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No segundo episódio do Programa Mundo Business, Ricardo Frizera entrevista o fundador da Wine, Rogério Salume, que fala sobre sua trajetória e visão de ambiente de negócios. Frizera também conversa com a presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Cristhine Samorini, em visita às instalações de inovação e tecnologia da Federação, FindesLAB e Instituto Senai de Tecnologia.
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NotíciasTranscrição
00:00Apex Partners apresenta Mundo Business com Ricardo Frizeira.
00:04Olá, seja bem-vindo ao programa Mundo Business.
00:07Meu nome é Ricardo Frizeira e eu vou te acompanhar aqui
00:09nos próximos domingos às 10 horas da manhã e à 1 hora da madrugada.
00:14A liderança de hoje já faturou mais de 4 bilhões de reais
00:18e vende mais de 1 milhão de garrafas de vinhos todos os meses.
00:23Hoje eu estou aqui com Rogério Salumi, fundador da Capsaba Wine.
00:27Rogério, muito obrigado pela presença.
00:29Obrigado pelo convite, Ricardo. É um grande prazer estar aqui.
00:32Sucesso para você nessa nova jornada e que esse programa traga bons frutos para o Estado.
00:37Muito obrigado.
00:39Rogério, a ideia aqui é a gente contar um pouco das histórias,
00:42das trajetórias dos empreendedores que constroem o nosso PIB.
00:45Você é um deles.
00:46Você é baiano, veio para o Espírito Santo.
00:48Como é que foi isso, essa vinda para o Espírito Santo?
00:50Eu sou baiano de Itabuna, sul da Bahia.
00:53Eu cheguei em Vitória em 89.
00:57Ou seja, temos aí quase 31 anos completos daqui.
01:01Já tenho mais tempo como capixaba do que como baiano, mas sou apaixonado pelos dois Estados.
01:07Minha vida mesmo, toda a minha história de família, os meus filhos, as minhas iniciativas foram aqui no Espírito Santo.
01:16Eu tenho muito orgulho, fui sempre muito bem recebido, um Estado maravilhoso, com um potencial incrível,
01:23muitas vezes não muito, vamos dizer assim, acreditado e valorizado pelos capixabas, pelos empresários.
01:31A gente está mudando isso agora, a gente precisa dar mais valor a esse Estado que tem.
01:35Eu sempre falo isso.
01:36A gente tem condição de ser o Estado referência no Brasil.
01:39E por que não?
01:40É só trabalhar, confiar e trabalhar.
01:43Perfeito.
01:44Rogério, você começou como vendedor de bala, é isso?
01:47Isso, isso.
01:48Como é que você foi parar no vinho?
01:51Eu sou vendedor, Ricardo.
01:53A minha profissão, quando me perguntam qual é a sua profissão e tal, empresário, empreendedor, jornalista,
01:58sou formado em jornalismo aqui pela FAESA.
02:00Mas a minha profissão é vendedor.
02:02Eu comecei minha vida vendendo frutas por brincadeira na frente de casa, sem compromisso nenhum ainda em Itabuna.
02:10Depois eu vendi pãezinhos em Salvador, que eram feitos por uma funcionária que trabalhava lá em casa, que nos ajudava.
02:18E aí quando eu vim para a Vitória, por uma questão de vontade, não por necessidade, eu sempre gostei de
02:25trabalhar.
02:26E aí fui buscar uma empresa, uma distribuidora para trabalhar e comecei a trabalhar de verdade como vendedor,
02:34representando aí balas Dori, Adams, na época era a bala de iogurte, os confeitos Dori e foi muito legal.
02:44Porque naquela época eu não tinha um carro, eu andava de bicicleta pela cidade toda,
02:49eu tive condição de conhecer toda a Vitória andando de bicicleta, subia, descia todos os bairros
02:54e isso me fez ter uma visão da cidade legal, conhecer muitas pessoas que me abriram muitas portas, né?
03:02E aí eu estou falando dos donos de mercearias, de padaria, de restaurantes, de lanchonete.
03:07E com essa relação eu fui trocando de empresa para outros produtos, trabalhei no food service,
03:14atendendo principalmente restaurante, trabalhei em empresas que importavam bacalhau, azeitona, azeite
03:20e até que um dia eu fui parar no vinho, né?
03:25Dar bala para o vinho, como é que é essa história?
03:27Dar bala para o vinho.
03:28O vinho apareceu na minha vida quando eu estava na Iarahana, era uma distribuidora aqui do estado,
03:34eu comecei a trabalhar nela no Seasa, depois de passar sete anos no Martins,
03:39que foi uma grande escola que eu tive, o grande atacado do Brasil, que é uma empresa de Uberlândia,
03:45voltei para uma empresa capixaba, para a Iarahana.
03:49Então lá eu gerenciava uma equipe de pronta entrega e a gente vendia e entregava com os caminhõezinhos e tal,
03:58até que um dia o dono da empresa, falecido, grande, Ney, ele trouxe do Chile vinho, duas garrafas de vinho.
04:06Eu lembro até hoje o nome, né?
04:07La Pousada Cabernet Salvião e La Pousada Carmené.
04:10Eu estava fazendo um relatório naquela época, na mão, né?
04:14E aí ele botou assim na mesa e falou, ó, a gente vai vender vinho agora.
04:17A partir de agora a gente vai também vender vinho.
04:19Eu falei, cara, a gente está acostumado a vender bacalhau, azeitona, azeite, frutas secas, essas coisas.
04:25Ele falou, não, mas isso não está na moda.
04:27Não, não, isso eu estou falando de 98, 97, 98, 99, esses últimos finalzinhos da década de 90.
04:36E aí eu sempre gostei muito de ler, sempre me preparei muito para poder vender as coisas
04:43ou treinar as equipes que eu estava ali liderando e não conhecia nada de vinho, Ricardo.
04:48Eu tive uma vida muito dedicada ao esporte, tive uma vida muito...
04:53A minha relação com a bebida alcoólica foi muito leve, muito tranquila.
04:58É, eu nadei até os 21 anos, me dediquei muito, muito ao esporte.
05:03Até hoje eu me dedico muito ao esporte.
05:05E aí saí naquele dia da empresa, parei na livraria Logos e fui comprar dois livros,
05:12A Bíblia do Vinho e A História do Vinho.
05:14E aí comecei a ler, estudar, comecei a me preparar para poder vender,
05:19para saber falar das regiões, das uvas, da história do vinho.
05:23Agora, o vinho é um negócio complexo, né?
05:25E você, o seu propósito com a Wine sempre foi descomplicar o vinho,
05:30facilitar e democratizar o acesso ao vinho.
05:32E eu aprendi isso aí na realidade quando eu comecei a vender,
05:36porque as pessoas queriam saber os detalhes dos detalhes, dos aromas, das harmonizações.
05:42Falei, cara, olha só, o vinho é bom, o vinho vende, é gostoso, não é?
05:46Conta aquela história do semelhinho para a gente, já vi na palestra.
05:49E aí comecei a participar de confrarias também para aprender,
05:52comecei a gostar desse universo do vinho, achei interessante.
05:55E aí, em determinado momento, eu estava numa confraria,
05:59participando de uma apresentação com um sommelier que veio de São Paulo,
06:02e aí o cara estava falando de um vinho francês,
06:04e ele rodava aquela taça, todo mundo quieto, ouvindo.
06:07E aí ele falava, perguntou para as pessoas qual o aroma que estavam sentindo naquela taça.
06:13Naquele momento, Ricardo, eu já conhecia 70, 80% das pessoas que estavam na sala naquele evento,
06:17porque eu vendia para elas, né?
06:20Eu já tinha saído da Yara nesse momento e já estava como um representante distribuidor da Decanter.
06:26Eu já estava começando a empreender, ou seja, eu comprava e vendia vinhos e tirava pedido.
06:32Então, quando o sommelier perguntou os aromas, as pessoas começaram a responder,
06:37poxa, eu estou sentindo aqui frutas negras, né?
06:40Eu estou sentindo cassis, anis.
06:43E eu olhava para as pessoas e falava, não pode.
06:45Frutas negras, eu conhecia você, você só conhece frutas negras no Natal, que é a ameixa, né?
06:50E as pessoas, não, mas isso aqui eu lembro, me recorda aos aromas que eu senti em tal país.
06:56Nunca viajou.
06:58Então, era uma questão das pessoas terem uma necessidade de pertencer àquele ambiente.
07:02E começava a mentir, falar um bocado de besteira.
07:05Aí eu falei, não, não está certo.
07:06Aquela sofisticação para mostrar que você pertence e faz parte.
07:10Desnecessária.
07:11E aí foi criando na minha cabeça, né?
07:14Foi criando a ideia de que, poxa, não é legal para você vender um produto ou trabalhar
07:20numa indústria, precisar inventar uma história que não é verdadeira.
07:23E foi aí que nasceu o conceito de democratizar o consumo de vinho, de quebrar um pouco o que
07:30eu chamo dessa frescura do universo do vinho, que o mundo todo o consumo é mais de 8 mil
07:35anos, é uma bebida de celebração, é uma bebida de momentos de prazer.
07:40Se você não tem conhecimento, mas quer tomar, tome.
07:44Tome com moderação, porque é uma bebida alcoólica, né?
07:47A gente não tem que ficar aqui agora, vai beber, beber, porque é uma bebida alcoólica,
07:52tem que ser bebida com moderação, mas com prazer.
07:55Se você não gostou desse vinho, tem mais de 2 milhões de vinhos diferentes no mundo.
08:00Então, se você não gostou de um, você vai para outro, se eu gostei, eu tomo esse,
08:04e vamos parar de ficar comparando as coisas, porque não faz sentido.
08:06E aí nasceu o conceito de democratizar, dar acesso às pessoas à bebida no momento
08:11que ela quer, da forma que ela quer, se não tem taça, toma num copo de geleia, se não
08:15tem, toma num canudinho, harmoniza com feijão, arroz com bife, com pastel, vamos ser felizes.
08:21Olha, o Brasil é um país muito consumidor de cerveja, né?
08:24Como é que é vender vinho para um público acostumado a tomar cerveja?
08:30O Brasil é um país, sem sombra de dúvidas, consumidor da cerveja pelas suas características
08:37climáticas, pelas suas características festivas, né?
08:42E a cerveja aqui, ela detém um share enorme, enorme.
08:47E ok, tudo bem, a gente não tem a cultura.
08:49Share, como ele fala, é a participação de mercado.
08:51É a participação de mercado, enorme.
08:52Vamos dizer assim, no que as pessoas compram nesses momentos.
08:56Não à toa os homens mais ricos do Brasil, Jorge Paulo Lema e etc., são donos de cervejarias, né?
09:01E aí, eu confesso que eu estudei um pouco esse mercado da cerveja para ver onde eu conseguiria
09:07aplicar alguns conceitos que o mundo da cerveja aplica para poder atrair as pessoas.
09:12E de verdade, a simplicidade do mundo da cerveja é o que faz ela ser desse tamanho.
09:19E a complexidade do mundo do vinho faz com que as pessoas se afastem, porque se a gente
09:23vai sentar no restaurante, a pessoa já dá uma carta de vinho.
09:27Aí você abre aquilo ali, vários países, várias uvas e ninguém olha aquilo, está
09:31todo mundo olhando o preço do lado.
09:32Meu Deus do céu, como é caro.
09:34Aí fica ali passando o olho procurando o melhor preço.
09:38Quando você faz uma comparação com a cerveja, você senta, você olha para o garçom, você
09:43olha para quem está atendendo, levanta e só faz assim.
09:46Ou faz um sinal, a pessoa já entende, já vem com a cerveja, com o copo, é mais simples,
09:50é mais rápido, tem menos barreiras.
09:54Então, poxa, se você fizer uma comparação com o momento de pedir uma cerveja e o momento
10:00de pedir o vinho, você demora 10 segundos, você demora 5 minutos.
10:05E aí a gente, entendendo isso aqui, fala, vamos quebrar essas barreiras, vamos tomar
10:10um vinho mais simples, sem toda essa frescura que ele envolve.
10:13E aí eu comecei, junto com o time, é importante falar isso, quando eu falo eu, eu estou representando
10:19todos os wainianos, todas as pessoas que fizeram isso, eu não fiz nada sozinho.
10:23Wainianos é quem trabalha na Wain.
10:24Os wainianos são os nossos colaboradores.
10:26Então, seria muita pretensão falar o que eu fiz.
10:29Eu tive a ideia, eu comecei, trabalhei muito, trabalho muito, mas eu nunca fiz nada sozinho.
10:34Então, a gente começou a desenvolver uma comunicação, conteúdo, para que as pessoas
10:42perdessem o medo e quebrassem as barreiras.
10:44E deu certo, porque o nosso número, nós temos mais de um milhão de clientes hoje no
10:48Brasil, e desses mais de um milhão, milhares desses clientes tiveram o primeiro contato
10:55com o vinho através da Wain.
10:56Com o Wain, né?
10:57E aí de vendedor de rua até fundar a Wain.
11:01Como é que foi isso, esse processo?
11:03Sair, achar os sócios certos, achar os sócios, compor equipe?
11:06É uma jornada que a gente passa até o momento de empreender, porque empreender não é uma
11:16coisa que não é para todo mundo.
11:18As pessoas têm medo de falar isso, têm receio, falam, não, todo mundo tem empreender.
11:21Não, olha só, gente, empreender não é para todo mundo.
11:23E empreender não é só montar uma empresa.
11:26Você pode empreender dentro das empresas que você trabalha, você pode empreender dentro
11:29de casa, você pode empreender na sua comunidade, no seu condomínio.
11:33Você tem várias formas de empreender.
11:34Agora, você...
11:36Epreender é uma forma de pensar, né, Dante?
11:38Você iniciar um projeto grande, você desenvolver um produto, você montar uma empresa disruptiva
11:46requer prioritariamente três conceitos básicos.
11:49O primeiro dele, tem que gostar de vender.
11:53Tem que gostar de vender.
11:54Se a pessoa não gosta de vender ou tem medo de vender, dificilmente ela vai conseguir empreender,
12:00porque você tem que vender a sua imagem, a sua ideia, né, o seu produto, o seu serviço.
12:05Tem que gostar de vender.
12:05Segundo, tem que gostar de gente, de se relacionar, de conversar, de estar com as pessoas.
12:11E tem gente que é mais retraída, é mais ali, gosta de viver mais no mundo deles.
12:16Então, não tem o certo e não o errado.
12:19Cada um tem o seu perfil.
12:20Eu estou falando para você realmente empreender de forma acelerada, fazer um negócio impactante.
12:24Tem que gostar de vender, tem que gostar de gente e tem que ter uma certa relação com o risco.
12:31Tem que gostar do risco, né?
12:32Tem gente que não consegue perder um centavo, que não gosta de arriscar nada, tem medo de...
12:37E aí tem que...
12:37O empreendedor que tem medo de arriscar, ele não sai da etapa um.
12:42Porque você, quando vai fazer alguma coisa, você pode...
12:44Você tem que ter na cabeça o seguinte, pode dar tudo errado, posso perder tudo,
12:48mas eu vou começar de novo porque eu acredito no meu sonho, acredito no meu projeto,
12:51ou vou aprender com o meu erro aqui e vou partir para uma outra,
12:54porque errar é a melhor forma de aprender.
12:57Sim.
12:57E aí você consegue fazer isso.
12:59Então, se você não tem esses três pilares, você dificilmente vai conseguir romper essa barreira
13:03e não criar alguma coisa.
13:04É, hoje as startups estão muito voltadas, inclusive, para essa questão de experimentação,
13:08de errar e aprender, melhorar.
13:10Que é muito aceito nos países mais envolvidos e estamos começando a entender a importância do errar
13:17de forma controlada, de forma, vamos dizer, no caminho de executar um projeto.
13:24Você tem alguns erros que você vai cometer.
13:26Porque aqui no Brasil, ainda é muito presente a cultura de que você não pode errar.
13:31Se você errar, você é um fracassado.
13:33Você não pode...
13:34Não, olha só.
13:34Quanto nos Estados Unidos, pelo contrário, né?
13:36A pessoa...
13:36O que você já fez?
13:38O que você já fez?
13:39Ah, aí você não...
13:40O que você aprendeu com o seu erro?
13:42Você repetiu?
13:43Não, não repeti.
13:44Porque se eu aprendi, eu não vou repetir.
13:45O problema é quando você erra e repete aquele erro constantemente.
13:49Aí já tem uma outra discussão.
13:51Não ter vergonha de errar porque errar faz a gente aprender.
13:53Não ter vergonha de errar faz parte.
13:54Você só erra quando você testa.
13:55Você só erra quando você arrisca.
13:57Você só erra quando você está evoluindo.
14:00Então, a gente está agora começando a aprender isso aqui no Brasil.
14:03Espero que as pessoas vençam também essa barreira.
14:07Então, eu me formei em jornalismo e fui fazer uma MBA na GV em marketing.
14:13Nesse momento, a minha cabeça começou...
14:14Isso aqui em Vitória?
14:15Aqui em Vitória.
14:16Toda essa minha trajetória foi aqui.
14:17O único curso de especialização que eu fiz foi em finanças no IBEMEC em São Paulo.
14:22O resto eu fiz aqui.
14:23Então, nesse momento, lendo muito, me relacionando, estudando, eu me senti preparado.
14:31Eu me senti preparado.
14:32Então, eu achava que eu poderia me arriscar para empreender alguma coisa.
14:35Então, eu gostava de vender.
14:36Eu sou vendedor.
14:37Adoro gente.
14:38Me relaciono 24 horas por dia.
14:40E, de verdade, eu sou um cara um pouco acima da curva no que diz respeito a risco.
14:45Eu sempre tenho várias entrevistas minhas que estão lá escritas.
14:50Eu não tenho medo de começar tudo de novo.
14:52Hoje, nesse dado momento.
14:54Se você me perguntasse se eu ia ter medo, eu falaria não.
14:56Os meus filhos, a minha esposa, a minha família sabem.
14:59Eu não tenho medo de começar de novo.
15:01Porque eu tenho que acreditar no meu potencial.
15:04E aí, eu acho que é outra regra básica.
15:06Você tem que acreditar em você mesmo.
15:07Então, eu não tenho medo de começar de novo.
15:08E aí, é a questão do risco.
15:10Mas você vai arriscar tudo e fala, eu não tenho medo de começar de novo.
15:14Olha, como é que o brasileiro está acostumado com a mentalidade de CLT,
15:19de ter que trabalhar, sair da faculdade, arrumar um emprego?
15:22Como é que muda essa mentalidade para a mentalidade de eu quero tomar risco?
15:26Que é um pouco a mentalidade do americano.
15:27Eu quero tomar risco, eu quero ser um empreendedor, eu quero...
15:30Eu quero deixar de ganhar o salário e vamos ver o que vai dar.
15:33Exatamente.
15:34Como é que muda isso?
15:35É um paradigma, né?
15:36É, isso é uma decisão pessoal.
15:39Tem duas coisas, Ricardo, na vida que são, ao meu ver, as duas coisas mais difíceis na nossa passagem por
15:48aqui.
15:49A primeira dela, quem é pai, quem é mãe, vai entender o que eu estou falando.
15:53É educar filho.
15:55É muito difícil, mas aí a gente é imbuído do amor e aí a gente vence essa barreira.
16:01A segunda coisa mais difícil, de novo, ao meu ver, é você fazer profissionalmente o que você gosta.
16:08E aí vem o medo do risco, o medo de perder estabilidade, o medo de não ter uma carteira de
16:14trabalho,
16:15o medo de não ter o recurso no final do mês só para pagar as contas.
16:18Então, quando você toma coragem e fala, não, eu vou buscar fazer aquilo que me satisfaz, que me deixa feliz,
16:26você tem uma relação com a vida, com o dia a dia, com o trabalho diferente.
16:30Mas não é para todo mundo, porque é uma tomada de decisão arriscada.
16:35E aí, a maioria das pessoas não se relacionam muito bem com o risco, preferem ter estabilidade.
16:40Quantas pessoas você conhece, eu conheço, que passam a vida toda com dor de cabeça,
16:44e falam, não estou feliz, não estou aquilo, chega no domingo, preocupado com a segunda-feira.
16:48É porque estão trabalhando.
16:50E a gente tem, quando possível, buscar fazer profissionalmente aquilo que te satisfaz,
16:56que você se sente equilibrado.
16:58É o propósito, né?
16:58Porque você muda a vida, você muda toda a sua vida e de todo mundo que está em volta.
17:02Você passa a ficar mais feliz, mais equilibrado e você vai embora.
17:05Hoje, no mundo da economia moderna, economia 4.0, startups, tecnologia, etc.,
17:11colocou-se muito o propósito pessoal na frente de questões financeiras, né?
17:16Ou seja, você tem que estar satisfeito, você tem que estar fazendo algo que você enxergue
17:20valor para a sociedade, valor para a sua carreira, valor para a sua vida.
17:24Isso está muito em evidência hoje, né?
17:26Porque já está comprovado mundialmente, estudos, pesquisas, que o quê?
17:30Porque quando você trabalha, executa, faz parte de um time com um propósito que está
17:38alinhado com o seu, né?
17:40O ganho financeiro, ele vem.
17:43Ele vem na sua velocidade, ele vem no seu momento específico, mas ele vai vir.
17:47Por quê?
17:47Porque pessoas felizes produzem mais, entregam mais e ganham mais.
17:54Pessoas felizes ganham mais.
17:57Um outro paradigma que a gente tem que quebrar é que para ganhar mais, não é ganhar mais
18:01amanhã.
18:03Pensar a longo prazo, né?
18:04As coisas, elas acontecem.
18:06A gente aqui no Brasil viveu historicamente recente overnight, né?
18:13Os rentistas, as rentabilidades enormes.
18:15Acabou isso, a pessoa tem que pensar no médio e longo prazo.
18:18O overnight era uma aplicação da época da hiperinflação aqui no Brasil, né?
18:21Você aplicava de dia, ganhava do dia para a noite, né?
18:25Então, assim, quando a gente trabalha com propósito, trabalha feliz, trabalha numa
18:30empresa bacana ou vai empreender num projeto que te motiva, você consegue...
18:36A gente tem que aprender a olhar no médio e longo prazo.
18:38Olhar no curto prazo, hoje em dia, não tem mais como.
18:42Não tem mais como.
18:42Fique ligado que Mundo Business volta já.
18:45No próximo bloco, vamos falar da história da Wine e como a Wine se tornou um dos maiores
18:49e-commerces de vinho do mundo aqui de Vitória.
18:53Mundo Business volta já.
18:58Apex Partners apresenta Mundo Business com Ricardo Frizeira.
19:03Estamos de volta a Mundo Business com Rogério Salumi, fundador da Wine.
19:07Rogério, a Wine foi fundada em 2008, né?
19:10Como é que foi esse processo de fundação até uma das maiores empresas do setor no mundo?
19:15Então, Ricardo, são 12 anos de história da Wine.
19:19A operação começou em 2008, aqui no Espírito Santo.
19:25Mas, assim, historicamente, a gente está no mercado de vinhos, de e-commerce de vinhos
19:30desde 2004.
19:32Então, tem que dar só uma volta, tem que voltar um pedacinho atrás.
19:35Em 2004, eu fundei a estação do vinho.
19:37E até 2008, esta, sim, foi a primeira empresa, o primeiro e-commerce de vinhos do Brasil.
19:42Em 2008, a gente saiu...
19:43A estação do vinho.
19:43A estação do vinho.
19:44Em 2008, a gente vendeu a nossa participação na estação do vinho e nasceu a Wine.com.br.
19:51E aí, sim, quando a Wine nasceu, a gente já trouxe, obviamente, uma bagagem de conhecimento,
19:56de visão do que era o mercado, de conhecimento.
20:01E isso fez com que a gente tracionasse esse novo projeto de forma mais acelerada, mais robusta.
20:08E deu tudo certo, né?
20:10A Wine é uma empresa que cresce desde a sua fundação.
20:14A Wine é uma empresa que chega a todas, todos os estados, todas as principais cidades do Brasil.
20:21Como a gente já comentou, com mais de um milhão de clientes, mais de 200 mil sócios no nosso clube.
20:27É o maior clube de vinhos do mundo, né?
20:30Ano passado, a gente entregou mais de 11 milhões de garrafas de vinho.
20:34Esse ano, a gente já passou de garrafas.
20:37Por mês, não.
20:38Ano passado, completo.
20:39Este ano, por mês, a gente já ultrapassou mais de um milhão de garrafas, na média, mensal.
20:46O que já traz um crescimento, versus ano passado, muito interessante.
20:50E é uma empresa que está ajudando, democratizando, dando acesso às pessoas a esse produto.
20:56E eu costumo brincar, mas brincar com aquele fundinho de verdade,
21:00que a gente trabalha para levar momentos de prazer e conectar pessoas.
21:05Eu acho que essa é a nossa missão.
21:07Você deu tudo certo, mas foram muitos desafios, né?
21:11Muitos.
21:12Muitos desafios e muitos erros.
21:14Muitos fracassos, né?
21:16Mas nunca desistimos de continuar o nosso trabalho, sabe?
21:21De realizar o nosso sonho, de entregar a nossa proposta de valor,
21:25de se relacionar de forma profunda e alinhada com o nosso cliente,
21:31com o nosso fornecedor, com o nosso investidor.
21:33Então, tem muitos pilares que eu chamo da caixinha preta,
21:37que fica lá dentro da companhia, que a gente não abre mão
21:40e que vai sempre, quando tem alguma dúvida, olha para ela, revisa aquilo lá e continua.
21:44Agora, você entrega vinho no Brasil inteiro, né?
21:47Como é que é esse processo de logística aqui no Brasil para distribuir vinho
21:50num país de dimensões continentais?
21:53Esse é o maior desafio de qualquer e-commerce no Brasil.
21:59Falando especificamente no Brasil, porque é claro para todo mundo que a gente não tem uma infraestrutura adequada,
22:08a gente não tem rodovias ainda no nível que precisamos ter,
22:12a gente não usa o modal ferroviário, a gente não sabe usar o modal hidroviário, né?
22:18Seja ele nos rios, seja ele de cabotagem na nossa costa.
22:22A gente não tem uma infraestrutura também portuária para fazer carga no Brasil.
22:28Ou seja, a gente está no processo de desenvolvimento de toda essa infraestrutura logística.
22:35São pioneiros numa operação de distribuição de vinho dessa escala aqui no Brasil.
22:40A gente começou isso, ninguém fazia isso antes da Wine, né?
22:43Tivemos que desenvolver e patentear uma embalagem, que é a Winebox, que as pessoas chamam de caixa preta.
22:49Eu falo, olha só, caixinha ou caixa preta tem os concorrentes.
22:53A Wine tem a Winebox, um produto patenteado que foi desenvolvido, pensado, registrado
22:59para poder levar o vinho à sua casa de forma segura e usando o modal aéreo, usando o modal terrestre,
23:08usando o modal que for.
23:09Porque o vinho vai chegar.
23:10Porque antigamente as pessoas costumavam mandar em caixa de madeira, né?
23:14Ou usar só o modal terrestre, os caminhões.
23:18E a gente começou muito forte usando os aviões para poder fazer chegar rápido a qualquer lugar do Brasil.
23:26Para isso a gente teve que desenvolver a embalagem.
23:27E esse foi um desafio que a gente conseguiu vencer e virou um diferencial competitivo da empresa no começo.
23:33Porque ninguém, como era patenteado, ninguém podia ter esse tipo de embalagem.
23:36Agora, Rogério, a Wine é uma empresa de tecnologia, né?
23:40É um e-commerce, é digital.
23:42É um negócio que já nasceu digital, basicamente.
23:46Os desafios de ter um negócio digital aqui no Brasil, de conseguir não só distribuir,
23:51mas também ter uma equipe de tecnologia, de programadores, de qualidade,
23:55criando tecnologias adequadas.
23:58Como é que é isso?
23:59A gente falar de tecnologia hoje em dia é meio que chover no molhado, né?
24:05A tecnologia, muita coisa está aí disponível, muita coisa está sendo desenvolvida e muita coisa se desenvolve dentro de casa.
24:12Mas qualquer negócio hoje em dia que não tenha tecnologia como um dos pilares de diferenciação de investimento,
24:20vai ficar um pouco distante da realidade.
24:22Porque a tecnologia, ela está para ajudar, né?
24:27Ela não pode ser colocada de lado, porque ela facilita, ela te dá condição de você ter informações mais precisas,
24:35de você tomar decisões na hora de fazer promoções, ações, de se relacionar, de se comunicar,
24:42de falar com o seu cliente, falar com o mercado.
24:45A gente tem aí várias coisas que são utilizadas por todas as empresas, com a Wine, principalmente.
24:49A gente usa Big Data desde que nasceu, a gente tem um banco...
24:52Explica para o nosso telespectador o que é o Big Data, que é uma palavra muito útil.
24:55O Big Data, sim, nada mais é do que todas as informações que você adquire e acumula durante um tempo,
25:02ali nos seus servidores, podendo ser analisadas, podendo ser estudadas,
25:08para que você tome a decisão correta.
25:10É muito importante falar o seguinte, Ricardo, tecnologia sem gente não funciona.
25:16As pessoas têm medo de tecnologia ou acham que ela vai resolver tudo.
25:21Não é.
25:22A tecnologia não resolve tudo.
25:24O que resolve tudo são as pessoas.
25:26Gente motivada, gente preparada, gente que está estudando, gente que está se conectando,
25:33gente que está fazendo as coisas com prazer, carinho e amor,
25:36é que vai fazer a diferença, porque ela vai entender a tecnologia,
25:41ela vai entender o impacto da tecnologia naquilo que ela faz,
25:44ela vai ter mais tempo para poder pensar, criar, inovar e usando a tecnologia como uma ferramenta
25:51para te ajudar a fazer as boas entregas.
25:53Você fala muito dos wineianos, né?
25:54Que é o seu time.
25:56Isso.
25:56Que é a nossa maior...
25:57Como é que você enxerga isso?
25:58Essa cultura de time, de valorizar as pessoas?
26:01Olha só, não existe sucesso sem gente, não existe empresa sem gente,
26:06não existe tecnologia sem gente, não existe produto sem gente.
26:09Então, o nosso conceito, e aí parte muito da minha crença,
26:16é que gente feliz entrega resultados incríveis.
26:20Gente motivada, time integrado, sabe?
26:23Time alinhado, navega no impossível, que é onde eu gosto de navegar.
26:27Porque o possível tem muito concorrente, o possível todo mundo pode estar ali.
26:31Agora, o impossível só vai quem realmente tem um time bacana,
26:35quem está, sabe, orientado para um projeto que tem uma entrega
26:39que você está visualizando lá na frente,
26:40ou que você pode e quer correr um pouco mais de risco.
26:44Então, pessoas fazem a diferença em qualquer lugar.
26:49Dê atenção, sabe, escute, valorize as pessoas,
26:53porque são elas que vão fazer a sua empresa crescer,
26:55são elas que vão fazer as entregas que você precisa que serem feitas.
26:58Rogério, a Wine é uma gigante no setor e, nesse período,
27:01precisou de muitos investidores, muitas pessoas experientes
27:04para se acoplarem a um negócio e fazerem o negócio crescer.
27:08Como foi receber esses investidores, como a Bílio Diniz, por exemplo?
27:12É, a gente, quando vai crescendo,
27:15você vai precisando de recursos, de dinheiro para continuar investindo,
27:20para poder contratar mais pessoas,
27:23para poder fazer investimentos em centros de distribuição,
27:25em tecnologia, em logística.
27:28Então, obviamente, você tem vários caminhos.
27:30Ou você vai ao mercado e pega um recurso num banco,
27:35pega uma linha de crédito,
27:36ou você abre um pedaço da sua empresa
27:38para investidores entrarem e trazer esse recurso.
27:41Junto com esse recurso, diferente de um banco,
27:44você consegue atrair o que a gente chama de smart money,
27:47que é aquilo que o dinheiro não traz,
27:50que são as relações que as pessoas têm,
27:53as portas que elas podem abrir e os conhecimentos e aprendizados acumulados
27:58que vêm junto.
27:59Pessoas mais experientes que trazem dinheiro,
28:01mas também trazem conhecimento.
28:02Isso, isso, que é muito, muito, muito importante.
28:04Em 2016, a gente tinha uma nova necessidade para continuar crescendo.
28:09A gente tinha um projeto de levar a empresa para romper a barreira,
28:13como temos hoje, de faturamento,
28:16de, sabe, de expandir o nosso negócio.
28:19E a gente abriu uma nova rodada, foi quando entrou a Península Participação,
28:23que é o fundo, a empresa de investimento do Abílio Diniz,
28:26e que também, além do investimento financeiro,
28:29trouxe uma oportunidade muito grande de relacionamento,
28:34de visibilidade no mercado.
28:36Abílio Diniz é um dos maiores empresários do Brasil.
28:38É um dos maiores do Brasil disparado.
28:41Abílio Diniz, Jorge Paulo e outras pessoas.
28:44Agora, tem uma história bacana.
28:46Lá no início da WINE, em 2008,
28:49e aí a gente tinha mania de escrever as coisas,
28:51os nossos objetivos na agenda,
28:54e a gente escreveu lá.
28:55Eu escrevi.
28:56Pô, a gente tem como objetivo crescer a empresa,
28:58romper o faturamento de tanto,
29:00ter tantos milhões de clientes,
29:02ser uma referência de empresa para se trabalhar no Brasil,
29:05e ter como sócio.
29:06Isso aí, eu anotei lá, Jorge Paulo Leme ou Abílio Diniz.
29:09Bacana.
29:10Então, foi uma concretização de um projeto, de um sonho.
29:13Agora, Rogério, ao longo da sua carreira,
29:15você também se dedicou a melhorar o ecossistema de negócios aqui em Vitória.
29:20Você criou o Vale da Moqueca,
29:22que é um grupo de inovação,
29:23com a ideia de fomentar essas iniciativas de inovação,
29:27de startups, e colocar Vitória no mapa,
29:30aqui, global, nacional, da inovação.
29:33O que é o Vale da Moqueca e por que você se envolveu com isso?
29:36O Vale da Moqueca é um projeto muito legal, né?
29:39Na realidade, é um grupo de empreendedores,
29:42de jovens empreendedores.
29:43A gente se uniu, a gente já vinha discutindo,
29:46poxa, a gente fala muito do Vale do Silício,
29:49a gente fala muito dos outros vales,
29:52do São Pedro Vale aqui em Belo Horizonte,
29:55a gente fala do Porto Digital lá no Nordeste, em Recife,
29:59várias coisas.
29:59São locais que fomentam a inovação, né?
30:02São locais que as pessoas têm, sabe, motivação,
30:05têm prazer em falar,
30:06são referências de inovação,
30:08e atraem grandes empresas, grandes investimentos,
30:10porque ali você começa a ter um ecossistema,
30:13você começa a ter conexões,
30:15que aparecem novas empresas,
30:18aparecem novos negócios,
30:19isso é muito legal.
30:20Mas a grande referência é o Vale do Silício.
30:22E a gente falou, gente, olha só,
30:24por que a gente traz aqui pra Vitória este conceito?
30:27Porque, de verdade, a gente mora numa ilha linda,
30:31a gente mora num local extremamente inovador,
30:34que tem capacidade de ser referência em turismo,
30:37em iniciativas inovadoras, sabe?
30:40Tem um ecossistema que está sendo montado,
30:43só precisa ser conectado.
30:45E aí nasceu o Vale da Muqueca com essa ideia
30:48de conectar, não é de ser o representante,
30:51mas de conectar todas essas frentes
30:53e mostrar que, sim, é possível a gente transformar a Vitória,
30:57é possível a gente transformar essa região
30:59num local de referência para inovação,
31:03para investimento,
31:04e de ser um local bom pra se morar,
31:09de ser um local evoluído no que diz respeito
31:11às suas operações, ao seu transporte,
31:13à sua mobilidade, saúde, segurança,
31:16não que seja uma bandeira política,
31:18mas, olha só, pra atrair inovação,
31:20para as pessoas evitarem de morar em outros locais
31:23e quererem investir aqui,
31:25a gente precisa ter tudo isso funcionando.
31:27É muito ruim quando a gente capixaba,
31:30conhece a Vitória, chega em São Paulo,
31:31e as pessoas perguntam, Vitória, Vitória da Conquista?
31:34É isso.
31:35Até hoje falam,
31:36a da Wine é de Vitória.
31:37Não, a Wine é de São Paulo.
31:38Não, não, cara, a Wine é de Vitória.
31:39A gente tem que ter orgulho disso.
31:40A gente tem que ter orgulho de onde a gente vive,
31:43a gente tem que ter orgulho dessa cidade que a gente mora.
31:46E, para isso, o Vale da Muqueca nasceu para poder conectar,
31:49fazer isso de verdade acontecer,
31:51trazer pessoas de fora,
31:53e com um grande objetivo de 5, 10 anos,
31:56ser o principal local de investimento e de inovação do Brasil.
32:01Rogério, um bate-bola, jogo rápido aqui para a gente finalizar.
32:05Uma pessoa que te inspira?
32:07Hoje, eu tenho o Elon Musk e o Jeff Benzos
32:11como grandes referências.
32:13Uma empresa que te inspira?
32:16Pode ser a Wine?
32:17Pode ser a Wine.
32:18A Wine é uma empresa que me inspira,
32:20que me motiva, que me traz alegrias incríveis.
32:23Um princípio não negociável?
32:25Ética.
32:27Não se negocia ética.
32:28Ou você tem, ou você não tem.
32:29O melhor investimento?
32:31O melhor investimento, fora meus filhos,
32:35são as relações com as pessoas.
32:38Esse é o melhor investimento.
32:39O relacionamento que você tem com as pessoas.
32:41O pior investimento?
32:43É não ter uma agenda organizada.
32:46Esse é o pior investimento de qualquer um.
32:48A virada de chave?
32:49A virada de chave na minha vida
32:52foi quando a minha primeira filha nasceu, a Vitória.
32:55Foi aí que eu mudei completamente a forma de pensar,
32:58de ver o mundo e de me ver como ser humano.
33:02Foi naquele momento que eu acho que eu me, sabe,
33:05bati o pé assim no chão e falei,
33:06é, agora é a vida que os nossos pais falam que a gente ia ter
33:10e que a gente nunca acredita que vai ter.
33:13Rogério, se você pudesse voltar atrás?
33:15Se eu pudesse voltar atrás, eu acelerava alguns projetos, né,
33:21que eu tinha em mente, valorizando mais ainda as pessoas
33:26e as ideias das pessoas.
33:28Um livro.
33:29Um livro que eu indico a todo mundo é
33:32Este Barco Também é Seu.
33:34É um livro de um almirante de uma guerra americano
33:38que ele conta como que ele mudou, né,
33:42a relação dentro de uma fragata de guerra americana.
33:48E aí você pode imaginar o conceito de militar
33:51e você tem uma pessoa que muda todo esse conceito
33:55para o relacionamento, para a verdade, para a transparência,
33:58para o time orientado para o sucesso daquela embarcação
34:04que mudou a história da marinha americana.
34:06É incrível e vale a pena para qualquer um.
34:09Rogério, você é um empreendedor muito experiente
34:11que conseguiu fazer uma empresa que deu muito certo.
34:14É um case de sucesso aqui de Vitória.
34:16Se você pudesse dar um conselho
34:18para quem te assiste agora e quer começar a empreender,
34:21qual seria?
34:23Pare de sonhar e comece a realizar o seu sonho.
34:26Não tenha medo de realizar o seu sonho,
34:29mesmo que você erre em 100%.
34:31Mas pare de sonhar e vá para frente.
34:35Esse é o meu conselho.
34:36Rogério, parabéns pela trajetória.
34:38Muito obrigado pela entrevista.
34:40É um prazer enorme te ter aqui.
34:41Espero que sua história consiga inspirar outras pessoas
34:43a fazer igual ou semelhante.
34:45Ricardo, eu que agradeço.
34:47Foi muito legal o bate-papo, tá?
34:49Sucesso aí na sua trajetória.
34:51E que se a gente conseguir,
34:53eu sempre também gosto de terminar assim,
34:55se a gente conseguir impactar uma pessoa,
34:57a gente já fez por valer a pena esse bate-papo,
35:02porque uma pessoa impactada,
35:03com certeza será mais algumas a partir dela impactada
35:06em mudar de vida, em pensar diferente,
35:08em parar de sonhar e partir.
35:10Perfeito.
35:11No próximo bloco, eu visito a FINDES e as estruturas de inovação da FINDES,
35:16a Federação das Indústrias do Espírito Santo,
35:19FINDES Lab e Instituto Senai de Tecnologia,
35:21e o converso com a presidente da FINDES,
35:23Cristine Samorini.
35:25Não sai daí, Mundo Business volta já.
35:32APEX Partners apresenta Mundo Business com Ricardo Frizeira.
35:41Hoje estamos aqui na Federação das Indústrias do Espírito Santo.
35:45A missão de fortalecer a indústria para desenvolver o Estado,
35:48a última gestão do presidente Léo de Castro,
35:50pois fim à novela do restaurante giratório,
35:52instalou no coração de Vitória um marco arquitetônico e econômico,
35:57o FINDES Lab, hub de inovação da indústria.
36:05Agora, Cris Samorini, atual presidente,
36:08tem o desafio de coordenar um orçamento de 270 milhões de reais
36:12para continuar a transformação na federação e na indústria.
36:17Para isso, além do FINDES Lab,
36:19lançou o Instituto Senai de Tecnologia para a Eficiência Operacional.
36:23Hoje, vamos conversar com três protagonistas da atual gestão da FINDES.
36:28Cris Samorini, presidente,
36:30Matheus Simões, diretor regional do Senai,
36:32e Juliana Gavini, diretora de inovação e responsável pelo FINDES Lab.
36:37Atual presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo,
36:40Cris Samorini tem 23 anos de história no associativismo empresarial capixaba.
36:45É a primeira mulher da história,
36:47eleita presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo,
36:50e também é a única presidente mulher entre os presidentes de Federação das Indústrias aqui do Brasil.
36:58Cris, obrigado pela participação.
37:01Desde a última gestão aqui da FINDES,
37:03vocês propuseram algumas mudanças.
37:06Que mudanças são essas e quais são os princípios e valores que norteiam a sua gestão?
37:11Bom, primeiramente eu que agradeço a oportunidade de estar falando,
37:16representando uma entidade tão importante aqui para o nosso Espírito Santo.
37:19A gestão vem fazendo uma importante mudança em relação à modernização e à profissionalização de uma entidade que tem tanta
37:29representatividade.
37:30Na gestão passada foi uma opção profissionalizar e viemos numa sequência de principalmente mudar estruturalmente a gestão.
37:40Então foi feita uma alteração no nosso estatuto,
37:44que nós temos uma parte regimental importante,
37:48com isso foi constituído um conselho de administração
37:51para que a gente tivesse os executivos trabalhando como executivos.
37:54Porque antes, nós somos diretores voluntários,
37:57eu sou uma presidente voluntária que venho aqui,
38:00mas eu não consigo tocar as atividades de gestão no dia a dia,
38:05porque o sistema Fintes tem 1.400 colaboradores,
38:10nós temos um volume muito intenso de atividades
38:13e eu continuo os meus negócios, claro.
38:16O objetivo principal, quando a gente assume uma liderança como essa,
38:20é dar as diretrizes, entender o que é realmente necessário
38:23para a gente vir debater e defender a indústria,
38:27no caso, a indústria do Espírito Santo.
38:29Então, a mudança foi justamente para a gente deixar o profissional aqui dentro trabalhando
38:37e a gente ter o nosso papel, principalmente com o olhar de defesa dos interesses da indústria.
38:44Isso é uma coisa que eu acredito muito,
38:46principalmente quando a gente faz uma renovação,
38:49o estatuto mudou, principalmente essa questão de reeleição,
38:52e a gente vem oxigenando.
38:54Eu acho que essa questão de oxigenar, trazer novas ideias,
38:57principalmente nesse mundo tão digital,
39:01tão com tantas transformações,
39:03a gente precisa dessa circulação de pessoas.
39:06Então, a gente está numa trajetória que rompe tudo que as entidades,
39:11nós somos um destaque a nível nacional, inclusive,
39:14temos sido referência para justamente enfrentar isso
39:18como sendo uma oportunidade de gerar novas,
39:21trazer novas lideranças para estar atuando à frente de uma entidade.
39:25Cris, o Espírito Santo tem 18 mil indústrias.
39:28Qual a importância das indústrias estarem filiadas a fins?
39:32Bom, hoje nós temos 2.400 indústrias que são associadas aos sindicatos,
39:37que é a base da federação, né?
39:40E aqui, o que a gente faz de mais importante?
39:44Defende os interesses que são legítimos da indústria.
39:47Então, aqui, internamente, nós temos um corpo técnico muito bem estruturado,
39:51que a gente qualifica, inclusive, as nossas escolhas em relação aos debates,
39:56do que a gente precisa, principalmente, entrar com posicionamento,
40:01o que a gente precisa de estruturar, principalmente, os projetos,
40:05melhorar o ambiente de negócio.
40:07Então, aqui, as indústrias conseguem encontrar um ambiente
40:12que realmente defende os interesses.
40:14Nós somos compostos, hoje, por sindicato.
40:16Nós temos as câmaras setoriais, que são exatamente, como exemplo,
40:21vestuário, moveleiro, alimentos e bebidas,
40:24que são os setores essenciais para o desenvolvimento do Espírito Santo.
40:28Nós temos a câmara de mineração, de indústria de base,
40:32de construção civil,
40:34que, dali, surgem os principais demandas
40:37e os principais problemas que são comuns aos setores
40:40para a gente trazer para um debate qualificado
40:42e a gente ter condição de dar um suporte
40:45para, justamente, defender o que é interessante.
40:47Além disso, nós temos também os conselhos temáticos.
40:50A exemplo, o COINFRA, o COEMAS, que é de meio ambiente,
40:53um é de infraestrutura,
40:55o de assuntos legislativos.
40:56Estou falando, são vários,
40:58mas esse, para você ter uma ideia de como é importante,
41:00no COINFRA, nós debatemos os assuntos
41:02que impactam, principalmente, o desenvolvimento
41:05de infraestrutura e logística do Espírito Santo.
41:07Então, a gente acompanha um debate a nível nacional,
41:10com suporte muito importante da Confederação,
41:13para que a gente consiga inserir o Espírito Santo
41:16no debate, no cenário nacional,
41:20para que a gente consiga, realmente,
41:21trazer o desenvolvimento para o Espírito Santo.
41:24Nós temos uma missão muito importante,
41:26que é ampliar a competitividade
41:28das empresas que estão aqui no Espírito Santo.
41:30E, para isso, hoje, tem temas que são sensíveis
41:33ao Espírito Santo, que é infraestrutura,
41:35que a gente precisa, para, justamente,
41:38aumentar a nossa competitividade,
41:40nós temos o Estado pequeno,
41:42a gente precisa trazer um desenvolvimento maior.
41:44Então, aqui a gente consegue estruturar
41:47e qualificar esse debate,
41:48porque a gente tem um corpo técnico.
41:50E, nessa gestão, a gente optou por fazer
41:52uma estruturação muito importante,
41:54que é o que a gente vai apostar muito,
41:57que é um eixo de defesa de integração
41:59de interesses da indústria,
42:01que é, justamente, organizar todas essas informações,
42:04um fluxo que faça sentido,
42:06que a gente consiga dar relevância aos projetos
42:08e não, simplesmente, ser um ambiente de debate.
42:11O debate é necessário,
42:12mas a gente tem uma necessidade
42:14de qualificar os projetos.
42:15Então, isso vai ser...
42:16No mundo inteiro, a gente vê as indústrias
42:18se modernizando, inovando.
42:21Aqui no Estado, não pode ser diferente.
42:24Vocês têm uma agenda aqui na FINDES,
42:26desde a última gestão,
42:28de apoiar as indústrias nesse caminho
42:30da inovação, da tecnologia.
42:32Tanto que, como a gente mostra aqui ao longo do programa,
42:35o FINDES Lab, o Instituto Nacional de Tecnologia,
42:37qual é a ideia da FINDES
42:39em torno desses projetos de inovação e tecnologia?
42:42E como é que a FINDES vai ajudar a indústria capixaba
42:44a avançar para o próximo nível?
42:47Precisa...
42:48O tema inovação, tecnologia
42:51e até a própria transformação digital
42:53são temas prioritários também nessa gestão,
42:56porque a gente entende
42:57que precisa de um percurso ainda maior
43:00para a gente conseguir ganhar mais relevância
43:02e mais atuação.
43:03O Espírito Santo tem grande potencial, né?
43:05Nós tivemos aí um posicionamento no ranking
43:08de crescimento,
43:09estávamos em 24º,
43:11o Espírito Santo está em 13º,
43:13saiu recentemente.
43:14Qual ranking que é?
43:15O ranking de competitividade,
43:17aí tem o item inovação.
43:18Então, nós estamos melhorando no ranking, né?
43:21O governador tem essa agenda como prioritária também
43:24e trazendo para a nossa realidade,
43:26a gente sabe que para que as indústrias tenham acesso,
43:30a gente entende que é um papel essencial ao sistema
43:33dar o acesso às indústrias,
43:35porque sem inovação nós não conseguiremos
43:39disponibilizar o crescimento das indústrias, principalmente.
43:43Então, a gente traz esse ambiente de acesso às empresas,
43:48porque a gente acredita que a inovação e a tecnologia
43:51e também a transformação digital
43:53é essencial para que a gente alcance a indústria 4.0.
43:56O que é a indústria 4.0?
43:58É uma indústria que você tem automação,
44:01que você tem tecnologia como IoT,
44:05digitalização,
44:06você tem big data,
44:08você tem inteligência artificial,
44:09para que você tenha mais eficiência nos seus processos, né?
44:13Então, com isso, você realmente reduz seus custos,
44:16se torna mais competitivo,
44:18aumenta a produtividade,
44:19que é tudo que nós precisamos, né?
44:22Perfeito, Cris.
44:23Muito obrigado e parabéns pelo trabalho.
44:25Muito obrigada.
44:31A FINDES tem 39 sindicatos filiados
44:34que representam a indústria capixaba,
44:36responsável por 22% do PIB do Estado,
44:39350 mil empregos e 92% das exportações.
44:43A FINDES se divide em EU, IDEIS,
44:47SESI, SENAI e SINDES,
44:49com foco para o SESI, Serviço Social da Indústria,
44:51maior rede de ensino privado do Estado,
44:53e para o SENAI, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial,
44:56responsável por prestar consultoria às empresas
44:59e formar seus trabalhadores.
45:00Fazem parte do SENAI o FINDES Lab
45:02e o Instituto SENAI de Tecnologia e Eficiência Operacional,
45:06que vamos conhecer agora
45:07com o diretor regional do SENAI, Matheus Simões.
45:11Matheus, qual é o propósito do SENAI?
45:12O propósito do SENAI é transformar vidas
45:14para tornar a indústria mais competitiva.
45:17E do Instituto SENAI de Tecnologia?
45:19O Instituto SENAI de Tecnologia,
45:20ele traz um tipo de serviço diferenciado
45:23para a indústria,
45:24que são soluções em tecnologia e inovação
45:27para serem implementadas no chão de fábrica
45:29e tornar, então, a indústria mais competitiva,
45:31mais produtiva, mais eficiente.
45:33Como é que as empresas aqui da indústria de capixaba
45:35ganham tendo um instituto como esse, Matheus?
45:38Aqui no Espírito Santo,
45:39nós escolhemos a veia da eficiência operacional.
45:42A eficiência operacional, ela impacta diretamente
45:44num ponto-chave das empresas,
45:46que é a produtividade.
45:47Produtividade é um grande desafio da indústria brasileira.
45:52O trabalhador americano produz cinco vezes mais
45:55do que um trabalhador brasileiro.
45:57Então, precisamos tratar com métodos,
46:00com tecnologias, com conhecimento,
46:02essa questão da produtividade.
46:05Por isso que o nome desse Instituto SENAI
46:07é Instituto SENAI de Tecnologia e Eficiência Operacional.
46:10Exatamente.
46:11Nós escolhemos a temática da eficiência operacional,
46:14porque ela vai direto na veia da produtividade,
46:16da eficiência, e aí, em todos os aspectos,
46:20trazendo metodologias tradicionais,
46:22como o próprio Lean,
46:23trabalhando questões de eficiência energética,
46:25sustentabilidade, economia circular,
46:28e, ao mesmo tempo, chegando também
46:30nessas questões mais disruptivas
46:32que nosso mundo vive hoje,
46:34de transformação digital, indústria 4.0.
46:36Então, a escolha tem uma correlação direta com esse tema
46:42e, além de ser um tema transversal,
46:44que atende todo o espectro setorial da indústria capixaba.
46:50Outra iniciativa conjunta do SENAI com a FINDES
46:53é o FINDES Lab, o Hub de Inovação da Indústria.
46:56Para conversar sobre o FINDES Lab em específico,
46:59eu estou aqui com Juliana Gavini,
47:00que é diretora de Inovação e Tecnologia do SESI e do SENAI.
47:04Juliana, o FINDES Lab representa,
47:06ecossistema de inovação e tecnologia aqui em Vitória.
47:09Qual a importância de a gente ter uma instituição como essa aqui?
47:12Pois é, o FINDES Lab, de fato, é um hub.
47:15Aqui a gente se propõe a conectar
47:17para promover a inovação na indústria.
47:20A gente costuma dizer que nós somos uma porta aberta
47:22para quem quer inovar.
47:23Se você tiver alguma necessidade,
47:25está com dúvida no processo,
47:27por onde é o comércio,
47:28vem no FINDES Lab.
47:29Procura a gente, seja aqui fisicamente,
47:31na nossa nave espacial,
47:33aqui na reta da Penha,
47:35mas também pelas nossas redes sociais
47:37e também pelo nosso site,
47:38FINDES Lab.com.br,
47:40que vai saber o caminho para se conectar com a gente.
47:43O FINDES Lab, ele representa o ecossistema de inovação
47:45aqui do Espírito Santo,
47:46não só como um ícone arquitetônico,
47:49mas também como um ícone da economia capixaba.
47:52Qual a importância de ter um hub desse aqui em Vitória?
47:55Pois é, a gente entende e fica muito feliz,
47:59FINDES Lab completando um ano de vida,
48:01o quanto que o ecossistema de inovação,
48:04o quanto a sociedade capixaba,
48:05o quanto as empresas capixabas,
48:07receberam bem o FINDES Lab.
48:09O FINDES Lab conseguiu se conectar nessa rede
48:12e cumprir o seu papel,
48:14vem cumprindo o seu papel de posição
48:17para articular juntamente com todos os atores
48:20que compõem esse ecossistema.
48:22E ecossistema é, de fato,
48:23uma palavra que é emprestada da biologia,
48:25e o conceito é justamente esse,
48:27buscar o equilíbrio,
48:28onde cada parceiro com o seu papel,
48:31cumprindo o seu papel,
48:32aqui a gente tem as universidades,
48:34a gente tem as incubadoras,
48:35as aceleradoras,
48:36as empresas, as startups,
48:39os hubs como nós,
48:40que nós compomos essa rede,
48:42e a gente só funciona,
48:44o Estado vai crescer por meio da inovação,
48:46de fato, se todo mundo puder contribuir.
48:49Então, o FINDES Lab conecta a indústria
48:52com startups,
48:53empresas em estágio inicial,
48:55com projetos inovadores,
48:56na proposta de resolver e trazer soluções
48:59para essas indústrias, é isso?
49:00É isso.
49:01Isso é uma das nossas ações aqui.
49:04A gente apoia diversas frentes
49:06dentro do contexto da inovação.
49:08Se você, como empresa,
49:09quer desenvolver um projeto,
49:11a gente te ajuda aqui.
49:12Mas se você, como indústria,
49:14tem uma dor,
49:15tem um desafio,
49:16e você quer buscar,
49:17se conectar com quem soluciona
49:18junto com você,
49:20esse também é um caminho,
49:21um caminho extremamente saudável,
49:22que é o caminho da inovação aberta.
49:24Então, aqui a gente entende
49:26que a inovação aberta,
49:27ela ajuda a promover o empreendedorismo.
49:29Então, eu conecto,
49:31nós temos grandes empresas
49:32no nosso estado,
49:33grandes empresas,
49:34grandes desafios
49:35e grandes oportunidades.
49:37Promovem a inovação,
49:38promovem o empreendedorismo
49:40e fortalecem esse núcleo
49:41do que a gente chama
49:42de nova economia,
49:43uma economia baseada
49:45em tecnologia,
49:46baseada nessa evolução
49:47de empresas mais ágeis,
49:49inovadoras,
49:50que são aí as nossas startups.
49:51E é importante citar
49:53que a mobilização capixaba
49:55pela inovação,
49:56que é esse movimento
49:57de engajamento e alinhamento
49:59entre vários atores
50:00do ecossistema,
50:01ela tem uma meta
50:02muito significativa
50:03em relação a esse caminho.
50:04Nós temos três metas importantes
50:05e uma delas é justamente
50:07que em dez anos
50:08a gente tenha mil startups
50:10aqui no nosso estado.
50:11Então, todo mundo tem...
50:12Coloca os perigos
50:13no mapa da inovação
50:14no Brasil também, né?
50:15De fato.
50:16A gente precisa, de fato,
50:17fortalecer essa dinâmica
50:18para que a gente consiga
50:19cumprir essa meta no futuro.
50:21um ambiente com muitas startups
50:23é um ambiente saudável
50:24para a inovação.
50:25Esse conceito de startups,
50:26a gente fala muito
50:27aqui no programa
50:28e a gente não parou
50:29para explicar isso
50:30no detalhe.
50:31Você quer que eu...
50:31Fala melhor para o nosso
50:32telespectador
50:33o que é uma startup.
50:35Tá bom.
50:35O que é uma startup, né?
50:37Uma startup é uma empresa
50:38baseada em inovação
50:39e tecnologia.
50:40As startups de base tecnológica,
50:42que são principalmente
50:42as startups
50:43que a gente trabalha aqui,
50:45são empresas que têm
50:46uma dinâmica mais ágil,
50:47elas são mais rápidas,
50:48geralmente elas têm
50:49um ciclo de desenvolvimento
50:51muito forte
50:51baseado em tecnologia
50:52e muitas delas
50:54utilizam conceitos
50:55ligados a organizações
50:56exponenciais
50:57que usam a tecnologia
50:59como meio de ganhar impacto
51:01e principalmente escala.
51:03Uma startup está sempre
51:04com o olhar do ganho de escala,
51:06a capacidade de tornar
51:07o seu negócio
51:08um negócio de grande abrangência.
51:10Perfeito.
51:11Juliana,
51:11mostra para a gente
51:12um exemplo
51:12do que o Fins Lab
51:13faz na prática.
51:14Então, a gente consegue
51:16dar apoio a vários tipos
51:18de projetos de inovação.
51:19Vou citar um caso,
51:20por exemplo,
51:21de uma pequena empresa.
51:22Ela procurou a gente
51:23porque o processo dela
51:25gerava uma grande
51:25quantidade de resíduo
51:27que ela não sabia
51:28exatamente o que fazer
51:29com ele.
51:30Então, essa empresa
51:31que aproveitava
51:32o material de interesse dela
51:33pensou como solucionar
51:35e como eu transformo
51:36esse resíduo
51:37em algo que gere
51:38valor e resultado
51:39para mim.
51:40Existe o caso,
51:41por exemplo,
51:41de uma empresa
51:42de suco de laranja.
51:43Ela usa o suco
51:44e precisa aproveitar
51:45de alguma forma
51:46o bagaço,
51:47o sobra
51:47ali desse material.
51:50E ela pode desenvolver,
51:51por exemplo,
51:52com o nosso apoio,
51:53uma biomassa
51:54para gerar energia,
51:55um material
51:56do tipo fertilizante.
51:58Então, é possível
51:58gerar várias aplicações.
52:00Claro que com muito estudo,
52:02entendendo como isso funciona,
52:04prototipando,
52:04testando
52:05e validando
52:06o que é esse novo produto
52:07que vai gerar valor
52:08efetivamente para ela.
52:09O bagaço da laranja
52:10vocês dão uma finalidade
52:12para esse bagaço,
52:13para ele ter valor
52:14também na academia.
52:16É isso aí.
52:16Na verdade,
52:17aqui a gente se preocupa
52:18em conectar
52:19com quem entende
52:20do assunto.
52:21Então, a gente vai buscar
52:22referências junto
52:23com a universidade,
52:24vai buscar pessoas
52:25que entendem
52:26dos processos,
52:27então também
52:27dos processos de aplicação,
52:29como que eu uso
52:29a biomassa,
52:30como é que ela pode
52:30ser aplicada
52:31e a gente conecta
52:32esses mundos,
52:33quem tem a dor,
52:35quem tem as ideias
52:35e como que isso pode
52:36se tornar algo
52:37factível e prático.
52:39como é que eu implemento
52:40essa dinâmica
52:40efetivamente na indústria.
52:42Então,
52:42esse é um fluxo
52:43de inovação.
52:44É preciso ter a demanda,
52:46claro,
52:46efetiva,
52:47mas eu tenho que ter
52:48toda uma fundamentação
52:49para buscar
52:50as aplicações necessárias
52:51e a partir
52:52dessas aplicações
52:53garantir que elas
52:54tenham sistemática
52:55e consigam ser produzidas,
52:57gerando resultado efetivo
52:58e aí sim
52:59a gente caracteriza
53:00como inovação.
53:01Tem algum outro caso
53:01que você gosta
53:02de falar daqui?
53:03Então,
53:03a gente tem vários exemplos,
53:05eu gosto de citar
53:06um exemplo
53:06muito interessante
53:07porque fala
53:08da qualidade de vida
53:10das pessoas,
53:11uma atividade
53:13empresarial
53:14que exigia muito
53:16ergonomicamente
53:17do operador
53:18e essa empresa
53:19que veio até nós
53:20com essa dificuldade
53:21disse assim,
53:21poxa,
53:22vamos pensar uma forma
53:23de facilitar
53:24esse processo,
53:25diminuir os riscos
53:27ergonômicos
53:27do profissional
53:28que trabalha nessa função.
53:29Isso ergonômico
53:30é o trabalho
53:30que ele tinha.
53:30Exatamente,
53:33uma questão
53:34da postura,
53:35da dificuldade
53:36de pega,
53:37da dificuldade
53:38de movimentação
53:38de carga,
53:40então essa empresa
53:41trouxe esse desafio
53:42para a gente
53:42e a gente desenvolveu
53:44junto com eles
53:45um dispositivo,
53:46parece uma garra
53:47que ajuda a movimentar
53:48e faz com que o trabalhador
53:50não tenha o esforço físico,
53:51ele simplesmente
53:52usa um equipamento
53:53para fazer essa movimentação,
53:54ou seja,
53:55eu consegui melhorar
53:56a qualidade de vida
53:57desse trabalhador
53:58usando um equipamento,
53:59usando tecnologia,
54:00usando a inteligência
54:01necessária
54:02para desenvolver
54:03um novo aparato
54:04para entrar ali
54:05naquele processo produtivo.
54:07Perfeito.
54:08Juliana,
54:08para quem quer fazer
54:09parte aqui do Hub,
54:10tem como?
54:11Claro,
54:12a gente está
54:13de portas abertas,
54:15é importante entender
54:16que o nosso fluxo
54:17para receber projetos
54:19e demandas de inovação
54:20é contínuo,
54:21porém,
54:22a gente lançou
54:23no ano passado
54:23o nosso primeiro ciclo
54:25do programa
54:26de empreendedorismo industrial
54:27com as grandes empresas
54:28e esse ano
54:29a gente está lançando
54:30uma segunda rodada,
54:31o próximo ciclo,
54:32o ciclo 2020.
54:34Nesse ciclo,
54:34a gente tem
54:35oito grandes empresas
54:36que estão trazendo
54:37seus desafios
54:38para buscar
54:38identificar startups
54:40que topem
54:41desenvolver soluções
54:42com ela.
54:43Então,
54:43a gente está
54:43com as inscrições
54:44abertas
54:44até o dia 2 de outubro,
54:46onde as startups
54:47podem trazer propostas
54:49de soluções
54:49conectando com os desafios
54:51das indústrias.
54:52Onde os empreendedores
54:53conseguem se inscrever
54:54nesse programa?
54:54Vamos lá,
54:55para se inscrever
54:56tem que acessar
54:56o nosso site
54:57finslebe.com.br
54:59e lá o primeiro passo
55:01é conhecer os desafios
55:02das grandes empresas.
55:04Perfeito,
55:04Juliana,
55:04parabéns pelo trabalho.
55:05Obrigada.
55:06Como vimos,
55:07a modernização
55:08da gestão da FINS
55:09possibilitou melhorar
55:10a entrega de valor
55:11para a indústria,
55:12mas também para a sociedade.
55:14Com a pauta futurista
55:15da atual gestão,
55:16as lideranças
55:17Léo de Castro,
55:18Cris Samorini,
55:19Matheus Simões
55:20e Juliana Gavini
55:21ajudam a inserir
55:22o Espírito Santo
55:22no radar nacional
55:23de inovação
55:24e tecnologia.
55:25A gente fica por aqui,
55:26nos acompanha
55:27no próximo domingo
55:28em Mundo Business
55:29na TV Vitória.
55:30Um abraço.