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Após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) segue para votação no plenário do Senado, que pode ocorrer ainda hoje. O placar apertado na comissão aumentou a expectativa para a decisão final dos parlamentares.
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NotíciasTranscrição
00:00Pois é, deixa eu só destacar para a nossa audiência, já temos inclusive imagens ao vivo do plenário do Senado
00:07Federal, Davi Alcolumbre assumiu há pouco e convocou os senadores para registrarem presença e para fazer a verificação da quantidade
00:17de integrantes do Senado Federal, para ver se tem o quórum suficiente para aí sim iniciar o processo de votação.
00:25Mas tem uma informação que é muito relevante, é uma informação de bastidor, é um zoom, zoom, zoom, como dizem
00:33no jargão jornalístico de cobertura de bastidores da política, tem um zoom, zoom, zoom lá no Senado Federal que indica
00:43que Davi Alcolumbre teria articulado a derrota de Jorge Messias,
00:48que ele não estaria nem um pouco satisfeito em conduzir o processo de aprovação de Jorge Messias, porque para muitos
00:57ele já externou o desejo de indicar Rodrigo Pacheco.
01:00Deixa eu passar para o Bruno Musa para analisar agora essa votação que será iniciada dentro de instantes no plenário
01:07do Senado e essa possibilidade,
01:10essa informação ainda de bastidor que indica que Alcolumbre não estaria satisfeito com tudo isso, que poderia inclusive articular ou
01:20estaria articulando para uma derrota de Jorge Messias.
01:24Exagerada a tese, Musa?
01:27Veja, Cariato, na política nada nos surpreende ou deveria nos surpreender, a tal ponto de acharmos ou dizermos que é
01:36impossível.
01:36Mas, de fato, seria uma surpresa. Não a situação ou o sentimento de Alcolumbre, mas a possibilidade dele conseguir fazer
01:46isso.
01:47Eu acho que o governo, de alguma forma, ele se blindou, e não apenas esse governo, mas todas as indicações
01:54no geral, se blindam e não vai para essa votação
01:57sem antes ter, digamos, uma formalização ou uma estrutura muito mais concreta e praticamente definida daquela situação.
02:04Ele vai se blindando, vai aparando as arestas e vai, obviamente, no jargão político, como é que você conquista voto?
02:13Usando o dinheiro do pagador de imposto, distribuindo para a classe política, para eles fazerem o que quiserem com a
02:19nossa vida.
02:20Pouco importa a indicação, que será por algumas décadas de Messias, que pode mudar por completo tomadas de decisões,
02:26sejam monocráticas, sejam colegiadas, se ele é mais próximo ao governo ou não, se ele tem uma atuação positiva ou
02:34negativa na AGU,
02:35se ele tem um notório saber jurídico ou não.
02:38Tudo isso pouco importa.
02:40O Brasil pouco importa.
02:41O que importa são as trocas de emendas financiadas por todos nós, e aí sim, eles vão para aquela votação
02:48secreta, claro,
02:49porque nós votamos em senadores, financiamos tudo isso, mas não temos o direito de saber como cada um deles votará
02:56para a gente cobrar.
02:58Não.
02:58Os intocáveis da vez ali, que eu já mencionei no legislativo, no judiciário, no executivo,
03:04de grande classe das empresas estatais, da burocracia como um todo brasileira,
03:09eles se sentem no direito de fazer tudo as escondidas do povo brasileiro,
03:14que, infelizmente, só temos como financiar e sequer questionar.
03:19Então, no meu entender, não é uma surpresa a sensação ou o sentimento do Columbre,
03:24mas seria uma surpresa ele conseguir reverter alguma coisa,
03:27que, na minha opinião, quando vai para o jogo, para o jogo de verdade, ele já sai definido.
03:32Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque também tem uma análise que muitos fazem a respeito da aprovação
03:37e em que grupo Messias estaria inserido.
03:42Mota muda muito a composição ou a relação de forças quando a gente olha para a figura de Messias,
03:51as características dele, quem o indicou, a trajetória e decisões que foram tomadas por ele,
03:57por exemplo, na Advocacia Geral da União, ele substituiria Luiz Roberto Barroso.
04:04Há algum tipo de mudança substancial na composição da Suprema Corte com a aprovação dele?
04:12Nenhuma mudança que beneficie o cidadão, o eleitor, o trabalhador brasileiro.
04:21As personalidades são diferentes, os posicionamentos são diferentes,
04:28mas a linha política, filosófica é exatamente a mesma.
04:34Essa indicação, se aprovada, ela não muda o perfil da corte.
04:41E esse é que é o problema.
04:43O Brasil vive um momento de ativismo judicial descontrolado.
04:49O Brasil hoje tem juristas estatais que acreditam
04:54que eles detêm um conhecimento superior ao de todos os outros brasileiros.
05:02E cabe a eles tomar decisões que vão afetar a vida de todos os brasileiros,
05:08ainda que eles não tenham tido nenhum único voto.
05:13Essa forma de pensar, que é conhecida sobre vários nomes, entre eles, neoconstitucionalismo.
05:21Então, você olha para a Constituição, em vez de você fazer o que a Constituição diz,
05:26você reinterpreta a Constituição de acordo com a sua visão do mundo.
05:32Pessoas que acreditam no modelo de Estado de Direito, baseado na democracia, no voto universal,
05:41vêem nisso uma afronta ao poder maior de uma república democrática,
05:47que é o poder do eleitor.
05:49Nós chegamos a um momento no Brasil em que as pessoas estão fortalecendo,
05:54firmando a convicção de que o voto delas não serve mais para nada.
06:00Primeiro, porque elas elegem representantes que hoje já não têm quase poder nenhum,
06:07nem imunidade parlamentar mais, esses representantes têm.
06:12Depois, quando chega em momentos críticos,
06:17momentos em que os seus representantes eleitos têm que realmente mostrar
06:22que eles estão honrando o mandato que eles receberam,
06:26nós assistimos cenas patéticas.
06:30como a que vimos, ainda estamos vendo nessa sabatina.
06:34Pois é, só lembrar a nossa audiência,
06:36a produção acabou de checar essa informação,
06:39Davi Alcolumbre, presidente do Senado,
06:41insistindo que todos os senadores compareçam no plenário,
06:45registrem a presença para fazer a verificação de quórum,
06:49para aí sim iniciar o processo de votação.
06:52Então, há uma dúvida sobre qual é o número total de senadores que participarão dessa votação.
07:00E aí a gente observa quem está falando,
07:03uma palavra de ordem, o senador Eduardo Braga,
07:06do MDB do Estado do Amazonas.
07:09Deixa eu passar mais uma vez para o Cristiano Beraldo,
07:12porque há uma leitura, Beraldo,
07:15sobre características das figuras que compõem a Suprema Corte.
07:21E ainda que isso que o Mota tenha destacado faça todo sentido,
07:26digamos, Jorge Messias daria continuidade a um grupo que,
07:31se conseguiu se consolidar na Suprema Corte,
07:35tem a característica religiosa.
07:37O fato de ele ser evangélico,
07:39talvez acabe dividindo, digamos,
07:43a leitura ou as decisões sobre alguns temas em especial.
07:47Fico imaginando, sei lá, o caso das 40 gramas de maconha
07:50ou qualquer tipo de discussão a respeito de aborto.
07:54Talvez Jorge Messias, apesar de ter sido indicado por Lula,
07:58ter alguma ligação com outros ministros
08:00que são muito conectados ao Partido dos Trabalhadores,
08:05historicamente,
08:06talvez em algumas pautas de costumes,
08:09pautas que acabam mexendo com o conservadorismo,
08:13talvez ele destoe dos demais, você não acha?
08:17Na verdade, ser evangélico, ser católico, ser judeu,
08:24não deve ser requisito para se ocupar ou não,
08:28para ser indicado ou não para o Supremo Tribunal Federal.
08:30Eu admiro e tenho apreço pelas pessoas que são tementes a Deus,
08:37mas isso como balizamento da sua conduta de vida,
08:41sua conduta moral.
08:42Há muita gente qualificada, há muita gente com reputação ilibada,
08:49há muita gente com notável saber jurídico,
08:53e inclusive que tenham uma visão do mundo mais alinhada à esquerda,
09:00mas que sejam figuras totalmente reconhecidas e respeitadas no mundo jurídico
09:07por aquilo que sabem, por aquilo que praticaram nas suas vidas,
09:12e não exclusivamente pelos cargos que a política permitiu que eles ocupassem.
09:19Então, quando nós temos, na hipótese da entrada,
09:25na provável hipótese da entrada do Messias no Supremo Tribunal Federal,
09:30a sua posição, me parece, será de integração a uma corte que hoje está moralmente abalada.
09:41Eu não vejo nenhuma condição dele próprio chegar ali
09:47e tentar estabelecer um voo solo,
09:51tentar estabelecer um tipo de conduta
09:53que, em algum momento, confronte com os interesses dos seus pares,
09:59porque o sistema ali, internamente hoje,
10:03é de tal maneira bruto
10:05que eles estão fechados
10:08no objetivo de se protegerem.
10:11E, com isso, se houver um dissidente,
10:14este dissidente, certamente,
10:16terá muita dificuldade,
10:18porque o que nós estamos vendo ali
10:21são decisões, de novo,
10:23não tomadas com base na lei.
10:25Caniato, a questão dos 40 gramas de maconha
10:27é simplesmente de saber
10:30onde, na Constituição Federal,
10:33onde os constituintes...
10:35Olha que tinha muita gente desqualificada ali,
10:37talvez até usuário.
10:39Mas eles próprios não tiveram a coragem
10:42de versar na Constituição brasileira
10:47sobre esse tema 40 gramas, 20 gramas, 100 gramas,
10:52cocaína, não, é só maconha,
10:53é rachixe, é crack.
10:55Que conversa fiada é essa?
10:58Então, Caniato, dentro desse contexto,
11:02a posição de Jorge Mercias,
11:04ela fica subalterna
11:06a essa maioria formada ali dentro
11:10e que está conduzindo
11:12o Supremo Tribunal Federal
11:14pelos piores caminhos já escritos
11:17na história brasileira.
11:18Pois é, é importante lembrar também
11:20propostas que vêm sendo ventiladas
11:23a respeito de próximas indicações.
11:25Deixa eu tratar disso,
11:26mas preciso só dividir a rede
11:28uma rápida parada
11:29para as pessoas que nos acompanham
11:30pela rede de rádios.
11:33Agora, deixa eu passar para o Bruno Musa,
11:35porque, Musa,
11:36a gente tem visto cada vez mais
11:39presidentes indicarem figuras
11:41mais jovens, nomes com menos de 50 anos.
11:46E aí foi a análise que há pouco
11:48o Cristiano Beraldo fez.
11:49Teremos um jurista que ficará
11:53praticamente 30 anos na Suprema Corte.
11:57É isso que o nosso judiciário precisa?
12:00Hoje em dia, há políticos que pensam
12:03em estabelecer mandatos,
12:06levantarem um conjunto de propostas
12:08para alterar, promover uma reforma
12:11no judiciário e também
12:12no Supremo Tribunal Federal.
12:14Mandato, idade mínima
12:15para ministro do Supremo,
12:19a forma como eles são admitidos
12:22ou indicados.
12:23Enfim, queria que você discorresse
12:24um pouco desse mecanismo hoje em dia,
12:27que muitos presidentes acabam
12:29indicando figuras cada vez mais jovens.
12:32E aí ficarão por décadas
12:33na Suprema Corte.
12:34É isso que o país precisa?
12:38Obviamente não.
12:39Eu estou longe de ser um profundo conhecedor
12:42de estratégias na área jurídica
12:44para a indicação de um ministro
12:46da Suprema Corte.
12:47Mas me torna bastante claro,
12:49me deixa bastante óbvio,
12:51que o processo como é feito hoje
12:54é carregado de conflitos de interesse,
12:56Caniato.
12:56Isso é uma perpetuação
12:58de uma determinada ideologia,
12:59uma vez que um governo,
13:00um governante de turno,
13:01pode ficar quatro, oito anos
13:04e depois precisa sair.
13:05No caso do Brasil,
13:07a gente tem ali quase 20 anos
13:08de PT em alternância
13:09entre os governos.
13:12Então, tudo isso faz com que
13:13um dos poderes que
13:16se vende como independente
13:18na Constituição,
13:19claramente ele não é.
13:20Veja, nós temos ali
13:22dentro do Legislativo
13:23uma série de problemas
13:24dentro da política,
13:25como nós já falamos aqui.
13:26por volta de 95%
13:28dos deputados da Câmara
13:32foram eleitos
13:33pelo coeficiente eleitoral,
13:35algo como 5%
13:36só foram eleitos
13:37pelo voto direto.
13:38Isso, para mim,
13:39já mostra uma clara disfunção
13:40no sistema político.
13:41Depois, nós temos ali
13:42a forma como é feita a indicação
13:44pelo Executivo
13:46para o Judiciário.
13:47Se essa indicação
13:49pressupõe ainda
13:50anos, décadas a fio
13:52de uma manutenção
13:54daquele poder,
13:55é claro que você está
13:56perpetuando uma determinada
13:57ideologia,
13:58seja ela qual for,
13:59e uma troca de favores
14:01que fica óbvio
14:02que não gera
14:03uma independência
14:04dos poderes.
14:05Na tese,
14:06em tese,
14:07poderia ser tudo lindo.
14:08Não, sou escravo
14:09da Constituição,
14:11sou evangélico,
14:12tenho meus valores sólidos,
14:14chora como uma criança.
14:16Aquela coisa,
14:17aquela cena teatral
14:18que a gente costuma ver.
14:19E vimos mais uma vez hoje.
14:21Por isso que eu falei
14:21no meu primeiro comentário
14:22de uma série
14:23da vergonha alheia.
14:24enquanto adulto.
14:26Mas depois você percebe
14:28que essa não é
14:29uma independência
14:31de verdade.
14:32Portanto,
14:33é mais um teatrim
14:34onde nós somos,
14:35entre aspas,
14:36obrigados a acreditar
14:37que há essa independência
14:39entre os poderes.
14:40E aí,
14:40no grau que nós chegamos
14:41no Brasil
14:42de corrupção,
14:44de crime organizado,
14:46dessa clara
14:48falta de
14:50preocupação do Judiciário
14:51em seguir a Constituição
14:52e gerar uma punição
14:54aos corruptos
14:56e etc.
14:57Tudo isso faz com que
15:00gere uma clara falta
15:01de segurança
15:02do brasileiro
15:03com esses poderes
15:05que, no fundo,
15:05são dependentes
15:07uns dos outros,
15:08talvez complementares,
15:10e que não há outro meio
15:11a não ser entrar em choque
15:12entre eles.
15:13Por isso que eu falo
15:14que quando há uma harmonia
15:15entre esses poderes
15:16onde eles se indicam
15:17e um depende
15:18do favor de outro,
15:19o Legislativo,
15:20aqueles que têm
15:21processo,
15:22são julgados
15:23pela Suprema Corte,
15:24só que são eles
15:25que aprovam
15:26o nome da Suprema Corte.
15:28São eles também
15:29os senadores
15:30que podem
15:30votar o impeachment
15:32do ministro.
15:33O ministro vem
15:33a público e fala
15:34não, se aprovarem,
15:36eu vou dar uma
15:36caretada aqui
15:37em outras palavras
15:38e a gente pode
15:39anular esse processo.
15:41Ou seja,
15:41não há independência.
15:43E não havendo independência
15:45que é um dos pilares
15:46supostos da democracia,
15:47fica muito claro
15:48que a nossa democracia
15:50é uma brincadeira
15:51no nome.
15:52Apenas.
15:52Ela não é
15:53uma verdade absoluta.
15:54E eu não estou falando
15:55apenas pelo Judiciário
15:57ABCUD
15:58ou pelo momento
15:59do governo.
15:59Ela não é.
16:00O Brasil não é
16:01uma verdadeira democracia
16:02onde a vontade popular
16:04ela é representada.
16:06O voto é secreto,
16:07Caniato.
16:08Que vontade popular
16:09que vai ser representada
16:10se você não pode cobrar
16:11o senador
16:11que você votou.
16:13Então,
16:13essa perpetuação
16:14para mim
16:15ela é mais uma
16:16das disfunções,
16:17mas não são
16:18disfunções à toa.
16:19Para mim
16:20são todas elas
16:20propositais
16:21sempre pensando
16:22no poder
16:23pelo poder.
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