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  • há 2 dias
Em 2025, a Coreia do Sul ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o segundo maior exportador de cosméticos do mundo. Só no Brasil, os produtos coreanos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos somaram 1,8 mil tonelada de embarques e US$ 34,6 milhões. Os números ajudam a materializar o impacto do k-beauty, a beleza coreana, no varejo brasileiro. O boom gera desafios de estoque e pressiona a indústria nacional a investir em educação e ciência para diferenciar o marketing da eficácia real. Gabriella Trigo, diretora comercial da Época Cosméticos, e Joyce Kitamura, criadora de conteúdo e CEO da The Joy Lab, analisam os aprendizados e o futuro da categoria no País. 

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Transcrição
00:00É aí que eu acho que o mercado nacional num todo tem que trabalhar com a educação, sabe?
00:04Exatamente pra ensinar pro público o que realmente vale a pena, o que realmente tem estudos, o que cada ativo
00:09faz.
00:10Realmente é muito quente.
00:11Quando a gente vê algum produto deslanchando ou no TikTok, nas plataformas, nas redes sociais,
00:16rapidamente a gente sente nas nossas buscas esse boom, essa busca, né?
00:26O primeiro boom, vamos colocar assim, mais nichado, foi em 2017, mais ou menos, bem antes da pandemia.
00:31Eu comecei a resenhar produtos asiáticos em 2012, 13, mais ou menos.
00:36Mas eu notei uma maior presença em 2017, que foi quando algumas marcas começaram a entrar no Brasil.
00:42Uma coisa importante e interessante é que só a Shiseido atua no Brasil como marca asiática diretamente.
00:47Então, eu acho que 2017 foi esse primeiro boom, assim, dessas marcas começarem a vender aqui.
00:54Mas, com certeza, a partir de 2025, que a gente viu isso com mais força por conta do K-Beauty.
00:59Mas isso tudo, na verdade, é meio que uma estratégia do governo coreano, né?
01:05Eles entraram não só com o K-Beauty, mas com o K-Pop, com os doramas.
01:09É um planejamento do governo mesmo.
01:11Eles incentivam as indústrias pra conseguirem exportar pra fora da Coreia.
01:16E aí tá dando certo, né? O plano deles ali.
01:18É bastante intenso, né?
01:20A gente vê os clientes cada vez mais buscando os produtos com os termos asiáticos, né?
01:24As marcas e os princípios também.
01:27E eu posso dizer que já passa a mais 100% em relação ao ano passado, ao período passado, né?
01:33A busca e as vendas também.
01:35Então, realmente é muito quente.
01:37Quando a gente vê algum produto deslanchando ou no TikTok, nas plataformas, nas redes sociais,
01:42rapidamente a gente sente nas nossas buscas esse boom, essa busca, né?
01:48Esse aumento, principalmente, do interesse pelas marcas asiáticas.
01:52O mercado asiático, né?
01:53Eles trazem performance com uma parte de cuidado muito forte com o cliente.
02:02Então, se a gente olhar, as embalagens são lindíssimas.
02:05As embalagens, o formato de uso, ele vem sempre com algum ou um acessório ou uma forma diferente de lidar
02:12no dia a dia com a rotina.
02:14Então, essa forma mais lúdica, talvez, essa forma mais interessante, aconchegante de tratar no dia a dia.
02:20Acho que isso é um grande ponto.
02:21E não só focado na marca.
02:25Marca e, enfim, aquele todo o conteúdo da marca que já vem há muito tempo consolidada.
02:30Ele fala muito de princípio ativo, ele fala muito da performance que entrega, o que entrega.
02:35Então, acho que isso as marcas realmente estão cada vez mais interessadas.
02:52O que tem de diferente realmente é mais a experiência e mais um hype também de ingredientes novos, tá?
02:59Então, eles investem muito em novidades, só que são novidades que acabam não tendo muito embasamento nem estudos,
03:05mas é aquela coisa de tentar viralizar rápido.
03:08Então, acho que é muito a experiência, na verdade, né?
03:10Você vê que tem aqueles produtos que tem aquelas cápsulas que quebram no rosto.
03:14Então, são coisas que parecem ser diferentes, mas que já são bem antigas, na verdade.
03:19Mas, para um público que, às vezes, não consumia muito skincare, não cuidava da pele,
03:24soa como algo novo, né?
03:26Algo super tecnológico, atual.
03:28Então, acho que é mais isso.
03:29É a experiência nova.
03:31É aí que eu acho que o mercado nacional, num todo, tem que trabalhar com educação, sabe?
03:35Exatamente para ensinar para o público o que realmente vale a pena, o que realmente tem estudos, o que cada
03:41ativo faz.
03:42É algo que faltou muito antigamente, que as marcas não faziam.
03:45A galera estava sempre preocupada em vender.
03:48Então, até com promessas milagrosas, né?
03:50Autópicas, ah, rejuvenesça aqui em uma semana, né?
03:53A gente via muito, coisas que a gente já começa a não ver tanto, porque as pessoas já passaram a
03:57aprender que isso daí era enganoso.
03:59Mas veja como essa falta de educação causou isso agora, né?
04:03Porque não é que um produto coreano é muito melhor do que um brasileiro.
04:07Geralmente, as matérias-primas são as mesmas, né?
04:09A gente sabe que o Brasil produz muito pouco de matéria-prima para a indústria química farmacêutica, né?
04:15A gente quase não produz.
04:16Então, do mesmo jeito que uma natura vai usar uma matéria-prima da Alemanha, Coreia também.
04:33A gente tem um departamento comercial bem atuante, né?
04:36A gente recebe e-mails, posso dizer que semanalmente, com ofertas de produtos.
04:42A gente sempre garante de onde está vindo, da fábrica mesmo, né?
04:46A fábrica própria do produto.
04:48E a gente tem uma curadoria comercial, chega ao ponto de a gente analisar mesmo o produto.
04:53Ver a gente só trabalha com produto com registros, né?
04:56Na Anvisa.
04:57E realmente a gente vê se está aderente ao nosso plano do ano.
05:01A gente tem muita marca ainda para desenvolver, tem muita marca ainda para lançar.
05:04Mas hoje a gente ainda está focado nas que a gente começou.
05:08E que a gente não sabe o tamanho ainda, por conta dessa dificuldade do boom que teve no Brasil.
05:13E da gente saber qual o tamanho desse mercado do consumidor.
05:18Tem produtos que a gente tem ruptura até hoje.
05:20Então, é porque é um mercado bem diferente de se trabalhar.
05:24Então, acho que hoje o nosso foco principal está em desenvolver as que já estão com a gente.
05:29Mostrar para o consumidor essas que a gente acredita que ainda tem muito espaço.
05:33E as novas a gente faz uma curadoria com bastante cuidado.
05:36Acho que, na verdade, a gente estava dormindo, né?
05:39Porque a gente não via tanto a Ásia assim como um mercado promissor.
05:42A gente ficou muitos anos ali olhando só para os Estados Unidos e Europa.
05:46Enquanto isso, a Ásia bombando.
05:48A gente tem que pensar que é um continente...
05:49São países muito mais antigos do que o Brasil.
05:52Eu sempre falo, acho que o Japão de civilização contínua tem 14 mil anos.
05:56Gente, compara o tanto que eles já passaram, o tanto que eles já se desenvolveram.
06:00E o tanto que a gente conseguiu fazer.
06:02Então, eu acho que vai ficar cada vez mais desafiador para o mercado num todo, no Brasil, de maquiagem.
06:07Gente, eles têm...
06:09Tanto as tecnologias são muito boas, quanto as embalagens.
06:13Eles conseguem fazer coisas incríveis, com baixo custo ali, com embalagens extremamente sofisticadas.
06:18Que é algo que, para o mercado brasileiro, é muito caro.
06:20Acho que esse ponto é muito importante para o mercado de asiáticas, né?
06:24Ele não fala de um produto que você vai lá e compra um produto e passa na pele.
06:29Não é isso.
06:29Ele fala de uma rotina.
06:31Então, eu acho que a tendência, cada vez mais em busca dessa rotina, que é beleza, mas também é bem
06:37-estar,
06:38é uma tendência para frente.
06:40A gente vê que já começa a haver alguns produtos em make, que ainda é pequeno, né?
06:44Mas a gente vê aí uma tendência também em make.
06:48Mas eu ainda acredito que a gente vai ficar forte esse ano ainda em skin, cabelos,
06:52trazendo o que talvez o brasileiro não tenha visto.
06:55E aí
06:56E aí
06:58Legenda Adriana Zanotto
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