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  • há 3 semanas
Espaço Gourmet: ragú de linguiça com polenta cremosa

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Transcrição
00:00A gente tá aqui nesse clima do dia das mães, hoje eu recebo ele, gente, Luciano Faé, que veio acompanhado,
00:08muito bem acompanhado pela dona Marlene, maravilhosa.
00:12Tudo bem? Tudo bem. Graças a Deus.
00:14Que honra recebê-la aqui com a gente no nosso programa.
00:17E eu já vou começar a falar na verdade.
00:21Eu reparei, hein?
00:22Quem tá desde o início mexendo, picando, batendo, fazendo isso, aquilo, aquilo, é a dona Marlene.
00:28É o único jeito que eu consigo mandar nela, aqui.
00:32Mas ela não deixa também, não. Ela fica o tempo todo...
00:35Você colocou sal, colocou não sei o quê, ela fica dando espetáculo dela.
00:38Então quer dizer que você é a grande inspiração da vida dele?
00:42É isso mesmo?
00:43É.
00:44Tá seguindo os passos da mãe, então, que é ela que faz e toma a frente da cozinha?
00:48Isso aí. Não é só na cozinha, não. É a inspiração da vida.
00:52Ah, que lindo. Me conta que delícia é essa que a gente vai aprender a fazer hoje.
00:57Então, hoje nós vamos fazer um ragu de linguiça com uma polenta cremosa.
01:02Ai, amo!
01:04Aproveitar aí essa chegada do friozinho, né?
01:07A gente já começou a ter umas noites mais agradáveis.
01:10E esse é um prato perfeito pra essas noites mais frias, né?
01:14Que é o ragu acompanhado da polenta cremosa e um prato muito barato.
01:20Ah, eu gosto disso, porque o Luciano fala...
01:22Toda vez ele traz coisa gostosa e acessível pra gente, tá?
01:26Então, bora lá aprender.
01:27Vamos lá.
01:28Bom, o ragu, ele é um molho, né?
01:31Então, se você pesquisar aí sobre o que é um ragu, você vai ver que ele é um molho feito
01:36a longa duração, né?
01:39Tipo, duas, três horas no fogo baixo.
01:42E você pode fazer de várias coisas.
01:44Pode fazer de linguiça, pode fazer de frango, de costela, de carne, enfim.
01:49Tô dizendo que é ela que toma conta de tudo?
01:51Mostra ali, Saolin.
01:52É a dona Marlene que já tá ali mexendo a polenta, ó.
01:55Pode deixar, né?
01:56Tô dizendo.
01:57É.
01:58E aí você começou por onde?
02:00E aí, o que eu fiz primeiro aqui?
02:02Eu comecei com uma base, né?
02:04Que é uma base francesa.
02:05A gente chama, são partes iguais de aipo, o famoso salsão, cenoura e cebola, né?
02:14Isso a gente chama de meripoá.
02:16Que chique.
02:17É uma base, uma base simples, né?
02:20Pra o molho, pra dar um equilíbrio no molho.
02:24Aqui eu acrescentei a linguiça, né?
02:28A linguiça é simples.
02:30É só tirar a pele da linguiça.
02:36E separar a carne, né?
02:39Essa pelezinha a gente descarta.
02:42E a linguiça, a gente quebra ela aqui.
02:48Nesse caso, eu já trouxe pra cá pra ir adiantando.
02:51Perfeito.
02:52Né?
02:52E aí aqui, nesse molho, né?
02:55Nessa base, eu já posso misturar e ir acrescentando os outros ingredientes agora.
03:01Tem algum segredo pra sua polenta?
03:04Não, a polenta eu frito o alho na manteiga, né?
03:08Na minha casa eu frito com banho de porco.
03:10Mas aqui, fritei na manteiga.
03:13E coloquei a água, um caldo de carne.
03:18E o fubá.
03:19Só mexer, né?
03:21Agora, pra finalizar, a gente coloca o requeijão.
03:25Peraí, essa polenta vai requeijão?
03:27É uma polenta cremosa, né?
03:29Então, vai ficar saborosa, hein?
03:31É, é uma polenta cremosa.
03:33Então, nunca curtiram.
03:34Vai o requeijão.
03:35Bora lá, então.
03:38Agora, a senhora veio de onde?
03:39Que a senhora falou assim, lá na minha casa?
03:41De onde que a senhora veio?
03:42Eu sou de Castelo.
03:43Castelo.
03:44Vamos mandar um beijo pra galera de Castelo, hein?
03:48Então, aproveita a hora.
03:49Manda um beijo pras comadres.
03:50Pras comadres.
03:52Pra minha filha.
03:53Ela tá tomando uma coça do fogão, né?
03:56Porque lá ela estaria fazendo um fogão a lenha.
03:58É, um fogão a lenha.
03:59Mentira, polenta no fogão a lenha.
04:01Isso, olha.
04:02É a coisa mais sensacional do mundo.
04:03Eu lembro da minha avó, Lili, lá de Vargem Alta.
04:06Pertinho lá de Castelo.
04:07Isso.
04:07Toda mesma região.
04:08Isso aí.
04:08Vovó fazia polenta, a gente chamava de angu.
04:11Angu.
04:11Angu.
04:12E aí, não sobrava uma casquinha?
04:13Sim, na panela.
04:15Na panela.
04:15A gente fala a rapa do angu.
04:17Isso.
04:17Com o que que a senhora comia essa casquinha?
04:19Ah, lá a gente come puro.
04:21Eu come no meio da comida, no feijão.
04:23Eu comi, sabe?
04:23Com o que?
04:24Açúcar cristal, quando eu era criança.
04:25Com a Lília.
04:26Nunca peguei sua aventura, não.
04:28Não, com açúcar, não.
04:30Coisa que a gente aprende em casa de vó, viu?
04:32Então, essa daqui é...
04:34Aí vai um queijo, né?
04:37Parmesão.
04:39De quem que é essa receita?
04:40É sua, né, Luciana?
04:41Eu tô achando que é da sua mãe.
04:43É, ela não.
04:43Acho que você passou a pena no Paulo Espírito Santo hoje.
04:46Ela, na verdade, ela tem essas manias de...
04:49Deixar a comida mais fácil, mais suculenta.
04:52Quando eu tô fazendo a comida lá, e ela sempre vem, ah, mas se eu fizesse, eu ia colocar isso.
05:00Seria de outro jeito.
05:01Luciana, eu frito o alho primeiro, depois a cebola, porque a cebola solta água, né?
05:09Cada um tem um jardim.
05:10Isso aí.
05:10Cada um tem uma técnica.
05:11E por último, vai o creme de leite.
05:14Nossa!
05:15Tem como isso ficar ruim, gente?
05:16É o creme de leite.
05:17Não tem, não?
05:19Ah, que mãe bonita que você tem, Luciana.
05:21Vou te contar, hein?
05:22É uma gata.
05:22Obrigada.
05:23Uma gata essa mãe, tá?
05:25E beza a Deus.
05:26Obrigada.
05:27Super ativa.
05:28Agora vem cá.
05:29Qual é o prato preferido que o filho faz?
05:33Que a senhora mais gosta?
05:35Ah, é uma costela, né?
05:38Uma costela assada, uma costela de boi.
05:43Ele faz uma costela boa na churrasqueira.
05:46Essa daí você nunca fez pra gente aqui, não é?
05:48Mas aí eu preciso de um pouquinho mais de tempo.
05:50A gente precisa de umas oito horas de brava.
05:52É, aí ele coloca de manhã.
05:54A gente vai comer lá à noite.
05:56Coloca de manhã lá na churrasqueira.
05:59Você vira um evento na família, né?
06:01Enquanto isso, a farra tá acontecendo.
06:04Tá acontecendo.
06:04Isso é bom demais.
06:06Essa é a magia da gastronomia, né?
06:09É unir a família, é fazer essa conexão, é transformar um almoço num evento, né?
06:15Todo mundo em volta da mesa.
06:17É isso aí.
06:17Aí tá todo mundo ali esperando aquela expectativa, né?
06:21Aí vira festa.
06:23Que prato bonito, minha gente.
06:24Eu vou ter que comer isso tudo.
06:26Eu vou ter essa dificuldade de comer isso tudo.
06:30Mostra o tamanho do prato que fizeram pra mim, Saulinho.
06:32Olha o tamanho do prato, minha gente.
06:33É aquela coisa assim, tem que ter sustância na vida.
06:36Minha filha vai comer uma polenta pra você ficar forte, criar imunidade, criar resistência.
06:41Não é assim?
06:42Deixa eu ver aqui com a mãe.
06:43Não é assim?
06:43É assim mesmo.
06:45Você foi criada assim, na base da polenta também.
06:47Eu fui criada assim, na base da polenta.
06:49Olha aqui.
06:50Você me contou que todo dia tem polenta na casa do seu pai?
06:53Todos os dias tem polenta.
06:55Todos os dias.
06:56Todos os dias.
06:57Tem que ter...
06:58A polenta é o arroz e o feijão.
06:59É o arroz, o feijão, a polenta, uma carne, uma verdura.
07:03É a comida.
07:04Olha que benção.
07:06E tá aqui, né?
07:07O que funciona.
07:07Um prato aqui, a gente sabe que agrada todo mundo.
07:10Do bebê, né?
07:12Do bebezinho até o idoso.
07:14Sim, sim.
07:16Ó, cada lugar tem o nome.
07:17Inclusive, a gente já falou aqui.
07:19Lá em Minas, minha chefe tá aqui falando pra mim que é angu.
07:22É angu.
07:22Lá em Castelo.
07:23É angu também.
07:24Tem diferença, Luciano?
07:25Tem diferença, na verdade.
07:27A polenta, ela não leva o tempero, né?
07:34O angu, ele leva o tempero.
07:36A polenta é água e sal.
07:38Né?
07:39O angu é o contrário.
07:40Então, isso é muito coisa.
07:43É muito, se você pega e fala, eu achava que era o contrário também.
07:48Mas, quando nós estudamos, eles alegaram isso, que tipo, a polenta é o tradicional.
07:57É o tradicional, né?
07:59E o angu, vai.
08:01Eu sempre soube que era o contrário.
08:04Tipo assim, o angu era água e sal e a polenta temperada.
08:09Quando fazia o angu baiano, que a gente chamava de angu baiano, né?
08:14Aí fazia um molho, colocava no tabuleiro, colocava o angu e mais um molho por cima.
08:21Então, chamava o angu baiano.
08:22Mas, na minha nona, é o angu, fazia na época, né?
08:28E eu não cheguei a conhecer, mas meu pai falava, jogado na tábua.
08:34O angu, duro, né?
08:36Bem duro.
08:37Jogava numa tábua e depois cortava com a linha.
08:41Uma linha.
08:42Nessa fase aí, a gente deu o balanço aqui na Itália.
08:45O Michel veio aqui antes, né?
08:48De começar o programa.
08:48O Michel Bermuda, ele invade.
08:50Ele sai do balanço geral e chega aqui invadindo na hora do intervalo, tá?
08:54Isso.
08:55Aí ele veio aqui e ele lembrou disso mesmo.
08:57Eu não peguei essa fase da linha.
08:59Eu não lembro, não.
09:00Porque eu sou jovem, né?
09:02Bem jovem.
09:02Então, eu não peguei essa fase.
09:04Mas o Michel, ele falou que na casa da avó dele era cortado na linha e tal.
09:09Que bacana, né?
09:10Histórias e mais histórias, né?
09:12Fica tudo na memória afetiva.
09:14Agora, então, já já eu vou provar, mas antes eu quero que você aproveite esse momento
09:17e deixe uma palavra de carinho pra sua mamãe, né?
09:20Que saiu lá de Castelo pra hoje participar com a gente aqui no programa.
09:24É.
09:27Bom, e primeiro eu quero agradecer porque ter essa oportunidade no programa de trazer e cozinhar
09:33com a minha mãe é sensacional.
09:35e eu quero falar que você é a base de tudo pra nós hoje, né?
09:43Sempre, mas do que nós vivemos nos últimos anos,
09:47hoje você é a nossa fortaleza, é a nossa inspiração, é o nosso amor, é a nossa rainha.
09:55Oh, que amor.
09:56Um abraço de mãe, filho, enquanto eu vou provar então essa receita tão linda, gente.
10:01Gente, ó, ó, ó.
10:07Rapaz!
10:07Rapaz!
10:08Rapaz!
10:08Rapaz!
10:08Rapaz!
10:08Rapaz!

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