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A consultora de risco político Vera Galante analisa a perigosa expansão do conflito no Oriente Médio, destacando a estratégia do Irã de incapacitar as fontes de energia de monarquias vizinhas, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Com ataques atingindo bases britânicas e francesas na região, Galante aponta que o envolvimento direto de potências europeias é iminente.

No cenário interno dos Estados Unidos, a popularidade de Donald Trump enfrenta uma queda vertiginosa, com 59% dos americanos desaprovando a invasão, o que pressiona o presidente a buscar resultados rápidos antes das eleições de meio de mandato (midterms) em novembro de 2026.

A consultora e o colunista Vinicius Torres Freire discutem a possibilidade de uma rendição parcial do regime iraniano diante da destruição de sua infraestrutura, embora Galante alerte que os Estados Unidos historicamente enfrentam dificuldades para encerrar ocupações militares.

Acompanhe em tempo real a cobertura do conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-no-oriente-medio/

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Transcrição
00:00Eu vou conversar agora com Vera Galante, ela é consultora de risco político e de relações internacionais com foco nos
00:06Estados Unidos.
00:07Vera, boa noite, obrigada por ter aceitado o nosso convite, é sempre um prazer ter você aqui com a gente.
00:13Vera, há risco de uma escalada ainda maior nesse conflito, envolvendo também mais países do Oriente Médio?
00:21Ah, eu acho que há, infelizmente.
00:23O que está acontecendo é que o Irã está atacando agora fontes de energia dos países, já atacou uma usina
00:34da Arábia Saudita hoje, em Dubai também atingiu uma usina de energia e tudo, ele está incapacitando os países de
00:45terem uma fonte de energia própria, ou seja, vai ter que depender dele.
00:51O que acontece é que já atingiu uma base francesa, atingiu o Chipre, não pelo Chipre, mas por causa de
01:03uma base inglesa.
01:05Então agora tanto a Inglaterra quanto a França já estão dispostas a entrar na guerra para defender os interesses que
01:13ele tem, que são todas as monarquias ali em volta.
01:17Quer dizer, a gente tira sempre o Iêmen, porque o Iêmen é um satélite do Irã, mas todas aquelas monarquias
01:24ali em volta.
01:25Então é cada vez mais perigoso alguém entrar, né?
01:31E eu acho que há grande possibilidade de escalar assim.
01:35É a justificativa norte.
01:37Pode acrescentar.
01:39Não, principalmente porque o alvo também, quer dizer, não é só o Irã, tem ali o Israel, que é o
01:47alvo, é o centro de tudo.
01:49Já está se defendendo do Hezbollah, também o Iêmen, os ruti já mandaram mísseis e tudo mais, então eles estão
01:56se defendendo e atacando ao mesmo tempo.
01:58Ali está muito feito para eles.
02:01E a justificativa norte-americana para esses ataques, né, de impedir o avanço do programa nuclear do Irã, isso se
02:08sustenta factualmente?
02:10Não haveria mesmo um acordo possível?
02:14Haveria, haveria.
02:16Essa guerra já está, assim, o Trump já está cantando essa bola há muito tempo, que ele vai atacar o
02:22Irã e tudo mais.
02:24Ele estava pronto para atacar.
02:27Houve um forte lobby também do Benjamin Netanyahu, do primeiro-ministro israelense, de apressar essa guerra.
02:37Porque para Israel interessava o que aconteceu, matar o Ayatollah Khamenei.
02:45Porque ele que pregava, né, morte a Israel, vão manifestar a Israel, etc.
02:51Mas acontece que nós temos que, agora, voltar lá para dentro de casa.
02:55Tem um problema nos Estados Unidos, que é a popularidade do presidente Trump.
03:01Está em queda vertiginosa.
03:06Hoje, 59% dos americanos desaprovam a invasão do Irã.
03:14Ele tem que ter algum resultado.
03:16Só que ele também não sabe qual é, porque não tem estratégia essa guerra.
03:20Mas ele precisa ganhar para recuperar a popularidade e para tentar salvar o Congresso.
03:29Porque se os republicanos forem eleitos ou perderem para os democratas agora, em novembro, nas eleições de meio de mandato,
03:39no dia seguinte ele perde o mandato.
03:41Isso ali, eu acho que está mais ou menos tentando salvar o mandato dele, né?
03:47É uma coisa...
03:51Pode continuar.
03:53Já terminei.
03:54É possível a gente estimar quanto tempo deve levar a troca de regime no Irã?
03:59E se efetivamente isso vai acontecer?
04:03Olha, pode até acontecer.
04:07Pode ter um erotolá mais radical ainda que o erotolá caminei, se é que isso é possível.
04:14Pode haver uma tomada de poder por republicanos que queiram fazer realmente dali uma democracia.
04:22Ou que seja uma teocracia com, vamos dizer, um erotolás moderados à frente.
04:31Pode acontecer uma opção de coisa.
04:33Só que essa não faz parte da preocupação do presidente Trump.
04:37Ele já falou, olha, está aí, é para vocês, vocês podem tomar o poder quando vocês quiserem.
04:42Só que ninguém vai se aventurar uma coisa dessa sem alguma garantia dos Estados Unidos.
04:48Que vai dar apoio e garantir o governo e pelo menos o público, né?
04:54Eu não sei.
04:55Eu acho que a minha intuição diz que não vai ser rápida, não.
05:01Eu acho que a guerra vai continuar por muito tempo.
05:04E lembra, pelas guerras passadas, os Estados Unidos não sabem sair de guerra.
05:10Eles sabem sair de guerra, mas eles não saem.
05:13Pois desistem, como foi no Iraque, na Filipe da União, eles desistem de ir embora.
05:19Ou o Vietnã, eles foram bem forçados a sair.
05:24Eles não saem por conta própria.
05:26Eu vou passar para a pergunta do Vinícius Torres Freire.
05:29Vinícius.
05:30Vera, voltando para essa questão que você colocou também do objetivo da guerra
05:34e de ter uma medida para acabar com a guerra.
05:38O Trump hoje falou que pode demorar quatro, cinco semanas ou o tempo que seja necessário.
05:44A gente não sabe o que quer dizer isso.
05:47Então, vamos supor que a gente tem duas opções.
05:50Troca de regime pode ser uma coisa muito complicada no Irã, que tem um regime muito enraizado.
05:53Mas pode ter uma rendição parcial.
05:56Mas se não houver rendição parcial, como os Estados Unidos acabam essa guerra?
06:01O que eles dizem para acabar?
06:02Porque se o regime continuar no mesmo lugar, sem nenhuma rendição, tipo de rendição,
06:08mesmo que seja parcial, fica difícil dizer que aconteceu alguma coisa.
06:11Ou os Estados Unidos podem fazer agora, como diz o general comandante, o Dan Kane,
06:17pode levar uma força tão maior, que ele diz que vai aumentar,
06:21que arrasa o Irã de tal maneira que o Irã peça essa rendição.
06:25O que você acha que é mais provável?
06:27Os Estados Unidos chegarem, depois de quatro, cinco semanas, não saberem o que fazer?
06:30Porque não vai ter nenhuma medida de destruição,
06:32a não ser que mostre os cadáveres de 200 líderes militares e políticos iranianos.
06:37Ou você acha que vem uma rendição parcial antes pelo caminho para o Irã evitar,
06:42ver a destruição total das suas forças armadas e infraestrutura?
06:48Infraestrutura, principalmente.
06:50Eu acho que uma rendição parcial é bem possível.
06:56E vamos lembrar que o Trump também está dizendo que ele já está conversando com pessoas do governo do Irã.
07:04Então, para ele dizer que chegaram a um acordo, não custa.
07:10Não custa.
07:10Lembra que ele não tem compromisso muito grande com a verdade.
07:14Então, para ele falar que houve um acerto, não custa nada.
07:22Mas, até agora, eu acho que não é do interesse dele.
07:26Mas, se a coisa apertar, eu acho que ele vai chegar por isso.
07:32Independentemente do resultado, ele vai dizer que ele venceu, como sempre, né, Vera?
07:36Isso aí não tem dúvida.
07:39Vera, muito obrigada.
07:41É sempre um prazer ter você aqui com a gente.
07:43Boa noite, boa semana para você, boa noite.
07:45Eu que agradeço pelo convite e as perguntas e os seus ouvintes também.
07:52Boa noite para você.
07:53Até a próxima.
07:53Obrigada.
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