Um relatório da Global Trade Alert aponta que Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos após a derrota de Donald Trump na Suprema Corte. Para explicar o impacto econômico dessas alíquotas e os bastidores diplomáticos, o Fast News deste domingo (22) entrevista a doutora em direito internacional Priscila Caneparo.
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NotíciasTranscrição
00:00A gente traz um destaque internacional, Brasil e China são os países mais beneficiados
00:04pelas mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:09nos últimos dias.
00:10A avaliação é da Global Trade Alert, que é uma organização independente que monitora
00:15políticas de comércio internacional.
00:18O Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais,
00:24segundo o relatório da entidade.
00:25Na sequência, aparece em China, com recuo de um pouco mais de 7 pontos, e também
00:32a Índia, com a diminuição de 5,6 pontos.
00:35A informação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times.
00:39Sobre esse assunto, a gente conversa com a doutora em Direito Internacional, Priscila Caneparo.
00:45Doutora, seja muito bem-vinda aqui ao Fast News, e é claro, te desejo um excelente domingo,
00:50uma boa tarde.
00:51Boa tarde para você, boa tarde para todos que estão aqui nos assistindo.
00:55Bom, doutora, eu queria começar ouvindo a senhora sobre toda essa movimentação que
01:00está acontecendo.
01:00Primeiro, a decisão da Suprema Corte em derrubar as tarifas que foram impostas pelo
01:05governo Trump.
01:06Depois, o próprio presidente dos Estados Unidos impondo ali, subindo de 10% para 15%
01:11essas tarifas.
01:12Diante desse cenário, o Brasil realmente pode ser beneficiado?
01:16É possível ver com uma certa positividade essa redução?
01:19Mas, claro, também mantendo um otimismo cauteloso devido à imprevisibilidade desse cenário?
01:25Bom, a primeira coisa que a gente precisa entender é o cenário macro, para a gente
01:29ver os impactos no Brasil.
01:31O cenário macro, primeiro momento, a gente precisa analisar que, de agora em diante, a
01:36gente já tem uma primeira decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que contraria essa
01:41política externa do Donald Trump de negociar impondo barreiras tarifárias.
01:45Por essa perspectiva, é importantíssimo que nós tenhamos em mente que isso não é
01:50mais uma moeda de barganha.
01:52Aí alguns podem se questionar, mas ele reverteu e ele impôs novas alíquotas também para
01:57produtos importados.
01:58Só que, diferentemente do que nós tínhamos anteriormente, essas alíquotas, elas só têm
02:03validade, elas só têm vigência por 150 dias.
02:11Então, o poderio de impor tarifas para outros países, para terceiros países, não está
02:17mais na mão do presidente Trump, mas sim na mão do Congresso.
02:21Porque a Suprema Corte, na primeira derrota, por assim dizer, desse governo dessa segunda
02:26administração Trump, falou que não pode o presidente da República, por conta dessa
02:32justificativa que seguiria de segurança nacional, de segurança econômica nacional, impor tarifas
02:37a Bel Prazer sem autorização do Congresso.
02:40Então, o que acontece?
02:41Aquela moeda de barganha para negociar com estados como o Brasil, como China, não existe
02:46mais.
02:47Porque Brasil e China já sabem que a Suprema Corte declarou-as como inconstitucional,
02:52como ilegais e, por consequência, a única alternativa do Trump é utilizar de barreiras
02:57cujas quais vão ter que ser aprovadas pelo Congresso.
03:00Esse é o primeiro aponto.
03:01Um segundo ponto é justamente essa reversibilidade das tarifas que foram impostas de uma madeira,
03:07de uma majoração de alíquota maior do que efetivamente agora está sendo imposta.
03:13O que eu quero dizer com isso?
03:14Os países mais afetados pelas alíquotas, pelas barreiras tarifárias impostas pelo Trump
03:19foram o Brasil e China, inegavelmente.
03:21Agora, com esse retrocesso imposto pela segunda Suprema Corte, o Brasil e a China ingressam
03:27nesse patamar de estados cujos pais já têm essa tarifação em conjunto, ou seja, aquela
03:32tarifação média que o Trump já havia anunciado e que não foi, por assim dizer, uma perspectiva
03:38de imposição política ou de imposição de privilégio para os Estados Unidos.
03:43Então, é claro que a gente vai sair beneficiado dessa nova imposição e a gente tem que lembrar,
03:48ainda em contrapartida, que existem algumas tarifas, como por exemplo, do aço, do alumínio,
03:53que não ingressaram nessa justificativa do Trump.
03:56Então, elas continuam majoradas.
03:58Por consequência, a diplomacia brasileira vai precisar unir esforços para renegociar
04:04essas tarifas que continuam majoradas para o Brasil, mas que não repousam nessa justificativa
04:09que foi derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos.
04:12Doutor, inclusive pegando um gancho já nessa sua última resposta, tanto que essa decisão
04:17da Suprema Corte acontece praticamente às vésperas da viagem do presidente Lula aos Estados
04:22Unidos, onde vai se encontrar com o Trump lá na Casa Branca no comecinho do mês de
04:25março.
04:26É claro que as negociações precisam continuar e o Brasil quer, de certa forma, desse
04:30encontro, voltar com a tarifa zero, até mesmo para o Lula, quando voltar aqui ter ganhos
04:35políticos, econômicos e também diplomáticos.
04:37Você vê esse esforço maior por parte do governo brasileiro, da diplomacia brasileira
04:42na tentativa de zerar essas tarifas?
04:45A verdade é que a diplomacia brasileira nunca parou seus esforços.
04:49Então, existe toda uma estruturação de diplomacia que a gente não vê, que é por
04:53intermédio do Itamaraty, por intermédio dos grandes empresários e por intermédio do
04:57vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
05:00Na verdade, o Lula acaba sendo o porta-voz do Brasil, mas em contra-partida quem articula
05:06todo esse caminho para que se chegue numa diminuição de tarifas não é o Lula, propriamente
05:10dito.
05:11Isso é basicamente, vamos colocar assim, um teatro que se faz para se chegar no martelo
05:16final para se dar a cara justamente dessa diminuição de tarifa.
05:20É claro que o Brasil continua com esforços por intermédio desses atores que eu acabei
05:25de destacar para a diminuição de tarifas, mas eu acho importante também deixar muito
05:29claro que tarifa zero eu acho praticamente possível, porque a gente tem que pensar que o maior
05:35aliado estratégico histórico dos Estados Unidos nesse comércio internacional foi o
05:39Reino Unido e até o Reino Unido continua sobretaxado.
05:43Então, por consequência, acho difícil nós regressarmos à tarifa zero, mas com certeza
05:49todo esse trabalho de um embrolho diplomático que o Brasil vem fazendo acaba por resultar
05:55e vai resultar com certeza em alguma reversibilidade benéfica para o Brasil.
05:59Mas, eu reitero, tarifa zero acho muito difícil.
06:03Professora, o nosso comentarista Cristiano Velela tem um questionamento para a senhora.
06:08Doutora Priscila, boa tarde, satisfação recebê-la novamente aqui na Jovem Pan.
06:14Olhando para Donald Trump agora, essa decisão do Supremo, da Suprema Corte Americana, causando
06:20ali um revés no seu intento tarifário em relação ao mundo e deixando o presidente americano
06:28numa situação política desconfortável, para dizer o mínimo.
06:31Quais caminhos ele terá agora internamente dentro da tramitação administrativa nos Estados
06:40Unidos para eventualmente retomar o seu intento?
06:43Ele pode eventualmente conseguir uma aprovação no parlamento para tentar eventualmente fazer
06:51com que aqueles patamares inicialmente obtidos sejam retomados agora e ele volte àquela
06:58supertaxação em relação a diversos países?
07:02Bom, boa tarde, Cristiano.
07:04Eu acho muito difícil que nós tenhamos essa sobretaxação reimposta.
07:09Por quê?
07:10Porque a Suprema Corte dos Estados Unidos, bem como alguns analistas econômicos da própria
07:15estrutura dos Estados Unidos, vem destacando que essa tarifa não foi um objeto de política
07:21externa, mas sim um novo imposto justamente colocado para a população dos Estados Unidos.
07:26Por quê?
07:27Porque ela reverteu de maneira muito negativa em termos inflacionários.
07:31Então o apoio popular, a comoção popular, por assim dizer, ela vai ser muito mais diminuta
07:37agora do que outrora fora, porque não tem mais aquela justificativa, ah, os empresas, principalmente
07:43do centro-oeste vão voltar, a nossa indústria vai respirar, os empregos vão voltar, a inflação
07:50não vai crescer, porque de fato a população já sentiu na pele que cresceu a inflação
07:54e é como se fosse um novo imposto para eles.
07:57Então, por consequência, a gente não vai ter o Congresso apoiando essa sobretaxação
08:02do Donald Trump idealizada em abril do ano passado.
08:05Por outra via, a gente precisa entender que até o final desse ano de 2026, a maioria
08:11do Congresso dos Estados Unidos é republicana.
08:14Então pode haver um acordo, por assim dizer, dentro da base aliada do Donald Trump para
08:19fazer reverter alguma tarifação, não as alíquotas que outroras tinham, mas para que
08:25ele não tenha essa perda política tão grande, porque mais do que perder as tarifas, é uma
08:32perda política, tanto no ambiente interno, porque de fato é o que os democratas sempre
08:36falaram, que as tarifas são impostos, e no ambiente externo também, porque a moeda de
08:42barganha diplomática do Trump, eu falava que era uma diplomacia comercial, uma diplomacia
08:46anômala, uma diplomacia mercadológica, acabou por terra, porque ele vai ter que aprender
08:52a renegociar com os Estados, porque ele não tem mais as tarifas em mãos.
08:55Então, com certeza, é uma perda de ambos os lados, mas eu acredito que o Congresso,
09:00até o final do ano, vai fazer com que a perda não seja tão grande no cenário político,
09:05porque a gente tem que pensar que no final do ano nós temos as middle terms e tudo nos
09:10leva a crer que os democratas irão conseguir ou reconquistar a maioria das cadeiras.
09:17Doutora, vamos trocar de assunto, é claro, seguindo com outro destaque internacional em
09:21relação às tensões entre os Estados Unidos e o Irã, tanto que o presidente iraniano
09:26ele deu declarações que pode, de certa forma, aumentar as tensões lá no Oriente Médio,
09:31dizendo que não vai ceder à pressão dos Estados Unidos.
09:34Gostaria de ouvir da senhora quais são esses principais obstáculos para um possível
09:38acordo entre os dois países, o que está em jogo, já que nessa última semana a gente
09:43teve, de certa forma, um avanço nessas negociações.
09:46Bom, mudando a chave, mas continuando no patamar dos Estados Unidos com o Donald Trump,
09:51a gente chega no Irã.
09:53Falando sobre o Irã, eu acho importantíssimo destacar que agora mesmo, segundo algumas fontes,
09:59saíram informações que o Irã está disposto a ceder ainda mais para conseguir um novo acordo
10:07com os Estados Unidos.
10:08Mas é importante destacar, esse novo acordo, ele não visa com que o Irã ceda a sua capacidade
10:14militar, desculpa, a sua capacidade nuclear para fins civis.
10:18O que significa isso?
10:19O Irã quer continuar enriquecendo urânio para fins de energia.
10:23Ele não quer, justamente, com que a sociedade internacional tenha uma desconfiança em seu poderio militar,
10:30nuclear militar.
10:31Tanto que ele falou, vocês podem fazer um consórcio de Estados árabes para me fiscalizar,
10:36vocês podem diluir o meu urânio enriquecido e eu posso também mandar esse urânio enriquecido
10:43para as outras potências, como, por exemplo, para a Rússia.
10:46Só que o que o Irã quer?
10:47O Irã, ele quer que as tarifas, justamente, as sanções, os bloqueios econômicos sejam finalizados
10:55por parte dos Estados Unidos.
10:56A gente sabe que os Estados Unidos impôs bloqueios muito severos para o Irã, principalmente
11:01no ano passado, e por consequência o Irã está em uma trágica situação econômica.
11:05Para a gente ter uma ideia, a moeda iraniana foi a que maior perdeu o valor no ano de 2025.
11:12Então, as cartas na mesa dos Estados Unidos, basicamente, são três, tá?
11:16Só para a gente ficar bem à par do que está sendo negociado.
11:19Primeiro, que o programa nuclear iraniano acabe, tanto para fins militares quanto para fins civis.
11:25O Shah já falou, desculpa, o Ayatollah já falou que não vai acabar.
11:31Segundo, a gente tem também que o Irã não desenvolva mísseis balísticos de médio alcance
11:37que possam alcançar Israel.
11:39Eu acho muito difícil o Irã ceder dentro desse ponto.
11:42E terceiro ponto, que o Irã não apoia os grupos rebeldes, os grupos, enfim, terroristas da região,
11:49como o Respolar, como o Hamas e como o Rutsch, que em um primeiro momento eu não acreditava
11:55que o Irã fosse ceder.
11:56Mas agora, por conta dessa movimentação dos Ayatollahs, eu acredito que o Irã faça alguma concessão sim.
12:02Mas lembrando sempre que o Irã tem uma retaguarda muito importante.
12:06Existem acordos secretos de concessão de armamento mutuamente com a Rússia.
12:12Então não é que todas as cartas vão ser dadas pelos Estados Unidos.
12:16O Irã ainda tem o poderio de barganha.
12:18Mas a barganha do Irã principal são dois pontos.
12:21Primeiro, alterar todo esse cenário de bloqueio econômico que os Estados Unidos impôs,
12:26principalmente ao petróleo iraniano.
12:29E agora vamos colocar três.
12:30Segundo, é a questão justamente dele querer manter o seu programa nuclear para fins pacíficos.
12:36E o terceiro, que agora, segundo fontes internas revelaram, é que o Irã está abrindo caminho
12:45para que os Estados Unidos venham de fato a fazer com que suas empresas possam explorar
12:52petróleo e gás dentro do território iraniano.
12:56Então são três pontos, tanto de um lado quanto de outro, que precisam chegar em um consenso.
13:00Se eu acredito que vai chegar em um consenso muito brevemente, não acredito.
13:05Mas também não acredito que os Estados Unidos vão fazer uma ação militar em solo do território iraniano.
13:11Porque a gente está falando do Irã, um regime teocrático que possui apoio popular,
13:14muito diferente do regime ditatorial que era do Maduro aqui na Venezuela.
13:18Eu acho que vai continuar esse impasse e a gente vai ter ainda algum tempo,
13:22algumas rodadas de negociação até chegar em um acordo, propriamente dito, entre Irã e Estados Unidos.
13:28Professor, inclusive chama bastante atenção o atual momento do governo do Irã,
13:33de todo o regime iraniano, sofrendo muitos protestos nas ruas, inclusive protestos cada vez mais fortes,
13:39mostrando um descontentamento por parte da população com algumas políticas.
13:43O próprio regime se encontrando um pouco mais enfraquecido do que já foi nesses últimos anos.
13:49Todo esse cenário interno de conflito da população querendo uma mudança
13:53também corrobora com esse plano dos Estados Unidos.
13:56Isso, de certa forma, aí até aumenta a força, pelo menos as ameaças de um possível ataque em solo iraniano?
14:05Infelizmente, eu não acredito. Por que eu falo infelizmente?
14:08Porque não é nem preocupação do governo de Zé Atalaz, nem do Donald Trump,
14:12é questão dos direitos humanos da população civil iraniana.
14:15Isso a gente tem que ter em mente.
14:17Tanto o Irã quanto o regime do Donald Trump, eles estão preocupados com benefícios próprios.
14:25É importantíssimo destacar.
14:27Tanto um lado quanto do outro não está interligado com a questão das revoltas populares,
14:32das promoções populares.
14:34Tanto é verdade que a gente precisa analisar que não é uma moeda de barganha dos Estados Unidos
14:39fazer com que cessem essas manifestações e com os prisioneiros políticos
14:45ou as repressões que estão ocorrendo por conta das populações, finalize.
14:49Então, esse não é uma moeda de barganha.
14:52Por outro lado, o governo iraniano sequer fala sobre essa repressão.
14:57Quando ele fala é para falar sobre os detentos, justamente que eles eram contravetores ao regime.
15:02E, por último, infelizmente, a gente também tem que pensar que quem manda
15:06nessa conjuntura de manutenção do regime dos Zé Atalaz
15:10são os militares.
15:11E os militares continuam se portando ao lado do regime dos Zé Atalaz.
15:16Então, infelizmente, digo isso com muito pesar,
15:19eu não acredito que as manifestações, que as revoltas,
15:22que as mortes da população civil vão reverberar dentro dessas negociações.
15:27Nem do lado dos Estados Unidos e nem do lado do Irã.
15:31Vilela, é contigo.
15:34Doutora Priscila, aproveitando ainda, falando de Estados Unidos,
15:40nós tivemos agora recentemente esse episódio envolvendo a Venezuela
15:45do aprisionamento de Nicolás Maduro
15:47e, a partir daí, muito se passou a suscitar sobre a situação de Cuba.
15:52Na sua visão, Cuba corre algum risco?
15:55É possível que ainda no governo de Donald Trump
15:58tenhamos alguma reviravolta no regime cubano
16:03ou, na sua visão, isso é apenas conversa de opositores de Donald Trump
16:09e que, na prática, isso acaba não tendo nenhuma relação?
16:14Este ano, com Donald Trump, tudo é possível.
16:16Então, eu não posso nem afirmar que não vai ter, como vai ter,
16:20mas eu acho que a gente tem que fazer uma análise conjectural do cenário.
16:24Primeiro ponto, existe um apoio muito intenso da Rússia
16:28em relação à Cuba, principalmente por ser uma área de influência
16:31ainda do Oriente, ante o cenário latino-americano.
16:35Então, eu acredito que não vai ocorrer como ocorreu na Venezuela.
16:39Segundo ponto, diferentemente do que nós temos, por exemplo,
16:43ainda no regime venezuelano,
16:45não há apoio, por assim dizer,
16:48da população dos Estados Unidos, contrária ao ditador cubano.
16:53Então, se você perguntar para as pessoas que moram nos Estados Unidos,
16:56elas não sabem quem é o ditador cubano.
16:59Cuba, para elas, ficou na ideia dos irmãos Castro,
17:03basicamente lá na década de 80, década de 90.
17:07Então, eu não acho que vai acontecer como aconteceu uma grande comoção,
17:11como foi o caso do Maduro.
17:12E, por último, qual é o interesse propriamente dito do Donald Trump
17:16em relação justamente à Cuba?
17:20Não tem o petróleo, não há uma localização já estratégica,
17:24como o caso da Venezuela,
17:26só se o Donald Trump quisesse mostrar, poderia o mesmo militar.
17:30Eu não acredito que vai ocorrer,
17:31porque a gente sabe que o Trump é de momento
17:33e ele tem problemas maiores agora, nesse momento,
17:35como é o caso dessas tarifas, que foram derrotadas,
17:38e, principalmente, o caso do Irã também.
17:42Perfeito, professora.
17:42Muito obrigado pela sua participação.
17:44Sempre bom te receber aqui na Jovem Pan.
17:46E, é claro, a gente entender um pouquinho mais
17:48o que está acontecendo, o que pode acontecer
17:50nesses próximos dias,
17:51em diferentes tensões que temos pelo mundo.
17:53Um bom domingo para a senhora e um bom descanso.
17:56Obrigada, igualmente para vocês.
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