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  • há 4 semanas
No terceiro episódio do Programa Mundo Business, Ricardo Frizera entrevista o empresário capixaba Marcus Buaiz, que ganhou o mundo. Ele contou sobre os desafios de sua trajetória e o papel da família em sua história. Em seguida, Frizera visitou a sede da startup capixaba Liberfly e as instalações da franquia Splash Bebidas Urbanas.

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00:07Olá, seja bem-vindo ao programa Mundo Business, meu nome é Ricardo Friseira e eu vou te acompanhar
00:11aqui na TV Vitória Record TV pelos próximos domingos às 10 horas da manhã e às 1h15 da
00:17madrugada. A liderança de hoje já produziu mais de 100 eventos que totalizam mais de um milhão de
00:22pessoas. Hoje eu estou aqui com o empresário capixaba que ganhou o mundo, Marcos Boaz. Marcos,
00:29eu tenho um carinho, um respeito, uma admiração pelo teu trabalho incrível. Você, na minha opinião,
00:36é o que representa da nova geração de talento do Estado. Obrigado pela elogia. Marcos, você é um
00:41empresário capixaba, que saiu do Espírito Santo para fazer negócios em todo o mundo. Como é que foi,
00:47vamos começar do começo, como é que foi essa sua saída aqui do Espírito Santo? Você vem de uma
00:52família muito tradicional aqui, a gente sabe disso, então imagino que não tenha sido uma decisão fácil.
00:57Não foi, Ricardo. Eu sempre fui um menino muito inquieto, sempre fui uma pessoa que baseei
01:03minha vida muito na frase ousadia e alegria. Eu sempre busquei fazer o que eu acreditava que fosse
01:10o que me representasse. Tenho muito orgulho da família, tenho muito orgulho das conquistas da
01:15família. A minha família é meu espelho, é minha referência, mas eu tinha certeza que eu precisava
01:21construir minha própria história. E para eu construir essa história, com respeito e com o nome que minha família
01:26tem aqui no estado, eu precisava sair daqui. Marcos, você atuou um tempo aqui nos negócios da família.
01:31Como foi esse tempo aqui em Vitória, atuando no Grupo Boaz? Foi uma experiência fantástica, que eu levo até hoje,
01:38porque eu tive a oportunidade de participar ao lado de duas grandes referências para mim empresariais,
01:45que era meu avô e o meu pai. E o modelo de gestão sempre foi onde participavam todos de uma
01:52mesma reunião,
01:53chamado comitê de gestão. Lá participava o diretor da rádio, diretor da televisão, diretor da produtora e eu percebi
01:59que a rádio era o Patinho Feio, ninguém falava dela. Naquele momento tinha uma ausência de gestão,
02:05não tinha gestor, estavam buscando um gerente e eu levantei a mão e disse, está na hora de eu descumprir
02:09esse acordo
02:09que eu fiz e me coloco à disposição para ser gerente da rádio, porque o senhor tinha 17 anos.
02:14E você começou, então, atuando na Rádio Jovem Pan?
02:16Foi na época Rádio Transamérica, a gente era afiliado Transamérica e a gente fez uma...
02:21O diagnóstico primeiro foi o seguinte...
02:23Que foi antes da Jovem Pan, Transamérica, aqui na editora.
02:25Foi antes da Jovem Pan. A gente, então, percebeu o quê, Ricardo?
02:28Que existia ali uma comunicação paulista. Então, a definição e a sugestão foi,
02:34por que a gente não traz uma programação regional para a rádio?
02:38E segundo, por que a gente não começa a ter a ousadia de participar como sócio dos eventos?
02:44O que seria isso? Ao invés de a gente cobrar um valor pela mídia,
02:48a gente participar da mídia teria.
02:49Bacana. Essa é uma veia que a Jovem Pan, hoje rádio do Grupo Boaz, a Rede Vitória,
02:56leva, traz muito forte até hoje, a veia de participar de eventos...
02:59A conexão entre rádio e evento, ela é unilateral.
03:03É completamente junto, porque é um complemento.
03:06E assim a gente percebeu. A gente, na época, assumiu a rádio com o último lugar no Ibope.
03:11E quando a gente começou a fazer esse trabalho, vem uma terceira ideia.
03:16A gente tendo o Shopping Vitória, por que não construir um estúdio no meio do mall?
03:21Qual era a ideia? Vamos construir o slogan, a rádio que todo mundo vê.
03:24Então, programação regional, o estúdio, a rádio que todo mundo vê e a participação nos eventos.
03:30Em oito meses, a gente era o número um do Público Jovem.
03:32E aí vocês começaram a fazer eventos junto com as rádios, né?
03:36Você, inclusive, participou da estruturação de algum desses eventos, certo?
03:40Como é que foi isso?
03:41Então, eu tinha descumprido esse acordo com o meu pai e com o meu avô da participação executiva.
03:48Quando eu acabo de entregar o primeiro lugar do Público Jovem,
03:51então eu peço automaticamente a saída para manter e continuar esse trabalho.
03:56Mas eu trouxe um diagnóstico.
03:58Eu falei, olha, se a gente hoje está participando dos eventos em torno de 20% a 30%,
04:02entrando com o Mídia como investimento, por que a gente não constrói a nossa própria empresa de eventos?
04:08Entendeu-se naquele momento que não deveria ser feito e eu fiquei com aquilo na minha cabeça.
04:13E eu continuei ali construindo o projeto que eu tinha como estagiário
04:17e que eu tinha ali me comprometido e estava tendo esse grande proveito que era aprender com eles.
04:23Mas...
04:24Mas teve um evento aí no meio, né?
04:25Aí o que acontece?
04:26Eu percebo que o Espírito Santo não tinha um grande evento de pop-rock.
04:31Eu numa madrugada, como várias vezes aconteceu,
04:35desenhei um projeto, era apenas um rascunho.
04:38Meu salário era de estagiário, então não tinha capacidade de investimento.
04:42Eu tive que ter a primeira experiência de buscar transformar meu sonho em realidade.
04:48Como é que eu fiz isso?
04:49Eu fui ao mercado, busquei investidores, busquei patrocinadores.
04:55E eu, nesse meio dessa criação, eu passando, vindo para aqui, para o centro da cidade,
05:01eu passei pela Praça do Papa.
05:03Praça do Papa emblemática para nós, né?
05:05O Papa João Paulo II tinha rezado uma missa ali.
05:08Falei, puxa, por que não um palco embaixo daquela cruz e fazer um grande evento abençoado?
05:13Então, criei uma marca chamada Vitória Pop Rock.
05:16E foi uma grande ousadia, Ricardo, porque eu me lembro de ter procurado alguns investidores
05:21e eles diziam, puxa, mas o Roberto Carlos, que é o rei, colocou o limite do Álvares Cabral,
05:26que era referência de evento aqui, que eram 8 mil pessoas.
05:30E o meu break point even, o meu ponto de equilíbrio, era 10 mil pessoas.
05:33Puxa, para você ganhar um real, você precisa botar 10 mil em uma pessoa.
05:39Quando ele fala de break even point, é o ponto que ele precisava colocar uma certa quantidade de pessoas
05:44para conseguir fazer com que o evento pelo menos não saísse no prejuízo, não é isso?
05:47Perfeito.
05:48E aí você precisava de 10 mil pessoas para atingir o break even.
05:5010 mil pessoas para atingir o break even.
05:52Mas a gente, muitas vezes, olha apenas para o lado de como é a Vitória, né?
05:57Mas se eu também não botasse os 10 mil pessoas, quanto é que eu perderia?
06:01Eu tive ainda uma inocência, porque eu não conhecia a tradição dos eventos,
06:07então construímos um schedule fantástico.
06:09Jota Quest, o Rapa, a Skank, Charlie Brown Jr.
06:14Tinha três bandas locais, dentre elas o Manimal e o Casaca.
06:20E começamos a estruturar o evento.
06:22Só que parte do meu financiamento era de venda de ingresso, no meu pensamento.
06:27Então começo a pagar as bandas, começo a pagar a estrutura com o resultado do próprio evento.
06:31Só que a gente aprende depois, né?
06:35Aconteceu.
06:35As pessoas compravam muito em cima da hora, Ricardo.
06:38Então eu passei praticamente três meses de venda, os dois meses vendendo um ingresso por dia.
06:44E o desespero começou a bater.
06:45Desespero.
06:46E aí eu tive a primeira experiência de que evento é um esporte,
06:48é realmente o que me proporcionou até hoje transformar meus sonhos em realidade,
06:52mas tem que ter muita paciência, muito estômago para poder produzir.
06:56Mas a Vitória Pop Rock foi um sucesso, né?
06:58Foi um grande sucesso, graças a Deus.
07:00Colocamos, na época, 31 mil pagantes.
07:02E foi um dos momentos mais incríveis da minha vida.
07:06Porque eu brinco com os amigos que são atletas, que ganharam o campeonato,
07:09que fizeram gols em grandes estádios,
07:12que talvez tenha sido ali o momento que eu senti em cima do palco,
07:15vendo aquele mar de gente se divertindo.
07:17Foi o meu gol.
07:18Foi a primeira oportunidade que eu tive, foi minha independência financeira.
07:21E foi quando parte daquele filme que passa na minha cabeça eu decidi.
07:26Eu vou embora do Espírito Santo para construir a minha história.
07:29Você tinha quantos anos nessa época?
07:31Eu tinha 18 anos.
07:3218 anos e você já estava fazendo eventos desse tamanho.
07:34Muito jovem, né?
07:36Muito.
07:36E daí você decide sair de Vitória, sair do Espírito Santo.
07:41Eu amo o Espírito Santo, Ricardo.
07:42Eu sou um apaixonado por esse estado.
07:44Eu acredito que esse estado é o estado mais incrível da federação.
07:48Você tem uma montanha, uma praia muito próxima.
07:51Mas eu precisava ter essa atitude porque eu sabia que tudo que eu fosse fazer aqui,
07:56por mais, repito, que eu tenha orgulho da minha família,
07:59eu ia estar recebendo do meu pai e do meu avô como imagem para as pessoas julgarem dessa forma.
08:04Esse era o primeiro ponto.
08:05O segundo ponto é que eu precisava de investidor,
08:07eu precisava de participação de grandes marcas.
08:09E tudo isso pulsava entre Rio e São Paulo.
08:12Então eu tomei essa decisão.
08:14O primeiro estágio foi morar no Rio de Janeiro e fazer a minha pós-graduação lá.
08:19Então, mais uma vez, uni a teoria com a prática e fiz a minha pós-graduação em marketing na Fundação
08:23Getúlio Vargas do Rio.
08:24E aí, do Rio, já começou a desenvolver alguns outros negócios.
08:29Qual foi o primeiro negócio fora do Espírito Santo?
08:32Então, foi o seguinte, eu recebo um telefonema de um amigo, que eu tenho um grande respeito e gratidão,
08:37que é o Ed Sá Sampaio, de Recife.
08:39Ele tinha trazido um energético para o Brasil, austríaco, chamado Flying Horse.
08:43E ele me convidava para ir no camarote que ele fazia em um evento chamado Recifolia.
08:48E marcou um almoço com o Pedro Paulo Diniz, dizendo que o Pedro Paulo tinha feito uma pesquisa
08:53identificado Vitória como a Mônaco brasileira.
08:57E o Pedro trazia, depois de correr de Fórmula 1, junto com o Flávio Briatore, um projeto chamado Fórmula Renault.
09:03Eles queriam fazer uma produção de corrida de rua no Espírito Santo.
09:07Eu vi o estado, barcamos o almoço, fiquei muito entusiasmado.
09:12E eu, então, trouxe a ideia para o prefeito e para alguns deputados da época.
09:18Eles tinham muita preocupação de que criasse um transtorno e a nossa defesa foi exatamente essa.
09:23Muitas vezes, o entretenimento pode causar alguns transtornos de trânsito ou qualquer coisa nesse sentido.
09:29Mas o potencial que se tem de potencializar crescimento e fortalecimento de preço de metro quadrado,
09:37visibilidade nacional ou internacional, se justificava.
09:40E eles concordaram.
09:41Então, ali foi o primeiro grande negócio que foi trazer a Fórmula Renault aqui para Vitória.
09:45Que também foi um sucesso.
09:47Foi um grande sucesso, foi um contrato de quatro anos.
09:49Mas ali foi um game changer na minha vida, Ricardo.
09:52Porque foi o seguinte...
09:53Game changer é a virada de chave.
09:54A virada de chave.
09:55Foi o seguinte...
09:56O Pedro Paulo, então, falou...
09:58Olha, Marcos, você tem uma comissão para ganhar.
10:01Você já bigzou.
10:02A gente vai ter uma renda sobre isso.
10:04E eu queria, então, gerar esse resultado para você.
10:06E era um dinheiro que eu nunca tinha visto na minha vida.
10:09Me potencializaria para algumas grandes coisas.
10:12Mas eu tive uma ideia.
10:13Que realmente foi uma mudança completamente do patamar que eu pretendia e que eu queria.
10:17Eu falei...
10:17Olha, eu preciso ir para São Paulo.
10:18Eu entendi que eu entretendi.
10:19Já me formei e me pós-graduei.
10:21Agora eu preciso construir ainda mais forte essa minha fortaleza no entretenimento.
10:26E é São Paulo.
10:27Não tem outro lugar.
10:28Então, em vez de você me dar essa comissão, me permite que você invista esse dinheiro
10:33numa empresa no qual eu preciso retribuir o Edsaac nos apresentou, dando 33% para ele.
10:38Eu fico com o 33%, você com o 33, Pedro.
10:41A gente cria uma companhia.
10:43Os meus eventos...
10:44Na época eu fazia o Vitória Pop Rock.
10:45Já fazia um outro evento em Vitória chamado Vitória Fashion Days.
10:49O Edsaac tinha um Recifolia.
10:50Todo mundo aporta os seus projetos.
10:52A gente já começa como líder no Brasil.
10:54E o Pedro brincou.
10:55Falou...
10:55Mas vai ser muito menos.
10:56Eu vou investir muito menos do que o dinheiro que eu te dava.
10:59Ou que eu fosse te dar.
11:00Falou...
11:00Não há problema.
11:01Vai ser a minha porta de entrada em São Paulo.
11:04E eu passei a ser gestor dessa empresa.
11:05Chamava-se Roche Entretenimento.
11:07A gente, em seis meses, era a maior empresa de entretenimento da América Latina.
11:11A partir da Roche vocês começaram a desenvolver outros projetos, né?
11:15Então, a Roche, como eu te coloquei, a gente começou a fazer projetos nacionais.
11:18A gente, então, se associa em seis meses ao Gilberto Gil no Camarote Expresso 2222.
11:24O Seno Rupio Ascioli tinha uma empresa que fazia um evento.
11:27A gente faz uma joint venture para um evento chamado Hip Hop Manifesta.
11:31E criamos o maior evento de Hip Hop da América Latina.
11:34O joint venture era uma união, né?
11:35Uma união entre as empresas.
11:37A gente chamava que faz a nome da empresa.
11:38A gente fez Florianópolis e Rio de Janeiro.
11:42Trouxemos grandes rappers, Snoop Dogg e Ja Rule.
11:45E, nesse momento, surge uma oportunidade.
11:47Um amigo que morava nos EUA, o Mário Bernardo Garneiro,
11:51nos propõe abrir uma sociedade com o maior grupo de entretenimento de Nova York,
11:55com uma casa noturna chamada Lotus.
11:57Eu fui a Nova York entender a ideia,
11:59porque eu não entendia que uma empresa de entretenimento
12:02devesse investir em evento noturno.
12:05Mas o Mark Baker e o Jeffrey Ja,
12:08grandes idealizadores de uma área importante de Nova York,
12:11chamada Midpacking,
12:12eles disseram, mas a casa noturna nada mais é do que um evento por dia.
12:18Então, idealizamos a Lotus e ali começava uma nova etapa da minha vida,
12:21que era a etapa de investir na noite de São Paulo e na noite do Brasil.
12:24Você tinha resistência porque você costumava fazer eventos, né?
12:27E agora você vira a chave para casas noturnas, operações fixas,
12:31muito mais complexas do que um evento pontual, é isso?
12:35Muito diferente e ao mesmo tempo muito complementar,
12:37porque o evento eu faço um Vitória Pop Rock,
12:39coloco lá 30 mil pessoas, eu monto, faço o projeto e desmonto.
12:44A casa noturna é estática, é uma casa que você tem seu custo fixo,
12:47você tem seu custo variável, você tem custo de abertura,
12:50é um evento por dia, mas tem uma metodologia diferente.
12:54Mas eu criei uma ideia que foi diferente.
12:56Nova York abria de segunda a segunda,
12:57então a expectativa deles é que São Paulo também abrisse dessa forma.
13:00Eu falei, não, nós vamos abrir dois dias por semana, quarta e sexta.
13:03Vamos criar dificuldade, vamos criar qualidade.
13:06E de fato aconteceu, o Brasil inteiro ia para a Lotus.
13:08A Lotus virou realmente uma referência,
13:10era no Shopping Day Day ali no Old Trade Center de São Paulo.
13:14E ali foi uma definição de que manteríamos os eventos,
13:18mas que eu ia cada vez mais emergir e focar nessa coisa das casas noturnas,
13:23porque se tinha muito um dilema de que casa noturna era coisa de diversão,
13:27mas é o contrário.
13:28Eu trouxe um gestor do dia e nós administrávamos aquilo segundo a segundo.
13:34O que era o dia?
13:36Dia.
13:37Trouxemos uma pessoa que trabalhava no dia, era um administrador de shopping center.
13:40A gente não queria trazer alguém com uma filosofia noturna.
13:43A gente queria administrar uma casa noturna como se administrava uma concessionária de veículos.
13:47E um negócio?
13:48Um negócio com meta, objetivo.
13:51A gente chegou a gerar época para...
13:54Eu sempre acreditei no modelo de meritocracia.
13:57A gente chegou a gerar 18º salário nas casas,
14:00porque a gente dividiu o lucro com os funcionários, com os colaboradores.
14:03Então, ali eu acho que não apenas mudou a minha vida,
14:07como a gente conseguiu contribuir para mudar também e potencializar a vida noturna de São Paulo.
14:11Mas a Lotus foi só a primeira, né?
14:12Depois você veio com uma série de investimentos nesse mesmo setor.
14:15Depois a gente entendeu e recalculamos essa rota.
14:18Entendemos que o Pedro queria focar cada vez mais em participar dos projetos da família.
14:24O Edsa cada vez mais voltado para outros projetos.
14:27E eu sempre defendi.
14:28Eu sempre fui um defensor, Ricardo, de sociedade.
14:30Que eu acho que eu tenho a humildade de reconhecer que sociedade é um ato complementar.
14:34E para dar certo, você faz a sua parte, o seu sócio faz a parte dele.
14:38E vocês têm o mesmo objetivo que é dar certo.
14:40Então, o objetivo nesse caso foi eu seguir minha carreira solo,
14:44vendi minha participação da Roche e comecei a investir nesse segmento.
14:48E tive aí uma ousadia ainda maior, que foi construir uma casa noturna chamada Royal,
14:53que era entre a Consolação e São Luís, centro da cidade de São Paulo.
14:58E ali foi mais um movimento...
15:00Fora do eixo tradicional de entretenimento de São Paulo, né?
15:02Absolutamente diferente, completamente fora do eixo Itaim, jardins.
15:07Mas foi ali realmente uma oportunidade de mostrar a possibilidade de mais uma vez
15:14construir um entretenimento sério, com números, com resultado.
15:18E depois do Royal, a gente consolidou quase que ao mesmo tempo 14 casas noturnas.
15:23Então, você chegou a ter ao todo em funcionamento mais de 14 casas, é isso?
15:28Quantas casas ao todo?
15:29Desde participação em Miami, a participação em Belo Horizonte, a participação em casas,
15:35inclusive, aqui no Espírito Santo.
15:36Totalizava quantas casas?
15:3714.
15:3814 casas.
15:39E aí eu tive uma oferta, costumo dizer que tem uma mudança muito importante na minha vida,
15:46no ápice do Royal, a gente vivendo ali, recebendo as maiores personalidades do Brasil.
15:51O Luciano Huck, que é uma pessoa que eu respeito, admiro, um grande amigo,
15:56vira para mim e fala, isso é viver da noite até quando?
15:59Porque o Luciano chegou a ser promotor de casa, depois virou referência de dono de casa noturna.
16:06E para mim parecia uma eternidade, eu falei, absolutamente não tenho ideia de sair desse negócio.
16:11Mas aquilo ficou na minha cabeça.
16:13Então, passado isso aí um tempo, meu filho José, de 8 anos, a Vanessa fica grávida,
16:19e aí quando o José começa a sua formação, eu digo, olha, chegou a hora de sair por cima.
16:25As casas faturando bons valores, resultados de EBITDA importantes.
16:30E aí o fundo de investimento me faz uma oferta e eu saio definitivamente desse segmento.
16:38E você saiu desse segmento e virou sócio de algumas das grandes personalidades do Brasil,
16:42como, por exemplo, o Ronaldo, o jogador Ronaldo, o Ronaldo Fenômeno.
16:45Ele já vai responder essa pergunta.
16:47Fica aí que no próximo bloco eu visito a franquia Splash Bebidas Urbanas
16:51e a startup Liberfly que está revolucionando o direito.
16:54Mundo Business volta já!
17:04Hoje eu estou aqui na Liberfly, startup que está revolucionando o mundo do direito.
17:08Avaliada em 50 milhões de reais, a empresa já atendeu demanda de mais de 10 mil passageiros
17:14no mundo inteiro contra companhias aéreas.
17:16Hoje eu vou conversar com o sócio fundador Gabriel Zanetti e o diretor financeiro Pedro Duarte.
17:40Zanetti, a Liberfly surgiu com a ideia de ajudar as pessoas a acessarem a justiça,
17:45democratizar o acesso à justiça.
17:46Como você funciona?
17:48Certo, a Liberfly surgiu aproximadamente quatro anos atrás
17:51de umas dores de quando eu ainda era universitário no mundo do direito,
17:56quando eu via aquilo que era aquele mundo totalmente burocrático.
17:59Então nós nascemos para desburocratizar o acesso
18:02a indenizações ao direito do passageiro aéreo de forma totalmente digital.
18:06Então nós nascemos para levar a tecnologia também ao mundo de direito
18:09e garantir as indenizações desses passageiros.
18:12Da fundação ali nos rios de 2015, não foi isso?
18:15Até agora vocês já conquistaram muitas coisas e avançaram muito.
18:19Fala um pouco para a gente dessas conquistas.
18:22Bom, quando nós nascemos há quatro anos atrás, eu, Ari e César, sócio da Liberfly,
18:27nós não conhecíamos muito bem o mundo do marketing, o mundo da tecnologia,
18:31só que nós éramos muito apaixonados por essa história.
18:35Nós começamos a trabalhar, batemos muita cabeça e entendemos como era o cenário do direito
18:40e como atingir esse passageiro aéreo que ele era alisado todos os dias aqui no Brasil.
18:45Nós conseguimos hoje atender já mais de 10 mil passageiros do Brasil e também do mundo inteiro, né,
18:51com sede na Europa e hoje nós somos premiados e conseguimos até mesmo entrar para a seleta turma
18:56da Scale Up da Endeavor, que entraram como consultores e forma de acelerar mesmo o nosso trabalho
19:03para o Brasil e para o mundo a conseguir atingir novos patamares.
19:06O que é a Endeavor?
19:07A Endeavor é nada mais nada menos que uma instituição ligada a Jorge Paulo Leman,
19:11que hoje é um dos principais empreendedores do Brasil, ao meu ver,
19:14que ela vem mesmo para acelerar esses empreendedores.
19:17Eles focam muito mais na pessoa do executivo para você calgar degraus maiores
19:23e conseguir fazer a diferença da sociedade.
19:26Você desenvolver o ecossistema, você conseguir gerar empregos,
19:29então ele vem mesmo para levar as empresas para outro patamar.
19:33Vocês têm base em Vitória, mas já têm sede na Europa, é isso?
19:37Exato. Quando nós nascemos aqui em Vitória,
19:39nós sempre tivemos o sonho de atacar e conseguir crescer para o mundo inteiro.
19:43Nenhuma das críticas, vocês são de Vitória, nos inibiram a crescer e tentar os savôs maiores.
19:49Então hoje a Liberfly, ela orgulhosamente tem sede em Vitória, Espírito Santo,
19:54porém já contamos também com uma sede em Porto, na cidade de Portugal,
19:57justamente para poder atender todo cidadão passageiro brasileiro e todo cidadão passageiro europeu.
20:03Isso é apenas o início e nós queremos ainda atingir o mundo todo.
20:07Zanetti, para fazer essa expansão para a Europa, vocês captaram recursos aqui no mercado.
20:11Como foi isso?
20:12Exatamente. Com o crescimento da Liberfly, nós optamos em realizar o Valuation
20:17na empresa com assessoria de uma empresa chamada Rising Stars Capital,
20:21aqui de Vitória, Espírito Santo.
20:23A Liberfly foi avaliada com um valor de mercado de 50 milhões de reais
20:27e nós passamos a buscar algumas cotas de 10% para conseguir de fato expandir o nosso negócio,
20:33alçar voos maiores no Brasil e também expandir com segurança para a Europa.
20:37Valoration é a avaliação, o valor de mercado da empresa.
20:40Isso foram avaliados em 50 milhões de reais, captaram recursos para fazer a expansão para o exterior, é isso?
20:46Exatamente, exatamente. Todo o valor captado foi investido inteiramente dentro da empresa
20:51para melhorar principalmente do time de tecnologia para conseguir expandir sem necessidade de tantas pessoas.
20:57A gente quer levar cada vez mais tecnologia ao mundo do direito.
21:01Nessa missão de desengessar o direito, vocês estão expandindo para novos negócios, outras áreas.
21:07Que novos negócios são esses?
21:09Exatamente. Com o modelo da Liberfly já validado, nós temos a vontade de expandir esse modelo de negócio
21:15para outros mercados. Seja o mercado de telefonia, mercado bancário, mercado previdenciário.
21:21Então, nós temos um setor aqui dentro da Liberfly mesmo, focado em estudar outros mercados.
21:26Além disso, na Liberfly, nós também realizamos a compra de ativos judiciais.
21:31Por conta disso, nós estamos buscando a criação de uma securitizadora para emissão de debêntures
21:36e conseguir comprar ativos judiciais em maior escala.
21:39O que são ativos judiciais? O que é uma securitizadora?
21:43A securitizadora vem para conseguir a emissão de debêntures, ao qual o povo empresariado capixava
21:49e ela consegue investir um valor.
21:51O debênture é um título de crédito, é isso? Uma dívida?
21:54Exatamente. É um título de crédito e nada mais porque esse título de crédito
21:57é utilizado para a compra desses ativos judiciais, que são processos judiciais
22:02que envolvem alguma indenização com liquidez futura.
22:05Então, esse ativo vem para antecipar as partes que desejam essa antecipação envolvida.
22:10Então, a ideia basicamente é, eu tenho um processo, esse processo haverá dinheiro
22:13e eu vou criar um mecanismo onde eu, investidor pessoa física, consigo comprar uma parte desse processo
22:19que vai virar dinheiro no futuro, é isso?
22:21Exatamente. E com isso a gente possibilita até mesmo por conta desses ativos judiciais
22:26oferecer taxas de lucratividade muito maiores até mesmo que o mercado tradicional.
22:31Perfeito. Zanetti, acho que a sociedade capixaba e brasileira agradece ao trabalho de vocês.
22:37Parabéns pelo seu trabalho.
22:38Muito obrigado, Ricardo. Nós estamos aqui, de fato, para fazer a diferença no mundo do direito no Brasil e no
22:43mundo.
22:43Muito obrigado.
22:58Para entender melhor essa questão de investimento em processos judiciais,
23:01eu estou aqui com o diretor financeiro da Liberfly, Pedro Duarte.
23:05Duarte, explica para a gente como funciona isso.
23:07É, esse tipo de investimento é um investimento que está crescendo aqui no Brasil,
23:11ele já é bem desenvolvido lá fora, tem vários fundos que estão atuando nesse setor,
23:15que é o setor de litigation finance, que a gente chama.
23:17Litigation finance.
23:18Litigation finance.
23:19Basicamente é financiar ativos judiciais, é isso?
23:22Exatamente. Ou eles entram custeando ali as despesas com escritórios de advocacia
23:27e demais despesas dos processos ou eles entram comprando esses eventuais recebíveis futuros
23:32para depois receber o valor que vem desse ganho de causa ali.
23:37Ou seja, o processo haverá dinheiro e vocês entram financiando o processo para depois escolher o lucro no final da
23:43causa, é isso?
23:43Exatamente. Ou comprando esses eventuais recebíveis futuros ali, tirando o risco da parte que está ali autora do processo
23:51ou a parte que está sendo processada, a gente tira o risco deles e fica com um retorno ali em
23:58cima desse ganho de causa se esse ganho vier.
24:01Então a gente tem aqui uma tecnologia que dentro da empresa que avalia a questão de se a probabilidade é
24:09grande ou pequena
24:09de eu ter procedência ou improcedência nesse processo e eu entro comprando os ativos que são mais interessantes ali
24:15com uma metodologia de precificação que a gente montou.
24:17Saio da sede da Liberfly no Barro Vermelho e vou até em Seada do Suá, na sede da franquia Splash
24:23Bebidas Urbanas.
24:31Hoje eu estou aqui na franquia Splash Bebidas Urbanas para conversar com o CEO da empresa, Lucas Moreira, e a
24:36fundadora, Bruna Farenzel.
24:38Avaliada em 15 milhões de reais, a empresa recebeu aporte de dois investidores, Rogério Salumi, fundador da Wine, e do
24:45Grupo Maurício Toledo.
24:46A empresa cresceu forte durante a pandemia. Antes do Covid, tinha 15 lojas.
24:52Hoje tem 25 e pretende finalizar o ano com 45 unidades, chegando até 100 lojas até o ano que vem,
24:592021.
25:05Lucas, como é que foi o processo de fundação da empresa?
25:07Bom, Ricardo, eu e a Bruna somos capixabas, nascemos aqui no Espírito Santo e a gente foi para São Paulo
25:14já faz 10 anos.
25:16Lá trabalhei no mercado de franquias, trabalhei com várias marcas de franquias, muitas no mercado de alimentação.
25:22E diante da minha experiência, acabei desenvolvendo, planejando o modelo que hoje é a Splash Bebidas Urbanas.
25:28A Splash é um modelo que a gente criou para ser compacto, simples de trabalhar, muito fácil, várias bebidas.
25:35Nós somos uma casa de bebidas. Muitas pessoas falam, ah, cafeteria, de fato é também, porque nós temos café.
25:40Mas nós somos muito mais do que isso. Nós temos vários tipos de bebidas, geladas, quentes, salgados, doces.
25:47E por conta disso, a gente consegue atingir todo o público brasileiro.
25:51Inclusive, o nosso foco são produtos com sabor brasileiro.
25:55Então, você vai tomar um frappé da Splash, você vai ter a paçoca de verdade, o brigadeiro de verdade, que
26:00te dá a cremosidade do produto.
26:02Lucas, qual é o modelo de negócio da empresa?
26:04E por que ele foi responsável por esse crescimento tão acelerado aqui durante a pandemia?
26:09Ricardo, acredito que seja muito por conta disso.
26:11É um modelo, realmente, ele é compacto, ele é fácil, você consegue ir para uma cidade de interior.
26:16As pessoas, eu sempre falo que a Splash, tudo que a gente vende nela não são produtos novos no mercado.
26:24O consumidor já experimentou algum tipo de produto.
26:26O que a gente faz é apresentar ao consumidor uma forma diferente de consumir esse produto.
26:32Então, a gente consegue ir para a cidade, por exemplo, Atibaia, São Paulo, Jacareí, Vitória.
26:36Nós temos uma loja no Shopping Vitória.
26:38Ele acaba vendo na Splash um modelo bem bacana.
26:41A gente não tem cozinha, a gente não trabalha com cozinha.
26:43Então, a gente tem um modelo realmente muito prático de fazer.
26:47Às vezes vai ter um empreendedor que, sei lá, foi bancar a vida toda ou exerceu uma outra função e
26:54nunca entrou na cozinha.
26:55Eu mesmo sou péssimo na cozinha, porém eu consigo ir lá atrás do balcão e fazer uma bebida e um
27:01salgado em 3, 4 minutos.
27:02A pessoa consegue sair dali.
27:03Isso, com certeza, atrai bastante o empreendedor, o investidor para poder montar o modelo da Splash na cidade dele.
27:10E, de fato, o investimento também é um investimento bem baixo.
27:13Enfim, isso é muito legal.
27:15Lucas, agora, mesmo durante a pandemia, vocês tinham 15 lojas antes do Covid e querem chegar a 100 até o
27:20final do ano que vem.
27:21Como é que é essa expansão tão rápida, mesmo com a crise?
27:23A gente trabalhou da seguinte forma.
27:26Até o ano passado, a gente estava focado somente na região Sudeste.
27:30Então, nós temos loja no Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
27:34Depois do Covid, a gente viu que tem uma oportunidade muito grande de pessoas de outros estados procurando a gente
27:39já,
27:40mesmo sendo de uma marca tão jovem.
27:42Diante disso, a gente já abriu para outros estados.
27:44Então, nós temos loja agora no Paraná, Brasília, temos oportunidades também no Rio Grande do Sul.
27:49Enfim, a gente tem agora uma oportunidade bem grande para poder atingir raios próximo da região Sudeste.
27:55Para o ano que vem, para chegar a 100 unidades, a gente vai abrir, de fato, a expansão a nível
28:00nacional.
28:01E, diante disso, a gente está preparado para poder atingir outros estados.
28:05E, com certeza, a expansão vai ser bem rápida, talvez até acima disso.
28:09Qual é o investimento mínimo para quem quer abrir uma franquia da Splash?
28:12Ricardo, a gente sempre fala.
28:14A gente tem modelos hoje, um modelo bem compacto, que é o modelo Express, que a gente chama,
28:18investe aí em torno de 100, 120 mil.
28:21Mas, uma loja com mesas, cadeiras, um espaço maior, você acaba investindo aí a partir de 160 mil.
28:29Então, assim, você consegue ter aí 100 mil, 120 mil reais, você consegue montar uma Splash Express,
28:33onde você vai atender grande parte disso no delivery.
28:37Isso é muito importante.
28:38Hoje o iFood é um parceiro nosso, que está trazendo bastante faturamento nas nossas lojas,
28:43empresas que estão abertas agora.
28:44A pandemia também, ela veio para poder alavancar o faturamento no delivery, né?
28:57Bruno, como vocês estruturam a linha de produtos aqui da Splash?
29:01Então, Ricardo, a gente desde a concepção, a ideia é que a Splash venha a ser uma marca aberta, de
29:06fato, né?
29:07É democrática.
29:08Então, todos os públicos são muito bem-vindos, assim.
29:11E aí, desde o momento que a gente idealiza um frappé, que é o nosso carro-chefe, até a linha
29:16de produtos próprios,
29:17a gente não se desfaz dessa concepção.
29:20Então, eu tenho uma linha vegana, onde os veganos conseguem, sim, confraternizar com seus amigos não veganos.
29:27Eu tenho uma linha de cápsulas de chás e cafés totalmente compatível com o sistema Nespresso,
29:34o que é um grande diferencial quando a gente vai para praças menores, né?
29:37Seja um estado como o nosso, o Espírito Santo, ou ainda um interior,
29:42que as pessoas têm essa ânsia do consumo, mas têm a dificuldade, né?
29:46E demora dias para esse produto poder chegar.
29:49Então, a gente oferece essa experiência de consumo dentro das nossas unidades também.
29:53E o grande diferencial também é essa linha de produtos próprios.
29:57A gente dá a possibilidade desse franqueado ampliar aí o ticket médio mesmo em loja, né?
30:03É um diferencial da marca e a gente vem aí agora com uma linha bem interessante para o Natal também.
30:09Então, com os copos retornáveis, canudos de metal, a gente tem as cápsulas que também entram.
30:15Então, tem uma linha muito legal, muito bacana esperando aí para a performance do Natal.
30:20Bruno, muito obrigado e parabéns pelo trabalho.
30:22Obrigada, obrigada a vocês.
30:24Com essas duas visitas, conseguimos perceber como o Espírito Santo e a capital Vitória
30:29está conectado ao mundo quando o assunto é inovação.
30:40Mundo Business está de volta com o empresário capixaba que ganhou o mundo, Marcos Boas.
30:45Marcos, a gente falava da sua sociedade com o Ronaldo.
30:47Você sai do business, do negócio de casas noturnas e vai rumo a novas empreitadas, várias viradas de chave na
30:55sua vida.
30:55Essa entrada do Ronaldo foi uma.
30:57Eu sempre digo que são recálculos de rota.
31:00Eu acho que todas essas oportunidades me fizeram cada vez mais me graduar para empreender cada vez com mais ousadia
31:08e com mais responsabilidade.
31:10Mas, de fato, no processo de venda das casas, o Ronaldo era um amigo de longa data.
31:16O Ronaldo vem ao Brasil jogar futebol.
31:18Aí a gente começa a falar sobre a pós-carreira dele e tivemos uma ideia de construir uma empresa que
31:23unia entretenimento,
31:24que era o meu know-how, junto com o esporte, que era o know-how dele.
31:27E então trouxemos a WPP, que era o maior grupo de mídia do planeta, para que pudéssemos fazer esse tripé
31:33e investir no projeto a nível Brasil e depois a nível mundo.
31:38E você fundou uma empresa com o Ronaldo?
31:39Fundamos uma empresa chamada Nine.
31:42Qual era o objetivo da empresa?
31:43Grandes eventos, marketing esportivo e, principalmente, gestão de carreira de celebridades,
31:50porque o Ronaldo era uma grande referência de alguém que, além de jogar futebol em grandes clubes,
31:55soube fazer grandes resultados também com a sua própria marca e com a sua imagem.
31:59E vocês assessoraram várias celebridades, né? Fala algumas para a gente.
32:03A gente assina um contrato com o Neymar com 17 anos,
32:06que me acompanha até hoje, é uma parceria com o pai dele.
32:09O pai é o gestor da carreira com a NR Esportes.
32:12Essa parceria com a Nine começou lá atrás.
32:14A gente tem também...
32:15O próprio Ronaldo começa a ser um grande case pós carreira,
32:18porque os maiores atletas, quando param de jogar, param de ter renda.
32:22Ao contrário, o Ronaldo passou até mais com imagem do que quando jogava.
32:26E o grande case é o Anderson Silva naquele momento,
32:29porque o MMA começa a se desbravar.
32:32O Anderson, um atleta em desenvolvimento,
32:37eis que a gente assina um contrato e constrói aí um fantástico projeto
32:40que deu grandes resultados.
32:42Então, a Nine se projeta para o mundo como uma grande companhia
32:46e como uma grande aposta de gestão de carreira e de marca.
32:50Chegou a ser uma das maiores do mundo, é isso?
32:52Chegou a ser uma das maiores do mundo, mas para mim uma experiência muito importante,
32:55porque, além de sócio, eu era o CEO e eu reportava para o grupo WPP.
33:01O grupo WPP no Brasil tem 80% das agências de publicidade.
33:05É um, como eu falei, um grupo londrino.
33:07O Sir Martin Sorrell, na época, o presidente.
33:09Um cara cavaleiro da rainha, uma referência mundial de publicidade.
33:14Então, eu tive uma grande oportunidade de participar de uma gestão mundial.
33:21reunião em inglês 90% do meu tempo.
33:24Então, para mim, Marcos Bulaes foi a maior experiência como gestão.
33:28Uma coisa eu digo, uma coisa é empreender, outra coisa é você fazer a gestão do teu negócio.
33:32Você pode fazer as duas coisas ou fazer uma delas.
33:35Nessa experiência, além de empreendedor, eu aí fiz a minha pós-graduação como gestor.
33:41E aí, a Nine foi um sucesso.
33:43Depois, a Nine, você decide criar outras empresas.
33:47Como é que foi isso?
33:48No momento da Nine, Ricardo, eu percebo que existia um novo movimento.
33:52De uma nova mídia.
33:54De um projeto em que o próprio Anderson passa a ser essa referência.
33:58O próprio Ronaldo, quando a gente cria o Ronaldo sendo comentarista da Copa do Muro pelo seu Twitter.
34:03E a gente traz um patrocinador para assinar isso com o Ronaldo.
34:06Então, o Ronaldo fazia, através das suas redes sociais, o comentário da Copa.
34:10Depois, a gente, então, começa a ver uma demanda também pelo Twitter do próprio Anderson Silva.
34:16As pessoas queriam saber o que o Anderson pensava e fazia antes da luta.
34:20E o Anderson, então, utilizava isso como uma plataforma de comunicação.
34:23Então, a gente passou a entender que a celebridade tinha um novo momento, que era o entendimento
34:29que eles não eram apenas um projeto de marca e sim um projeto de mídia.
34:33E surge uma oportunidade de se criar a Spark, onde eu vou ao Martin Sorrel, defendo a ideia
34:40de a gente criar a SDN da Nine.
34:41Ele entendeu que não era, porque nós éramos agência de publicidade.
34:46E fazia sentido, como é que a gente podia ser um veículo de mídia.
34:49Então, naquele momento, eu entendi que, mais uma vez, se deveria permanecer o entendimento
34:55de que todos estivessem felizes e entendendo que aquele era um movimento que eu acreditava
35:00para a minha carreira.
35:01Saio da empresa, junto com dois executivos que trabalhavam comigo à época, o Rafael
35:06Coca, que cuidava das celebridades, o Rafael Pink, que cuidava da mídia.
35:10A gente funda a Spark, que é, sim, um desafio grande e que tem sido o grande foco da minha
35:16vida nesse momento.
35:17O que a Spark faz hoje?
35:19A gente entende que as celebridades, os influenciadores, são a nova mídia.
35:24Isso não quer dizer que a televisão vai deixar de existir, que a rádio vai deixar de existir,
35:29que os jornais online vão deixar de existir.
35:32Ao contrário, passa a ser mais uma opção de mídia.
35:35A gente entende que é uma mídia que você consegue entregar resultado, que você consegue
35:39entregar número e que você pode fazer grandes projetos com grandes marcas.
35:44Então, nós entendemos esse modelo, esse formato e aí passamos a exportar a ideia.
35:50E aí abrimos em grande parte hoje escritórios pelo mundo inteiro.
35:54Já somos entre as três maiores do mundo e aí posso te confessar que é um grande
36:00prazer, é uma grande honra poder fazer parte desse time da Spark, que a cada dia, a cada
36:05momento, nos traz cada vez mais a evidência de que a adesão foi certa naquele momento.
36:10Vocês também atendem várias celebridades na Spark, é isso?
36:13Na verdade, a Spark é um projeto de mídia.
36:16A gente atende as empresas, não temos catálogo de marca, a gente busca o que é melhor para
36:23a empresa.
36:24O sistema identifica que o Ricardo Friseira é a melhor pessoa para falar em nome dessa
36:29marca.
36:30A gente faz essa conexão e entende que o Ricardo, naquele momento, ele é um grupo de
36:34mídia.
36:35Os seguidores dele passam a ser parte desse processo.
36:38Ele passa a ser parte desse processo.
36:40Então, a gente viu esse número, costumo dizer que número no mente.
36:43Esses últimos anos a gente percebe que o crescimento é avassalador e as redes sociais
36:48elas não vão terminar.
36:50Elas vão ter uma mutação natural.
36:53Vai ter o LinkedIn, vai ter o TikTok, vai ter o Instagram, vai ter o Twitter, vai ter o
36:56Facebook.
36:57Cada uma cumprindo as suas obrigações, mas entendendo que as pessoas passam a ter uma força
37:03muito grande.
37:04Vou te dar um dado importante.
37:06Antes, a maior referência para as pessoas de um ato de compra, de uma decisão de compra
37:10era alguém da família, que dizia, olha, compra aquele produto porque aquele produto
37:13é bom.
37:14E hoje é um influenciador.
37:16Já assinaram alguns grandes contratos nesse parque?
37:19Grandes contratos.
37:21A gente vem abrindo no Brasil inteiro, como eu falei, no mundo.
37:24A gente hoje tem uma parceria com a Rede Vitória do Espírito Santo, muito feliz e com
37:28grandes resultados.
37:29a gente tem Manaus, a gente tem Bahia, a gente tem grandes centros.
37:33Mas as marcas têm acreditado cada vez mais e têm percebido que na hora que se programa
37:39televisão, rádio, na hora que se programa jornal, o influenciador vem e agrega bastante
37:44esse pulso.
37:45Marcos, você é um cara muito ligado à sua família.
37:48A gente percebe isso.
37:49Como é que você enxerga esse papel dos seus filhos, da sua mulher na construção da sua carreira
37:54como empresário?
37:55Ricardo, tudo.
37:57Porque desde que os meninos nasceram, a minha vida mudou radicalmente, positivamente.
38:01Eu busco ser uma pessoa melhor a todos os dias.
38:05Eu tenho uma missão, uma missão de educar que não é fácil, mas é de grande prazer.
38:10Eu não consigo imaginar a minha vida sem eles e são a minha base.
38:15A Vanessa é uma pessoa que me deu uma grande parceira.
38:19Temos agora uma conexão, eu falava com ela inclusive ontem, esse momento que o Brasil
38:25e o mundo vive.
38:26Fortaleceu esse ambiente familiar.
38:28Quem me conhece sabe, eu sou muito dedicado ao trabalho, sou muito devoto a fazer aquilo
38:32que eu acredito.
38:33Os meus filhos e elas sempre entenderam isso.
38:36Mas nesse momento eu tenho sido um cara participativo em todos os pontos.
38:41Desde a hora que meu dia começa a partir da aula online, que termina às 11 da manhã
38:46e tenho tido a oportunidade de ao mesmo tempo ser professor e aluno.
38:50Então, realmente, eu tenho vivido um momento muito difícil para o mundo, um momento muito
38:55difícil para o brasileiro.
38:57Sou otimista, acredito que a gente vai sair mais forte como ser humano, como empresário
39:01nem se fala.
39:02Mas eu saio desse momento muito mais forte e cada vez mais acreditando que a família
39:08é a base de absolutamente tudo.
39:10Eu digo isso porque eu me lembro de um momento em que eu estava com você, a gente numa situação
39:13de trabalho e você fazendo um call com o seu filho lá em São Paulo, ensinando
39:18ele a estudar, se eu não me engano, ou pedindo para ele fazer o dever.
39:21Não me lembro exatamente o que era, mas acho que era algo nesse sentido.
39:24E aí, assim, a gente vê hoje muitos empresários muito focados na carreira e com burnout, enfim,
39:30algumas dificuldades de gerenciar o tempo.
39:32Como é que você faz para gerenciar o seu tempo entre os negócios e a família?
39:36Eu não acredito nesse discurso.
39:39Tem uma referência grande do Abidio Diniz e do João Paulo, que é um grande amigo que
39:42eu conquistei aí nessa vida corrida, que sempre acreditaram que o esporte era
39:48na base do bem-estar, do crescimento, do rejuvenescimento.
39:53Eu tenho essa crença.
39:55O dia cabe tudo o que você quiser fazer.
39:58Basta você se programar e se agendar da forma e priorizar o que você, de fato, precisa.
40:03Eu começo o meu dia com o esporte, depois eu vou para minha vida profissional e não abro mão disso.
40:10As pessoas que convivem comigo sabem, seja no momento de manhã ou seja no momento da hora do almoço,
40:15que são os dois horários que eu coloco para treinar, que são as minhas prioridades.
40:20Então, se tinha muito, eu me lembro no passado a dificuldade de dizer que você tinha essa posição e essa
40:27prioridade,
40:28porque parecia que você não era um cara comprometido com o trabalho.
40:31Exato.
40:31Eu sempre tive o compromisso de ser muito mais comprometido comigo, com a minha saúde.
40:36O que vai adiantar você não tendo saúde?
40:38Você como é que vai trabalhar?
40:39Então, eu sou defensor de que o dia cabe absolutamente tudo.
40:44Ter um momento com a família, ter um momento com o trabalho e ter um momento consigo mesmo,
40:48que é com o esporte e com o seu lazer.
40:51Marcos, você recentemente veio para o Espírito Santo, passou um mês aqui na Serra,
40:56tive a oportunidade de te visitar lá e pretende voltar.
40:59Qual é a ideia aqui de voltar para o Espírito Santo?
41:02Você que saiu daqui com 17, 18 anos, voltar agora aos 41, não é isso?
41:08Voltar agora ao seu estado.
41:10A ideia é devolver um pouco do que o Espírito Santo te ofereceu e te fez te catapultar para o
41:15mundo?
41:15Como é que foi isso?
41:16Eu repito, eu sou apaixonado por esse estado e eu tenho a felicidade hoje dos meus filhos serem apaixonados pelo
41:22estado,
41:23a minha esposa ser apaixonada pelo estado.
41:25Então, durante a quarentena eu vi uma oportunidade, eu estudo em escola britânica,
41:30então o final do ano é junho e julho.
41:33Então, eu vi uma oportunidade de viver uma experiência nova, que era viver aqui no Espírito Santo.
41:37Eu tenho uma conexão muito forte com a minha família, minha família está aqui, meu coração está aqui
41:44e eu queria que meus filhos e sobrinhos vivessem essa oportunidade, um ir para a casa do outro.
41:49E foi um resultado fantástico.
41:51A hora que o José mais velho virou para mim e disse,
41:54pai, eu prefiro ir para o Espírito Santo do que ir para a Disney.
41:57Eu falei, acho que agora eu consegui fazer com que ele entendesse o quanto eu amo esse lugar.
42:00E o resultado foi tão incrível que a gente tomou adesão de vir para cá no final do ano.
42:06Portanto, vamos passar aí Natal, Réveillon, Vanessa comemora o aniversário 28 de dezembro,
42:12José dia 5 de janeiro e aí a gente retorna no dia 6 para os nossos ofícios, para o nosso
42:18compromisso fora.
42:19Marcos, você fala repetidas vezes que é apaixonado pelo Espírito Santo.
42:23Eu me lembro quando você trouxe o Andy Garcia, ator de Hollywood,
42:26para filmar uma grande produção de Hollywood aqui na Ilha do Frade.
42:31Isso é uma coisa inédita aqui no Espírito Santo.
42:34Por que esse amor tão grande pelo Espírito Santo e qual é a sua visão para o Espírito Santo?
42:38Como você enxerga o Espírito Santo daqui a 20, 30 anos?
42:41Eu acredito, bem, primeiro essa coisa do Andy Garcia foi uma ousadinha incrível,
42:46foi uma experiência fantástica, o Andy ficou encantado com o Estado.
42:49Como eu acredito que todas as pessoas que esses últimos tempos eu trouxe aqui,
42:54seja para passar férias em Pedra Azul ou em Guarapari, ficam encantados.
42:59Inclusive o Leymar, José de Camargo.
43:00Algumas grandes pessoas que ficam impressionadas o quanto, infelizmente, o Estado não é tão divulgado.
43:06É um Estado que tem essa proximidade de praia e montanha.
43:09Eu tive essa experiência, por exemplo, esse mês que eu vivi aqui no Estado
43:13e também o que eu vou viver no final do ano, eu escolhi a Serra.
43:17Eu que sou capixaba conhecia pouco a Serra.
43:20A Serra é um lugar fenomenal.
43:23Grandes condomínios, praias fantásticas, centro comercial incrível.
43:28Então, eu acredito muito que a gente não é apenas o Estado da Muqueca.
43:34Eu como excelente Muqueca em São Paulo, a Muqueca Capixaba eu não tenho dúvida que é a melhor.
43:39Com todo respeito aos baianos.
43:41Mas a gente é muito mais do que isso.
43:43Eu acho que a primeira base pra gente mudar esse futuro do Espírito Santo
43:47é o capixaba acreditar no seu talento, na sua autoestima.
43:51Nós não somos pior do que ninguém, ao contrário.
43:54Todo dia eu vejo um talento cultural, artístico, empresarial se destacando no Brasil.
43:59Então, acho que vale...
44:00A partir daqui de Vitória, né? A partir do Espírito Santo.
44:02A partir do Estado. O Estado tem muito talento.
44:04Só que eu percebo muitas vezes, quando você vai conversar com o capixaba,
44:08ele tá dizendo que ele tá na parte menor da região sudeste,
44:12ou que ele tá numa posição inferior porque Rio e São Paulo.
44:16Então, não. Nós não temos que nos acovardar por esses grandes centros.
44:20Nós temos um dos lugares mais incríveis.
44:22Não é do Brasil, é do mundo.
44:23Eu conheço muitos lugares e o Espírito Santo não deixa de desejar lugar nenhum.
44:27Então, na hora que a gente mudar essa mentalidade,
44:29e eu quero ser provocador dessa mudança,
44:32a gente vai ter muito orgulho
44:33e a gente vai fazer com que o Estado seja reconhecido.
44:36Então, eu vejo o Estado sendo a grande potência do Brasil nos próximos anos.
44:42Nada falta aqui. A gente tem uma logística fantástica.
44:44A gente pode ter um turismo incrível.
44:47Nós temos grandes empresas e a gente tem a base.
44:49Pra mim, é o talento humano.
44:51O Espírito Santo é a bola da vez?
44:52Não tem nenhuma dúvida.
44:54Poderá ser desde que a gente mude esse mindset,
44:58que seja essa crença que nós somos e que nós podemos.
45:01É tudo uma questão de forma de pensar, então.
45:03Forma de pensar.
45:04Quando eu cheguei em São Paulo, as pessoas falavam
45:06se é capixaba, se é caipira.
45:08Eu não me acovardei.
45:09Eu me lembro que quando eu fui fazer a Lotus,
45:11a principal jornal de São Paulo criticou a minha decisão.
45:13Por quê?
45:14Porque eu estava...
45:14Como é que um capixaba queria ter a ousadia de mudar a noite de São Paulo
45:18sem estar utilizando os grandes centros de Jardins e Itaim Bibi
45:23pra ser a casa?
45:24Eu botei no meio da Marginal Pinheiros.
45:26No segundo momento, eu me lembro de um grande diretor de multinacional
45:30que eu convidei pra poder conhecer lá onde era o Royal.
45:33Ele me disse...
45:34As pessoas não vão vir aqui nem de carro blindado.
45:36Elas vão precisar vir aqui de carro forte.
45:39E o Royal foi uma das casas mais fantásticas de São Paulo.
45:41Então, eu nunca me acovardei pra isso.
45:43Eu sempre defendi o que eu acreditava.
45:46Perdi muito mais do que ganhei.
45:48Ricardo, eu costumo dizer...
45:48Ah, é só vitória?
45:49Não.
45:49É muito mais derrota do que vitória.
45:51As derrotas me ensinaram a ser o que eu hoje acredito ser de melhor como empreendedor,
45:58que é uma pessoa mais focada, uma pessoa mais voltada pro que acredita,
46:05uma pessoa que definitivamente utiliza a frase feliz quem faz o que ama,
46:10porque eu não acredito que as pessoas consigam fazer uma coisa diferente
46:14ou construir um grande negócio se ela não amar muito aquilo.
46:17Então, as derrotas não só te ensinaram a ser o melhor empreendedor,
46:20como também o melhor ser humano, é isso?
46:21Sem dúvida nenhuma que eu não consigo descompatibilizar uma coisa da outra.
46:24As pessoas que dizem, olha, aqui quem tá falando é o Marcos empresário,
46:27aqui quem tá falando é o Marcos humano, é a mesma pessoa.
46:30E a gente tem que utilizar isso porque o dia a dia...
46:34Liderar é um ato solitário.
46:35Quem lidera sabe disso.
46:37Não é fácil liderar, não é fácil lidar com a expectativa das pessoas,
46:41a sua própria expectativa.
46:43Então, você tem que tomar decisões muitas vezes difíceis, duras,
46:46muitas vezes impopulares.
46:49Mas eu acredito muito, acredito de verdade,
46:52que base do que você quer construir como uma coisa revolucionária,
46:57como eu sempre tive essa vontade,
46:58eu sempre quis fazer alguma coisa que fosse não apenas cumprir tabela,
47:02eu queria construir coisas que fossem de fato mutáveis,
47:07que fossem coisas que fossem revolucionárias,
47:09que fossem coisas que de fato fizessem diferença na vida das pessoas.
47:13Marcos, 2020 é um ano de eleições municipais.
47:16Como é que você enxerga essa mudança política que o Brasil vive hoje?
47:20Eu sou muito otimista.
47:22Eu não defendo um partido político, eu defendo o Brasil.
47:25Eu acredito que o Brasil tem toda a potência, toda a capacidade
47:30de estar entre os maiores e melhores do mundo.
47:34E, de novo, defendo que o nosso Estado deva ser protagonista
47:37dessas mudanças e dessas possibilidades.
47:41Marcos, se você pudesse deixar um conselho a quem nos assiste em casa
47:44que quer dar o primeiro passo, começar a empreender agora, qual seria?
47:47Primeiro, Ricardo, acho que a mensagem é para o brasileiro, para o capixaba,
47:52que está vivendo esse momento difícil da pandemia,
47:54seja o pequeno, médio ou grande empresário.
47:57Sou otimista, vai passar.
47:59Nós vamos ser mais fortes, nós vamos ser mais fortes como ser humano.
48:04E, para ser empreendedor, nós precisamos ter essa força.
48:09Como empreendedor, como empresário, minha humilde opinião,
48:14construa, faça o que você ama, porque você vai ter que enfrentar grandes obstáculos.
48:19Não desista a partir dos obstáculos que forem constituídos na sua frente.
48:23Utilize eles como energia para que você possa se superar.
48:26Mas, principalmente, quando você cansar de trabalhar, trabalha mais.
48:30Marcos, para finalizar agora, um bate-bola.
48:32Uma pessoa que te inspira.
48:33Américo Boas Filho, meu pai.
48:35Uma empresa que te inspira.
48:37Uma empresa que me inspira.
48:39Sempre vi uma referência muito grande internacional na Amazon.
48:45Eu acho o Jeff Bezos um cara absolutamente diferente.
48:48O Warren Buffet como sendo um ousado.
48:52E, para mim, minha maior referência como empreendedor é o Jay-Z,
48:57porque eu acho que ele foi um cara que começou no subúrbio dos Estados Unidos,
49:02de Nova York e construiu uma empresa de entretenimento reconhecida em todo o planeta.
49:08Um princípio não negociável.
49:10Ética moral e sempre defender o que você acredita sem abaixar a cabeça para o obstáculo.
49:19O melhor investimento.
49:20O maior investimento é em você próprio.
49:22Porque, se você for uma pessoa melhor, você pode ser melhor para os outros.
49:25O pior investimento.
49:26O pior investimento é você, por dinheiro, fazer o que o capital determinar como meta.
49:33Porque, no meio do caminho, você vai desandar.
49:35Você vai, de verdade, não conseguir concluir aquele objetivo.
49:39Marcos, a maior vitória.
49:40A maior vitória, meus filhos.
49:42A maior derrota.
49:43A maior derrota.
49:45Eu sempre enxerguei a derrota como uma forma de recalcular a rota
49:50e aproveitar daquilo como sendo o meu maior combustível,
49:53a minha maior energia para voltar mais forte.
49:55A virada de chave.
49:56Virada de chave foi quando eu fui morar fora daqui,
49:58que eu tive coragem.
49:59Sofri muito, Ricardo.
50:00Chorei muitas madrugadas, pensei em desistir.
50:04Até hoje, quando eu falo, eu me emociono porque foi difícil para mim.
50:07Não foi fácil.
50:09Mas, hoje, eu posso dar essa referência para os meus filhos.
50:13Sua mãe te ajudou muito nesse processo, né?
50:18Desculpa.
50:19Muito.
50:20Minha mãe esteve sempre do meu lado.
50:22Acreditou em mim.
50:23Ela só falou para mim sempre.
50:25Não abaixe a sua cabeça.
50:27Tenha dignidade.
50:28Nunca mude os seus princípios.
50:31Foi muito importante para mim.
50:36Desculpa.
50:40Marcos, se pudesse voltar atrás.
50:42Faria tudo igual de novo.
50:44Muito obrigado, Marcos.
50:45Obrigado a você, Ricardo.
50:46E esse foi Marcos Boas, o empresário capixaba que ganhou o mundo.
50:50Mundo Business fica por aqui.
50:51Agradeço a sua audiência.
50:52Voltamos domingo que vem às 10h da manhã e 1h15 da madrugada.
50:56Acompanhe os bastidores do programa no Instagram,
50:59arroba ricardofrizeira.
51:00Te aguardo lá.
51:01Um grande abraço.
51:02Tchau, tchau.
51:05Tchau, tchau.
51:07Tchau, tchau.
51:10Tchau, tchau.

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