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No Visão Crítica, o professor de relações internacionais Danilo Porfírio analisa os fatores que levaram à atual escalada de tensões no Oriente Médio. O conflito, segundo ele, é resultado de disputas históricas, rivalidades regionais e interesses estratégicos que envolvem Irã, Israel e Estados Unidos.
Entre os principais pontos estão o avanço do programa nuclear iraniano, a disputa por influência geopolítica na região, o papel de grupos aliados e o histórico de sanções e confrontos indiretos. Para o professor, a crise atual é fruto de um processo que vinha se desenhando há anos e que agora atinge um novo patamar de tensão.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/6Zcg9QVoczA

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Transcrição
00:00Sim, antes de falar das perspectivas, ratificar alguns pontos que o professor Roberto Gianetti nos trouxe
00:07e enfatizar também coisas que o professor Beni trouxe.
00:15O conflito que estamos presenciando, testemunhando hoje, Daniel, é uma...
00:22Eu brinco sempre isso, professor, é a crônica do conflito anunciado.
00:26A crônica do conflito anunciado.
00:30Que se inicia com o conflito israelense.
00:35Guerra, Hamas, conflito, Hamas, Israel e, posteriormente, a guerra dos Doze Dias.
00:46Nós vamos também perceber aqui que todo esse processo que o Irã sofre hoje
00:54é um resultado, Daniel, de erros estratégicos do próprio Irã.
01:00O Irã, desde 2010, 2011, e vou dizer o porquê disso,
01:10ele recorre à estratégia de guerra proxy e se reafirma como uma liderança naquilo que nós chamamos de arco xiita.
01:22Então, ele utiliza-se de recursos como milícias xiitas no Iraque,
01:29a sua proximidade com o regime Assad na Síria, o Hezbollah, uma longa história,
01:37desde a década de 80, mais à frente, os Hutts no Iêmen.
01:42E nós temos que lembrar também que, desde a década de 80, a Irmandade Muçulmana se distancia do Islã sunita,
01:54o arrabita saudita.
01:57E, em 87, especificamente, surge na Palestina um braço que eu denomino como sendo jihadista da Irmandade Muçulmana,
02:08chamado Hamas, e o Hamas se aproxima do Irã na ausência de apoios locais.
02:15E aí, o que acontece?
02:17Dentro dessa lógica de guerra proxy, se aproveitando de uma perpétua condição de crise do governo Netanyahu em Israel,
02:28o Irã tenta usar do recurso proxy para fragilizar Israel e se ocultando por trás do Hamas.
02:38Eu insisto em dizer isso, Daniel.
02:41Netanyahu, hábilmente, a raposa, ele desmascar o Irã e, a partir de então,
02:48todo um projeto de hegemonia regional começa a colapsar.
02:54Por que eu falei desde 2010?
02:57Nós temos que lembrar que o primeiro grande momento de crise do Irã, ao meu ver,
03:03bem, é 2009.
03:05Concordo.
03:05Quando há a Revolução Verde, o Levante Popular, e ainda, professor Roberto,
03:11nós vemos as fronteiras sob domínio ou sob controle americano.
03:17A Feganistão e a Guerra ao Terror e o Iraque, na perspectiva ocidental ali, Oriente e Ocidente.
03:26Mas aí, o que acontece?
03:27Aparece, aparece, nos anos de 2014, o Ísis.
03:35E é a partir dali que o Irã se fortalece na região, se aproximando da Rússia,
03:43fortalecendo laços o quê?
03:47E por que, volto a insistir, a partir dessa guerra proxy com Israel, o Irã mostra-se mais frágil ou
03:59menos forte do que ele apresentava ser.
04:04É esse processo de fragilização, e aí nós temos...
04:07O mais evidente na Guerra dos Doze Dias.
04:10Dos Doze Dias.
04:11E aí nós vamos ver algumas situações.
04:13A perda de influência desde a morte do Suleimani no Iraque.
04:18A queda do regime Assad e a ascensão de uma liderança sunita ou arrabita ligada ao quê?
04:30Ao antigo Ísis.
04:34Alguns falam Al-Qaeda sírio.
04:37Então, nessa perspectiva, nós vamos ver o quê?
04:41Um enfraquecimento do quê?
04:44Do Irã.
04:45E aí o que eu volto a insistir?
04:47É claro que nós vimos ações categóricas do Irã contra aquilo que eu chamo de coalizão velada.
04:58Porque são os americanos e israelenses que agem nessa guerra.
05:01Mas não há uma ação efetiva sem o apoio dos países do Golfo e do Oriente Médio na perspectiva da
05:10fixação de bases.
05:12Aliás, eu vou provocar você, Daniel.
05:14O único país, antes do ataque, que disse ser solidário ao Irã foi o Afeganistão.
05:27E o Afeganistão, alguns dias antes, sofre o quê?
05:33Uma ação de guerra contra o Paquistão.
05:35Paquistão que, historicamente, é aliado dos países do Golfo.
05:39Então, efetiva-se, assim, uma coalizão.
05:43E o que nós, o que, esperamos em função dessa ação seletiva, de extermínio de lideranças?
05:50Aproveitando-se também de uma situação de crise econômica, porque agora os levantes, dentro do Irã, não são mais da
05:57juventude universitária, mas é da burguesia iraniana.
06:01A burguesia, desculpe, Beni, se esse termo não for correto.
06:06A burguesia dos bazares.
06:08Dos bazares.
06:09Dos bazares.
06:10Se voltam contra o regime.
06:13Quando há encrudescimento, isso também é sintoma de fraqueza.
06:19Então, conta-se agora com o colapso do regime, que eu volto a insistir.
06:24É um processo de morte anunciada também.
06:27Pois é, a gente vai continuar tratando dos vários aspectos que envolvem esse conflito, tentando conectar, em alguma medida...
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