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00:00Olá, eu sou Patrícia Valle e esse é o WealthPoint, onde os grandes gestores compartilham as suas visões.
00:18A Tori foi fundada em 2024 como um braço do tradicional grupo Turim,
00:22visando democratizar o atendimento na crescente indústria de Wealth Management brasileira,
00:27e pretende ser um dos protagonistas nesse mercado.
00:30Para contar a sua história e seus objetivos, recebemos Ricardo Guimarães, CEO da Tori,
00:37e Arthur Melo, co-CIO da Tori.
00:41Bem-vindos ao WealthPoint.
00:44Obrigado, Patrícia, pelo convite. Obrigado, Patrícia.
00:47Eu que agradeço.
00:49Queria que vocês contassem a história de como surgiu a Tori em 2024.
00:53Veio de um grande grupo, a Tori, tradicional, o Family Office, que já está completando 25 anos.
01:00Mas quando que o grupo Tori achou que era necessário abrir essa outra frente de negócios?
01:06Então, vamos lá. No começo do ano passado, no começo de 2024, como você disse,
01:09a Tori percebeu que existia um grupo de clientes high net worth,
01:14ou seja, que não tem o tamanho dos clientes que a Tori atende,
01:17que estavam desassistidos no mercado com casas independentes, fee-based,
01:24que hoje o Family Office trabalhasse do lado dos clientes.
01:29Então, a Turin, especificamente, atende clientes acima de 100 milhões,
01:32com as suas necessidades, com as suas demandas, que são bem específicas.
01:36Porém, esse cliente abaixo de 100 milhões tem outras necessidades
01:39e um outro atendimento bem específico.
01:42Então, a Turin decidiu criar a Tori por exatamente atender esses clientes
01:46com a mesma governança, com a mesma transparência, com a mesma independência,
01:49mas no modelo Turin de atendimento.
01:52Acho que também a Turin percebeu isso porque ela tinha muita demanda.
01:57A Turin era demandada, enfim, por tudo isso que você falou, por essa tradição.
02:03Então, acho que ela percebeu que tinha uma oportunidade.
02:06E daí existia também toda essa nova maneira de você atender das consultorias
02:15que a Turin também não fazia.
02:18Então, acho que ela também percebeu que existia também a possibilidade
02:22de você fazer a gestão via consultoria e não apenas como gestão discricionária.
02:28Então, a Turin também surge dentro dessa coisa mais macro,
02:33de oportunidade que o mercado deu para ela.
02:37Então, hoje a gente está dividido basicamente em clientes
02:39que têm menos de 100 milhões de reais.
02:42Famílias empresárias, empreendedores ou executivos de alto padrão
02:49que têm menos de 100 milhões de reais, têm as suas necessidades específicas,
02:52são atendidos pela Turin no modelo de consultoria e gestão.
02:55E famílias que têm mais de 100 milhões, são atendidos pela Turin,
02:58majoritariamente no modelo de gestão.
03:00Mas tem algum ticket mínimo para ser cliente da Turin?
03:0310 milhões.
03:0410 milhões.
03:05E a escolha entre estar no modelo de gestão e consultoria é do cliente?
03:11Sim, é 100% do cliente.
03:13Então, quando o cliente gosta de estar ao lado das decisões,
03:17é o modelo de consultoria, onde dá o ok e está dia a dia ali na locação do patrimônio.
03:23E, às vezes, o cliente ou a família não tem esse interesse
03:27e prefere delegar essa gestão para a gente,
03:30daí o modelo de gestão discricionária.
03:32Perfeito.
03:33Em março deste ano, a Torin incorporou a Vita Multifamily Office,
03:37do qual vocês dois vieram.
03:39Correto.
03:40Enquanto que, então, o braço B2B da Vita passou a fazer parte do grupo Turin.
03:46Vocês podem explicar qual foi o racional dessa união?
03:49O que o grupo ganhou com isso?
03:51Claro.
03:52Então, vamos lá.
03:52Só recapitulando rapidinho a história da Vita, né?
03:55Então, a Vita foi fundada nove anos atrás.
03:58Majoritariamente, ou 100% modelo independente, consultoria, fee-based,
04:03bem alinhado com os valores da Torin.
04:06Esse Family Office foi crescendo e, em 2022, a Vita viu uma outra oportunidade no mercado,
04:12que é acelerar outros Family Offices, que é o que você chamou de B2B.
04:15Esses dois negócios cresceram.
04:17E no ano passado, a gente decidiu dividir esses negócios na Vita e foi o momento que a gente fez a operação com a Turin.
04:26E a Turin, quando trouxe para a Tori o Family Office da Vita, já trouxe uma carteira de quase 4 bilhões de reais,
04:33trouxe um time super experiente, né?
04:35Que a gente já atendia esses clientes, a gente cresceu do zero até os quatro.
04:40Os mesmos valores, a mesma cultura.
04:42Foi uma coisa, assim, super legal quando as empresas se juntaram.
04:46E a Turin, lá no B2B, também entrou como investidora num negócio de acelerar Family Offices, né?
04:53Isso tudo se junta quando a gente olha o grupo inteiro, né?
04:56Hoje a gente consegue atender um cliente muito grande, a gente consegue atender um cliente menor,
05:00a gente consegue atender alguém que quer começar um negócio,
05:03a gente consegue atender bankers que, às vezes, querem entrar em um ou outro negócio para tocar as suas carteiras, né?
05:09Então, olhando a nossa visão de ser um protagonista desse mercado de Wealth Management independente,
05:14acho que tudo isso se junta nessa configuração que ficou o grupo.
05:19Acho que é importante, assim, a nossa, como o Ricardo falou, a maneira com que a gente, quando a gente se juntou,
05:29acho que dizer que foi surpreendente, acho que é verdade, porque a gente não imagina que as coisas possam dar tão certo, tão rápido,
05:36mas a gente compartilhava dos mesmos valores, a gente já se conhecia, né?
05:42E eu acho que o que fez essa, enfim, essa junção dar tão certo é que a gente não existia uma necessidade de nenhum dos lados de fazer essa fusão.
05:59Era um desejo mais do que uma necessidade.
06:02Então, a gente tinha uma admiração pela Turim, a Turim já conhecia a gente e a gente foi, enfim, conversando
06:11e ficou muito claro desde o início que as coisas iam dar certo.
06:17Então, acho que isso que, assim, nesse mercado que a gente pode falar depois sobre isso, tenho certeza que você vai perguntar, né?
06:24De consolidação, de fato, é uma consolidação porque, como o Ricardo falou, a gente atende todo tipo de público,
06:33mas é uma consolidação que foi, assim, que foi muito bem construída desde o começo e a gente tá, enfim, acho que tá todo mundo muito satisfeito.
06:43E também, assim, como a Turim, vamos falar no começo, né?
06:45A Turim é uma referência nesse mercado, né?
06:47E também era uma referência pra gente, Vita, quando a gente começou o negócio, né?
06:52Então, quando a gente se juntou, foi uma coisa muito natural, assim, os valores eram os mesmos,
06:56a forma de tratar os clientes era o mesmo, a forma de cobrança, obviamente, era a mesma.
07:00Eram dois negócios independentes, eram dois negócios que não tem vínculo nenhum com instituição financeira.
07:05Então, assim, foi muito natural quando essas empresas se juntaram.
07:09Mas eu acho que tem algo que um tinha a mais a agregar ao outro, vejo que a Turim talvez tinha mais essa referência em family offices, tá?
07:19Mais tempo, mas a Vita trouxe uma questão de expertise em consultoria também, não é?
07:24Que a Turim, como você mesmo colocou, só atendia o modelo de gestão, não é isso?
07:28Exato.
07:29A lei teve esse tema, né?
07:31Que a gente atendia a consultoria na Vita e a Turim na mais gestão.
07:34Então, também teve um tema de a Turim trouxe para a Tori uma estrutura de time de investimento mais...
07:42De compartilha, né?
07:43O time de investimento.
07:44Uma coisa mais estruturada e a gente também trouxe da Vita um pouco de tecnologia nova para encaixar na Tori, né?
07:52Então, é o que eu sempre falo, né?
07:53A Tori, ela é o melhor da Turim com o melhor da Vita, né?
07:56Então, é uma empresa super legal.
07:58Então, o que dá para dizer é que a Tori ficou uma empresa mais tech e um pouco mais escalável do que a Turim.
08:07Exato.
08:08Até porque o público total que a Tori pode atender é muito maior do que o que a Turim pode atender, né?
08:14Então, a gente precisa ter um negócio onde o cliente se sente super bem atendido, mas por trás, aqui no nosso family office, é uma coisa organizada, tem metodologia e etc.
08:25Então, ele tem que ser escalável por causa disso. Tem muito cliente, né? Para a gente atender.
08:29Vocês estão completando um ano agora, né?
08:32Uma jornada curta, mas que já tem bastante coisa para contar.
08:36Qual o tamanho que vocês têm hoje e quais são os planos aí para 2026?
08:41Hoje a gente está com 5 bilhões, mais ou menos, sobre gestão e consultoria.
08:48Acho que os planos para 2016...
08:5126.
08:5126.
08:51Acho que dizer que é o mais do mesmo pode parecer, sei lá, talvez boring, mas a gente quer continuar crescendo com a mesma consistência que a gente veio crescendo e com a mesma rapidez.
09:07A gente, na Vita, a gente teve um crescimento muito rápido.
09:10Quando a gente entrou, quando a gente começou junto da Tori, a Tori também continuou com o mesmo passo de crescimento.
09:19Mas a gente não quer perder as nossas convicções, né?
09:24Acho que parte do nosso...
09:26Grande parte do nosso crescimento é porque a gente atende muito bem os nossos clientes.
09:30Então, a gente recebe muita, né?
09:34Preponderantemente, a gente recebe as indicações dos próprios clientes.
09:39A gente quer se aproveitar da estrutura da Tori, de tudo que a Tori oferece para a gente.
09:47Mas nunca deixando de fazer isso com responsabilidade e com esse desejo de continuar sendo uma referência dentro do nosso nicho de mercado.
09:59Agora, esse crescimento até aqui veio de duas aquisições, né?
10:04A Vita e um outro pequeno family office mais orgânico.
10:08A partir de agora, vocês acham que o crescimento inorgânico também está na mesa ou agora é o crescimento mais orgânico?
10:15Eu acho que a gente deve continuar com o crescimento orgânico, né?
10:18A gente tem uma base boa de clientes, né?
10:20São mais de 200 famílias e essas famílias ativamente indicam novos clientes, né?
10:25Então, a gente é muito focado em atender bem as famílias.
10:28Esse é o nosso motor de crescimento.
10:3180% do nosso crescimento vem de indicações de clientes, né?
10:36E é interessante que quando você olha o mercado americano, né?
10:40E as grandes empresas de high net worth e de ultra high net worth lá fora, 80% vem de referral, né?
10:46Então, assim, a gente segue nessa linha.
10:49Então, o nosso negócio aqui é muito mais atender bem o nosso cliente e deixar que ele recomende amigos e parentes
10:55que estão precisando de um serviço independente que nem o nosso, do que propriamente ficar fazendo aquisições e etc.
11:02Acho que também vale dizer que até pelo tipo de público, né?
11:06Do tipo de cliente que a gente atende, esse cliente além de ele trazer referrals, ele...
11:13São clientes que são empresários, né?
11:16São pessoas que ainda estão na ativa.
11:19Então, elas ainda estão construindo o patrimônio delas, né?
11:22Então, a gente também...
11:23Um outro motor de crescimento nosso importante é a própria riqueza que os clientes trazem...
11:31Geração de liquidez.
11:31É, se você pegar a nossa idade média de um cliente, vai ser os 48 ou 52 anos, né?
11:38A média exata é 49 anos.
11:40Então, assim, são clientes que ainda estão gerando liquidez, gerando riqueza, né?
11:44Então, tem um net no money natural todo ano de clientes, além dos clientes que recomendam.
11:52Então, a gente sempre acreditou nesse modelo de atender bem o cliente, dar o bom serviço.
11:57O nosso churn é muito baixo, muito baixo, beira o zero, assim.
12:01Então, o cliente número um da Vita tá na turma até hoje, é 9 anos.
12:04O número dois também tá, o número três também tá, o número quatro também tá.
12:08Então, assim, quando esses clientes vão ficando bastante tempo, você também vai tendo recomendações ao longo dos anos, né?
12:14Então, a gente é muito, muito, muito focado no atendimento ao cliente.
12:18Agora, vocês são um exemplo de um novo player independente aí nesse mercado de wealth que tá emfervescente.
12:25Antes era muito os bancos tomando conta, a gente teve depois as assessorias ganhando espaço.
12:32Agora, a gente tem visto vários novos family offices, né, surgindo.
12:37E um case interessante como vocês, um tradicional, né, family office, lançando um outro pra também atacar parte desse mercado.
12:46Queria entender como que vocês veem que tá esse mercado todo e da onde que ainda estão as grandes oportunidades.
12:55Ou seja, onde capturar mais clientes.
12:58Vocês acham que os grandes concorrentes de vocês ainda são os bancos?
13:02Ou já começa a ser também um pouco desse mercado independente?
13:05Seja assessorias, family offices?
13:08Eu, assim, a minha visão é que a gente tá...
13:13A gente vai falar um pouco disso talvez mais pra frente.
13:15Mas a gente tá caminhando pro que a gente viu no mercado americano há 20 anos atrás, né?
13:19Então, tem bastante gente mudando do modelo de comissão pro modelo independente fee-based.
13:26E suposto, assim, como o mercado ainda tá começando, a gente ainda recebe muito cliente vindo do modelo comissionado,
13:34onde o cliente quer um outro tipo de serviço, né?
13:38Alguém isento fazendo o seu asset allocation.
13:43E mais do que isso, né?
13:45O cliente que busca a gente também busca uma internacionalização de portfólio.
13:49Hoje, isso também é uma outra coisa muito interessante.
13:52A Vita trouxe pra Tori um portfólio 40% offshore.
13:56E a Turin tem um portfólio que é mais da metade, eu acho que é 60% offshore.
14:01Então, quando o cliente busca a gente, ele também busca uma coisa mais...
14:08Ou seja, uma internacionalização do portfólio, o expertise lá fora que a gente tem, né?
14:12Eu tenho um background lá de fora, o Arthur também, o Tarcísio, que é o nosso outro.
14:16Seja eu, fica lá fora, a Turin tem um escritório nos Estados Unidos, né?
14:19A Vita, nesse sentido, né?
14:21E trouxe isso pra Tori.
14:22A gente, que hoje você ouve falar das casas abrindo Rias lá nos Estados Unidos,
14:29a gente tem um Ria desde o começo.
14:33Desde o começo.
14:33Desde o começo.
14:34Então, a Turin tem um Ria lá fora.
14:36A gente sempre acreditou nisso, né?
14:37Exato.
14:38Tem alguém lá no ground visitando os fundos, indo nos eventos, né?
14:45Então, assim, o cliente que busca hoje a gente, ele, além de estar buscando um modelo 100% independente,
14:50ele também está buscando internacionalização e alguém que olhe outras coisas do patrimônio dele.
14:57Então, ajude as melhores estruturas tributárias.
15:00Às vezes, o cliente empresário, ele precisa de uma ajuda pra organizar, que a legislação muda toda hora.
15:04Então, agora vai tributar dividendo.
15:06Como é que eu olho o meu patrimônio da minha família, que está na física, com o dinheiro que está no caixa da empresa?
15:13É a melhor hora de distribuir esse dividendo?
15:15Então, assim, quem busca um family office, busca também esse outro tipo de serviço, né?
15:22Que é natural de um family office, né?
15:25Ou seja, olhar o patrimônio das famílias como um todo.
15:27Tanto a parte de tributação, olhar as melhores estruturas, quanto a parte internacional, quanto o mercado local, a sucessão, né?
15:37Você acha que isso tem crescido entre demanda? Talvez agora os clientes estejam mais dando valor a esse global, né?
15:47A olhar ele como um todo, não com investimentos.
15:50Bastante.
15:51Assim, há nove anos atrás, ainda era uma coisa assim, pô, mas eu tenho que pagar por esse serviço?
15:59Eu tenho de graça, eu já faço de graça.
16:01E aí, nos últimos nove anos, você foi vendo, a gente foi vendo as famílias procurando todo esse arcabouço de serviços que está num family office, né?
16:12E aí o pagar pelo serviço já não virou mais um problema, né?
16:16Porque a família entende que está pagando por uma coisa muito mais completa, né?
16:20E também pela independência.
16:21Você falou de quem seria um concorrente, acho que a gente ainda, mesmo com tudo isso, o mercado do Feebase, ele ainda é incipiente.
16:38Não sei se dá pra cravar quem é o maior concorrente.
16:42Pode ser o CDI Alto, podem ser os bancos, podem ser outros family offices,
16:48mas eu acho que, de maneira geral, a gente tem uma preocupação muito grande com educação, né?
16:59Então, a gente faz questão, isso que hoje, como você falou, esse mercado está efervescente, né?
17:07E isso é muito falado, a gente sempre acreditou nisso desde o início.
17:12E a gente, assim, a gente apostou nisso, né?
17:16Que esse dia ia chegar, né?
17:18Então, a gente sempre fez muita questão de ir ensinando os clientes, mostrando pra eles,
17:24de várias maneiras possíveis, mas de mostrando que esse era um modelo que era vencedor para o cliente, né?
17:31Tem os estudos das carteiras que vão melhores ao longo do tempo,
17:38quando é o modelo de Feebase.
17:42A gente, logo que eu entrei na Vita, há cinco anos, né?
17:47O Ricardo foi atrás de uma pessoa que treinava os consultores americanos.
17:54Então, a gente fez um treinamento com um americano pra ver quais são as metodologias de atendimento,
18:00como que a gente conversa com o cliente.
18:03Então, tudo isso, no final das contas, o mercado está indo pro lugar que a gente acreditava
18:09e eu acho que ainda esse movimento é muito incipiente.
18:14Então, essencialmente, acho que é essa migração do commission base pro Feebase
18:21que é o nosso, não diria concorrente, mas é da onde que vem o fluxo ainda preponderante.
18:27Vocês acham que é uma barreira ainda ter que explicar o que é o Feebase
18:30ou os clientes que estão chegando, batendo na porta de um Feebase,
18:35já entendem um pouco como está sendo isso?
18:37Já foi pior.
18:39Acho que lá, há nove anos atrás, ou há 25, né?
18:42Quando a Turin começou.
18:44Ainda pior ainda, né?
18:46Explicar que o cliente tinha que pagar.
18:48Eu acho que hoje já mudou bastante.
18:49Assim, eu acho que o público já tem informação,
18:55mas ainda está no começo.
18:56Acho que ainda tem gente que tem que explicar.
19:00Eu acho que tem muita gente que já montou a sua carteira de renda fixa,
19:05a carteira está travada.
19:07Aí vem aquela dúvida, mas eu tenho que pagar um family office
19:09pra olhar uma carteira que não tem o que fazer?
19:12Que já está tudo travado?
19:13Tem carteiras que chegam que ainda estão marcadas na curva
19:15e daí na hora que você mostra pro cliente a realidade,
19:19ele prefere continuar onde ele está?
19:22Então, assim, ainda tem algumas barreiras,
19:24mas já é menor do que há nove anos atrás,
19:30já é bem melhor do que há 25 anos atrás.
19:33Eu acho que nos próximos anos isso tende a ser praticamente zero.
19:36E aí o cliente vai escolher comissão ou FII
19:39já sabendo 100% do que ele quer.
19:42O Arthur estava falando que a gente está ainda no começo.
19:47É que 25 anos e nove anos parece bastante,
19:50mas a gente estava nos Estados Unidos há dois meses atrás
19:55num evento de RIAs ou Family Offices americanos.
19:58A gente era o único brasileiro.
19:59Estava eu, Arthur e o Leonardo, que é o co-seu da Turin.
20:03E pra gente ter uma ideia da dimensão do que a gente está falando
20:06quando a gente fala que aqui está incipiente,
20:09os Family Offices que estavam com a gente
20:10tinham Family Offices de 100 bilhões de dólares,
20:13300 bilhões de dólares, 580 bilhões de dólares.
20:17Então, assim, a gente aqui ainda está no modelo,
20:20ainda está começando essa jornada.
20:22Começando, assim.
20:23A gente teve lá as plataformas há um tempo atrás,
20:26XP, BTG, abriram esse mercado de plataforma, etc.
20:29Agora vem o FIBEZ.
20:30Então, assim, quando você olha lá pra frente,
20:32a gente já está muito no começo.
20:33A CVM 179 veio um pouco pra dar transparência
20:37a essa questão dos modelos de remuneração,
20:40pra não parecer que o Commission Base é de graça, né?
20:42Como você falou, Ricardo, que muitos clientes achavam isso.
20:45Não, meu banco ali, a minha assessoria faz pra mim.
20:48Nunca se perguntou, às vezes, como está sendo pago.
20:51Isso aí.
20:52Vocês acham que já teve impacto?
20:54Os clientes já começam a entender que esse modelo
20:57está sendo remunerado de que forma?
20:59Pelo extrato da CVM?
21:01É uma coisa ainda que tem que vir mais proativa
21:04do profissional que está ajudando ele a investir?
21:07Olha, deixa eu te mostrar aqui seu extrato pra você entender.
21:10E talvez tem cliente que prefere não ver?
21:14Muita gente fala isso também.
21:15Acho que, assim, primeiro,
21:17pra gente
21:20o modelo, né, o Feebase ou Commission Base, pra gente isso nunca foi uma questão, né?
21:28Pra gente, o modelo de Feebase é um princípio.
21:30A gente acredita nisso, de fato.
21:32A gente acredita que esse é o modelo que é o melhor pro cliente.
21:35Sobre a 179, e eu até, quando começou isso, acho que até escrevi um artigo no Valor.
21:47O que que eu acho, o que que a gente acha, existe sim um impacto.
21:56Eu acho que na hora que você faz uma, sei lá, um CDB num banco, uma ligue num banco,
22:02e você recebe a confirmação, e tem uma linha ali que tá falando quanto que é de distribuição
22:06e quanto que é de comissão, isso há três anos isso não existia.
22:12Então, no mínimo, o cliente já, né, acende, liga, mantendo você.
22:18Ah, então quer dizer que eu tô remunerando o meu banker, né?
22:23Eu acho que, então, assim, o que tem um impacto, tem.
22:27Muito, muito nesse, nisso que o Ricardo falou, de ser uma coisa que tá ainda no começo.
22:33Eu acho que ainda tá no começo, e a gente ainda não sente o real, a real possibilidade,
22:44pra onde que isso pode, o tamanho que isso pode tomar, por vários motivos.
22:51CDI alto, carteiras que já foram feitas no passado e que foram travadas por muito tempo.
22:58Então, você, essa comissão ficou perdida no tempo.
23:03Então, fica, não é que não fica transparente, mas ela fica, vamos dizer, nublada, eu diria.
23:12Mas eu acho que isso é uma bola de neve.
23:15Esses movimentos, eles não são, eles não são lineares, né?
23:21A 179 foi sendo adiada, adiada, adiada.
23:24Tinha muita gente que falava que ela nunca ia ser implementada.
23:28Talvez ainda não seja como é nos Estados Unidos, né?
23:31Que você tem uma conta num banco nos Estados Unidos, você recebe quanto que você gastou
23:36de comissão de ações, quanto que você pagou no câmbio, quanto que você gastou de rebate
23:42dos fundos.
23:43Você pede lá pro teu banker, você recebe um relatório super detalhado.
23:48Você precisa pedir.
23:50Acho que em algum momento a gente vai chegar nisso.
23:52Eu acho que é inevitável.
23:54E eu acho que até por isso, voltando à primeira pergunta, é isso também que a Turing viu,
24:02é isso que a gente viu no passado e acho que isso é uma oportunidade gigantesca.
24:07Eu acho que isso só vai, e eu acho que isso não é linear.
24:09Isso não é uma bola de neve que não vai ser parada, não tem mais volta.
24:15Quando você olha na linha do tempo, olha o quanto a gente já caminhou, né?
24:19Então, quando a Turing começou lá 25 anos atrás, pioneira nesse negócio de fee-based,
24:26independente.
24:27Gustavo Marini é literalmente um pioneiro, né?
24:31Exato.
24:32Corajoso.
24:33Nove anos atrás, quando a gente começou esse negócio...
24:37Nem tinha consultoria, né?
24:38Não tinha consultoria, a gente foi talvez uma das primeiras ou de algum grupo das primeiras
24:43consultorias, a Vi.
24:45Agora a gente já tá falando de 179, ou seja, aí, não, daí em 2017 veio a primeira regulação
24:53da CVM pra consultorias.
24:55Agora vem a 179 dos fees, né?
24:58Então, assim, a hora que você olha assim no micro, parece que a gente ainda tá, a gente
25:02tá ali, meu, comissão, fee, vai crescer, não vai, é incipiente, não é, mas a hora
25:06que você olha a linha do tempo, a gente já caminhou bastante, né?
25:08Tem muito pra caminhar ainda, né?
25:09Acho que o modelo americano, né, a hora que eles soltaram a 179, o impacto demorou, né?
25:15Mas quando foi, foi, né?
25:16Então, eu acho que o impacto ainda é pequeno, como o Arthur falou, tem esse tema de as carteiras
25:22foram montadas pré-179, né, lá em 2022, 23, então, ainda tem pouco giro de carteira,
25:30né, atualmente, mas acho que a hora que você tiver, que a gente tá vendo agora, uma queda
25:34de juros, os portfólios começarem a se mexer, os clientes receberem os extratos, receberem
25:40as comissões, vai ficar mais claro pro cliente, então, acho que o impacto tende a crescer.
25:44Agora, muitas outras formas de wealth têm também falado sobre feebase, né, assessorias
25:52querem trabalhar com feebase, até os privates já falam que vão trabalhar com feebase, queria
25:58que vocês falassem um pouco do que pode ser esse mercado de family offices mesmo, como
26:03a gente já comentou, que é uma outra proposta, talvez um pouco mais global de atender o
26:10cliente, mas que isso talvez o desconhecimento seja ainda maior do que o debate de remuneração,
26:17e principalmente quando a gente vai mais pro interior do país, que eu acho que é a proposta
26:20de vocês, né, acho que a Turin já conhece bem os grandes capitais, né, onde estão as
26:25grandes fortunas, tem desafio de vocês de adentrarem o país e falarem sobre o que é o
26:33family office, e como é que tem sido já isso no primeiro ano, queria que vocês contassem
26:37um pouco dessa experiência também.
26:39A gente tem uma preocupação muito grande com o conteúdo, né, acho que o Arthur vai
26:46falar um pouco disso ainda, mas assim, a nossa forma de entrar e educar os clientes, os
26:53prósperes de clientes, ou as pessoas que a gente acha que tem o perfil pra ser nosso cliente,
26:58é através de conteúdo.
27:00Tem tido dificuldade?
27:02Já foi pior, agora é bem mais tranquilo.
27:04Acho que você, as famílias estão mais preparadas pra entender o tipo de serviço que um
27:10family office faz, né, e um family office independente, né, acho que isso é muito
27:15importante, né, assim, você pode ter células de family office em empresas que não são
27:18independentes, estão ligadas a bancos, ou a plataformas, né, Turin, Atoria, Vita, são
27:26familiares independentes, né, ou seja, não existe ninguém, nenhuma instituição financeira
27:33que é dona da gente ou tem investimento na gente, então, isso pra gente é o grande
27:40X da questão, explicar pras famílias que a gente é independente, então por isso que
27:44a gente usa muito conteúdo pra educar, pra mostrar pras pessoas o nosso trabalho.
27:49Acho que, né, do Brasil, a gente tem, né, dentro desse, do grupo, a gente tem o nosso
27:57braço do, né, como você fala do B2B, e a gente, né, a gente tá pintando o mapa,
28:04e a gente, né, a gente tem, né, a gente tem um sócio no Maranhão, a gente tem sócios
28:13no Novo de Janeiro, a gente tem sócios, enfim, no Brasil inteiro, e que cresceram junto com
28:19a gente, né, que tão crescendo junto com a gente, então, e eles, de alguma forma, eles
28:25estão ali, eles se aproveitam também das melhores práticas, né, o Ricardo é o CEO do
28:31B2B também, então, vamos dizer, essa palavra, a gente também estende ela via esses nossos
28:41sócios que, enfim, que a gente foi construindo ao longo do tempo, e que a gente, né, também
28:46faz parte do nosso objetivo no ano que vem de continuar crescendo com isso.
28:53Acho que isso é melhor deixar claro, né, então tem uma proposta de vocês crescerem
28:57B2C com o Atore, mas também é B2B de sendo sócio de outros family offices pelo país,
29:06é isso, Ricardo?
29:06Correto, exatamente, a gente tem essa outra empresa do grupo, né, que é a Vita,
29:11que ela acelera outros family offices pelo Brasil, também com as mesmas características
29:15da Tori e da Turin, ou seja, independentes, 100% do lado do cliente, remuneração exclusiva
29:21do cliente, hoje tem 21 empresas nesse grupo, né, é um negócio que cresce bastante, e ali
29:29a gente tem visto bastante crescimento de pessoas interessadas em ter esse modelo
29:34independente de Feebase.
29:36bastante gente pelo Brasil, então como o Arthur falou, tem Maranhão, tem Belém, tem
29:42Campo Grande, que até você fez a reportagem, tem Rio de Janeiro, tem Belo Horizonte, enfim,
29:48o Brasil também, o Brasil, ele foi, cresceu bastante o modelo de assessoria, né, a gente
29:54acompanhou nos últimos 10 anos, e agora a gente tá vendo a mesma coisa no modelo independente,
29:57ou seja, tem gente querendo fazer coisas independentes pelo Brasil inteiro.
30:01Perfeito. Então, olhando nessa transformação enorme que a gente viu nos últimos 10 anos
30:07aí, e que parece que só tá começando, o que que vocês veem pros próximos 10 anos?
30:14O que que vocês esperam que pode ser o mercado de Wealth Management no Brasil daqui a 10 anos?
30:18E o que que vocês esperam que a Tori seja então?
30:21É como falei no começo, né, assim, a gente tá no começo, tá iniciando esse movimento de Feebase e de independente,
30:31eu acho que esse mercado vai crescer muito ainda, né, se você parar pra pensar, o Brasil pode ter um outro
30:38run de riqueza, novos ricos, novo dinheiro entrando na economia, então eu acho que esse mercado vai crescer
30:46demais, tem muita demanda por famílias querendo esse olhar global, né, e a Tori, ela quer continuar
30:53atendendo bem os clientes, ser bem recomendada por essas famílias e crescer organicamente,
30:58e ser protagonista desse mercado, né, ser uma referência, ser um business admirado por atender
31:05bem as famílias, igual a Tori virou uma referência no business de ultra high network, né, das famílias
31:09grandes, a Tori também quer ser uma referência e protagonista nesse business de high network.
31:14Um dos maiores players também, então, nesse segmento?
31:18Acho que esse é um processo natural, enfim, teve um movimento, né, de consolidação, como você falou,
31:26e de algumas casas que eram independentes e que deixaram de ser independentes, a gente, nosso desejo,
31:34esse é o nosso princípio também, né, de continuar sendo independente, a gente acredita nisso,
31:41a gente entra na Tori e tá lá no nosso computador lá, cliente em primeiro lugar e somos independentes.
31:50Eu gosto muito dessa palavra, protagonismo, né, eu acho que a gente, em cada momento da nossa,
31:57dessa nossa jornada na Vita, depois na Tori e agora dentro desse grupo e a Turin, né,
32:05eu acho que sempre foi um desejo de ser protagonista.
32:10Obviamente que o tamanho é sempre uma coisa, né, mais palpável e que todo mundo busca, obviamente,
32:18mas acho que pra gente, se a gente continuar fazendo o que a gente, o que a gente se propôs a fazer lá
32:25desde o começo, esse crescimento vai vir e a gente vai, naturalmente, ser um player relevante também em tamanho.
32:33Então, eu sou muito a favor da, né, se a gente fizer direito, os clientes vão vir, eu acredito muito nisso.
32:42Arthur, Ricardo, muito obrigada pela conversa.
32:45Obrigado você.
32:45Obrigado você.
32:47Agradeço também a nossa audiência.
32:49Esse episódio vai estar no site do Neofeed e também nas principais plataformas de áudio.
32:54Até a próxima.
32:55Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
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