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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:06Que espiga!
00:08Eu tive que fugir dos anticorpos do Dr. Zamenhof e fui parar nas suas vias respiratórias.
00:13Quando o famoso cientista deu um espirro, fui expulso do seu organismo e voltei ao meu tamanho normal.
00:19Enquanto isso, lá no sítio, Emília e Magrela continuavam as reformas.
00:23Emília resolveu fazer o livro comestível.
00:26O leitor lê e depois come o livro.
00:28Só podia ser ideia da Emília mesmo.
00:31Dona Benta e Tia Anastácia foram aclamadas na reunião da OMP, Organização Mundial pela Paz.
00:37A cuca pegou o coronel Teodorico, que estava procurando Pedrinho e Narizinho.
00:41Finalmente eu, Dona Benta e Tia Anastácia, voltamos ao sítio.
00:45Dona Benta e Tia Anastácia levaram um enorme susto ao se depararem com as estranhas reformas da Emília.
00:52E essa história ainda vai dar muita confusão.
00:55Reforma da Natureza, quinto episódio.
01:10Anastácia, você viu minha cadeira?
01:12Dona Benta, já revirei isso de tudo que foi forma, não encontrei a sua cadeira.
01:16Parece que esse círculo está de cabeça para baixo.
01:19Por que não você olhar para cima?
01:21Nilson Jorge!
01:24Isso foi uma reforma que não deu certo.
01:28Eu só quis tirar o peso da cadeira.
01:31E sem a força da gravidade, deu nisso, né, Magrela?
01:35Emília, eu acho que nós precisamos ter uma conversinha.
01:41Quem é essa menina?
01:43Essa é a Magrela.
01:44Muito prazer, Dona Benta.
01:46Eu sempre quis conhecer a senha.
01:48Prazer, minha filha.
01:50Fique à vontade, viu?
01:52Emília.
01:54O que está acontecendo aqui?
01:58Cadê Pedrinho e Narizinho?
02:00Eles foram para o capoeirão filmar a Yara.
02:03Aí a Magrela veio aqui para o sítio para ajudar a reformar a natureza.
02:07Que absurdo querer transformar a natureza, Emília.
02:11Quem somos nós para corrigir o que está aí há milhões de anos?
02:17Tudo que existe demorou muito tempo para chegar nesse ponto.
02:21E há mil razões para isso.
02:24Eu não acho.
02:25A natureza é cheia de absurdos.
02:28Dá uma porção de pés e centopeias e nenhuma minhoga.
02:32Dá uma casca grossa para a melancinha
02:34e uma pelinha desse tamanho para o tomate.
02:38Que não protege nada e machuca todo o coitado.
02:42Tudo errado.
02:43Tudo absurdo.
02:45Não é absurdo.
02:47É absurdo.
02:49E que habito é esse lá na cozinha?
02:51Será que tem algum passarinho lá na cozinha?
02:54Ah, foi mais uma mudancinha que a gente fez.
02:57É o leite de Anastasia.
02:59Agora ele ia subir quando ferve.
03:01Para não derramar na panela, né?
03:03O leite?
03:04Meu São Jorge!
03:06Calma, Anastasia, calma.
03:08Agora o fogo também se apaga quando o leite ferve.
03:12Tio Barnabé, onde se meteram Pedrinho e Narizinho?
03:15Dona Benta, eles disseram que iam lá na casa do coronel Tio Dorico.
03:18O coronel passou por aqui e disse que não sabe nada das crianças.
03:22Agora está lá o coronel, mas os homens dele vasculhando o capoeirão.
03:27Quer dizer, eu viro as costas, é só reinações.
03:35Ah, que isso, coronel?
03:37Não fica assim, não.
03:39O serviço aqui, ó, é de primeira.
03:42É café da manhã reforçado, almoço, jantar, ceia e tem até lanchinho nos intervalos.
03:51Ah, não chega, Pedrinho.
03:53Você já leu isso mais de 500 vezes.
03:56Não chega, não.
03:57Claro que não.
03:58Já pensou se a bruxa aparece e eu não consigo lembrar do feitiço?
04:02Ah, se toca.
04:08Ah, o que está acontecendo aqui?
04:16Você não queria que eu aprendesse a lição?
04:19Então, lá vai.
04:24Pororoca, catiriboca, cara de minhoca, muriçoca, velha coraca, pulo igual a pipoca!
04:35Muito bem, Pedrinho.
04:37Você pegou a jabiroca.
04:40É, então vamos dar um jeito de dar no pé.
04:48Onde é que vocês vão?
04:50Onde é que vocês vão?
04:53Eu quero ir daqui.
04:55Eu quero ir pro chão.
04:57Miseráveis, eu ainda pego vocês.
05:03Ei!
05:06Acho que a gente deixou a dona Benta furiosa.
05:09É melhor eu ir embora.
05:11Eu não estou nem aí.
05:12Nossas reformas melhoraram e muito as coisas aqui no sítio.
05:17Aposto que foi muito mais do que a dona Benta fez pelo planeta naquela tal reunião mundial.
05:24Bom, mas de qualquer jeito, está na hora de eu voltar.
05:27Minha mãe já deve estar morrendo de saudades e de preocupação.
05:30Gente grande, adoro ficar preocupados.
05:34Onde será que aquela menina se meteu?
05:37Será que ela está comendo direito?
05:39Ai, meu Deus.
05:41Mas eu também estou com saudades.
05:43Vai então, bobinho.
05:44Se você está com saudades de Liva Branca, aproveita.
05:57Olha, olha, Narizinho.
05:59Que tal a gente brincar de Tlock, Kluft e Nhoque, hein?
06:03Nem pensar.
06:04Se uma búlbara desça cai bem no meio da minha cabeça, me faz plof.
06:09Ai, se eu nem pensar.
06:10Não acredito.
06:12Sei que está parecendo mais a história do Américo Pisca-Pisca.
06:17Vocês não viram nada.
06:19Enquanto vocês estavam passeando pelo mato, eu reformei a maturidade.
06:32Veja só, Visconde.
06:34Eu, preocupada em resolver os problemas do mundo, e na minha própria casa, eu deixei que se instaurasse o caos.
06:42Para todo problema, há uma solução, dona Benta.
06:45A senhora provou isso muito bem para os líderes mundiais.
06:47Solucionar as coisas por aqui é tarefa que a senhora já conhece de core salteado.
06:52É, dona Benta, as crianças já sabem como são, né?
06:56Daqui a pouco estão aí.
06:58Agora, a bagunça que a Emília aprontou por aqui, ó, dessa eu nunca vi igual.
07:06Meus netos, onde vocês se meteram dessa vez?
07:10Vó, tem abóbora nascendo na jabuticabeira.
07:14E o quindim?
07:15Vocês viram o que fizeram com o quindim?
07:18Isso foi coisa da magrela.
07:19Ela não entendeu bem o espírito da coisa, e fez esse estrago com a nossa reforma.
07:27Eu acho que quem não entendeu bem o espírito dessa tal reforma, fui eu, dona Emília.
07:42Tom, tome esse chazinho de maracujá, que é batata, como dizem as crianças, os meninos.
07:50Não quero mais saber dessas crianças.
07:52Calma, coronel, fica calmo.
07:54Maracujá, calma, aí é disso que o senhor tá precisando.
07:57Afinal, não é pra qualquer um, né?
07:59Fica cara a cara ali com a bruxa da cuca.
08:02Como ela é feia, não é?
08:04Agora tô tremendo.
08:05E olha que eu não sou um homem de treme-treme, muito menos de pisca-pisca.
08:09Calma, fica calmo, coronel.
08:11Eu sei muito bem do que o senhor está falando.
08:13Eu já falei isso com a dona Benta, mas não adianta.
08:15Ela disse que é crendice.
08:22Vaca moxa, eu não tô nem te reconhecendo.
08:25Tá parecendo mais um ser de outro planeta.
08:30Será que eu podia pegar um pouquinho do leite da torneirinha?
08:42Viu?
08:42Eu não ia querer reformar a beleza da borboleta, que já é tão bela.
08:48Então, eu reformei e elas ficaram pegadas.
08:51Entendeu?
08:52Mas disse que todo mundo vai pegar a borboleta pra fazer coleção?
09:03Pode pegar essa uma delícia.
09:05Agora você não precisa ter o trabalho de descascar.
09:09Ela já vem sem casca.
09:10Uma grela queria botar uma faca dentro.
09:12Mas eu achei mais prático.
09:14Assim.
09:15Não acha?
09:16Um rabicó que eu diga, né?
09:19Pode deixar comigo.
09:20Com licença.
09:22Oba!
09:23Daqui a pouco não vai sobrar nenhuma laranja no pé pra contar a história.
09:26Nenhuma.
09:31Olhando o quê?
09:33É pulga.
09:34E pulga a gente pega que o senhor já destala.
09:36Assim.
09:41Pronto.
09:42Eu reformei o pulo das pulgas pra que elas fiquem paradas no ar.
09:47Sim.
09:47Eu pego aquelas mordedoras e não deixo que esse porco porcalhudo leve pulga pra descascar.
09:56Quem?
09:57Eu?
09:59Ô.
10:00Dona Berda.
10:01Dona Berda.
10:03Dona Berda.
10:04Ué, quem tá me chamando?
10:07Aqui, Dona Berda.
10:08Vem aqui, ó.
10:17Ora, jabuticabas.
10:19Tá vendo?
10:20A senhora não estava nem nos reconhecendo.
10:23Isso não é lugar pra nós, Dona Berda.
10:25Nós somos frutas de galho.
10:26Não podemos ficar no chão.
10:28Aqui a gente se suja toda.
10:30Sem falar nos ataques que podemos sofrer do rabicó.
10:33Ou até de um pé distraído nos esmagar.
10:35Vocês têm toda razão.
10:37Vocês devem ficar lá na árvore que é o lugar de vocês.
10:41Aliás, de onde nunca deveriam ter saído.
10:46Vamos acabar com essa bagunça.
10:48Isso já foi longe demais.
11:03Desfaça já já toda essa confusão.
11:06Cada coisa tem que voltar pro seu lugar.
11:10Desse jeito, você vai provocar um desequilíbrio ecológico.
11:13Ora, onde já se viu?
11:15Eu quero todas as coisas no seu lugar de novo.
11:19Agora mesmo.
11:25Pois é, Emília.
11:26Pra mexer na natureza das coisas, é preciso usar a ciência.
11:30Mas eu não vou desfazer nada.
11:32Não vou, não vou e não vou.
11:34Onde está a democracia?
11:36Não fale assim, Emília.
11:37Dona Benta é uma grande democrata.
11:40Pois eu acho que a Dona Benta, depois de conhecer esses líderes mundiais,
11:45está parecendo mais uma ditadora.
11:47Se é de já, já, já é agora mesmo.
11:49Quem reformei está reformado.
11:51E se me dá na telha, vou continuar reformando.
11:55Então, coronel, eu não falei.
11:58Está aí, ó.
11:59Está aí a seca que a Emília plantou.
12:01E seca da boa.
12:03É só jogar as mudas aí e elas crescem rápido.
12:08Agora pode ficar sossegado que os seus potrinhos não vão passar do lado de cá.
12:15Essa eu gostei.
12:17Quem sabe o senhor não planta lá no seu sítio também?
12:19Se eu bairro não aberto, vamos deixar essa prósima depois.
12:23Vou agora para casa.
12:24Botar a minha cabeça no travesseiro para ver se melhora as minhas ideias.
12:29Porque também já estou muito velho para tanta novidade.
12:33Enté.
12:35Enté, coronel.
12:40O que o primo está fazendo aí cedo?
12:43Dando uma limpeza no teto?
12:49Deixe de gracinha, seu moleque.
12:52Por que você não desce sozinha mesmo?
12:58Não está vendo que estou enfeitiçada, seu lesado?
13:00Pegue o meu livro e fale as palavras mágicas que vão me tirar daqui.
13:06Está na mão, está na mão, pivão.
13:09Então, é a página 66...
13:13Não, não, não, 67.
13:1467, 67!
13:15Agora fale alto!
13:17Deixa comigo, deixa comigo!
13:22Perereca se utopéia, cabra cega sem suspiro.
13:27Ratazana cororoca,
13:29nasce cara de morcego.
13:41Eu acho que a Emília exagerou.
13:44Essa história de reformar a natureza não vai dar certo.
13:48E o pior, essa ela está toda emitida.
13:51Acho que eu vou ter que tomar outra providência.
13:55A Emília precisa entender que essa coisa de faz de conta
13:58tem que ser usada com...
14:00Dona Benta! Dona Benta! Dona Benta!
14:02É uma calamidade!
14:03O Rabicói está comendo os livros da biblioteca!
14:09Acho que eu li o feitiço errado.
14:12E agora, hein?
14:13É, e agora?
14:14Pensando bem, até que você ficou uma mocega bonita, hein?
14:19Quem sabe você não arranja um pílulo,
14:22um vampiro para ser seu namorado?
14:26Ah, seu, seu...
14:30Seu moleque!
14:32Tá bom, tá bom.
14:33Tô brincando, preto.
14:36Tá bom.
14:38Tá aqui, tá aqui.
14:39E é esse?
14:39Tchau.
14:40Vamos lá.
14:42Coisa ruim, bicho preto.
14:47Lagartixa no espeto.
14:49Bruxa-venha no telhado,
14:50balançando no esqueleto.
14:57Agora, seu idiota,
14:59você leu o feitiço errado.
15:01Veja só o que fez comigo.
15:03Não é, Brio?
15:04Você não sempre quis ficar...
15:06magrinha?
15:10Mas o que está acontecendo aqui,
15:14minha Nossa Senhora?
15:16É, dona Benta,
15:18bem, dona Benta,
15:19é apenas um marquês saciando a sua fome de cultura.
15:23Plutão se empanturrando com os livros da biblioteca da dona Benta,
15:26isso sim.
15:27X pra fora, Rabicó,
15:29antes que eu te dê uns catiripatos.
15:31Calma, calma, Pedrinho.
15:33O narizinho,
15:34olha o seu primo.
15:35Eu não quero conversa com comilões golosos.
15:41E, Rabicó,
15:42comendo papel.
15:44Ah, vocês não estão entendendo.
15:47Os livros agora têm sabor.
15:50Esse aqui, por exemplo,
15:53é a sobremesa.
15:55Está com gostinho de doce de abóbora.
15:59Outra das reformas da Marquesa.
16:03Emília!
16:08Emília,
16:09o que você fez com os livros, Emília?
16:12É o livro comestido.
16:14Você lê e mata a sua fome ao mesmo tempo.
16:19Quem não souber ler, só come.
16:22Entenderam agora, hein?
16:24Vai embora, Rabicó, vai.
16:36Livro comestível.
16:44Agora eu achei!
16:46Agora!
16:48Aqui, ó.
16:50Vamos lá.
16:51Mandinga mandigueira,
16:53aranha caranguejeira,
16:55seca, pimenteira,
16:56feitiço de feiticeira.
16:58Agora vai!
17:06Pare de rir de mim.
17:08Ah, aqueles netos da dona Benta me pagam.
17:11Eles ainda vão ver o poder da cuca.
17:14E, filha, acho melhor você sair daí primeiro,
17:17antes que seu poder passe no bando, hein?
17:21Me tire daqui!
17:22Me tire daqui,
17:23seu lesado!
17:24Venha!
17:24Venha!
17:30E agora?
17:32Ah, eu quero sair daqui!
17:34Eu quero sair daqui!
17:36Ah, alguém me ajude!
17:38Sabe, Emília?
17:40Emília, sua ideia de fazer um livro comestível é, sem dúvida, um achado.
17:45Mas não é para todos os livros.
17:48É bom que sempre exista livro de papel.
17:53Há livros que devem ser guardados para sempre.
17:56Claro!
17:57A Odisseia, as obras completas de Shakespeare, imortais!
18:01O livro comestível poderia existir, mas ao lado dos livros de papel.
18:07Coisas novas não substituem inteiramente coisas velhas.
18:12Eu queria melhorar o que já existe.
18:14É, mas fez um monte de maluquice.
18:18Ai, Emília, eu reconheço suas boas intenções.
18:23Você fez tudo o que achava estar certo,
18:27mas não calculou as consequências.
18:30Por exemplo, as laranjas.
18:33Se elas nascem descascadas, como vão ser transportadas se estragar?
18:38Isso sem contar com o ataque dos passarinhos, dos insetos, do rabicói, vários outros bichos.
18:45Quando você colocou as abóboras na jabuticabeira,
18:49você só pensou em nós, que pegamos as frutas para comer.
18:53Mas as frutas também existem para o bem da árvore.
18:57Por isso é que nascem sobre todos os galhos.
19:00Se as abóboras nascessem em todos os galhos da jabuticabeira,
19:02a árvore nem conseguiria crescer.
19:04Brilhante, dona Benta.
19:06Tá bom, agora vocês me convencem.
19:09Dona Benta mostrou que eu estava errada.
19:11Mas não é aquele jeito de já, já, já.
19:14Agora mesmo comigo não funciona.
19:16Tem que ser assim.
19:18Na batata do argumento científico.
19:22Eu vou desreformar tudo.
19:28Como é que você vai desreformar tudo o que você reformou?
19:33Do mesmo jeito que eu reformei.
19:35Usando faz o quê?
19:57Agora sim, voltou tudo ao normal.
20:00Um rinoceronte que toca tabaque.
20:04Um burro inteligente.
20:06E um saburro de milicentista.
20:08É como diz o meu colega de ciências, Dr. Zamenhof.
20:12A verdadeira reforma da natureza tem que vir de dentro.
20:17Na transformação dos seres vivos que se adaptam e evoluem.
20:21Mutatis mutandis.
20:23A natureza segue seu curso.
20:26Bom, eu espero que depois dessa...
20:29A Emília tenha aprendido que pra fazer qualquer mudança...
20:35Tem que se planejar tudo muito bem.
20:37Esse negócio de fazer reformas às tontas...
20:41Como fazem certos governos...
20:43Acaba produzindo mais males do que bens.
20:47Mas senhora, sabe que eu gostei de algumas mudanças...
20:50Que a danadinha da boneca fez, né?
20:52É.
20:54Essa, a do leite foi uma.
20:57A outra foi a das pulgas.
21:00Agora as danadinhas não conseguem mais fugir da gente.
21:03Claro.
21:04Uma beleza, né?
21:09Admito que foi uma fantástica mudança, Emília.
21:11De mais a mais se as pulgas acabassem extintas...
21:13Eu acho que não fariam muita falta.
21:15Ou será que fariam?
21:16Tá aí uma boa pergunta pro doutor Zamenhof.
21:19Agora você vive com esse doutor Estrogonoff na boca, Visconde.
21:23Quem é o tal?
21:24Doutor Zamenhof, Emília.
21:26É um ilustre colega de ciências que conheci muito bem...
21:29Por dentro e por fora em minha visita ao estrangeiro.
21:32Com ele aprendi que os seres vivos são controlados pelas glândulas.
21:36É, devem ser umas ditadoras essas glândulas.
21:40Não, Emília.
21:41As glândulas são pequenos conjuntos de células...
21:43Que produzem substâncias que interferem em tudo que o corpo humano faz.
21:47São como as fábricas da cidade, que cada uma com a sua função...
21:51Permitem que todo mundo...
21:53O chapéu de rei é coroa, Batata boa é baroa, Índio anda de canoa, E meu skate voa!
22:14A azeitona dá azeite, A vaca mocha dá leite, E vento faz voar esquete!
22:27Pedrinho, desce logo!
22:29Vem lanchar!
22:30Acho melhor acabar com a minha carreira de bruxo por aqui.
22:45Pedrinho, isso tudo é pressa pra lanchar?
22:49Uma coisa que eu não tô é com pressa.
22:52Pressa pra quê?
22:53Se o tempo passar mais rápido, menos tempo eu tenho pra brincar.
22:56Muito bem!
22:58Aqui no sítio e no mundo todo.
23:00Isso de querer fazer tudo rápido pra passar na frente dos outros...
23:05Só faz a gente esquecer como é gostoso sentir a vida passar.
23:10Foi isso que a dona Bento ensinou lá pra aqueles camaradas que pensam que são donos do mundo.
23:19É, mas você também, Nastácia, ensinou pra eles o que o mundo está perdendo com essa coisa de fazer tudo
23:27rápido e tantas competições.
23:30Por exemplo, o que o mundo está perdendo? O prazer de saborear esses maravilhosos bolinhos.
23:40Um, dois, três!
23:44Calma, calma, calma, gente! Tem pra ser tomando, calma!
23:51Olha só o que espero vocês na semana que vem!
23:56Quero ver quem vai adivinhar o que o Papai Noel trouxe para alegrar o Natal da galera!
24:00Fica ligado no sítio do pica-pau amarelo!
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