- há 4 semanas
A Viagem de Ulisses no Mediterrâneo
Ficha Técnica:
Título Original: Ulysses: From Myth to Science
Realização: Alexandra Barbot, Jean-Luc Guidoin
Produção: Mediatika, UbisoftAutoria
Autoria: Sonia Ruspini / Argumento: Alexandra Barbot, Jean-Luc Guidoin, Sonia Ruspini
Música: Sébastien Berteau
Ano: 2025
Duração: 60 minutos
A verdade por detrás da lenda
A Odisseia de Homero está entre as obras literárias mais antigas e estudadas da civilização.
As suas páginas narram a história épica da viagem de décadas de Ulisses de regresso a casa após a Guerra de Troia e oferece uma representação mítica do mundo mediterrânico no século XIII a.C..
Arqueólogos, geólogos e paleontólogos utilizam tecnologia de ponta para investigar a verdade por detrás da lenda.
Será que Ulisses, o icônico herói da história, existiu realmente?
E poderia de facto ter encontrado as míticas sereias, Cila, os lotófagos e os ciclopes?
O que emerge do estudo é um vislumbre fascinante dos impérios e dos povos reais que povoaram há milhares de anos as águas agitadas e as paisagens acidentadas do Mediterrâneo.
Através de novas e empolgantes escavações e impressionantes imagens geradas por computador, testemunhamos o mundo da Odisseia a ganhar vida.
Ficha Técnica:
Título Original: Ulysses: From Myth to Science
Realização: Alexandra Barbot, Jean-Luc Guidoin
Produção: Mediatika, UbisoftAutoria
Autoria: Sonia Ruspini / Argumento: Alexandra Barbot, Jean-Luc Guidoin, Sonia Ruspini
Música: Sébastien Berteau
Ano: 2025
Duração: 60 minutos
A verdade por detrás da lenda
A Odisseia de Homero está entre as obras literárias mais antigas e estudadas da civilização.
As suas páginas narram a história épica da viagem de décadas de Ulisses de regresso a casa após a Guerra de Troia e oferece uma representação mítica do mundo mediterrânico no século XIII a.C..
Arqueólogos, geólogos e paleontólogos utilizam tecnologia de ponta para investigar a verdade por detrás da lenda.
Será que Ulisses, o icônico herói da história, existiu realmente?
E poderia de facto ter encontrado as míticas sereias, Cila, os lotófagos e os ciclopes?
O que emerge do estudo é um vislumbre fascinante dos impérios e dos povos reais que povoaram há milhares de anos as águas agitadas e as paisagens acidentadas do Mediterrâneo.
Através de novas e empolgantes escavações e impressionantes imagens geradas por computador, testemunhamos o mundo da Odisseia a ganhar vida.
Categoria
📚
AprendizadoTranscrição
00:00:19A Odisseia é a saga grega mais lida e estudada de todos os tempos.
00:00:24A Odisseia, escrita no século XVIII a.C. pelo poeta Homero, descreve as aventuras do lendário herói Ulisses, enquanto tenta
00:00:31voltar à Ítica após a Guerra de Troia.
00:00:39Nas suas viagens, enfrenta provações infindáveis e depara-se com criaturas fabulosas alternando entre mito e realidade.
00:00:57Na Turquia do século XIX, o arqueólogo Heinrich Schliemann situou a Odisseia no seu contexto histórico quando descobriu as ruínas
00:01:05da lendária cidade de Troia.
00:01:10Hoje, dois séculos depois, escavações geológicas na Grécia revelaram as ruínas de uma cidade antiga.
00:01:17Certas pistas intrigantes sugerem que pode ter inspirado a lenda do reino de Ulisses.
00:01:26Poderão estas descobertas indicar o caminho para a localização do reino esquecido que inspirou o mito de Ulisses e assim
00:01:33resolver um dos últimos mistérios do mundo antigo?
00:01:40Os cientistas investigam para descobrir a verdade por detrás de um dos enigmas mais fascinantes da história.
00:01:49Na sequência da nossa viagem, de uma etapa para a seguinte, uma visão emerge do mar Mediterrâneo e do seu
00:01:58herói, Ulisses.
00:02:27Tudo começa em Itacá.
00:02:29A ilha nativa de Ulisses, que ele abandona para ir para a guerra em Troia.
00:02:39Depois de dez anos de batalhas, ele planeia regressar em triunfo.
00:02:46Apesar de amaldiçoado pelos deuses do mar, que continuamente o empurram para fora de rota,
00:02:51Ulisses nunca desiste de chegar à sua ilha de Ítaca uma vez mais.
00:02:55Ao longo de a Odisseia, a ilha está no centro da sua história.
00:03:01Mas terá mesmo existido como Homero a descreve?
00:03:05Ao largo da costa da Grécia Ocidental, hoje há uma ilha chamada Ítaca.
00:03:11Mas será mesmo a casa de Ulisses?
00:03:13É aqui que a nossa investigação começa.
00:03:23Maria Andria Nato e Spiros Arsenis são arqueólogos entusiásticos.
00:03:29Nas encostas do Monte Exogi, eles examinam ruínas descobertas por arqueólogos britânicos na década de 1930.
00:03:41Este impressionante edifício em ruínas foi chamado de Escola de Homero.
00:03:56Apesar de Marela Nato e Spiro de Marela Nato e Spiro de Marela Nato.
00:04:31Os nossos cientistas estão convencidos de que estas ruínas são o Palácio de Ulisses.
00:04:36Mas, até agora, nenhum outro arqueólogo confirmou a teoria.
00:04:44A poucos quilómetros de distância, a aldeia de Stravos oferece uma pista preciosa para uma ligação entre a ilha de
00:04:51Ítaca e Ulisses.
00:04:54Spiros Covaras estuda a história arqueológica da ilha.
00:04:59No início do século XX, escavações numa gruta em Ítaca levaram a uma descoberta estonteante.
00:05:26Esse herói está claramente identificado por um fragmento com um nome muito familiar.
00:05:44O fragmento de 100 anos antes de Cristo demonstra que a reputação de Ulisses se manteve inalterada ao longo dos
00:05:50séculos.
00:05:51Isto porque Homero aparentemente escreveu a Odisseia muito mais cedo, à volta de 700 antes de Cristo.
00:05:58E os historiadores consideram que alguns aspectos da história remontam a 1200 antes de Cristo e ao fim da Idade
00:06:04do Bronze.
00:06:06Assim, o nome de Ulisses está muito presente nas mentes das pessoas de Ítaca,
00:06:10que acreditam piamente que a sua ilha foi o lar do herói de a Odisseia.
00:06:15Mas será essa a única teoria?
00:06:22A história de a Odisseia oferece muitas pistas sobre a possível localização da ilha de Ulisses.
00:06:29Outra sugestão, Cefalónia, também poderá encaixar-se no perfil.
00:06:52John Underhill e Peter Stiles são geólogos escoceses.
00:06:56Durante mais de 20 anos têm investigado a ilha vizinha de Cefalónia.
00:07:01A partir da análise ao trabalho de Homero, não acreditam que Ítaca seja o local a que se refere.
00:07:08A localização não corresponde à descrição dada em a Odisseia.
00:07:13So the modern island of Ítaca, which lies to the east of here,
00:07:18has been characterised by geographical inconsistency with the Homeric text,
00:07:24because it doesn't lie furthest to sea, isn't surrounded by the other islands,
00:07:30and it does not face the dusk, it faces the dawn.
00:07:36That would then be consistent geographically with the Homeric description
00:07:40that Paliki equals Ítaca, ancient Ítaca, Odisseia's homeland.
00:07:46De acordo com John Underhill, a ilha nativa de Ulisses terá feito parte de Cefalónia,
00:07:51mais precisamente Paliki.
00:07:53Mas Paliki não é uma ilha, é uma península.
00:08:01Nesta área entre Paliki e o resto da ilha de Cefalónia,
00:08:04os geólogos estão a recolher rochas para análise.
00:08:17So we've taken some samples of the miocene as well,
00:08:20that's underneath this thrust surface.
00:08:22We will bag them up into sample bags,
00:08:26take them back to the lab to check the age date of these sediments,
00:08:31as well as the limestone that we took before,
00:08:34and obviously this is the boundary between the two.
00:08:38As ilhas geónicas, que incluem Cefalónia,
00:08:41ficam na extremidade de uma das maiores zonas sísmicas do mundo.
00:08:46Duas placas tectónicas encontram-se nestas ilhas,
00:08:49portanto a região está num constante estado de alerta.
00:08:52Os terremotos acontecem frequentemente.
00:08:55That's nice, isn't it?
00:08:57Look what's happened last year, though.
00:08:58Ao longo dos anos, a equipa de geólogos estudou cuidadosamente
00:09:02as camadas geológicas de Cefalónia e das suas redondezas
00:09:06para traçar a sua história.
00:09:08A sua teoria sugere que no passado,
00:09:10um canal separou Paliki de Cefalónia.
00:09:20No porto de Paliki,
00:09:22os cientistas têm o melhor ponto de observação,
00:09:25virados para o antigo canal,
00:09:27para comparar a sua hipótese com a realidade no terreno.
00:09:46Durante um grande terremoto,
00:09:48deslizamentos de terras encheram o canal
00:09:51que separava as duas ilhas.
00:09:58The length of the fort is over a kilometre
00:10:01and it's forced material out
00:10:03by tens to perhaps a hundred metres on this side.
00:10:06This is the largest of the rotational slide
00:10:09or glide blocks that we see in the valley.
00:10:16What that would mean is that the Paliki Peninsula,
00:10:19which is today landlocked and connected
00:10:22to the rest of the Cefalónia,
00:10:23could have been an island in the Homeric time,
00:10:26in the Bronze Age.
00:10:30A sua conclusão final é de que,
00:10:33na Idade do Bronze,
00:10:34Paliki era uma ilha.
00:10:44Talvez a ilha do herói Ulisses.
00:10:49Os geólogos esperam encontrar
00:10:51evidências claras,
00:10:52como os vestígios de um palácio ou cidadela,
00:10:56ruínas que apoiem a sua teoria.
00:11:07Durante a sua viagem,
00:11:09o navio de Ulisses desempenha um papel crucial.
00:11:13O herói passa longos meses a navegar pelos mares,
00:11:16mas, por fim,
00:11:17a sua embarcação afunda-se numa tempestade
00:11:20e os seus marinheiros afogam-se.
00:11:24Ulisses sobrevive.
00:11:29Idá acosta na ilha paradisíaca
00:11:31da linda deusa Calypso.
00:11:35Ele cede aos seus encantos.
00:11:37Ela é hiper-amia,
00:11:39ela é amoureosa,
00:11:40ela guarda Ulisses
00:11:41durante sete anos,
00:11:42mas é uma prisão.
00:11:44Mas Ulisses não consegue esquecer
00:11:46Ítaca
00:11:47e a sua mulher Penélope.
00:11:50Por fim, resignada,
00:11:52Calypso ajuda-o a construir uma jangada
00:11:54para regressar finalmente a casa.
00:11:57Neste capítulo de A Odisseia,
00:11:59a construção da embarcação
00:12:00é descrita com precisão.
00:12:02Ulisses não tem de bateu.
00:12:04Ele não tem de bateu.
00:12:06E o que é interessante
00:12:08é que é Calypso
00:12:10que lhe dá os alunos.
00:12:12Ele construiu um rado
00:12:13e é mais que um rado.
00:12:17A descrição da jangada por Homero
00:12:19é a primeira referência
00:12:21que temos de construção naval antiga,
00:12:23uma habilidade revelada hoje
00:12:25pela arqueologia subaquática.
00:12:32Na baía de Zambratija,
00:12:34um naufrágio recentemente descoberto
00:12:36está prestes a fornecer
00:12:38informação vital
00:12:38sobre construção naval
00:12:39na época da Odisseia.
00:12:47Uma equipa de arqueólogos subaquáticos
00:12:50está a explorar
00:12:50o único naufrágio
00:12:52do seu tipo no Mediterrâneo.
00:12:58Ida Konkani-Uak
00:13:00é uma perita
00:13:01em construção naval antiga.
00:13:04A sua equipa
00:13:05datou inicialmente
00:13:06a descoberta
00:13:06que remonta ao século XII a.C.
00:13:09no final da Idade do Bronze.
00:13:11E não sei se que você tem problema com isso.
00:13:17Não sei se que você tem problema com isso.
00:13:57Durante os seus mergulhos,
00:13:59os arqueólogos descobrem
00:14:00como o barco foi construído,
00:14:02com tábuas unidas entre si
00:14:03e com cordeis.
00:14:07Esta era uma técnica
00:14:08de construção muito comum
00:14:10em tempos antigos,
00:14:11a produção de barcos
00:14:12cozidos à mão.
00:14:27No Museu Umag
00:14:29há uma réplica
00:14:30precisa do naufrágio
00:14:31de Zambratiža
00:14:32que responde
00:14:34às últimas questões
00:14:35sobre barcos
00:14:35cozidos à mão.
00:14:42Ao longo das tábuas
00:14:44são fixados cordeis
00:14:45em ranhuras
00:14:46por pequenas estacas
00:14:47para manter as tábuas unidas.
00:15:03Este processo técnico
00:15:05é exatamente o mesmo
00:15:06que Ulisses usa
00:15:07para construir a sua jangada,
00:15:09segundo o relato de Homero.
00:15:11Os arqueólogos
00:15:12até identificaram
00:15:13os materiais
00:15:14usados na altura.
00:15:29Hoje marca o início
00:15:30de uma grande operação.
00:15:32Levantar o naufrágio
00:15:34para que os arqueólogos
00:15:35possam manejá-lo
00:15:36e estudá-lo
00:15:37com mais detalhe.
00:15:52Assim que saem da água,
00:15:54as secções do naufrágio
00:15:56são imediatamente retiradas
00:15:57à mão pelos cientistas.
00:16:00Uma equipa do centro
00:16:01Camille Julien,
00:16:02em Aix-en-Provence,
00:16:04juntou-se aos investigadores
00:16:05croatas para a ocasião.
00:16:07Pode-lhe amener
00:16:08ao scan
00:16:09diretamente.
00:16:10Pierre Póveda
00:16:12é um arqueólogo
00:16:13subaquático.
00:16:14Ao utilizar um digitalizador 3D,
00:16:16ele grava cada detalhe
00:16:17das pranchas,
00:16:18as tábuas de madeira
00:16:19que formam o casco
00:16:20do barco.
00:16:27Os itens são digitalizados,
00:16:30permitindo aos arqueólogos
00:16:31manipulá-los virtualmente
00:16:32sem danificar os originais.
00:16:50Assim que este puzzle
00:16:51em forma de barco
00:16:52estiver completo,
00:16:53os arqueólogos
00:16:54podem estudar
00:16:55detalhes invisíveis
00:16:56a olho nu.
00:17:02O naufrágio
00:17:03tem a mesma origem
00:17:04da jangada de Ulisses.
00:17:06Ensina mais
00:17:07aos arqueólogos
00:17:08sobre as técnicas
00:17:09de construção naval
00:17:10da época,
00:17:11confirmando que
00:17:11Homero baseou
00:17:12a sua descrição
00:17:13da embarcação
00:17:14do herói
00:17:15numa história verdadeira.
00:17:20Então,
00:17:21nós temos
00:17:21um esclarecimento
00:17:23do texto
00:17:23pela arqueologia
00:17:24e sempre
00:17:25no registro homérico
00:17:27temos o episódio
00:17:28de Calypso
00:17:28que foi considerado
00:17:31como um episódio
00:17:32em que Ulisses
00:17:33construiu um rádio
00:17:34para entrar
00:17:34no Alitac,
00:17:36então,
00:17:36nós podemos
00:17:38repreender
00:17:39este passagem
00:17:40e o traduzir
00:17:41de tal maneira
00:17:42que Ulisses
00:17:42não construiu
00:17:43um rádio
00:17:43mas um bateu
00:17:44cozido.
00:17:50Giulia Boetto,
00:17:51co-diretora do projeto,
00:17:52resume as diferentes
00:17:53áreas de progresso
00:17:54alcançadas
00:17:55pela sua equipa.
00:17:56Uma arqueóloga
00:17:57acabou mesmo
00:17:58de encontrar
00:17:58marcas misteriosas
00:18:00numa parte do casco.
00:18:01Você vai olhar
00:18:02a caçura
00:18:03e vai conciliar
00:18:04um pouco
00:18:05esta sonda.
00:18:06A plancha
00:18:06se fissurou,
00:18:08então,
00:18:08nós tivemos
00:18:09de proceder
00:18:09para uma reparação.
00:18:11Talvez eles
00:18:11se recusaram
00:18:12em um momento
00:18:13mas não a vemos.
00:18:15E, justamente,
00:18:16você tem
00:18:16uma sorte de rustina,
00:18:18então,
00:18:18esta peça
00:18:20que foi inserida
00:18:22para o exterior
00:18:23e ligaturas
00:18:24ensemble
00:18:25para ampliar
00:18:26a vida.
00:18:29Nos tempos antigos,
00:18:31quando as tábuas
00:18:32de um navio
00:18:32estavam danificadas,
00:18:34não eram substituídas
00:18:34mas sim reparadas.
00:18:35A arqueologia
00:18:38lança luz
00:18:39sobre essa prática
00:18:40já mencionada
00:18:41no relato.
00:18:43Antes de zerpar,
00:18:44Ulisses
00:18:45tem de reparar
00:18:45o seu barco
00:18:46que ficou em terra
00:18:47demasiado tempo
00:18:48durante a Guerra
00:18:49de Troia.
00:18:53Então,
00:18:54nós sabemos
00:18:55que os textos
00:18:55de Homer,
00:18:56de Iliade,
00:18:57que os bateus
00:18:58dos Achaíens
00:18:59que estavam
00:19:00tirados
00:19:01em seco
00:19:02sobre a plaga
00:19:04eles perdiam
00:19:05seus links,
00:19:05então,
00:19:05eles tinham
00:19:06desféido
00:19:06então,
00:19:07eles tinham
00:19:07de reforçar
00:19:08a ligatura.
00:19:11É um momento
00:19:12muito importante
00:19:13para a definição
00:19:15do nível
00:19:16tecnológico
00:19:17e das sociedades
00:19:18que eles construíam
00:19:19esse tipo
00:19:20de embarcação.
00:19:21É importante
00:19:22para nós,
00:19:22em geral,
00:19:23pela história
00:19:23da navegação
00:19:24antiga.
00:19:25E,
00:19:26de novo,
00:19:26é o livro
00:19:28de arqueologia
00:19:29que vem
00:19:30aclarar o texto
00:19:31e vice-versa.
00:19:37Esta não é
00:19:39a única vez
00:19:39que a investigação
00:19:40científica
00:19:41revelou semelhanças
00:19:42entre o relato
00:19:42fictício
00:19:43e a realidade.
00:19:48a realidade.
00:19:48Ao longo
00:19:49das etapas
00:19:49da viagem
00:19:50de Ulisses
00:19:50surge uma visão
00:19:52da história.
00:19:54Num contexto
00:19:55de aventuras
00:19:56mitológicas,
00:19:57as civilizações
00:19:58da Idade
00:19:58do Bronze
00:19:59emergem
00:19:59com as suas
00:20:00guerras,
00:20:01tempos de paz
00:20:02e alianças
00:20:03estratégicas.
00:20:27A Idade do Bronze
00:20:30durou do 4º
00:20:31ao 1º milénio
00:20:32antes de Cristo.
00:20:33E foi perto
00:20:35do fim desse período,
00:20:36por volta
00:20:36de 1.200 anos
00:20:38antes de Cristo,
00:20:39que as aventuras
00:20:39de Ulisses
00:20:40terão tido lugar.
00:20:52Apesar de Ulisses
00:20:53ser uma personagem
00:20:54fictícia,
00:20:55partes de a Odisseia
00:20:56são baseadas
00:20:57em factos históricos
00:20:58conhecidos.
00:21:00Então,
00:21:01com que
00:21:02civilizações
00:21:02mediterrânicas
00:21:03poderia o herói
00:21:04ter-se cruzado
00:21:05à época?
00:21:07Comparando
00:21:08mito
00:21:08e a realidade,
00:21:09o arqueólogo
00:21:10Cristófilis Maguides
00:21:12irá explorar
00:21:13a questão
00:21:14com imenso
00:21:14cuidado científico.
00:21:17É difícil
00:21:18para os arqueólogos
00:21:19distinguir
00:21:20entre o mito
00:21:21e a história.
00:21:23Mas,
00:21:24claro,
00:21:24isso é uma tarefa
00:21:25que precisa ser feita.
00:21:26A mitologia
00:21:27é como um fogo.
00:21:28O que é um fogo,
00:21:29é um fogo.
00:21:35Em a Odisseia,
00:21:37Ulisses faz parte
00:21:38da chamada
00:21:38civilização
00:21:39dos Aqueus.
00:21:43Ele juntou-se
00:21:44ao seu rei,
00:21:45Agamemnon,
00:21:46para enfrentar
00:21:47os troianos.
00:21:48No século XIX,
00:21:49o explorador,
00:21:50amador e arqueólogo
00:21:52Heinrich Schliemann
00:21:53fez uma série
00:21:54de descobertas.
00:21:59Ele identificou
00:22:00Isarlik,
00:22:01na Turquia,
00:22:02como o local provável
00:22:03da Guerra de Troia.
00:22:04A arqueologia moderna
00:22:06datou o conflito
00:22:07no final da Idade do Bronze
00:22:09por volta de 1200 a.C.
00:22:12Pouco depois,
00:22:13descobriu outra cidade
00:22:14na Grécia
00:22:15da mesma época,
00:22:16Micenas.
00:22:19A cidade,
00:22:21que é hoje
00:22:21reconhecida
00:22:22como a capital
00:22:23da civilização
00:22:24micénica,
00:22:25era o principal
00:22:25centro da geopolítica
00:22:27na Idade do Bronze.
00:22:31Mas qual é a ligação
00:22:33entre Ulisses
00:22:34e essa grande civilização?
00:22:45Por mais de 20 anos,
00:22:47Cristófilos Maguides
00:22:49tem supervisionado
00:22:50escavações arqueológicas
00:22:52em Micenas.
00:22:54Toda a arquitetura da cidade
00:22:55reflete o seu passado glorioso.
00:22:59A começar
00:23:00por esta parede,
00:23:01conhecida como
00:23:02a parede ciclópica,
00:23:03pelos antigos,
00:23:05que acreditavam
00:23:06que só os ciclopes
00:23:07poderiam ter construído
00:23:08tais estruturas.
00:23:20Estamos estando
00:23:21em Micenas,
00:23:22em frente
00:23:23da porta de Lion Gate.
00:23:24Esta é
00:23:25uma porta
00:23:26de 1250 a.C.
00:23:28Esta é,
00:23:28de longe,
00:23:29uma das maiores
00:23:30evidências
00:23:31que Micenas
00:23:32é o mais forte
00:23:34de todos
00:23:35na Grécia
00:23:36e pertence
00:23:37a um irmão,
00:23:38o irmão dos leões.
00:23:40O rei de Micenas
00:23:42é chamado
00:23:42Great Brother
00:23:43pelo faraó,
00:23:46o rei de Hittite
00:23:47e o rei de Assyria.
00:23:49Então,
00:23:49estamos falando
00:23:50de um grande honro
00:23:52e um grande
00:23:54bondo
00:23:55entre quatro
00:23:56grandes reis.
00:23:59estes leões
00:24:00de pedra
00:24:01na entrada
00:24:01da cidadela
00:24:02simbolizavam
00:24:03o poder
00:24:03do rei de Micenas
00:24:04e serviam
00:24:05como aviso
00:24:06a todos os visitantes.
00:24:33No ponto mais alto
00:24:35da cidadela,
00:24:35os arqueólogos
00:24:37identificaram
00:24:37a sala
00:24:38do trono,
00:24:39o grande cenário
00:24:40onde reis
00:24:41e diplomatas
00:24:41se reuniam
00:24:42para fazer negócios.
00:24:43o rei de Lisboa
00:25:27O poder do rei na cidade era o chamado túmulo Tolos, no final deste caminho.
00:25:35É um edifício tipicamente micénico.
00:25:38Envolvendo uma enorme câmara subterrânea.
00:26:18O indivíduo que ordenou a construção destes monumentos deve ter sido um monarca rico e poderoso.
00:26:25Quem poderá ter sido?
00:26:27Então, estamos falando de uma figura quase legendária na história de Agamemnon, que
00:26:34se tornou provavelmente uma figura legendária na mitologia de Agamemnon, Atreus, Agamemnon
00:26:38e assim por diante.
00:26:39Esta extravagante máscara dourada, descoberta durante a escavação da cidade, foi intitulada
00:26:45de Máscara de Agamemnon, em homenagem ao poderoso rei dos Aqueus e aliado de Ulisses.
00:26:51Mais uma vez, o mito reflete a realidade, mas a linha entre os dois continua turva.
00:27:18Como demonstrado por descobertas arqueológicas, no ápice da cultura micénica, por volta de
00:27:231300 a.C., a influência de Micenas estendia-se muito para além das fronteiras da civilização
00:27:29e cobria toda a Grécia moderna.
00:27:34Faria Palicki, a suposta terra natal de Ulisses em Cefalónia, parte de Micenas?
00:27:43Na península de Palicki, foram descobertos túmulos tolos, do estilo micénico, na década
00:27:50de 1990.
00:27:52Convencidos de que há mais pistas escondidas a serem descobertas, os geólogos John Underhill
00:27:57e Peter Stiles continuam a sua investigação, na esperança de confirmar a sua teoria.
00:28:03Se Palicki é de facto a terra natal de Ulisses, deverá haver aqui vestígios ligados ao herói
00:28:08micénico.
00:28:09E aí?
00:28:12E aí?
00:28:16E aí?
00:28:17E aí?
00:28:18E aí?
00:28:19E aí?
00:28:19E aí?
00:28:49E aí?
00:28:52Como estas ruínas sugerem, Palicki pode ter desempenhado um papel bem mais importante
00:28:58do que se imaginava.
00:29:00Mas apenas a descoberta de um sítio arqueológico mais impressionante pode provar essa teoria.
00:29:06Após 20 anos de análise no terreno, os geólogos estão a tentar encontrar o tal sítio
00:29:11arqueológico, algo como o Palácio de Ulisses, como descrito em A Odisseia.
00:29:16Isso seria o cálice sagrado, prova de que um rei micénico governou nesta terra e uma
00:29:23esperança de identificar a figura por detrás do mito.
00:29:26Tal descoberta tão longe de Micenas mudaria a nossa visão do poder da cidade e as razões
00:29:32para a sua ascendência.
00:29:42Tabuletas esculpidas e decifradas em Micenas revelam um segredo-chave dessa civilização.
00:30:00Estas listas revelam a extensão do comércio da cidade, parte dele em bens de vital importância
00:30:06estratégica, metais para a produção de bronze.
00:30:34O bronze, liga de cobre e estanho, conduziu a uma revolução tecnológica.
00:30:39A notável liga mudaria drasticamente as relações entre civilizações.
00:30:45Navios em busca de metais valiosos aventuraram-se para lá das suas águas habituais, alimentando
00:30:51rivalidades e afiando apetites.
00:30:57Então e se a viagem de Ulisses pelo Mediterrâneo refletir, na verdade, a corrida pelos metais?
00:31:05A sul da Turquia, ao largo da costa de Uluburun, a descoberta de um tesouro inestimável debaixo
00:31:12de água transformou o nosso conhecimento do comércio na Idade do Bronze.
00:31:22Nos anos 90, arqueólogos encontraram um naufrágio a 40 metros de profundidade.
00:31:29Tinha uma carga extraordinária, 11 toneladas de lingotes de estanho e cobra.
00:31:47Artigos desta carga, notavelmente bem preservada, ainda estão a ser estudados no Museu de Arqueologia
00:31:53Subaquática de Bodrum.
00:31:55Semal Polak, professor de Arqueologia Subaquática, tem estado a supervisionar a recuperação
00:32:01e a coordenar a investigação da carga desde a sua descoberta.
00:32:34Os arqueólogos avaliam a importância do naufrágio único e perfeitamente conservado.
00:32:40Têm de criar um protocolo científico.
00:33:02Assim que os artigos foram catalogados, a operação mais complicada era a recuperação
00:33:07dos lingotes.
00:33:08Cada um pesa cerca de 28 quilos.
00:33:36Tuba Ekmexi é arqueóloga.
00:33:39Ela e a restauradora exploram os segredos destes lingotes do passado antigo.
00:33:46Esta manhã, removem uma camada de corrosão e fazem uma nova descoberta.
00:34:07As marcas no lingote fornecem nova informação para a investigação do misterioso naufrágio.
00:34:32Muito recentemente, novas análises aos lingotes destanho revelaram que estes são provenientes do
00:34:39Uzbequistão, na Ásia Central.
00:34:42Essa descoberta aponta para uma zona comercial de bronze ainda mais alargada.
00:35:20Os arqueólogos estão agora convencidos de que a viagem de Ulisses não deve nada ao acaso.
00:35:26Reflete as rotas seguidas pelos micénicos em busca de metais.
00:35:38Toda a carga é mantida no Museu de Arqueologia Subaquática de Bodrum.
00:35:43A quantidade de objetos a bordo revela aspectos fundamentais da história do navio,
00:35:49que poderão também dar um novo significado à viagem de Ulisses.
00:35:56Portanto, a carga é a primeira vez que os ingotes foram também cortados,
00:36:01na mesma forma como os ingotes de copo,
00:36:03que é a forma de oxe, porque parece que é uma pele de oxe,
00:36:07e depois foi levado de várias partes do mundo antigo para ser colocados em um navio
00:36:12que estava sempre sendo sentado para o Aegean e, talvez, também para a Grisa, para a paisa de Mycenaia.
00:36:21Portanto, a carga parecia destinada diretamente a terras micénicas.
00:36:26Além disso, a bordo do navio havia duas espadas finamente trabalhadas, no estilo micénico.
00:36:34A presença de micénicos a bordo sugere todo um cenário.
00:36:40E eu acho que eles podem ter sido emissários ou representantes de um king ou outros
00:36:47elite mercados ou owners em Grisa,
00:36:51escorrendo o navio para a Grisa.
00:36:53Grisa não era tão grande como a Sea de Mesopotâmia ou a Grisa,
00:36:57não era tão poderoso, e não era tão grande,
00:37:00mas era ruling o navio.
00:37:13A perda de tal quantidade de metal pode ter mudado o rumo da história.
00:37:38O abastecimento de metal era vital para os micénicos,
00:37:41mas encontrá-lo tornar-se em breve um problema.
00:38:09E se o verdadeiro motivo para a guerra de Troia
00:38:12tivesse sido o abastecimento de bronze?
00:38:15Terão os troianos ameaçado limitar o acesso dos micénicos a esse recurso?
00:38:20Ou será que os micénicos se sentiram vulneráveis
00:38:22e tomaram medidas para garantir que mantinham o controlo?
00:38:42A parte da sua guerra em Troia, os micénicos tentaram proteger os seus recursos de outras formas.
00:39:00Refletindo a expansão micénica,
00:39:02o itinerário de Ulisses parece seguir as rotas de abastecimento do novo recurso.
00:39:07Uma dessas rotas tem um destino muito especial,
00:39:11a ilha de Éolo, o deus do vento.
00:39:20Pelo caminho, Ulisses conhece o seu benfeitor, Éolo,
00:39:24que lhe dá um saco que pode usar para capturar todos os ventos adversos,
00:39:29um recurso valioso na sua viagem para casa.
00:39:31Mas ao aproximar-se de Ítaca, Ulisses adormece.
00:39:34Sem resistir à curiosidade, os seus companheiros abrem o saco
00:39:39e libertam todos os ventos presos, que os varrem de volta ao seu ponto de partida.
00:39:46Conhecidas pelos seus vendavais súbitos e violentos,
00:39:49as ilhas Éólias, a norte da Sicília, eram vistas como a terra do deus Éolo.
00:39:57Como terá esse território acabado no centro de uma aliança micénica?
00:40:08No ponto mais alto da ilha de Filicudi,
00:40:11Maria Clara Martinelli está a estudar o local de Capo Graziano,
00:40:15um porto de escala estratégico nas novas rotas de metais.
00:40:30A importância da posizione geográfica de este site,
00:40:34é de todas as isolas que estavam a controle do Erof
00:40:39para a pescação de metais.
00:40:41E passavam através do Stretto de Messina
00:40:44e avevam súbito le Olhe como primo luogo de aprodo.
00:40:49Estas terras acolhiam a civilização pré-histórica de Capo Graziano,
00:40:54que floresceu até ao fim da Idade do Bronze,
00:40:57até à chegada dos micénicos.
00:41:02Infatti, proprio da questo insediamento,
00:41:05da questo villaggio,
00:41:06provengono le più antiche attestazioni
00:41:08di contatti con i micenei.
00:41:31Provas deste encontro de alto nível
00:41:34estão conservadas no Museu de Lipari.
00:41:37A produção de cerâmica típica da cultura de Capo Graziano
00:41:40terminou e foi substituída por uma nova atividade.
00:41:49A primeira coisa importante a observar
00:41:54é a presença de uma forma de fusione do metal.
00:42:00E, portanto, pela realização de manufatti de bronzo,
00:42:03é possível que ci sia stata, certo,
00:42:07sono artigiani
00:42:08che lavoravano il metal.
00:42:13Os habitantes das Ilhas Eólias
00:42:16não começaram apenas a fundir,
00:42:18também se tornaram aliados dos micénicos,
00:42:21vigiando rotas marítimas estratégicas.
00:42:40Espelhando os encontros de Ulisses,
00:42:43são reveladas as relações entre os micénicos
00:42:45e os outros povos mediterrâneos e os outros povos mediterrâneos,
00:42:47alianças e, depois, hostilidades.
00:42:53As viagens de Ulisses levam-no cada vez mais longe.
00:42:58Nesta ocasião, para enfrentar uma força hostil,
00:43:01os terríveis Lestrigões.
00:43:06Em a Odisseia,
00:43:07Ulisses deixa uns companheiros numa enseada.
00:43:11Ao explorar a ilha,
00:43:13eles encontram aterradores gigantes devoradores de homens.
00:43:21Ulisses, na sua viagem,
00:43:22ele encontre tantos
00:43:23pessoas que lhe são favoráveis,
00:43:25amigos,
00:43:26tantos os inimigos.
00:43:27Mas há os gros inimigos,
00:43:28os que são realmente contra.
00:43:30Há os Lestrigões,
00:43:32que são anthropophages,
00:43:33que, à peine,
00:43:34voam três inimigos de Ulisses,
00:43:35eles mancham,
00:43:36e depois, eles envoiam os caixões
00:43:38sobre toda a flota.
00:43:46Na Sardanha,
00:43:47estão os vestígios
00:43:48de uma estranha civilização,
00:43:50a cultura nurágica,
00:43:52que pode muito bem
00:43:53ter inspirado o mito dos Lestrigões.
00:43:59A oeste da ilha,
00:44:00desde a década de 1970,
00:44:03o sítio arqueológico de Monte Prama
00:44:05revelou estátuas impressionantes
00:44:07com mais de dois metros de altura.
00:44:13Quem as fez?
00:44:16E porquê?
00:44:34Alô.
00:44:36É com a pedança completa.
00:44:38Sim.
00:44:41Com o gômetro rovechado,
00:44:44a decoração,
00:44:45a ponta e a chevron,
00:44:48a forma que usa.
00:44:50Alessandro Usai é arqueólogo.
00:44:53Ele e a sua equipa
00:44:54estão a tentar compreender
00:44:55a presença destes gigantes
00:44:56no que revelou ser
00:44:57uma enorme necrópole antiga.
00:45:01Prama é a única necrópole
00:45:03que nós conhecemos
00:45:04da etapa do ferro
00:45:05em Sardegna,
00:45:06se não serão
00:45:06propriamente
00:45:06das outras,
00:45:07mas a sua característica
00:45:09é, apunto,
00:45:09pelo momento de ser única
00:45:10pelo número de tombe
00:45:12e pela presença
00:45:14das esculturas.
00:45:15As estátuas
00:45:16são cerca
00:45:17de 35,
00:45:19ou mais,
00:45:20no sentido,
00:45:21que há muitos,
00:45:22muitas franquias
00:45:23não recompostas,
00:45:23então,
00:45:24poderiam ser
00:45:24também de mais.
00:45:27Estas são estátuas
00:45:29de guerreiros
00:45:29prontos a lutar.
00:45:32Embora muitos detalhes
00:45:34se tenham perdido
00:45:35ao longo dos milénios,
00:45:36ainda têm um olhar
00:45:37estranhamente hipnótico.
00:45:44As estátuas
00:45:45são de masques,
00:45:48de homens,
00:45:49de jovens,
00:45:49jovens e homens.
00:45:50Alguns são,
00:45:51claramente,
00:45:52de guerreiros
00:45:53com espada e escudo,
00:45:55ou arcedos com arco,
00:45:56outros são
00:45:56de figuras
00:45:57um pouco mais
00:45:57difíceis de interpretar.
00:46:00Os arqueólogos
00:46:01atribuem as estátuas
00:46:02à civilização nurágica.
00:46:06A cultura
00:46:07cresceu na Sardanha
00:46:08ao longo
00:46:09da Idade do Bronze.
00:46:10A comunidade
00:46:11é também conhecida
00:46:12por ter construído
00:46:13torres de pedra
00:46:14impressionantes
00:46:15por toda a ilha.
00:46:21Chamados nuragos,
00:46:23estes edifícios notáveis
00:46:25podem atingir
00:46:25os 30 metros de altura.
00:46:27Este chama-se
00:46:28Arrubiu,
00:46:29o que significa
00:46:31gigante vermelho.
00:46:33O antropólogo
00:46:34Mauro Perra
00:46:35estuda-os
00:46:36há quase 20 anos.
00:46:42É um nuraghe
00:46:43complesso
00:46:44que foi construído
00:46:47ao fim do XV
00:46:48e na primeira metade
00:46:51do XIV secolo
00:46:54a.C.
00:46:54que foi construído.
00:46:55Então,
00:46:56a função
00:46:57do nuraghe
00:46:59é a
00:47:00de um lugar
00:47:01de controle
00:47:02do território
00:47:04e das suas
00:47:05resourcências.
00:47:09O nurago
00:47:10é uma estrutura
00:47:11megalítica
00:47:12composta por
00:47:13torres cilíndricas
00:47:14com topos
00:47:15achatados,
00:47:16típicos da cultura
00:47:17nurágica.
00:47:18É uma verdadeira
00:47:19maravilha arquitetónica
00:47:20e as suas técnicas
00:47:22de construção
00:47:22mantêm-se
00:47:23um mistério.
00:47:24O problema
00:47:25da construção
00:47:27é ainda
00:47:27aberto.
00:47:28Como podes
00:47:29movimentar
00:47:31pietre
00:47:32così
00:47:33enormes,
00:47:34così
00:47:34de um peso
00:47:36consistente?
00:47:50Oggi
00:47:51sfido
00:47:52un arquitetto,
00:47:53un ingegnere
00:47:54moderno
00:47:55a construire
00:47:56estruturas
00:47:57como esta.
00:48:01Para o antropólogo,
00:48:03as estruturas gigantes
00:48:04dos nuragos
00:48:05lembram
00:48:06a arquitetura
00:48:06micénica,
00:48:07duas civilizações
00:48:09fascinadas
00:48:10pelo gigantismo.
00:48:19As duas civilidades,
00:48:21aquela micenea
00:48:22e aquela
00:48:23nuragica,
00:48:24são venidas
00:48:25em contato.
00:48:26A tolos micenea
00:48:28é completamente
00:48:29diversa,
00:48:31porque a tolos
00:48:32das tombe,
00:48:33o tesouro
00:48:34de Atreo,
00:48:34por exemplo,
00:48:35é per gran parte
00:48:37construita sotto
00:48:38il suolo.
00:48:40Questi sono
00:48:41monumenti
00:48:41construiti
00:48:42in elevato
00:48:43e quindi ci sono
00:48:46difficoltà
00:48:47a
00:48:48sostenere
00:48:49le pietre
00:48:51più alte
00:48:52le pietre
00:48:53che stavano
00:48:54nel
00:48:54coronamento
00:48:55con quelle
00:48:56più in basso.
00:49:03Estas civilizações
00:49:05podem ter
00:49:05influenciado
00:49:06mutuamente,
00:49:08mas
00:49:08como
00:49:08terão sido
00:49:09as suas
00:49:09relações?
00:49:10Aliadas
00:49:11ou inimigas,
00:49:13como ilustra
00:49:13o encontro
00:49:14de Ulisses
00:49:14com os
00:49:15Lestrigoins.
00:49:17La forma
00:49:19maestosa
00:49:20de questi
00:49:21monumenti
00:49:22ha un valore
00:49:23simbólico
00:49:23importante.
00:49:25En prática,
00:49:26ci stanno
00:49:26dicendo
00:49:27guardate,
00:49:28siamo noi
00:49:29que abbiamo
00:49:29construito
00:49:30questi
00:49:31monumenti.
00:49:32Siamo noi
00:49:33que abbiamo
00:49:34riunito
00:49:35tutta una
00:49:36comunità
00:49:37per
00:49:37construir
00:49:38estruture
00:49:39così
00:49:39maestose.
00:49:48Das torres gigantes
00:49:50às estátuas
00:49:51colossais
00:49:52de Monte Prama,
00:49:53tudo parece
00:49:53construído
00:49:54para impressionar
00:49:55inimigos
00:49:55vindos
00:49:56do mar.
00:49:58Mas
00:49:59estas
00:49:59esculturas
00:50:00de guerreiros
00:50:01poderão
00:50:01fornecer
00:50:02ainda
00:50:02mais
00:50:03respostas.
00:50:07No
00:50:08laboratorio
00:50:08digital
00:50:09de Cagliari,
00:50:10a sua
00:50:10digitalização
00:50:113D
00:50:12revela
00:50:12alguns
00:50:13detalhes
00:50:13espantosos.
00:50:14estatu
00:50:15que
00:50:16noi
00:50:16ancora
00:50:17non abbiamo
00:50:17si
00:50:18quello
00:50:18è il
00:50:19braciale
00:50:19al
00:50:19gomito
00:50:20che
00:50:20tiene
00:50:20lo
00:50:21scudo
00:50:21e
00:50:22permette
00:50:22di
00:50:22manovrarlo
00:50:23insieme
00:50:23al
00:50:23braciale
00:50:24tenuto
00:50:24con
00:50:24la
00:50:24mano.
00:50:25As
00:50:26nossas
00:50:26análises
00:50:26mostram
00:50:27guerreiros
00:50:28formidáveis,
00:50:29tanto
00:50:29em termos
00:50:29da sua
00:50:30posição
00:50:30de
00:50:30ataque
00:50:31como
00:50:31dos
00:50:31detalhes
00:50:32da
00:50:32sua
00:50:32roupa.
00:50:37Embora
00:50:38restem
00:50:38muitas
00:50:39questões
00:50:39sobre
00:50:39a
00:50:39civilização,
00:50:40estava
00:50:41obviamente
00:50:41a
00:50:41tentar
00:50:42impressionar
00:50:42e
00:50:42até
00:50:43proteger-se
00:50:43em caso
00:50:44de invasão.
00:50:48Uma tese
00:50:49totalmente
00:50:49credível,
00:50:50dadas
00:50:50as tensões
00:50:51crescentes
00:50:52no Mediterrâneo
00:50:52à época.
00:51:12Essa civilização
00:51:13neurágica
00:51:14que prosperou
00:51:15até ao século
00:51:16VIII a.C.
00:51:17pode ter
00:51:17inspirado
00:51:18o mito
00:51:18dos
00:51:19Lestrigões.
00:51:25As
00:51:26estátuas
00:51:26imponentes
00:51:27e
00:51:27enigmáticas
00:51:28poderiam
00:51:28representar
00:51:29os gigantes
00:51:30devoradores
00:51:30de homens
00:51:31de
00:51:31a
00:51:31Odisseia,
00:51:32que
00:51:32aterrorizavam
00:51:33os
00:51:33marinheiros
00:51:34que
00:51:34passavam.
00:51:40Assim,
00:51:41a viagem
00:51:41de Ulisses
00:51:42lança
00:51:42luz sobre
00:51:43as relações
00:51:43entre os
00:51:44povos
00:51:44do
00:51:45Mediterrâneo
00:51:45e a
00:51:46sua
00:51:46diversidade
00:51:47na época.
00:51:53E
00:51:53eles
00:51:54fizeram
00:51:54essas
00:51:54longas
00:51:55perilous
00:51:56jornadas
00:51:56e
00:51:57eles
00:51:57voltaram
00:51:58full
00:51:58de histórias
00:51:59sobre
00:52:00estranhos
00:52:01que
00:52:01eles
00:52:02se
00:52:02sobre
00:52:03perilous
00:52:05situações
00:52:05que eles
00:52:06haviam
00:52:06literalmente
00:52:07e metaforicamente
00:52:08navegado
00:52:09através
00:52:09de
00:52:09sucesso
00:52:11de
00:52:12Odisseia.
00:52:14A
00:52:14Odisseia
00:52:15é
00:52:15uma
00:52:17história
00:52:18que
00:52:18está
00:52:19para
00:52:19muitas
00:52:20aventuras
00:52:21que
00:52:21aconteciam
00:52:22lá.
00:52:24As aventuras
00:52:25de
00:52:25a
00:52:26Odisseia
00:52:26traçam
00:52:27as rotas
00:52:27comerciais
00:52:28seguidas
00:52:28pelos
00:52:28micénicos
00:52:29a partir
00:52:30do final
00:52:30da
00:52:30Idade
00:52:31do
00:52:31Bronze.
00:52:31Séculos
00:52:32mais
00:52:32tarde
00:52:33os
00:52:33gregos
00:52:33usariam
00:52:33essas
00:52:34mesmas
00:52:34rotas
00:52:35para
00:52:35colonizar
00:52:35o
00:52:36Mediterrâneo.
00:53:07Longe
00:53:08das
00:53:08fronteiras
00:53:08da
00:53:08Grécia
00:53:09e
00:53:09de
00:53:10Ítaca
00:53:10a
00:53:10ilha
00:53:11nativa
00:53:11de
00:53:11Ulisses
00:53:12emerge
00:53:12por
00:53:13fim.
00:53:16Com
00:53:17o relato
00:53:17a
00:53:18aproximar-se
00:53:18do
00:53:18fim
00:53:19o
00:53:19herói
00:53:19regressa
00:53:19finalmente
00:53:20a
00:53:20casa
00:53:21depois
00:53:21de
00:53:21muitas
00:53:21provações.
00:53:26Embora
00:53:26as
00:53:27histórias
00:53:27de
00:53:27aventureiros
00:53:28em
00:53:28mar
00:53:28alto
00:53:28pareçam
00:53:29ter
00:53:29sido
00:53:30inspiradas
00:53:30em
00:53:30marinheiros
00:53:31em
00:53:31a
00:53:32Odisseia
00:53:32Ulisses
00:53:33fala
00:53:33de
00:53:33um
00:53:33rei
00:53:34e
00:53:34do
00:53:34seu
00:53:34palácio
00:53:36o
00:53:37palácio
00:53:37de
00:53:38Ítaca.
00:53:44Em
00:53:45Paliqui
00:53:45na
00:53:46ilha
00:53:46de
00:53:46Cefalónia
00:53:47os
00:53:47geólogos
00:53:48John
00:53:48Underhill
00:53:49e
00:53:49Peter
00:53:49Stiles
00:53:50estão
00:53:50convencidos
00:53:51de que
00:53:51encontraram
00:53:52a
00:53:52ilha
00:53:52nativa
00:53:52do
00:53:53herói
00:53:53de
00:53:53Odisseia
00:53:54Ítaca.
00:53:57Não
00:53:58muito
00:53:58longe
00:53:59das
00:53:59ruínas
00:53:59micénicas
00:54:00encontradas
00:54:00na
00:54:00área
00:54:01a busca
00:54:01por um
00:54:02palácio
00:54:02toma
00:54:03um
00:54:03rumo
00:54:03diferente.
00:54:05Durante a
00:54:06sua
00:54:06exploração
00:54:07encontraram
00:54:08um local
00:54:09estranho
00:54:10do tamanho
00:54:11de um
00:54:12campo
00:54:12de futebol
00:54:14e totalmente
00:54:15livre de
00:54:16devastação.
00:54:18Depois de
00:54:19o mapear
00:54:20com ondas
00:54:20eletromagnéticas
00:54:21os dois
00:54:22geofísicos
00:54:23comparam
00:54:23os dados
00:54:24recolhidos
00:54:24com o próprio
00:54:25terreno.
00:54:26de
00:54:27Just show me where you think, Peter, those two parallel...
00:54:31Right, well, if you look at these two trees...
00:54:33Yeah, yeah.
00:54:34...behind it, I think the structure here leading up there
00:54:37is this road or whatever...
00:54:39Or at least buried beneath the surface, presumably.
00:54:42So, Peter, well, I can see it.
00:54:44From the original survey that we did,
00:54:46there is this feature, which seems to correspond with this, right?
00:54:49Yes, it does. I agree.
00:54:50And there is, well, a semicircle, let's say, in here,
00:54:55which seems to stretch from across here.
00:54:59You want my opinion?
00:55:00Right.
00:55:00Because it's actually got this avenue leading down.
00:55:03But that's what I was going to ask.
00:55:03There seem to be two parallel...
00:55:05Well, well, what do you think it is?
00:55:09Streets.
00:55:15Uma cidade poderá estar debaixo dos seus pés.
00:55:23When you look at the surface, you see very little.
00:55:27I think the amazing thing is what has been revealed,
00:55:30which lies just beneath the surface,
00:55:33from the processing of the data,
00:55:35this complexity of structure, rectilinear structure.
00:55:39It's not arbitrary, it's not chaotic,
00:55:41very, very organised.
00:55:44What is this?
00:55:45So what we have done is to age-date the sediments above
00:55:49and find, obviously, as they go down, they get older and older.
00:55:53But we have a date, the oldest date is 700 BC.
00:55:58Anything buried beneath that is older than that.
00:56:01And, of course, it takes us towards the Bronze Age.
00:56:09Poderão estes caminhos dar a um palácio?
00:56:12Os arqueólogos terão de confirmar a teoria,
00:56:15mas parece promissora.
00:56:17Well, what we know in Paliquí
00:56:20is that there are mycenaean sites across the peninsula,
00:56:25which means it was a much more significant
00:56:27mycenaean settlement or series of settlements
00:56:30than is generally recognized or realized.
00:56:33Poderão estas ruínas em breve provar a existência de um rei?
00:56:36Talvez não o próprio Ulisses,
00:56:39mas uma figura que inspirou o seu mito.
00:56:42Tal descoberta seria o coroamento
00:56:44de duas décadas de investigação para os geólogos.
00:56:49This is extraordinary to me
00:56:51that I am in awe
00:56:53that there is such a pattern of complexity
00:56:57and foundations sitting beneath us.
00:57:00So, in terms of an expectation,
00:57:02I think this is a site of archaeological interest,
00:57:05that this part, this is Paliquí,
00:57:08could have been ancient Ithaca,
00:57:10Odysseus' homeland.
00:57:11And then, yes, this is a site of real significance
00:57:15that needs to be examined further
00:57:17because it could be the site of a town,
00:57:21a settlement or a palace
00:57:22of the right age and the right place.
00:57:26Nesta busca pela verdade sobre a personagem de Ulisses,
00:57:29futuras escavações poderão resolver
00:57:31os últimos mistérios do reino mítico de A Odisseia.
00:57:38O sucesso contínuo de A Odisseia
00:57:41ao longo dos séculos
00:57:42reflete a grande audácia de Homero
00:57:45e o gênio que era.
00:57:54A razão de que Homer é tão sucesso,
00:57:56a razão de que nós ainda lemos Homer
00:57:59com muito interesse,
00:58:01é porque a portrícula dos personagens,
00:58:03os valores expressados
00:58:06e a forma que as pessoas lidam com os problemas
00:58:09ainda estão com nós hoje em dia.
00:58:12Além dos temas de coragem,
00:58:15lealdade e sabedoria,
00:58:16Homero consegue transmitir valores universais
00:58:19através do seu herói mítico.
00:58:22E questo è l'ensegnamento di Ulisse,
00:58:23conoscere il mondo,
00:58:25conoscere altri popoli
00:58:26e tornare a casa
00:58:27con l'experienza della conoscenza.
00:58:30Questo avveniva veramente
00:58:31nel età del bronzo.
00:58:35Inicialmente transmitidas oralmente,
00:58:37as suas histórias tornaram-se
00:58:39parte da história.
00:58:47Pela lente da ciência moderna,
00:58:50uma nova história emerge.
00:58:52Está repleta de figuras autênticas
00:58:54e descobertas intrigantes,
00:58:56um mosaico complexo
00:58:57no qual mundos reais e imaginários
00:59:00convergem,
00:59:01com o Mediterrâneo
00:59:02como plano de fundo.
00:59:05em que bordo da florentina.
00:59:33hai udah praужд iине meu progledeo,
00:59:33no faz.
01:00:02A CIDADE NO BRASIL
01:00:03A CIDADE NO BRASIL