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Na estreia do programa Mundo Business por Ricardo Frizera, a pauta foi o mercado imobiliário da Grande Vitória. O apresentador Ricardo Frizera conversou com os empresários José Luiz Galvêas, fundador da Galwan, e Francisco Carvalho, fundador da TimeNow e AEVO, sobre suas trajetórias no ramo imobiliário. Nas visitas externas, Ricardo Frizera conheceu os empreendimentos da Apex Investimentos Imobiliários junto ao head de Real Estate da Apex Partners, Marcelo Murad.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, seja bem-vindo ao programa Mundo Business aqui na TV Vitória.
00:03Meu nome é Ricardo Friseira e eu vou te acompanhar aqui na TV Vitória pelos próximos domingos.
00:09Nossa proposta com esse programa é falar das trajetórias das lideranças que constroem o nosso PIB
00:15e mostrar as potencialidades do Espírito Santo.
00:18As lideranças de hoje já construíram mais de 4 mil imóveis,
00:22já fizeram mais de 5 mil obras e já geraram mais de 10 mil empregos.
00:26Hoje eu estou aqui com Francisco Carvalho, fundador da Time Now Engenharia e da Evo
00:32e José Luiz Galvez, da Galvão Construtora.
00:35José Luiz, Francisco, muito obrigado pela presença e vamos falar das histórias de vocês.
00:41Primeiro, Francisco, conta um pouco para a gente como é que você começou a sua trajetória empresarial.
00:47Bom, Ricardo, obrigado pelo convite.
00:51Eu vou começar um pouquinho antes da minha trajetória
00:53porque eu acho que a formação familiar conta um pouco das nossas escolhas.
01:01Eu sou um paulistano que veio para Vitória aos 18 anos,
01:07então eu acabei estudando aqui na Universidade Federal do Espírito Santo,
01:11fiz engenharia elétrica e meu pai um bancário,
01:15com 5 filhos, tendo que criar, com uma dificuldade muito grande.
01:20E eu estou contando essa história porque eu tive a oportunidade de entrar no Banco do Brasil
01:25e meu pai, com a visão que ele tinha, ele insistiu comigo para que não entrasse,
01:32para que eu pudesse terminar o meu curso de engenharia elétrica.
01:34Ele achava que eu não terminaria.
01:36Isso foi muito bom para mim, porque de fato eu consegui seguir uma carreira
01:41que eu não teria se eu tivesse entrado naquele serviço.
01:47Quando eu me formei, no final de 1989, o mercado vivia uma crise muito grande
01:53no setor de engenharia e de construção, uma década muito difícil, que foi a década de 90.
01:59Mas a Aracruz Celulose, hoje Suzano, aqui no Espírito Santo,
02:03ela estava fazendo a expansão da planta, estava fazendo a fábrica B.
02:08E eu consegui uma vaga naquela empresa para ser um engenheiro da obra daquele empreendimento.
02:18Um empreendimento com 16 mil pessoas.
02:20E eu fui trabalhar numa empresa que fazia o gerenciamento da obra
02:24com grandes construtoras e montadoras nacionais.
02:29Ali foi uma grande escola para mim.
02:31Eu aprendi bastante, mas nem por isso eu deixei de tentar coisas diferentes.
02:42Então, bem empregado e tal, mas depois de um tempo eu recebi um convite
02:48para me associar a uma empresa de montagem elétrica, que é a minha área.
02:53Eu aceitei, nessa época eu tinha 24 anos de idade.
02:59Então saiu do emprego fixo para arriscar empreender.
03:02Arriscar empreender sem nunca ter tido qualquer tipo de orientação nesse sentido.
03:08Como eu falei, minha família era pessoas que trabalhavam na iniciativa, em bancos e tal.
03:14Ninguém da iniciativa privada.
03:16Mas foi muito bom para mim, eu era muito jovem ainda e aprendi naquela ocasião
03:20os desafios de uma empresa iniciante.
03:24Não fiquei muito tempo, porque achei que a estratégia era muito de curto prazo.
03:30E voltei a mercado e fui trabalhar numa empresa multinacional finlandesa de engenharia.
03:39E ali eu aprendi muitos outros conhecimentos em manutenção, em projetos,
03:46em gerenciamento de obras industriais.
03:48De lá para a Time Now?
03:52Novamente nessa empresa, eu fiquei alguns anos lá.
03:55Nessa época eu me casei com a Jaqueline.
03:59Hoje eu tenho três filhos, o Pedro, o Henrique e a Alice.
04:04Eu trabalhava nessa empresa, aprendi muito, como eu falei.
04:07Mas chegou um determinado momento que eu percebia que os meus horizontes estavam um pouco podados.
04:14Eu não conseguia trabalhar em alternativas que eu via, porque especificamente o meu chefe naquela empresa,
04:25ele não me deixava olhar nem para um lado nem para o outro.
04:27E aquilo estava me angustiando muito e eu queria voltar a empreender.
04:31Ou seja, aquela oportunidade que eu tive lá atrás, meio por acaso,
04:35ela tinha deixado, tinha plantado alguma coisa dentro de mim
04:38e me deu aquela, estava com aquela vontade insaciável de empreender de novo.
04:44E nessa empresa que eu estava, eu conheci o meu sócio, o Sérgio Mello,
04:51e resolvemos então criar uma empresa que a gente deu o nome de Time Now Engenharia.
04:56Zé, a sua trajetória também passa por fora da construção civil.
05:02Conta para a gente como é que você começou até fundar Galvão.
05:06É uma longa história, desde criança, sempre envolvido, querendo fazer alguma coisa.
05:14A minha mãe era da área de educação, professora.
05:20E meu pai, funcionário público, era coletor e trabalhava para o Estado.
05:27Às vezes, tive a oportunidade muito novinho de substituir minha mãe,
05:34uma vez que ela não foi dar aula e acabei indo substituir ela lá para preencher aquele tempo.
05:41E com 19 anos, eu fiz um concurso no Colégio Salesiano para dar aula de física.
05:48E, muito novo, a vaga que tinha era para o segundo ano científico, que era da área 1.
05:55E acabou que eu fui aprovado.
05:58E, na verdade, eu não poderia estar trabalhando lá no Salesiano,
06:03porque eu era muito novo, quase da idade dos alunos.
06:08E, graças a conversar com o diretor e tudo mais, eu consegui reverter.
06:14E, tendo passado em primeiro lugar, acabei dando aula.
06:16Fui dar aula para quatro turmas.
06:19E isso foi uma coisa muito importante que mudou a minha vida.
06:23Uma das alunas é minha esposa, Simone.
06:29Comecei a namorar com ela em setembro.
06:32Depois, ela voltou para Belo Horizonte.
06:36A família era de Belo Horizonte.
06:37Ela fez engenharia também civil.
06:39Eu brinco até com ela, que ela fez o curso de engenharia lá na UFMG em quatro anos.
06:46Ela estava com tanta pressa de casar que ela...
06:51Eu tenho três filhos, que é muito bacana ver o desenvolvimento deles,
06:59a forma onde eles estão, o que eles conquistaram já.
07:02Minha filha mais nova tem 28 anos, a Marcela.
07:08Todos muito bem encaminhados.
07:11E aí eu olho para trás e lembro daquela trajetória lá desde o início...
07:19Do Salesiano até o Galvão, que tiveram outros empreendimentos.
07:22Isso.
07:22Do Salesiano, eu tive a oportunidade de ir dar aula na escola técnica.
07:28E foi muito gratificante dar aula, ser professor da escola técnica,
07:34porque a gente sentia a garra, a vontade dos alunos ali de aprender.
07:40Aquela dificuldade, às vezes, que a gente tinha, do Salesiano,
07:44no Martinho Lutero também, que eu dei aula,
07:47de motivar as pessoas para aprenderem.
07:51Na escola técnica, eu senti essa motivação nas próprias pessoas.
07:56Então, foi muito bom dar aula.
07:58Como é que o professor virou empreendedor?
08:00Pois é.
08:01E isso é uma coisa importante, porque eu ganhava 6 mil moedas na escola técnica.
08:08E aí um professor meu, da universidade, o professor Bericilas,
08:14depois de uma aula, virou para mim e falou assim,
08:16olha, a Incol está precisando de um auxiliar de engenharia.
08:20E eu indiquei você.
08:21E aí eu fui lá conversar na Incol.
08:24A Incol era uma construtora da época?
08:28Eu fui lá no Brasil, na época, atuava aqui no Espírito Santo.
08:33E aí eu conversei lá com o Ageu, que é meu ídolo até hoje,
08:38em termos de gerenciamento de obra e de...
08:42Um engenheiro que deixou um legado muito grande aqui no Espírito Santo.
08:46Mas eu cheguei lá, era 1.200 reais.
08:491.200 moedas.
08:52Um quinto do que eu ganhava na escola técnica.
08:55E aquilo ali foi uma decisão que, às vezes, todo mundo tem que tomar um dia na vida.
09:00E eu senti que eu tinha que recuar para depois avançar.
09:06Eu queria ser professor, eu queria ser engenheiro.
09:10Gostava muito, gosto até hoje de ensinar alguma coisa.
09:15Tem esse lado aí, que é um lado que vem da família.
09:19E aí entrei na Incol.
09:21Aprendi muito, me formei.
09:23Quando eu me formei, tinha esperança de continuar na Incol como engenheiro.
09:30Mas veio uma crise grande.
09:34Fiquei uns quatro meses sem emprego.
09:38Que crise foi essa?
09:39Quanto foi?
09:39Foi, eu formei em 78.
09:43No primeiro semestre de 78.
09:46Uma crise, uma dificuldade já de me colocar.
09:49Só para ilustrar, apareceu um emprego de engenharia.
09:55E nós entramos em 75 pessoas na escola.
09:59Formamos 27.
10:00Essas pessoas desistiram no meio do caminho por não vislumbrarem aí alguma coisa em termos de engenharia.
10:09Quase todos muito bem sucedidos em outra área, etc.
10:13Mas se desviou da questão da engenharia.
10:16E eu persisti, montei uma empresa de casa de madeira.
10:22E foi interessante construir algumas casas de madeira.
10:26Foi a época também que logo iniciou a construção da CST.
10:31E a gente foi contactado por empresas grandes.
10:35A gente trabalhou para as maiores empresas na época do Brasil na construção da CST.
10:40Fazendo alojamento, fazendo canteiro de obra, tudo com a empresa.
10:45A gente saiu de 17 empregados fazendo casa de madeira para quase mil empregados.
10:52Diante de um desafio muito grande, uma cobrança muito grande dessas grandes empresas.
10:59Todas precisando do alojamento rápido, do canteiro de obra rápido para poder trabalhar, etc.
11:05Em quanto tempo isso, de 17 para mil?
11:07Isso em um mês, dois meses, a gente já teve que crescer muito.
11:12E à medida que a gente foi sendo contratado pelas empresas para fazer os seus canteiros de obra
11:19e trabalhar na vila operária fazendo os alojamentos,
11:23eu acho que num período de seis meses, a gente passou de 17 para mil empregados.
11:27E num modelo de construção, que era um modelo de encaixe, de madeiras, etc.,
11:33que estava muito na minha cabeça, mas que não estava preparado, organizado, no papel e tal.
11:39Então não adiantava eu contratar um carpinteiro, um engenheiro,
11:44porque eu tinha que passar tudo aquilo para eles para poder fazer a obra.
11:49No final, a gente fez, foi uma oportunidade de ganhar muito dinheiro num período pequeno,
11:58muito animado com isso tudo, mas ao final de tudo, a gente tinha na época 5 milhões de moedas
12:05de resultado desse empreendimento todo, quando teve uma fiscalização do INSS na época na nossa empresa
12:13e eles apuraram lá um débito com o INSS, que era mais ou menos 5 milhões.
12:19E aí, na inexperiência de um engenheiro recém-formado, não preparado pela universidade
12:26para empreender, sem as noções do administrativo e de tudo mais,
12:33e com o espírito, graças a Deus, que meu pai me ensinou e que a gente leva até hoje
12:38de muita honestidade, seriedade e tal, já que o fiscal apurou isso, tem que pagar.
12:44E aí eu fiquei muito triste, porque os 5 milhões de moedas eram exatamente o que foi colocado.
12:53Quer dizer, hoje eu buscaria um advogado que garantia que eu tenho que o fiscal estava certo
12:59no que ele apurou, etc.
13:00Mas, na época, eu preferi pagar e tal.
13:05Depois eu tive a oportunidade de fazer a mesma coisa em Campos, para Teneje,
13:10e aí não teve mais obra grande no Brasil, não teve mais nada, e aí a empresa morreu por si
13:17só.
13:17E eu voltei outra vez a buscar alguma coisa.
13:22Mas com aquele pensamento seguinte, pô, a minha chance de ganhar muito dinheiro, pô, eu perdi.
13:29Porque a gente, às vezes, pensa que isso só vem uma vez.
13:32Mas muitas pessoas, muita gente mesmo, nesse caminho, no início da história da gente,
13:40vem dar uma mão, ajuda.
13:42Eu me lembro do seu Antero Bragato, por exemplo,
13:45eu precisava de uma Kombi para levar os operários até dentro da CST.
13:49E eu, na época, não tinha dinheiro para comprar uma Kombi e tal.
13:53E ele virou para mim e falou assim, não, você fica com a Kombi.
13:56Aí o dia que você tiver a condição, você me paga.
13:58Então, são essas mãos que as pessoas te dão no início da sua carreira.
14:04Eu acho que a pessoa enxerga uma vontade tão grande em você, ainda jovem, querendo progredir.
14:11E a gente agradece muito a essas pessoas que fizeram parte da nossa história.
14:17É a carreira de todo mundo assim.
14:19Sempre tem alguém para dar a mão, para levar a gente um pouquinho adiante.
14:23Agora, das casas de madeira, a Galvão.
14:25Como é que surgiu a Galvão?
14:26A Galvão surgiu quase que por acaso.
14:30Um amigo que morava no Rio de Janeiro,
14:33veio aqui e queria que eu ajudasse ele a comprar um apartamento em Vila Velha.
14:37Vila Velha, na época, tinha três ou quatro prédios.
14:40Não tinha quase nada.
14:42E aí eu fui lá, dentro de uma certa exigência dele, minha.
14:47Paulo era o nome desse amigo.
14:50Paulo, não encontrei nada aqui, não recomendo nada.
14:53Não sei o que fazer.
14:56Aí ele veio do Rio de Janeiro,
14:59trouxe umas fotos de alguns prédios lá do Rio de Janeiro e tal.
15:02E aí, nesse momento, eu tinha montado uma empresa de projeto,
15:06porque eu era professor na escola técnica de estrutura.
15:09Então, eu fazia cálculo estrutural, fazia também projeto arquitetônico.
15:14Na época, não tinha escola de arquitetura no Espírito Santo.
15:17Os arquitetos aqui eram os engenheiros, como o Diossélio Grasseli,
15:20que até hoje é engenheiro e arquiteto, filho dele.
15:24A gente trabalhava.
15:26Tinha poucos arquitetos aqui que vieram de fora.
15:29E, então, tinha uma empresa de projeto.
15:32E aí, juntamos dez amigos para fazer aquele apartamento que o Paulo queria comprar.
15:39Falei, vamos juntar dez amigos, vamos procurar um terreno, etc.
15:43Colocamos um anúncio no jornal, compra-se terreno.
15:47E, por incrível que pareça, não apareceu ninguém querendo vender terreno naquela época
15:53que Vila Velha não tinha prédio nenhum, era só terreno.
15:56No final, a gente acabou conseguindo comprar um terreno.
15:59Aí, fomos discutir que tipo de projeto.
16:02Um queria três quartos, outro queria quatro quartos, outro queria que fosse uma obra um pouco
16:07mais sofisticada, outro menos sofisticada.
16:09É toda aquela situação.
16:11E, assim, nasceu aquele grupo.
16:14Construímos esse prédio.
16:15E, quando o prédio ficou pronto, o prédio chamou muita atenção em Vila Velha,
16:20porque ele foi um prédio imponente, edifício fazenda da praia.
16:25E esses dez, todos eles que tinham entrado para ter seu apartamento para morar,
16:33receberam ofertas muito vantajosas.
16:36Quase três vezes o valor que tinha aportado ali no empreendimento.
16:42E ninguém também desse grupo tinha dinheiro para aportar.
16:45Nós fizemos dez projetos, dez processos de financiamento na Caixa Econômica para financiar.
16:52Então, as pessoas aportaram pouco dinheiro.
16:54Foi uma oportunidade que essas dez pessoas tiveram, inclusive eu,
16:58de colocar o primeiro dinheiro, assim, um pouco mais interessante, assim, na mão.
17:04Já que eu tinha perdido tudo do empreendimento anterior.
17:09E todo mundo, ah, vamos fazer mais obra, vamos fazer mais isso.
17:12Vamos buscar mais terreno, vamos agrupar mais pessoas.
17:16E eu trabalhei nisso como engenheiro autônomo.
17:19Não tinha ainda Galvão.
17:20Outros grupos se formaram, me convidaram para fazer a mesma coisa,
17:25para fazer o projeto, para ser o engenheiro da obra.
17:27Aí também eu conheci o Expedito, que é o meu sócio hoje.
17:31Na época ele era auditor da Receita Federal, ele tinha um grupo de amigos.
17:35Me contrataram para fazer todos os projetos e ser o engenheiro da obra.
17:39Eles que gerenciavam.
17:41E dali, num canteiro de obras, ali e tal, o contador me falou assim,
17:47ah, você como pessoa física está pagando muito imposto, você tem que criar uma empresa.
17:51E eu estava meio com a aversão de criar empresa,
17:54por causa do ser gato escaldado da empresa anterior, da fiscalização e tal.
18:00E o contador falou assim, olha, você tem que andar certo, fazer tudo direitinho, etc.
18:06Mas isso é um...
18:07Eu vou fazer uma pausa aqui só para dizer uma coisa muito importante.
18:11No Brasil, todo empreendedor, empresário, ele é refém de contador.
18:17E se você dá o azar de pegar um contador ruim, despreparado, você corre um risco muito grande.
18:25E um contador muito bom, experiente, ele é muito caro.
18:30Então, isso é uma coisa muito importante.
18:33Então, você como empreendedor, etc., você tem que buscar, de alguma maneira, ter uma assessoria,
18:42prestar muita atenção em tudo que você faz em termos administrativos e contábeis,
18:48porque a escola de engenharia prepara as pessoas para a engenharia.
18:54Mas o engenheiro tem uma tendência muito grande de virar empresário.
18:58E ele não é preparado para ser empresário e ele tem esses percalços que eu tive e que depois tem
19:07que seguir.
19:07Mas a vida começou mais ou menos assim.
19:12Todo mundo ficou muito feliz porque vendeu sua unidade.
19:15Ninguém morou como era o propósito das pessoas.
19:19E a gente seguiu.
19:20A trajetória de vocês é repleta de crises, né, Francisco?
19:24Queria que vocês contassem como foi superar essas crises.
19:28Só antes disso, a gente vai para um pequeno intervalo.
19:31Fica aí que a gente volta em breve.
19:37Estamos de volta em Mundo Business para falar agora das crises, né?
19:41O Brasil é um país que já passou por diversas crises em sua história,
19:45algumas causadas por fatores internos, política, principalmente política na realidade,
19:50outras realmente por fatores externos, como é essa crise que a gente está vivendo agora.
19:54A gente vai de crise em crise no Brasil, né, Francisco?
19:56Como foi para vocês passar por todas essas crises?
20:00Aliás, a Terminal foi fundada, inclusive, numa crise, né?
20:03Como é que foi isso?
20:04A Terminal foi fundada em 1996, né?
20:09Um período, uma década em que o Brasil vivia em crise, né?
20:13Praticamente não existiam obras, né?
20:15O propósito é que a Terminal é uma empresa que trabalha com obras industriais, né?
20:19Então a gente não é muito conhecido do público em geral, né?
20:23Porque a gente está dentro das indústrias, mas a gente começou ali em 1996
20:30e eu acredito que a chave, talvez, para a gente ter conseguido chegar até hoje
20:37foi as oportunidades que a gente teve em relação à gestão, né?
20:43Um dos primeiros clientes nosso foi a Aracruz Celulose, hoje Suzano, né?
20:49E ela... a gente entrou lá na Aracruz num momento bastante interessante
20:56porque ela considerou o nosso trabalho como um trabalho estratégico,
21:01uma atividade estratégica para as atividades dela, né?
21:04E aí a gente recebeu muita consultoria através dela e teve uma indicação que foi fantástica para nós.
21:12A gente dependia muito deles na época e eles falavam assim,
21:17olha, se acontecer alguma crise no mercado de celulose no mundo
21:23e a gente tiver que reduzir ou cortar os contratos, vocês morrem.
21:28Isso não valeu só para mim, mas valeu para muitas empresas aqui do Estado.
21:33E a gente começou, então, a olhar para outros horizontes.
21:38A gente começou a entender um pouquinho mais de gestão,
21:42começamos a trabalhar com a orientação da Fundação Dom Cabral
21:46para criar o nosso modelo de gestão da empresa.
21:50Começamos a diversificar negócios.
21:53E para quem não sabe, hoje a Terminal é uma empresa que já fez mais de 5 mil obras industriais.
22:01É uma empresa que tem 650, mais ou menos 650 colaboradores,
22:08na sua maioria engenheiros e técnicos, né?
22:10A gente trabalha para grandes organizações no Brasil e fora do Brasil.
22:15A gente está na África também, já fizemos obras no Uruguai.
22:20Nós estamos num projeto, inclusive, de expansão para fora do Brasil.
22:24É um uso nacional, né?
22:25É, criar uma empresa de engenharia que não atue só aqui.
22:28Mas a gente trabalha para muitos players grandes,
22:31como Braskem, Suzano, Klabin, Vale, Arcelor.
22:36A gente está em 23 estados hoje do Brasil, né?
22:40E você, como empresário de construção civil,
22:43se tornou, agora a gente estava conversando aqui no Baixo Dor,
22:46se tornou agora um empresário de tecnologia.
22:49Como é que foi essa virada de chave na sua carreira?
22:51Não, isso é muito legal, porque ao longo da história da Terminal,
22:55em 2007, nós resolvemos criar uma empresa de software,
23:00uma empresa de TI.
23:01E era uma empresa, assim...
23:03Que é a Evo, né?
23:04Que é a Evo, justamente.
23:05Que é uma empresa de...
23:08O trabalho dela, basicamente, inicialmente, era gerenciar,
23:12assim como a Terminal gerenciava obras,
23:15a Evo nasceu para gerenciar projetos de TI em clientes industriais.
23:21E, assim, a Evo seguiu a vida dela, né?
23:26E ela sempre foi uma empresa sustentável,
23:28mas uma empresa prestadora de serviços.
23:31E, em 2016, houve uma guinada muito interessante na Evo,
23:38porque, dentre esses softwares que ela começou a desenvolver,
23:42havia um que ele tinha uma pegada de poder ser utilizado em várias organizações
23:49e não apenas para uma.
23:51E aí, eu resolvi sair da Terminal, naquela ocasião,
23:55eu era o CEO da Terminal,
23:57resolvi sair para poder me dedicar a Evo, né?
24:00Conversar com aqueles meninos, né?
24:01E tal.
24:02E eu gosto de contar essa história, porque...
24:05O Zé Luiz sabe, mas...
24:07Quando você está falando de engenharia,
24:09você está falando de um mercado extremamente conservador, né?
24:12E tal.
24:13E eu fui chegar lá, tinha gente de bermuda, gente de chinelo,
24:16uma coisa diferente, né?
24:17Aquilo já me pegou meio assim desprevenido, né?
24:21Bom, mas comecei a conviver com aquelas pessoas,
24:24com um mundo diferente,
24:26e vi muitas coisas diferentes,
24:28uma forma diferente de pensar,
24:30uma forma mais ágil,
24:31errar rápido para acertar logo também.
24:36É a questão da experimentação, né?
24:37Em startups, empresas em estágio inicial,
24:40com forte grau de crescimento,
24:43a gente fala que o planejamento estratégico,
24:45aquela questão de definir metas para longo prazo,
24:48foi substituído pela experimentação,
24:50pelo teste rápido para falhar rápido,
24:53para aprender testando, é isso?
24:55Fazer os MVPs, os protótipos e tal.
24:57MVPs é o produto mínimo viável, né?
25:00Aquele primeiro produto que vai testar,
25:03testar com o mercado,
25:04justamente para você conseguir colocar o produto no mercado,
25:07testar e assim aprender com aquilo que você está...
25:10E investir pouco, né?
25:11Porque quando você faz um MVP,
25:13você faz uma aposta pequena para testar o produto,
25:16se você errar, você perdeu pouco,
25:17você vai fazendo outras iniciativas.
25:20Mas enfim,
25:22E aí a Evo foi, nesse momento então,
25:24em 2016 eu fui para lá,
25:26tomamos uma decisão assim,
25:28muito difícil, muito diferente,
25:30de parar de vender, né?
25:33Porque a gente queria transformar a empresa
25:35numa empresa prestadora de serviços,
25:36numa empresa de licenciamento de software.
25:40Isso é o que se chama software as a service, né?
25:42Software as a service.
25:43Você vender um software,
25:44vender um programa de computador.
25:46para várias empresas diferentes.
25:48O mesmo programa de computador,
25:50para várias empresas diferentes.
25:52E aí a gente criou dois produtos,
25:55inclusive um deles,
25:56acho que eu nem te contei isso antes,
25:58mas a gente fez uma cisão da empresa no começo desse ano.
26:02Então existe a Evo,
26:03que tem um produto chamado Innovate,
26:05e existe o Indústria,
26:07que é um produto voltado para a indústria mesmo,
26:11a operação industrial.
26:12Mas voltando a Evo,
26:14então, nesse período,
26:16a gente descobriu isso,
26:18começamos a desenvolver
26:20todas aquelas questões
26:22para a gente tentar escalar a empresa.
26:23Eu ficava pensando,
26:24poxa,
26:25a Time Now é uma empresa bacana,
26:26uma empresa que é sustentável,
26:28ela cresceu bastante,
26:30mas aqui tem uma veia diferente, né?
26:32Porque você fica ouvindo muito falar em unicórnio, né?
26:36Aquelas empresas que valem um bilhão de dólares.
26:38Quem sabe não é agora, né?
26:40Não é a minha vez, né?
26:42E aí a gente...
26:43Unicórnio são as empresas que começam como startup,
26:45empresas pequenas, de garagem,
26:47como foi o caso da Apple,
26:48e depois se desenvolvem para se tornar bilionárias,
26:51até trilionárias,
26:52às vezes, como hoje a gente tem Apple, Amazon, Microsoft, né?
26:57É óbvio que tudo isso é conversa, assim, né?
27:00Você não faz uma empresa para chegar a ser bilionário.
27:02Esse negócio pode acontecer ou não.
27:04Mas a gente está vendo uma empresa
27:06que tem um modelo diferente de pensar,
27:08de agir, métodos ágeis e assim por diante.
27:12E aí a gente começou a perceber
27:14que para trabalhar esse novo mercado,
27:17a gente precisava de alguns conhecimentos,
27:20alguns skills que a gente não tinha.
27:23Porque o nosso ambiente de trabalho
27:25é um ambiente de relacionamento,
27:28de negociações de longo prazo.
27:30Você precisava aprender coisas novas.
27:33E eu estou contando essa história
27:35para trazer um pouquinho o Espírito Santo
27:37para essa conversa, né?
27:40Porque os conhecimentos que a gente precisava,
27:42nós fomos adquirir fora do Espírito Santo.
27:45A gente não conseguiu encontrar
27:48quem pudesse nos ajudar aqui, né?
27:51E aí nós fomos a Santa Catarina,
27:52foi o momento em que a gente conheceu
27:54o ecossistema de inovação de Santa Catarina,
27:57e de lá a gente conheceu algumas pessoas.
28:00A Florianópolis tem um centro muito vibrante
28:02de tecnologia de inovação, né?
28:04E assim, muito vibrante
28:06e tem aquele espírito de compartilhamento,
28:09de troca, de conhecimento.
28:11Aquilo inspirou muito a gente.
28:13Mas voltando para a Evo,
28:15a gente com essas pessoas ajudando,
28:17porque eles se propõem a ajudar,
28:19é uma coisa muito bacana.
28:21A Evo começou a crescer,
28:22hoje ela atende boa parte do PIB nacional, né?
28:27Inclusive, essa semana,
28:29a Evo, falando aqui em primeira mão
28:32para vocês também, né?
28:33Mas a Evo acabou de receber
28:35um aporte de capital da Capital,
28:39que é a maior empresa de venture capital do Brasil
28:42voltada para a inovação,
28:45para acelerar o processo de internacionalização.
28:48Então, nós estamos falando
28:49de uma iniciativa aqui do Estado, né?
28:52Que está agora tomando rumos internacionais, né?
28:55Mais uma empresa como o PicPay, por exemplo,
28:58que surge aqui no Estado
28:59e vai ganhar o Brasil bacana.
29:02E aí, disso aí, surgiu uma iniciativa
29:04que você tem de criar um hub de inovação
29:07em construção civil aqui em Vitória,
29:09que é o Base 27, né?
29:11Como é que foi isso?
29:12Pois é.
29:13A gente começou a perceber,
29:14poxa, por que Santa Catarina tem
29:16e o Espírito Santo não tem?
29:17E aí, se a gente olha para o Espírito Santo,
29:19um Estado mais ou menos do tamanho de Santa Catarina,
29:21população parecida também,
29:24um Estado que tem tudo
29:26para se desenvolver e se transformar
29:28e a gente poder diversificar a matriz econômica do Estado
29:32através da inovação.
29:34Por que que...
29:35Trazer novas iniciativas,
29:36que não são só commodities, exportação, né?
29:39Fazer inovação, realmente,
29:40que é o que está fazendo o mercado americano fervilhar.
29:43Fervilhar.
29:43Sem deixar de ter as commodities,
29:44mas a gente precisa ter outras coisas também.
29:47E aí, aquilo me chamava muito a atenção
29:50e não só a mim.
29:51Aí eu comecei a conversar com outros empresários também.
29:54E a gente...
29:56Fizemos uma visita aí,
29:57levei mais gente para lá,
29:58para desconhecerem.
29:59Todos voltaram muito entusiasmados
30:02pensando em fazer alguma coisa.
30:04O primeiro passo que a gente deu
30:05foi criar uma aceleradora
30:06ou apoiar uma aceleradora que é a EIS.
30:09Nós investimos lá
30:10para que os empreendimentos,
30:12os empreendedores aqui do Estado,
30:15eles pudessem...
30:16Esses talentos que a gente tem,
30:17eles pudessem ficar aqui.
30:19Eles tivessem uma oportunidade
30:20de se desenvolver aqui dentro.
30:22Mas era pouco ainda.
30:25Aí a gente começou a investir em educação.
30:27Investimos em uma empresa chamada UIS,
30:29educação,
30:29que forma pessoas para...
30:31para essa nova realidade de mercado.
30:33mas era o segundo passo.
30:35E tem muitos outros passos.
30:37E aí surgiu a ideia
30:38da gente fazer o primeiro hub
30:40de uma vertical,
30:42que é um...
30:43focado em um segmento,
30:45que é o mercado de engenharia e construção.
30:49E aí começou o Base 27.
30:52Rapaz, eu acho que...
30:55esse programa,
30:56ele devia ser só com o Francisco.
31:00porque eu mesmo aqui
31:02estou usufruindo aqui,
31:05encantado com essa história
31:06e super feliz
31:07de ter uma pessoa igual a ele,
31:10aportado aqui no Espírito Santo.
31:12Eu acho que o Espírito Santo
31:14tem muito talento,
31:15tem muita coisa.
31:16A Galvão é uma das empresas
31:18que apoiou a gente.
31:19Está lá no Base 27.
31:20Não, é verdade.
31:23Porque é um conteúdo muito...
31:25muito instigante
31:27para jovens,
31:29para as pessoas
31:29que estão começando agora,
31:31o Francisco merecia
31:32estar sozinho aqui.
31:34De maneira alguma.
31:36Não, não, não.
31:37Não, estou falando a verdade.
31:39É muito conteúdo
31:41para ser exprimido
31:44numa coisa que poderia
31:46surtir um efeito muito maior.
31:48Fica tranquilo, Zé.
31:49Zé, agora vamos falar aqui
31:50do mercado imobiliário
31:51aqui de Vitória,
31:52que durante essa crise
31:53ele foi duramente impactado,
31:55mas já nos meses
31:57de julho e agosto
31:58a gente viu uma retomada
32:00de vendas muito forte.
32:01A média de vendas
32:02de imóveis
32:04lançamento aqui em Vitória
32:05em empreendimentos
32:06recém-lançados.
32:07Era 50, 60 unidades
32:09antes da crise.
32:11Agora em julho e agosto
32:13a gente está registrando
32:1380 vendas.
32:15Então o mercado retomou.
32:16Isso é um dado
32:17do radar imobiliário
32:18da Pex Partners.
32:19O mercado retomou muito forte.
32:21Como é que você enxerga
32:22essa retomada
32:23e o futuro
32:24do mercado imobiliário?
32:25Eu costumo dizer o seguinte,
32:26o mercado imobiliário
32:28ele sempre está em crise.
32:31Às vezes ele está
32:32numa crise boa,
32:33que é uma crise
32:34de muita produção,
32:36as pessoas empolgadas
32:38com imóvel,
32:39investir em imóvel,
32:39como até esse momento,
32:41a gente está iniciando
32:43essa crise boa.
32:45Mas aí você esbarra
32:46na crise da mão de obra.
32:49O grande legado
32:51para a sociedade
32:51da construção civil
32:53é que ela emprega
32:55uma mão de obra
32:57muito ampla
32:58e não especializada.
33:00Mas no momento
33:02que o mercado
33:03está muito bom,
33:04essa mão de obra
33:05falta,
33:06principalmente a mão de obra
33:10mais qualificada.
33:12A gente teve um período
33:14aqui no Espírito Santo
33:15com 20 construtoras
33:17de fora,
33:17grandes construtoras
33:18de São Paulo,
33:19de tudo,
33:20que aportaram aqui em Vitória.
33:21E produziu
33:23mais do que o mercado
33:25comportava.
33:28As construtoras hoje
33:29saíram daqui
33:31do Espírito Santo,
33:32poucas ficaram,
33:35mas é um mercado
33:37que oscilou muito
33:39dentro desse sentido.
33:40Por outro lado,
33:41essas construtoras vindo,
33:43elas provocaram
33:45nas empresas locais
33:47uma necessidade
33:48de se aprimorar,
33:50de melhorar
33:51como empresa,
33:52de aprender um pouquinho
33:55em todos os sentidos.
33:57Você também teve
33:59uma situação
34:02nova na construção civil
34:03de quando você entrega
34:05uma obra,
34:07o cliente que recebeu
34:09a obra contrata perito,
34:11contrata e tal,
34:12faz um laudo
34:12do que recebeu.
34:14Então,
34:15isso tudo
34:16que poderia ser considerado
34:19como uma coisa ruim
34:20para as construtoras,
34:22mas se a construtora
34:23aproveitar esse legado,
34:25isso passa a ser
34:26uma coisa muito positiva.
34:28Porque esses laudos
34:29não são nada mais,
34:30nada menos
34:31do que uma aula
34:33do que fazer
34:34e do que não fazer
34:36para não repetir o erro.
34:37Então, acaba aprendendo
34:38com essas móveis construtoras.
34:40Aprendendo muito.
34:41Eu acho que, assim,
34:43eu acho não,
34:43eu tenho certeza
34:44que foi muito importante
34:46para a Galvã.
34:47Você pode ter perdido
34:49algum dinheiro,
34:49você pode ter tido
34:51algum problema
34:52nesse sentido,
34:53mas esse dinheiro
34:54que você perdeu,
34:56ele pode ser interpretado
34:57como um investimento
34:59para a fase,
35:00por exemplo,
35:01que a Galvã está hoje.
35:04A gente tem muitos condôminos
35:06nas nossas obras
35:07e as nossas obras
35:08são franqueadas.
35:09O participante
35:11dos nossos condomínios,
35:12eles são os verdadeiros donos.
35:14Então, eles têm acesso,
35:16eles vivem nas obras, etc.
35:19E eu fico extremamente feliz
35:21quando um condomínio
35:23que visitou a obra
35:24falou,
35:24ó, fiquei encantado
35:25com o canteiro de obra,
35:27com a organização,
35:28com o controle, né?
35:30E isso a gente tem hoje
35:33por causa da dificuldade
35:35que a gente atravessou
35:37no momento anterior.
35:38Então, assim,
35:40é muito importante
35:41que as pessoas,
35:42de uma maneira em geral,
35:45com todas as dificuldades,
35:47todas as situações
35:49que parecem ser contra você,
35:53mas, na verdade,
35:56são essas ações
35:59contra você
36:00que te fazem melhorar,
36:02que te fazem
36:04procurar ser cada vez melhor.
36:06Então, eu acho que
36:08a construção civil
36:09no Espírito Santo
36:09em geral,
36:10com a vinda
36:11dessas construtoras
36:13que não dão
36:14o mercado
36:14de produto, etc.,
36:16produtos, às vezes,
36:17nem,
36:18vamos dizer assim,
36:19que não eram melhores
36:21do que os produtos
36:22aqui das empresas
36:23capixaba, né?
36:25Eram produtos
36:26em uma escala maior,
36:28etc.,
36:28mas que provocou
36:30uma melhoria
36:32em geral.
36:33As construtoras,
36:34hoje, aqui do Espírito Santo,
36:35de uma maneira geral,
36:36elas estão muito melhores
36:37em função do desafio
36:40da concorrência
36:41do que teve que acontecer.
36:42O Francisco,
36:43que está aqui
36:43do meu lado,
36:44por exemplo,
36:45ele é um condomínio
36:46da Galvã
36:47e ele é uma pessoa
36:49que,
36:49quando ele,
36:51ele foi um condomínio
36:52que ele já entrou
36:53no final.
36:54Foi uma pessoa
36:55que cobrou muito
36:57da Galvã,
36:59foi um condomínio
37:00muito exigente,
37:02foi um condomínio
37:03que colocou,
37:05estampou muito,
37:06muito erros,
37:07muita coisa
37:08que a gente poderia
37:09ter feito melhor,
37:10mas nós só temos
37:12que agradecer
37:13a ele
37:13e a outras pessoas
37:15dessa maneira,
37:15porque você só cresce
37:17se você der ouvido
37:19a essas pessoas,
37:20a essas críticas
37:21e usar essas críticas
37:23no sentido
37:24de buscar
37:24fazer melhor.
37:27Eu acho que hoje
37:28a Galvã está muito melhor
37:29como empresa,
37:31buscando
37:32uma perfeição
37:34em termos de produto,
37:36você nunca alcança isso,
37:38mas,
37:39assim,
37:40essa
37:41contribuição
37:42dos condôminos
37:45insatisfeitos,
37:46das pessoas insatisfeitas,
37:47mas pessoas leais
37:49insatisfeitos
37:50com o propósito
37:51de ajudar,
37:54de fazer o melhor,
37:55de somar.
37:56Então,
37:56eu tenho um agradecimento
37:57muito grande
37:58a essas pessoas
37:59mais críticas
38:00e tal,
38:00que fizeram a Galvã
38:01numa situação de hoje,
38:03as cinco últimas obras
38:05que a gente entregou,
38:06a gente só tem,
38:07assim,
38:08satisfação,
38:09uma satisfação
38:10muito maior
38:11do que
38:12com obras anteriores,
38:13principalmente
38:14nessa fase
38:15de crise
38:16de muitas construtoras
38:18atuando aqui no Estado
38:19e até,
38:20de certa forma,
38:21levando a nossa mão de obra
38:23treinada por nós
38:25e que agora
38:26estão de volta
38:27e a gente está feliz
38:29com esse momento
38:30da Galvã.
38:30Perfeito.
38:31Agora um bate-bola,
38:32jogo rápido,
38:33vamos fazer algumas perguntas
38:34para responder
38:35com duas palavras.
38:36Primeiro,
38:37Francisco,
38:38uma pessoa que te inspira.
38:40Hello Musk.
38:41Uma empresa.
38:43Natura.
38:45Um princípio
38:46não negociável.
38:47Ética.
38:48O melhor investimento.
38:50As pessoas.
38:51O pior investimento.
38:54Uma empresa
38:55que eu criei
38:55em Campinas,
38:57quis criar grande demais,
38:59devia ter criado
38:59igual a startup.
39:02Se pudesse voltar atrás.
39:05Eu acho que eu teria
39:06feito tudo de novo
39:07porque é com os erros
39:09que a gente aprende
39:10e é que a gente melhora.
39:12Perfeito.
39:13Zé,
39:14uma pessoa.
39:16Eu vou dizer
39:17minha esposa.
39:19Uma empresa.
39:22Não pode ser a Galvã.
39:26Eu não vou saber
39:28responder rápido
39:29igual o Francisco,
39:31não.
39:32Tem muitas empresas
39:33que eu tenho
39:34admiração muito grande.
39:35Eu tenho
39:36admiração maior
39:37pela empresa
39:37quando a empresa
39:39se aproxima mais
39:40das pessoas,
39:41se coloca
39:42no mesmo patamar
39:43dos seus clientes.
39:45Um princípio
39:45não negociável.
39:47A honestidade.
39:49O melhor investimento.
39:51na ética,
39:52no caráter.
39:54O pior investimento.
39:57Quando você tem
39:58intenção
39:59de levar vantagem,
40:01alguma coisa
40:01nesse sentido.
40:03Se pudesse
40:03voltar atrás.
40:05Eu sou muito feliz.
40:07A vida me privilegiou
40:09com os erros
40:10e com os acertos.
40:11Eu não tenho
40:12nada a reclamar
40:13e pelo contrário,
40:14eu tenho eternamente
40:15que agradecer.
40:17Perfeito.
40:18Francisco,
40:18Zé,
40:19vou agradecer
40:20a presença de vocês.
40:21Parabéns pela trajetória.
40:22Obrigado por terem
40:23topado estar aqui
40:24no programa.
40:24Um prazer enorme
40:25ter vocês aqui.
40:27Espero vê-los novamente
40:28na nossa próxima edição.
40:31Obrigado.
40:31Obrigado, obrigado, Ricardo.
40:32No próximo bloco,
40:33eu vou visitar as obras
40:34da Apex Investimentos
40:35Imobiliários
40:36e mostrar como se comporta
40:37o mercado imobiliário
40:38aqui em Vitória
40:39depois da pandemia.
40:40Fica com a gente
40:41que a gente já volta.
40:46Hoje eu estou aqui
40:47na Praia do Canto
40:47para falar do mercado
40:48imobiliário de Vitória.
40:50De acordo com o radar
40:51imobiliário da Apex Partners,
40:52cinco dos empreendimentos
40:54mais caros da cidade
40:55estão aqui.
40:56Para esta ideia,
40:57um imóvel antigo
40:58aqui na Praia do Canto
40:59custa em torno
41:00de um milhão
41:00a um milhão e meio de reais.
41:02Já um lançamento
41:03custa mais de três milhões
41:04de reais,
41:05configurando um preço
41:06de metro quadrado
41:06acima de 17 mil reais.
41:09De acordo ainda
41:10com o radar da Apex,
41:11no último mês de julho,
41:13Vitória registrou
41:1380 vendas de imóvel,
41:15mais de 30%
41:16o volume registrado
41:17antes da crise
41:18do coronavírus
41:19em fevereiro.
41:20A Apex Investimentos
41:21Imobiliários
41:21é um dos maiores players
41:22do mercado imobiliário
41:23capixaba.
41:24Ela conecta investidores
41:25com empreendedores
41:26para financiar
41:27empreendimentos como esse,
41:28o WL Prime,
41:29parceria da Apex
41:30com a WL Empreendimentos.
41:33Esse empreendimento
41:34custou 15 milhões de reais
41:35para ser construído
41:36e representa um valor
41:37geral de venda
41:38de todas as suas unidades
41:39de quase 25 milhões de reais.
41:41E para entender
41:42como funciona
41:43a Apex Investimentos
41:44Imobiliários,
41:44viemos até a sede
41:46da Apex Partners
41:47conversar com
41:47Ângelo Dalla Bernardina,
41:49CEO da Apex.
41:50Ângelo,
41:50o que faz
41:51a Apex Investimentos
41:52Imobiliários?
41:53Cara,
41:53aqui na Apex
41:54a gente faz investimentos
41:55e soluções financeiras
41:56para pessoas físicas
41:58e jurídicas
41:59no Espírito Santo.
42:00Na Apex Investimentos
42:01Imobiliários,
42:02a gente estrutura,
42:04viabiliza
42:05e faz a gestão
42:06de investimentos
42:07em empreendimentos
42:08imobiliários
42:09no Espírito Santo.
42:10Ângelo,
42:11vocês começaram
42:12a Apex Investimentos
42:13Imobiliários
42:13no auge
42:14da maior crise
42:15que o Brasil viveu
42:16ali nos idos
42:16de 2014 e 2015.
42:18Por que começar
42:19um investimento
42:20tão grande como esse
42:21logo durante
42:22a maior crise
42:23da história?
42:24Ricardo,
42:25até aquele momento,
42:26esse mercado
42:27imobiliário
42:27era majoritariamente
42:29financiado
42:30pelo crédito
42:31de instituições
42:32financeiras.
42:33Com a chegada
42:34da crise,
42:35esse crédito
42:36do mercado secou.
42:37Então,
42:37as construtoras locais
42:39se viram sem fontes
42:40de financiar
42:41mesmo aqueles
42:42bons projetos
42:43imobiliários
42:43que elas tinham.
42:44Foi aí que a Apex
42:45desenvolveu
42:46uma solução
42:47original
42:47para financiar
42:49esses empreendimentos
42:50com dinheiro
42:51de investidores
42:52capixabas.
42:53Isso é,
42:54dinheiro
42:55de pessoas físicas,
42:57de poupadores
42:58capixabas
42:58que é alocado
42:59no Espírito Santo,
43:00contribuindo
43:01para a geração
43:01de empregos,
43:03renda
43:03e desenvolvimento
43:04econômico local.
43:05Ou seja,
43:05na falta do dinheiro
43:06dos bancos tradicionais,
43:08a Apex
43:08entrou inovando
43:09com um modelo
43:10que conecta
43:11investidores
43:11com empreendedores
43:12para ajudar
43:13a desenvolver
43:13o mercado imobiliário.
43:15Perfeito.
43:15Até aqui,
43:17a gente já gerou
43:18um pouco mais
43:18de 1.500 empregos
43:19indiretos
43:20e até a conclusão
43:21desses empreendimentos
43:22a gente gera
43:22outros 2.000 empregos
43:24indiretos,
43:25contribuindo assim
43:26para a geração
43:27de renda
43:27e o desenvolvimento
43:29econômico local.
43:30O que é o todo?
43:30Quanto de investimento
43:32esses empreendimentos
43:32representam?
43:33A gente estruturou
43:35três empreendimentos
43:36de investimentos imobiliários.
43:37Isso somado
43:38dá um investimento
43:39de um pouco mais
43:40de 300 milhões de reais.
43:42Angelo,
43:43quanto de VGV
43:44esses investimentos
43:45representam?
43:46O VGV é o valor
43:47geral de vendas,
43:48ou seja,
43:48é a soma
43:48de todos os imóveis
43:50ou unidades imobiliárias
43:51de um determinado
43:52empreendimento,
43:52no caso de todos
43:53esses empreendimentos.
43:54Quanto de VGV
43:55representa?
43:56Até aqui,
43:57esse empreendimento
43:57soma um pouco mais
43:58de 550 milhões de reais
44:00de valor geral de vendas,
44:02o VGV.
44:03Esses empreendimentos
44:03são majoritariamente
44:04localizados em qual cidade?
44:07Até o ano de 2020,
44:09a gente focou
44:10em empreendimentos
44:11em Vitória
44:12e Cachoeiro de Itapemirim.
44:15A partir do ano que vem,
44:16a gente coloca um pé
44:17na cidade de Vila Velha,
44:19mais especificamente
44:20no bairro da Praia da Costa.
44:21Perfeito, Angelo.
44:22Parabéns pelo trabalho
44:23e obrigado pela entrevista.
44:43Eu estou aqui com o Marcelo Murat,
44:44que é diretor da Apex Investimentos Imobiliários.
44:47Murat, qual é a tese de investimentos da Apex?
44:49Então, Ricardo,
44:50a Apex iniciou o seu movimento de investimento
44:53no mercado imobiliário em 2016
44:54com uma tese muito simples,
44:56que vai fazer investimento
44:57no segmento de médio alto padrão
44:59residencial na cidade de Vitória.
45:01Ao todo,
45:02qual é o volume de investimentos
45:03que a Apex vai investir
45:04ou já investiu
45:05no mercado imobiliário caprichato?
45:06Então, Ricardo,
45:07a Apex espera fechar o ano de 2020
45:09com algo em torno de 300 milhões de reais captados,
45:13sendo que 150 milhões de reais
45:15já alocados no mercado
45:17e 150 milhões alocar
45:19nos próximos 24 meses.
45:20Ou seja, 150 já foi investido
45:22e 150 vai ser investido?
45:23Vai ser investido, exatamente.
45:24A principal cidade de investimento da Apex
45:26é Vitória.
45:27Existem outras cidades?
45:28Sim.
45:29A partir de 2020,
45:30a Apex já começa a botar
45:31outros mercados no seu radar.
45:34Mercado de Vila Velha,
45:36vamos fazer o primeiro empreendimento
45:37em Vila Velha
45:38já no início de 2021
45:40e a cidade de Linhares,
45:41onde a gente já tem
45:42um terreno adquirido,
45:43um projeto aprovado
45:45e nossa expectativa também
45:46é iniciar os investimentos
45:47no início do ano que vem.
45:48Murado, no mês de julho
45:49a gente registrou
45:50recorde de vendas de imóveis
45:52aqui em Vitória.
45:53Foram 80 unidades.
45:54Isso representa uma retomada
45:56completa da crise do coronavírus?
45:58Ricardo, eu acho que é o início
45:58desse processo de retomada.
46:00A gente percebe que alguns indicadores
46:02já apresentam performances
46:04muito superiores
46:05do que foi no início desse ano.
46:07A taxa de juros,
46:09as condições de financiamento,
46:10o próprio índice de confiança
46:11do consumidor.
46:12Mas a nossa expectativa
46:14é que a partir desse trimestre,
46:16com a retomada da economia
46:17e do processo de crescimento econômico,
46:19a gente tenha realmente
46:20um ritmo de crescimento
46:21muito mais consistente.
46:23Ou seja, com essa queda brusca
46:24da taxa de juros
46:25durante a crise,
46:26isso estimulou o mercado imobiliário,
46:27estimulou o comprador
46:28a financiar imóveis?
46:30Sem dúvida.
46:30Quando a gente avalia a demanda,
46:32a gente avalia a demanda
46:33em dois segmentos.
46:34Tem um segmento que é a demanda
46:35que vem do consumidor final.
46:38Essa está muito associada
46:39à condição de financiamento
46:41e à sua própria confiança
46:42em fazer um investimento
46:43de longo prazo.
46:44Mas tem um outro segmento também
46:46que é o do investidor.
46:47E com a taxa de juros muito baixa,
46:50o investimento no imóvel
46:51e no mercado imobiliário
46:52voltou a ser muito atrativo.
46:54Então, a nossa percepção
46:56é que esse início de retomada
46:58está se dando
46:58pela volta do investidor
47:01no mercado imobiliário.
47:02O nosso telespectador tem ideia.
47:04No ano de 2015, por exemplo,
47:06a taxa de juros
47:07era de 14,25% ao ano.
47:09Agora é 2%.
47:10Então, isso estimula o investimento
47:12na economia real,
47:13nos ativos reais,
47:14como, por exemplo, imóveis.
47:15dado que costumam apresentar
47:17rentabilidade muito maior
47:19agora do que a taxa selica,
47:21a taxa básica de juros,
47:22que é o ativo livre de risco
47:25que a gente fala.
47:25Ou seja, é aquele local
47:27onde a pessoa pode investir
47:29com a certeza de não perder dinheiro.
47:31Hoje, isso rende 2%,
47:32antes rende dia 14%.
47:34Com essa queda brusca,
47:35estimulou o investimento
47:36em imóveis como esse.
47:38É isso?
47:38É isso mesmo.
47:39A gente estima que o investidor
47:41representa algo em torno
47:43de 30% da demanda
47:44ou do movimento
47:46de compra
47:47no mercado imobiliário.
47:49Imagina você retirar
47:5030% desse mercado,
47:52que é o que eu imagino
47:52que quase aconteceu
47:54nos últimos anos
47:55com a taxa de juros
47:56muito alta.
47:57E é isso que a gente está vendo
47:58voltar para esse mercado.
47:59Isso é um estímulo
48:00e vai impulsionar muito
48:02esse processo de retomada.
48:03Perfeito.
48:04Agora, Mara,
48:04esse empreendimento específico,
48:06o WL Prime,
48:07ele possui inovações
48:08tecnológicas.
48:09Que inovações são essas?
48:10Quando a gente está avaliando
48:12um projeto,
48:13a gente tem que avaliar
48:14o seu ambiente competitivo
48:16e tentar identificar,
48:18estabelecer para o projeto
48:19diferenciais que o façam
48:20ser mais percebidos
48:22que os seus concorrentes.
48:23E a gente fez duas apostas
48:24aqui no WL.
48:25Uma é no design,
48:27arquitetônico,
48:28é um prédio...
48:29Estilo icônico.
48:30Icônico,
48:30é uma arquitetura
48:31e um design
48:32super contemporâneo,
48:34moderno.
48:34E a outra aposta
48:35foi a tecnologia.
48:37É um prédio
48:37que tem um alto índice
48:38de automação,
48:40tanto nas suas unidades
48:41como nas áreas comuns.
48:42Além da localização
48:44que é no Iolo da Praia do Canto.
48:44É uma localização
48:45super privilegiada,
48:46o Eixo Neto
48:47no Iolo da Praia do Canto.
48:56Outro bairro de destaque
48:58aqui em Vitória
48:58é Jardim Camburi.
48:59Com a escassez de terrenos
49:01na região da Praia do Canto
49:02e da Enseada do Suá,
49:03Jardim Camburi desponta
49:05como o maior pátio
49:06de desenvolvimento imobiliário
49:07da capital.
49:08O número de vendas
49:10impressiona.
49:10O bairro é o primeiro lugar
49:12em vendas desse ano
49:13com 110 unidades vendidas,
49:15contra 32 da Enseada do Suá,
49:17que figura em segundo lugar.
49:19O Facilitar Jardim Camburi,
49:20por exemplo,
49:21outro empreendimento
49:22da Apex Investimentos Imobiliários
49:24com a Lorenge Construtora,
49:25foi um investimento
49:26de R$ 30 milhões
49:27para um VGV
49:28de R$ 63 milhões.
49:30Esse empreendimento
49:31está a 75% vendido.
49:34Jardim Camburi é um bairro
49:35consolidado e independente.
49:38Eu acho que
49:39o fato de você ter
49:40uma estrutura já consolidada
49:42de comércio e serviços,
49:44você ter uma oferta
49:45de produtos imobiliários
49:47de Vitória,
49:48consequentemente,
49:49você tem produto
49:50para todo tipo de público.
49:52e eu acho que isso atrelado
49:54ao fato de você estar
49:54muito próximo
49:55de uma demanda potencial
49:56muito grande
49:57em função da área
49:58de influência
49:59dos complexos industriais
50:00de Vale, Arcelor,
50:02assim como o da Serra,
50:03torna realmente o bairro
50:04um bairro muito atrativo
50:05para quem quer morar
50:06ou investir.
50:07Quantos empreendimentos
50:08Apex tem no bairro?
50:10Ricardo, esse foi o primeiro
50:11empreendimento,
50:12foi o primeiro investimento
50:13que fizemos aqui.
50:14Ficamos muito satisfeitos.
50:16Já fizemos um segundo
50:17investimento
50:18num empreendimento
50:18também muito próximo
50:20e no início do ano que vem
50:21a gente vai para o terceiro
50:22empreendimento.
50:23Estimo que esses três
50:24projetos juntos
50:26vão gerar algo em torno
50:28de 120 milhões
50:28de investimentos
50:29aqui no bairro.
50:30Esse é o bairro
50:30que mais cresce
50:31aqui em Vitória hoje,
50:32Murat.
50:32Por quê?
50:33Eu acho que você tem
50:33dois fatores
50:34que são basicamente
50:35fatores básicos
50:36da indústria imobiliária.
50:38Um é terreno.
50:39É um dos bairros
50:40de Vitória
50:41que ainda você tem
50:42oferta de terrenos
50:43disponíveis
50:44para desenvolvimento.
50:45Outro fator também
50:46que beneficia
50:47esse processo
50:48de desenvolvimento
50:49é a legislação urbanística
50:50que principalmente
50:51na região aqui
50:52mais ao norte
50:53do bairro
50:53permite que a gente
50:55tenha potenciais
50:56construtivos
50:57que viabilizem
50:58os empreendimentos.
50:58Ou seja,
50:59fazer prédios maiores
51:00que viabilizem financeiramente,
51:02façam sentido financeiramente
51:03para quem constrói
51:05e para quem empreende.
51:05Ao mesmo tempo,
51:06você tem uma legislação urbanística
51:07que incentive
51:08o desenvolvimento imobiliário
51:09na região.
51:10Esses dois fatores
51:11basicamente
51:12é o que incentivam
51:13os investimentos.