00:00Eu tô aqui, olha só, vocês tão me vendo, eu sou um incentivo pra essa geração.
00:06Algumas campanhas, elas viram sucesso, mas poucas campanhas se tornam um patrimônio emocional das pessoas.
00:28A marca tem que ser aquela amiga ou aquele amigo que você tem, que não desaparece se ela se encontra
00:35daqui a um tempão.
00:36Tem que ser aquele amigo que tá presente o tempo todo.
00:38Então as marcas que conseguem capturar esse sentimento coletivo é onde que as marcas que tem mais chance de entrar
00:48a parte da cultura
00:49e não ficar só tentando capturar a atenção.
00:53Essa é a grande força, é a potência de se conseguir capturar o sentimento coletivo.
01:00E isso faz toda a diferença numa campanha que não busque só atenção, mas que tenha ali dentro a questão
01:05da presença.
01:06Então acho que o maior desafio da gente é continuar surpreendendo por um assunto que é o mesmo assunto todos
01:12os anos, a cada quatro anos.
01:14As reações, os sentimentos são sempre os mesmos, eles não mudam.
01:18O grande ponto é que a gente consegue ressignificá-los todo ano e muito baseado, óbvio, que um lado é
01:25baseado nas maneiras de tecnologia
01:27que a gente hoje consumimos a Copa do Mundo.
01:30O que era no rádio virou na televisão, na televisão foi pra internet, hoje são redes sociais.
01:34Hoje você tem o multicanal, que você consegue, nós como pessoas, podemos assistir em vários lugares ao mesmo tempo,
01:42com linguagens completamente diferentes.
01:44Como torcida, nós nos aproximamos, nos conectamos através dos sentimentos coletivos
01:51e como a gente consegue utilizar as grandes transformações que a cada quatro anos chegam nas nossas vidas
02:00e traduzir utilizando essas conexões.
02:04Enxergar hoje a Dove, as marcas que vêm à frente para representar a modalidade,
02:09eu vejo como um futuro muito tranquilo para a nossa geração atual, né?
02:13Atual, futura e a geração da minha filha.
02:16Então eu torço muito para que dêem continuidade para algo que sempre foi o nosso sonho.
02:20E é o nosso trabalho.
02:21O futebol, ele é o nosso trabalho, ele é a nossa paixão e ele continua sendo o nosso sonho
02:26aonde a gente alimenta as meninas que estão vindo agora.
02:28Então quando as marcas vêm à frente, nos procuram, seja atleta, seja ex-atleta, sejam as equipes,
02:37mostra o quanto eles têm esse interesse grandioso naquilo que a gente representa para todo mundo
02:42e o quanto isso fortalece a continuidade da modalidade.
02:45Talvez você nem saiba quem eu sou, mas com certeza conheço o peso dessa camisa.
02:50A primeira vez que eu vi uma mulher no outdoor, uma jogadora, foi na minha primeira Copa em 2003, nos
02:57Estados Unidos.
02:58E assim que nós passávamos com o ônibus, estava um outdoor gigante da One Back,
03:02que era a Santa Avanti da seleção americana, que era craque na época.
03:05E a gente fez assim, cara, que legal, colocaram uma mulher no outdoor.
03:10E a gente ficou, que loucura, eu nunca vi isso.
03:13Será que isso pode acontecer com a gente?
03:14É isso, coisas que parecem pequenas, que é uma foto numa loja nossa, parece besteira,
03:21mas para a gente isso é um obstáculo e uma barreira gigantesca que a gente quebrou e está ali.
03:26Eu estou aqui, olha só, vocês estão me vendo, eu sou um incentivo para essa geração.
03:33Algumas campanhas, elas viram sucesso, mas poucas campanhas se tornam um patrimônio emocional das pessoas.
03:42Então eu acho que essa campanha com o Guaraná deu uma abertura e uma segurança de que, olha, a modalidade
03:48vai andar.
03:49Se fizer direito, se a gente tiver o interesse, se colocarem as pessoas que são as pessoas competentes para gerir,
03:56a modalidade vai andar e o impacto é muito grande, seja para as atletas quanto para as marcas.
04:00E realmente as pessoas acompanharam a Copa de 2019.
04:03Teve um impacto muito legal também, a representatividade de quando a gente retornou para o país,
04:07de todo mundo começou a falar, não, pera, a modalidade está aqui.
04:11Na verdade ela sempre esteve, mas para quem não acompanhava, deu a entender que, caramba, surgiram agora em 2019.
04:17Mas como eu falei, foi uma luta muito grande para que as pessoas sentassem na frente da televisão,
04:23buscassem os jogos femininos nos estádios, as marcas realmente olhassem e falassem,
04:27não, espera, eu acho que ali dá para fazer um trabalho muito bacana.
04:30Então eu acho que é muito importante a continuidade, porque fora do nosso país isso já acontece há muito tempo.
04:35E está acontecendo cada vez mais o fortalecimento com o futebol feminino no mundo, ele é gigante.
04:40E a gente não pode ficar atrás nesse sentido, porque a gente começa a ficar atrás depois nas competições,
04:45quando a gente for disputar contra as grandes seleções.
04:52A África nasceu no ano de Copa do Mundo, ela nasceu em 2002.
04:56Então, nessa construção dessa Copa, até hoje, a gente está falando que são 24 anos.
05:02Nesses 24 anos, em 2014, foi um ano super importante, onde nós fizemos a marca da Copa,
05:07quer dizer, é uma coisa, vamos dizer assim, que mudou a ambição da agência.
05:15O Itaú, ele vem há muitos anos tendo uma consistência em alguns assets,
05:21porque toda Copa do Mundo, ela precisa ter uma música, ela precisa ter um visual,
05:26ela precisa ter uma mensagem, ela precisa ter uma captura do sentimento coletivo que a gente vai estar passando durante
05:33ela.
05:34E com esse entendimento, eu acho que um dos patrimônios nacionais hoje, emocionais do Brasil,
05:40é a música do Itaú.
05:42Você tem a Vivo, que é uma patrocinadora desde que ela foi lançada, desde que ela nasceu aqui no Brasil.
05:48A gente tem a Brahma, a Brahma e futebol, tudo a ver, sempre fizeram parte.
05:53A gente tem a Sadia, que é uma marca que entrou agora na Seleção Brasileira,
05:56mas parece que ela sempre teve, porque a história da Sadia teve super relacionado com a Seleção Brasileira.
06:02Nós temos a Azul, onde o céu do Brasil é azul, e quanto mais azul for o céu do Brasil,
06:08melhor para a Seleção Brasileira, que é um voo mais tranquilo.
06:11Eu comecei a conseguir as coisas depois de 2019, parece loucura.
06:14Eu já estava ali com 30, 32 anos, 33.
06:18Então, ou seja, eu construí toda uma carreira, desde que eu tinha 12 anos, para conseguir com 33.
06:25É uma paciência que a gente teve que ter para as coisas acontecerem,
06:29mas de certa forma, acontecendo tardiamente para mim, aconteceu para a geração atual.
06:34E a gente fica muito feliz por isso ter acontecido,
06:36porque é o que a gente queria, impactar as marcas, impactar a vida dessas meninas,
06:41e cada vez mais criar espaço para que elas praticassem futebol.
06:44Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
06:49Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
06:51Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
06:53Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
Comentários