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Diogo Cortiz, professor da PUC-SP, analisou o desempenho do GPT-5, destacando sua velocidade e precisão, especialmente na geração de códigos. Ele também discutiu os desafios da privacidade, a importância de uma regulação equilibrada e o impacto da IA na inovação e na produção científica no Brasil.

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Transcrição
00:00Sobre essa nova versão do chat GPT, eu vou conversar agora com o Diogo Cortis,
00:05ele é professor da PUC de São Paulo, especialista em tecnologia.
00:09Diogo, boa noite pra você, obrigada por ter aceitado o nosso convite.
00:12Bom, quero saber se você já experimentou o GPT-5 e qual foi a sua impressão.
00:18Já, já experimentei, então, desde da manhã, começou a ser disponibilizado aos poucos, né,
00:23recebi o acesso pela manhã, já fiz vários testes e, de fato, assim,
00:28ele é um modelo que tem um melhor desempenho, ele é mais rápido, ele é mais veloz,
00:34ele traz respostas muitas vezes mais assertivas do tema que você está pesquisando
00:39e ele é especialmente bom pra uma questão que a OpenAI, né, que é a dona do chat GPT,
00:46ela não era tão boa assim em relação aos seus concorrentes, que é a geração de código.
00:51Então, eu fiz muitas brincadeiras de criar pequenos aplicativos, até pequenos jogos
00:57em que a inteligência artificial conseguiu me ajudar a criar, né, um protótipo ali
01:03em alguns poucos minutos.
01:05Então, realmente, é, trouxe um avanço significativo em relação ao modelo anterior.
01:11A gente acabou de ver essa entrevista com o CEO da OpenAI, o Sam Altman,
01:16ele comentando pra CNBC americana sobre os riscos relacionados à privacidade das pessoas
01:22que fazem o upload dos seus dados pro chat GPT.
01:26É uma espécie de acordo de confidencialidade digital, como ele cita, isso é possível?
01:32Isso eu acho que tem que ser debatido, porque a ideia da inteligência artificial,
01:37ela muda muitos paradigmas que a gente está acostumado, né, porque a gente está falando
01:42de uma inteligência artificial que domina a linguagem, a sua maneira, mas ela conversa com a gente,
01:48então isso é um cenário inédito pra sociedade.
01:52A gente vai precisar pensar novos protocolos, acho que, desse processo de interação das pessoas
01:58com as máquinas, isso vai envolver a necessidade de possíveis regulações e até mesmo novas legislações.
02:05Então, essa é uma questão muito importante, né, que está sendo debatida, porque hoje é muito curioso,
02:11porque no mundo inteiro o uso do chat GPT mais frequente pelas pessoas é como um terapeuta.
02:20E isso traz uma série de questões, né, tanto éticas quanto do ponto de vista científico,
02:27mas também da privacidade, porque hoje se você conversa com o seu profissional de saúde,
02:33você tem a confidencialidade, né?
02:35Só que isso não é garantido mais, porque, por exemplo, a justiça pode pedir acesso a esses dados,
02:42e esses dados, eles não têm nenhum tipo de confidencialidade, não se enquadra em nada, né?
02:46Então, possivelmente isso vai ter que ser levantado, mas são casos de usos que começam a aparecer agora,
02:52à medida que a sociedade vai usando cada vez mais essas ferramentas no seu cotidiano, no seu dia a dia,
02:59e pra fazer coisas que a gente nem sabia o que as pessoas iriam fazer, né, como vem acontecendo.
03:03É, exatamente. É você a favor de uma regulação, então, é porque esse é um grande debate, né?
03:10Até que ponto a regulação tem que ir pra não evitar de que a gente consiga, de fato, um avanço com a inteligência artificial,
03:22mas, por outro lado, não dá pra não ter regulação nenhuma, porque o que a gente pode ver é ainda pior do que já tá acontecendo.
03:29É, essa questão da regulação a gente tem que pensar que é justamente uma perspectiva de trazer regras pra um jogo,
03:38e só vai ser bom ou ruim dependendo do desenho de uma regulação,
03:43porque a gente escuta muito falar que uma possível regulação, ela pode ser um freio pro processo de inovação,
03:51principalmente no Brasil, né, ou como tá acontecendo na União Europeia também, que já tem, né, um arco regulatório aprovado,
03:59e isso vai depender muito de como a gente vai começar a desenhar quais são os deveres, né,
04:06que essas empresas que desenvolvem têm e quais são os direitos das pessoas.
04:11Então, se a gente tiver uma regulação muito restritiva, sim, a gente pode dificultar o processo de inovação,
04:18especialmente, por exemplo, no Brasil, pras startups, pras pequenas empresas que estão começando o seu negócio,
04:25porque elas têm um poder de compliance, né, de estar de acordo com essa legislação,
04:30que muitas vezes é bem menor se comparado com as big techs.
04:34É, limita a inovação, acaba limitando o crescimento dessas startups, por exemplo,
04:40pra usar o que você trouxe aqui como exemplo.
04:43Isso, exato. Por isso que a gente tem que ter muita atenção de desenhar uma regulação que seja equilibrada, né,
04:51que traga alguns, algumas questões que são muito importantes, por exemplo, em questão de segurança,
04:56privacidade, riscos, né, deveres que essas empresas precisam ter pra prestar contas com a sociedade,
05:04mas, de certa forma, que isso traga um grau de liberdade pra que elas tenham espaço pra inovar.
05:13E eu acho importante a gente desmistificar isso, porque também tem essa mensagem de que a regulação é sempre inimiga na inovação.
05:20E não é verdade isso. Se a gente pegar, por exemplo, o setor bancário, o setor bancário do Brasil mesmo,
05:25o setor financeiro, é super regulado e é um dos mais inovadores do mundo.
05:30Então, se a gente desenhar regulações bem específicas, a gente vai conseguir, né, conseguir criar um ambiente regulatório
05:39em que vai ter espaço pra inovação.
05:41Agora, o desafio é justamente encontrar esses pontos, esses contornos, pra que a gente não sufoque,
05:48principalmente as pequenas e médias empresas no Brasil.
05:51É, esse seu exemplo dos bancos é muito bom, de fato.
05:54Agora, uma questão que também já se debate há algum tempo, eu queria te ouvir.
05:58Se os modelos de inteligência artificial se baseiam em conteúdos já disponíveis na rede,
06:04como é que fica a produção de conhecimento?
06:07Bom, essa é a questão que tá todo mundo tentando entender e debater, né, então, principalmente na área acadêmica,
06:14porque quando a gente olha, por exemplo, pra ciência, a ciência é justamente o processo de gerar novos conhecimentos.
06:20E quando a gente olha pra esses modelos de inteligência artificial, eles aprenderam com aquilo que a gente já expressou, né,
06:28é o tipo de conhecimento que a gente chama de conhecimento explícito, aquilo que foi verbalizado em artigos, em revistas, em vídeos.
06:36Então, ele já tem esse conhecimento mapeado.
06:38É claro, né, essa inteligência artificial que a gente tem hoje, é muito difícil que ela tenha uma fagulha pra produzir um novo,
06:46uma nova descoberta, mas ela pode, né, associada a pesquisadores, trazer uma possibilidade de processamento de informação
06:57que é altíssima e a gente vai ganhar muita eficiência em novas descobertas.
07:03E aí eu tô falando dessa limitação que é especialmente desse tipo de chatbots, né,
07:08mas a gente tem outros tipos de inteligência artificiais que trabalham com outros tipos de aprendizado, né,
07:13que a gente chama de aprendizado por reforço, em que a máquina, ela depende menos do conhecimento humano
07:19e ela aprende a partir de interações.
07:22Então, ela pega e faz simulações que um humano ou a humanidade como um todo jamais conseguiria fazer.
07:29Então, ela vai gerando novas descobertas, como é o caso do Alpha Fold, né,
07:34que trabalha com essas dobras de proteínas e consegue resultados, assim, em um, dois anos,
07:42o que a humanidade demoraria 100, 200 anos.
07:45Então, a gente também consegue associar a inteligência artificial nesse processo de geração de conhecimento.
07:52O problema é se a gente ficar só replicando conteúdos que são feitos pela inteligência artificial.
07:57E aí, eu acho que o maior risco não é a inteligência artificial em si, mas aí tá na preguiça humana, né.
08:03Então, se a gente ficar só pedindo pra inteligência artificial gerar artigos, gerar coisas,
08:08a gente vai criar uma quantidade absurda de artigos científicos,
08:12mas que não vai ter um valor de novidade, de ineditismo ali, de conhecimento.
08:17É, exatamente.
08:18Tem até estudos sobre isso, né, a questão da cognição, se você começa ali pela IA de cara.
08:24Diogo, muito obrigada, adorei, um prazer te receber aqui, volte mais vezes.
08:29Obrigado, boa noite.
08:30Boa noite.
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