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Os Estados Unidos estenderam o cessar-fogo com o Irã, em meio a negociações que podem abrir caminho para um possível acordo.

No Visão Crítica, o professor de Relações Internacionais Alexandre Pires analisa os impactos da decisão e afirma que o conflito chega a um “limite de pressão”, indicando um momento decisivo para os próximos passos diplomáticos e militares.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/3f0GknJ81iU

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Transcrição
00:00Como classifica esse momento do conflito?
00:02O Irã deve apresentar uma proposta para encerrar o conflito, a guerra?
00:07Até onde o Irã consegue ir?
00:09Nós temos um momento em que os objetivos militares, praticamente todos, foram alcançados
00:14pela parte ofensiva, que seria Israel e Estados Unidos.
00:19Ou seja, mais de 15 mil alvos militares foram atingidos.
00:23Então, você vai chegando num limite de pressão.
00:26Ou seja, o que sobra para poder pressionar o Irã?
00:29Aí seria a questão das usinas elétricas, das pontes, ou seja, da infraestrutura civil
00:34que levaria a um colapso da economia.
00:37E do outro lado, a gente tem esse ator novo, que é o Paquistão, que todos estão desconfiando,
00:43que atua como um porta-voz dos chineses.
00:46A China, inclusive, se manifestou já a favor da abertura de Hormuz.
00:50Então, nós temos uma situação nova colocada aí.
00:54Ou seja, a China saiu um pouco dos bastidores, aparece.
00:59E você tem um impasse, porque o Irã, nesse momento, parece muito fragmentado.
01:05Conversava isso com o Danilo.
01:07E essas provocações do governo Trump são a novidade.
01:10Ou seja, dizendo que o Irã não está unido.
01:13E isso tem, talvez, sido o grande obstáculo, o empecilho ali,
01:17para a costura de um acordo de paz, né?
01:20Ou um cessar-fogo com uma clareza maior de quanto tempo vai durar, o que que implica.
01:26Essa é a grande novidade, digamos assim.
01:29E, obviamente, né, Caniato, o bloqueio do bloqueio.
01:33Havia um bloqueio de Hormuz e agora tem o bloqueio do bloqueio de Hormuz,
01:36feito pela Marinha Americana.
01:38É, a gente vai tratar, vamos nos dedicar também a analisar a real situação da navegação do Estreito de Hormuz.
01:45De que maneira isso pode ditar, dificultar ou até facilitar as negociações
01:52para que os países encontrem, talvez, a saída para uma paz definitiva,
01:58um acordo definitivo ou duradouro.
02:01Deixa eu passar a palavra para o professor Danilo Porfiro,
02:04sempre com reflexões importantes sobre o conflito no Oriente Médio.
02:09Ok, tivemos a extensão desse cessar-fogo,
02:13mais alguns dias para que os países negociem
02:16ou para que o Irã prepare uma proposta para Donald Trump, para os Estados Unidos.
02:21Mas é preciso olhar também para algumas questões internas do Irã, né, professor?
02:26Daniel, o Irã, com esse ataque, de fato, institucionalmente, se modificou.
02:36Ele passa por um momento de exposição.
02:40Não sabemos até em que ponto essa exposição,
02:44ela é, vamos dizer, fomentadora de um futuro colapso,
02:51de um futuro colapso.
02:52Mas estava conversando com o Alexandre sobre isso.
02:54É claro que o regime não é mais o mesmo.
02:59O regime não é mais o mesmo.
03:01Nós temos hoje duas forças que agem, vamos dizer, em conjunto,
03:11tentando manter o regime, que é a guarda revolucionária,
03:17e o parlamento por meio do seu presidente.
03:20Que, inclusive, se sustentam simbolicamente em torno de uma personalidade
03:29que não sabemos nem como está a sua condição de saúde,
03:35que é o novo Ayatollah.
03:39O Motichatba Kamanei.
03:43Nós sabemos hoje que, por muito tempo, ele ficou em coma
03:47e agora ele está ainda em condições de restrição de saúde.
03:53Estava falando isso com o Alexandre.
03:55Nós temos que observar que esse filho do Ali Kamanei,
04:00num processo natural de substituição,
04:03ele não seria o candidato à sucessão.
04:06Existiam outras pessoas que teriam muito mais, abre aspas,
04:11qualificações para substituir o pai.
04:15Mas o que observamos aqui?
04:18A escolha do filho é um recado de manutenção de uma ordem,
04:25abre aspas de novo, vigente, que já não existe mais.
04:30Esse é o ponto.
04:32E nós temos que ver, de outra parte,
04:35um personagem que o seu papel ainda não está claro,
04:40que é o presidente, Perzer Schickian.
04:44Ele, por um tempo, ficou afastado,
04:50afastado,
04:51e gradualmente ele retorna às redes de mídia
04:56num tom de negociação,
05:02de conciliação,
05:04inclusive clamando a população norte-americana,
05:08e isso talvez seja a causa que Trump diz
05:14que o regime mudou,
05:16e seja talvez também o representante do grupo
05:21que está disposto a negociar com os americanos.
05:25Talvez, outro ponto importante,
05:28não se há consenso nesse processo.
05:31Fala-se de negociação,
05:34mas como que fica a questão do moribundo,
05:38ou não, programa nuclear iraniano?
05:42Que história é essa de indenização ao Irã?
05:47Quem é indenizado é o vencedor.
05:49Então nós estamos falando que o Irã é vencedor?
05:51Então esse é um ponto que tem que considerar.
05:53E mais um dado importante.
05:56Nós não observamos claramente, meu amigo,
06:01a oposição.
06:03Esperávamos levantes, insurreições,
06:07pessoas na rua,
06:09e isso de fato não aconteceu.
06:11E Daniel, já tínhamos falado isso antes,
06:13isso era um risco.
06:15Que o ataque americano, americano-israelense,
06:17poderia ser o quê?
06:18Uma força de amálgama.
06:22Então, hoje,
06:23mesmo, vamos dizer, combalido,
06:26o regime ainda é um mistério
06:29quando se fala sobre o seu futuro.
06:31O que é o seu futuro?
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