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  • há 2 dias
Alexandrino Alencar, ex-executivo da Odebrecht, afirmou em depoimento na época da Lava Jato que Frei Chico, irmão de Lula, recebeu mesada da empreiteira.

Frei Chico voltou ao noticiário após o escândalo do INSS vir à tona. Ele é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi).

Segundo a Polícia Federal, entre 2019 e 2024, o Sindnapi arrecadou 259 milhões de reais em descontos considerados irregulares em aposentadorias.

Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00Doutor Teixeira, que vídeo você separou para a gente?
00:03Eu estou até com medo.
00:05Bom, eu pedi.
00:06Você pediu.
00:07Eu pedi, eu pedi.
00:08E a gente traz quando você pede, Doutor Teixeira.
00:11Eu estou envolvido nessa história do Frei Chico.
00:15É um personagem interessante do meu ponto de vista.
00:19Então estou lendo sobre o Frei Chico, tenho publicado notícias, análises sobre o Frei Chico.
00:24E lembrei que ele foi alvo de uma denúncia do Ministério Público em 2019.
00:34Nós falamos aqui no Palavra de Boa.
00:35A gente comentou isso aqui.
00:37Por receber mesadas da Odebrecht.
00:40Isso foi investigado pela Lava Jato.
00:43Depois essa denúncia foi rejeitada.
00:47Tanto na segunda quanto em duas instâncias.
00:50Então a denúncia não foi para frente, mas há vídeos do depoimento do Alexandrino Alencar,
00:59que foi diretor da Odebrecht, que estão gravados.
01:02E ele admite esse pagamento dessa mesada, diz os valores e diz qual era o codinome que Frei Chico tinha ali nas planilhas da Odebrecht.
01:13É bom lembrar que a decisão dos juízes, e teve voto inclusive de juiz indicado pela Dilma Rousseff,
01:21não houve uma especificação de qual foi o contrato que teria favorecido, etc.
01:28Quer dizer, não foi uma decisão que fala assim, olha, não é verdade que recebia as mesadas.
01:33Então, como eu já escrevi, já comentei muitas vezes ao longo dos últimos anos,
01:39o Poder Judiciário pode varrer muita coisa para debaixo do tapete.
01:44Mas a história dos fatos e dos relatos, que são públicos, ela não pode ser apagada.
01:50E a gente aqui sempre lembra dos fatos e dos relatos.
01:54Como esse, pode soltar.
01:55Ele precisava de recurso, ele precisava, ele estava tendo recurso via consultoria,
02:02e aí parou a consultoria pela promoção do irmão, né,
02:10e aí mantive uma mesada para ele durante esses 13 últimos anos.
02:18Foi uma opção da empresa, mas o Mula sempre soube que ele tinha uma ajuda na nossa, sempre soube.
02:24E aí eu dava essa ajuda trimestralmente, durante muito tempo, correspondia a 3 mil reais,
02:37ou seja, cada trimestre eu dava 9 mil reais para ele,
02:40depois, acho que por um certo tempo, aí ele veio pedir um reajuste,
02:50e aí nós estamos aí para 5 mil reais por mês.
02:55O senhor apresentou com prova de cooperação algumas planilhas,
03:01se não me engano a primeira é pré-Drauses, que é de 2008, se eu não me engano se eu estiver errado.
03:09O senhor consegue identificar, tem uma série de codinomes aqui,
03:12tem alguns pagamentos para o PNC?
03:14Está aqui, está aqui, não contou de nome, é metralha.
03:18Metralha seria...
03:20Frechip.
03:20Frechip, sim.
03:23Um momento detalhado do Alexandrino Alencar,
03:27que é o considerado companheiro de viagens do Lula,
03:30aquele que viajava no jatinho da Odebrecht com o Lula,
03:33quando o Lula ia fazer lobby no exterior a favor da empreiteira,
03:36com todo o conhecimento que adquiriu nos tempos de poder de autoridades estrangeiras,
03:43fazia isso em países da América Latina, fazia isso na África,
03:48e todos esses relatos, telegramas, apareceram na época da Lava Jato.
03:53Reparem que o Alexandrino Alencar está dizendo que pagava 3 mil reais por mês para o Frechip,
03:59que por trimestre, portanto, era 9 mil reais.
04:02Era sempre uma quantia ali que ele recebeu durante anos,
04:06de acordo com o relato do Alexandrino Alencar,
04:08que o Lula sabia muito bem disso.
04:11E o que ficou dessa época é o seguinte,
04:14olha, o Lula sabia muito bem que a gente pagava aqui uma mesada para o irmão dele,
04:20a gente contratava os serviços de Lula para dar uma palestra,
04:24ou seja, remunerava o Lula com milhões de reais,
04:27porque você tem lá, o sigilo foi quebrado da empresa de palestras do Lula,
04:31a LILS, que são as iniciais, Luiz Inácio Lula da Silva,
04:34e você tem milhões de reais da Odebrecht,
04:37assim como tinha milhões de reais da Odebrecht no Instituto Lula,
04:40que também teve o sigilo quebrado, isso tudo é documento oficial.
04:45Então, o Lula era pago por dar aquelas palestras,
04:48curiosamente, palestras no exterior, em países onde a Odebrecht tinha interesse
04:53em obter contratos públicos com autoridades
04:55sobre as quais o Lula poderia exercer influência.
04:59E essa mesma Odebrecht, que hoje se chama Novo Honor,
05:03ela conseguia contratos públicos no governo brasileiro.
05:07Agora, você tem que pensar, se você lê as decisões judiciais,
05:11que é tudo uma grande coincidência.
05:13Ou que, olha, isso é só questão da Odebrecht,
05:17quer dizer, não quer dizer que o governo tinha alguma coisa a ver com isso.
05:20Se a Odebrecht tinha expectativa de conseguir a boa vontade de pessoas
05:25que tinham o poder de liberar contratos no Estado
05:27ou exercer influência para isso,
05:29aí é um problema da Odebrecht.
05:31Ela só estava investindo na boa vontade.
05:33Então, ela dava um dinheiro aqui para esse,
05:35ela contratava os serviços do outro e tal,
05:39e ela ganhava contratos públicos também.
05:41Mas não tem como provar que uma coisa está associada à outra.
05:44Então, vamos varrer tudo para debaixo da B.
05:46Então, assim, os elementos históricos, factuais e testemunhais,
05:51eles não podem ser apagados.
05:53As pessoas têm que ter a dimensão daquilo que aconteceu no Brasil
05:56e o nosso compromisso é com a história.
05:58Tudo, Teixeira?
05:59E o sujeito que inventava esses nomes lá da planilha da Odebrecht
06:03merece os parabéns pela criatividade,
06:07porque quem aí já tem mais tempo e lia os gibis da Disney,
06:13sabe muito bem qual que era a atividade dos irmãos metralhas.
06:19Então, parabéns pela criatividade.
06:22Exatamente.
06:23Aliás, esses personagens,
06:27eles formaram uma aglutinação com a palavra petista,
06:30a mistura de petista com metralha,
06:32que era muito explorada por determinadas pessoas
06:36que se tornaram, evidentemente, porta-vozes do governo Lula
06:40nessas reviravoltas que existem no mercado da comunicação no Brasil.
06:47Aqui você não vai ver nunca isso,
06:49porque aqui a gente age com coerência,
06:51age com base em princípios.
06:53Então, a gente fiscaliza o poder,
06:55a gente vigia, seja ele qual for,
06:57seja qual for o governo,
06:58e não tem isso de criticar determinadas pessoas,
07:01determinado governo e depois se tornar um porta-voz radical
07:06que fica ajudando a disseminar as narrativas
07:09e exaltando e adulando o representante do poder
07:14quando é entrevistado,
07:16dizendo, inclusive, que pode defender sozinho o governo.
07:21Ricardo Kertzmann.
07:22São pessoas que trocam,
07:25antigamente chamavam cleptocracia
07:28e hoje juram que a mesma cleptocracia
07:30se chama democracia.
07:32Pessoas essas muito ligadas,
07:34umas às outras, né?
07:36É bom você falar.
07:38É um círculo.
07:39Olha, isso que você falou
07:42sobre o judiciário varrer
07:44para debaixo do tapete,
07:46elementos e fatos históricos,
07:48me lembrou aquele ditado popular que a gente tem,
07:50o print é eterno.
07:52Podem fazer o que quiser,
07:54podem dar a canetada que quiser,
07:56mas o print é eterno.
07:57As digitais são eternas.
08:00Felipe, o resumo dessa história é o seguinte,
08:02é uma brincadeira que eu faço muito aqui em Minas.
08:05Se cheira como torresmo,
08:07tem gosto de torresmo,
08:08é crocante como torresmo,
08:10é torresmo, não é porco.
08:12Gostei dessa versão mineira,
08:13porque a versão mundial é a do elefante.
08:17A gente tem tromba de elefante,
08:18orelha de elefante,
08:19pata de elefante.
08:21Então, deve ser elefante.
08:23Mas, pelo que a gente vê,
08:25nos casos de investigação de corrupção,
08:28que às vezes não chegam à condenação,
08:32parece elefante,
08:34mas aí o judiciário vai e diz,
08:35não, pode ter orelha de elefante,
08:37pode ter tromba de elefante,
08:39pode ter pata de elefante,
08:41e no entanto ser o quê, Duda Teixeira?
08:43Qual bicho? Fala.
08:44É, pois é, elefante.
08:46Pode ser o avestruz,
08:48aquele que fica com a cabeça debaixo da terra
08:49para não ver nada.
08:50Eu conheci a versão do pato,
08:52tem bico de pato, pé de pato,
08:54nada no laguinho, faz qualquer pato,
08:56mas enfim, aí cada um pode escolher a sua.
08:59Exato.
09:00Quer falar, Ricardo? Diga, para acabar.
09:01Quero, mas há a versão também,
09:03de parte do nosso judiciário,
09:06que diz o seguinte,
09:07olha, tem orelha de elefante,
09:08tem tromba de elefante,
09:09de fato é elefante,
09:11mas sabe como é, né?
09:12Não falou bom dia para ele de manhã,
09:14então, na linha 4 do parágrafo 5 do artigo 3º,
09:18diz que se você falar bom dia errado,
09:20está tudo anulado.
09:21Isso, e o domador do elefante
09:23estava de sapato desamarrado
09:24no dia da investigação,
09:26do processo e tal,
09:27conversou com a pessoa
09:29que estava cuidando do jardim,
09:31então, varre tudo para debaixo do tapete.
09:33Tchau, tchau, tchau, tchau.

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