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Transcrição
00:00O conflito no Oriente Médio tem levantado questionamentos sobre o risco de regionalização da guerra
00:05com o reposicionamento de potências globais e a possibilidade de uma crise prolongada na região.
00:11Sob essa perspectiva da geopolítica e das relações internacionais,
00:14a gente vai conversar com o Gunther Hutzit, que é professor de Relações Internacionais da ESPM.
00:21Professor, boa tarde. Seja muito bem-vindo aqui ao nosso plantão.
00:24Boa tarde.
00:25Boa tarde, Marcelo. Boa tarde, Pablo. A todos que nos assistem.
00:29Obrigado pelo convite.
00:30Bom, a gente fala aí desse risco de regionalização da guerra, não é?
00:34A gente vê já o Irã, desde muito tempo, interferindo em vários países ali,
00:38financiando milícia no Iêmen, financiando milícia também no Líbano,
00:43também com uma forte presença ali na faixa de Gaza.
00:46O senhor acredita que depois dessa guerra o Irã vai continuar tendo fôlego
00:50para fomentar esses micro-conflitos regionais ali?
00:54Bom, primeiro, essa guerra já está regionalizada.
00:57porque se olhar no mapa, Israel e Irã são países distantes.
01:04Tem Jordânia e Iraque entre os dois e, portanto, todos os caças israelenses estão passando
01:12por cima desses dois países para chegar lá.
01:16Não podemos esquecer que Israel já começou também uma invasão e ataque no Líbano contra Hezbollah.
01:23Portanto, essa guerra já está regionalizada.
01:25Se olharmos ainda mais um pouco atentamente, por mais que o presidente do Irã hoje tenha
01:30pedido desculpas, que não vai atacar mais, mas quando o Irã lança mísseis e drones contra outros países,
01:38dizendo que, ah, não, são contra alvos americanos, não dá para distinguir.
01:43Entrou no espaço aéreo, entrou em soberania de outro país.
01:47Essa guerra já está regionalizada.
01:49Então, o quanto isso vai se expandir, aí é outra conversa.
01:56Quanto ao como o Irã vai sair dessa guerra, primeiro a gente tem que ver o fim.
02:03A gente não sabe, efetivamente, o quanto de destruição os americanos e israelenses vão implementar
02:11em cima da economia iraniana como um todo, que já estavam em frangalhos antes dessa guerra.
02:19Se a gente lembrar, entre dezembro e janeiro desse ano,
02:24houve a série mais longa e mais espalhada no país de protestos,
02:32que o governo teve que reprimir, matando, não se sabe direito até hoje,
02:36entre 5 e 15 mil pessoas.
02:39Ou seja, esse país já estava em frangalhos.
02:43O como vai sair desse conflito, a gente aí vai ter que esperar para ver.
02:48Professor, já que o presidente iraniano disse que não irá mais atacar,
02:53até pedir desculpa, né, os países vizinhos,
02:56e aí Trump também dizendo, então, que os iranianos se renderam
03:01quando o presidente disse isso,
03:03o que resta ao Irã agora para contra-atacar nessa guerra?
03:06Apenas ter como alvo Israel?
03:09Pois é, eu não acredito que ele vá parar de atacar,
03:13porque a estratégia do regime iraniano,
03:17e aí eu acho que é importante a gente sempre separar,
03:21o regime iraniano está lutando para a sua sobrevivência.
03:26Porque todos os seus membros sabem
03:28que se houver alguma forma de transição,
03:32mesmo que não seja democrática,
03:34alguma forma de transição no país,
03:37praticamente todos eles vão morrer.
03:39Porque tudo o que eles fizeram,
03:42não só na repressão desse último,
03:45nessa última grande onda de protestos,
03:47mas ao longo dos últimos 47 anos,
03:51o ódio,
03:52e a palavra é essa mesmo,
03:54o ódio que existe em boa parte da população iraniana
03:57contra o regime é muito grande.
03:59Só para as pessoas terem ideia,
04:02em torno de 60% da população iraniana
04:05tem menos de 30 anos.
04:08Ou seja,
04:10já nasceram nesse regime,
04:12a sua situação social e econômica não mudou,
04:16já viram mortes e repressões
04:20dezenas de vezes,
04:22e esse ódio é muito grande.
04:24Fica explícito isso,
04:26quando não foi confirmada a morte de Khamenei,
04:30as pessoas terem saído para a rua comemorar,
04:33e com a bandeira do regime ainda do Chárez Apavlé.
04:38Por que eu estou falando tudo isso?
04:40Isso significa que os membros do governo,
04:44aqueles que não conseguem viver,
04:46a política do ex-raimense,
04:49não vão negociar com a condição,
04:52vão lutar até,
04:55quando o presidente Trump
04:56tem que se render infuncionalmente,
05:00é assim, lá embaixo,
05:02que é uma guerra que somente
05:03uma invasão terrestre,
05:04como foi a Alemanha e Japão,
05:06na segunda guerra mundial, resolveram.
05:08Não tem como.
05:09Então, por isso que eu estou dizendo,
05:12infelizmente,
05:13essa guerra vai durar bastante,
05:14porque agora,
05:15o Trump não pode voltar atrás.
05:17Agora, o senhor acredita
05:19numa solução estilo venezuela,
05:21de que não importamos
05:22se vocês tiverem um tirano,
05:24desde que o tirano seja nosso amigo?
05:26Aqui eu não estou nem chamando Adelson de tirano,
05:28não estou fazendo esse julgamento.
05:29O julgamento é contra o critério americano de
05:32não estar nem aí com a democracia,
05:34desde que o autocrata lá seja o meu amigo.
05:39A comparação é ótima,
05:41é o que vem se fazendo,
05:42o grande problema é achar alguém
05:45fora do regime
05:46que aceite.
05:49Porque essa grande diferença,
05:51e para mim,
05:52esse é o ponto que
05:54os assessores do presidente Trump
05:57e o próprio presidente Trump
05:58não levaram em consideração.
06:00Acho que eles ficaram um tanto quanto
06:03inebriados
06:04com o sucesso da Venezuela,
06:08que acharam que dá para fazer
06:10a mesma coisa no Irã.
06:12E esse é o ponto.
06:14No Irã, o regime,
06:16ele é ideológico,
06:18não é uma cartocracia
06:19que está,
06:21como diriam alguns aqui muito antigamente,
06:24se ocupletando do governo,
06:27roubando mesmo,
06:28corrupção em larga escala,
06:29como é a Venezuela.
06:31No Irã, não.
06:32Apesar de ter,
06:33você tem aí uma ideologia por trás,
06:36uma ideologia que mistura
06:37política e religião.
06:39Por isso que é difícil
06:42alguém dentro do regime
06:44aceitar isso.
06:46Precisaria ser alguém fora.
06:48E não tem, nesse momento,
06:49esse alguém fora.
06:51Talvez algum militar.
06:55Mas o grande problema
06:57é que a guarda revolucionária
06:58sempre foi mais forte
07:00que os militares no Irã
07:02pós-revolução.
07:03revolução.
07:04Se os ataques
07:07continuarem
07:08enfraquecendo tanto
07:09a guarda revolucionária,
07:12se provavelmente,
07:13como está tudo indicando,
07:15ter uma guerrilha
07:16dos curdos no noroeste,
07:18dos baluches
07:19no leste do país,
07:22quem sabe
07:23surja do meio
07:24dos militares
07:25alguém que queira
07:26fazer essa transição.
07:28Professor,
07:29lá no começo, né,
07:30desse conflito,
07:31quando o Trump
07:31falou sobre,
07:33ele foi muito enfático
07:34dizendo para o povo
07:35ir às ruas
07:37e tomar o poder,
07:38que essa era
07:39a grande oportunidade.
07:41Ao mesmo tempo,
07:42o povo fica ali
07:44entre
07:45duas situações
07:46muito complicadas,
07:47que é a própria
07:48guarda revolucionária,
07:49que ataca, né,
07:50quando a população
07:51se manifesta,
07:52e o próprio conflito
07:54em si com os mísseis
07:55que estão caindo
07:56sobre Teirã,
07:57por exemplo, né,
07:58por acaso,
07:59a população
08:00perdeu o timing,
08:02está perdendo,
08:03ou ela está,
08:04ou ela poderia esperar
08:05justamente para que o conflito
08:06se arrefecesse um pouco,
08:08e aí,
08:08quem sabe,
08:09ir para as ruas
08:10e seria o momento
08:11de pedir por uma nova liderança,
08:13seja, né,
08:14o chá herdeiro
08:15voltando dos Estados Unidos
08:17ou um líder
08:18um pouco
08:19mais flexível, né,
08:21como é que você
08:22
08:22essa situação, né,
08:24que ficou um pouco
08:25difícil a população, né,
08:26que teria uma oportunidade,
08:28mas, ao mesmo tempo,
08:28é perigosa a oportunidade ainda.
08:32Dificílimo saber.
08:33No meio dessa guerra,
08:36não há nenhuma
08:37pesquisa de opinião,
08:39mesmo que seja feita
08:41sem autorização do governo,
08:44justamente pelos riscos,
08:47pelas imagens
08:48que vocês estão mostrando aí,
08:50pelos riscos
08:51que significa você
08:52estar nas ruas
08:54no momento em que
08:58esse bombardeio
08:59está continuando
09:00e vai continuar,
09:02porque o regime
09:04vinha se preparando
09:06para esse ataque
09:07há 47 anos,
09:09desde que chegou
09:10no poder.
09:11E o que eu quero dizer
09:12com isso?
09:14Existem estruturas
09:15governamentais,
09:17principalmente
09:17da Guarda Regulacionária,
09:19espalhadas
09:20no meio da cidade
09:21para justamente
09:22se sofressem
09:24um ataque,
09:25matassem
09:25população civil
09:26para você criar
09:27essa narrativa
09:29do inimigo
09:30que mata
09:31indiscriminadamente.
09:33Portanto,
09:34muitas pessoas
09:35nem sabem direito
09:36onde pode ter
09:37um desses escritórios,
09:38um escritório
09:39de inteligência
09:40da Guarda Regulacionária.
09:42E, portanto,
09:42sair às ruas
09:43nesse momento,
09:44eu acho
09:45praticamente impossível
09:47alguém ter coragem
09:48de sair.
09:50Quando acabar,
09:52aí a gente
09:52vai ter que esperar
09:53para ver.
09:54Mas,
09:55pode ser que aconteça,
09:57principalmente,
09:58se algumas regiões
10:00nas fronteiras
10:03do Irã,
10:04porque o Irã
10:04é persa
10:05majoritariamente,
10:07em torno
10:08de 60%
10:09da população.
10:10Os outros 40%
10:12são outras minorias.
10:14Das maiores delas,
10:15os kurdos.
10:16Só que os kurdos
10:17iranianos
10:18nunca foram
10:19armados
10:19e treinados.
10:20É por isso
10:21que a notícia
10:23é de que
10:23tanto o governo
10:25americano
10:25quanto os israelenses
10:26estariam negociando
10:27com os kurdos
10:28iraquianos
10:29para eles
10:30invadirem o Iraque
10:31e começarem
10:32uma guerrilha.
10:34Então,
10:35quando estiver
10:36lá na frente,
10:37esse quadro
10:38vai ficar um pouco
10:38mais claro
10:39se essa estratégia
10:40vai funcionar.
10:41Gunter Hutzit,
10:42professor de Relações
10:43Internacionais
10:44da ESPM,
10:45muito obrigado
10:46pela participação
10:47e boa tarde.
10:47Obrigado, professor.
10:49Eu que agradeço.
10:50Boa tarde e bom fim de semana
10:51a todos.
10:52Para você também.
10:52Boa tarde e bom fim de semana.
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