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O ministro Flávio Dino (PSB-MA) tenta blindar o Supremo Tribunal Federal dos efeitos da Lei Magnitsky. A iniciativa surge após o ministro Alexandre de Moraes supostamente sofrer sanções dos Estados Unidos. O movimento de Dino é visto como uma reação direta à pressão diplomática e um esforço para proteger a cúpula do Judiciário brasileiro.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/-Dk9YLA4lxo

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Transcrição
00:00Após Alexandre de Moraes ser alvo da lei Magnitsky, o ministro Flávio Dino determinou nesta segunda-feira
00:07que ordens judiciais e executivas de governos e organismos estrangeiros não tem efeito automático no Brasil
00:17e só poderão vigorar se forem validados pela justiça brasileira.
00:22Essa decisão foi tomada no âmbito de uma ação sobre a tragédia em Mariana
00:27que tentava impedir que municípios de Minas Gerais e Espírito Santo
00:31prosseguissem com uma ação no Reino Unido contra mineradoras
00:35em virtude do rompimento da barragem há quase 10 anos, mas foi ampliada e vista como uma forma de tentar blindar Moraes
00:43já que a medida permite que ele recorra ao próprio Supremo Tribunal Federal para tentar se livrar dessas sanções.
00:50No caso do magistrado Alvo da Magnitsky, essa decisão impede que decisões dos Estados Unidos
00:56interfiram em operações no Brasil, principalmente bancárias.
01:01Recentemente, segundo o jornal O Globo, os bancos brasileiros decidiram contratar escritórios de advocacia americanos
01:09para obter orientação e respaldo jurídico sobre esse tema, já que correm o risco de sofrerem multas bilionárias
01:16ou até serem impossibilitadas as instituições de realizarem transações internacionais via sistema SWIFT.
01:25Enfim, vários aspectos para nós analisarmos com os nossos comentaristas.
01:29Quem já está a postos e preparado é o Luiz Felipe Dávila, ao vivo com a gente.
01:34Dávila, seja muito bem-vindo.
01:36Ótima noite a você.
01:37É importante lembrar a nossa audiência que essa decisão do ministro Flavio Dino
01:41se deu na análise de uma questão que envolvia decisões judiciais
01:46de um processo que corria na Inglaterra,
01:49mas no caso decorrente daquela tragédia ambiental do derramamento da Samarco.
01:56E aí muitos viram nessa decisão um ajuste, talvez, na interpretação do ministro
02:03para beneficiar, inclusive, os próprios ministros da Suprema Corte
02:07ou até autoridades brasileiras.
02:09Você viu dessa forma, Dávila? Bem-vindo.
02:12Boa noite, Caniato.
02:14Boa noite, Mota, Beraldo e a nossa querida audiência.
02:18Caniato, vamos colocar os pingos nos is.
02:21A Lei Magnitsi é uma lei norte-americana
02:25que é aplicável não ao Brasil,
02:29mas às empresas e instituições brasileiras que atuam nos Estados Unidos.
02:35O Supremo Tribunal Federal não tem nenhuma ingerência sobre esse assunto.
02:41Por exemplo, bancos brasileiros e empresas brasileiras
02:45que operam nos Estados Unidos
02:48são submetidos, sim, à Lei Magnitsi.
02:51Não é no Brasil, não.
02:53Por exemplo, se um banco aqui resolve
02:55continuar a manter a conta de Alexandre de Moraes funcionando,
03:00mas ele opera nos Estados Unidos,
03:02ele não vai ser punido no Brasil,
03:04ele vai ser punido nos Estados Unidos.
03:06Portanto, a competência da Lei Magnitsi
03:10não é ditar as regras no Brasil.
03:12O Brasil pode escolher as regras que ele bem entender.
03:14Agora, a decisão da Suprema Corte
03:17dizendo que a Magnitsi não vale para o Brasil,
03:19ela é totalmente retórica,
03:21porque é óbvio que ela não vale no Brasil,
03:23mas ela vale lá nos Estados Unidos.
03:25E como todas essas empresas operam nos Estados Unidos,
03:30elas certamente não deixarão de operar nos Estados Unidos
03:34por desrespeito à Magnitsi
03:36e respeitar aí a decisão de Flávio Dino.
03:40Isso não vai acontecer por uma razão muito simples.
03:43ninguém quer perder o maior mercado econômico do mundo,
03:47que é os Estados Unidos.
03:48Então, essas empresas vão sim deixar de fazer negócio no Brasil
03:53com pessoas que sofrem a sanção da Lei Magnitsi
03:57simplesmente porque elas não querem perder o melhor negócio do mundo,
04:02que é o mercado norte-americano.
04:04Pois é, os nossos comentaristas analisam a medida tomada pelo ministro Flávio Dino
04:09de que uma decisão tomada em um outro país
04:12só valeria no Brasil se a justiça brasileira validar.
04:16Chama o Cristiano Beraldo, está ao vivo, também preparado.
04:19Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
04:22E aí surge a dúvida, né?
04:23Aquelas empresas que têm uma operação no Brasil,
04:25mas que a sede, por exemplo, fica nos Estados Unidos,
04:29enviabilizaria o negócio aqui?
04:31Precisaria da autorização da sede, por exemplo, norte-americana?
04:37E aí muitas dúvidas a respeito do funcionamento da operação aqui no Brasil
04:41e já vieram com o exemplo das bandeiras de cartão de crédito, né?
04:45Porque duas, três das maiores são americanas.
04:48Bem-vindo.
04:48Pois é, Keneto.
04:50Boa noite a você, boa noite ao Dávila,
04:52Mota, boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.
04:56Keneto, o Dávila trouxe o aspecto que é fundamental.
05:00As pessoas estão tendo muita confusão em relação ao que é, de fato, a Lei Magnitsky.
05:05A Lei Magnitsky, ela não se aplica no Brasil.
05:08Não adianta fazer nenhuma legislação ou dar nenhuma determinação,
05:12seja o Supremo, Congresso, Presidente da República, seja lá quem for.
05:15A Lei Magnitsky, ela não tem a ver com o Brasil.
05:19Os Estados Unidos determinam que determinadas pessoas
05:23não podem ter relação com empresas norte-americanas.
05:28Tão simples quanto isso.
05:31Então, quando um banco, uma empresa, um prestador de serviço,
05:35uma empresa de consultoria,
05:36uma multinacional que quer contratar os serviços do escritório da esposa do ministro,
05:44essas empresas, elas vão ter que escolher.
05:48Vamos abrir mão do mercado norte-americano,
05:51vamos abrir mão de operar em dólar,
05:53vamos abrir mão da relação comercial com qualquer parceiro
05:58que este, sim, o parceiro,
06:01queira preservar sua relação com os Estados Unidos
06:02para atender as autoridades brasileiras
06:06ou qualquer brasileiro que venha a ser enquadrado nessa lei,
06:10não só na Lei Magnitsky, mas também outras sanções
06:13que podem ser impostas pelos Estados Unidos,
06:15que têm feito isso muito, por exemplo, agora na questão da guerra com a Rússia.
06:19Então, é simplesmente uma questão de escolha.
06:22O problema é que os bancos brasileiros, por exemplo,
06:24se você pegar os grandes bancos,
06:27esses bancos têm uma relação,
06:29não só na moeda norte-americana,
06:31operações em dólar,
06:33atendem clientes que são norte-americanos,
06:36vendem dívida de empresas brasileiras no mercado norte-americano,
06:41fazem operações para os seus clientes em dólar,
06:44atuam em conjunto com bancos americanos
06:46para atender determinados clientes,
06:49possuem bancos subsidiárias,
06:51empresas nos Estados Unidos,
06:53possuem fundos sediados nos Estados Unidos.
06:55Essa é a realidade dos grandes bancos brasileiros.
06:58Não adianta colocar uma faca no pescoço e dizer assim,
07:02olha, você aqui no Brasil,
07:03você é obrigado a abrir uma conta,
07:06manter uma conta e fornecer serviço
07:08para alguém que é sancionado.
07:10Porque este banco, ao fazer isso,
07:13ele se inviabiliza no exterior.
07:15Sinceramente, ele tem que colocar na balança.
07:18O que vale mais?
07:19A minha operação no Brasil ou a minha operação fora?
07:22Eu fico com qual?
07:24Eu abro mão de alguma?
07:25Eu faço uma cisão vendo a minha operação fora?
07:29Fico só no Brasil?
07:29Então, é isso que vai acontecer.
07:31Agora, esse tipo de ação
07:33é uma ação que a Suprema Corte Brasileira
07:37vem tomando num contexto caniato
07:39que as pessoas não se dão conta.
07:40Hoje, um brasileiro, qualquer um de nós aqui,
07:44se for a Europa abrir uma conta
07:46para ter lá algum investimento,
07:47tem que assinar um documento
07:50dizendo que não é americano,
07:53que não é um contribuinte norte-americano,
07:56que não reside nos Estados Unidos.
07:58Por que isso?
07:59Porque os Estados Unidos é tão forte
08:02que ele obriga esses bancos europeus,
08:06mesmo quando vão abrir uma conta,
08:08para um brasileiro.
08:09Quer dizer, não tem nada a ver com os Estados Unidos.
08:11Mas ele obriga que esses bancos
08:13mantenham essas declarações.
08:16Por quê?
08:16Porque se o banco for pego encobrindo contas segregadas,
08:22contas de caixa 2 de americanos,
08:25de contribuintes norte-americanos,
08:27o banco está ferrado.
08:29Ele recebe uma multa altíssima,
08:30recebe sanções enormes.
08:32Então, nenhum banco,
08:33em nenhum lugar do mundo,
08:35com raras exceções,
08:37quer brincar,
08:38quer desafiar os Estados Unidos.
08:40Então, as pessoas têm que ter consciência disso.
08:42Essa ação no Brasil,
08:44ela, para obrigar as empresas brasileiras
08:47a tomarem uma ação em desacordo
08:50com sanções internacionais,
08:53coloque essas empresas
08:54numa posição de imensa fragilidade.
08:58Pois é.
08:59Inclusive, nós vamos nos aprofundar,
09:01porque o Brasil é um mercado e tanto
09:03para muitas empresas norte-americanas
09:05que operam aqui,
09:07para além do sistema bancário
09:09e de sistemas de pagamento.
09:11Chamar o Roberto Mota também.
09:13Está postos preparado?
09:14Mota, seja bem-vindo.
09:16Ótima noite, excelente semana.
09:18A decisão de Flávio Dino,
09:19em destaque na abertura do programa,
09:21o ministro não citou, né,
09:23diretamente os Estados Unidos
09:25ou mesmo a lei Magnitsky,
09:27mas muitos entenderam essa manifestação,
09:30essa decisão,
09:30como um recado
09:31às sanções que foram impostas
09:34recentemente,
09:35que, inclusive,
09:36abarcam um dos integrantes
09:37da Suprema Corte Brasileira.
09:39E tudo indica que esse entendimento
09:43é equivocado.
09:45Boa noite,
09:46Caniato,
09:47boa noite aos meus colegas de bancada,
09:49boa noite à nossa audiência,
09:51lá vamos nós outra vez,
09:53nessa gincana jurídica,
09:56da qual parece que a gente não sai nunca.
09:58No julgamento da ADPF 1178,
10:03que é um processo,
10:04salvo engano,
10:05de 2024,
10:07foi decidido que leis estrangeiras
10:09não produzem efeito
10:12sobre atos de brasileiros
10:15praticados no território nacional,
10:17salvo homologação.
10:20Ora,
10:20o advogado André Marciglia
10:23diz que
10:24essa decisão ignora tratados
10:26e acordos internacionais
10:29que validam decisões estrangeiras.
10:31Eu me lembro aqui
10:32de pelo menos dois exemplos.
10:35A determinação da Corte Interamericana
10:38de Direitos Humanos,
10:39que determinou que
10:41os pacientes de doenças mentais
10:43no Brasil
10:44fossem tratados de forma melhor
10:46e foi interpretada como
10:48uma determinação para fechamento
10:50de manicômios judiciais.
10:52A outra foi também
10:53uma decisão da Corte Interamericana
10:55de Direitos Humanos
10:56que determinou
10:57que os presos,
10:59os criminosos presos
11:00em certas prisões brasileiras
11:02tivessem a pena
11:04que já tinham cumprido
11:06contada em dobro.
11:08É uma decisão, assim,
11:10completamente
11:10inusitada,
11:13porque não existe
11:13nenhuma lei brasileira
11:15que autorize isso,
11:17mas foi o que aconteceu.
11:19Vários criminosos
11:19que estavam presos,
11:21homicidas,
11:22estupradores,
11:23sequestradores,
11:25tiveram a pena
11:26que tinham cumprido
11:27contada em dobro
11:28e foram soltos,
11:29foram para a rua.
11:30Bom,
11:31tem muita gente
11:32dizendo que essa decisão
11:34anula os efeitos
11:36da lei Magnitsky.
11:38Mas a lei Magnitsky
11:39não é aplicada no Brasil.
11:42A lei Magnitsky
11:43é uma lei americana
11:45aplicada nos Estados Unidos
11:47a empresas americanas
11:49ou que operam
11:50no mercado americano.
11:51O que acontece
11:52é que os efeitos
11:54dessa aplicação
11:55são sentidos
11:57por empresas brasileiras.
11:59Empresas brasileiras
12:00que operam
12:01no mercado americano
12:02ou fazem negócio
12:04com os americanos.
12:05Como se trata
12:07de uma lei americana
12:08aplicada nos Estados Unidos,
12:11pode-se declarar
12:13o que quiser
12:14aqui no Brasil.
12:15Essa decisão,
12:16nenhuma decisão
12:18aqui no Brasil
12:19produz efeitos
12:20porque um tribunal brasileiro
12:23não tem nenhum poder
12:25de influenciar
12:27o que o governo americano
12:29faz nos Estados Unidos.
12:31Meus amigos,
12:32isso não é uma questão jurídica.
12:34Isso é uma questão
12:35de lógica.
12:37Empresas
12:38e bancos brasileiros
12:39brasileiros
12:40que descumprirem
12:42a lei Magnitsky
12:43nos Estados Unidos
12:45podem perder
12:46o direito
12:47de funcionar
12:48no mercado americano
12:49ou até
12:50de fazer negócios
12:51com empresas americanas.
12:53Isso,
12:54para muitas empresas,
12:55pode significar falência.
12:57Me parece
12:58que a coisa
12:58mais difícil
13:00do mundo
13:01é convencer
13:02um banqueiro
13:03a rasgar dinheiro.
13:05Pois é,
13:06exatamente.
13:06Essa é uma questão
13:07importante,
13:07inclusive,
13:08para nós
13:08nos debruçarmos,
13:10mas,
13:10David,
13:11lá,
13:11tem também
13:12uma manifestação
13:13do advogado
13:14da rede social
13:15Rumble,
13:16que foi consultado
13:17por alguns veículos
13:18de comunicação.
13:18Ele já conversou
13:19ao vivo com a gente
13:20aqui,
13:21um advogado
13:21muito simpático,
13:22e ele disse o seguinte,
13:23que a percepção
13:24lá nos Estados Unidos
13:27de advogados,
13:28de analistas,
13:29mas também,
13:30provavelmente,
13:30das autoridades americanas,
13:32é que essa manifestação
13:34poderia ser interpretada
13:37como um recado
13:38político
13:39das autoridades
13:40brasileiras,
13:41do judiciário brasileiro,
13:43justamente para Washington.
13:44E eu queria,
13:45antes de entrar
13:46na seara
13:47da reflexão
13:48que algumas grandes
13:49companhias terão
13:50de fazer
13:51a partir da manifestação
13:52de Flávio Dino,
13:54de que maneira
13:54as autoridades
13:55norte-americanas,
13:56o governo
13:56de Donald Trump,
13:58interpretaria
13:58uma manifestação
13:59como essa
14:00de Flávio Dino?
14:00Dá,
14:01Vila.
14:01Caniato,
14:04não vai dar a menor bola
14:05para a decisão
14:06de Dino,
14:07porque a decisão
14:08de Dino
14:08não significa
14:10absolutamente nada
14:11para o governo
14:12norte-americano.
14:13O governo
14:14norte-americano
14:15vai cumprir
14:16a lei Magnits.
14:18Quem deve
14:19estar perdendo
14:20o sono
14:20são as empresas
14:21brasileiras,
14:22principalmente bancos.
14:23Olha,
14:25perder um cliente
14:26em nome
14:27de grandes negócios
14:28nos Estados Unidos.
14:30Esta é a questão
14:31shakespeariana
14:32dessa história.
14:34Ser ou não ser
14:35uma empresa global?
14:36É essa a questão.
14:37Se você quiser
14:38ser uma empresa
14:39cem por cento
14:40nacional,
14:41não tem nenhum problema.
14:43Você vai continuar
14:44operando com
14:45aqueles afetados
14:46pela lei Magnits
14:47no Brasil
14:48e tudo bem.
14:49Agora,
14:50se você tem ambição
14:51de continuar a ser
14:52um conglomerado
14:54global,
14:55terá
14:55de curvar-se
14:56a lei Magnits.
14:57Caso contrário,
14:59vai perder negócio
15:00lá fora.
15:01E, certamente,
15:03todos já fizeram
15:04contas
15:04o que aconteceria
15:05com o balanço
15:06dos principais
15:07bancos brasileiros,
15:08de uma empresa
15:09como a Embraer
15:12e outras empresas
15:13que atuam
15:13nos Estados Unidos,
15:14o que acontece
15:16se elas perderem
15:17o mercado norte-americano.
15:19portanto,
15:20a decisão de Dino
15:22não vai ser comentada
15:23sequer
15:24na décima
15:25secretaria
15:26de assuntos
15:27latino-americanos.
15:28Ninguém vai dar
15:28a menor bola
15:30pra isso.
15:31É assim que é a realidade.
15:33Toda vez
15:33que decisões
15:34são baseadas
15:35em bravatas
15:37sem nenhuma
15:38consequência,
15:39a diplomacia
15:40de países maduros
15:41simplesmente
15:42ignora o fato
15:44e continuam a vida.
15:45A pergunta
15:46da enquete do dia
15:47inclusive tem a ver
15:48com essa decisão
15:49do ministro Flávio Dino,
15:50mas pessoas aqui
15:51na nossa audiência,
15:52viu, Dávila,
15:53alguns acreditam
15:54que possivelmente
15:55a resposta
15:56poderia vir
15:57com a imposição
15:58de sanções
15:59contra o próprio ministro.
16:01Ou seja,
16:01se isso vier a acontecer,
16:03desconfiam
16:04algumas pessoas
16:05que acompanham o programa
16:06que teria a ver
16:07com essa manifestação
16:08do ministro
16:09da Suprema Corte.
16:10Mas, Beraldo,
16:11voltando a tratar
16:12da questão
16:12das empresas,
16:13essa reflexão
16:15que o Dávila
16:16acaba de mencionar,
16:17que algumas empresas
16:18teriam que se curvar
16:19a essa situação
16:21e optar,
16:22como você mesmo disse,
16:23há pouco,
16:23teriam que optar.
16:24Bom,
16:25vamos seguir a nossa operação
16:26com o Brasil
16:27ou sem o Brasil?
16:28Bom,
16:28é melhor continuar,
16:29então,
16:30apostando em outros países
16:31ou na insegurança jurídica
16:33do Brasil.
16:34Mas pegar o exemplo
16:34da Master,
16:36que é uma das principais
16:37empresas que operam
16:38transações
16:39de pagamentos
16:40no mundo.
16:42No Brasil,
16:43dados de 2023,
16:44está só destacando,
16:47lidera o mercado
16:48de pagamentos
16:48com 52,2%.
16:50E aí,
16:51a pergunta é,
16:52uma empresa como essa,
16:53que a sede fica
16:54nos Estados Unidos,
16:55abriria mão
16:56do mercado brasileiro,
16:57Beraldo?
16:59Não,
17:00é só se ela for obrigada
17:01e se ela for obrigada
17:03a abrir mão
17:03do mercado brasileiro,
17:05o que vai acontecer
17:06é o Brasil
17:06se isolando
17:08imensamente
17:09no cenário global.
17:11O Brasil,
17:11ele está se colocando
17:12numa posição
17:13assustadora,
17:15porque não se dá
17:16conta
17:17que existem
17:18dois grupos
17:20a que o Brasil
17:20pode fazer parte.
17:22Um grupo
17:23são daqueles países
17:24que estão liderando
17:25o mundo,
17:26que tem uma integração
17:27comercial,
17:28que tem uma integração
17:29estratégica,
17:30mesmo havendo conflito
17:31em alguns momentos,
17:32por exemplo,
17:33os Estados Unidos
17:33e a China.
17:34Muita gente acha
17:36que a China,
17:37os bancos chineses,
17:38por exemplo,
17:39estão de portas
17:40abertas para o russo.
17:42Então,
17:42diante desse conflito
17:44que existe hoje
17:45entre Rússia e Ucrânia,
17:47Estados Unidos e Europa
17:48impuseram sanções
17:50econômicas
17:51aos russos,
17:53a diversos russos,
17:53empresas russas e tal,
17:55e que a China
17:55seria o ambiente
17:57de bancário
17:59para essas pessoas
18:00manterem os seus ativos.
18:02Ou também
18:02o Emirado dos Árabes.
18:04É um desafio,
18:05vá à China hoje
18:06conversar com algum banco.
18:07A China é a maior detentora
18:09de dívida norte-americana.
18:11Se houver
18:12um problema
18:13de sanção
18:14norte-americana
18:15aos bancos chineses
18:17ou aos grandes
18:18bancos chineses,
18:20é um problema
18:20gravíssimo.
18:22Ninguém vai por aí,
18:23nem a própria China.
18:25Então,
18:25o Brasil,
18:26ele vai agindo
18:27de forma
18:28completamente irresponsável
18:29para se colocar
18:31à margem
18:32do mundo real,
18:34do mundo
18:34que funciona.
18:35Só que o Brasil
18:36não consegue viver
18:37como uma ilha.
18:38Olha só
18:39o que vai acontecer,
18:40Caniato.
18:41Na última sexta-feira,
18:42houve encontro
18:43entre o presidente
18:44Donald Trump
18:45e o presidente
18:45Vladimir Putin
18:46da Rússia.
18:47Hoje,
18:48houve encontro
18:49de Donald Trump
18:50com Zelensky.
18:51Estão fazendo
18:52uma articulação
18:53muito intensa
18:54para que se encontre
18:56um caminho
18:56para essa guerra acabar.
18:58O Brasil
18:59é dependente
19:00da
19:01fertilizante.
19:03Eles não iam
19:04colocar o diesel
19:05nessa conta
19:06porque o diesel,
19:07o Brasil pode voltar
19:09a comprar
19:09dos Estados Unidos
19:10ou comprar
19:11da África,
19:12nas refinarias
19:13novas da África,
19:14mas o fertilizante
19:15vem da Rússia,
19:16nós somos
19:16completamente dependentes.
19:17Aí,
19:18o que vai acontecer?
19:19Os Estados Unidos,
19:21havendo um acordo
19:21para terminar a guerra,
19:23obviamente que a Rússia
19:24quer que terminem
19:25as sanções
19:25contra as empresas,
19:27a própria Rússia
19:28e vários
19:29indivíduos russos,
19:31os Estados Unidos
19:31vão levantar
19:32essas sanções.
19:33automaticamente,
19:34a Rússia passa
19:34a respeitar
19:35as outras sanções
19:37que são impostas
19:38pelos Estados Unidos
19:38porque ele não quer
19:39mais viver à margem.
19:41Entendeu?
19:41Então,
19:42aí como é que fica
19:42o Brasil?
19:43Bom,
19:43se o Brasil
19:44tem sanção,
19:45o problema é do Brasil.
19:47Aí vai ter que comprar
19:48o fertilizante
19:50do Irã,
19:51que aí vai lá
19:52da Rússia
19:53para o Irã,
19:53já vai ficando mais caro,
19:54para fazer um faz de conta
19:57e dizer que está tudo bem.
19:58Mas não,
19:59o Brasil está se isolando
20:00de uma forma perigosíssima.
20:02Parece que no castelo
20:04que existe
20:04na Praça dos Três Poderes,
20:06as pessoas não estão
20:08se dando conta
20:09da gravidade
20:10dessa situação
20:11e do que é
20:11o mundo real.
20:13Então,
20:13Caneto,
20:14nós vamos ficar aqui
20:15simplesmente fechados
20:18nessa realidade
20:20absolutamente medíocre
20:22que vive
20:23o Brasil hoje.
20:24E o Brasil,
20:25Caneto,
20:25só para terminar,
20:26o Brasil tem uma vocação
20:27internacional,
20:28o Brasil precisa
20:30de outros países
20:31para se desenvolver,
20:32para crescer,
20:33para se fortalecer.
20:35A gente roda o mundo,
20:36vai em vários países,
20:37sempre encontra brasileiros,
20:39brasileiros estão aí
20:40circulando,
20:41passando.
20:42Imagina se impor
20:43uma restrição dessa
20:44porque esses que vivem
20:45em castelos
20:46estão achando
20:47que o mundo
20:48é um mundo
20:48de faz de conta
20:49que só tem a realidade
20:51do escritório
20:52de advocacia
20:53da família
20:53e do poder
20:55que existe
20:55dentro do Supremo.
20:56Não dá.
20:56Pois é,
20:57pessoas da nossa audiência,
20:58levantando possibilidades
21:00ou até dando sugestões.
21:01Caso uma empresa
21:02estrangeira
21:04ou norte-americana
21:05não possa continuar
21:06com a operação,
21:07poderia vender a operação
21:08para uma empresa
21:09de pagamentos,
21:10no caso,
21:11brasileira,
21:12100% nacional.
21:13E aí uma outra pessoa
21:14já pregando causa
21:15que o governo
21:16poderia nacionalizar.
21:18Contém ironia,
21:19tá, gente?
21:20Agora,
21:20Mota,
21:21antes de passar a bola
21:22para você,
21:22só quero finalizar
21:23a reflexão
21:25do advogado
21:26da Rumble,
21:27abrindo aspas
21:27para ele,
21:28quando perguntado
21:29sobre essa situação.
21:30Ele falou,
21:31o risco é que,
21:32em vez de proteger o país,
21:33esse tipo de resposta
21:35amplifique a percepção
21:36de insegurança jurídica
21:38e fragilidade
21:39no ambiente de negócios,
21:41algo que pode afastar
21:42investidores
21:42e prejudicar o Brasil
21:44no momento em que
21:44mais precisa
21:45de confiança externa.
21:47fecho aspas,
21:49muito conectada
21:50essa reflexão
21:51com o que disseram
21:52o Beraldo
21:52e o Davila.
21:53Mota?
21:55Isso,
21:55eu só quero complementar
21:57aqui o que o Beraldo
21:58falou,
21:58a fala do Beraldo
21:59foi brilhante,
22:00mas só para lembrar
22:01mais uma vez,
22:02quando o Beraldo
22:02disse Brasil,
22:05leia-se
22:05Estado Brasileiro.
22:07é o Estado Brasileiro
22:09que está se colocando
22:11nesse lugar aí maluco,
22:13num lugar que não existe,
22:15um lugar onde
22:15decisões tomadas
22:17aqui no Brasil
22:18valem para o mundo inteiro
22:19e você ignora
22:21as outras decisões
22:22que são tomadas
22:23em outros países,
22:24como os Estados Unidos,
22:25que é só a maior potência
22:27econômica,
22:28militar,
22:29cultural
22:29do planeta Terra.
22:31Essa,
22:33eu acho que aí
22:33tem vários aspectos,
22:36Caniato,
22:36que a gente pode
22:37explorar,
22:38mas eu queria
22:39explorar um aspecto
22:40em particular
22:41que é
22:42o comportamento
22:43de pessoas
22:43que entendem
22:44muito bem
22:45o que está acontecendo,
22:47mas por virtude
22:48da sua posição,
22:50dos seus interesses,
22:51fingem
22:52que não entendem
22:54o que está acontecendo.
22:56Essas determinações
22:58estrangeiras,
23:00especialmente americanas,
23:01que têm impacto
23:03aqui,
23:04não são novidade
23:05nenhuma.
23:05Eu vou citar
23:05só uma,
23:06uma lei americana
23:08chamada
23:08Foreign Corrupt
23:10Practices Act.
23:12Essa lei diz o seguinte,
23:13é uma lei americana
23:14para empresas americanas.
23:17Ela diz o seguinte,
23:19empresa americana
23:20que usar de corrupção
23:23para fazer negócios
23:24em outros países
23:26fora dos Estados Unidos
23:28vai estar sujeita
23:29a uma série de punições,
23:31inclusive cadeia
23:32para os seus executivos.
23:34então,
23:35uma empresa americana
23:36que esteja operando
23:37no Brasil,
23:38que se envolva
23:39em pagamento
23:40de propina,
23:41vai responder
23:42nos Estados Unidos,
23:44com o seu patrimônio
23:46e com a liberdade
23:47dos seus diretores.
23:50É uma lei americana,
23:52que vale para empresas americanas,
23:54mas que tem impacto
23:55no mundo inteiro,
23:57porque as empresas americanas
23:59estão em todo lugar.
24:00gente,
24:02não é difícil
24:03de entender isso,
24:04né?
24:05Vamos lá,
24:06vamos fazer uma forcinha.
24:07Eu sei que para algumas pessoas
24:09é um choque
24:11elas de repente
24:13perceberem
24:14que está acontecendo
24:16uma coisa
24:17que não é muito frequente,
24:18é relativamente rara
24:20na nossa história,
24:22que é o poder
24:24militar
24:24e econômico
24:26sendo colocados
24:29a serviço
24:30da liberdade
24:31e da justiça.
24:33Não é comum
24:34a gente ver isso,
24:35a gente saiu
24:36do governo Biden,
24:37de um governo americano
24:39dominado
24:40pelas piores
24:41pautas possíveis,
24:43um governo americano
24:44que promoveu
24:45coisas ruins
24:46e erradas
24:47em vários lugares
24:48do mundo,
24:49nós agora
24:50passamos
24:51para um governo
24:52com todos
24:53os seus defeitos,
24:54não existe governo
24:55perfeito,
24:56não existe país
24:56perfeito,
24:58agora os Estados Unidos
24:58são a república
24:59mais antiga do mundo,
25:01lidem com esse fato.
25:04Os Estados Unidos
25:04são um país
25:05de onde o Brasil
25:06copiou
25:07o modelo
25:08de Suprema Corte,
25:10então não dá
25:10para a gente
25:11copiar
25:12o modelo político
25:13de um determinado
25:14país
25:15e depois
25:16ficar dizendo
25:17que bacana
25:18é o modelo
25:18de Cuba,
25:19o modelo
25:19da Venezuela,
25:20o modelo
25:21do Irã,
25:21da Nicarágua.
25:23Então,
25:23essas coisas
25:25todas,
25:25Caniato,
25:26elas são
25:27tornadas
25:28muito complicadas
25:29por pessoas
25:31que tiram
25:32vantagem disso,
25:33mas na verdade
25:34elas são
25:34muito simples.
25:35Se uma empresa
25:36é americana,
25:38não importa
25:38onde ela esteja
25:39operando,
25:40ela tem que
25:41obedecer
25:41as leis americanas.
25:43E se você
25:44quer fazer
25:44negócio
25:45com os
25:46Estados Unidos,
25:47você vai ter
25:48que fazer
25:48negócio
25:49com as
25:49empresas
25:49americanas.
25:50Se você,
25:52pelas suas
25:52atitudes,
25:54pelas suas
25:54declarações,
25:56pelos seus
25:57projetos,
25:58eu vou só
25:58chutar aqui uma,
25:59imagina que você
26:00resolveu
26:01falar mal
26:01do dólar,
26:03imagina que você
26:03resolveu
26:04espalhar por aí
26:05que o seu
26:06projeto preferido
26:07é criar uma
26:07nova moeda,
26:09parar de usar
26:10dólar.
26:10Você não pode
26:11esperar carinho
26:12dos Estados Unidos
26:14da América,
26:15você não pode
26:16esperar que o
26:16governo americano
26:17ache isso
26:17uma coisa
26:18boa.
26:19Se você
26:20ataca
26:22pessoas que
26:23são aliadas
26:25estratégicas
26:26dos Estados Unidos
26:27da América,
26:27você também
26:28vai incorrer
26:29no desfavor
26:30do governo
26:30americano.
26:31Então,
26:32essas coisas
26:32são muito simples.
26:33A lei
26:33magnítica,
26:34uma lei
26:34americana,
26:35se aplica
26:35a empresas
26:36americanas,
26:37mas tem
26:38consequências
26:39no mundo
26:39inteiro.
26:40Tem alguns
26:41questionamentos
26:42aqui também,
26:43Dávila,
26:44sobre o
26:45caso analisado,
26:46porque envolve
26:47cidades que
26:49recorreram
26:50em tribunais
26:51estrangeiros
26:52em busca
26:52de indenizações
26:53maiores contra
26:54aquela mineradora
26:55Samarco,
26:57justamente depois
26:57daquele
26:58rompimento,
26:59aquele trágico
27:00episódio ambiental
27:01na cidade
27:02de Mariana.
27:03Então,
27:04os municípios
27:04ajuizaram ações
27:06em cortes
27:07inglesas
27:08com o objetivo
27:09de conseguir
27:10valores maiores,
27:12valores mais
27:13robustos
27:14do que aqueles
27:15alcançados
27:15aqui em
27:17território nacional.
27:18E aí,
27:18muitas pessoas
27:19disseram,
27:20bom,
27:21dependendo
27:21da leitura
27:22que se faz
27:23sobre essa
27:23manifestação
27:24do ministro
27:25Flávio Dina,
27:25isso prejudica,
27:27inclusive,
27:27os municípios
27:28brasileiros,
27:28porque tudo
27:29vai ter que passar
27:30pelo crivo
27:30da justiça.
27:32Então,
27:32para além
27:32da questão
27:33que envolve
27:33a Magnitsky
27:34e a suposta
27:36blindagem
27:37dos ministros,
27:37dos colegas
27:38de corte,
27:39tem também
27:40uma situação
27:40que envolve
27:41empresas,
27:43organismos,
27:44autoridades
27:44nacionais
27:45que,
27:46eventualmente,
27:47ajuizem ações
27:48no exterior.
27:48Tudo vai ter que
27:49passar,
27:49então,
27:50pela bênção
27:51da justiça
27:51brasileira.
27:52Então,
27:52a gente tem que
27:53voltar naquela
27:54discussão
27:54sobre invasão
27:56de prerrogativas,
27:57né,
27:57Davi?
27:58É verdade.
28:00Mas,
28:00Caniato,
28:00veja o seguinte,
28:01empresas brasileiras
28:03que têm ação
28:04na Bolsa de Nova York
28:05estão sob lei
28:06americana.
28:07Então,
28:08o que acontece?
28:08se houver
28:09qualquer caso
28:10de corrupção,
28:12malversação
28:13de verbas,
28:13como bem disse
28:14o Mota,
28:15vai responder lá.
28:17Aliás,
28:18uma das coisas
28:19mais estapafúrdias
28:20é que aqui,
28:21numa decisão
28:22monocrática,
28:23simplesmente,
28:25apagaram
28:26toda a corrupção
28:27da Lava Jato,
28:28todo mundo livre,
28:29leve e solto,
28:30mas lá nos Estados Unidos
28:31tem que pagar
28:33multas bilionárias,
28:35porque lá
28:36a lei é pra valer.
28:38Aqui,
28:39a lei se aplica
28:40aos adversários políticos
28:42e ela não precisa
28:44ter validade
28:45para os amigos
28:46do rei.
28:47Essa é a diferença
28:49de um lugar
28:49onde a lei
28:50é igual
28:51pra todos
28:52e num país
28:53que a lei
28:55é feita
28:56para perseguir
28:57adversários políticos
28:58e ser completamente
29:00ignorada
29:01quando se trata
29:02de aliados políticos.
29:03Isso mostra
29:04exatamente esse caso,
29:06então não adianta
29:07se você é uma
29:08construtora,
29:10banco,
29:12empresa petrolífera,
29:13se tem ação em Nova York,
29:15está sob a legislação
29:16norte-americana,
29:18pois bem,
29:18aqui vai valer
29:19a lei anticorrupção,
29:22vai valer
29:22a lei Magnits
29:23e não tem conversa.
29:25Então, quer dizer,
29:26a empresa pode chegar
29:27e falar assim,
29:27não, agora
29:28por uma questão patriótica
29:31nós vamos fechar
29:31a operação em Nova York,
29:33não vai ter mais ação lá,
29:34nós vamos ignorar
29:36o mercado americano.
29:37Pode fazer.
29:38Talvez alguma
29:39empresa do Maranhão
29:41esteja mais tentada
29:43a fazer isso
29:44do que as grandes
29:45empresas brasileiras.
29:47Dá pra gente
29:47projetar
29:49quais são os impactos
29:50desse cenário
29:51de insegurança jurídica,
29:52Beraldo?
29:54Eu vou usar o exemplo
29:55que o Dávila e o Mota
29:57trouxeram.
29:58O Mota falou
29:59desse ato,
29:59que é uma lei norte-americana
30:01que trata de corrupção
30:02no exterior,
30:04a Petrobras,
30:06em razão
30:07da investigação
30:08da Lava Jato,
30:09em que
30:10os políticos
30:11do PT
30:12confessaram
30:13que usaram
30:14a Petrobras
30:15pra praticar
30:16corrupção
30:17e executivos
30:18da Petrobras
30:19confessaram
30:20que usaram
30:21dos seus cargos
30:22pra desviar dinheiro.
30:23A Petrobras
30:25fez um acordo
30:26nos Estados Unidos,
30:28e isso é uma informação
30:29que está no site
30:29do Departamento de Justiça
30:31norte-americano,
30:32de quase
30:33um bilhão
30:35de dólares
30:35de indenização
30:36em razão
30:38da picaretagem
30:39que ela fez
30:40nos Estados Unidos.
30:42Agora,
30:42imagina,
30:43Caniato,
30:44se uma lei
30:45dessa
30:45de um ministro brasileiro
30:47não tem que
30:48pagar nada,
30:49não tem que se submeter
30:51a essas penalidades
30:52no exterior,
30:53porque nós somos
30:54brasileiros
30:55e a gente se orgulha
30:56de ser brasileiro,
30:57e é isso,
30:58se não quiser
30:58fazer negócio
30:59com o Brasil
31:00não precisa vir pra cá.
31:01Essa é a mentalidade
31:02que eles estão.
31:03Agora,
31:03imagina a Petrobras,
31:05vai perfurar
31:05um poço,
31:08quantos equipamentos,
31:10quantas empresas
31:11norte-americanas
31:13ela tem que comprar
31:14especialistas
31:16que têm
31:16conhecimento
31:17específico
31:18para o tipo
31:19de trabalho
31:20muito técnico
31:21que precisa
31:22acontecer
31:23quando se faz
31:24uma perfuração,
31:25quando se faz
31:26produção,
31:27as refinarias
31:28da Petrobras,
31:29protocolos
31:30de testes
31:31que eles executam
31:32em seus laboratórios
31:33centenas de vezes
31:35todos os dias,
31:36tudo
31:36vem dos Estados Unidos.
31:38imagina a Petrobras
31:40dando de ombros
31:42para uma decisão
31:43dos Estados Unidos
31:44e dizendo que agora
31:45é só Brasil,
31:47a gente produz aqui
31:48a petróleo no Brasil
31:49e dane-se o resto.
31:50A Petrobras
31:51fica igual
31:51a PDVSA,
31:52a PDVSA
31:53está completamente
31:54sucateada,
31:56a produção
31:57de petróleo
31:58da Venezuela
31:58apesar de ser
31:59uma das maiores
32:00reservas do mundo
32:01é risível
32:03porque ela
32:04não consegue
32:05investir,
32:06não consegue
32:07ter acesso
32:08a tudo
32:08que precisa
32:09para fazer
32:10exploração de petróleo
32:11nas águas
32:12venezuelanas.
32:13O Brasil vai
32:14pelo mesmo caminho
32:15o caniato,
32:15é uma coisa
32:16impensável
32:18para qualquer empresa
32:19que tem uma atividade
32:20a sério
32:21num contexto
32:22internacional.
32:23E outra coisa,
32:25não adianta dizer
32:26não,
32:26mas nós vamos
32:26comprar da Europa,
32:27a empresa europeia
32:29não vai vender
32:30para,
32:31nesse caso,
32:31hipotese que eu estou
32:32trazendo,
32:33a Petrobras
32:34porque ela,
32:36além de vender
32:36para a Petrobras,
32:37ela também
32:38atua
32:39com empresas
32:40norte-americanas.
32:41As empresas
32:42de auditoria
32:43não farão
32:44mais auditoria
32:45da Petrobras.
32:47Quer dizer,
32:47é uma repercussão
32:48gigantesca.
32:50Os casos
32:50que a Petrobras
32:51tem no exterior
32:52contra fornecedores,
32:55contra parceiros
32:57que fizeram
32:57algum negócio
32:58que não deu certo,
32:59esses escritórios
33:00automaticamente
33:01vão renunciar
33:02porque eles não
33:03podem atender
33:04uma empresa
33:05que está
33:06sob sanção
33:06nos Estados Unidos.
33:07Essa é a realidade.
33:09Entendeu,
33:09Criado?
33:10Aliás,
33:10faço só um parênteses.
33:11Tem essa história
33:12de que a Advocacia Geral
33:13da União,
33:14usando o nosso dinheiro,
33:15vai fazer a defesa
33:17do ministro
33:18Alexandre de Moraes
33:19no exterior.
33:21Nem isso
33:21vai ser possível
33:22porque escritórios sérios
33:23não vão aceitar
33:24fazer um contrato
33:26para defender
33:26alguém que está
33:27sob sanção
33:29da lei Magnitsky.
33:31E assim,
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