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O presidente Donald Trump elevou a tensão global ao declarar, nesta terça-feira (7 de abril), um "ultimato de duas semanas" para que o regime de Teerã aceite os termos de um novo acordo nuclear e interrompa as hostilidades no Estreito de Ormuz.
Em um pronunciamento incisivo, Trump afirmou que a "janela da diplomacia está se fechando" e que, após esse período, os EUA passarão da fase de "guerra aérea" para uma ação "definitiva e devastadora". O anúncio ocorre em um momento de preços recordes do petróleo e forte pressão internacional pela reabertura das rotas comerciais no Golfo Pérsico.
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Em um pronunciamento incisivo, Trump afirmou que a "janela da diplomacia está se fechando" e que, após esse período, os EUA passarão da fase de "guerra aérea" para uma ação "definitiva e devastadora". O anúncio ocorre em um momento de preços recordes do petróleo e forte pressão internacional pela reabertura das rotas comerciais no Golfo Pérsico.
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NotíciasTranscrição
00:00Boa noite, estamos no ar com o Jornal Jovem Pan para todo o Brasil.
00:03Os destaques desta terça-feira, muito obrigado pela sua companhia e pela sua audiência.
00:07Depois de um dia tenso, agora há pouco, em uma publicação nas redes sociais,
00:12o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirma o adiamento do ultimato dado ao Irã.
00:18Assunto para o nosso editor de Internacional, Fabrício Naysk, chegando com todas as informações.
00:23O Fabrício, faltando pouco mais de uma hora para o prazo final, novo recuo do republicano.
00:29Quais os motivos? E eu repito, o dia foi muito tenso. Bem-vindo, boa noite.
00:33Boa noite, Thiago. Boa noite a todos que acompanham o Jornal Jovem Pan.
00:36O dia foi muito tenso. Começou com uma ameaça de Donald Trump de acabar com a civilização no Irã,
00:42matar a civilização no Irã para que ela nunca mais pudesse ressuscitar e termina, ou deve terminar,
00:50ainda há mais quatro horas pela frente para a gente encerrar essa terça-feira,
00:53com um recuo do presidente norte-americano e um adiamento de, no mínimo, duas semanas
00:58para que um acordo seja concluído com o Irã.
01:02O presidente dos Estados Unidos mencionou a mediação do Paquistão,
01:06que já havia solicitado um pouco mais cedo a prorrogação do prazo dado pela Casa Branca
01:11ao governo iraniano em algo entre 15 a 20 dias,
01:16para que, de fato, tudo pudesse ser concluído,
01:20as arestas pudessem ser aparadas entre os dois países
01:23e chegar a uma resolução mais pacífica desse conflito.
01:27Vamos dar uma olhadinha na publicação feita agora há pouco por Donald Trump,
01:31confirmando, então, o adiamento desse prazo.
01:35Ele escreve o seguinte, abre aspas,
01:37baseado em conversas com o primeiro-ministro Shebaz Sharif
01:40e o chefe das Forças Armadas, Hassim Munir, do Paquistão,
01:44onde eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva enviada esta noite ao Irã,
01:49e, mediante o acordo da República Islâmica do Irã,
01:52por uma abertura completa, imediata e segura do Estreito de Hormuz,
01:56eu concordei em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas.
02:02Este será um cessar-fogo bilateral.
02:06A razão para isso é que nós já atingimos e superamos todos os objetivos militares
02:12e estamos muito avançados com um acordo definitivo sobre uma paz duradoura com o Irã
02:18e a paz no Oriente Médio.
02:20Nós recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã
02:22e acreditamos que é uma base factível para negociarmos.
02:26Quase todos os vários pontos de discórdia passados
02:30foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã.
02:34Mas um período de duas semanas vai permitir que o acordo seja finalizado e consumado.
02:40Em nome dos Estados Unidos da América como presidente
02:43e também representando os países do Oriente Médio,
02:46é uma honra ter esse problema tão duradouro próximo de uma resolução.
02:51Obrigado pela sua atenção nesse assunto, presidente Donald J. Trump.
02:55Essa foi a publicação de agora há pouco.
02:57Como eu mencionei, o Paquistão já havia solicitado o adiamento desse prazo dado por Trump,
03:02que era até hoje à noite, às nove da noite, no horário de Brasília,
03:07diante da promessa de ataques a usinas de energia e também pontes em todo o território iraniano.
03:15Estava programado o maior ataque dos Estados Unidos ao território iraniano
03:19desde o início do conflito.
03:21Mas Trump mostrou, mais uma vez, que a situação não é tão simples assim.
03:26Quando ele menciona nessa publicação que o Irã apresentou um plano de 10 pontos,
03:32uma contraproposta de 10 pontos,
03:34nós já havíamos trazido esse assunto ontem aqui no jornal Jovem Pan.
03:39Essa proposta iraniana inclui um fim dos conflitos na região,
03:43um fim permanente dos conflitos na região,
03:46um protocolo para a passagem segura de navios pelo Estreito de Hormuz,
03:51o fim das sanções contra o país, ou de pelo menos parte das sanções ao Irã,
03:56e a reconstrução de infraestruturas atingidas,
04:00infraestruturas que foram atacadas, de alguma forma, nesse último mês.
04:06Donald Trump disse que há uma base para ser trabalhada aí,
04:09que essa é uma contraproposta feita pelo Irã,
04:13que serve de base para negociações.
04:15Ou seja, de certa forma, a proposta agrada os objetivos dos Estados Unidos também.
04:22Qual é a situação?
04:24Hoje, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance,
04:28que está na Hungria para apoiar a reeleição de Viktor Orbán,
04:32primeiro-ministro do país, um forte aliado de Trump,
04:35e também do russo Vladimir Putin,
04:37conversou com a imprensa lá na capital húngara.
04:41Ele mencionou o seguinte, que os Estados Unidos possuem armas
04:45que eles ainda não utilizaram contra o Irã.
04:48Quais são as armas que os Estados Unidos não utilizaram nessa guerra contra o Irã?
04:52As armas nucleares.
04:54Elas têm um alto poder destrutivo, um altíssimo poder destrutivo.
04:58Hiroshima e Nagasaki no Japão que o digam.
05:01Mas é correto utilizar esse tipo de armamento?
05:05É a melhor forma de acabar com o conflito?
05:07Tudo isso pesaria contra os Estados Unidos em um eventual ataque.
05:12Colocaria até em jogo, talvez, a soberania norte-americana no cenário global.
05:18É uma questão extremamente delicada e que provocaria uma série de disrupções no Oriente Médio.
05:26O Irã já mostrou que, para combater os Estados Unidos nessa guerra,
05:30ele não precisa bater de frente com o exército norte-americano.
05:33Ele pode atuar de forma estratégica.
05:36Ao longo do dia, durante toda a terça-feira,
05:39vários ataques iranianos com drones e mísseis
05:42foram registrados em vários países do Oriente Médio.
05:45Na Arábia Saudita, no Catar, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos,
05:51também em Israel, passando ali pela região da Cisjordânia também.
05:56Isso indica que o Irã está disposto a continuar lutando.
06:00Para o Irã é até interessante continuar pressionando os Estados Unidos
06:03e colocar Donald Trump nessa posição do presidente que recua,
06:09do presidente que não é capaz de cumprir com a sua promessa
06:12de atacar e de destruir o Irã,
06:14de levar o Irã de volta à Idade da Pedra.
06:17Aparentemente, foi isso que conseguiu.
06:19Daqui duas semanas, a gente vai ver novamente
06:21como que essa situação vai se desenrolar.
06:24Mas o mais provável é que algum tipo de acordo seja feito
06:27para tentar distensionar essa situação
06:30e ver qual é a forma mais honrosa,
06:33tanto para Donald Trump,
06:34quanto para o Irã,
06:36de sair desse conflito.
06:37Pois é, Fabrício, o ponto principal aqui,
06:39independente de partido,
06:41do que alguém apoia ou não apoia,
06:43é a forma como ele falou
06:45e se referindo que uma civilização inteira morrerá.
06:48Ou seja, não ligando para civis,
06:51não ligando para absolutamente nada,
06:52independente do país que seja,
06:54e apesar de todos os problemas.
06:55Agora, a questão é a seguinte,
06:56mais cedo o Conselho de Segurança da ONU
06:58votou uma resolução sobre o estreito de Hormuz.
07:01Qual o resultado e como é que fica o estreito de Hormuz
07:04nessas duas semanas de trégua?
07:07Se libera, não se libera?
07:08Por enquanto, a gente não tem nenhuma novidade
07:11em relação ao que deve acontecer com o estreito de Hormuz.
07:13A versão que permanece é aquela que nós já tínhamos,
07:19ou seja, não está autorizada a passagem de navios
07:22de países hostis ao Irã,
07:24segundo a Guarda Revolucionária,
07:26que mantém essa ameaça de ataque a navios cargueiros
07:30de países que, de alguma forma,
07:32se mostram contrários ao regime iraniano,
07:35que se posicionam ao lado dos Estados Unidos
07:37nesse conflito.
07:38Essa votação que aconteceu no Conselho de Segurança da ONU
07:40terminou hoje com 11 votos a favor
07:44da resolução apresentada pelo Bahrein,
07:47dois votos contrários,
07:48dois vetos, inclusive de dois membros permanentes,
07:50a Rússia e a China,
07:52e duas abstenções,
07:53da Colômbia e justamente do Paquistão,
07:56que também está nesse momento como membro rotativo
07:59do Conselho de Segurança.
08:01A versão apresentada, principalmente pela Rússia e pela China,
08:05os países que vetaram e que têm poder de veto
08:08por serem membros permanentes do Conselho de Segurança,
08:10é a seguinte,
08:11de que o uso da força para reabrir o estreito de Hormuz
08:14pode causar um precedente perigoso
08:17para a lei internacional,
08:20que isso não deve ser adotado no momento.
08:22Eles têm uma preocupação que isso possa ser utilizado
08:24em outras situações ao redor do mundo.
08:28A Rússia vive a sua própria guerra contra a Ucrânia
08:31e vê que isso pode ser utilizado contra eles.
08:33E a China também é uma eventual, talvez, invasão a Taiwan.
08:37Ou seja, permanece como está.
08:39A passagem de navios está autorizada apenas
08:42para países amigos do Irã,
08:44que tenham boas relações com o Irã.
08:46Mas sempre com um ponto muito importante aqui
08:49para a gente trazer.
08:50O que pesa bastante nesse aspecto, Tiago,
08:53é o fato de que as seguradoras dos navios
08:55não estão dispostas a cobrir os gastos
08:58de passar pelo estreito de Hormuz nesse momento
09:00sem um custo muito elevado.
09:02Bom, Fabrício, você volta daqui a pouquinho,
09:05assim que sair uma nova informação.
09:07Então, só reiterando para você que nos acompanha,
09:10adiado o ultimato de Donald Trump.
09:13O que muita gente apostava,
09:15mas a forma como ele fez a ameaça,
09:18aí subiu o tom de uma forma
09:20como ele nunca tinha subido antes.
09:22Sem precedentes, de fato.
09:24Uma ameaça quase que remete a tons de genocídio,
09:27quando ele fala em acabar com uma civilização inteira.
09:30Sem dúvida.
09:30Fabrício Neitz, nosso editor de Internacional,
09:33as últimas informações aqui na Jovem Pan,
09:36falando sobre esse destaque internacional,
09:38presidente dos Estados Unidos,
09:39recuando em pelo menos duas semanas
09:41com esse ultimato dado ao Irã.
09:44Deixa eu chamar aqui os nossos comentaristas
09:46nos estúdios, Denise Campos de Toledo
09:48e o Mano Ferreira também.
09:49Começa por você, Denise.
09:50Claro que tem todos os impactos da economia,
09:53que é a sua área.
09:54Agora, como eu falei com o Fabrício,
09:56foi um dia muito tenso,
09:57porque a gente não tinha a menor ideia
10:00do que poderia efetivamente acontecer.
10:02E esse recuo veio uma hora antes
10:04do horário aqui de Brasília.
10:05É, exatamente.
10:06Boa noite, Tiago.
10:07Boa noite, Mano.
10:08O Ano, a gente tem todos que nos acompanham.
10:09Foi um dia de grande expectativa,
10:11porque não se sabe até que ponto
10:12Trump cumpre o que ele fala e o que ele ameaça.
10:15Ele elevou muito o tom dessas ameaças.
10:18Ele falou, como o Fabrício colocou há pouco,
10:21num tom quase como um genocídio,
10:22que ele estava disposto a executar no Irã.
10:27Por mais que se tenha críticas ao governo do Irã,
10:30a ditadura que a população vive,
10:33que se torça para que haja uma mudança de regime,
10:36a forma como Trump lidou com toda essa situação
10:38e as consequências mundiais,
10:40e aí entra as consequências também para a economia mundial,
10:44fazem com que se torça contra ele,
10:46por um recuo dele.
10:47E ele tem tido recuos frequentes,
10:49inclusive tem apelidos em relação a isso.
10:51É o chicken out de Trump, o taco.
10:53É um termo que vem sendo muito usado,
10:55que em várias ocasiões ele vai no extremo,
10:57quando ele vê que não dá mais para esticar a corda,
10:59ele acaba recuando.
11:00E o Irã não propôs nada de diferente,
11:02inclusive, há algum tempo atrás,
11:04falou que não concordava com esses 10 pontos.
11:06Agora, eu passei o dia listando notícias relacionadas
11:11às consequências dessa guerra que Trump promoveu no Oriente Médio.
11:14Então, tem impacto nos preços de combustíveis,
11:18previsão de inflação global,
11:20previsão de inflação aqui no Brasil,
11:22balança comercial brasileira.
11:23Nós temos tudo muito relacionado.
11:25Não pode mexer com inflação aqui no Brasil,
11:27poder de compra da população, juros.
11:30E isso vale para o mundo todo.
11:31O Banco Mundial revendo projeções
11:33em função dessa guerra que não se sabe como vai terminar.
11:36Então, é isso.
11:37Nós tivemos, talvez, uma trégua.
11:38E tomara que seja para valer
11:39e que se discuta as questões geopolíticas
11:42com mais civilidade, responsabilidade
11:45e um raciocínio lógico.
11:47É isso que se espera.
11:48E também um ponto humanitário que Trump não colocou.
11:50Ele não tinha a menor intenção de mudar o regime do Irã,
11:52libertar a população, nada disso.
11:54Os objetivos dele talvez sejam favorecer Israel,
11:57que por enquanto é o mais beneficiado nesse processo todo.
12:00Mano Ferreira, boa noite.
12:01Bem-vindo mais uma vez aqui ao Jornal Jovem Pan.
12:03Ele mostra que talvez não soubesse absolutamente nada
12:07o que fazer num momento como esse.
12:09A corda foi esticando, esticando, esticando,
12:11e ele recua.
12:12E não há o lado do Irã.
12:13Não se sabe qual foi a reação a partir desse momento.
12:17Boa noite, bem-vindo.
12:18Boa noite, Tiago.
12:19Boa noite, Denise.
12:20Boa noite para toda a nossa audiência.
12:22É impressionante o que estamos vivendo.
12:25É uma degradação da credibilidade dos Estados Unidos
12:29como líder geopolítico sem precedentes.
12:33Porque a gente tem essas seguidas situações
12:37em que Donald Trump faz uma promessa incumprível
12:41e depois volta atrás.
12:43Ninguém sabe nunca o quão levar a sério
12:47as palavras do presidente americano.
12:50E aí chama a atenção também uma mudança
12:53que é estrutural de um ponto de vista de valores.
12:57Porque no momento em que Donald Trump faz
13:00as suas ameaças nesse nível de eliminação civilizacional
13:06de todo um povo, de toda uma cultura,
13:09ele explode completamente
13:12o que sempre foi, de alguma forma,
13:16o referencial retórico de atitudes do governo americano.
13:20Os valores liberais, os valores de respeito às minorias,
13:25de respeito à liberdade, de cultivo da democracia.
13:29Trump nunca foi exatamente alguém
13:33que tivesse admiração por esses valores.
13:36Mas agora ele ultrapassa o patamar.
13:39Eu diria que estamos lidando possivelmente
13:42com algo que ficará depois lembrado
13:45como um marco de explosão
13:49dessa referência de valores que antes,
13:51mesmo quando havia uma postura muitas vezes hipócrita
13:54do governo americano,
13:56havia pelo menos um constrangimento
13:59e não uma ameaça aberta
14:01de matar civis e acabar com toda uma população.
14:05O Denis, ele se lembra muito do governo de George W. Bush,
14:08que era muito contestado também, um republicano,
14:11mas não tem como comparar.
14:13E é algo que a gente até falava com o Fabrício,
14:17que vai muito além da política,
14:19de qual lado político que ele pertence
14:22ou quais são os apoiadores dele.
14:24É algo mais em relação à humanidade e tudo mais,
14:28independente da questão do Irã,
14:29que é um país com problemas,
14:31que todo mundo diverge da forma como aquela ditadura existe.
14:35É a mesma coisa que ocorreu em relação à Venezuela.
14:37Por mais que se critique o regime de Maduro,
14:39que se torça para uma liberação,
14:41uma democracia de fato no país,
14:44é o fato dele ter retirado o governante de lá
14:46com o objetivo de que as empresas americanas
14:50pudessem gerenciar toda a produção de petróleo,
14:52que elas nem tiveram tanto interesse assim
14:54por causa da infraestrutura muito precária,
14:56do custo de produção, o mesmo acontece agora em relação ao Irã.
14:59E você citou Bush, na época os Estados Unidos,
15:02eles sofreram uma ofensiva.
15:04Teve o ataque às torres gêmeas
15:05e depois houve uma resposta muito pesada.
15:08E naquele momento houve, inclusive,
15:10um horário marcado para a guerra.
15:11O ataque que foi feito ao Iraque,
15:13o mundo inteiro acompanhou,
15:14tinha horário, eu liguei a TV para ver,
15:17para acompanhar exatamente aquele momento.
15:18Mas era uma resposta de uma nação
15:21que tinha sido agredida de fato.
15:23Trump não tem argumentos convincentes
15:26para o que ele está fazendo em relação ao Irã,
15:28porque não houve essa preocupação com a população local.
15:30Inclusive, parte da população hoje
15:32estava aderindo a uma convocação do governo,
15:36um governo que estava muito fragilizado,
15:39para ficar em volta das usinas
15:41que Trump ameaçava explodir,
15:43mostrando essa defesa da soberania do Irã,
15:46das unidades de produção do Irã.
15:49E a gente já tem uma repercussão no mercado,
15:51Tiago, que eu vou até dar mais detalhes mais tarde,
15:53mas o petróleo despencou.
15:55Na hora.
15:55Depois que Trump recuou, na hora.
15:57Foi no aftermarket.
15:58A gente teve um fechamento com cotação
16:00mais ou menos em alto,
16:01o mercado todo em movimento de aversão ao risco,
16:04de cautela, por não saber o que esperar.
16:06Depois que veio esse novo recuo de Trump,
16:08o petróleo cedeu.
16:10Vamos ver até quando vai esse processo.
16:12O Bando Ferreira,
16:14de que forma a credibilidade dele
16:16vai sendo cada vez mais minada.
16:17A gente teve o Talifácio,
16:18depois o Securs,
16:20e agora,
16:20depois de um ultimato
16:22com um tom muito elevado.
16:24Exato.
16:24A credibilidade dele,
16:26pessoalmente,
16:27se erode muito
16:28de forma expressiva
16:31nessa situação,
16:31mas eu vou além.
16:33Está em jogo também
16:34a credibilidade das instituições americanas.
16:37A maior democracia do mundo,
16:39que sempre representou
16:41a liderança de um bloco
16:43que ergueu
16:44a nossa,
16:46digamos,
16:47a civilização ocidental
16:48e também
16:49os parâmetros
16:50da ordem liberal internacional,
16:53do multilateralismo,
16:55a construção
16:56da ONU,
16:57de todos os mecanismos
16:59do direito internacional.
17:00A credibilidade deste país,
17:02os Estados Unidos,
17:04fica ameaçada
17:05diante dessa circunstância.
17:07Porque, veja,
17:08a gente está falando
17:09de uma ordem liberal
17:11que nunca foi perfeita.
17:12O Bush, lá atrás,
17:15ele tinha uma retórica
17:16de autoproteção,
17:20de busca de armas
17:21de destruição em massa
17:23que nunca vieram
17:24a se comprovar.
17:25Mas havia um constrangimento
17:27referencial.
17:28Ele agia com base
17:30naqueles valores,
17:32numa reafirmação
17:33da ordem.
17:34O que a gente assiste agora
17:35é realmente
17:36uma demolição
17:39desses valores
17:41que regiam
17:42a ordem liberal global.
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