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No Visão Crítica, especialistas analisam a escalada militar no Oriente Médio e os riscos de um conflito de proporções ainda maiores.

Ataques e retaliações envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentam a instabilidade na região e elevam a tensão no cenário internacional.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/QiEt7zbX9ak

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Transcrição
00:00Existe um dogma muito arraigado no pensamento estratégico ocidental,
00:05isso é até um legado da Grécia Antiga,
00:08de que o instrumento militar é o último e decisivo recurso à disposição do Estado
00:15para a consecução do objetivo político.
00:17Então isso está muito arraigado no pensamento estratégico ocidental.
00:21Tanto é que nós costumamos dizer que o canhão é o último rátio regis,
00:25é o último argumento dos reis.
00:27E o que a gente tem observado nessa dinâmica geopolítica,
00:31nesse acirramento dessa competição entre grandes potências,
00:37sejam potências globais, potências regionais,
00:40é a necessidade de conjugar outras ferramentas de forma mais flexível,
00:45incluindo a ferramenta militar, de tal forma que ela não seja esse último e decisivo recurso.
00:51Então se a gente observar a administração do presidente Obama,
00:55ele já foi nessa linha.
00:56Ele aplicou dessa forma na Líbia, na Síria, no Afeganistão,
01:02mas sem alcançar efeitos políticos e estratégicos.
01:06Quando a gente vai agora, quando nós observamos esse conjunto de ações,
01:14incluindo ações militares empreendidas pela administração do presidente Trump,
01:18a gente vê justamente essa flexibilidade no emprego.
01:23Então, foi o caso da Venezuela, por exemplo.
01:27Está sendo o caso do Irã.
01:30Então isso é muito importante,
01:32porque a gente não pode olhar, quando a gente fala a guerra dos 12 dias,
01:35é um termo que é muito impreciso.
01:37Porque aquilo foi uma campanha.
01:39Exatamente o que a gente está vendo hoje.
01:41É uma campanha que faz parte de um conflito,
01:44de um estado de conflito permanente.
01:45Não só para os Estados Unidos, mas especialmente para Israel.
01:49Então Israel, já há alguns anos, há alguns bons anos,
01:53já tinha elencado o Irã como a sua principal ameaça.
01:58Israel até cunhou um termo, Maban, que é um acrônimo hebraico,
02:02para a campanha entre guerras.
02:04Ou seja, é o uso do instrumento militar, justamente de forma flexível,
02:09para moldar o ambiente e não necessariamente alcançar objetivos políticos, militares decisivos.
02:17Então, só para ilustrar, entre 2011, que foi o início da guerra civil na Síria,
02:21sobretudo a partir de 2017 até 2020,
02:25Israel realizou mais de 200 ataques contra mais de mil alvos iranianos no sul da Síria.
02:31Então, os próprios ataques ao resbolar fazem parte dessa dinâmica do conflito regional.
02:40Enfim, a gente precisa entender justamente esse emprego mais flexível do instrumento militar,
02:47de tal forma que ele deixa as opções abertas,
02:53opções mais flexíveis para o decisor político.
02:55Então, se a gente observar a administração do presidente Trump,
02:58a gente pode concordar, não concordar, gostar ou deixar de gostar,
03:02mas o fato é que ele tem sempre as cartas na sua mão.
03:08Então, eu não tenho dúvida que foi feita ali uma análise bem robusta
03:16de quais seriam os objetivos políticos, quais seriam os objetivos militares,
03:20destacando que tanto Israel quanto os Estados Unidos buscam,
03:25isso vai muito além da retórica, atacar o regime e não atacar o Irã.
03:30Porque é justamente o que o Paulo Filho falou.
03:32Um dos objetivos, sobretudo o objetivo mais importante no nível político,
03:36sem dúvida alguma, seria a deposição do regime.
03:40Então, e a gente tem que analisar, e aí a gente deixa aberto para falar isso depois,
03:46dessa resiliência que o regime, que a teocracia iraniana vem demonstrando desde 1979.
03:53Então, essas disputas, a gente também nunca pode esquecer,
03:59o princípio da polaridade, que tudo que você faz de um lado,
04:02o seu oponente quer fazer o contrário do outro.
04:05Então, essa questão dos objetivos políticos, objetivos militares,
04:09eu acho que, se a gente observar, o presidente Donald Trump,
04:13ele tem sempre deixado essas opções em abertas, justamente para ter flexibilidade,
04:18para não ficar preso àquela concepção do uso decisivo do emprego militar.
04:25Tanto é que não é essa a intenção do governo norte-americano,
04:28o Paulo Filho falou muito bem a questão do boots on the ground,
04:31porque nem a mobilização dos recursos necessários para isso foi feita.
04:36E, muito menos, Israel tem a capacidade de fazer isso.
04:39Então, eu acho muito importante a gente olhar com atenção
04:42essas opções estratégicas mais flexíveis, mais ecléticas,
04:48que estão sendo colocadas aí nessas dinâmicas de competição global.
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