02Porque supostamente
17:03seria ilegal a ordem.
17:04Então,
17:04nós estamos falando aqui
17:05de questionamento
17:06de pensamento.
17:07Eu estou trazendo
17:08um caso real.
17:09mais à frente,
17:12a acusação traz.
17:13Além disso,
17:14ficou comprovado
17:15nos autos
17:15que as diretrizes
17:16e argumentos
17:17preparados por Augusto Helena
17:18guardavam
17:18perfeita sintonia
17:19com o material encontrado
17:20na posta
17:21de Alexandre Ramagem.
17:22Ambos os seus
17:23registraram
17:23em diversas anotações
17:24e argumentos
17:25para atacar
17:25o sistema eleitoral brasileiro
17:26e os demais poderes
17:27constitucionais,
17:28especialmente
17:28poder judiciário.
17:30Ideias que claramente
17:31foram incorporadas
17:32ao discurso
17:32de Jair Bolsonaro.
17:33Onde está
17:35essa perfeita sintonia?
17:38O Ministério Público
17:39alega.
17:40Se fala sobre urnas
17:41com todas as vênias,
17:42excelência.
17:44No ano que nós estávamos,
17:45o Brasil inteiro
17:47não discutia
17:47sobre urnas?
17:49Então,
17:50o senhor quer me dizer
17:51que só porque
17:52tinham anotações
17:53sobre urnas
17:54com Ramagem,
17:54existiam anotações
17:55sobre questão de urnas
17:56com Helena,
17:57isso é uma perfeita sintonia?
17:59Então,
17:59o Brasil é o país
18:00mais alinhado do mundo,
18:01pois tudo se discutia
18:03urna naquela época,
18:04seja se eram seguras,
18:05seja se não eram,
18:06sejam se são auditáveis
18:07e tudo nesse sentido.
18:09Todo esse tipo
18:09de discussões
18:10eram levantadas.
18:11Discussões.
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