00:00Eu acho que falta isso para as empresas, tipo assim, ó, cara, ó, beleza, eles realmente entendem disso aqui.
00:05Não é traduzir a essência de um ou de outro, é traduzir a essência dos dois juntos.
00:09A rapaziada do rap, do trap, do funk, que são esses movimentos urbanos, assim, esse movimento de rua,
00:16tem muito essa parada de tipo, pô, quero crescer para devolver isso para a minha quebrada.
00:19Tem produtos que vão para frente, produtos que não vão para frente.
00:23Então é por isso que a gente precisa, que eles precisam ouvir a gente.
00:34Por mais que o rap esteja crescendo muito, que já é uma realidade,
00:41ele ainda é subestimado naquele lugar que ele é como se fosse o filho mais novo que está crescendo,
00:47que não sabe de nada.
00:49Então, acredito que é isso.
00:51Quando chegam algumas campanhas, quando chegam algumas coisas para a gente,
00:54a gente quer realmente mostrar um pouco de uma visão que seja mais autêntica
00:58do que um texto só escrito e uma ideia, uma coisa que é mais autêntica,
01:02porque a gente vive isso, as empresas, assim, como elas já vêm com um monte de fórmula,
01:08que elas vão reciclando há milhões de anos, elas acham que aquilo ainda é o que funciona
01:12e não o nosso ponto de vista, não a nossa conexão real com o nosso público.
01:17Eu comecei a fazer música porque era meu sonho, era um dom que eu tinha, assim,
01:24e eu achava que, pô, preciso fazer isso acontecer, tá ligado?
01:27Mas a partir do momento que você deseja pagar contas, com isso se torna um trabalho, tá ligado?
01:34E no trabalho você tem que ter disciplina, tá ligado?
01:40Você tem que ter foco, você tem que trabalhar duro todos os dias, estudar,
01:46você tem que ter o pé no chão para entender que em alguns lugares você pode chegar
01:51e em outros você ainda tem que segurar um pouquinho.
01:54Eu acho que a nossa imagem é 100% do negócio.
01:58Hoje, a gente tem características muito próprias e quando você vê um fã nosso,
02:07existem códigos ali que você sabe que é um fã nosso, existem várias coisas
02:13que imageticamente remetem a gente, então faz parte disso.
02:19E acredito que nesse processo de independência, né,
02:25que é um processo que é um pouco diferente das pessoas que são herdeiras
02:30ou que elas já nascem com uma estrutura onde elas contratam um time,
02:35você vai entendendo um pouco de como se faz tudo e vai desenvolvendo esse time aos poucos.
02:39A importância de se ter um time é isso, de manter a constância de comunicação.
02:44Às vezes eu tô na correria de show, tô fazendo coisas que às vezes eu nem consigo
02:49fazer o meu trabalho mesmo que é música, tá ligado?
02:51Eu tô tão na rua que às vezes o meu trabalho mesmo eu não consigo fazer que é música.
02:54Então a importância de ter um time pra conseguir tratar outras coisas é muito importante também.
03:03Cara, a gente tem um exemplo bem bom que eu acho que é a Kenner e o Lennon, tá ligado?
03:09Um exemplo bem bom de ser uma parada realmente verdadeira, autêntica.
03:13As pessoas que trabalham ali por trás das campanhas são pessoas realmente que vivem esses lugares,
03:19que realmente vivem a Kenner, vivem o rap, vivem o funk.
03:23Então as coisas acabam se tornando verdadeiras e tem ótimos resultados.
03:27Quando são aquelas campanhas, aquelas coisas já mais engessadas,
03:32reproduzindo coisas de 10 anos atrás, só muda os personagens,
03:36acaba não alcançando o que pode alcançar.
03:40E eu acho que falta isso pras empresas, tipo assim, ó cara, ó, beleza, eles realmente entendem disso aqui.
03:46Mano, só a daga, né?
03:48E as possibilidades da galera tá realizando isso que os resultados vão ser verdadeiros, tá ligado?
03:54Tanto o time de marketing quanto o time de produto faz um mergulho na cultura daquele artista,
04:00na vivência, no histórico, de onde ele vem.
04:02E a gente vai pegando os elementos que são da identidade, quais são esses elementos marcadores,
04:07e a gente começa a trazer isso pra produto, né?
04:11E isso com um envolvimento muito grande do artista durante a construção também.
04:17Então tem idas e vindas, tem produtos que vão pra frente, produtos que não vão pra frente.
04:22Então realmente é um processo de colaboração, né?
04:25Não é numa reunião, não é numa reunião virtual, por exemplo, né?
04:28Tem muito do presencial, tem muito toque de material, tem muita leitura.
04:33Uma cocriação, uma colab, ela só vai funcionar no ganha-ganha.
04:39No sentido, não, e aí eu tô falando no ganha-ganha de fora.
04:42Quando o consumidor da marca olha praquilo e fala, ok, isso faz parte.
04:48Às vezes nem faz parte, às vezes pode gerar uma estranheza, mas faz parte.
04:52Dá aquela mexidinha confortável.
04:54E o fã do artista ou da marca que tá fazendo aquela cocriação tem a mesma sensação.
05:01Quando um dos dois lados sente desconforto, aquela colab não faz sentido.
05:08Porque você começa a ter um atrito que não é positivo pra um dos lados,
05:13e aí acaba não sendo positivo pros dois lados.
05:15Pra que nessa construção, aí sim, quando você for construir o produto,
05:19você vai ter esse produto, ele vai conseguir traduzir a essência dos...
05:25Não é traduzir a essência de um ou de outro, é traduzir a essência dos dois juntos.
05:30Essa é a beleza e a dificuldade de uma colab bem-sucedida.
05:33A marca que ela injeta dinheiro que ela tá participando ali do movimento,
05:37ela devolve muito isso pra quebrada também, tá ligado?
05:40Tipo, com certeza ela colocando dinheiro em mim pra fazer um movimento junto,
05:45a gente vai devolver esse dinheiro fazendo movimentos beneficentes,
05:49fazendo, sei lá, um Natal das Crianças lá na quebrada.
05:53Então eu acho que a rapaziada do rap, do trap, do funk,
05:58que são esses movimentos urbanos, esses movimentos de rua,
06:00tem muito essa parada de tipo, pô, quero crescer pra devolver isso pra minha quebrada.
06:04Por isso que é importante o lugar de fala, a cocriação,
06:07não só com a gente, como existem várias narrativas de pessoas pretas,
06:10existem várias narrativas de pessoas.
06:12Então é por isso que a gente precisa, que eles precisam ouvir a gente.
06:18As marcas, assim, que eu penso principalmente,
06:21é que elas também têm que entender o BK como uma outra marca.
06:24Então quando as marcas se juntam, realmente vem uma colaboração de duas marcas.
06:30Não, não, eu não tenho o perfil de ser um blogueiro,
06:36ou um influencer, coisa do tipo.
06:37Eu trabalho a marca BK de uma forma e as marcas que vão chegar pra se associar com a marca
06:42BK
06:43tem que entender isso, tá ligado?
06:45Então tem que ser uma colaboração que faça sentido pros dois lados.
06:49Eu acredito que as marcas têm que deixar a gente mexer um pouco mais
06:54e falar um pouco mais.
06:56Realmente elas já vêm com o escopo de projeto 100% pronto,
07:00onde a gente muitas das vezes consegue alterar poucas coisas,
07:03mas eu acredito que quando isso é realmente criado junto,
07:06eu volto a repetir, os resultados são mais autênticos, tá ligado?
07:10Aquilo ali flui de forma natural.
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