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Da geologia à gigante multinacional: descubra a jornada inspiradora de Marco Stefanini! De um pequeno negócio em casa para liderar a maior empresa brasileira de serviços de tecnologia, Marco compartilha os segredos de uma gestão de sucesso e empreendedorismo de ponta.

Aprenda como uma mudança de carreira inesperada, impulsionada pela "década perdida" do Brasil, o levou a se tornar um pioneiro no mundo tech. Descubra a estratégia que transformou a Stefanini em uma referência global, presente em mais de 100 países e com quase 40 mil colaboradores.

Nesta conversa reveladora no Humanamente Possível, Marco Stefanini destaca a importância crucial das soft skills, como humildade e a sede de aprendizado contínuo, como diferenciais essenciais no dinâmico setor de tecnologia, especialmente com o avanço da inteligência artificial.

Um verdadeiro panorama sobre resiliência, visão estratégica e a evolução do mercado de serviços de tecnologia.

#Empreendedorismo #GestãoEmpresarial #Tecnologia #Stefanini

Categoria

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Transcrição
00:00Olá, bem-vindos ao Humanamente Possível, bem-vindos e bem-vindas, e hoje eu tenho aqui uma pessoa muito especial,
00:16um convidado que vai nos falar sobre uma gestão empresarial de sucesso, uma pessoa que começou
00:22praticamente do nada, como sua iniciativa em casa, e hoje é seguramente a maior empresa multinacional
00:29de serviços brasileira. Eu tenho aqui comigo meu colega, meu amigo, Marco Stefanini. Marco, muito obrigado.
00:37Obrigado a você, Leonel. Sempre um alto astral, né, Leonel? Sempre admirei sua energia positiva,
00:43então é um prazer estar aqui com você. É, de fato, um prazer ter você aqui. Muito obrigado pela sua disponibilidade.
00:48Eu sei que sua vida é muito emocionante, de muito ligeira, de muito trabalho, e aí, por isso mesmo,
00:56é uma honra ter você. Você tem uma lição de vida espetacular. Eu queria começar entendendo de onde surgiu
01:03a sua veia de empreendedorismo. Você começou de casa um negócio há 40 anos atrás?
01:10É, quase 40. 38 anos atrás.
01:13Muito tempo.
01:15Você se formou em geologia, pelo verdadeiro. E daí que você foi parar nesse mundo tech, você é um pioneiro nisso.
01:22É, a história é primeiro, vamos lá, primeiro o início, depois eu falo do empreendedorismo.
01:28Na verdade, eu comecei, eu estudei geologia, e aí quando eu me formei no início da década de 80,
01:36o Brasil já estava na famosa década perdida. Então, não tinha emprego, e os bancos ofereciam para quem era de exatas
01:45uma oportunidade de virar trainee, estudava, no caso foi o Bradesco, seis meses, período integral,
01:52e eu me formei como engenheiro de software. Então, agradeço o Bradesco até hoje,
01:59porque me deu a oportunidade de começar isso que eu tenho hoje. Então, a gente sempre deve agradecer
02:06àqueles que nos deram oportunidade.
02:08Eu nem sabia disso, e já é uma boa coincidência, porque somos contemporâneos e temos uma história
02:13razoavelmente parecida, porque eu também fui para banco, estudava engenharia e não conseguia emprego
02:18na década perdida de 80, e fui parado em banco, fui para o Banco Nacional.
02:23E lá fiz...
02:24Que era uma bela escola também.
02:25É, foi uma bela escola.
02:26E no Bradesco até foi, eles sempre tiveram uma carreira fechada, agora o Noronha abriu e mudou bastante o banco,
02:32está fazendo bem no trabalho.
02:33Sem dúvida.
02:34Mas, na época, foi uma iniciativa que eles fizeram só naquela época.
02:39Eu dei sorte que eu estava lá.
02:41Então, aí eu entrei na...
02:44Aí eu terminei o curso no Bradesco, já era funcionário, treinei, trabalhei no Bradesco,
02:51e depois eu trabalhei mais em outra empresa, e aí eu comecei a Estefanini.
02:57Do ponto de vista de empreendedor, e como eu comecei a Estefanini?
03:01Por uma combinação de fatores.
03:04Na época, as empresas davam muito treinamento, na época, os mainframes, os grandes computadores de BM,
03:11então tinha muito treinamento para funcionário.
03:14E na época, para você se tornar um sênior, você demorava 20 anos, né?
03:18Hoje não, você é um sênior na área de tecnologia com 3, 4 anos, né?
03:23Porque até que hoje a informação é muito mais disponível e tal.
03:26Mas na época eu tive uma vantagem que eu sempre, durante a faculdade e tudo, eu tirava meu dinheirinho para sobreviver,
03:34dando curso.
03:35Eu dava curso de tudo.
03:36História, geografia, matemática, física, química.
03:42E aí, quando eu já tinha uma formação ainda, eu estava em tecnologia, eu tinha pouco tempo,
03:48mas, ao mesmo tempo, eu tinha didática, né?
03:51Então, a Estefanini começa, eu começo como um freelance, subcontratado.
03:57Hoje seria o PJ, que todo mundo critica, mas eu também devo a vida a um PJ.
04:02E aí eu dava cursos via PJ, e depois, obviamente, eu fazia isso ou à noite, ou tirava férias,
04:10compensava a hora extra, porque na época a gente trabalhava muito.
04:12E depois, aí eu saí e montei a Estefanini, então a Estefanini começou como uma empresa de treinamento, né?
04:19Um habilão de desenvolver pessoas num assunto que era muito restrito, digamos assim.
04:27E a gente fazia muito para bancos.
04:30Formava, eu fazia treinamentos, às vezes, como eu fui um trainee, né?
04:34No fundo, eu também tinha um pouco da experiência que eu já tinha passado.
04:38Então, e aí a gente fazia curso, inclusive, para bancos.
04:41Inclusive, o Banco Nacional, a gente chegou a fazer há alguns anos.
04:46Então, foi uma experiência bastante interessante, né?
04:49Foi assim que eu virei de um lado para o outro.
04:52E depois, a atividade de treinamento é uma atividade muito bacana,
04:56mas ela, o Brasil no e-mail sempre crise e crise,
04:59ela é uma atividade muito instável, né?
05:01A primeira coisa que o cara corta no custo é o treinamento.
05:05É uma atividade bem lucrativa, muito gostosa de dar,
05:07mas muito instável.
05:10E aí, eu fui para a área de serviços e aí é a minha história.
05:13É.
05:15Muito bem, muito obrigado.
05:17Você é uma lição de humildade.
05:18Essa é a sua história.
05:19Hoje, você tem 38 mil funcionários.
05:2235 mil funcionários.
05:23Em quantos países do mundo hoje a Estefania?
05:25A gente serve clientes em 108 e tem entidades fiscais em 46 países.
05:31Então, tá bom.
05:31Então, vamos chegar lá, mas assim, começou a sua história, né?
05:35É isso aí.
05:37Do ponto de vista de gente, o que é que você reputa como o mais importante
05:45para ser uma carreira de sucesso em serviço e tecnologia?
05:51Mesmo, nossa área é uma área técnica, né?
05:54Sempre foi.
05:54Então, obviamente, conhecimento técnico é importante.
05:57Conteúdo.
05:57O conteúdo técnico e tudo mais.
06:00O diferencial sempre foi o que vocês chamam hoje de soft skill, né?
06:05Então, e hoje, principalmente agora com o IA e tudo mais, quer dizer, o soft skill é cada vez mais importante.
06:11Então, para mim, sim, alguns soft skills como humildade, né?
06:18E humildade envolve você ter humildade de ouvir e aprender, né?
06:24Porque se você não tem humildade de ouvir, você não vai aprender, né?
06:27Essa vontade de aprender, nós estamos num mundo que o nível de reaprendizado é brutal, né?
06:35Então, é muito mais hoje, é muito interessante.
06:39Mesmo a gente sendo uma empresa técnica, o que carrega mais é o soft skill, né?
06:43Combinado, combinar essa humildade de ouvir, de vontade de aprender e tudo mais.
06:50E, obviamente, saber que...
06:52Ter resiliência, né?
06:53Na vida não tem nada que vem fácil.
06:56Claro.
06:56Sempre tem uma dor e eu acho que isso faz a diferença das pessoas, né?
07:02Tem aquele growth mindset de uma mulher americana, esqueci o nome dela.
07:08Mas eu adorava isso.
07:09Quer dizer, não importa a...
07:11Assim, não tem talento, né?
07:13Tem a capacidade que você tem, a vontade que você tem, a determinação que você tem de aprender.
07:19Tem alguns que podem aprender em duas horas, eu tenho em dez dias.
07:21Mas se o cara não tem vontade, nem em duas horas eu vou aprender.
07:24Se o cara tem vontade, em dez dias ele vai aprender.
07:27Então, essa questão de determinação, de você entender que você estabelece o seu limite,
07:32aonde vai, eu acho que isso é um grande diferencial de uma pessoa.
07:36Marco, durante a sua história, você começou em casa, né?
07:42Isso.
07:42Literalmente em casa.
07:44Literalmente em casa.
07:45E você começou sozinho.
07:48Isso.
07:48Na verdade, eu comecei sozinho.
07:50A primeira pessoa que veio se juntar foi a minha esposa.
07:53Ah.
07:54E aí, ela é psicólogo.
07:57Então, é meio engraçado, porque eu sou geólogo e eu que tocava era técnica.
08:00Porque eu programei, programei em assemble, que é uma linguagem super básica, bem difícil e tal.
08:06E minha mulher é psicóloga.
08:08Ela foi muitos anos a pessoa, vamos dizer, a diretora administrativa financeira.
08:13Mas quando ela entrou, a nossa ideia era fazer Headhunter, né?
08:17Que depois se mostrou um fracasso total.
08:20A gente desistiu disso.
08:22Mas essa era a ideia, né?
08:23Então, ela foi a...
08:24Depois ela saiu um tempo da empresa, depois voltou.
08:27Agora ela tá mais soft, já faz muitos anos.
08:30Ela é mais inteligente que eu, né?
08:32Já tá vivendo melhor a vida.
08:34Então, mas ela foi a pessoa que se juntou...
08:39A primeira contratada, a primeira funcionária da companhia.
08:41A primeira funcionária da companhia.
08:41A primeira funcionária da companhia.
08:42A primeira funcionária da companhia.
08:42E provavelmente a que mais teve autoridade na companhia ao longo da sua existência.
08:47Você conhece mulher brasileira, então ela não foge a regra.
08:52Aí, mais uma coisa desse, eu também sou casado com uma psicóloga.
08:56Então, eu tenho noção do que você tá dizendo, mas de qualquer forma,
08:59quando você falou aqui de aprendizado, aprendizado, aprendizado,
09:04vocês dois, você com a sua esposa,
09:07foram criando essa capacidade de aprender e ensinar.
09:15Quais são os principais gargalos no início pra você ter as pessoas contigo?
09:20Na verdade, no início, né?
09:24Eu acho que a gente fez um pouco do que a maioria das empresas menores fazem, né?
09:28Você não é conhecido, né?
09:31Você não tem uma grande proposta de valor no início, tá certo?
09:34Porque é mais...
09:36Principalmente na época.
09:36Hoje ainda você tem algumas empresas de tecnologia,
09:39algumas startups que você pode almejar alguns propósitos muito bonitos.
09:43Mas na nossa época, era uma coisa muito mais, vamos dizer, arroz com feijão, né?
09:48Então, você não tinha uma grande proposta, não consegue oferecer muito salário.
09:52Como é que você faz?
09:53Na verdade, você acaba trabalhando um pouco entre conhecidos, né?
09:59Então, o relacionamento pessoal vai te...
10:01É, um amigo ali, alguma pessoa ali, né?
10:04Que o cara tem uma sinergia com você.
10:07Então, isso acaba te ajudando a vir trabalhar.
10:11Então, isso tem prós e contras, né?
10:13A gente sabe disso.
10:14Esse é um dos, muitas vezes, muitos problemas que você tem em empresa pequena.
10:18Que está começando exatamente a ter amigo ou parente.
10:21E isso a gente sabe que as coisas que eu não misturo não são muito fáceis, né?
10:25Sem dúvida.
10:25Mas, em geral, é a forma que a maioria começa.
10:28Como você falou, você gosta muito de falar de humildade.
10:31Humildade até para pedir favor, muitas vezes.
10:33Com certeza, né?
10:34Então, você vai muito nessa linha.
10:38E ao longo da vida, a gente, obviamente, você vai evoluindo, né?
10:42Porque você falou de gestão, né?
10:44Eu, quando eu saí para montar, Estefaninha, você falou de empreendedor, lembra?
10:49Eu sempre quis montar alguma coisa minha.
10:51Sempre.
10:52Então, quando eu trabalhava como analista no Bradesco, na alta empresa,
10:57eu estava convencendo a minha mulher a abrir alguma coisa.
11:00Mas ela nunca teve o espírito empreendedor.
11:03Ela enrolava, mas o quê?
11:04Então, eu cheguei a ver agência de viagem, porque eu adoro viajar.
11:08Bar, já vi um monte de coisa.
11:10E aí, vi que não ia.
11:12Por quê?
11:12Porque ela ganhava ainda, eu não ganhava tanto bem, tão bem assim,
11:15mas, com certeza, ela ganhava menos.
11:17Então, a tendência natural, como eu sempre dei passo,
11:21sempre, eu sou muito desconservador do ponto de vista financeiro, né?
11:26Falei, mais fácil ela sair do que eu.
11:28Mas aí, eu percebi que não ia.
11:30E aí, começou a ter um viés, esse que eu comentei, já não vou repetir, de treinamento.
11:35E aí, eu que abri o negócio, né?
11:37Então, eu que saí e abri o negócio.
11:39Mas, mesmo antes de abrir, eu já estava plantando, né?
11:42Fazia sistemas para fora, eu dava esses treinamentos.
11:45Então, eu já estava plantando.
11:46Eu, para dar um passo, eu tenho que estar seguro.
11:49Porque é muito mais fácil você dar um passo.
11:51É muito...
11:52Eu vejo muitas vezes as pessoas largam tudo para começar algo novo.
11:56E, para quem não tem sustentação nenhuma financeira, é muito arriscado, né?
12:01Então, foi assim que...
12:04Então, eu sempre quis ter algo próprio, né?
12:07Então, foi assim.
12:09Eu cheguei a exportar gemas semi-preciosas.
12:14Tomei um ferro desgraçado, perdi dinheiro.
12:17Mas, quer dizer, dinheiro era muito para mim, né?
12:19Hoje, é peanuts, né?
12:21Graças a Deus.
12:22É.
12:22Mas, aprendi.
12:24Então, eu sempre quis ter meu negócio assim.
12:26Eu ficava ciscando, né?
12:27Então, eu sempre quis.
12:29Isso acho que estava de mim mesmo.
12:32E eu acho que vem um pouco do meu pai.
12:34Meu pai, ele é uma pessoa que foi estudar na faculdade quando eu tinha 14 anos.
12:42Eu sou mais velho.
12:44Ele foi ter a empresa dele, uma empresa que estava quase quebrada, quando eu já tinha,
12:49não sei, 18 anos.
12:51Então, ele sempre, obviamente, em épocas que não tinha capital e tudo mais.
12:55Então, sempre sofreu com isso.
12:56Mas, ele tinha um espírito empreendedor que eu admiro muito.
12:59E minha mãe sempre teve muita energia.
13:01Sempre foi uma pessoa muito positiva, tudo.
13:03Então, acho que eu tive esse...
13:06Acho que um pouco desse vírus aí já...
13:09Um vírus empreendedor.
13:10É.
13:11Qual foi o primeiro grande marco na Stefanini?
13:15O que você acha que foi o primeiro?
13:17Alguma aquisição?
13:18Algum grande contrato?
13:19Onde é que você teve certeza?
13:21Agora vai?
13:22Ah, isso demorou mais tempo.
13:24Quer dizer, teve algumas coisas...
13:26Eu aprendi na vida, ao longo da vida.
13:28Eu sempre fui muito rebelde.
13:30E, às vezes, você, quando é rebelde, é bom, por um lado, porque você quer sempre mais.
13:36Por outro lado, às vezes, no início, quando você é jovem, você nunca está satisfeito muito com o que você tem.
13:41Isso é um problema.
13:41Ao longo do tempo, eu fui aprendendo, né?
13:44E eu lembro que, quando a gente teve o nosso primeiro escritório de...
13:47Aliás, o segundo, né?
13:48O primeiro foi em casa.
13:49O segundo, que era o escritório mesmo, era 38 metros quadrados.
13:53Era bonitinho.
13:54Sabe?
13:54Coisa de mulher, ajeita, bonitinho.
13:56Mas era 38 metros quadrados.
13:58Tinha uma sala de aula.
13:59E aquilo, para a gente, era um orgulho.
14:00Então, o primeiro dia de aula, né?
14:04Era um curso aberto, que tinha poucos inscritos.
14:07Alguns, inclusive, convidados grátis para você fazer network, fazer seu trabalho.
14:14E eu nervoso de os caras aparecerem.
14:16A pessoa, assim, aparece um ou dois lá.
14:18Mas deu tudo certo.
14:19Então, são pequenas coisas.
14:21E eu não acho que, talvez, não tenha um grande marco, né?
14:23Eu fui sempre muito consistente, assim, né?
14:27A gente foi, cada ano, ia aumentando.
14:32Mas, talvez, ali, teve entre 93 e 95, a gente saiu de um faturamento de 1 milhão de dólares para 10, em dois anos.
14:41Ali, eu acho que a gente virou empresa.
14:43Mas, veja bem, eu comecei em 87, né?
14:46Então, de 87 a 93, sofri color, sofri tudo.
14:51Aí, depois, é que deu essa esticada.
14:53E, mesmo assim, uma esticada de um patamar pequeno.
14:56Claramente, aqui nessa história tem duas coisas fundamentais.
15:00Persistência e consistência.
15:02É.
15:03Porque o início, como você falou, são quatro, cinco anos de insegurança.
15:07Ainda mais que coincidiu com o Plano Collor.
15:11A história do Plano Collor é um...
15:13Acha que hoje tem um horrorista que não conheceu aquilo lá.
15:16É um horror sem fim.
15:17É um horror sem fim.
15:18E consistência e vocês persistiram.
15:21É porque, vou antecipar aqui, você falou que um grande marco foi chegar em um milhão de faturamento.
15:28E agora você está indo para 10 bilhões de faturamento.
15:31Algo assim, é isso?
15:31É, a gente está em oito.
15:32Vai para nove e pouco.
15:34Pô, senhor e 10.
15:35Mas, nessa consistência...
15:36Em reais, né?
15:37Nessa consistência...
15:39A gente vem, realmente...
15:40Eu nunca tive um ano com menor faturamento que o ano anterior.
15:45Nunca teve.
15:45Nunca teve.
15:46Teve anos com crescimento menor.
15:48Claro.
15:49Mas, lógico.
15:49Mas, sempre.
15:51E a margem nunca é muito alta, mas nunca deu prejuízo.
15:54Nunca.
15:56Nossa Senhora.
15:57Desculpa a pausa.
15:59Mas, é que a pausa é porque, realmente, é muito raro.
16:02Bem...
16:02Essa consistência de 38 anos.
16:05A gente não tem dinheiro até hoje, né?
16:07Não tem investidor.
16:08Então, a gente sempre foi...
16:10Eu fui muito...
16:12Conservador também.
16:13Você cresceu com o próprio recurso o tempo todo.
16:16Gerando o seu recurso e...
16:18Eu gasto o que eu tenho.
16:19Eu gasto o que eu tenho.
16:20Reinvesto o que eu tenho.
16:21É assim que funciona.
16:22Até hoje.
16:23Muito bem.
16:24Aí, qual foi depois daí?
16:25Começou a empresa de treinamento?
16:27Começou a virar uma empresa de serviço?
16:29Isso.
16:29Começou a ter muito contrato bacana?
16:32E a gente é...
16:33Eu sou tarado por serviço recorrente, né?
16:35Receita recorrente, né?
16:37Aprendi no passado isso.
16:39E também...
16:40De ser...
16:41De você não colocar os ovos...
16:44A maioria dos ovos na mesma cesta.
16:46Eu sempre gostei de ter uma emergência grande de clientes, de serviços...
16:50Evitar a concentração de clientes.
16:52De clientes, de serviços, de região, de tudo.
16:55De segmento econômico.
16:57Qual foi o primeiro passo fora do Brasil?
16:59Chegou uma hora que você já estava bem espalhada no Brasil, com muito contrato...
17:04Na verdade, assim...
17:06A gente, na época...
17:08Hoje é muito simples.
17:09Mas, na época, já era meio diferente você ter escritórios espalhados pelo Brasil.
17:13O nível de comunicação não é o que é hoje, né?
17:16Então, era muito comum...
17:18A empresa tinha São Paulo e Rio.
17:21Porto Alegre e Florianópolis, né?
17:23Então, a gente já tinha espalhado.
17:24A gente já tinha, de certa maneira, montado o nosso modelo...
17:27Aí você vai falar de gestão...
17:28Que dá muita autonomia na ponta.
17:31Então, é um modelo que a gente chama de célula.
17:33Já roda há 30 e tantos anos.
17:35Onde você dá bastante autonomia na ponta.
17:39E ele administrava, na época, como uma empresa mesmo.
17:42Então, ele tinha lá receita, despesa.
17:44Tinha o que a gente chamava de merc-up.
17:46Que era tipo o back-office.
17:49E a gente fazia um percentual.
17:51Então, ele já sabia...
17:52No início do mês, ele já sabia quanto que já tinha dado de lucro.
17:55E ele tinha o direito a um percentual.
17:56Era quase que um franqueado.
17:57Embora dentro da empresa.
18:00Outro conceito, mas...
18:01E ao longo do tempo, a gente foi melhorando isso.
18:03Aí, obviamente, você tem que criar sinergia.
18:05Porque, senão, cada célula faz de um jeito.
18:07Porque cada um faz de um jeito.
18:08A gente teve que começar.
18:09Foi melhorando.
18:10Mas esse é o modelo.
18:13E eu sempre gostei de viajar.
18:15E eu sempre...
18:17Vamos chamar assim...
18:19Entendi que o perfil de tecnologia do brasileiro é muito bom.
18:23Sempre foi.
18:23Até hoje.
18:24Talvez hoje, de proporcionamento, até um pouco menos.
18:26Mas sempre foi.
18:27E a gente nunca foi conhecido.
18:30Então, eu sempre quis ter alguma coisa fora.
18:32Também esse é outro sonho.
18:33Um eu falei de empreendedor.
18:34Outro é fora.
18:36Então, em 95, mais ou menos, surgiram...
18:41Eu tinha um gerente que era argentino.
18:44E ele tinha dois conhecidos.
18:46Que tinha uma pequena empresa da Argentina de cable.
18:49É um negócio muito básico na área de tecnologia.
18:51Eles queriam uma empresa...
18:52Alguém que trouxesse mais valor agregado.
18:54Sempre numa base tiquitita.
18:58E aí, eu topei.
19:00E a gente foi ser sócio lá em 95.
19:03Então, imagina.
19:04Eu tenho 30 anos de Argentina.
19:06Imagina que eu já passei na Argentina.
19:08Entendeu?
19:08Então, eu passei por tudo.
19:09Ali, se aqui no Brasil é teste e residência, então lá, então é brincadeira.
19:15E aí...
19:16Mas assim, eu era muito pequeno.
19:18E é uma experiência que também não foi tão bem.
19:20Aí, quando chegou em 2000, aí eu decidi realmente...
19:26Aí a gente começou a abrir vários países da América Latina e os Estados Unidos.
19:32Início dos anos 2000, você estava na contramão.
19:34Porque as grandes empresas multinacionais estavam encerrando atividades.
19:38Principalmente que era a crise da Argentina.
19:40É isso mesmo.
19:40Encerrando atividades na região.
19:42E logo depois que eu abri os Estados Unidos, veio o setembro de novembro.
19:46De cara, e deu aquele baque na economia americana.
19:51Foi logo depois.
19:52Muito bem.
19:54Muito bem.
19:54E aí, o primeiro passo foi a Argentina.
19:57A Argentina, você é um especialista.
20:00Você é quase um argentino de tanto tempo.
20:03Depois foi seguindo pela região, foi subindo até chegar nos Estados Unidos.
20:07Isso.
20:08E aí, depois eu fui para a Europa e quase nada na Ásia.
20:12Aí, depois eu só dei um salto, realmente, do ponto de vista...
20:16De presença global e de volume mesmo.
20:19Quando eu faço uma aquisição, que foi a maior que eu fiz até hoje.
20:23De uma empresa americana, que era global.
20:26Ela tinha muita base, obviamente, nos Estados Unidos.
20:29Na Europa.
20:30E tinha algumas coisas já na Ásia.
20:33Então, foi ali que eu comecei.
20:34E logo depois eu comprei uma outra empresa americana.
20:37Mas o dono era indiano.
20:38E, obviamente, tinha base na Índia.
20:41Então, ali que eu...
20:41Quantas aquisições já foram feitas pelo grupo?
20:45Aí, nessa época, ali, logo no início, que eu chamo de salto da internacionalização, foram três.
20:53Essa foi uma época.
20:54Aí, depois de 2015, 2015, mais ou menos, uns...
20:58Não, um pouco mais.
20:592012 e tal.
21:01A gente começou na linha da digital.
21:03Aí, a gente somando tudo, dá umas 40.
21:0640 aquisições.
21:07Que a maioria delas são menores.
21:09Uma ou outra, que nem essa americana, que era maior.
21:12Olha, eu nunca fui empreendedor.
21:13Minha vida inteira eu fui executivo.
21:16E já fiz aquisição como executivo.
21:18Já fiz fusão.
21:19Enfim, toda a vida que todo mundo já fez.
21:22E se tem uma coisa difícil, é uma aquisição dar certo.
21:26Uma fusão dar certo.
21:27É muito difícil.
21:28Você fez 40.
21:29Qual é o seu maior segredo de sucesso aqui?
21:34Olha, teve algumas que, com certeza, não deram certo.
21:37Cláudio, né?
21:38Queria.
21:40Essa, a primeira, foi muito importante porque deu um mapa global e uma estrutura global.
21:46Era uma empresa bem organizada.
21:49E ela deu uma visão global que ainda estava, basicamente, uma empresa latino-americana.
21:53A gente passou a ser global.
21:55A gente teve alguns casos também de muito valor agregado.
22:01Mas eu acho que, talvez assim, resumindo, talvez, obviamente tirando o que não deu certo,
22:09mas o que deu certo, eu acho que a gente tinha esse modelo de célula, que era um modelo
22:17que dava muita autonomia.
22:18Então, vamos chamar assim, principalmente a maioria das empresas, não foram todas,
22:25mas a maioria eram empresas que eram de fundadores e também empreendedores.
22:29E você sabe que eles não gostam de entrar numa amarração e você enquadrar o cara total.
22:35Como a gente tinha um modelo que dava bastante autonomia, isso funcionava.
22:40Então, e como eu não tinha também muito dinheiro, então o que a gente fazia?
22:44Eu comprava uma parte da empresa, em geral majoritária.
22:47Até hoje é assim.
22:48Então, eu compro...
22:49E dava liberdade de gestão.
22:50E ele que tocava, ele ou ela, eles, elas, que tocavam o negócio.
22:56Está certo?
22:57Porque, em geral, eram áreas que eu não tinha domínio.
23:01Então, obviamente, eu queria o goodwill deles, o conhecimento que eles tinham.
23:05Então, normalmente é assim.
23:07E é uma forma de ratear o risco, porque eu não compro 100%.
23:10Compro 51%, 60%, 70%.
23:14Mesmo dentro desse time, é Naut.
23:17Porque quando tem que comprar, no início era a empresa mais de serviço.
23:21Hoje a gente já tem empresa de produtos, vários.
23:24Empresa de serviço...
23:26É a pessoa, é o time.
23:27É o time e os clientes.
23:29Quer dizer, não tem asset.
23:31O asset é esse.
23:32Então, evaporar é muito fácil.
23:36Você comprar um negócio e evaporar.
23:39Então, a gente criava esse modelo.
23:41E a minha ideia, realmente, era continuar para sempre, por longo prazo, com os fundadores.
23:47Aí variava.
23:48E o que eu fui aprendendo ao longo da vida?
23:50Que tinham fundadores...
23:52Normalmente, por que eles vendiam boa parte para a Estefanina?
23:55Porque eles entendiam que...
23:58Como eles eram pequenos, não conseguiam crescer.
24:00Então, eu queria ter um guarda-chuva maior.
24:03Alguns estavam corretos.
24:05Realmente, debaixo do guarda-chuva maior, ele tinha uma oportunidade de crescer.
24:09Outro tipo de...
24:11Você sabe, muitas vezes, você trabalhou em muitas empresas grandes.
24:14Você não pode também ganhar um projeto muito grande para um cara muito pequeno.
24:18Não só financeiramente, como capacidade de gestão.
24:21Então, a gente ensinava muito a gestão e tudo mais.
24:25Então, tinha alguns que realmente...
24:27Outros, realmente, eles eram pequenos porque o fundador também pensava pequeno.
24:32E era difícil.
24:33Então, ao longo do tempo, alguns foram ficando.
24:36A gente foi comprando as partes e tocou sozinho.
24:38E outros estão com a gente já há muitos anos.
24:41Eu tenho sócios de 10, 12 anos que ainda estão com a gente.
24:45E fazendo a gestão local lá.
24:48Espalhado pelo mundo inteiro.
24:49É.
24:50E a nossa ideia, como são nichos, a gente gosta...
24:54A gente primeiro comprava só no Brasil.
24:56Hoje, não.
24:57A gente já tem fora.
24:58Essas empresas que eu estou falando digitais.
25:00E aí, depois, um dos também fatores que as pessoas gostavam é que vinham com a gente para aprender gestão e se internacionalizar.
25:09Então, várias delas foram se internacionalizando com projetos muito bons.
25:13Não foram todas, devido ao tema.
25:16Nem sempre um tema é tema global.
25:18Ou devido à própria capacidade do fundador de conseguir internacionalizar.
25:23No mundo todo, há uma discussão sobre o mundo digital, o mundo físico, principalmente no negócio de varejo.
25:35E você é especialista nisso, em transformação digital.
25:39É uma das suas coisas que você agrega muito valor para os seus clientes.
25:45Onde é que está a maior dificuldade de fazer, de fato, uma transformação digital?
25:49Na cabeça das pessoas.
25:50Uma cultura na cabeça?
25:51Na cabeça das pessoas.
25:52É a mesma coisa do IA.
25:54Hoje, a IA, tecnologicamente, não é algo fim do mundo.
25:59Ele é relativamente fácil.
26:00Se você quiser criar um sistema, um sistema simples.
26:04Claro, não vai criar um sistema robusto.
26:06Sem programar, você consegue.
26:08Você vai sabendo fazer.
26:10Se você conhece muito bem o que você quer fazer, o assunto, o processo em si,
26:15você consegue construir hoje um sistema simples.
26:18Outra vez, não vai sair o melhor de arquitetura.
26:22Então, quando você tem, obviamente, conhecimento, uma estrutura que tem conhecimento técnico, não é o fim do mundo.
26:31Qual que é o grande X?
26:33É o mindset das pessoas.
26:34E, principalmente, de procurar trabalhar aberto a coisas novas e, que aí volta no soft skills, da capacidade de aprender e tudo mais.
26:44E na questão do trabalhar não em silos.
26:48Você trabalha em uma empresa grande, sabe como é que funciona.
26:50Até na própria Stefanina, a gente tem bastante disso.
26:53Eu luto com unhas e dentes para não acontecer, mas acontece.
26:58Então, os silos, eles atrapalham demais a organização.
27:02Há grandes soluções digitais.
27:04Porque IA, na prática, para mim, é um acelerador digital.
27:08Então, ele é uma continuidade disso.
27:10O grande obstáculo, sempre, nas grandes empresas, foi a questão de trabalhar em silos, se o Mãe disserse.
27:17Assim, existe uma questão até antropológica.
27:20As pessoas andam em tribos, desde que o mundo é mundo, ou tentam andar em tribos.
27:26O problema disso é que, quando a gente traz isso para a companhia, e essas tribos passam a ser cada vez mais fechadas, guardando informação.
27:34Mas tem muito medo também, né?
27:36Das pessoas, medo do desconhecido.
27:40Medo da inteligência artificial é um tabu, muitas vezes.
27:44É em tudo.
27:44Lembra da transformação digital?
27:46Foi igualzinho, né?
27:47Claro.
27:48Se você pegar uma grande empresa, ela tem.
27:51Na transformação digital, ela tinha dinheiro, talento, tinha um monte de gente boa lá dentro.
27:57Tem mercado, tem cliente.
27:59Por que ela não fez?
28:02Pega um cara pequeno, que é mais ousado.
28:05Em geral, é um cara rápido.
28:07Um que a gente chama front-line obsessor.
28:10Obsession, né?
28:11Ele tem uma obsessão para entender o que realmente passa na ponta.
28:16E o IA, ele mais ou menos acompanha isso, só que com uma velocidade muito maior.
28:21E normalmente as grandes soluções, elas são cross.
28:24Elas atravessam, você pegar uma jornada de cliente, uma jornada da logística, você passa por várias áreas da empresa.
28:33E é ali que morre o negócio, né?
28:35Aí um outro que lidera, um outro já não gosta, outro não compra a ideia.
28:39Mas é uma grande, em outras pessoas também que eu conversei, e é uma grande unanimidade que é impossível ficar longe hoje do mundo digital ou da inteligência artificial.
28:49É impossível.
28:51Mas muita gente vai empurrando com a barriga porque...
28:54E pode morrer.
28:55Até uma hora que muitos morrem.
28:57Tem muita gente morrendo e muita gente conseguindo realmente...
28:59O nível de, vamos chamar assim, o ciclo das empresas, ele é muito mais curto.
29:05Então, por quê?
29:06Porque o ambiente vai mudando muito mais rápido.
29:08Então, esse é um pouco o que eu acho que é uma vantagem.
29:12Por exemplo, como eu nasci no meio da crise, a gente sempre está inquieto, né?
29:17Nunca está confortável e nunca está...
29:20Não vou falar que a gente não se assusta, mas não fica apavorado com as mudanças, né?
29:24Então, você vai se adaptando o tempo inteiro, né?
29:26Não interessa que você teve sucesso no passado, não garante o futuro.
29:31Então, você fica o tempo inteiro.
29:33E antigamente era mais o setor de tecnologia.
29:35Hoje não é mais, porque a tecnologia, ele mistura com tudo, né?
29:39Então, com certeza aqui, eu acho que profissionalmente, como vai qualquer profissional ou uma empresa,
29:50não vai ter como competir em três anos sem utilizar a inteligência artificial.
29:56Ela não vai ser uma empresa de inteligência artificial.
29:59Inteligência artificial é uma ferramenta que ele vai usar.
30:03Aí depende.
30:04Alguns, muitos, o primeiro caminho é mais para a linha da eficiência de fazer ou melhor ou mais barato que você já faz.
30:14E a segunda, que é o maior valor agregado, é quando você começa a fazer coisas que antes não era possível você fazer.
30:20Então, você vai fazer um go to market diferente, né?
30:23Esse é o valor maior.
30:26E, como tudo na vida, se der uma curva da aprendizagem.
30:28E não dá para fingir, né?
30:32Não dá.
30:33Ouviu o termo muito engraçado.
30:35E não dá, tem muita gente falando do finge e tal.
30:37Não dá para ser finge e tal.
30:39Ah, finge e tal.
30:40Não dá.
30:41Na verdade, dá.
30:42É aquela história, você consegue enganar algumas pessoas por um curto espaço e tempo.
30:46Você não vai conseguir enganar muitos por muito tempo.
30:50É mais ou menos isso.
30:51Então, esse é um dos problemas que você tem.
30:53Se você chegar, mesmo dentro da Stefanini, eu lembro no início, até hoje ainda tem.
30:58Se você olhar e perguntar para todo mundo, todo mundo vai falar que usa AI.
31:02Todo mundo.
31:03Aí, quando você vai olhar mesmo, não é bem assim.
31:07Então, por isso que tem essa...
31:09Se você não medir, você não fizer um trabalho muito forte de acompanhamento, de gestão, da liderança, se envolver muito, não vai andar.
31:21E não é mensuração de performance.
31:24Tudo.
31:24Se não, não anda.
31:26Você vai só ouvir história.
31:27E uma história bonita e tudo.
31:29E o mercado de investidor punha, não é?
31:30Porque...
31:31Pune ao longo do tempo.
31:32Ao longo do tempo, claro.
31:33É.
31:33Porque no início também, muitas vezes, entra na...
31:36A gente faz parte um pouco que criticam, às vezes, bolha e tudo.
31:41Porque realmente tem algumas empresas que têm mais discurso do que realidade.
31:45Mas, ao longo do tempo, de novo, aquela máxima.
31:48Não dá para enganar todo mundo por muito tempo.
31:50Aí, de novo, consistência e resiliência.
31:53É isso aí.
31:53Entendeu?
31:54E é para tudo, né?
31:55Então, o cara é grande.
31:57E eu já passei por muitas mudanças, né?
31:59Lembra que eu comecei num computador grande, o mainframe, aquele computador de tela verde,
32:04nada friendly.
32:06E aí, depois, foi para os microcomputadores, as client servers.
32:13Depois vem a internet.
32:14A internet foi uma grande avança.
32:16Depois veio os RPs.
32:17Aí veio a transformação digital.
32:20Agora veio o IA.
32:21Então, todas essas ondas, elas vão te impactando, né?
32:26Claro.
32:27E as últimas, essas duas últimas, o impacto é muito maior porque não é tecnologia.
32:32É um modelo de negócio junto com a tecnologia.
32:34E a onda é mais veloz, né?
32:36Está chegando mais rápido cada vez.
32:38As novidades, as transformações são muito mais rápidas.
32:42E não sei onde vai parar.
32:43É, ninguém sabe onde vai parar, mas também todo mundo sabe que aqui não vai parar, né?
32:48Você tem que entrar lá.
32:49Para onde vai, você não sabe, mas você vai entrar no trem lá e vamos embora.
32:54Além de produtos, quer dizer, você começou com serviço e produtos.
32:57Exemplifica quais são os seus melhores produtos.
33:00A gente tem, na área de bancos, então a gente tem uma empresa chamada Topaz,
33:07que tem produtos financeiros.
33:10É uma plataforma que tem core bancário.
33:13O core bancário, a gente atende mais ou menos uns 130 bancos em 25 países.
33:21A gente tem a parte de canal digital, tesouraria, PIX,
33:28on-board digital, wealth management.
33:34E tem, por exemplo, antifraude que domina o mercado brasileiro financeiro.
33:37Então, não sei se você usa lá no Itaú, se você é usuário, o Guardião,
33:42que é esse produto que hoje, mais de 90% do mercado financeiro brasileiro
33:48utiliza nas transações.
33:50A gente administra mais, passa para a gente mais de 150 milhões de pessoas
33:55nesse sistema que a gente administra.
33:57Então, está dentro dessa empresa Topaz, tá?
34:01E que uma outra unidade que tem vários produtos é a linha de marketing.
34:06A gente tem produtos para compor a solução.
34:10A gente gosta muito da solução, que é produto mais o serviço.
34:14A gente faz os dois.
34:15Porque, às vezes, empresas de software, em geral, ela vende o produto,
34:19mas quem implementa, quem faz o serviço, são terceiros.
34:22Porque, normalmente, é uma atividade que é muito intensiva em pessoas
34:25e a empresa de software prefere passar para outro,
34:28porque dá mais, vamos chamar assim, não é bem o core dela.
34:31Como eu vim de serviço, então eu não tenho medo de serviço.
34:34Então, a gente combina os dois e eu gosto dessa combinação.
34:37Então, eu falei de marketing, falei na área de bancos,
34:40de produtos financeiros.
34:41A gente tem produtos na área de legal tech, que a gente chama, para a área jurídica.
34:47Eu tenho produtos na parte de cyber, também tem alguns produtinhos.
34:54E a gente tem muitas soluções que vêm junto com o serviço,
34:57que acelera, tipo um acelerador do serviço.
35:00Aí eu tenho em todos os lugares.
35:01Cerca de 20 anos atrás, vocês compraram a Orbital.
35:06Isso.
35:06Foi uma das maiores aquisições, talvez, para o tamanho da época.
35:10Não, porque é o seguinte, a Orbital, ela era grande na época.
35:15Crédio K, foi um split.
35:17Isso, mas ela já vinha diminuindo.
35:18Ela já vinha diminuindo muito o escopo da empresa.
35:24E quando o Itaú nos vendeu e foi combinado, não teve problema nenhum,
35:28o maior contrato era com a caixa e ele tinha data para terminar.
35:33Já era combinado, já era acordado isso.
35:36Então, era uma empresa grande que ia enxugar.
35:38Talvez um dos motivos que o Itaú vendeu.
35:41Então, inclusive, obviamente, como sabia, nem foi precificada.
35:45Então, era uma empresa que foi diferente.
35:47Eu comprei uma empresa que era muito grande e ela, em três anos...
35:51Temência de engolimento.
35:52Ela ficou, vai, cinco vezes menor por causa desse contrato que sairia.
35:58E a Orbital está dentro da área financeira.
36:01Então, a gente teve que retransformar, porque era uma empresa só de processamento de cartões,
36:07e a gente transformou numa empresa de payments.
36:09Foi um desafio muito grande todo esse processo de transformação.
36:15E hoje ela continua?
36:16Continua.
36:17Está no grupo também.
36:18Está no grupo.
36:18Continua ativa.
36:19É que o Topaz é bem maior.
36:21É porque eu perguntei mais de curiosidade, até porque eu fui presidente da Credicard.
36:25Então, a Orbital tinha nascido lá dentro.
36:27E a Orbital...
36:28É uma referência, né?
36:30Quantas pessoas passaram pela Orbital uma escola de payments.
36:33Isso.
36:34Processamento e payments.
36:36Sempre à frente do tempo.
36:37Outro dia eu estava falando, não sei com quem,
36:39era um presidente da unidade de cartões de um desses bancos.
36:43Falei, eu já passei pela Orbital.
36:45Então, era uma escola.
36:47No mercado de cartões de crédito, a grande...
36:50Aliás, a Credicard...
36:52A escola era a Credicard.
36:54A Escola de Orbital era um filhote.
36:56É, era um filhote robusto, né?
36:59Não, lá saiam muitos filhotes robustos, né?
37:01Tinha a Rede, a Redeicar, lembra?
37:03Também é outro monstro, né?
37:05Então, ali tinha...
37:06Sempre foi uma referência no mercado a Credicard.
37:09E suas subsidiárias, que no fim viraram empresas monstruosas.
37:15A Rede, até hoje, é um monstro.
37:19Fora do mercado bancário, onde é que tem mais atuação hoje em produtos?
37:24A gente tem...
37:25Então, o que eu tinha comentado na área de marketing, né?
37:27Com produtos, você está dizendo?
37:29Ou serviço em geral?
37:30Marketing.
37:31É o produto.
37:31Produtos.
37:32Então, marketing 1.
37:34Na área...
37:37Também eu tenho...
37:38Na parte de...
37:40Na manufatura, a gente faz muita automação industrial.
37:44O grosso é serviço, mas a gente já tem alguns produtos que também trabalham.
37:49E a gente tem hoje, talvez um produto referência nosso mais forte...
37:54Um dos mais fortes, é a nossa plataforma de AI, né?
37:57Então, a gente chama de SAI, né?
37:59Estefanina Artificial Intelligence.
38:01Então, ali, logo quando saiu o chat GPT, nós demos liberdade para as 35 mil pessoas.
38:08Pessoas usarem AI logo de cara, dois meses depois, que saiu, tipo janeiro de 23, e todos
38:15poderiam criar seus aceleradores, seus prompts.
38:18Então, eu tenho mais de 10 mil prompts dentro dessa plataforma, que ela serve de acelerador.
38:24Então, quando eu vou usar inteligência artificial para bancos, eu uso essa plataforma.
38:30Quando eu vou para manufatura também, porque eu tenho sessões diferentes.
38:33Foi um modelo interessante que o mundo inteiro foi desenvolvendo, mas só podia desenvolver num lugar.
38:39Era nessa plataforma.
38:40Então, esse é um produto que hoje é cross para todo mundo.
38:45Você criou um negócio que você chamou, se não me engano, de célula, que gerou uma cultura organizacional.
38:54Porque hoje, quando você faz aquisição e você atua no mundo inteiro, nessa quantidade enorme, dezenas e dezenas de países,
39:02como é que você leva a cultura, Estefanina, e como é que você...
39:06Então, é bem interessante, porque a gente procurou.
39:08Claro, quando você vai para outros países, não tem a mesma cultura empreendedora,
39:13mas a gente levava esse mais grau da autonomia, até porque a gente foi reformulando, o processo vai melhorando.
39:20Então, como eu te disse, antigamente eu tinha várias células e cada delivery era de um jeito,
39:26porque quem comandava era totalmente diferente.
39:28Depois nós fomos centralizando o delivery para você ter sinergia, padrões.
39:33Isso ao longo de 38 anos.
39:35Então, a gente foi construindo esse, vamos chamar assim, foi aprimorando esse modelo de células,
39:43mas a gente sempre procurou preservar mais esse espírito empreendedor.
39:49Ou seja, aquele espírito que você dá mais autonomia na ponta para você dar uma resposta mais rápida.
39:56Lembrando que eu só trabalho com empresa média e grande,
39:58e a maioria dos serviços são personalizados, essas soluções.
40:01Então, eu tenho que dar um grau de velocidade e rapidez razoável na ponta.
40:07Então, é um pouco desse modelo que a gente foi montando.
40:10Fora do Brasil, onde você tem a maior quantidade de funcionários hoje?
40:14Em que país?
40:15Ou quais são os principais?
40:16Em termos de receita, o Estados Unidos é quase pau a pau com o Brasil.
40:21A quantidade de gente.
40:23Não, a quantidade de gente.
40:25Fora do Brasil, aí é bem assim, na faixa de 1.000 a 2.500 pessoas, eu tenho vários países.
40:34Os Estados Unidos tem 2.000, 2.000 e pouco.
40:37A Romênia tem 2.000, quase 2.000.
40:41Aí eu tenho a Índia com 1.200.
40:44Tenho o México com 1.500.
40:48Quase todos os países da América Latina maiores têm mais de 1.000.
40:51A Colômbia eu tenho quase 2.000, porque são várias empresas.
40:55E depois, na faixa de 500, aí eu tenho Polônia, tenho Moldova, tenho Itália.
41:05Chama a atenção, por exemplo, a Romênia.
41:09Você falou que a Romênia é um dos maiores, então.
41:10Isso.
41:11Porque a Romênia fazia parte lá da antiga cortina de ferro da União Soviética
41:16e tem ali um mundo sendo descoberto de oportunidades e de negócios.
41:21Como você foi para lá?
41:22Você fez uma aquisição grande, local?
41:23Então, na verdade, é herança da empresa que eu comprei, americana,
41:27que estava nos primeiros anos de Romênia.
41:32Quando eu entrei, ela tinha uns 400 funcionários.
41:34Depois, hoje, é quase 2.000.
41:37E ela estava começando nas Filipinas também, essa empresa.
41:41Então, o leste europeu tem uma característica interessante.
41:44Ele tem um nível educacional muito bom, tá?
41:49Um nível muito bom.
41:51A cortina de ferro sempre tinha um nível educacional muito bom.
41:58Esse é o primeiro ponto.
41:59E o segundo ponto, que aí, eles normalmente são muito educados para trabalhar para fora.
42:07Como a Europa são países pequenos, você convive com outras línguas.
42:11Então, ele tem uma boa falaceridade e uma boa motivação para falar outras línguas.
42:17Então, normalmente, esses leste europeus já falam pelo menos duas línguas.
42:21Mas, quando você vai para a Romênia, aí é o melhor, porque a Romênia é um país muito diferente.
42:28Ele é um país eslavo, a cortina de ferro inteirinha, é eslava, né?
42:32Tipo, só que a Romênia, quando ela fez a independência dela, em 1800 e tanto, saiu da Turquia,
42:40ela construiu uma língua própria.
42:42Eu nunca vi isso na minha vida, porque toda língua vem do berço.
42:45Não, eles construíram uma língua baseada no latim.
42:48Até para mostrar a independência, para dizer...
42:50E pegou a língua, né?
42:52Então, como era baseado no latim, ele tem facilidade também para falar francês, italiano, espanhol.
43:00Então, para a Europa, naquele multilingua total, a Romênia acaba sendo um país muito interessante,
43:07porque ele é um país médio de população, ele tem 20 milhões de habitantes.
43:12Os únicos países grandes ali naquela região é a Ucrânia e a Polônia, que tem mais de 40.
43:17O resto, tudo país pequeno, abaixo de 10.
43:19Então, ele tem um tamanho bom.
43:20E, ao mesmo tempo, é um cara que fala várias línguas, tem uma educação padrão de todos os países ali,
43:27e ele tem uma facilidade em língua latina.
43:30Então, por isso que ele é muitas vezes procurado.
43:33Agora, nem tudo é perfeito.
43:35Qual que é o problema?
43:37São países que têm muita imigração, então eles não crescem a população.
43:42Então, normalmente, você tem alguns gargalos que você tem que administrar em termos de contratação.
43:47Ou seja, a Stefanie também é uma aula de história, geografia, sociografia.
43:54Aliás, eu gosto.
43:55E você adora.
43:56Gosto.
43:57Adora aprender e ensinar, isso está claro.
44:01Se estivesse começando hoje, faria algo diferente?
44:03Ah, a gente sempre fazia um monte de coisa diferente.
44:05Primeiro, eu não teria tantos países, por exemplo.
44:08Eu focaria em menos países.
44:10Acho que seria uma forma, pelo menos no início, porque sempre tem uma dispersão de energia e de foco.
44:20Mas é que hoje, desculpa te interromper, é que hoje também talvez seja mais fácil.
44:25Mas 20, 30 anos atrás, a presença local era fundamental.
44:28É verdade.
44:28É verdade.
44:31Hoje, o nível de tanto de você ser atacado no seu mercado como você atacar os demais...
44:37Funciona na guerra à distância.
44:39É, essa porta ficou bem mais dinâmica, o que é legal.
44:44Então...
44:45Mas aqui é um freio de conselho.
44:47Quem está iniciando hoje não precisa ser tão disperso.
44:50Já é um conselho seu.
44:51Eu acho.
44:51Eu acho que, senão você perde foco.
44:54Eu acho que esse é um ponto importante.
44:56Outro, parece óbvio, de você procurar construir equipes boas e não esperar crescer para depois construir, que eu fiz isso.
45:06Então, obviamente, você tem várias dores de crescimento, né?
45:10Porque, às vezes, falta gente para tocar quando você tem um...
45:14Vamos chamar assim, um fluxo mais forte de crescimento.
45:20O que mais?
45:21Tem algumas coisas que não exatamente não foram, não faria diferente.
45:28Se eu tivesse dinheiro, por exemplo, eu faria diferente, né?
45:30Então, por exemplo, você tem empresas que nem...
45:33Se eu tivesse começado já com um produto junto com um serviço, certamente minha vida seria melhor, né?
45:40Mas por que eu comecei só com um serviço?
45:41Porque eu não tinha dinheiro, né?
45:42Porque produto você tem que desenvolver, né?
45:46Você tem um CAPEX ali.
45:47Um fluxo de nível de investimento.
45:48É, e outra coisa de aprendizado também, porque você não é só ter dinheiro.
45:53Você pode ter dinheiro e desenvolver um negócio que sai uma porcaria.
45:57Então, mas se você consegue somar mais valor agregado para algum diferencial seu de produto, é melhor, né?
46:06Mas aí é uma alimentação que eu tinha de dinheiro, né?
46:11Outra, na minha época não tinha investidor.
46:14Hoje você tem.
46:15E tudo tem prós e contos.
46:17Se você tem um investidor, ele põe dinheiro, ele te acelera.
46:22Dependendo do investidor, ele pode te ajudar na experiência, porque normalmente a gente não tem muita experiência.
46:28Por outro lado, você tem que tomar cuidado de como é que você vende os pedaços do início, né?
46:32E você vai ter alguém junto com você.
46:35Aí faz parte, né?
46:36Tem sócio, tem patrão, né?
46:37É isso aí.
46:38E mais do que isso, né?
46:39É um sócio que tem data para sair.
46:42É o jogo dele.
46:43Você tem que saber jogar.
46:45E às vezes as condições de saída são muito complexas, né?
46:49Por isso que eu não quis ter.
46:50Não por não ter sócio.
46:51Tanto assim que eu tenho um monte de sócio numa empresa.
46:54Mas pelo grau de saída, né?
46:56Porque ele precisa sair.
46:57É o negócio dele.
46:58Então ele vai ficar três anos, vai ficar cinco anos.
47:01Recomprar, normalmente você não vai ter dinheiro.
47:03E o, vamos chamar assim, o ganho financeiro que ele pretende ter é muito alto.
47:08Então não é você que vai pagar.
47:10E por outro lado, ele vai ter que vender.
47:14Então, às vezes nem sempre dá para abrir capital.
47:16Aí que é uma história bonita.
47:18A maioria não chega lá.
47:19Então você, no fundo, dá um cheque branco para ele poder vender em preço.
47:23Aí chega um dia que ele vende, vende com a sua parte, vende tudo junto.
47:27É o jogo.
47:28Tem que saber onde você vai pisar.
47:30Marco, a conversa é maravilhosa.
47:32Mas eu tenho que encerrar.
47:34Primeiro, assim, o que a gente está tendo aqui, eu quero falar isso olhando nos seus olhos.
47:39É uma imensa lição de humildade.
47:42De persistência.
47:43De consistência empresarial.
47:45Uma lição de vida.
47:47Você é um cara muito bacana, muito simples.
47:49Mas com uma história belíssima.
47:51Não é à toa que você tem tanto reconhecimento merecido como talvez hoje o maior empresário de serviços,
47:58exportador de serviços do Brasil para o mundo.
48:02E todos esses prêmios, esses reconhecimentos e mesmo o seu faturamento não transformaram você em uma pessoa arrogante
48:11ou que acha que só tem a ensinar.
48:16Você quer continuar aprendendo, você quer dividir, você gosta de ter sócio,
48:20você divide o sucesso.
48:21Eu queria te agradecer de coração pela lição.
48:24Porque esse é o propósito desse programa.
48:26E com certeza milhares de pessoas vão estar assistindo e valorizando e aprendendo bastante para a sua vida empresarial também.
48:33Então, de coração, muito obrigado.
48:34Obrigado você que é um cara sempre gentil.
48:38Eu te conheci, você tinha alto nível de CEO de várias empresas.
48:43Você sempre foi um cara super disponível, super gentil.
48:47Admiro isso.
48:48Você sabe que no mundo corporativo nem sempre tem muita gente boa.
48:51Mas tem de tudo, como em qualquer lugar.
48:54E realmente, eu acho que se a gente puder passar uma mensagem para todos,
48:59essa vontade de aprender e não ter medo de se expor.
49:05Porque você só aprende se expondo.
49:07Porque não adianta também você aquele que lê, lê, lê, aquele que treina, treina, treina, mas tem que jogar.
49:13Não bota a cara na rua.
49:14Tem que botar a cara na rua.
49:15E botar na rua, de vez em quando, você vai dar umas queimadas.
49:18Pois parte.
49:20E com humildade, você vai entender que aquilo...
49:22Você não vai entender que você é muito pior que os outros porque você se queimou.
49:27E também, então, você não pode perder a sua autoestima.
49:29E também não pode achar que você se queimou porque foi um mundo que não é bom.
49:33É você que fez alguma coisa que não deveria ter feito.
49:35Então, aprende e faz de novo.
49:37Então, eu acho que esse ciclo é lindo.
49:39Eu acho que essa é a mensagem para todos.
49:42Isso vale para todos.
49:43Não é só empreendedor.
49:44Não é na vida, né?
49:45Claro.
49:46Quantas pessoas a gente conhece que, às vezes, estuda, faz aula de línguas e acaba não falando.
49:52Porque tem um...
49:54Fica com medo de falar errado.
49:56Dane-se.
49:56Fala errado e é só se você vai aprender a falar certo e você vai falar errado.
50:00Então, tem que jogar.
50:02Tem que jogar e no jogo que você vai aprender.
50:04E vai tomar umas caneladas, vai tomar uns gols contra, vai perder muitos jogos.
50:10Mas tudo isso dentro de um ciclo de aprendizado na vida, né?
50:13Então, acho que isso é o melhor da vida.
50:15A gente aprender, né?
50:17Muitíssimo obrigado.
50:18Obrigado, viu?
50:18Obrigado de coração.
50:19Obrigado.
50:20Com este programa maravilhoso, essa entrevista com o querido Marco e o Stefaninho,
50:24a gente encerra a primeira temporada do Humanamente Possível.
50:28Eu queria de coração agradecer a todos, todos que estiveram aqui.
50:32Nós tivemos 18 programas, trouxemos pessoas muito do bem, pessoas maravilhosas, com muito
50:38conteúdo.
50:40Queria agradecer ao Nelfeed.
50:41Encerrando aqui a primeira temporada, agradecendo também muito a você que sempre nos prestigiou,
50:47nós vamos dar um tempo agora de poucos meses e voltamos com a segunda temporada em breve.
50:52até porque eu também vou fazer uma excursãozinha pelo mundo, aprendendo com pessoas como o Marco.
50:58Vamos viajar, vamos incentivar o turismo, aprendendo cada vez mais.
51:03E de qualquer forma, em breve a gente volta.
51:06Obrigado de coração.
51:07E feliz Natal e feliz Ano Novo para todo mundo.
51:10E feliz vindo Ano Novo.
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