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Após o anúncio de cessar-fogo, surgem dúvidas sobre os próximos passos do conflito no Oriente Médio e a possibilidade de uma solução duradoura.

No Visão Crítica, o mestre em Relações Internacionais Guilherme Câmara explica que existe diferença entre cessar-fogo e acordo de paz, destacando que o primeiro pode ser apenas uma pausa nas hostilidades. A análise aborda os cenários possíveis e os desafios para uma estabilização definitiva da região.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/WQsQtK2NKvo

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Transcrição
00:00Guilherme, o quão frágil é esse acordo?
00:03Boa noite, obrigado pelo convite a você, Daniel, aos colegas.
00:07Eu acredito que uma coisa que a opinião pública tem que entender
00:12para a gente compreender esse momento do acordo
00:14é que existe uma diferença muito grande entre cessar fogo e acordo de paz.
00:18Muita gente acredita que a guerra acabou com esse cessar fogo,
00:21que foi um cessar fogo frágil.
00:23Na verdade, cessar fogo é algo que é absurdamente efêmero e não dura.
00:29A gente pode lembrar, por exemplo, que as Coreias do Norte e do Sul
00:33elas estão tecnicamente em guerra até hoje
00:35porque não assinaram acordos de paz que encerrassem o conflito.
00:39Isso eu estou falando de um conflito desde os anos 50.
00:41Então as hostilidades continuam.
00:43Acho que esse é o primeiro ponto.
00:44E o segundo ponto que eu destacaria seria
00:47que a gente tem que entender o papel do Líbano em todo esse contexto.
00:51Porque o Líbano é um país que é um inimigo,
00:56melhor dizendo, não necessariamente um inimigo,
00:59mas o Hezbollah que atua dentro do Líbano é um inimigo mortal de Israel.
01:04Enquanto Israel continuar atacando o Hezbollah
01:07e criando esse conflito no Oriente Médio,
01:11não adianta a gente falar de um cessar fogo com o Irã.
01:14Porque o cessar fogo só vai ser completo se envolver o Líbano também.
01:17Pois é, vou passar a palavra para o professor Alexandre Uehara
01:23para fazer também essa reflexão inicial
01:25a respeito do cessar fogo acertado no dia de ontem,
01:30inclusive condicionando a abertura do Estreito de Hormuz,
01:34mas também os ataques que vêm sendo realizados por Israel
01:38contra o território do Líbano,
01:41mas mirando, claro, o grupo Hezbollah.
01:45Você, professor, quais aspectos do acordo firmado ontem
01:49precisam ser destacados para a nossa audiência?
01:52O que devemos esperar dessas duas semanas?
01:55Lembrando que tem um encontro marcado
01:58entre lideranças norte-americanas e iranianas
02:01para esse fim de semana no Paquistão.
02:03Sim, é verdade.
02:04Bom, em relação a isso que foi tratado, acordado ontem,
02:09nesse cessar fogo e aí a continuidade das negociações,
02:13eu creio que o principal ponto que a gente tem que levar em consideração
02:16é que este momento do conflito envolve três partes,
02:20Estados Unidos, Israel e Irã.
02:23Bom, sem contar o próprio Líbano,
02:25o Hezbollah que eu estou mencionando agora,
02:26mas que neste momento esses três atores,
02:29os três governos, eles não têm exatamente posições
02:33que convergem na hora de sentar na mesa de negociação,
02:37particularmente Estados Unidos e Israel.
02:39Ainda que eles estejam envolvidos no ataque ao Irã,
02:43Israel e Estados Unidos têm objetivos diferentes,
02:46porque o Irã, por exemplo, não é um país
02:49que conseguiria ameaçar militarmente os Estados Unidos.
02:53Não tem um foguete que consegue atingir o território americano.
02:56Pode sim ter interesses que conflitam com os Estados Unidos,
02:59mas não um ataque militar.
03:00E para Israel, por sua vez, não,
03:03de fato é um adversário, um inimigo que está ali muito próximo,
03:07inclusive nós já vimos aí vários momentos de ataques do Irã sobre Israel.
03:11E isso é um ponto importante,
03:13porque enquanto os Estados Unidos têm uma disputa política
03:15que talvez, neste acordo que foi negociado onde,
03:18de cessar fogo e sentar a mesa de negociação
03:20para conseguir obter a paz,
03:22para os Estados Unidos pode ser interessante,
03:23mas para Israel não.
03:24E parece que, no caso de Israel,
03:26o interesse não é necessariamente a paz.
03:28E uma coisa que é muito curiosa, que eu percebo,
03:31é que toda vez que há um prenúncio de um possível acordo,
03:36uma negociação dos Estados Unidos,
03:37do governo norte-americano, com o Irã,
03:39parece que há uma senha para Israel atacar mais forte.
03:42Então, no dia seguinte dessa negociação,
03:44Israel vai lá e ataca mais fortemente o Irã,
03:46e nesse momento não podia atacar o Irã,
03:48porque ele fazia parte do acordo, não atacar.
03:50Mas atacou o Hezbollah, que fazia parte do acordo,
03:53que agora os Estados Unidos e Israel estão negando.
03:56Então, a gente percebe que, assim,
03:58as partes combinaram parcialmente o acordo,
04:01não estão todos na mesma página, vamos dizer assim.
04:04Seria um relacionamento tóxico entre Israel e Estados Unidos?
04:08E daqui a pouco...
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