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O presidente Donald Trump exige a rendição incondicional de Teerã enquanto as forças de Israel avançam sobre a infraestrutura logística do país. O professor de Relações Internacionais Alexandre Pires (IBMEC-SP) explica por que os EUA buscam retirar a liderança iraniana sem destruir a estrutura do Estado, repetindo o modelo aplicado na Venezuela. Entenda o impacto do conflito nas alianças China-Rússia e como os gastos militares de US$ 890 milhões por dia podem afetar as eleições legislativas americanas de 2026.

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Transcrição
00:00O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que apenas a rendição incondicional de Teherã pode encerrar a guerra no
00:08Oriente Médio.
00:09Enquanto isso, Israel declarou que suas forças estão esmagando o sistema de governo iraniano.
00:15Vamos entender melhor as consequências da escalada desse conflito com o nosso convidado, Alexandre Pires, professor de Relações Internacionais do
00:23IBMX São Paulo.
00:24Professor, seja muito bem-vindo. Obrigada por nos atender neste domingo.
00:30Boa tarde, Soraya. A satisfação é toda minha.
00:33Bem, professor, em determinados momentos do conflito, a gente precisa entender e até interpretar os diálogos e as manifestações dos
00:43dois lados.
00:44Temos, portanto, Trump já sinalizando que não quer mais negociar e fala em reedição total.
00:51O quão essa fala de Trump é perigosa ou a gente pode interpretar como mais uma fala retórica dele?
01:00Essa fala é baseada no maior controle aéreo que Israel e Estados Unidos estão exercendo sobre o território iraniano.
01:08Ou seja, nós já temos relato de ontem para hoje de mais ataques a Teherã usando caças e aviões bombardeiros.
01:18Isso mostra que a defesa aérea iraniana está caindo.
01:23Essa é a hipótese ali de Israel e dos americanos, que sem defesa aérea, em algum momento, o regime tem
01:32que capturar e aceitar os ditames dos vencedores.
01:37Professor Pires, muito prazer recebê-lo aqui.
01:40Marcelo Favalli, quem se manifesta agora.
01:44Claro que nós temos um paralelo nesse confronto armado, nessa guerra, que é a retórica.
01:51O presidente Donald Trump dizendo que tem o controle quase que parcial do espaço aéreo.
01:58A gente não tem provas muito concretas disso.
02:00Mas, mais forte ainda, é o que ele disse no final de semana, que ele não aceita nada que não
02:07seja a rendição total de Teherã.
02:10Sem também dar muitas explicações.
02:12O que significa rendição total?
02:14Dizendo que o controle administrativo do país vai passar para os Estados Unidos,
02:19que o próximo Ayatollah tem de ser, então, aliado dos Estados Unidos,
02:25numa métrica mais ou menos com o que aconteceu com a Venezuela,
02:29ou que o Irã, nesse suposto novo governo, permitiria a entrada, por exemplo, de pessoal diplomático,
02:37uma cooperação administrativa no Irã dos Estados Unidos.
02:40Quando ele fala em rendição total, a gente não entende.
02:43Só que a retórica do Irã continua alta, dizendo, um novo Ayatollah já foi escolhido,
02:50não vamos divulgar o nome ainda, mas o que veio de comunicação oficial do Irã,
02:54diz o seguinte, professor Pires, abre aspas, é alguém que o Ocidente não vai gostar.
03:00Fecha aspas.
03:01Ou seja, ele mantém essa retórica.
03:03E, pouco antes da nossa conversa, a informação de que mais disparos agora na Arábia Saudita,
03:09está fazendo mais vítimas, ou seja, esse crescimento espiralado do confronto,
03:17colocando mais países para dentro do confronto, e isso se repete.
03:22Bom, a gente já não tem sinais de arrefecimento.
03:25Agora, o que seria, na interpretação do senhor, professor Pires,
03:30o Donald Trump pedir a rendição total?
03:33Ele já falou, quero fazer parte desse governo.
03:36O próximo Ayatollah pode ser um próximo alvo novo, um próximo alvo nosso,
03:41se este novo governo não for aprovado por mim.
03:44Até beirando um pouco a ingenuidade, né?
03:47Talvez dele achar que tem que fazer parte da escolha desse novo sucessor, né?
03:53Até vamos ouvir o professor, a avaliação dele sobre isso.
03:57Sem deixar de colocarmos nessa complicada equação, professor Pires,
04:01O seguinte, que o Ayatollah é um líder político, as Forças Armadas, a Guarda Revolucionária,
04:08está debaixo do guarda-chuva dele, mas, antes de tudo, ele é um líder religioso.
04:12Como é que o Donald Trump faria parte de uma liderança teocrática com esta complexidade no Irã?
04:19Quer dizer, resumindo tudo isso que eu falei, aonde isso vai parar, hein?
04:23Boa tarde, Favala, é um prazer conversar com você novamente.
04:27Nós temos uma situação em que existe um Estado bem estruturado, que é o Estado iraniano,
04:33existe uma Constituição em vigor desde 1979,
04:37ela tem os seus procedimentos, seus sistemas, é isso que está acontecendo agora.
04:41Obviamente que, pela Constituição, a reunião desses clérigos teria que ser feita de modo presencial,
04:49num plenário, mas eles estão aí numa situação de emergência.
04:54E o que o Trump coloca com essa ideia de uma rendição incondicional
04:58é simplesmente que o próximo regime esteja alinhado com a política externa americana.
05:04Não vai se tornar um protetorado americano ou um território sob ocupação,
05:11mas algo como você bem colocou, Favala,
05:14é algo semelhante ao que eles fizeram com sucesso na Venezuela.
05:19Ou seja, limitaram ali a capacidade militar,
05:22o uso do mar, do território marítimo ali deles,
05:28e também acabaram decapitando a liderança principal.
05:32E dessa maneira, acendeu alguém que tinha uma predisposição,
05:37não só em negociar com os americanos,
05:40em aceitar ali os ditames dos americanos.
05:43É isso que eles querem e é por isso que Israel já colocou que o próximo líder é alvo
05:48e não só o líder, ou seja, esses próprios clérigos
05:52que continuarem resistindo ali e indicando nomes que não são alinhados,
05:57também são alvos.
05:59Essa é a pretensão americana de anabolizar o que foi feito na Venezuela
06:04para um país muito mais forte, mais complexo, que é o Irã.
06:08Agora, professora, a chamada até escala de tolerância dos Estados Unidos
06:14parece muito menor, digo isso em relação ao ponto de não tolerarem mortes de americanos.
06:20Por outro lado, o regime iraniano parece não se importar muito
06:24ou demonstrar tanta preocupação com a sua população.
06:28E aí temos o presidente do Irã vindo a público pedindo desculpas para esses países do Golfo.
06:35Essa fala pode ter uma repercussão?
06:39Eles fizeram uma estratégia, Soraya, desde o início do conflito,
06:44que era atacar essas bases americanas e os países que as abrigam
06:48ou que deram passagem ou autorização de uso de espaço aéreo para atacar o Irã.
06:54Mas isso acabou gerando ali um efeito não de perda de aprovação,
07:00de apoio aos Estados Unidos e a Israel,
07:03mas sim quase que um apoio velado a isso,
07:08inclusive com ameaças de retaliação.
07:11A Arábia Saudita acaba de deixar um recado bem claro para o Irã com relação a isso,
07:16ou seja, não aceitação mais dessa violação.
07:18E aí tem esse recuo feito na fala do presidente,
07:23de que eles se desculpam, mas no mesmo momento os ataques aos países árabes,
07:30os vizinhos, especialmente do outro lado do Golfo Pérsico, continuaram.
07:35Ou seja, a tendência é que mais e mais forças acabem se alinhando.
07:41Nós vimos que França, Grã-Bretanha vão enviar reforços para o Chipre,
07:46que tem base britânica.
07:49Nós temos que lembrar que a Grã-Bretanha tem base no Golfo Pérsico,
07:53a França tem base no Golfo Pérsico, ou seja, é uma região
07:58que tem ali um emaranhado de interesses internacionais
08:03e o Irã, cada vez que ataca,
08:05acaba provocando figuras que estão fora desse conflito direto,
08:10que seriam simplesmente Israel, Irã e Estados Unidos.
08:14Professor Pires, vamos colocar em perspectiva num mapa,
08:18que fica tudo mais fácil, começando pelo Chipre, como o senhor falava.
08:22Isso aqui é o finalzinho do mar Mediterrâneo.
08:25Aqui a gente tem Israel, no litoral de Israel,
08:28um dos dois enormes porta-aviões americanos,
08:31está ancorado aqui, o Gerald R. Ford,
08:33que aliás é a maior estrutura de guerra marítima dos Estados Unidos,
08:37um gigante, tem 75 aeronaves a bordo,
08:404.500 militares muito bem treinados a bordo,
08:44está aqui no litoral de Israel, dando amparo a essa coalizão.
08:50O Chipre começa a entrar com uma certa importância aqui no conflito,
08:54porque, como o professor lembrou, existem bases internacionais,
08:58principalmente dos britânicos aqui, um antigo protetorado britânico.
09:02Então, para cá a gente tem, por exemplo, a Grécia,
09:04onde havia navios britânicos e franceses ancorados,
09:07foram trazidos aqui para o Chipre, para defender essa área,
09:11que faz parte aqui, é zona do euro, inclusive,
09:15faz parte da comunidade europeia,
09:18mas, eventualmente, para dar apoio aos Estados Unidos,
09:22embora o Kiristar, que é o primeiro-ministro britânico,
09:27disse que não queria se engajar diretamente,
09:30mas poderia dar apoio aos Estados Unidos.
09:33Mas esse mapa eu quero usá-lo para mostrar outra coisa.
09:35O professor falava, né, da Arábia Saudita, o Catar, o Bahrein, o Kuwait,
09:39ou seja, os países que estão para este lado,
09:41para o lado oeste do Golfo Pérsico.
09:45E esses estados aqui, se a gente voltar 20 anos no tempo,
09:48professor Pires, começaram um importante processo
09:50de reaproximação de Israel,
09:53num acordo balizado pelos Estados Unidos,
09:55chamado os Acordos Abrahâmicos, né?
09:57A Arábia Saudita não chegou a assinar,
09:59mas estava muito perto disso, aconteceu.
10:01Então, o ataque Hamas contra Israel em 2023
10:05colocou um pouco de areia aí nessas discussões,
10:09mas a gente viu Emirados Árabes Unidos, o Catar,
10:13tendo uma aproximação importante com Israel,
10:16diminuindo décadas aí de uma tensão entre judeus e islâmicos,
10:20árabes e o Estado sionista.
10:23O Irã, nessa premissa que eu criei,
10:26ele se torna ainda mais isolado?
10:30Porque ele já estava muito isolado.
10:31Onde que eu quero chegar com essa apresentação,
10:34professor Alexandre?
10:35Não sei se o senhor corrobora com essa minha tese.
10:38Este movimento, a gente não sabe o que vai ser o final dessa guerra,
10:41mas esse movimento pode entregar ainda mais o Irã para o Oriente?
10:46Eu estou falando de China, primeiramente,
10:48parcerias com a Rússia,
10:50depois com a Índia, eventualmente,
10:53mas isso não vai, um dos efeitos colaterais contrários ao que os Estados Unidos pretendem,
10:59não é fortificar, fortalecer a aliança Irã-Rússia-Irã-China?
11:07Essa aliança, ela já estava ali adiantada em vários aspectos.
11:11No caso do Irã e Rússia, tem a fábrica ali no Tartaristão,
11:15que é uma região, uma província russa,
11:18para fazer drones usando tecnologia iraniana, dos Shahed,
11:22e aperfeiçoadas com várias tecnologias russas.
11:26E do outro lado, nós tínhamos usando o Afeganistão,
11:31a ideia de um gasoduto, de um oleoduto,
11:35ligando diretamente a produção iraniana à China.
11:39Nós temos que lembrar que a ponte terrestre entre Irã e China
11:42é o Afeganistão, o Afeganistão sob controle do Talibã,
11:46após a saída americana,
11:48e no dia seguinte, de mãos dadas com a China.
11:52Então, isso tudo entra em jogo nessa disputa.
11:57Então, nós temos que lembrar um outro ponto importante.
12:00Eles querem o Irã porque o Irã tem a terceira maior reserva de petróleo.
12:05Mas depois dessa destruição toda, destruição de lugares para estocar,
12:11não basta produzir, tem que ter onde guardar.
12:13Ou seja, nós já vemos países ali do Golfo parando a produção
12:17porque não tem onde estocar.
12:19Você destruindo a capacidade de defesa,
12:23você destruindo refinarias,
12:26se torna ali um custo muito alto para a China e a Rússia se envolverem
12:31nesse conflito e o Irã passa a ter pouco a oferecer.
12:35Ou seja, as reservas estão ali embaixo da terra.
12:39A sua capacidade de extração está sendo diminuída dia após dia.
12:44Então, os Estados Unidos estão num jogo,
12:46que eu acredito que é essa a sua tese,
12:49um jogo, digamos ali, que não é imediato.
12:53Ou seja, são um jogo xadrez e eles estão pensando ali
12:56três movimentos para frente.
12:58Eles esperam derrotar o Irã e, ao mesmo tempo,
13:01enfraquecer a segurança energética chinesa
13:05e a parceria militar Irã e Rússia.
13:10Agora, professor, outro ponto também que chama a atenção
13:13e que surge em notícias é a própria participação de curdos,
13:17poderem atuar junto com os Estados Unidos,
13:20quando a gente fala de apoio, até com mais força.
13:23O senhor acredita que eles têm, de fato,
13:25potencial para um sucesso, de fato, nessa terceirização, digamos?
13:31Na antiga estratégia americana, que alguns chamam de doutrina Paul,
13:36por causa do antigo secretário e dos principais militares americanos dos anos 90,
13:43isso era muito comum, usar forças, digamos, separatistas,
13:51etnias separatistas, para exercer e executar atividades no terreno,
13:57até pelo próprio conhecimento e pela disposição de sacrificar por isso.
14:01Eu acredito que isso não está dentro dessa nova doutrina militar
14:04que nós vemos com o Trump.
14:07O uso de impulsões terrestres ou a tentativa de apoiar forças que têm um aspecto de insurgência
14:18não me parece ser a visão dessa doutrina.
14:21Ou seja, o que eu quero dizer com isso?
14:24O Estado iraniano tem que se manter intacto, mas o regime tem que mudar.
14:28Ou seja, eles não querem desestabilizar a estrutura de poder que existe,
14:34eles querem desestabilizar quem comanda essa estrutura,
14:38muito parecido com o que fizeram na Venezuela.
14:41Ou seja, e diferente do que foi feito no Iraque, no Afeganistão,
14:45em que essas intervenções americanas, esses combates,
14:51acabavam por enfraquecer o Estado.
14:54E aí, com aquele Estado enfraquecido, aquelas várias facções étnicas,
14:59políticas e religiosas, sim, surgiam e colocavam aquele território,
15:05aquele país numa situação de guerra civil.
15:08Eles não querem isso, então, provavelmente, os curdos vão receber um obrigado,
15:14mas dispenso a ajuda.
15:17Professor Alexandre, claro que a gente está olhando pelo aspecto americano
15:21para fora dos Estados Unidos.
15:23Queria trazer essa discussão para dentro do território americano,
15:28principalmente porque em 2026, ano de eleição,
15:31Donald Trump não tem a sua sucessão colocada em risco,
15:36porque é uma eleição legislativa,
15:38mas ele é um presidente de baixa popularidade,
15:42baixa aceitação do eleitor.
15:44Isso pode acabar contaminando o Partido Republicano,
15:47que tem risco de perder maioria,
15:49tanto na Câmara Baixa dos Deputados,
15:51como na Câmara Alta do Senado.
15:53Em um relatório, considerando números até o dia 5 de março,
15:59essa guerra já custou aos cofres públicos americanos 3,7 bilhões de dólares.
16:06O orçamento de defesa dos Estados Unidos beira quase um trilhão de dólares,
16:11ultrapassa os 900 bilhões.
16:133 bilhões nesse montante é quase nada.
16:16Só que este relatório aqui, que é do CSIS,
16:22mostra que 94,7% deste custo,
16:28ou seja, 3,5 bilhões,
16:32está fora do orçamento da defesa,
16:36que é reposição de munições,
16:38manutenção dos equipamentos que foram, então, danificados por causa da guerra.
16:43Só 5,3% foi do custo do orçamento.
16:47Os Estados Unidos é um país muito endividado.
16:50Isso aqui pode arranhar ainda mais a popularidade do presidente Donald Trump?
16:55Quem estuda relações internacionais,
16:58o senhor que tem títulos nessa cadeira,
17:00sabe que quando começa uma guerra,
17:02isso mexe com o ufanismo da população,
17:04as pessoas gostam,
17:06aplaudem ainda mais contra um inimigo histórico
17:08dos Estados Unidos e dos israelenses
17:11que têm o apoio incondicional dos Estados Unidos.
17:13Depois que a conta vai apertando
17:16e voltam os caixões embandeirados
17:19dos militares que foram mortos nesse conflito,
17:21a popularidade do presidente é colocada em xeque.
17:25Quanto o senhor acha que estes números aqui
17:28e daqui a pouco as cenas dos caixões embandeirados
17:32vão complicar a situação do Donald Trump
17:35barra e republicanos ainda em ano de eleição?
17:38Você tem um país extremamente dividido, né?
17:42Não só nas ideias, mas com relação à população.
17:45Ou seja, quando nós falamos democratas e republicanos,
17:48nós não estamos falando de um milhão de pessoas.
17:50Nós estamos falando de 50, 60 milhões de filiados
17:54dos republicanos, há mais de 80 entre os democratas.
17:58E é claro que a visão deles a respeito da necessidade
18:01e a justificativa desse conflito
18:03afeta, sim, o humor político.
18:06E com gastos, sabendo que os Estados Unidos
18:09têm as suas próprias demandas internas,
18:12ainda que o número seja pequeno,
18:13isso pode criar ali uma certa indisposição
18:16com o governo Trump.
18:17Mas o que eu vejo como estratégia,
18:19Pavalho, sabendo que há um risco de perder a maioria
18:23nas duas casas, como você bem colocou,
18:26fazendo a guerra ou não fazendo a guerra,
18:28tendo em vista as pesquisas que já estavam em curso,
18:32o governo pensou em o seguinte,
18:34vamos acelerar, vamos fazer a guerra,
18:36tentar sair vitoriosos e entregar uma vitória militar
18:39desse nível e já sinalizando que resolvido o Irã,
18:43a próxima questão a ser resolvida é Cuba.
18:47Ou seja, chegando ali nas eleições de meio de mandato,
18:50o Trump vai ter a seguinte bandeira,
18:52olha, desde 79 o Irã estava aí fazendo o que queria
18:55e nós acabamos com isso.
18:56Cuba está desde 59 fazendo o que quer
18:59e nós acabamos com isso.
19:01Tentando usar isso como trunfo político.
19:05Perfeitamente.
19:06Perfeito.
19:07Conversamos com Alexandre Pires,
19:08professor de Relações Internacionais do IBMX São Paulo.
19:11Professor, mais uma vez,
19:12obrigada por conversar conosco.
19:14Uma boa semana.
19:16Obrigada, Alexandre.
19:17Igualmente, Soraya,
19:18igualmente também ao Favale.
19:20Boa tarde para vocês.
19:21Obrigada.
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