- há 45 minutos
Sucesso de audiência em 2020, o programa Mundo Business, comandado pelo investidor e empresário Ricardo Frizera, voltou à tela da TV Vitória/RecordTV. No primeiro programa, exibido neste domingo (02), o apresentador entrevistou a empresária Ada Mota, que contou a trajetória de uma das maiores empresas de dermocosméticos do Brasil. Outra novidade são os quadros com os colunistas da plataforma Folha Business. Os primeiros entrevistados foram Luiz Stanger e Stefany Sampaio que falaram sobre as principais movimentações do Agronegócio e Mercado Imobiliário no Espírito Santo.
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NotíciasTranscrição
00:00Fique agora com o programa Mundo Business.
00:07BM Vitória, sua concessionária BMW no Espírito Santo.
00:28Olá, seja bem-vindo ao primeiro episódio da segunda temporada de Mundo Business.
00:33Esse ano nós trouxemos uma série de novidades para você, telespectador.
00:38Nós criamos a maior plataforma de comunicação sobre negócios do Espírito Santo.
00:44É o Folha Business, que você tem acesso aí em folhavitoria.com.br barra economia.
00:50O Folha Business tem seis colunas diárias com produtores de conteúdo especializados nos mercados de atuação.
00:58Luiz Henrique Stanger assina Mundo Imobiliário para falar sobre a dinâmica do mercado imobiliário capixaba.
01:04A Stephanie Sampaio, especialista em agronomia, assina Agro Business, trazendo conteúdo sobre o agronegócio capixaba.
01:13Café, mamão, frigoríficos, produção animal, agricultura, tem muita coisa a ser explorada.
01:20Ana Porto assina Finança Jazê, trazendo conteúdos básicos de educação financeira.
01:25Vinícius Torres assina Mercado Diário, falando sobre bolsa e investimentos.
01:30E o Luan Esperandio assina Data Business, falando sobre política.
01:34Tudo isso que eu estou falando, vocês vão ter em folhavitoria.com.br barra economia e também na Jovem Pan
01:41News.
01:41E várias novidades que nós traremos aí, aqui no programa Mundo Business, todos os domingos às 10 horas da manhã.
01:48Fica ligado e marca na agenda, porque a partir de hoje você tem todos os dias um compromisso comigo.
01:53Domingo às 10 horas da manhã, eu assisto Mundo Business para ficar bem informado sobre negócios, economia, investimentos e inovação.
02:01Temos novidades muito boas para esse ano, muitos programas e também novos programas que iremos lançar aqui na TV Vitória.
02:08Fica ligado aí com a gente também no meu Instagram, arroba Ricardo Friseira e arroba Folha Business, que você vai
02:13receber as notícias em primeira mão.
02:17Hoje nós estamos aqui com uma liderança feminina das mais proeminentes do Espírito Santo do Brasil.
02:22A liderança de hoje produz e comercializa 2 milhões e 400 mil cosméticos por ano.
02:31Ela emprega 2.500 pessoas em 140 lojas espalhadas por todo o país.
02:36Hoje eu estou aqui com Ada Mota, fundadora da Articus.
02:39Ada, muito obrigado pela presença.
02:41Obrigada a você pelo convite, Ricardo. Obrigada a todos vocês. É um prazer estar aqui.
02:45Ada, primeiro a gente começar falando um pouco da sua trajetória.
02:49Como é que a Ada começou a carreira? Você é fundadora da Articus.
02:53Como é que você começou a carreira? Como é que foi esse início, esse day one que a gente chama?
02:58Esse primeiro passo para você começar a sua carreira como empreendedora?
03:03Ricardo, eu sou de família de empreendedores, de comerciantes.
03:07Meu pai é comerciante.
03:09Desde cedo eu acompanhei muito e cheguei a trabalhar em Cachoeiro no comércio do meu pai.
03:15Então, isso acho que já é uma coisa que está um pouco na veia da família.
03:19O que aconteceu? Eu fiz farmácia, tinha uma formação técnica, farmácia, depois fiz bioquímica.
03:25E depois eu tive a oportunidade de fazer dermocosméticos e cosmetologia na França, em Paris.
03:32Onde eu fiquei praticamente quatro anos, fiz uma tese de mestrado e peguei o início da dermocosmética na Europa.
03:40Que aconteceu bem antes daqui.
03:43Então, nós fazíamos, para você ter ideia da responsabilidade da dermocosmética,
03:48nós trabalhávamos com pacientes do Hospital São Luís, que é um hospital que trabalha só com pacientes dermatológicos.
03:58Nós pegávamos as pomadas, que naquela época eram pomadas muito oleosas, difíceis de tirar.
04:05Nós pegávamos essas pomadas e transformávamos o veículo dela no veículo mais cosmético.
04:13Porém, elas tinham que manter a mesma eficácia.
04:16Então, você vê que, assim, na minha formação profissional, eu já tive essa responsabilidade de fazer cosmético com a eficácia
04:26de um medicamento.
04:27E aí, dessa experiência em Paris, de onde surgiu a ideia inicial de começar a áudio?
04:33Quando eu voltei para Vitória, eu tive um contato com a Maria Helena Ottoni,
04:38que era minha colega de faculdade, ela era mais adiantada que eu, mas foi minha colega de faculdade.
04:43E a Maria Helena, ela já tinha começado, há mais ou menos um ano, uma farmácia, que era a Farma
04:51Derme.
04:52Que existe até hoje aqui em Vitória.
04:54Que existe, né?
04:55Que é muito respeitada pela qualidade e pelo desenvolvimento de uma grande quantidade de produtos com maior qualidade.
05:05Então, o meu orgulho de ter ficado durante 15 anos sócia da Farma Derme, da Maria Helena.
05:11E depois de 10 anos de farmácia, nós também iniciamos o projeto de uma indústria.
05:18Então, durante 5 anos, nós fomos sócias nas nossas farmácias.
05:23Já tínhamos mais ou menos 100 funcionários nessa época da Farma Derme e também da indústria.
05:30Durante esse tempo, a gente viu assim, pesava muito, sabe?
05:34Porque são duas... uma indústria e uma farmácia de manipulação, onde as coisas acontecem no dia a dia,
05:42são muito vibrantes e muito... precisam de muita atenção.
05:46Nós percebemos o peso que isso era.
05:48E aí, como eu tinha feito essa formação em dermocosmética e tinha um sonho de realmente trabalhar com a parte
05:56de...
05:56especialmente com essa parte de dermocosméticos, então eu fiquei com a indústria e ela ficou com a farmácia,
06:03onde ela ainda está com os filhos, né?
06:05E o trabalho realmente é admirável.
06:07Você construiu uma das maiores indústrias de dermocosméticos do país, né?
06:13Como é que foi essa... quais foram os valores ou os princípios, né?
06:17Que te pautaram nessa construção?
06:20Como é que você conseguiu, ao longo da sua trajetória, construir uma empresa dessa grandiosidade, né?
06:26Não só em tamanho, mas também em qualidade, em referência, né?
06:29Que é para esse público, em especial o público feminino, né?
06:34Como a Ádicos, o que te pautou nessa jornada?
06:37A minha responsabilidade, né? Como farmacêutica, ela acho que pode se refletir na exigência de eficácia dos produtos.
06:52E isso é um... eu acredito que seja, assim, a maior... a maior causa da gente ter conseguido a nossa
07:00reputação, né?
07:01Em termos de qualidade e de eficácia.
07:03Então isso sempre foi inegociável.
07:07E é muito importante que isso seja inegociável, Ricardo, porque isso influencia.
07:12Na escolha da matéria-prima, nem sempre vai ser a mais barata.
07:16Nós temos praticamente 90 a 95% dos nossos insumos importados.
07:23Quando não é importado, ele é refinado fora e trazido de volta.
07:27Às vezes ele é colhido no Brasil, depois é refinado fora do Brasil e traz de volta.
07:31Mas, então, essa escolha, ela é uma escolha fundamental na empresa.
07:37Primar pela qualidade e pela eficácia.
07:41Graças a Deus a gente tem o reconhecimento de vários profissionais.
07:46Nós trabalhamos ativamente a área médica para que eles possam ter confiança dos nossos produtos.
07:52Principalmente a linha de fotoproteção, que é muito trabalhada na área médica também.
07:57E a linha de anti-age.
07:59Anti-age é anti-envelhecimento.
08:01Anti-envelhecimento, justamente.
08:03Aí o que acontece, Ricardo?
08:05Como eu sou técnica, sou farmacêutica, eu tive sempre que trabalhar com uma equipe multidisciplinar.
08:13E eu falo que, assim, o DISC, sabe aquele teste de RH, chamado DISC, que foi o primeiro teste, né,
08:21criado para determinar mais ou menos os perfis das pessoas.
08:27Quando eu descobri o DISC, eu já tinha ádicos.
08:30E eu fiquei dando graças a Deus, porque eu tive sempre muita dificuldade de trabalhar na área financeira.
08:37De entender, de, sabe, pegar a planilha, analisar com todos os detalhes, porque são características que eu não tenho com
08:46tanta força no meu perfil.
08:48Eu tenho um perfil mais empreendedor e me interesso pela parte de marca e de produtos.
08:55O DISC é um teste que, basicamente, mede a personalidade, o perfil da pessoa, o que ela tem aptidão ou
09:01o que ela falta aptidão.
09:02Isso.
09:03E é muito comum em empreendedores que a gente veja empreendedores que têm um lado forte, como você está falando,
09:08seu lado forte é marketing, é produto, e um lado fraco.
09:11É normal, em qualquer ser humano tem um lado forte e um lado fraco, né?
09:14Então, mas essa descoberta, para mim, foi ótima.
09:16Porque eu me sentia culpada por não ter, por exemplo, é muito comum você encontrar um empreendedor que vai e
09:26faz o negócio.
09:27Ele tem força para fazer o negócio, mas ele não tem características necessárias para o back, para a sustentação do
09:37negócio.
09:38Quando ela fala de back, ela está falando do back-office.
09:41O que é o back-office em uma empresa?
09:42É a parte administrativa, contas a pagar, contas a receber, a parte de financeiro.
09:48Quem olha no detalhe os números do negócio, por exemplo.
09:51Normalmente, essas habilidades são habilidades mais técnicas de um negócio.
09:56Muitas vezes o empreendedor, como a Ada está colocando, ela tem uma aptidão para a parte de produtos e marketing,
10:05mas tem uma natural fragilidade, vamos colocar assim, na parte financeira, o que é normal em empreendedores que têm uma
10:12visão do negócio.
10:13Ou seja, o empreendedor enxerga que o mercado tem aptidão, tem demanda para aquele tipo de produto, para comprar aquele
10:23tipo de produto.
10:23Ele enxerga aquilo, ele desenvolve aquele produto, tira a empresa do chão, faz o produto acontecer, faz o negócio acontecer.
10:31Mas ele precisa, muitas vezes, de pessoas com habilidades técnicas por trás para fazer esse back que a Ada está
10:37falando,
10:37que é o back-office, é organizar a casa, basicamente, enquanto o empreendedor vai desbravando novos caminhos.
10:44É isso, né, Ada?
10:44Exatamente isso, Ricardo.
10:46Eu acho super importante a gente esclarecer, falar muito sobre a necessidade desse complemento.
10:53Sim.
10:54A necessidade de equipes complementares, porque nenhum negócio se sustenta só com o empreendedor.
11:01Sim.
11:02Ele tem que ter uma equipe e que tem tanta importância que ele, né, quem está à frente, tem tanta
11:10importância como quem está por trás, suportando o negócio.
11:15Porque um não vive sem o outro.
11:16Sim.
11:17Então, quando eu falo para empreendedores, eu falo bastante sobre isso, né, valorize, tenha uma equipe que te sustente, porque
11:26senão o negócio não para em pé.
11:28Em dois anos você ganha muito dinheiro, gasta muito dinheiro e as coisas não se perpetuam, os negócios não se
11:35perpetuam.
11:36E falando da sua equipe, assim, como é que você gerencia a equipe, o que você considera atributos de um
11:43líder ou de um liderado, né, e como é que você gerencia essa equipe no dia a dia?
11:48A gente sabe que, você que está em casa, a gente sabe que lidar com gente é um negócio complicado.
11:53Em uma empresa, veja bem, são 2.500 funcionários no total, tem que lidar com muita gente.
11:59Então, assim, quais são as habilidades que a ADA tem para lidar com as pessoas e teve para lidar com
12:05as pessoas nessa trajetória?
12:06E quais são as habilidades que a ADA, ela aprecia nas outras pessoas para contratar, por exemplo, ou para ter
12:13próximo?
12:14Bom, a empresa teve vários estágios, né, teve o estágio que era eu e o gerente, né, eu e uma
12:23pessoa, um técnico e farmacêutico, outros farmacêuticos.
12:29A equipe farmacêutica sempre foi muito valorizada.
12:32Eu tenho pessoas comigo atualmente que têm pós-graduação fora do Brasil e que estão aqui comigo em Vitória e
12:39que fazem parte da minha equipe farmacêutica.
12:41Tenho realmente, assim, agora eu tenho uma equipe muito qualificada.
12:46Mas no início você começa com uma equipe pequena, né, assim, em Vitória não era um polo cosméticos, né, então,
12:53quer dizer, eu tive dificuldade na formação das pessoas, tive que ir me adaptando.
12:58Porém, o que eu admiro nas pessoas, né, a empresa, ela tem uma cultura, essa cultura de ganha-ganha, né,
13:08ganha-ganha.
13:08Nunca teve, a gente nunca valorizou essa história do ser esperto.
13:14Eu acho que as parcerias, elas têm que ser boas para mim e para o meu fornecedor, para o meu
13:18funcionário.
13:20No momento que alguém se sente lesado, essa parceria está ameaçada.
13:24Então, esse respeito aos stakeholders, ele sempre foi muito importante na empresa.
13:29O stakeholder, quando ela fala, são as partes interessadas no negócio.
13:32Quem que é um stakeholder de um negócio?
13:34O acionista, por exemplo, o dono do negócio é um stakeholder, o cliente do negócio é um stakeholder, o funcionário
13:41é um stakeholder, são as partes interessadas e envolvidas na construção do negócio.
13:45O fornecedor é um stakeholder.
13:46O fornecedor é um stakeholder importantíssimo, né?
13:48Exatamente.
13:49Adam, você criou e desenvolveu a Ádicos, tendo como base aqui a cidade de Vitória, né?
13:56Como é que foi estar no Espírito Santo, estar em Vitória?
13:59Por que que eu estou te perguntando isso?
14:01Muita gente, às vezes, fala, ah, porque é Vitória e tal, é difícil empreender aqui.
14:05E a gente vê grandes negócios sendo criados aqui em Vitória, aqui no Espírito Santo.
14:08Como é que foi para você criar e desenvolver um negócio de porte nacional a partir daqui de Vitória?
14:14Vou te falar um pouco, assim, da minha vida pessoal.
14:18Eu tenho quatro filhos, hoje são quatro homens, né?
14:22Quatro já formados e até também na empresa.
14:29Dois deles integralmente na empresa e dois deles que são dermatologistas, fazem parte de um núcleo de perpetuação da empresa
14:36chamado Comitê Científico.
14:38E também trabalham em seus hospitais, nas clínicas.
14:43Mas o fato de ter quatro filhos, para mim, facilitou muito estar na cidade pequena como Vitória.
14:48Porque as escolas eram perto, a minha primeira fábrica foi em Jucutuquara, então você vê, eu moro aqui na Praia
14:54do Canto, então era perto.
14:56Depois, quando eu fui para a Serra, eles já eram um pouco maiores, né?
14:59Então, facilitou muito.
15:02Hoje fica no Civit, né?
15:03Hoje fica no Civit 2.
15:06Ao mesmo tempo, você demora para ter visibilidade no Brasil quando você está em uma cidade pequena, né?
15:13Que não é conhecida.
15:15Porém, o que acontece, Ricardo?
15:17O que eu fazia no início?
15:19Eu viajava, encontrei um núcleo que fazia reuniões com profissionais da área de Estética e Medicina Estética.
15:27E eu era convidada para fazer palestras, então eu saí daqui de Vitória, a gente palestrava nesses locais e aí
15:35pelo Brasil inteiro mesmo, sabe?
15:38Eu levava uma...
15:40Geralmente eles disponibilizavam uma mesa, eu levava um conjunto de produtos que eu trabalhava nessa palestra
15:48e mostrava aos profissionais dessa área para que eles conhecessem a nossa qualidade.
15:55E foi assim que eu comecei a divulgar a marca.
15:58E assim as pessoas se interessavam pela empresa e algumas começaram a querer revender, né?
16:04Eram distribuidores, começaram a se tornar distribuidores e vendiam ou em farmácias, ou nas farmácias delas,
16:14ou criavam, geralmente eram professores ou de estética ou de fisioterapia,
16:20e eles criavam pequenos negócios onde também revendiam o produto.
16:25Foi assim que nós começamos.
16:27Nós começamos também um trabalho nessa época com as farmácias de manipulação no Brasil,
16:32porque eu já tinha, né, a Farmaderme até hoje é uma grande parceira.
16:36Eles tinham um congresso chamado Anfarmag e eu comecei a divulgar também a marca nessas farmácias
16:43para vender para o Brasil inteiro.
16:45Então o negócio, na verdade, ele nunca foi local, só local.
16:49Com essa possibilidade de viajar o Brasil inteiro fazendo palestras,
16:53eu tive a oportunidade de expandir de uma forma muito pequena,
16:59porque eram pequenos negócios que se abriam.
17:03Grande parte deles estão comigo até hoje e atualmente, assim, às vezes a mulher começou,
17:09mas o marido já se aposentou ou deixou o trabalho e veio aderir à empresa.
17:13Então hoje são negócios grandes, com cinco lojas, com uma participação importante no mercado,
17:21com um faturamento importante, mas que começaram pequenos também junto comigo.
17:26Bacana.
17:26A maior parte dos meus franqueados foram pessoas que também evoluíram dessa forma.
17:31Ada, para a gente finalizar, quando a gente fala sempre de liderança feminina,
17:35muitas vezes surge essa questão de, olha, a mulher tem muita responsabilidade com relação a filhos e tudo mais,
17:42e empreender no meio disso tudo se torna ainda mais complicado.
17:46Como é que foi isso para você, esse equilíbrio da Ada mãe com a Ada presidente?
17:50Eu acho que o mais importante é você ter pessoas, equipes complementares.
17:56E isso eu não falo só na empresa, eu falo na sua vida.
18:00Eu sempre, desde que eu me entendo por gente, eu tenho psicólogo ou psiquiatra ou algum tipo de ajuda
18:07para me conseguir manter um pouco mais centrada, porque algumas situações realmente te deixam sem saber o que fazer.
18:13Eu tenho uma empregada que mora comigo antes do Vitor nascer, que entrou em casa quase menina,
18:20mas que aos poucos foi se moldando e acabou me ajudando a fazer um ninho na casa,
18:26para que a gente tivesse um lugar, é um ninho mesmo, a nossa casa é um ninho.
18:30É o lugar onde a gente se encontra, a gente sabe o que um gosta de comer, o outro gosta
18:34de comer.
18:35Tem todo esse cuidado.
18:37E na empresa, da mesma forma, a gente tem que delegar com responsabilidade
18:42e poder saber que você não vai ser perfeita em tudo.
18:46Você vai fazer tudo o melhor que você puder.
18:50Às vezes a gente erra, às vezes a gente acerta.
18:53O importante é poder conversar sobre isso, acertar quando a gente pode.
18:57E vamos fazer, porque eu como pessoa, eu tenho sonhos.
19:02A Ádicos é o meu sonho.
19:04E eu pretendo continuar trabalhando, Ricardo, assim, até...
19:08Eu falo com os meninos que eu pretendo até velhinha.
19:10Se eu, né, assim, porque essa parte de produtos e essa parte de marketing, eu...
19:17É só paixão.
19:18É minha paixão.
19:19Eu me divirto.
19:20Eu não faço isso, não é trabalho.
19:22Isso é paixão.
19:23É um hobby, praticamente.
19:25Então, eu pretendo poder continuar com isso e...
19:29E, assim, a gente vai se organizando para poder fazer isso com tranquilidade.
19:34Ada, para a gente finalizar, um bate-bola.
19:37Uma liderança que te inspira.
19:38É, isso varia bastante, sabe, Ricardo?
19:41Mas, atualmente, eu tenho ficado muito de olho na Luísa Trajano.
19:44Ela é completamente diferente de mim.
19:46Ela é super espontânea.
19:47Ela tem uma força, uma energia.
19:49Mas, ela tem me inspirado de manhã.
19:52Sabe, quando eu acordo, eu falo, meu Deus, vamos lá.
19:54Mais um dia.
19:55Luísa Trajano, que é fundadora da Magazine Luiza, né?
19:58Bem bacana essa...
19:59Uma empresa que te inspira.
20:01A Magazine Luiza é uma empresa que me inspira.
20:03Mas, em termos de qualidade, eu gostaria de ser uma SkinCeuticals, que é uma empresa do Grupo L'Oreal e
20:12que trabalha com dermocosméticos e tem um nicho, assim, eles têm um foco bem determinado.
20:17É uma empresa que eu olho bastante.
20:21A de uma vitória.
20:22Vitória, eu acho que é ter chegado hoje aqui, né?
20:27É ter chegado hoje com saúde, com o trabalho que a gente faz, com tudo que a gente construiu.
20:36Isso é uma vitória.
20:38Uma derrota.
20:39Tem várias derrotas, Ricardo.
20:42E só não dou tanto foco para elas.
20:44Eu aprendo com elas, levanto e vou embora.
20:45A vida, durante a vida inteira, você imagina a quantidade de coisas que eu fiz errado.
20:52Então, acho que a única coisa que não tem jeito é a morte.
20:56Deu errado, a gente levanta e vamos lá.
20:59Vamos corrigir.
21:00O melhor investimento.
21:02O melhor investimento, acredito que tenha sido os meus filhos.
21:06Eu tenho quatro homens admiráveis e realmente me orgulho muito.
21:11Sou muito coruja com eles.
21:14Legal.
21:14O pior investimento.
21:16Olha, eu vou ser muito recente.
21:18Sabe, eu fiz um investimento num sistema.
21:22Não esse atual, um sistema passado.
21:24E eu não sabia para...
21:27Exatamente assim, que quando você compra um sistema de gerenciamento, você compra a forma de gerenciar.
21:34Você não traz o sistema para adaptar os seus processos.
21:37Você compra a forma do sistema e você tem que evitar ao máximo customizar os processos.
21:43Um princípio não negociável.
21:45Não negociável é a nossa integridade.
21:49Um livro.
21:49Meu último livro agora, e até muito pela pandemia, é um livro do Karnal, que fala sobre as vantagens e
21:59desvantagens da solidão.
22:02Então, eu acho que isso é muito agora recente, está na minha cabeceira, porque agora é isso, né?
22:10A gente fala com as pessoas por live, graças a Deus meus filhos estão muito perto, mas é um fenômeno
22:16de agora.
22:18Você está mais recluso, encontra menos com as pessoas.
22:22E como é que você lida com esse eu sozinho?
22:25A virada de chave na sua vida.
22:27A virada de chave aconteceu quando eu estava na França.
22:32E eu tive a oportunidade, eu estava fazendo micologia, virologia e micologia, que é vírus e fungos.
22:40E eu fui conhecer a faculdade de farmácia, encontrei a chefe da dermofarmácia e cosmetologia no laboratório, a madame Polman.
22:50E ela me chamou para fazer pesquisa junto com os pesquisadores dela, que ela tinha um grupo do mundo inteiro.
22:57Me assustei, mas aceitei.
22:59Na hora eu falei, ok, eu começo quando?
23:03Só que eu deixei tudo para trás, todos os meus planos.
23:06Eu perdi, inclusive, uma bolsa que eu tinha ido com ela para a França, porque eu não segui com o
23:13que eu tinha planejado.
23:14Ali foi realmente a virada da vida, porque a partir desse momento toda a minha vida se dirigiu para o
23:20que eu faço agora.
23:21Ada, se pudesse voltar atrás.
23:23Ah, não voltaria não.
23:24Dá muito trabalho, vou te falar.
23:26Essa vida até agora não foi fácil.
23:28Não é para voltar atrás.
23:30Vamos lá, vamos para frente.
23:32Ada, se você quiser deixar um recado aqui, se pudesse deixar um recado para quem está nos assistindo agora, qual
23:37seria?
23:38Ah, o recado é o seguinte, a gente tem que ter muita resiliência, sabe?
23:44Cai e levanta, cai e levanta, cai e levanta.
23:49Porque essa é a graça, né?
23:51Essa é a graça, é o desafio diário.
23:53Vamos fazer diferente, vamos fazer igual, vamos fazer mais, menos.
23:59Hoje eu estou mais cansada, vou fazer menos, vou ficar pensando, vou pesquisar.
24:04Então, acho que resiliência, para mim, é a palavra.
24:07Bacana.
24:08Ada, muito obrigado pela presença.
24:10Parabéns pela trajetória.
24:11Obrigada.
24:11Que inspirou e tenho certeza que vai inspirar milhares de capixabas.
24:15Essa foi Ada Mota, fundadora da Adfus.
24:17Muito obrigado, Ada.
24:18Obrigada, Ricardo.
24:19Obrigada, tomara que seja útil.
24:21No próximo bloco, nós vamos falar sobre o setor farmacêutico em visita ao grupo Farmacro,
24:28um dos principais grupos farmacêuticos do país, com sede no Espírito Santo.
24:32Fique ligado que Mundo Business volta já.
24:57Nos últimos anos, o setor farmacêutico passou por mudanças radicais no Brasil e no Espírito Santo.
25:05E você já deve ter percebido isso aí nas esquinas da sua cidade.
25:09Os números mostram a força do setor de farmácias no Brasil.
25:13No último ano, em 2020, apesar da pandemia, o setor cresceu 15% e representou uma receita total de R
25:22$ 139 bilhões.
25:24No Brasil, são mais de 90 mil drogarias privadas, sendo metade farmácias independentes ou pequenas redes,
25:32as farmácias de bairro, enquanto a outra metade pertence a grandes conglomerados nacionais.
25:37Em meio a esse cenário cada vez mais competitivo, grupos farmacêuticos apostam em modelos de negócios inovadores para expandir sua
25:47presença no mercado.
25:51De olho nisso, o grupo farmacêutico capixaba Farmacro, responsável pelas redes Farma Você Preço Baixo e pela plataforma Comparte Farma,
26:02desenvolveu um hub de soluções para o setor farmacêutico, com o objetivo de fornecer apoio, bandeira e suporte comercial a
26:12seus clientes.
26:13De um lado, a Farmacro atua com a Preço Baixo, uma rede com abrangência nacional que conta com 362 lojas
26:22em 204 municípios.
26:25Por outro lado, o grupo investiu em soluções para os pequenos farmacêuticos ganharem mais competitividade,
26:32com o lançamento da rede Farma Você e a plataforma Comparte Farma.
26:36No último ano, a rede de mais de 300 lojas movimentou 800 milhões de reais em vendas.
26:44Hoje nós vamos conversar com duas lideranças empresariais do setor farmacêutico capixaba.
26:50Aníbal Nery, CEO do grupo Farmacro, e Douglas Spanguero, diretor de suporte do grupo Farmacro.
26:55Aníbal Nery, o grupo Farmacro nasceu em 2014 e chegou até aqui com diversas lojas em diversos estados do Brasil.
27:10Centenas de lojas, né?
27:11Como é que foi esse caminho, essa trajetória do grupo até aqui?
27:16Bom, Ricardo, o caminho, apesar do pouco tempo, sete anos, mas o caminho foi longo,
27:23porque nós percorremos aí já 17 estados, com centenas de lojas, como você falou,
27:29e o crescimento, ele se deu um boom ali no ano de 2014, 2015,
27:35onde no lançamento da marca Preço Baixo, que foi o início de tudo,
27:40nós acabamos ali tendo uma inclusão de mais de 100 lojas em apenas um ano,
27:48uma coisa inédita, um sucesso nacional, e isso trouxe aí uma visibilidade para o grupo,
27:54a partir daí o crescimento foi constante.
27:57É lógico que nós investimos em tecnologia, contratamos várias consultorias externas,
28:03um investimento muito grande em tecnologia,
28:06um grupo de diretores, sócios, que tem uma expertise muito grande,
28:12por muitos anos atuando no varejo Farma e em outras áreas de varejo também.
28:17Então nós agregamos aqui um conhecimento e agregamos naturalmente informações
28:23que vêm desse mercado, que nós atuamos, distribuindo com as lojas que vão sendo incluídas,
28:30trazendo aí um grande benefício.
28:32Por exemplo, nós queremos, neste ano, que estas lojas, já esperamos que neste ano,
28:38essas lojas faturem um bilhão de reais.
28:40Então são 360 lojas aproximadamente, já faturando um bilhão de reais.
28:47Autor todas as lojas somadas, um bilhão de reais transacionados.
28:50Um bilhão de reais transacionados.
28:52Então temos uma meta de chegar ao ano de 2023, não estamos longe disso,
29:00alcançar, passar, alcançar, não, ultrapassar a marca das mil lojas.
29:06Então a gente tem um plano ambicioso desse crescimento.
29:11E para isso nós lançamos uma campanha da marca Farma Você,
29:15que é uma segunda marca, sem custo nenhum,
29:18trazendo os benefícios de uma grande rede para um pequeno varejista,
29:22isso trará um benefício muito grande, um crescimento aí.
29:25Maníbal, agora você fala que vocês aqui na Farmacro atuam com a sigla ABC,
29:31apoio, bandeira e suporte comercial.
29:34Como é que funciona isso?
29:34O ABC, que nós chamamos aqui dentro, ele funciona atendendo ao apoio,
29:42a uma bandeira forte e a um comercial com grandes oportunidades.
29:48Nós entendemos que isso atende muito bem a qualquer loja, em qualquer lugar do país.
29:54Esse ABC nos fez criar um novo formato disruptivo,
30:01que é um formato que nós chamamos de comparte, é disruptivo,
30:05porque ele vai além das associações, das franquias, dos licenciamentos em si.
30:10O dono da farmácia ou drogaria, Ricardo, ele pode escolher no portfólio do grupo Farmacro
30:16vários serviços ou produtos que nós temos.
30:20Por exemplo, nós temos uma linha de produtos exclusivos que passam de 100 produtos.
30:25Esses produtos são fabricados por indústrias parceiras e distribuídos por eles.
30:30mas são exclusivos.
30:32Então, nós temos algumas pequenas redes Brasil afora,
30:36que eles adquirem somente esses produtos.
30:40Outros usam só a plataforma Comparte Farma.
30:43Outros usam a bandeira.
30:45E aí, com a bandeira, nós temos 360 lojas usando a bandeira preço baixo ou FarmaVocê.
30:52Então, isso faz, assim, criar uma flexibilidade e nós entendemos que temos um modelo inovador e disruptivo.
31:04Saímos da sede do grupo Farmacro em Vitória e vamos a uma das unidades da FarmaVocê,
31:09situada no Shopping Boulevard e Vila Velha, e também a preço baixo, em Coqueral de Itaparico.
31:14Ao lado das farmácias preço baixo, a FarmaVocê é uma das grandes apostas de expansão do grupo Farmacro,
31:21com a proposta de trazer bandeiras gratuitas para seus parceiros.
31:25Nessa batalha aí de Davi e Golias contra as grandes redes,
31:30vocês acabam de lançar uma nova bandeira, que é a FarmaVocê,
31:33para ajudar o pequeno farmacêutico, o pequeno empreendedor,
31:37tendo uma bandeira com custo zero de implementação.
31:41Como é que funciona a FarmaVocê e qual é a abrangência da atuação de vocês aqui hoje?
31:46Então, Ricardo, a FarmaVocê traz essa proposta de adesão zero.
31:53Pode até soar com uma certa surpresa, né?
31:57Mas é isso mesmo, porque nós entendemos que o farmacista de pequeno porte
32:02precisa de uma ajuda de verdade.
32:04Então, a adesão zero acaba tirando esse custo que ele teria, essa despesa,
32:10e ele traz para dentro da farmácia dele todo o know-how que nós já temos no grupo,
32:16que nós trazemos já através da bandeira consolidada a preço baixo.
32:20Então, acaba que esse novo participante do Comparte, através da bandeira FarmaVocê,
32:27ele adquire as negociações comerciais, ele adquire todas as vantagens,
32:31ferramentas que nós disponibilizamos para eles.
32:34Hoje, qual é a abrangência de vocês aqui no Espírito Santo?
32:37Em quantos locais vocês estão, em quantos locais vocês pretendem chegar?
32:41Olha, o interessante é que a bandeira FarmaVocê,
32:44ela acabou tendo uma boa aderência com shopping centers.
32:49Então, nós estamos em alguns shoppings aqui da Grande Vitória e alguns supermercados,
32:55mas é uma bandeira que tem uma aderência para qualquer região do país.
32:59Nós temos, por exemplo, abrindo uma FarmaVocê lá em Rurópolis, no Pará.
33:06Então, nós temos uma bandeira que é flexível,
33:09ela tem adesão zero e taxa de mensalidade também zero.
33:13O que ajuda muito os pequenos empreendedores,
33:16que muitas vezes não têm condição de fazer grandes investimentos,
33:20a abrirem uma pequena farmácia, uma farmácia local,
33:24ajuda eles a desenvolverem esse negócio.
33:26Exatamente, porque além de nós não onerarmos a operação dele,
33:31nós oferecemos alguns serviços que já estão incluídos nesse pacote inicial,
33:36podemos assim dizer,
33:37que são serviços e ferramentas baseados em tecnologia.
33:42Então, nós viabilizamos por causa dessa curva de aprendizado que nós temos já de tantos anos
33:48e damos a ele também a opção de contratar serviços à parte.
33:53É como, Ricardo, nós podemos dizer o seguinte,
33:55nós oferecemos o medicamento certo na dose certa.
33:59Então, se aquele farmacista, aquele empresário, dono de farmácia,
34:04ele precisa de um serviço apenas, ele vai contratar só aquele serviço.
34:08É sob medida.
34:14Agora, Rose, você é aqui gerente da loja da Farma Você, aqui do Boulevard.
34:20Como que o grupo Farmacro, com a bandeira Farma Você,
34:24tem te auxiliado a gerenciar essa loja aqui da farmácia?
34:28Então, a parte mais fácil de fazer parte do grupo hoje
34:33é que a gente conta com a plataforma que auxilia muito o trabalho da gente.
34:37Dentro dessa plataforma, a gente consegue contar com o marketing,
34:41assessoria de regulatórios, que é na parte de documentação e tudo.
34:45E a parte do marketing é muito bacana,
34:48porque a gente conta com as artes já prontas
34:50e a gente pode também pedir, solicitar uma arte do jeito que a gente quiser,
34:55tipo, montar uma promoção e tal.
34:57O setor regulatório é muito importante,
34:59porque as documentações são muito burocráticas.
35:02Então, lá, eles já te dão todo o passo a passo
35:05e você consegue organizar tranquilo.
35:07E assim, a gente tem tempo, né?
35:09Age para fazer outras coisas e, com isso, agiliza muito o dia a dia.
35:18Agora, Douglas, você me contava que vocês têm lojas aqui,
35:21desde shoppings aqui no Espírito Santo,
35:23até lá, lojas na Transamazônica, lá no Amazonas, no Norte.
35:27Como é que faz para atender 14 estados pelo país?
35:30Ricardo, possamos um grupo já consolidado no mercado?
35:36A indústria e as distribuidoras nacionais espalhadas por esse Brasil nosso,
35:41eles nos enxergam com uma certa relevância.
35:44Então, essas parcerias firmadas possibilitam essa capilaridade,
35:48de poder oferecer para diversos estados um mix de produto,
35:52como nós vemos aqui, né?
35:54Um mix diversificado, um mix que pode atender todas as demandas necessárias.
35:59Então, essa parceria comercial é que possibilita, né?
36:02Essa entrega, esse atendimento aí nesse Brasil continental nosso, né?
36:06Agora, Douglas, vocês têm produtos exclusivos aqui para as farmácias parceiras do grupo.
36:12Como é que funciona isso?
36:13E qual é o benefício de ter um produto exclusivo,
36:16tanto para o farmacêutico como para o cliente final que nos assiste na televisão?
36:20Para as farmácias que trabalham com as marcas exclusivas,
36:23isso traz um benefício muito grande quando nós falamos de fidelização de cliente.
36:28Por quê?
36:29Você pode oferecer para o cliente final cerca de 100 itens.
36:33Então, para qualquer tipo de tratamento, qualquer ocasião,
36:36a farmácia pode oferecer uma vitamina, um produto que é de qualidade,
36:42em que no final do mês, quando nós fazemos as contas,
36:46esse tipo de produto acaba ajudando muito na lucratividade da empresa.
36:52Como vimos, o grupo Farmacro, nascido no Espírito Santo,
36:56está participando da expansão do setor farmacêutico em todo o Brasil.
37:00Nessa briga de Davi e Golias, entre pequenas e grandes redes,
37:04é incerto apontar um vencedor.
37:06Mas podemos dizer que daqui em diante,
37:09as farmácias que investem em tecnologia,
37:11gestão e linha de produtos exclusivos terão seu espaço,
37:15sejam elas lojas de bairro ou franquias nacionais.
37:25Hoje eu estou aqui com o corretor de imóveis
37:27e colunista de mundo imobiliário, Luiz Henrique Stange.
37:31Seja bem-vindo, Stange.
37:33Obrigado pelo convite.
37:34É um prazer enorme estar aqui dividindo a bancada
37:36nesse projeto que já faz tanto sucesso.
37:39Estou no mercado desde 2008 e há mais ou menos um ano
37:43a gente vem fazendo esse projeto de escrever sobre o mundo imobiliário
37:48e agora diariamente.
37:50Bacana, seja bem-vindo.
37:51É um prazer ter você aqui com a gente.
37:54Bom, a ideia dessa bancada é a gente trazer fatos relevantes
37:57da economia capixaba que aconteceram no decorrer da semana.
38:01Eu vou começar com o primeiro fato
38:03que diz respeito à consolidação do setor de saúde no Espírito Santo.
38:07O que é consolidação?
38:09Quando algum grupo grande ou algum fundo de investimento
38:12vem até o Estado e compra vários players,
38:16várias empresas aqui e junta essas empresas em um grupo único.
38:20Isso aconteceu com o setor de saúde.
38:23Dois grandes players entraram aqui no Espírito Santo,
38:26no setor de saúde.
38:27O fundo H&G, que é um fundo internacional,
38:30e o fundo Pátria, que também tem respaldo internacional,
38:34apesar de ter sede em São Paulo.
38:35Esses dois fundos entraram aqui no mercado
38:37e fizeram aquisições de hospitais.
38:40O H&G com o Meridional,
38:42e o Pátria com o Vitória Partia e a Samp.
38:45Esses dois grupos,
38:47H&G com o Meridional,
38:49que se denomina agora Holding, Cora Saúde,
38:52e o Pátria com a Vitória Partia e a Samp,
38:56que se denomina Atena.
38:57Esses dois grupos vão fazer IPO.
38:59Eles vão entrar para a Bolsa de Valores brasileira.
39:03E o que é mais interessante é o valuation,
39:05o valor de mercado desses dois grupos.
39:08Enquanto o Atena, de Vitória Partia e Samp,
39:11vai entrar com valuation de 10 bilhões de reais,
39:14evidentemente eles têm outros hospitais no portfólio,
39:17o H&G do Meridional vai a mercado com valuation de 7 bilhões de reais.
39:22São grandes negócios sendo realizados aqui na economia capixaba,
39:26que você fica sabendo aqui.
39:27Agora eu vou chamar meu amigo Luiz Henrique Estanja
39:31para falar sobre o mercado imobiliário.
39:33Começando, Estanja, com um ponto bastante relevante que aconteceu essa semana,
39:37um fato relevante,
39:38que foi a compra de um grande fundo de investimento imobiliário,
39:43de um galpão logístico aqui na Serra.
39:45Conta para a gente sobre isso.
39:46Bom, os fundos imobiliários são a reunião de pessoas
39:51que entregam ali um dinheiro comprando uma cota desse fundo
39:55e o gestor do fundo vai escolher então imóveis.
39:59Esses imóveis podem ser shoppings, podem ser galpões,
40:03como foi esse caso que nós estamos falando.
40:05E aí quando eles recebem o aluguel de empresas,
40:08por exemplo, foi o caso de Boticário, Electrolux e outras,
40:12eles dividem ali com todos os cotistas.
40:15Muito bem, a gente está vivendo um momento de extrema liquidez,
40:20com muito dinheiro, onde as pessoas que estão no mercado,
40:23os gestores estão procurando bons ativos.
40:26E foi aí, Ricardo, que Porto Canoa foi parar num fato relevante,
40:32ali na Serra, um bairro, logo depois ali do posto BKR,
40:37antes ainda de Serra 7, com o galpão Porto Canoa Log,
40:42um empreendimento AAA, ou seja, de muita qualidade nas suas instalações,
40:49que foi vendido por quase 287 milhões de reais.
40:55São 93 mil metros e hoje esses galpões recebem ali nove inquilinos.
41:02Então quando esses nove inquilinos pagam o aluguel,
41:05o gestor que adquiriu o galpão divide ali entre todos os seus cotistas.
41:11Esse movimento confirma, assim como na tua área que você falou da saúde,
41:17aqui nos imóveis confirma o olhar que o Espírito Santo está recebendo
41:22como hub logístico.
41:24O ano passado, e eu acho que está na hora da gente abordar de novo,
41:27a gente falou sobre isso, a vocação logística do Espírito Santo.
41:31Muita gente brinca e fala que se você colocar um compasso no Espírito Santo,
41:35você roda Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia.
41:39Então a gente teve ali um grande fundo também adquirindo parte do Teams,
41:46ali no começo da Rodovia do Contorno na Serra.
41:49Um grupo do Sul adquiriu o Terca, o Terminais ali.
41:53O Porto Seco, exatamente.
41:55Também foi retratado na Mundo Business.
41:58E agora Porto Canoa entrou aí na mira e teve esse baita negócio.
42:03E o que é bacana é que são investimentos que são feitos no Espírito Santo
42:06e tem dinheiro que vem para cá.
42:08No Terca, por exemplo, o Oswaldo Ziri, que foi um empresário que comprou esse terminal,
42:13ele planeja investir 70 milhões de reais aqui no Espírito Santo, aqui na Serra.
42:18Então é dinheiro que fica na mesa do Capixaba,
42:21acaba parando na mesa do Capixaba e gera emprego aqui para o Estado.
42:24Agora, o mesmo fundo que comprou esse galpão logístico na Serra, em Porto Canoa,
42:30que foi o Vint Partners, uma gestora de recursos carioca,
42:34inclusive comandada por um Capixaba, que é o Alessandro Horta,
42:38esse mesmo fundo ele comprou também o Shopping Praia da Costa, em Vila Velha, no ano passado.
42:44Uma mega aquisição também que foi muito comunicada.
42:48Como é que você enxerga essa atratividade dos ativos imobiliários aqui do Espírito Santo,
42:55como shoppings e galpões para esses grandes fundos lá de São Paulo e etc.
42:59O Espírito Santo tem realmente imóveis muito bons, ativos muito bons.
43:04E por que essas pessoas vieram buscar esses ativos aqui?
43:08Bom, Ricardo, o principal fator que todo investidor olha
43:12quando está diante de um ativo imobiliário é a localização e depois o seu potencial.
43:19A aquisição do Shopping Praia da Costa, feita pelo Vint Partners,
43:23que também foi destaque no mundo business através da gente, das nossas pesquisas,
43:28nossa leitura diária de informações, ela faz muito sentido.
43:32Por quê?
43:33Se você parar para lembrar, o Shopping Praia da Costa, ele foi o primeiro case de sucesso
43:39de um shopping fora da capital.
43:41E também chamou muita atenção porque na época foi o primeiro empreendimento comercial
43:47que tinha o shopping e anexo uma torre.
43:50Uma torre de salas.
43:53Uma torre comercial, exatamente.
43:54Com consultórios, escritório de advocacia e demais atividades.
43:58Acontece que não parecia ter de quem estava o administrando uma intenção ali de investimento
44:07para a atualização do aparelho, que é assim que eles chamam o shopping.
44:12E somente com a atualização, ou seja, andando com o ativo em dia de manutenção,
44:20até mesmo tendências ali da decoração do aparelho, do shopping.
44:25Hoje você vê muito essa coisa de ter serviços dentro do shopping.
44:29O shopping não virou mais só um compra e venda.
44:32Ele virou ali para algumas lojas um hub que vai distribuir os produtos,
44:37outras você consegue comprar pela internet e aí busca na loja
44:42e outras fornecem a experiência para o cliente.
44:46Então, vendo isso, fez-se uma oferta para os então administradores desse shopping
44:52e o VIN se adquiriu.
44:53Da mesma maneira que quase todo mundo que compra algum ativo,
44:58vai acontecer um investimento para a renovação ali daquele shopping.
45:03A gente teve recentemente, muito triste, as cenas que rodaram aí o Brasil todo,
45:10inclusive o perrengue chique, daquelas chuvas torrenciais que foram fora do normal
45:15e que infelizmente romperam ali o forro, o teto, um momento muito triste.
45:21Mas pode ter certeza...
45:22O forro e o teto do shopping Prada Costa.
45:23Do shopping Prada Costa, exato.
45:25E pode ter certeza que se ele foi adquirido, é porque tem valor intrínseco nele,
45:29que vai ser destravado para esse investidor a partir do momento que ele consegue
45:36modificar ali, às vezes, o formato de loja, o mix de loja
45:40e aí fica atrativo para as pessoas continuarem entrando no shopping,
45:44consumindo, até porque o shopping tem os seus ganhos através dos ganhos das lojas.
45:53Mas isso é papo para uma outra bancada.
45:55Legal.
45:56Bom, esses dois ativos que a gente está falando, tanto o Porto Canoa Log na Serra
46:01como também o Shopping Praia da Costa em Vila Velha, você pode acessar e comprar
46:06por meio da B3, a Bolsa de Valores brasileira.
46:09Não é recomendação de compra, mas você acha esses dois ativos nos fundos da 20 Partners.
46:14O Porto Canoa Log no fundo VILG11, VILG11, e o Shopping Praia da Costa no fundo
46:2120 Shoppings Partners, que é o VISC11.
46:26Então, são dois ativos aí, capixabas, um shopping e um galpão logístico,
46:30que você, investidor pessoa física, pode acessar aí a partir de, em torno de R$100.
46:37Então, muito bacana essa democratização de investimentos para o investidor pessoa física.
46:42Bom, no próximo bloco eu recebo aqui Stephanie Sampaio.
46:46Ela é técnica em agronegócio e colunista de agrobusiness lá no Folha Business,
46:51folhavitoria.com.br barra economia.
46:53Fica aí com a gente que o Mundo Business volta já.
47:09Bom, estamos de volta aqui com o Mundo Business, agora para falar sobre o agronegócio.
47:14Esse setor que é super importante para a economia capixaba, representa 33% do nosso PIB
47:20e emprega mais de 400 mil pessoas.
47:24E para falar sobre isso, ninguém é melhor do que a Stephanie Sampaio.
47:27A Stephanie que é colunista de agrobusiness lá no Folha Vitória.
47:31Você pode acessar a coluna diária dela em folhavitoria.com.br barra economia.
47:37Stephanie, muito obrigado pela presença.
47:39Obrigada, Ricardo, pela oportunidade, principalmente porque a gente, nesse espaço aqui,
47:43vai conseguir mostrar o que acontece dentro da porteira.
47:47Você teve uma imersão em Linhares e em várias outras cidades do interior.
47:50A gente visitou a Cobriel, visitamos várias empresas do segmento, antes de começar esse
47:57momento aqui, porque o que a gente quer mostrar é um pouco da realidade dos produtores e também
48:02das empresas que participam desse setor tão importante do nosso estado.
48:07E que movimentam o nosso agronegócio.
48:09Agora, falando em específico sobre o café Conilon.
48:14Café Conilon, que para o Espírito Santo é muito significativo.
48:17O Espírito Santo que exporta e produz 70% do café Conilon do Brasil.
48:23E é uma das referências mundiais quando o assunto é café Conilon.
48:27A gente sabe que o último ano foi um ano onde as expectativas eram baixas, mas que acabou
48:32surpreendendo.
48:33O que aconteceu em 2020 que foi positivo para esse setor?
48:37Então, em 2020, a gente bateu recorde de exportação de café arábica, Conilon e também
48:43do café solúvel.
48:44A gente tinha muitas incertezas em 2020, a gente tinha um risco de fechamento de portos,
48:50a gente não sabia como é que ia ser feita a colheita do café Conilon.
48:53Quando começou a pandemia, nós estávamos em plena colheita do café Conilon.
48:57A colheita é o momento onde vem pessoas de vários outros estados auxiliar na colheita.
49:02Um momento de grande movimentação, principalmente no interior do estado.
49:06Mas foi superado esse momento, pois tivemos criação de protocolos de colheita, os portos
49:12permaneceram com as suas atividades, nós tivemos um câmbio favorável à exportação.
49:18Que é o dólar alto, né?
49:19O dólar valorizou e isso acabou ajudando, né?
49:20Isso.
49:21E aí, então, conseguimos bater recordes.
49:23Acho que é muito interessante destacar que a gente bateu recorde de exportação de café
49:28arábica, Conilon e também de café solúvel.
49:31Sobre café solúvel, Ricardo, eu acho que a gente tem uma grande notícia, né?
49:34Para dar para o pessoal de casa, principalmente aí sobre a Olan.
49:38A Olan é uma empresa de café solúvel da Europa que veio aqui para Linhares, se instalou em Linhares
49:46com investimento de 740 milhões de reais.
49:50Vou repetir, 740 milhões de reais foi o que a Olan, essa empresa, investiu lá em Linhares.
49:56Agora, a minha pergunta para você, Stephanie, é a seguinte, por que essas empresas escolhem
50:01Linhares para estar?
50:02Linhares hoje é considerado a capital do agronegócio do Estado.
50:07A gente tem ali uma movimentação muito grande de produtores rurais e também de empresas,
50:14principalmente pela localização de Linhares.
50:16A gente tem a expectativa de ter agora um porto e uma fala que a Cris da FINDES fez...
50:23Cris Amorini, que é a presidente da FINDES, né?
50:25Isso.
50:26Me deixa muito feliz e eu acho que é legal comunicar para quem está em casa.
50:30A Cris citou, quando a gente foi noticiar sobre o investimento da Olan no Folha Vitória,
50:36a Cris citou que hoje o Espírito Santo responde a 7% da exportação de café solúvel no Brasil,
50:42mas que em 2 anos estaremos correspondendo a 27% e que em 5 anos estaremos correspondendo a 45%
50:51e que então nós seremos o maior polo de exportação de café solúvel do mundo.
50:58E aí, Ricardo, um ponto interessante é que aqui em Viana a gente tem a Real Café, né?
51:02Que você até mesmo falou um pouco sobre eles na última temporada.
51:06E no Brasil nós temos 7 indústrias, então agora teremos 3 no Espírito Santo.
51:12Porque além do investimento que a Olan está fazendo, também já temos em obras a CACIC,
51:17que também vai operar nessa parte do café solúvel.
51:21E, Ricardo, você pode questionar e o pessoal de casa também sobre por que Conilon, né?
51:26E café solúvel produz com Conilon, qual é essa relação?
51:29Para o pessoal que está em casa, é importante destacar que para o café solúvel a matéria-prima é quase
51:35100% Conilon.
51:38E aí, por que Linhares e por que aquela região?
51:41Porque o Norte e Noroeste do Estado produzem mais de 7,5 milhões de sacas por ano.
51:48Isso é muito.
51:49E o Espírito Santo, como você bem falou, corresponde a mais de 70% da produção a nível nacional.
51:55Agora, você falou de portos aí, né?
51:57Existe um desafio logístico no Espírito Santo para escoar esse café, para conseguir exportar esse café.
52:02Que desafio é esse?
52:03Então, em conversa com o Márcio, que ele é o presidente do Centro de Comércio de Café de Vitória,
52:08ele relatou um pouco para a gente sobre essa realidade na nossa coluna Agro Business.
52:13Ele citou que nos últimos 18 anos deixamos de exportar o equivalente quase a uma safra inteira de café.
52:19E isso representa muito para a nossa economia, porque não é somente importante para o produtor,
52:24mas sobre toda a cadeia.
52:26Para a gente ter uma ideia, Ricardo, em 2002, o Espírito Santo exportava mais ou menos 4,3 milhões de
52:33sacas de café.
52:34Em 2020, esse número chega apenas a 1,2 milhões.
52:38O que está acontecendo?
52:39Se a gente está aumentando nossa produção, a gente deveria estar exportando mais.
52:43E esse, de fato, a gente tem visto um grande problema logístico.
52:48Isso tendo atrapalhado e, de novo, o friso.
52:50Que isso não atrapalha apenas o produtor, atrapalha toda a cadeia do agronegócio.
52:55A gente precisa de uma solução urgente nesse setor.
52:58E a gente até mesmo acha que é importante destacar que foi aberto o primeiro fundo imobiliário para o agro.
53:03A gente noticiou isso também.
53:05Pode falar um pouco para a gente?
53:07Você noticiou sobre o lançamento do BTG Agro Logístico.
53:11Isso é um fundo do BTG Pactual, BTAL11, lá na Bolsa de Valores Brasileira,
53:16onde existem vários imóveis logísticos do agronegócio, não é isso?
53:21Isso.
53:22Eu acho que é muito importante a gente entender, Ricardo, e eu sempre falo para quem me acompanha,
53:27que o agro não é apenas dentro da porteira.
53:30A gente precisa começar a entender a cadeia do agronegócio como um todo.
53:35A gente tem o antes da porteira, a gente tem o dentro da porteira e o depois da porteira.
53:39Quando a gente fala sobre fundo logístico se importando com o agro,
53:44a gente está dizendo que ele é um setor significativo para o nosso país.
53:47Então, a gente antes tinha esses fundos voltados muito para a área de soja, de algodão e de grandes culturas.
53:54A gente já começa a perceber um olhar diferenciado para o Espírito Santo.
53:58E, principalmente, aí a gente fala sobre café com nilon.
54:01Bacana.
54:01É bom que isso enriquece e ajuda cada vez mais a desenvolver a economia capixaba.
54:07Bom, a gente vai ficando por aqui com o Mundo Business.
54:10E lembrando, esses conteúdos sobre negócios, investimentos, mercado financeiro, mercado imobiliário, agronegócio,
54:16você tem só aqui na Rede Vitória, lá em folhevitória.com.br barra economia.
54:21E também aqui todos os domingos, às 10 horas da manhã, na TV Vitória Record TV.
54:28Muito obrigado pela sua audiência.
54:30Tenha um excelente domingo.
54:31Um abraço.
54:37Tchau.
54:38Tchau.