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  • há 8 horas

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:00Duas marcas. Eu não tenho o perfil de ser um blogueiro ou com influência, coisa do tipo.
00:09Não é traduzir a essência de um ou de outro, é traduzir a essência dos dois juntos.
00:13A rapaziada do rap, do trap, do funk, que são esses movimentos urbanos, esses movimentos de rua,
00:20tem muito essa parada de tipo, pô, quero crescer pra devolver isso pra minha quebrada.
00:24Tem produtos que vão pra frente, produtos que não vão pra frente.
00:27Então é por isso que a gente precisa, que eles precisam ouvir a gente.
00:38Por mais que o rap esteja crescendo muito, que já é uma realidade,
00:45ele ainda é subestimado naquele lugar que ele é como se fosse o filho mais novo que tá crescendo,
00:51que não sabe de nada.
00:52Então, acredito que é isso.
00:55Quando chegam algumas campanhas, quando chegam algumas coisas pra gente,
00:58a gente quer realmente mostrar um pouco de uma visão que seja mais autêntica do que um texto só escrito
01:04e uma ideia, uma coisa que é mais autêntica, porque a gente vive isso.
01:09As empresas, assim como elas já vêm com um monte de fórmula,
01:12que elas vão reciclando há milhões de anos, elas acham que aquilo ainda é o que funciona,
01:16e não o nosso ponto de vista, não a nossa conexão real com o nosso público.
01:21Eu comecei a fazer música porque era meu sonho, era um dom que eu tinha, assim,
01:27e eu achava que, pô, precisa fazer isso acontecer, tá ligado?
01:31Mas a partir do momento que você deseja pagar contas, com isso se torna um trabalho, tá ligado?
01:38E no trabalho você tem que ter disciplina, tá ligado?
01:44Você tem que ter foco, você tem que trabalhar duro todos os dias, estudar,
01:50você tem que ter o pé no chão pra entender que em alguns lugares você pode chegar
01:55e em outros você ainda tem que segurar um pouquinho.
01:58Eu acho que a nossa imagem é 100% do negócio hoje.
02:03A gente tem características muito próprias e quando você vê um fã nosso,
02:11existem códigos ali que você sabe que é um fã nosso,
02:14existem várias coisas que imageticamente remetem a gente,
02:21então faz parte disso e acredito que nesse processo de independência, né,
02:29que é um processo que é um pouco diferente das pessoas que são herdeiras
02:34ou que elas já nascem com uma estrutura onde elas contratam um time,
02:38você vai entendendo um pouco de como se faz tudo e vai desenvolvendo esse time aos poucos.
02:43A importância de se ter um time é isso, de manter a constância de comunicação.
02:48Às vezes eu tô na correria de show, tô fazendo coisas que às vezes eu nem consigo fazer o meu
02:54trabalho mesmo,
02:54que é música, tá ligado?
02:55Eu tô tão na rua que às vezes o meu trabalho mesmo eu não consigo fazer, que é música.
02:58Então a importância de ter um time pra conseguir tratar outras coisas é muito importante também.
03:07Cara, a gente tem assim um exemplo bem bom que eu acho que é a Kenner e o Lennon, tá
03:12ligado?
03:13Um exemplo bem bom de ser uma parada realmente verdadeira, autêntica.
03:17As pessoas que trabalham ali por trás das campanhas são pessoas realmente que vivem esses lugares,
03:24que realmente vivem a Kenner, vivem o rap, vivem o funk,
03:27então as coisas acabam se tornando verdadeiras e têm ótimos resultados.
03:32Quando são aquelas campanhas, aquelas coisas já mais engessadas,
03:35ah, reproduzindo coisa de 10 anos atrás, só muda os personagens,
03:40acaba não alcançando o que pode alcançar.
03:44E eu acho que falta isso pras empresas, tipo assim, ó cara, ó, beleza, eles realmente entendem disso aqui.
03:50Mano, só dá a gana.
03:52E as possibilidades da galera estar realizando isso,
03:55que os resultados vão ser verdadeiros, tá ligado?
03:58Tanto o time de marketing quanto o time de produto faz um mergulho na cultura daquele artista,
04:04na vivência, no histórico, de onde ele vem,
04:06e a gente vai pegando os elementos que são da identidade, quais são esses elementos marcadores,
04:11e a gente começa a trazer isso pra produto.
04:15E isso com um envolvimento muito grande do artista durante a construção também.
04:21Então tem idas e vindas, tem produtos que vão pra frente, produtos que não vão pra frente.
04:26Então realmente é um processo de colaboração, né?
04:29Não é numa reunião, não é numa reunião virtual, por exemplo,
04:32tem muito do presencial, tem muito toque de material, tem muita leitura.
04:37Uma cocriação, uma collab, ela só vai funcionar no ganha-ganha.
04:43No sentido, não, e aí eu tô falando no ganha-ganha de fora.
04:46Quando o consumidor da marca olha praquilo e fala, ok, isso faz parte,
04:52às vezes nem faz parte, às vezes pode gerar uma estranheza, mas faz parte.
04:56Dá aquela mexidinha confortável.
04:59E o fã do artista ou da marca que tá fazendo aquela cocriação tem a mesma sensação.
05:05Quando um dos dois lados sente desconforto, aquela collab não faz sentido.
05:12Porque você começa a ter um atrito que não é positivo pra um dos lados
05:17e aí acaba não sendo positivo pros dois lados.
05:19Pra que nessa construção, aí sim, quando você for construir o produto,
05:23você vai ter, esse produto ele vai conseguir traduzir a essência dos...
05:29Não é traduzir a essência de um ou de outro, é traduzir a essência dos dois juntos.
05:34Essa é a beleza e a dificuldade de uma collab bem-sucedida.
05:37A marca que ela injeta dinheiro que ela tá participando ali do movimento,
05:40ela devolve muito isso pra quebrada também, tá ligado?
05:44Tipo, com certeza ela colocando dinheiro em mim pra fazer um movimento junto,
05:49a gente vai devolver esse dinheiro fazendo movimentos beneficentes,
05:52fazendo, sei lá, um Natal das Crianças lá na quebrada.
05:56Então eu acho que a rapaziada do rap, do trap, do funk,
06:01que são esses movimentos urbanos, assim, esse movimento de rua,
06:04tem muito essa parada de tipo, pô, quero crescer pra devolver isso pra minha quebrada.
06:08Por isso que é importante o lugar de fala, a cocriação, não só com a gente,
06:12como existem várias narrativas de pessoas pretas, existem várias narrativas de pessoas.
06:17Então é por isso que a gente precisa, que eles precisam ouvir a gente.
06:22As marcas, assim, que eu penso principalmente,
06:25é que elas também têm que entender o BK como uma outra marca.
06:28Então quando as marcas se juntam, realmente vem uma colaboração de duas marcas.
06:35Eu não tenho o perfil de ser um blogueiro ou uma influencer, coisa do tipo.
06:41Eu trabalho a marca BK de uma forma,
06:44e as marcas que vão chegar pra se associar com a marca BK têm que entender isso.
06:48Então tem que ser uma colaboração que faça sentido pros dois lados.
06:53É mesmo daquilo que eu falei no começo.
06:55Eu acredito que as marcas têm que deixar a gente mexer um pouco mais
07:01e falar um pouco mais.
07:03Realmente elas já vêm com um escopo de projeto 100% pronto,
07:07onde a gente muitas das vezes consegue alterar poucas coisas,
07:10mas eu acredito que quando isso é realmente criado junto,
07:13eu volto a repetir, os resultados são mais autênticos, tá ligado?
07:17Aquilo ali flui de forma natural.
07:26Tchau!
07:27Tchau!
07:28Tchau!
07:28Tchau!
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