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Descubra as novidades do GPT-5, a nova versão do chatbot mais famoso do mundo. Com o editor executivo da MIT Technology Review Brasil, Rafael Coimbra, veja como essa tecnologia pode revolucionar a indústria e o empreendedorismo. Será que a inteligência artificial vai roubar empregos ou criar novas oportunidades?

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Transcrição
00:00Para explicar com mais detalhes sobre o funcionamento da nova versão do chat GPT ou GPT-5,
00:08eu convido o Rafael Coimbra, que é editor executivo da MIT Technology Review Brasil,
00:15para explicar para a gente o que tem de novo.
00:18Rafael, obrigado pela presença aqui em plena sexta-feira.
00:22Falar de inteligência artificial ou de um recurso novo, um chatbot que foi atualizado,
00:27a gente quase não consegue mais acompanhar.
00:31Claro que o GPT se tornou, se não o mais famoso, está na lista ali do top 5 dos mais famosos.
00:37E a notícia desde ontem que corre aí nos corredores da tecnologia é que teve essa atualização para a versão número 5.
00:44Em linhas gerais, imagino que você já tenha mergulhado nela.
00:47O que te fascinou, o que te chamou a atenção e o que ela é diferente das outras?
00:52O Altman falou que tem recursos que vão ajudar as empresas, a indústria, tem mais um perfil executivo.
01:01Do que se trata isso, Coimbra?
01:04Marcelo, boa noite.
01:06É bom estar aqui com todo mundo.
01:07Eu acho que o que chama a atenção para a gente, geralmente, são esses grandes números no sentido de processamento,
01:13da inteligência artificial ser capaz hoje de emular pensamentos humanos,
01:18como, por exemplo, ele estava falando agora há pouco da medicina, né?
01:21A máquina hoje consegue dar resultados muito próximos a profissionais que estudaram anos e anos e anos.
01:27Isso é uma coisa que chama a atenção.
01:29Mas na minha avaliação, o mais interessante dessa atualização é que ela ficou mais fluida,
01:34ela ficou mais fácil de ser entendida por quem a está usando.
01:39Então, um detalhe técnico que quem estava usando o chat GPT anterior via,
01:44é que você tinha modelos dentro do chat GPT, modelos que davam respostas mais simples para perguntas mais simples
01:51e modelos que exigiam um pensamento mais prolongado, mas você tinha que escolher essa ferramenta.
01:57E isso criava uma dificuldade para quem não estava tão familiarizado,
02:00porque não é todo mundo que está o dia inteiro acompanhando essas evoluções, como você estava ressaltando.
02:05E agora, o GPT-5 vem com uma mudança muito interessante, porque você faz uma pergunta
02:11e a máquina entende rapidamente, no primeiro modelo ali, numa primeira linha, numa primeira camada,
02:17se você está fazendo uma pergunta muito simples ou se aquilo que você está querendo é algo muito específico
02:22que vai requerer uma pesquisa maior ou mais tempo de reflexão da máquina.
02:27Ela faz isso sem que você perceba, nessa primeira camada, e joga para um lado ou para o outro.
02:32E isso faz com que as respostas, ou seja, quem está usando, não perceba, a comunicação fica muito mais rápida
02:40e ela fica fluida. A linguagem natural melhorou muito.
02:44A gente tem que lembrar que essas máquinas foram programadas para interagir com a gente como se fossem pessoas.
02:49O tom da voz, eu estou falando aqui de texto, mas quem usa a voz sintética,
02:54essas vozes também estão absurdamente impressionantes do ponto de vista humano.
02:58Então, eu acho que essa proximidade fará com que cada vez mais pessoas,
03:03estamos falando aqui, obviamente, do GPT-5, mas as outras empresas, os concorrentes,
03:07também trabalham nessa direção. Será cada vez mais amigável, no início, lá atrás dos computadores,
03:14a gente tinha que aprender códigos, MS, DOS, quem é mais antigo vai lembrar do que eu estou falando.
03:19Depois vieram ambientes como o Windows, como o Android, em que você basicamente nem percebe
03:24que tem um sistema operacional, programas de computador ali por trás.
03:27E o que a gente está observando nesse momento é algo parecido com a inteligência artificial.
03:31Ela ficará cada vez mais simples. Qualquer pessoa vai conseguir entrar no seu celular
03:36e usar uma inteligência artificial.
03:39Coimbra, claro que você do MIT Technology Review já se deparou com essa grande pergunta
03:46da nossa era, desse primeiro terço do século XXI.
03:51O que que essa revolução tecnológica, ou como essa revolução tecnológica, não só vai impactar na nossa vida,
03:59mas principalmente no ambiente de trabalho, né?
04:02A gente já entendeu que isso é inexorável.
04:05Não tem mais volta.
04:07Teremos de lidar com essa situação, como foi a computação, como foi o cavalo a vapor
04:12há mais de um século, como foi a eletricidade há quase dois séculos.
04:18Mas fica essa grande pergunta, essa grande dúvida, vai roubar o trabalho ou vai mudar o trabalho?
04:26Eu cheguei em uma fase da minha vida acadêmica, estudar as revoluções industriais,
04:30havia sempre uma resposta padrão, né?
04:33Alguns trabalhos, alguns empregos, alguns cargos desaparecem,
04:37mas abre-se um enorme flanco, um enorme leque de outras opções.
04:42Só que essa está usando a chamada inteligência artificial.
04:47Nós vamos pelo mesmo caminho ou a gente ainda tem que temer a chamada síndrome do Frankenstein?
04:55Nós vamos criar alguma coisa que vai ser mais forte que a gente e vai nos destruir.
05:00Estamos nessa parte da ficção ou não?
05:03Ainda não.
05:04Talvez a gente chegue lá quando a gente ouve expressões como superinteligência ou inteligência artificial geral.
05:10A própria OpenAI tem no site dela, como missão ali descrita,
05:14que ela quer chegar nesse nível que seria um nível absurdo,
05:18ou seja, em que a inteligência artificial realmente conseguisse fazer tudo o que um cérebro humano consegue fazer.
05:24Não que ela tenha esse poder lá dentro, ela nunca vai pensar biologicamente com a gente,
05:28mas que o resultado seja muito perto de tudo que é possível um ser humano fazer.
05:33A gente ainda não chegou lá.
05:34Há quem diga que a gente esteja perto, há quem diga que a gente esteja longe.
05:37Lá nesse momento, aí sim, isso pode gerar uma preocupação maior no nível de emprego.
05:42Mas o que a gente observa, Marcelo, desde que o GPT foi lançado, o chat GPT, três anos atrás,
05:47o saldo histórico de desemprego em países como o Brasil ou os Estados Unidos não mudou muito.
05:54Mas, obviamente, existe uma revolução silenciosa por trás disso.
05:57Profissões que têm muita chance de serem automatizadas, essas profissões provavelmente serão.
06:06Mas outras em que os profissionais, se tiverem uma habilidade de entender que parte das suas tarefas,
06:13parte das suas rotinas diárias podem ser, em parte, substituídas pela IA,
06:18a IA consegue fazer um monte de coisa que eu levava muitas horas para fazer,
06:22ela me ajuda automatizando tarefas, mas ela também pode amplificar a criatividade,
06:27ela pode salvar tempo para que nós humanos usemos cada vez mais o nosso raciocínio complexo.
06:34Então, eu acho que quem souber usar melhor esses recursos nesse momento, leva uma vantagem.
06:39Ainda não chegou no momento de uma possível substituição completa,
06:43mas é um cenário possível olhando mais para frente.
06:46Os números mostram que a gente está nesse caminho parecido com o que você descreveu, Marcelo,
06:50só que com muito mais sutileza e a taxa de adoção desse tipo de inovação é muito mais rápida
06:56que, por exemplo, a máquina a vapor, a eletricidade ou mesmo a computação no início.
07:01A OpenAI, o chat EPT, para dar um exemplo, os números apresentados ontem,
07:05já tem 700 milhões de usuários semanais.
07:08A gente está falando aqui de, basicamente, um décimo da população mundial
07:12é muita coisa que já usa esse tipo de recurso.
07:16E se a gente colocar os outros competidores, esse número é ainda maior.
07:19Então, a taxa de adoção, e como eu falei, ficando mais natural,
07:23ficando mais simples de ser usado,
07:25obviamente, isso começa a ser incorporado não só no dia a dia da gente,
07:28enquanto pessoa física, mas dentro dos trabalhos.
07:31Os trabalhadores já começam a usar essas ferramentas,
07:34alguns vão ficar para trás, infelizmente,
07:36mas outros vão conseguir se reinventar e alavancar as suas carreiras.
07:40Coimbra, para a gente encerrar o nosso papo,
07:42eu queria acabar para cima, olhando a metade meio cheia do copo.
07:45Eu falei do risco de acabar com profissões ou enxugar as forças de trabalho,
07:52mas, como você estava falando, se torna uma ferramenta importante.
07:56Existe já alguma sinalização de algum setor que pode vir a ser mais favorecido?
08:03A exemplo de pesquisas científicas.
08:05Na área médica, às vezes, você leva décadas fazendo ali um desdobramento,
08:10por exemplo, a leitura do genoma humano.
08:12Isso levou décadas para a decifração das combinações das proteínas,
08:20ou então um telescópio que entrega para o astrônomo
08:23uma gama gigantesca de informação
08:27que ele vai precisar separar ali espectros de ondas, cores,
08:31para tentar achar, por exemplo, uma nova galáxia.
08:33Nesse sentido, eu entendo, pelo menos,
08:37que a inteligência artificial pode ser um grande acelerador desse processo,
08:41principalmente quando a gente tem dados de grandes volumes, não é?
08:44Eu acho que sim.
08:45Essa parte científica foi, inclusive, muito comentada
08:48na apresentação de ontem do GPT,
08:50a evolução ali de pesquisas.
08:52No fundo, o que a gente vai ver, Marcelo,
08:54é uma retroalimentação.
08:55São esses modelos consumindo tudo que já tem de conhecimento humano
08:59em áreas como essa de tecnologia da saúde, por exemplo,
09:03e depois ela potencializando novos profissionais
09:06a desenvolverem, descobrirem novos medicamentos.
09:09Mas só para concluir, eu apostaria que nesse campo
09:11do empreendedorismo, dos negócios,
09:14minha sinalização está nas startups,
09:17porque novas empresas hoje são capazes de que uma, duas, três pessoas
09:21que não têm tanta especialização naquele corpo técnico ali,
09:24quando você monta um time para empreender,
09:25que elas vão conseguir dar uma acelerada,
09:29vão conseguir montar um time, ainda que virtual, parcialmente,
09:31para que esses negócios sejam testados e prosperem.
09:35Queria agradecer o papo que eu tive com o Rafael Coimbra,
09:38editor executivo da MIT Technology Review Brasil.
09:42Coimbra, foi um prazer essa conversa.
09:45É um assunto que me interessa muitíssimo.
09:46Eu acho que aguça a curiosidade
09:48e o interesse, obviamente, dos nossos telespectadores.
09:51Espero que a nossa próxima conversa seja muito em breve.
09:55Bom final de semana.
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