- há 3 meses
A criatura “fantasma” que assombra o aquário de um museu alemão.
E ainda: a preparação de John McFall, o primeiro astronauta com deficiência física.
E ainda: a preparação de John McFall, o primeiro astronauta com deficiência física.
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AprendizadoTranscrição
00:00O que os peixes de aquário veem quando espiam o nosso mundo?
00:04Formas de sorcidas, figuras borradas.
00:08Peixes enxergam apenas de perto, e só assim eles reconhecem seus companheiros de cativeiro.
00:14Além de tudo mais que estiver rastejando no seu novo habitat.
00:19Algumas dessas criaturas foram trazidas como clandestinas dos trópicos.
00:23E não importa o quanto você procure, elas insistem em se esconder dos humanos.
00:30Um mistério marinho e muito mais no Futurando, que está começando agora.
00:41É noite no Museu de História Natural de Casro, ano sudoeste da Alemanha.
00:46Um tubarão nada pelo maior recife de corais vivo do país.
00:51Em algumas partes, este aquário gigante de 240 mil litros também vive um fantasma.
00:57Mas ele só aparece à noite.
01:00Este biólogo construiu o aquário há cerca de 10 anos.
01:10Desde então, ele acompanha o mistério da criatura desconhecida que mordisca seus corais durante a noite.
01:19Frequentemente, ele faz uma ronda noturna para tentar descobrir o que exatamente está causando os estragos no recife de corais.
01:26Em todos esses anos, eu o vi duas vezes, muito rapidamente.
01:35Foram poucos segundos e ele recuou.
01:38Para tentar encontrar a criatura misteriosa, o biólogo entra no aquário regularmente.
01:44O lugar favorito dele é este coral.
01:48Dá para ver por onde ele passou, três semanas atrás.
01:50Essas marcas de alimentação eram recentes e agora elas ficaram verde-claras.
01:54Só alguns meses atrás, ele viu pela primeira vez o que estava enfrentando.
02:04Um verme marinho conhecido como poliqueta, com mais de dois centímetros de espessura.
02:11Os filamentos branquiais vermelhos ainda se moviam.
02:13O biólogo achou que finalmente havia capturado o fantasma.
02:21O que ele não sabia era que a criatura o havia enganado mais uma vez.
02:28Ele colocou a descoberta em álcool para examiná-la melhor e então percebeu que algo estava faltando.
02:34A princípio pensamos que ele tinha apenas retraído a cabeça, mas depois concordamos que a cabeça estava faltando, talvez até parte do corpo.
02:45Também não sabemos se ele ainda está vivo.
02:46Vamos monitorar o aquário para ver se os sinais de alimentação continuam.
02:55Mas será que o verme ainda vive no Recife de Coral?
03:00A equipe logo encontra novos rastros de limo no tanque.
03:04O verme parece ter um grande apetite por corais.
03:15O museu decidiu buscar ajuda profissional para capturar a criatura.
03:23A missão dessa equipe é filmar os pontos favoritos do verme marinho durante a noite.
03:34Estamos usando duas câmeras para conseguirmos boas imagens caso ele apareça.
03:40Uma para nos mostrar o verme a uma certa proximidade e tamanho e outra para nos mostrar uma parte de toda a cena.
03:47Vamos ter as imagens mesmo que esteja muito escuro aqui.
03:51Ainda tem um pouquinho de luz.
03:52Eu posicionei a luz de forma um pouco diferente para que incidisse um pouco mais sobre esse coral.
03:57Você basicamente movimenta a lua assim.
04:02Lâmpadas de LED controladas por computador simulam a luz da lua e do sol dentro do aquário,
04:08recriando a iluminação a uma profundidade de 15 metros.
04:14Temos uma iluminação de LED muito potente aqui de 13 mil watts.
04:19Aliás, esses baldes estão aqui para combater parasitas.
04:21Os vermes não são os únicos inimigos dos corais.
04:28O biólogo conseguiu capturar vários isópodes de 5 milímetros de comprimento.
04:34Ele também capturou cerca de 100 caranguejos que se alimentam de corais.
04:39As criaturas viviam no recife de corais desde que o aquário foi construído há 10 anos.
04:44E se escondiam entre as pedras vindas da Indonésia.
04:47Assim como o verme marinho noturno, ninguém jamais encontrou a cabeça dele.
04:56E é exatamente isso que os pesquisadores precisam achar para determinar se ele pertence a uma espécie até então desconhecida.
05:03As câmeras filmam a noite toda e as imagens são enviadas para análise imediata.
05:08Usamos câmeras adequadas para esse propósito.
05:19Elas têm sensores de imagem altamente sensíveis à luz,
05:22o que significa que podem registrar todos os tipos de coisas no escuro.
05:28Na verdade, não dá para ver nada no recife de coral a olho nu.
05:32Mas as câmeras conseguem identificar bastante coisa.
05:34É muito bonito. Só falta o verme.
05:36Hora do lanche.
05:41Os peixes recebem pedaços de bacalhau, dourada e dois tipos de camarão.
05:47Os tubarões são alimentados com grandes pedaços de robalo.
05:50O biólogo Marcos Bueggemann revela que a equipe do museu, sem perceber, passou anos alimentando o fantasma do aquário também.
06:04Encontrei isso no estômago do verme.
06:07Veja na imagem.
06:08Bem aqui no trato gastrointestinal, é um pedaço de músculo de peixe.
06:18E aqui atrás dá para ver algo.
06:20Foi isso que eu removi.
06:22Algumas espinhas.
06:23Então, dei uma olhada no peixe que você usou para alimentar os animais e encontrei no robalo o que eu procurava.
06:33Os poliquetas são como coletores de lixo marinho.
06:37Eles saem à noite e devoram grande parte do que está no fundo do mar.
06:41Às vezes, isso não cai bem.
06:42E então, eles fazem o que os poliquetas aqui do aquário parecem ter feito.
06:49Ele se separou da parte traseira.
06:53O trato intestinal provavelmente não estava mais funcionando direito.
06:56Então, ele se desprendeu do resto do corpo.
06:59Continuou comendo.
07:03Esse verme pode se alimentar, não apenas de corais.
07:08Não estou gostando disso.
07:10Se ele está comendo peixe agora, tudo bem, era um peixe de ração,
07:14mas não sei quantos peixes ele vem comendo.
07:16Para ser sincero, eu preferia que ele sumisse.
07:20Por onde anda o verme que se desprendeu de seu intestino?
07:24As câmeras observam os corais favoritos dele e toda a área ao redor há bastante tempo.
07:29Agora temos 72 horas de filmagens.
07:32Muito material, mas infelizmente muito pouco verme.
07:36Ainda não vimos nada.
07:37A equipe desmonta as câmeras, pelo menos por enquanto.
07:43E parece ser exatamente isso que o poliqueta estava esperando.
07:49Em um dos mergulhos, o biólogo Hannes Kirchhauser descobre novos rastros deixados pelo verme.
07:55O poliqueta construiu tubos de muco exatamente onde estavam as câmeras de observação.
08:00E ele segue devorando o coral.
08:04Com certeza não está facilitando as coisas para os cientistas.
08:08É um pouco frustrante, mas não vamos desistir.
08:18Acho que vamos dar outra olhada.
08:19Os especialistas dizem que ele ainda está vivo.
08:21Não podemos desistir agora.
08:26E Hannes Kirchhauser também não desiste.
08:29O biólogo quer ter certeza de que vai conseguir observar o verme marinho fantasma
08:33entre os recifes de coral, pelo menos mais uma vez.
08:41Será que o verme marinho se esconde tanto porque não é a criatura mais bonita que existe?
08:47Não sabemos o gênero dele, mas no reino animal os machos tendem a ser mais chamativos.
08:54Um espectador da Alemanha quer saber por quê.
08:57Quando se trata da natureza, por que os machos costumam ser mais atraentes do que as fêmeas?
09:06Eles têm a aparência frequentemente mais chamativa.
09:09Os chifres são mais impressionantes.
09:11As penas são mais coloridas.
09:14As fêmeas, por outro lado, são bem menos extravagantes.
09:17O próprio Darwin ficou intrigado com isso.
09:20Afinal, animais chamativos são mais facilmente avistados por predadores,
09:24o que, de certa forma, contradiz o princípio da seleção natural.
09:30Isso o levou a desenvolver a teoria da seleção sexual?
09:34Essa teoria afirma que certas características se desenvolvem puramente
09:39para aumentar a chance de um animal se reproduzir.
09:42Quando dois desses exibicionistas se encontram, há uma luta
09:45e o vencedor consegue acasalar.
09:48Ou a fêmea tem a palavra final.
09:50O macho tenta atraí-la mostrando seus atributos,
09:53que seriam vistos como sinais de bons genes.
09:57Certamente, alguém que investe tanto na imagem deve ser saudável e forte.
10:02Mas há outra explicação.
10:04De acordo com a hipótese do filho sexy,
10:07uma fêmea escolhe parceiros atraentes
10:09para produzir uma cria igualmente atraente,
10:12que, por sua vez, tem mais chances de se reproduzir.
10:16Pode funcionar assim.
10:17Alguns pavões têm genes que fazem com que grandes penas cresçam em suas caudas.
10:24E as fêmeas têm uma preferência genética por essas penas grandes.
10:29No acasalamento, as características são transmitidas aos descendentes do casal.
10:34O processo se repete e os genes dessa preferência e com tais características se conectam.
10:40Isso leva a uma expressão extrema da característica em um período muito curto.
10:47A cauda continua a crescer até que as vantagens e desvantagens associadas a ela se equilibrem.
10:54Como sempre há exceções, às vezes as fêmeas são mais atraentes.
10:58As hienas fêmeas são maiores que os machos, porque elas que mandam.
11:04O peixe cachimbo macho é quem carrega os filhotes.
11:06E ele não precisa ser bonitão.
11:09De uma forma ou de outra, sem o estímulo da reprodução, o mundo animal seria provavelmente mais sem graça.
11:16Do que são feitas as estrelas?
11:19Quantas cores as borboletas conseguem ver?
11:22Os robôs poderiam um dia ter bebês?
11:24Você tem alguma dúvida sobre ciência?
11:27Então escreva pra gente.
11:29Se respondermos a sua pergunta, você receberá uma pequena surpresa como agradecimento.
11:34Vamos lá, pergunte!
11:36Como diz o velho ditado, toda vez que uma estrela cadente cruza o céu é hora de fazer um pedido.
11:46Mas muitas vezes o que vemos lá em cima não são meteoros, e sim detritos espaciais em queda.
11:52Dezenas de milhares de fragmentos de satélites desativados.
11:56Ao entrar na atmosfera, esse material se torna incandescente e cria um rastro de luz visível.
12:02Para distinguir detritos de meteoros, uma equipe de pesquisa decidiu produzir suas próprias estrelas cadentes.
12:10Após o pôr do sol, o espetáculo começa.
12:13Estrelas cadentes, inalcançáveis no céu noturno.
12:17Ou bem de pertinho, num laboratório.
12:18Para criar uma estrela cadente artificial como esta, você só precisa dessa equipe de pesquisadores de Stuttgart e de um grande tanque de aço com câmeras, cabos e muitos dados.
12:29Esse é um túnel de vento, que pode ser usado para estudar entradas na atmosfera de um planeta.
12:37Hoje estamos observando a Terra, focando em estrelas cadentes que podem ser vistas da Terra no céu noturno.
12:44Simulamos uma situação real.
12:45E para isso é preciso de calor, velocidade e pressão.
12:48É relativamente complexo e é chamado de túnel de vento de plasma.
12:53A pesquisa é fascinante e importante.
12:56Cada vez mais veículos espaciais e satélites estão sendo lançados na órbita da Terra.
13:02Ao final da vida útil, eles caem na atmosfera terrestre e se desintegram, assim como as estrelas cadentes.
13:08Os pesquisadores querem entender esse processo em detalhes.
13:12Na verdade, o influxo natural de partículas, todos os meteoros, é muito maior em toneladas por ano do que o de satélites.
13:20Mas os satélites têm 70% de alumínio e meteoritos quase nunca contêm alumínio.
13:26Ou seja, de repente estamos introduzindo um novo elemento na atmosfera superior, o que é algo muito sensível e precisamos investigar isso.
13:35Esse alumínio pode ter consequências para a camada de ozônio ou para o clima.
13:40Há alguns meses, os pesquisadores também fizeram com que os detritos de estrelas cadentes que caíram na Terra, os meteoritos, brilhassem pela primeira vez.
13:50Tudo para comparar essa luz com o brilho das estrelas cadentes no céu.
13:55Está claro que a equipe tem grandes planos.
13:58Queremos estar entre os grandes, competir no mais alto nível.
14:03E acho que já estamos.
14:04Certamente temos uma estrutura única aqui.
14:07Temos muitas oportunidades, somos muito flexíveis.
14:10Além disso, nosso grupo tem acesso a um conjunto sofisticado de tecnologias.
14:15Podemos medir todas as temperaturas e cores.
14:18Estamos desenvolvendo novas tecnologias de medição que nos permitem medir as taxas de queima.
14:23Basicamente, somos capazes de competir com os grandes players e fazer coisas muito especiais.
14:28Não há dúvida.
14:30Criar uma estrela cadente artificial em laboratório é realmente algo muito especial.
14:38Continuamos falando de estrelas.
14:40O astronauta britânico John McFall é um cirurgião ortopédico que perdeu uma perna num acidente de moto quando tinha apenas 19 anos.
14:49Membro da equipe reserva de astronautas da Agência Espacial Europeia,
14:53ele está pronto para ajudar a testar como próteses funcionam no espaço.
14:58O objetivo é liderar uma missão antes que a Estação Espacial Internacional feche suas portas em 2030.
15:08Leva apenas alguns segundos para trocar esta prótese e tempo é fundamental.
15:14John McFall é astronauta reserva, o primeiro do mundo com deficiência física.
15:18Temos três modelos diferentes, um para corrida, um para atividades cotidianas na Estação Espacial, que é mecatrônico,
15:30e um puramente mecânico, que pretendemos usar dentro do traje espacial durante o lançamento e o pouso.
15:35John McFall está prestes a testar as próteses em microgravidade em um dos vários voos parabólicos.
15:46Juntamente com outros 40 cientistas de toda a Europa, ele vai conduzir experimentos em um Airbus A310 especialmente convertido para a missão.
15:54Uma das tarefas dele é correr nesta esteira.
15:58Cordas elásticas simulam o peso corporal dele e impedem que o astronauta flutue para longe quando estiver em microgravidade.
16:07O avião segue uma trajetória de voo especial que cria breves momentos de ausência de peso.
16:13Cada uma dura 22 segundos, 31 vezes no total.
16:18Todas as vezes, John corre na esteira.
16:20O cirurgião ortopédico conquistou o bronze na corrida de 100 metros rasos nos Jogos Paralímpicos de Pequim em 2008.
16:32Não parece tão ruim, parece bem normal.
16:37Agora voltamos à aceleração 2G.
16:39Esse é o mais próximo que se pode chegar, de um ponto de vista analógico, de correr em microgravidade por um longo período.
16:45Então espero que seja algo parecido com isso.
16:50Grande parte do que as 10 equipes de pesquisa estão testando aqui será usado na Estação Espacial Internacional.
16:58Essa equipe da Alemanha está testando óculos especiais de realidade virtual.
17:03Qual é a sensação de usá-los em microgravidade?
17:07É um desafio, mesmo que por 22 segundos.
17:10O modelo anterior dos óculos já foi usado no espaço.
17:14Eles agora estão sendo aperfeiçoados.
17:16Um dos objetivos é apoiar a saúde mental dos astronautas enquanto estão longe de casa.
17:24Os óculos tornam as videochamadas mais imersivas.
17:27Isso é uma grande vantagem.
17:31Nosso objetivo é garantir que os astronautas que passam muito tempo numa estação espacial
17:35mantenham o bem-estar mental.
17:36Que possam se comunicar bem com amigos e familiares.
17:43O sistema de realidade virtual também é usado para simulações na base lunar Luna.
17:50Usando dados de imagens de satélite, inteligência artificial e programas de simulação,
17:55os desenvolvedores recriaram a superfície da Lua com a maior precisão possível.
18:00Simulamos a gravidade, as propriedades dos materiais da superfície,
18:08como as coisas seriam se pousássemos lá agora.
18:11Podemos fazer ajustes e executar diferentes cenários, o que otimiza a missão.
18:17Aqui, pesquisadores testam equipamentos de ginástica para a estação espacial.
18:21Em microgravidade, os astronautas perdem massa muscular e os ossos ficam mais porosos.
18:26Essa máquina permite que eles pratiquem saltos, uma forma de exercício altamente eficaz.
18:31Na estação espacial, eles agora passam duas horas e meia por dia se exercitando.
18:37Acreditamos que podemos reduzir esse tempo para 30 minutos.
18:41A máquina oferece mais de 100 exercícios.
18:43Saltar representa apenas 30% deles.
18:46Calculamos que, se estivéssemos na estação espacial agora,
18:49até sua desativação em 2030, poderíamos ganhar mais de 2,7 anos de tempo de trabalho.
18:56Além disso, a máquina é 900 quilos mais leve do que equipamento atualmente usado na estação espacial.
19:03O tempo dos astronautas é extremamente precioso e caro.
19:06Esta é outra razão pela qual o máximo de testes possível é realizado durante voos parabólicos.
19:12As próteses de John McFaul são produzidas na Alemanha e na Áustria.
19:16Elas são equipadas com tecnologia avançada.
19:18A sua perna é uma máquina?
19:21Sim, o rado era puramente mecânico, então podemos adicionar esses sensores.
19:26Mas nessa outra perna, esse sistema já está todo integrado,
19:29então basta se conectar ao computador e você consegue ver tudo.
19:34Após passar no estudo de viabilidade,
19:36John agora está treinando para uma missão na Estação Espacial Internacional.
19:40No anúncio de emprego, a ESA procurava por um para-astronauta.
19:48Mas desde então, abandonou o prefixo.
19:51Se eu voasse para o espaço, seria um astronauta,
19:56teria as mesmas qualificações, as mesmas habilidades,
20:00seria igualmente treinado e igualmente competente.
20:03Eu não sou um paracirurgião, sou um cirurgião, não sou um parapai.
20:07E não acho necessariamente que, em nossa língua, a distinção precisa ser feita,
20:11porque acho que isso apenas continua a identificar uma diferença onde ela não precisa existir.
20:15Agora, tudo o que John almeja é uma missão com mais do que apenas 22 segundos em microgravidade.
20:28Os apelos para que a Europa intensifique sua infraestrutura de IA estão ficando mais fortes,
20:34dada a força tecnológica da China e dos Estados Unidos.
20:38Uma equipe de pesquisa está trabalhando numa supernuvem europeia.
20:42A proposta é que uma gigafábrica de IA seja construída perto do datacenter da Microsoft,
20:49no oeste da Alemanha.
20:50O objetivo é desenvolver soluções de TI poderosas para a IA,
20:54ancoradas em valores europeus como segurança, transparência e sustentabilidade.
21:03Estamos embarcando num tour exclusivo pela primeira fábrica de IA da Alemanha,
21:08na pequena cidade de Jülich, no oeste do país.
21:12A fábrica foi construída em torno do supercomputador mais rápido da Europa,
21:16conhecido como Júpiter,
21:18e promete fornecer potência computacional equivalente a 5 milhões de notebooks de uma só vez.
21:26Se você olhar aqui, verá uma fileira de estruturas semelhantes.
21:32Você pode encaixá-las e terminar com um sistema escalável,
21:35um datacenter ou centro de computação modular e escalável.
21:38Isso é completamente novo, nunca existiu antes.
21:42É um novo passo, descobrir como podemos construir máquinas tão grandes com eficiência.
21:50Contêineres são mais rápidos de construir e mais sustentáveis do que construções sólidas.
21:55O objetivo é processar enormes quantidades de dados e treinar modelos de IA.
21:58Em geral, podemos fazer com que 24 mil GPUs, ou seja, unidades de processamento gráfico,
22:07trabalhem juntas de forma coerente.
22:09Atualmente, esse é o maior número na Europa.
22:11Acho que é até o maior do mundo.
22:13Empreendedores como Jörg Hebeas estão pressionando por uma IA feita na Europa.
22:21O desenvolvedor de software otimiza fluxos de trabalho para aeroportos e companhias aéreas,
22:26reduzindo o tempo de inatividade e melhorando a utilização das aeronaves.
22:31A empresa dele vai se beneficiar muito com a permanência dos dados dos clientes na Alemanha
22:35e com o processamento desses dados usando IA padronizada pela União Europeia.
22:39Se eu quiser otimizar sequências de produção complexas, planejar rotas complexas ou aprimorar o uso de recursos,
22:50precisamos de procedimentos de IA que entendam os processos,
22:54desenvolvam uma estrutura conceitual e a otimizem.
22:57É sempre uma combinação de aprendizado e otimização.
23:03Os desenvolvedores acreditam que a IA seja fundamental para manter a soberania europeia,
23:07especialmente quando se trata da Ásia e dos Estados Unidos.
23:14Como parte do plano de ação da Comissão Europeia para isso,
23:17a Europa está construindo 13 fábricas de IA,
23:20e pelo menos 5 delas serão gigafábricas.
23:27O professor Hogue Arroz ajudou a desenvolver o plano.
23:30Ele defende há muito tempo uma IA baseada em padrões europeus.
23:34Será segura, confiável e sustentável.
23:40Somos muito bons nisso, quando se trata de tecnologia.
23:43Em IA, simplesmente precisamos nos concentrar nisso
23:46para que, em última análise, tenhamos sistemas que atendam aos nossos padrões de qualidade
23:50e aos nossos valores.
23:53Hogue Arroz está conectado com especialistas de fábricas de IA em toda a Europa.
23:57O professor e a equipe dele já assessoraram a Comissão Europeia.
24:00Estamos indo em direção a algo que pode beneficiar a todos.
24:08Colaborações europeias estão em andamento,
24:10mas há muito a ser feito e o progresso é lento.
24:14Vai levar anos até que possamos alcançar as grandes empresas americanas
24:18em termos de capacidade computacional.
24:20Espero que isso aconteça, mas, enquanto isso, temos que fazer mais com menos.
24:23Um dos motivos é que a Europa ainda carece de uma produção significativa de chips.
24:29Outro é que o continente coletou, no passado, menos dados para alimentar a IA,
24:34muito diferente dos Estados Unidos.
24:36A gigante da tecnologia Meta começou, inclusive,
24:39a usar os dados pessoais de seus usuários europeus para treinar a IA.
24:43Enquanto isso, 2.900 cientistas de todo o mundo foram recrutados
24:47para operar o supercomputador na cidade de Yulich,
24:51que processa mais de um quintilhão de cálculos por segundo.
24:54Startups e a indústria terão acesso a ele.
24:57O Júpiter será o computador mais poderoso da Europa.
25:02Ele vai executar simulações e treinar IA simultaneamente.
25:05Com ele, seremos capazes de calcular modelos muito grandes,
25:09conhecidos como modelos de base, no campo da inteligência artificial.
25:12A União Europeia e o governo alemão estão investindo juntos
25:18500 milhões de euros ao longo de seis anos no sistema e na operação do Júpiter.
25:24E a pequena cidade de Yulich poderá em breve abrigar uma gigafábrica europeia.
25:34O Futurando está chegando ao fim.
25:36Obrigado por nos acompanhar até aqui.
25:38Na semana que vem, tem mais.
25:42O Futurando está chegando ao fim.