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00:00Porque, de fato, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na noite de ontem que os ataques realizados pelos Estados
00:06Unidos e por Israel contra o Irã
00:07não devem provocar efeitos imediatos sobre a macroeconomia brasileira.
00:12Ele ressaltou, porém, que ainda é cedo para antecipar os desdobramentos do conflito e destacou que a equipe econômica acompanha
00:19a situação com cautela.
00:21Quem chega com os detalhes dessa repercussão é o repórter Léo Valente, aqui direto de São Paulo.
00:26Oi, Léo, muito bom dia para você.
00:31Oi, Soraya, bom dia para você, para a Mariana, para todo mundo que está acompanhando a gente no Pre-Market.
00:35Como você falou, o ministro Fernando Haddad, ministro da Economia e da Fazenda, ele fez essas declarações aqui em São
00:42Paulo,
00:42pouco antes de participar de uma aula magna com alunos da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São
00:49Paulo, a USP.
00:50E foi questionado sobre como esse conflito provocado pelos Estados Unidos, Israel contra o Irã, poderia ter impacto,
00:57como poderia ser esse impacto na macroeconomia brasileira, ou seja, inflação, câmbio, esses fatores que também têm influência do exterior.
01:08O ministro falou que, nesse primeiro momento, não teria nenhum tipo de impacto, porque a economia brasileira vive um bom
01:14momento,
01:14tem uma pauta de exportações ampla, tem atraído muitos investimentos,
01:20mas que não é algo visto como positivo, embora seja superavitário nas exportações,
01:30somente no quesito petróleo, que é a questão central desse conflito lá no Oriente Médio.
01:35O ministro falou que esse não seria o momento de tentar ter alguma vantagem com algo que o governo é
01:41contrário.
01:42O governo é favorável a uma solução de paz, ao diálogo para terminar, para acabar com esse conflito no Oriente
01:51Médio.
01:51Então, o ministro deu essas declarações, disse que a equipe econômica acompanha com cautela,
01:55que essa vantagem nesse momento com as exportações e o bom momento de atração de investimentos
02:01faz com que o Brasil fique um pouco mais protegido em relação aos efeitos que tudo isso poderia provocar na
02:08nossa economia,
02:08mas que segue acompanhando, porque se houver uma expansão, um aumento das hostilidades lá no Oriente Médio,
02:16entre esses três países principalmente, isso pode ter sim algum impacto.
02:21Mas tudo vem sendo observado e o que se espera é que não haja nenhum tipo de aumento nem de
02:27expansão dessa guerra, desse conflito.
02:31A preocupação maior é porque o Irã, como a gente vem noticiando, fechou, ameaçou fechar o Estreito de Hormuz,
02:37por onde passa 20% do petróleo mundial, ou seja, de cada 10 petroleiros passam ali pelo menos 2
02:47que fazem essa logística internacional da distribuição do petróleo.
02:53E há também a ameaça de incendiar, de atear fogo a qualquer navio petroleiro que tente furar o bloqueio feito
03:03pelo Irã nessa passagem.
03:05E claro, a gente vem acompanhando também tudo isso, tem impacto no preço do petróleo,
03:08a gente vem acompanhando o aumento na valorização dos preços tanto do Brent como do WTA,
03:14que são os dois tipos de petróleo de referência.
03:17E isso tudo leva a uma cadeia que a gente sabe pode chegar a influenciar de alguma forma aqui na
03:24nossa economia,
03:25mas a mensagem é de cautela e de uma situação mais tranquila por parte do ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
03:34Soraya.
03:35Obrigada, Léo, pelas suas informações.
03:37Aqui você volta, daqui a pouquinho a gente volta a conversar por tanto.
03:40Mari, vamos tentar fazer aí um blocão de coisas que esse conflito tem muitos aspectos para a gente discutir, né?
03:46Então, o Léo traz aí a declaração do ministro Fernando Haddad, dizendo que o governo brasileiro acompanha a situação no
03:52Oriente Médio com cautela.
03:54Mais cedo a gente mostrou também que o chanceler alemão, Friedrich Messer, foi o primeiro, inclusive, a se encontrar com
04:00Donald Trump
04:01e manifestou esse certo também apoio, mas com cautela.
04:05Como que você tem visto tanto aliados de Estados Unidos, né, como alguns representantes da Europa,
04:13nessa tentativa ali de sua própria afirmação de alguma forma de questões de segurança global, né,
04:20o Brasil também e depois a gente vai para o aspecto da economia, né, olhando aqui para o nosso país?
04:28Bom, Soraya, acho que essa visita, inclusive, do MERS aos Estados Unidos, quando ela é marcada,
04:34quando tem esse movimento, o contexto é outro, né?
04:37Quer dizer, embora a gente estivesse no processo de negociação com o Irã, o conflito não estava deflagrado,
04:42logo, o posicionamento, a postura de Friedrich Messer no combinado era de sentar ali para fazer uma pressão adicional
04:50em relação às instabilidades, inclusive, que Donald Trump vinha gerando no comércio internacional.
04:55A pauta nem era o conflito no Oriente Médio a princípio, né?
04:58Não era a pauta, essa não era a pauta.
05:00MERS que carrega aí já um outro histórico de visitas com o Donald Trump,
05:05deixou o MERS de cantinho, não é a primeira vez, onde ele perde um pouco o protagonismo
05:11e a capacidade aí de ter uma simbologia, inclusive, da força de um líder europeu,
05:18que é da maior economia europeia, portanto, que teria que ter ali um espaço de protagonismo talvez maior,
05:24e que Donald Trump, reiteradamente, deixa à margem.
05:28Então, assim, essa virada do assunto nos leva, então, levanta um pouco esse debate,
05:32quer dizer, de que maneira também que o conflito acabou deixando um pouco ofuscado o tema da Suprema Corte,
05:39com relação a... que foi uma derrota para Donald Trump,
05:42mas que ele, em seguida, levanta a hipótese de que vai colocar em 10, não, em 15,
05:46a tarifação volta para 10, isso gera uma instabilidade, instabilidade dos acordos, inclusive,
05:52que foram fechados com diversos países europeus, inclusive, e aí, só que essa deixa de ser a pauta, né,
05:59porque na prática, não, não, tem um problema maior agora de segurança,
06:02e eu, Donald Trump, estou fazendo um investimento que vai beneficiar o conjunto do mundo,
06:07que é algo que ele traz muito forte, né.
06:08Os jornalistas, inclusive, chegam a apontar que esse ataque ao Irã justamente foi um dos motivos,
06:14agora, no caso, para ofuscar esse tipo de pauta, né, seja tarifas, seja inflação alta nos Estados Unidos.
06:22Sim, o timing, ele é bastante providencial para você tirar exatamente essa...
06:28Porque isso estava... o Senado estava posto para ele ir somando críticas assim, né,
06:33porque veio a Suprema Corte, MERS visita e ia reforçar o posicionamento da União Europeia em relação a isso.
06:39Então, era uma fragilização num caminho eleitoral, né, assim, temos eleições nos Estados Unidos por lá,
06:45então, legislativas.
06:47Então, o que acontece?
06:48Fica difícil não colocar isso para ser debatido e, nessa visita, a postura de MERS demonstra o quanto,
06:55na prática, acaba sendo efetivo mesmo, porque o tema muda, né, a luz vai para a questão do conflito,
07:01volta a ter um posicionamento, inclusive, do ponto de vista da responsabilidade do continente europeu também em guerras.
07:09E é isso, a Europa que ia se colocar ali como, olha aí, queremos estabilidade, queremos um posicionamento seu,
07:15passa a ter que responder à agenda de Donald Trump.
07:18Ele vira a mesa de quem é que está colocando a agenda, né, isso é sempre problemático, né,
07:24porque o outro problema persiste.
07:26Temos ainda um problema sobre reorganização do comércio internacional e da geopolítica,
07:30e isso agora não foi tema.
07:32Inclusive, o Brasil, no caso, na figura do presidente Lula, tem um encontro marcado,
07:38ou pelo menos espera-se que os dois se encontrem agora neste mês,
07:42ainda não tem data, né, para que esse encontro aconteça,
07:46ou seja, ganha um peso maior se esse encontro acontecer.
07:49E aí vem Fernando Haddad dando essa declaração de que o governo acompanha a situação com cautela,
07:55com preocupação, mas já apontando que o conflito, na visão dele, não deve impactar a economia brasileira de forma imediata.
08:03É, a própria, inclusive, o próprio Lula não chegou a mencionar em nenhum discurso a questão do Irã com os
08:09Estados Unidos,
08:10e tem um pouco essa, saíram em notas, essa cautela que o ministro Fernando Haddad traz na sua fala,
08:16vem em notas oficiais, mas parece que a opção do governo brasileiro é a de não agir fortemente em relação
08:24a isso.
08:25exatamente por causa desse encontro, né, então assim, também um pouco o efeito na economia brasileira,
08:29a depender do que pode vir do Donald Trump e dessa forma que temos agora, que é muito aleatório, né,
08:37quer dizer...
08:37Tem que ser um movimento bem pensado.
08:39Porque pode vir alguma coisa.
08:40Se olhar simplesmente pelos movimentos e fluxos de agentes econômicos,
08:44ou seja, olhando incentivos de mercado e posicionamentos que saem da existência do conflito,
08:50que se desdobram da existência do conflito,
08:51a economia brasileira, ela tem aí, tem um espaço mais protegido de fato.
08:58Por quê?
08:58Porque os caminhos de contágio, né, os efeitos de contágio aí que afetam outras economias,
09:03pelo imediato aumento de preço de petróleo, a dependência da importação de petróleo,
09:08tudo isso, a própria presença física mais próxima do conflito, a logística...
09:13Pensando que a gente está um pouco mais distante, né, talvez por isso o efeito não seja tão imediato,
09:19mas não que o Brasil esteja imune.
09:22Não, a economia sempre se tem algum tipo de reflexo, né.
09:26Um dos pontos que a gente trouxe aqui, desde ontem também,
09:29é a questão da ureia que vem do Irã, né, a dependência dos fertilizantes,
09:34que pode afetar o agro-brasileiro.
09:36Mas aí a gente também deu uma certa sorte, né, porque a gente está no período de entre safra.
09:42Então, não é o momento de maior demanda pelos fertilizantes,
09:45pensando principalmente nos grãos que demandam esse tipo de...
09:49que fazem a compra dos fertilizantes.
09:51Então, é um risco, está posto risco.
09:54A desorganização das cadeias globais num conflito que se acelera, afeta todo mundo.
10:00Mas, como a gente está dizendo, neste ambiente onde todos são afetados,
10:05o Brasil tem uma posição estrategicamente aí agora privilegiada.
10:09Mas, acho que vale até só trazer o que o Fernando Haddad colocou de alguma maneira,
10:14talvez dar uma luz ao fato de que, ainda que tenha um privilégio aqui
10:18ou uma possibilidade de ganho ali, nunca perder de vista que o conflito é ruim.
10:22Pelo que a gente falou antes, né.
10:23Olha, tem perda civis, a ideia não é estender isso.
10:27E ainda que um setor ou outro possa ganhar competitividade nessa reorganização,
10:31não é um ambiente que se queira manter.
10:34Prolongar, né, por mais dias.
10:36Inclusive, sobre esse ponto em relação aos efeitos para exportação e até para o agronegócio,
10:42a gente vai falar mais sobre esse tema aqui nessa edição.
10:46Obrigada, Mari, por enquanto.
10:47Vamos a um destaque aqui do nosso site.
10:50Dólar, ouro, bitcoin, guerra no Irã, reacende busca por proteção.
10:55Veja onde investir.
10:57O ouro lidera a reação ao risco e volta a ser o principal ativo de proteção em momentos de incerteza
11:03geopolítica.
11:04Dólar ganha força como diversificação cambial, mas seu desempenho depende dos juros dos Estados Unidos e do fluxo global.
11:12Bitcoin oscila com volatilidade e pode diversificar a carteira,
11:17mas não substitui os rédeos clássicos em crises intensas.
11:21Esses foram, portanto, os destaques do Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, líder mundial em negócios no Brasil.
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11:45em negócios no Brasil.
11:48Maia Almeida, o que está acontecendo com o ouro, hein?
11:50Que voltou a ser o destaque aí do mercado dos investidores.
11:55Você mencionou a questão do hedge em momentos clássicos, nas crises intensas, né?
12:02E o curioso aqui é que o ouro entrou nessa crise já em alta, né?
12:07Teve uma baixa ali conjuntural, mas que já vinha dando esse sinal de, olha só, não estamos em crise intensa,
12:15mas como a gente está vivendo um ambiente mais amplo,
12:18porque agora a gente está falando de um momento de guerra, de conflito armado,
12:21mas na prática antes a gente estava falando o quê? Guerra comercial, instabilidades comerciais,
12:26geopolítica desorganizada, quebra do multilateralismo,
12:30tudo isso já tinha preparado um ambiente aí onde o ouro vinha subindo.
12:36E aí a subida em cima do alto, ela também é, na verdade, arriscada, porque fica aquela dúvida, né?
12:41Quer dizer, se é o momento de investir porque o ouro está subindo assim,
12:45a gente já aproveita para olhar a cotação do ouro e da prata nessa terça-feira, olha aí.
12:50Olha lá, agora ele está em quebra, porque está com 5.289, né?
12:54O ouro é alto, né?
12:55Passou...
12:55Ontem fechou super em alta.
12:58É, bateu 5.400, 5.000, até passou dessa cotação.
13:03Então, um movimento muito intenso rumo ao ouro, que de alguma maneira reforça que ele é sim um porto seguro,
13:09né?
13:09É onde a gente reconhece esse espaço de rede clássico,
13:14mas como, na verdade, o ambiente não é um ambiente, não está na normalidade,
13:20se é que a gente pode até tentar chamar isso.
13:22É, que tem um fator para que esse resultado aconteça, né?
13:27É, a pergunta é a seguinte, quer dizer, ok, eu quero fazer meu rede no ouro, porque é o que
13:30eu confio,
13:31mas nesse patamar, será que ele está confiável?
13:34Será que daqui a algum tempo, a hora que eu for vender,
13:37qual que é o grau de segurança que ele realmente pode me oferecer?
13:42E isso é algo que tem provocado volatilidade, provocou a volatilidade anterior,
13:46neste momento gera um pouquinho mais de dúvida,
13:50e claro, de alguma maneira também acaba dando espaço para outras alternativas.
13:55Como o Bitcoin, por exemplo.
13:56Por isso o Bitcoin subiu, né?
13:58Quer dizer, aí é um movimento menos clássico, né?
14:02E menos, talvez, óbvio, do movimento de mercado,
14:06mas o Bitcoin que vinha numa queda acentuada,
14:09tinha acabado de dar uma estabilizada,
14:11ele passa a ser uma alternativa, porque daí ele está barato.
14:14Porque se fazer rede em momentos de crise, é o que se faz,
14:18é vamos procurar algum lugar, mas a entrada no meu investimento
14:21importa o patamar que ele está, para saber,
14:23eu estou me defendendo do que exatamente.
14:25E aí, numa visão mais geral, o Bitcoin estava um pouco mais barato
14:29no momento em que eclode a crise.
14:32E a dificuldade também de saber até que ponto vai essa crise, né?
14:36Não se sabe o quanto vai levar.
14:38Então, por isso que fica essa incerteza ainda maior, né?
14:41Não sabe quanto tempo vai demorar,
14:43não sabe o que vai fazer com os preços internacionais,
14:45porque é isso, aqui o timing vai fazer toda a diferença.
14:48Quanto mais tempo o conflito se prolongar mesmo,
14:52mais a transmissão do ponto de vista de preços e inflação,
14:56via petróleo e energia, vai se consolidar.
14:59E aí, isso é um problema que acaba afetando as cadeias globais como um todo,
15:04porque se a inflação volta, inflação que a gente tinha acabado
15:07de começar a deixar um pouquinho de lado,
15:09as economias perdem as suas ferramentas de incentivo ao crescimento,
15:14e aí você pode ter um efeito que é o pior efeito para a economia,
15:17que é inflação de custos, onde está tudo caro,
15:20e ao mesmo tempo eu não tenho espaço para ampliação de demanda.
15:23Então, vai atravancando, eu fico com poucas alternativas,
15:27e falo, onde eu guardo?
15:29Ouro?
15:30Bitcoin?
15:32Até quanto?
15:32Em qual preço?
15:33Essas são as crises.
15:35E aí, só para colocar o molho final nessa história,
15:38tem as incertezas com relação ao dólar.
15:40O dólar vinha perdendo força,
15:43neste momento tem uma reversão,
15:45e aí, porque é o conhecido,
15:47e dado que o ouro já está em alta,
15:49o Bitcoin não tem essa força de segurança tão significativa, histórica,
15:56aí o dólar realmente se recoloca como uma possibilidade de refúgio,
16:01ainda nesse momento.
16:02Ainda que, se a gente abre a lupa e tem uma temporalidade um pouquinho maior,
16:07as dúvidas com relação ao dólar estejam crescendo.
16:09Então, não, é uma crise,
16:10mas é uma crise num momento onde já tinha uma crise.
16:13Tinha uma crise mais de fogo baixo,
16:16associada às reconfigurações do comércio internacional,
16:19e o conflito, ele acontece neste momento.
16:21Por isso que, para a alocação de recursos,
16:24aí é mais cirúrgico mesmo,
16:27com um pouco mais de diversificação,
16:29voltando à tônica, né?
16:30E é uma situação inédita?
16:32Não, é porque tivermos outras guerras,
16:34outros períodos assim,
16:35ou esse conflito agora
16:38ganhou uma roupagem diferenciada de outros episódios.
16:43A diferença é que ele acontece no momento
16:45onde o sistema monetário internacional vinha em transição.
16:49Então, assim, a gente,
16:50nesse sentido, para fazer algum paralelo,
16:52é um paralelo para os anos 70.
16:54Lá nos anos 70, a gente tinha,
16:56também tinha acontecido a ruptura do padrão dólar-ouro,
16:59que, guardadas as devidas proporções,
17:01se assemelha às dúvidas se tem o dólar agora,
17:04só que lá era um padrão oficial,
17:05agora é mais uma questão de institucionalidade,
17:08são momentos diferentes,
17:09mas ali teve as crises do petróleo também,
17:12que pressionaram preços também,
17:13também tinha um conflito,
17:15inclusive no Irã,
17:16teve conflitos relacionados a isso.
17:18Então, é mais ou menos aquele momento,
17:20só que a história não se repete, né, Soraya?
17:22Não dá para dizer que...
17:23É a mesma situação,
17:25o mesmo cenário.
17:26Olhar para lá,
17:27para tentar ver qual é o final deste momento...
17:29Capítulo da história não tem como, né?
17:31Não, é muito difícil,
17:31porque os atores são outros.
17:33O próprio setor do petróleo está muito diferente, né?
17:36A gente tem, hoje,
17:37mais produtores do que tinha naquele momento.
17:39O lugar estratégico dos Estados Unidos
17:41é muito diferente na produção de petróleo
17:43do que era nos anos 70.
17:45Então, é outro momento histórico.
17:47Mas, para quem vai investir,
17:49as inseguranças se assemelham um pouquinho.
17:51Lá, o desfecho foi de um fortalecimento grande do dólar,
17:54com altas taxas de juros
17:56e uma reação contra a inflação,
17:57que levou a uma recessão mundial,
17:59de fato, mais pesada no início dos anos 80.
18:03Esperemos que isso não seja agora.
18:05Acho que as condições são bastante diferentes,
18:08mas, enfim, temos que ficar atentos.
18:10E aí, de novo,
18:11o ouro volta a brilhar como alternativa.
18:14Daqui no momento não tinha o Bitcoin,
18:15não existia o cripto.
18:16Vamos olhar a prata
18:17para a gente também concluir aqui a cotação do dia.
18:20Vamos lá.
18:21A prata caiu um pouquinho.
18:22Ela está mais volátil que o ouro?
18:24Mais volátil.
18:25E ela foi, em termos de fuga para a prata,
18:28no momento agora,
18:29ela foi um pouquinho mais lenta, na verdade,
18:31porque o ouro aí se estabeleceu
18:32como a ultravalorização do ouro aconteceu
18:36nesse momento.
18:37Por isso, inclusive,
18:38que agora deve ter uma calibragem em relação a isso.
18:40Mas é importante,
18:41porque a gente sempre analisa
18:43a tendência dos dois,
18:44que costuma acompanhar.
18:46Quando um sobe, o outro sobe,
18:48porque é essa busca por metais.
18:50Mas o preço relativo ao ouro prata,
18:52neste momento,
18:53é interessante observar.
18:54Ele cresceu um pouquinho ontem,
18:55então, essa proporção aí,
18:57dando sinais de que o grau de insegurança é tal
19:01que o fortalecimento do ouro
19:02também acaba prevalecendo.
19:04Vamos tentar acompanhar um pouquinho mais isso
19:06para seguir.
19:07Bom movimento até o final do dia,
19:09mas nesse momento, portanto,
19:10caindo prata também.
19:12Exatamente.
19:125,59%.
19:14Obrigada.
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