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O Estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, está praticamente paralisado. Marcus D'Elia, especialista da consultoria Leggio Group, detalha o cenário crítico: de 42 petroleiros diários para apenas 2 na última semana. Com a previsão de que o conflito dure de 4 a 6 semanas, países como China e Japão começam a queimar seus estoques estratégicos.

Acompanhe em tempo real a cobertura do conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-no-oriente-medio/

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Transcrição
00:00Cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passa pelo Estreito de Hormuz,
00:05fechado após a escalada do conflito no Oriente Médio.
00:08Só o Irã concentra aproximadamente 10% das reservas globais.
00:13Nos primeiros dias de tensão, o preço do barril já reagiu e o prêmio de risco aumentou.
00:19Vamos entender melhor esse cenário de crise de abastecimento com Marcos Délia,
00:24sócio da Légio Consultoria e especialista também em petróleo, gás e renováveis.
00:30Marcos, seja muito bem-vindo.
00:33Boa tarde, agradeço a participação, fico à disposição.
00:38Bom, Marcos, o ataque ao Irã tem um impacto direto no mercado global de energia,
00:43especialmente para a China, que a gente vem apontando há alguns dias já
00:47como a principal compradora de fato do petróleo iraniano e talvez a mais impactada nesse sentido.
00:53E, ao mesmo tempo, os Estados Unidos têm discutido também o aumento da produção na Venezuela.
00:59Na tua visão, existe alguma correlação estratégica nesse momento de enfraquecer o fornecimento
01:04que abastece a China e também, ao mesmo tempo, reorganizar esse mercado global de petróleo?
01:10Eu diria que os dois pontos são pontos estratégicos,
01:14mas eu não diria que eles estão conectados nesse momento.
01:18A visão de enfraquecer a China é imediata na medida que você interrompe esse fluxo de petróleo para a China
01:26e outros países da Ásia.
01:28Não só a China impactada, mas a gente está falando também de Japão, Coreia, por exemplo, Indonésia e Índia.
01:35Quando a gente fala da Venezuela, é uma visão estratégica, mas de longo prazo.
01:41Ou seja, é uma visão onde você vai estar recuperando essa produção,
01:46que hoje é muito baixa, então ela não impacta o mercado mundial,
01:50mas ela pode atingir patamares de 4 milhões de parres de dia.
01:54Mas, para isso, vai ser necessário um tempo longo.
01:57A gente está falando de anos, de 5 a 7 anos para isso acontecer.
02:00Então, são duas medidas estratégicas, mas elas não estão conectadas nesse momento.
02:06Marcos, muito boa tarde. Excelente domingo.
02:09Marcelo Favalli falando aqui.
02:11Para colocar todo mundo dentro da mesma perspectiva,
02:14a gente traduziu tudo isso numa linguagem gráfica
02:16e colocamos alguns pontos em especial num mapa.
02:20Porque existe a ação direta e indireta
02:23que está movimentando o mercado de petróleo e gás, combustível de um modo geral.
02:28Israel, que, claro, faz parte do epicentro da guerra, dos ataques contra o Irã,
02:35preventivamente fechou uma das três unidades de extração do gás natural,
02:40que fica aqui justamente nessa parte do Mediterrâneo,
02:44numa área inclusive disputada com os palestinos na faixa de Gaza.
02:49O Iraque, que não foi atingido, não nessas regiões,
02:52mas perto de Erbil e Bagdá,
02:54duas unidades também de processamento de gás
02:57fecharam, foram fechadas preventivamente
03:01para evitar qualquer desastre
03:03caso um disparo caísse nessa região.
03:07E no resto aqui,
03:09nessa parte mais ocidental do Golfo Pérsico,
03:14na parte oeste do Golfo,
03:16nós tivemos pelo menos oito posições
03:20entre Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Oman,
03:25tanto de gás, petróleo e até uma unidade de produção industrial
03:30que foram atingidas, ou estão fechadas, ou parcialmente fechadas.
03:35E deixei, talvez o mais importante para o final,
03:39pelo menos cinco navios atingidos
03:41no Estreito de Hormuz,
03:44obviamente pelo Irã,
03:46navios esses que talvez tentaram se aproximar ali
03:49da passagem fechada do Estreito pelo Irã.
03:53Claro, tudo isso tem colocado em dúvida
03:55a capacidade de abastecimento do resto do mundo,
03:59em especial para o Oriente,
04:01porque essa passagem aqui,
04:03onde circulam 20% do petróleo mundial,
04:07onde circula 20% do petróleo mundial,
04:09ele vai majoritariamente para o Oriente,
04:12leia-se a China.
04:13Gosto muito de uma expressão,
04:15Marcos, que é a seguinte, né?
04:17Numa enchente, qualquer graveto vira boia.
04:19Por que eu estou falando isso?
04:21Porque o Donald Trump disse,
04:23ah, eu vou custear o seguro.
04:25Não vimos nada disso acontecer.
04:27Ah, vou colocar a armada de guerra marinha americana
04:31protegendo os navios para atravessar o Estreito de Hormuz.
04:34Cá entre nós, matematicamente impossível isso acontecer.
04:38É, ainda assim, essas duas posições,
04:43essas duas falas do presidente,
04:44deram uma acalmada no mercado.
04:46A gente viu o petróleo recuar um pouquinho
04:48e a Agência Internacional de Energia
04:50meio que tentou assoprar, dizendo,
04:52calma, tem muito petróleo ainda no mercado,
04:55um eventual desabastecimento não é para agora.
04:59Existem discursos atenuantes.
05:01Marcos, na tua experiência,
05:03o quanto disso tudo que nós estamos falando aqui,
05:06subsídio dos seguros por parte do governo americano,
05:09a capacidade da marinha de guerra americana
05:11em proteger os navios,
05:12e, ah, tem muito petróleo no mercado ainda,
05:15o problema não é para já,
05:16o quanto isso é verdade, é factível,
05:19ou é só um discurso para tentar acalmar o mercado?
05:25Bom, dividindo aí a questão,
05:27o primeiro ponto, que é o ponto do seguro,
05:29esse é imediato,
05:30vira uma zona de guerra,
05:32então os seguros aumentam imediatamente,
05:35você não tem como evitar isso,
05:37e isso entra na precificação do preço do barril,
05:40e já está acontecendo,
05:42ou seja, parte desse aumento que a gente vê hoje
05:44por conta da guerra,
05:47o aumento do barril de petróleo por conta da guerra,
05:50já é a precificação desse seguro,
05:52então, isso com a entrada do governo americano ou não,
05:55isso já está acontecendo,
05:57isso faz parte do preço hoje.
05:59O segundo ponto,
06:00que é a armada americana
06:03e proteger das embarcações,
06:05se a gente tomar um exemplo anterior,
06:07durante a guerra do Irã e Iraque,
06:09os Estados Unidos,
06:12eles protegeram cerca de 5%
06:14das embarcações que passavam durante a guerra,
06:17essa foi a capacidade que o governo americano
06:21teve de proteger embarcações,
06:23no caso daquela época,
06:25especificamente embarcações do Kuwait,
06:27e o governo americano só pode fazer isso
06:29se essas embarcações
06:33tiverem bandeira americana,
06:35então não é uma coisa direta,
06:37e a capacidade
06:39de usar esse mecanismo
06:41para garantir a movimentação
06:43é muito respeito.
06:45Então, isso é mais uma figura
06:47de retórica
06:48e menos um fato de si,
06:50onde você vai garantir
06:51a movimentação
06:52dos treinos de Augusto.
06:54Então, inclusive,
06:55olhando para a experiência anterior,
06:56na época da guerra do Irã e Iraque.
06:59O terceiro ponto,
07:00que é a quantidade de petróleo no mundo.
07:02Então, aí a gente pode falar
07:04de cenários diferentes,
07:06essa guerra já está indo
07:07para o décimo dia,
07:10então a gente já tem
07:11um impacto imediato de preços,
07:13que era o primeiro cenário esperado,
07:15ou seja, se a guerra fosse curta
07:16e durasse 10 dias ou 12 dias,
07:19como foi anteriormente
07:22entre Israel e Irã,
07:24esse impacto seria o que a gente vê hoje.
07:26O preço do petróleo sobe,
07:28se estabiliza e se mantém naquele ponto.
07:30Claramente, a gente está ouvindo
07:32dos players que essa guerra
07:36vai demorar de quatro a seis semanas.
07:39Então, quando a gente fala
07:40do intervalo de tempo desse,
07:41o cenário é outro,
07:43você precisa usar as chamadas
07:45reservas estratégicas de petróleo.
07:47O petróleo está retido no golfe,
07:49é significativo,
07:50nós estamos falando aí
07:51de 15 milhões de barris por dia
07:54de petróleo.
07:55O consumo do mundo hoje
07:58é em torno de 105 barris por dia,
08:02milhões de barris por dia.
08:04Então, você tem uma quantidade
08:05muito grande desse petróleo repetido.
08:07Então, é inevitável
08:09que o consumo dos estoques estratégicos
08:12comece a ocorrer.
08:13E aí, para a gente entender melhor
08:15essa figura,
08:16por exemplo,
08:17os Estados Unidos
08:18têm cerca de 200 dias
08:20de estoque,
08:21de produto importado.
08:23Ou seja,
08:23o petróleo,
08:24ele tem 200 dias
08:26para consumir
08:27aquilo que ele importa.
08:29A China,
08:30tem em torno de 115,
08:32120 dias.
08:33O Japão e a Coreia,
08:35em torno de 200 dias também.
08:37Então, esses países,
08:39eles começam a consumir
08:40esse estoque de petróleo
08:42uma vez que você não consegue importar.
08:44E o consumo continua.
08:46Só que isso tem um limite.
08:48Se a gente está falando
08:49de seis semanas,
08:50a gente está falando
08:50de 45 dias,
08:52talvez 60 dias.
08:54E aí,
08:55quando a gente olha,
08:55por exemplo,
08:56para a Europa,
08:57o estoque estratégico
08:59da Europa
08:59é de 90 dias de petróleo.
09:02Então,
09:02quando você fala
09:03de 60 dias,
09:04você já consumiu
09:04boa parte
09:05desse estoque
09:07para poder repor
09:08aquilo que você está
09:09consumindo
09:10e não está conseguindo importar.
09:12Então,
09:13tem um cenário
09:14que a gente precisa olhar
09:15que é a redução
09:16desses estoques.
09:17Ou seja,
09:18o petróleo não acaba,
09:19mas isso
09:20pressiona os preços
09:21fortemente.
09:22Porque aqueles países
09:23que vão estar
09:24consumindo
09:25esse estoque
09:26de petróleo
09:26vão estar querendo
09:27repor esse estoque
09:28e isso faz com que
09:30o preço se mova
09:31mais rápido.
09:31Então,
09:32a gente ter preços
09:33acima de 100 dólares,
09:35entre 100 e 120 dólares,
09:37é uma realidade
09:38quando a gente olha
09:39para esse cenário
09:40de 30,
09:4040,
09:4160 dias
09:42de guerra,
09:44onde você tem
09:44essa restrição
09:45nos embarques.
09:47Então,
09:48o primeiro atendente
09:49é o estoque estratégico
09:51dos países.
09:51O segundo
09:52é a questão
09:54de quanto você vai
09:55realmente conseguir
09:56movimentar
09:57no estreito
09:58dado a saúde
09:59desse longo
09:59tempo da guerra.
10:00e isso
10:02é uma incógnita.
10:03A gente não sabe
10:04exatamente
10:04quantas embarcações
10:06vão se dispôr
10:07a fazer
10:07nesse trânsito
10:08durante o período
10:09de guerra
10:10com as ameaças
10:11que a gente tem.
10:12Então,
10:13se a gente olhar
10:14para o passado,
10:15esses números
10:16chegam a números
10:17que variam
10:17de 60%
10:18ou 80%
10:19do volume.
10:20Então,
10:21esse efeito
10:22pode ser um pouco
10:23menor
10:23se você também
10:24começar
10:24a conseguir
10:25transitar
10:26petróleo
10:27no estreito
10:27de Hormuz.
10:28Mas isso é
10:29algo que a gente
10:29não consegue enxergar
10:30por enquanto.
10:31E o que a gente
10:32vê hoje,
10:33se passam
10:35cerca de 42
10:38petroleiros
10:39por dia
10:39no estreito
10:40de Hormuz,
10:41a média
10:42da semana passada
10:42foi 2.
10:43Então,
10:44a gente tem
10:44praticamente
10:45uma interrupção
10:46mesmo.
10:47Agora,
10:47Marcos,
10:48qual o risco
10:49se o petróleo
10:50de fato,
10:51o barril
10:51do tipo Brent
10:52chegar aí
10:53ou passar
10:54talvez
10:54da marca
10:55de 200 dólares
10:57como já
10:57sinalizou
10:58o próprio
10:58ministro
10:59de Energia
10:59do Catar?
11:01Ou seja,
11:01o desafio
11:01de escoamento
11:02também
11:03na sua avaliação
11:04é o mais crítico
11:05nesse cenário
11:06todo,
11:07uma vez que
11:07não há outras
11:08formas até
11:09para escoar
11:10toda essa produção
11:11advinda
11:11do Oriente Médio?
11:12Como fica também
11:13a extração
11:14do petróleo
11:14nesse momento?
11:18Essa fala
11:19do ministro
11:20do Catar,
11:21ela olha
11:22para o cenário
11:23limite,
11:23que é o cenário
11:24onde você
11:25interrompe
11:26completamente
11:27a movimentação
11:27de petróleo,
11:28então você
11:29retira aí
11:30esses 15 milhões
11:31de barris
11:31por dia
11:32do mercado
11:33e aí
11:34o preço
11:34realmente
11:35ele perde
11:37a ordem
11:38de grandeza
11:38que a gente
11:38tem hoje,
11:39que está
11:40em torno
11:41de 100 dólares.
11:42Então,
11:43esse é um cenário
11:44que eu diria
11:44um cenário limite,
11:45onde você tem
11:45uma interrupção
11:46completa
11:48dos treinos
11:49por um longo
11:50período.
11:50É o cenário
11:51mais forte
11:52e não é o cenário
11:53que a gente espera
11:54que ocorra,
11:55porque todos
11:56serão prejudicados
11:57se isso acontecer,
11:57não só o Irã,
11:58mas todos os países
12:00que importam petróleo.
12:01Então,
12:02para chegar
12:03nesse ponto,
12:04a gente realmente
12:05precisa de um cenário
12:06onde você tem
12:07uma interrupção
12:08completa e prolongada.
12:10Você tem outros cenários
12:12antes desse
12:12para acontecer.
12:14Então,
12:14isso poderia acontecer
12:15no longo prazo.
12:17Na questão
12:19específica
12:20do que você tem
12:22de excedente
12:23é um problema,
12:24porque hoje
12:26o que a gente
12:26considera como
12:27excedente
12:27de produção
12:29de petróleo
12:29no mundo
12:30ou de capacidade
12:31de produção
12:31de petróleo
12:32no mundo
12:32está concentrado
12:34no Golfo,
12:35justamente nos países
12:36Arábia Saudita,
12:38Emirados,
12:39White,
12:40Irã.
12:41Ou seja,
12:41esses países
12:42que estão envolvidos
12:44pela questão
12:46dos treinos
12:47de hormônio
12:47são os mesmos
12:48que teriam
12:49a capacidade
12:49adicional.
12:50Essa capacidade
12:51adicional
12:52de produção
12:52é de em torno
12:53de 4 milhões
12:54de países
12:54de dia.
12:55Então,
12:56ela nem sequer
12:57cobre essa perda
12:58de 15 milhões.
13:00E se a gente
13:01for utilizar
13:01outras formas
13:02de retirar
13:03o petróleo
13:05do Golfo,
13:06a capacidade
13:07também é bastante
13:08limitada.
13:09Então,
13:09a Arábia Saudita
13:10tem um oleoduto
13:11que sai
13:12da refinaria
13:15no leste
13:16do Golfo,
13:17ali,
13:18pérsico,
13:19ela sai
13:19da refinaria
13:20e atravessa
13:21a Arábia Saudita
13:22saindo do Mar Vermelho.
13:23Só que
13:24a capacidade extra
13:25que você tem ali
13:26é de cerca
13:27de 3 milhões
13:28de barras por dia.
13:29Está bem
13:30muito distante
13:31dos 15 milhões.
13:32Então,
13:33você não conseguiria
13:34de outras formas
13:37movimentar
13:38esse produto
13:39de maneira
13:39a evitar
13:40a falta
13:41dos 15 milhões.
13:42Você vai ter
13:43que usar os treinos.
13:44E aí,
13:44a opção
13:45é você
13:46colocar as embarcações
13:48sob risco.
13:49Como eu mencionei,
13:50a escolta
13:51não é bem
13:52o que ocorre
13:52na prática.
13:53Você não consegue
13:54escoltar
13:54todo o tráfego.
13:56E mesmo
13:56quando se tentou
13:57fazer isso,
13:58atendeu-se
13:595%
14:00das embarcações
14:01que transitavam
14:02durante um outro
14:03período de guerra.
14:04Então,
14:05essa não é
14:05uma solução
14:06imediata.
14:07E,
14:07por outro lado,
14:09as companhias
14:10de petróleo
14:11e os próprios
14:11armadores
14:12podem apostar
14:14nessa movimentação
14:15e recuperar
14:16parte dessa
14:17movimentação.
14:18Quanto disso
14:19a gente vai
14:20enxergar?
14:20Talvez 60%
14:22do volume?
14:23Talvez 50%
14:24do volume?
14:25A gente não sabe ainda.
14:27Isso vai depender
14:28um pouco
14:29dos próximos...
14:30Talvez
14:30na próxima semana,
14:32ao passar
14:3315 dias,
14:34até 20 dias
14:35da guerra,
14:36a gente vai ter
14:36uma visão mais clara
14:37de quanto
14:38existe
14:39de apetite
14:40tanto das companhias
14:41de petróleo
14:42quanto dos armadores
14:43em transitar
14:44pelo canal
14:45nessa condição
14:46de risco.
14:47Marcos,
14:48o nosso tempo
14:49está ficando
14:49um pouquinho
14:49mais escasso.
14:51Queria apresentar
14:52aqui esse gráfico
14:53e saber
14:53da tua interpretação
14:55dele,
14:55mas, assim,
14:56de uma maneira
14:57resumida,
14:58aqui a gente tem
14:59as reservas
15:00mundiais de petróleo
15:01em tamanhos
15:02de barris
15:03e o quanto
15:04esses países
15:04representam
15:05no comércio
15:06internacional
15:06de petróleo.
15:07por causa
15:08das sanções
15:09e a deterioração
15:10da Venezuela,
15:11por mais que seja
15:12a maior
15:14reserva
15:15já descoberta,
15:16catalogada,
15:17é muito pequena
15:19essa participação
15:20internacional.
15:22Enquanto
15:22a Arábia Saudita,
15:23que é um dos países
15:24que você citou
15:24agora há pouco,
15:26faz costa
15:27tanto com
15:28o Mar Vermelho
15:29como com
15:29o Golfo
15:30e depende
15:32basicamente
15:33do escoamento
15:33do seu petróleo
15:34pelo Golfo,
15:35tem pouco mais
15:36de 267
15:38milhões
15:39de barris,
15:40mas neste
15:41cenário aqui
15:42tem a maior
15:43participação
15:44internacional
15:45no comércio
15:46exportador.
15:47Depois a gente
15:48tem o Irã
15:48em terceiro lugar,
15:50a terceira maior
15:50reserva de petróleo,
15:52mas uma participação
15:53internacional
15:53muito restrita
15:55por causa
15:55basicamente
15:56dos embargos
15:57ocidentais,
15:58depois Emirados
15:59Árabes Unidos,
16:00Rússia,
16:00Estados Unidos,
16:01eu fiz um recorte
16:02aqui.
16:02Olhando esses três,
16:04o top três
16:05aqui e a situação
16:07da Arábia Saudita,
16:08o quanto
16:09o fechamento
16:11de Hormuz,
16:11a dificuldade
16:12de transferir
16:12essa produção
16:13para ser escoada
16:15pelo Mar Vermelho
16:16e sabendo
16:18que o petróleo
16:19é a espinha dorsal
16:20da economia saudita,
16:22o quanto
16:22essa situação
16:23prolongada
16:24vai quebrando
16:25outros países
16:26que não estão
16:27exatamente
16:27no centro
16:28do conflito.
16:29A Arábia Saudita
16:29foi arrastada
16:31para essa guerra
16:31começada
16:32de um lado
16:33Estados Unidos
16:33e Israel
16:34com o alvo
16:35Irã.
16:36O Arábia Saudita
16:37é um efeito colateral.
16:38Nos últimos anos
16:39uma enorme
16:39reaproximação
16:40com os Estados Unidos
16:41depende da produção
16:43do petróleo.
16:44A Aramco,
16:45que é a petrolífera dele,
16:46uma das maiores
16:47do mundo.
16:48O quanto
16:48essa situação
16:49pode quebrar
16:50uma economia
16:51como a Saudita,
16:52por exemplo?
16:54A economia saudita
16:55é absolutamente
16:57dependente
16:57da exportação
16:58de petróleo.
16:59A gente vê
16:59pelos números
17:00em valor
17:01de exportação
17:02e quando você
17:03interrompe
17:04esse fluxo
17:04de produto
17:05você dilui
17:07toda essa receita
17:09que seria feita
17:10ao longo do tempo
17:11você acaba
17:12diluindo isso
17:13eliminando
17:14essa receita
17:15em alguns casos
17:16lembrando que
17:17o petróleo
17:17que você não produziu
17:18você não volta
17:20a produzir.
17:21Ou seja,
17:21se você não vendeu
17:22naquele período
17:23você não consegue
17:24ter sobre capacidade
17:26de vender mais
17:27no período seguinte.
17:28então aquilo
17:29efetivamente
17:30é uma perda
17:31para o Estado
17:31Saudita.
17:32Essa é talvez
17:34a principal alavanca
17:36para se tentar
17:37diminuir
17:38o tempo
17:38da guerra.
17:40Ou seja,
17:40que essa guerra
17:42dure menos
17:43essa talvez
17:44seja a principal
17:45alavanca.
17:46Não só
17:47a Arábia Saudita
17:47mas os outros
17:48países do Golfo
17:49que foram
17:51envolvidos
17:52aí na guerra
17:52são muito
17:54dependentes
17:55da receita
17:55de petróleo
17:56e gás
17:57extremamente
17:58dependentes
17:58do gás
17:59e você
18:01não consegue
18:01recuperar
18:02essa venda
18:03de produto.
18:04O produto
18:05não foi vendido
18:06durante um período
18:07você vai retomar
18:08sua produção
18:09mas você não consegue
18:10dobrar ela
18:11para você poder
18:11recuperar
18:12aquilo que perdeu.
18:13Isso não ocorre
18:14a capacidade é limitada.
18:16Então,
18:16uma vez que você
18:17não consegue
18:18recuperar isso
18:19isso se torna
18:19uma perda
18:20de receita
18:20para o Estado mesmo.
18:21isso pode ter consequências
18:23bastante graves
18:24para esses Estados
18:25dependentes
18:26de petróleo e gás.
18:28Sobre os impactos
18:29do conflito
18:30na cadeia energética
18:32conversamos com
18:33Marcos Délia
18:34sócio da
18:34Alerjo Consultoria
18:36especialista em
18:36petróleo, gás
18:37e renováveis.
18:38Marcos,
18:39muito obrigada
18:40pela tua participação
18:41uma boa tarde
18:42excelente começo
18:42de semana também.
18:44Agradeço
18:45boa tarde.
18:46Obrigada.
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