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  • há 8 meses

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Transcrição
00:00No primeiro trimestre de 2025, a Havaianas ganhou espaço no Brasil, com aumento do volume de vendas.
00:06Por aqui, a estratégia para continuar crescendo é ganhar a fidelidade de novos públicos,
00:12homens, crianças e a alta renda.
00:22Fernando, você chegou na Havaianas aqui tem quase um ano,
00:26com uma proposta de aumentar o público masculino, o público infantil.
00:32Já dá para mensurar qual o avanço que houve nesse período?
00:36Dá sim. A cadeia do mercado de calçados era um pouco mais longa que o de alimentos,
00:40esses foram os aprendizados que eu tive, mas os resultados que a gente divulgou agora no primeiro trimestre
00:45já começam a mostrar uma grande evolução nesses dois segmentos.
00:50Então, tanto no masculino quanto no infantil, a gente cresceu mais de 30% as vendas no primeiro trimestre.
00:56muito fruto desse foco que a gente está dando com a nossa coleção para atingir o público masculino,
01:02que busca mais conforto, tira as grossas, né?
01:05A gente está colocando esse produto no nosso portfólio.
01:07E o público infantil também, principalmente com os nossos licenciados, né?
01:12Tem feito muito sucesso, não só nas nossas lojas, como no mercado.
01:15Então, muito por fazer ainda. A nova coleção que começa agora tem mais ainda novidades,
01:21mas a gente já conseguiu trazer bastante fruto para essa nova estratégia.
01:24Hoje, qual o percentual do público é feminino?
01:27Hoje, 70% a 80%, depende do segmento da nossa coleção, é para o público feminino, né?
01:33Em número de modelos, né?
01:35O público feminino, e a gente tem também no feminino, 90% de market share.
01:40Então, o público feminino tem mais uso na categoria e a gente tem uma dominância como marca também muito maior.
01:48Então, isso junto faz com que a representatividade do público feminino no nosso negócio seja maior, né?
01:54E o objetivo é crescer o público masculino em quanto, na comparação?
01:58A gente quer manter esse nível de crescimento que a gente está agora, com a nova coleção,
02:02tanto para o masculino quanto para o infantil, né?
02:04O nosso plano estratégico lá na frente é ter os mesmos patamares de market share que tem no feminino hoje,
02:09também nesses outros dois segmentos.
02:11Na última coletiva com os investidores, vocês mencionaram o interesse de Havaianos ser mais uma marca de rua
02:17e menos uma marca de praia, de casa.
02:21Quais as mudanças que vocês têm feito nesse sentido?
02:25E já dá para sentir nos canais de venda, em termos de produtos, a mudança do posicionamento de imagem?
02:32A gente, na verdade, quer seguir a risca o que a gente fala do Havaianas todo mundo ama, todo mundo usa, né?
02:41Então, nas nossas próximas coleções, na coleção atual que a gente está lançando agora,
02:46a gente tem muitos produtos que são novas opções para o consumidor usar Havaianas, não só em ambientes molhados.
02:54Então, a gente continua tendo bastante a nossa fortaleza no famoso chinelo usado na praia,
03:00para o brasileiro ir para a praia, então a gente vende mais de 200 milhões de pares por ano.
03:04Então, a gente renova o parque de chinelo dos brasileiros todos os anos.
03:08Então, o brasileiro já tem, né?
03:1094% dos lares brasileiros têm pelo menos um par de Havaianas.
03:15Então, todo mundo já tem Havaianas.
03:17O nosso trabalho agora é que os brasileiros conheçam outros modelos
03:21para também usar Havaianas fora dos ambientes molhados, como na rua, à noite, para sair à tarde com a família e tal.
03:29E aí, isso tem permeado muito as nossas coleções.
03:32E aí, dado o aumento, por exemplo, esse aumento do masculino que eu te comentei,
03:36tiras largas, mais confortáveis, são principalmente para usar em casa, na rua, em eventos sociais,
03:43não necessariamente em áreas molhadas.
03:45Mas tem uma outra linha, outro exemplo nosso, no público masculino também,
03:49que é a nossa Track Plus, que vende nas nossas lojas,
03:52a tira era de tecido.
03:53Então, ela nem é própria para usar em ambientes molhados.
03:56Ela é mesmo para combinar com a sua roupa, sair para eventos sociais,
03:59de forma confortável, que é o que o homem procura.
04:02Então, a gente tem a coleção Condotti Gabana agora, né?
04:05Ela não é só para a praia, principalmente para as mulheres usarem, né?
04:10Para sair até em ambientes mais arrumados e tal.
04:15Então, a gente tem colocado o nosso portfólio cada vez mais como opção
04:19para também usar Havaianas em cozinhões, não só nas molhadas.
04:25Sobre essa coleção da Dolce & Gabbana que você mencionou agora,
04:29Havaianas sempre teve um ticket mais alto do que algumas concorrentes, né?
04:33Mas essa coleção veio, surpreendentemente, com um ticket ainda maior, né?
04:37Com os pares de chinelo acima de 300 reais, né?
04:41É um reposicionamento para a marca ser vista como mais premium ainda
04:48e ter um ticket maior, uma margem de lucro maior?
04:51Não, é na mesma linha, todo mundo usa, todo mundo ama, né?
04:55A gente quer colocar Havaianas como opção de uso para os nossos consumidores
05:02de todas as classes.
05:03Inclusive alta renda.
05:04Inclusive alta renda, perfeito.
05:05Então, a gente quer que o consumidor brasileiro que ama Havaianas
05:09tenha opções de Havaianas a 20 reais, como tem hoje, até abaixo de 20 reais
05:13em alguns casos, mas também possa utilizar produtos de mais valor agregado
05:18com collabs, com marcas tão premium como o Dolce & Gabbana, por exemplo,
05:23acima de 300 reais, vai encontrar também uma opção super legal, né?
05:27Conectada com qualquer ocasião de consumo.
05:31Então, a collab com a Dolce & Gabbana não se permitiu entrar nesse universo,
05:35mas a gente continua querendo falar com todos os públicos e continua com o nosso volume,
05:40obviamente, muito concentrado em produtos mais acessíveis, né?
05:44Porque a categoria de sandálias, ela é assim composta, né?
05:48Mas o Dolce & Gabbana foi um sucesso total e mais uma prova do quanto o brasileiro ama Havaianas
05:54e quanto o consumidor de Dolce & Gabbana também pode acessar um produto da marca Dolce & Gabbana
06:00numa categoria que é predominantemente conhecida como produtos não tão caros, né?
06:05Mais acessíveis, né?
06:06Agora, no B2B, há um tempo atrás vocês enfrentaram um descasamento ali do sell-in, do sell-out.
06:13Como é que vocês estão resolvendo isso?
06:15Legal.
06:16A gente resolveu isso com muito trabalho nos últimos dois anos, né?
06:20E a companhia hoje está toda setada para o sell-out, né?
06:24A gente hoje, todas as nossas metas internas, né?
06:27Da equipe comercial, a preocupação é aumentar o volume que o consumidor compra no ponto de venda.
06:35E a gente tem toda a cadeia, o canal indireto, às vezes o canal direto, mas o importante é aumentar o consumo direto dos nossos produtos.
06:44A gente tem tanta essa preocupação que no primeiro trimestre a gente fez questão de colocar isso no nosso earnings call com os investidores
06:50porque a gente ficou muito feliz de crescer o sell-out no Q1, mas o nosso sell-in cresceu mais do que o sell-out.
06:57E aí, prova de que isso é um plano e que é tudo planejado, a gente tomou essa decisão porque historicamente a gente perdia a market share no segundo trimestre
07:06porque os clientes esperando a nova coleção se desestocavam da coleção atual e entravam em ruptura
07:12e aí eu não consigo fazer o sell-out para o consumidor na ponta.
07:16O que a gente fez no Q1 foi abastecer melhor nossos clientes com o sell-in
07:19para que eles possam fazer o sell-out agora no segundo trimestre até a chegada da nova coleção
07:24e não ter nenhum prejuízo para o consumidor não encontrar o produto na loja.
07:28Mas isso não chega nem a 10% do total volume, é super controlado, planejado
07:32e por isso a gente fez questão de dizer ao mercado que isso era um planejamento nosso.
07:37E pensando agora em internacional, o mercado europeu sempre foi um mercado estratégico
07:44que a Havaianas apostou em crescimento.
07:46Mas como é que fica o Brasil nisso?
07:48O Brasil é um mercado prioritário?
07:51O Brasil sempre vai ser um mercado prioritário da Havaianas por conta da representatividade.
07:58Então hoje 80% da receita da empresa é no Brasil.
08:02Então não tem como não priorizar o Brasil.
08:04Mas uma das teses de crescimento da companhia é o crescer ao internacional,
08:09que a fatia do bolo do internacional aumente.
08:11Você tem razão, a Europa é um mercado super importante para a gente.
08:14Então meus pares ali, os presidentes da Europa e dos outros países,
08:21têm planos para desenvolver a região lá, mas não tem como.
08:24O Brasil sempre vai ser onde todo mundo ama e todo mundo usa.
08:28Obrigada pela sua entrevista.
08:29Obrigado a vocês pelo espaço.
08:30Tchau.
08:32Tchau.
08:34Tchau.
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