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Transcrição
00:00E agora a gente vai continuar falando sobre esse assunto do conflito no Oriente Médio,
00:05que com o mundo atento aos desdobramentos do conflito lá no Golfo Pérsico e a busca por ativos seguros em
00:11alta,
00:12como fica o mercado brasileiro diante deste cenário?
00:14Sobre esse assunto eu vou conversar com o economista e professor do Núcleo de Negócios do Instituto Mawad Tecnologia,
00:21Ricardo Balistieiro, que também analisa os impactos e as perspectivas para os investidores.
00:27Ricardo Balistieiro, seja muito bem-vindo aqui ao Prémarket, sempre bom tê-lo aqui conosco.
00:33Tudo bem contigo, professor?
00:35Tudo bem, Eric. Bom dia a você. Bom dia, Mariana.
00:39Professor, a gente acompanhou ontem que parece que o investidor aqui no Brasil caiu na real,
00:45da dimensão do que é esse conflito, já precificando talvez uma redução da Selic menor do que era esperada.
00:55também, muito por conta de uma possível inflação, ou do aumento da inflação, a aversão de ativos a risco.
01:04Até quando pode durar aí esse bear market ou esse risk-off aqui no país?
01:12Acho que tudo vai depender dos próximos passos da guerra.
01:16A grande questão, Eric e Mariana, é que até o presente momento não se tem uma razão objetiva para essa
01:26guerra.
01:27E veja que isso não são os analistas que estão dizendo, é o próprio governo americano.
01:34O Donald Trump disse que a grande questão envolvia riscos oriundos do Irã.
01:43Enquanto o Marco Rubio fala que a guerra está sendo promovida em nome de Israel.
01:51Então, existe uma contradição muito grande sobre as razões da guerra.
01:56O fato é que a opinião pública norte-americana, até o presente momento,
02:02está, de alguma maneira, em dúvida em relação à postura do governo americano
02:10que se elege dizendo que acabaria com guerras.
02:13E as guerras, elas estão aumentando no mundo.
02:18Por que isso, Eric e Mariana?
02:20Porque Donald Trump se elege em cima de questões muito fortes ligadas à inflação,
02:30que foi muito forte, principalmente no último ano, no governo Biden.
02:35E guerras custam muito caro.
02:38Para uma economia que já vem com problemas fiscais graves,
02:43fomentar guerras sem grandes razões de ser
02:48fazem com que a opinião pública norte-americana fique muito preocupada.
02:53Então, tudo vai depender dos próximos passos.
02:56Ninguém esperava um ataque que levaria à morte do Alicameleic.
03:00Quer dizer, se esperava há 10 dias atrás
03:03que as negociações pudessem avançar e talvez houvesse um ataque ou outro.
03:07Mas não algo do tamanho que tenha ocorrido
03:10e se espraiado pela região, que é o mais importante.
03:14Por isso que nós estamos sentindo impactos econômicos muito fortes.
03:18Principalmente na data de ontem, que foi muito complicado.
03:21Exatamente porque as incertezas em torno do conflito crescem a cada dia.
03:27E isso certamente, quer dizer, incerteza e mercados não casam.
03:32Razão pela qual nós temos percebido uma fuga do risco
03:37e um retorno para a segurança.
03:39Por isso que as bolsas caem e o dólar sobe.
03:42E Bovespa, rapidinho, Mari e professor,
03:44que teve a pior queda ontem desde dezembro do ano passado.
03:49Mário Almeida.
03:50Enfim, eu ia até brincar aqui que tem esse aumento da aversão ao risco.
03:55O Dura sabe o que é seguro nesse ambiente,
03:57porque já vinha aí um conjunto de incertezas muito grande.
04:01E é sobre isso que eu queria te perguntar, Ricardo,
04:03porque justamente o Donald Trump ganha com algumas bases de apoio, digamos assim.
04:10Uma é exatamente contra a inflação e com um modelo econômico diferente,
04:15digamos assim, mais protecionista,
04:17que apontava altas taxas de importação para fechar a conta.
04:23E o outro lado é esse lado mais forte, resolutivo, para redução de guerras.
04:27Eu queria que você falasse um pouquinho sobre o contexto,
04:29porque ele resolve fazer esse ataque exatamente na semana após a derrota dele na Suprema Corte,
04:36que poderia engatar aí uma crise maior,
04:39inclusive de questionamento de retorno das receitas de importação.
04:42O modelo econômico estava lá questionado.
04:45Você vê relação entre essas coisas?
04:47Quer dizer, será que agora ele resolveu abandonar a economia
04:49e focar no debate sobre a geopolítica?
04:52Como é que você enxerga a possibilidade,
04:55se existe, de entender o racional dele de retorno para a sua base?
04:59É bem difícil entender o racional do Donald Trump e do governo Trump.
05:05Por quê?
05:05Porque os sinais todos são muito confusos.
05:09É claro que parece que, tanto no caso de Israel, do Netanyahu,
05:14quanto no próprio caso do Donald Trump,
05:17as eleições que se aproximam, tanto nos Estados Unidos quanto em Israel,
05:23ditam o ritmo da guerra.
05:25E até o presente momento, o Netanyahu está um pouquinho à frente,
05:30porque se há uma pauta que une os israelenses, é a pauta antira.
05:36E isso não está ocorrendo nos Estados Unidos.
05:40Depois de muito tempo, salvo ainda a população americana acima de 50 anos,
05:46mas os jovens, principalmente, depois das questões envolvendo Gaza
05:52e do massacre, quer dizer, não há nenhuma outra forma de qualificarmos
05:59o que aconteceu em Gaza.
06:01Depois de toda aquela matança, os jovens norte-americanos, principalmente,
06:07que ajudam fortemente o apoio do governo americano a Israel,
06:12que é uma coisa que há pouco tempo atrás é grave.
06:15Quer dizer, republicanos ou democratas,
06:18literalmente, tinham que declarar apoio ao Israel, senão não ganhariam a eleição.
06:22E hoje essa situação muda um pouco.
06:25O Donald Trump tem uma derrota forte na Suprema Corte.
06:29Ele próprio não esperava aquilo,
06:31tanto que a reação nos dias subsequentes foi muito confusa.
06:35Então vamos manter uma tarifa de 10,
06:38depois vamos pôr uma tarifa de 15.
06:40Mas o fato é que esse protecionismo norte-americano
06:45não tem gerado os benefícios internos que o Donald Trump imaginava,
06:50que era um discurso para oferecer a indústria e o mercado norte-americano.
06:55Os Estados Unidos continuam com o déficit,
06:58o resultado externo não é bom,
07:02e os dados de inflação também não combinam com aquilo que se projetou.
07:08Então, o que se imagina é que a guerra pode ter sido uma resposta
07:13ou mais uma cortina de fumaça
07:15para incorrer essa derrota forte que o governo teve há duas semanas atrás.
07:20Ricardo, a gente já viu alguns setores da economia brasileira
07:25reclamando aí ou já projetando impactos, por exemplo,
07:29nas exportações como o setor de carne,
07:31também a indústria de máquinas e equipamentos.
07:34Agora, por outro lado, queria saber de você.
07:37O setor petrolífero no Brasil, ele pode se beneficiar de alguma forma
07:41com essas restrições lá no Estreito de Hormuz
07:44e também com a paralisação de algumas refinarias ali no Golfo Pérsico?
07:49Então, no curto prazo, sim, viu, Eric?
07:51Mas no longo prazo, se o conflito se prolonga,
07:57a expectativa é que o dólar tenha atingido,
08:00talvez ele esteja muito próximo do seu pico.
08:03Porque como nós temos excesso de dólar, o petróleo,
08:07é porque nós temos excesso de petróleo no mercado internacional.
08:10Então, sair de 60 dólares e chegar a 80,
08:12talvez se aproximar de 85, alguma coisa assim,
08:15a expectativa é que esse seja o pico.
08:18E depois, como tem muito petróleo sobrando no mercado,
08:21esses preços voltem a recuar e fiquem na casa de 60, 70 dólares.
08:26Então, isso não geraria grandes problemas inflacionários internacionais.
08:30A grande questão é se, eventualmente,
08:34bases produtoras começarem a ser atingidas.
08:38Acho que esse é um ponto importante,
08:40porque isso, sim, poderia jogar o preço acima de 100 dólares.
08:44Ou, por exemplo, um conflito muito forte lá no Estreito de Hormuz,
08:49por onde passa não só a produção do Irã,
08:52mas passa a produção dos grandes produtores de petróleo no mundo.
08:56Quer dizer, estamos falando de alguma coisa entre um quinto
08:59e um quarto de toda a exportação de petróleo no mundo.
09:03Então, eu diria que a grande expectativa é que passe exatamente por isso.
09:08Se bases produtoras, refinarias, enfim, forem atingidas,
09:13isso pode ter um impacto muito forte.
09:15E se o estreito ficar fechado, se isso não acontecer,
09:18a tendência, realmente, é que nos próximos dias
09:21nós tenhamos um retorno do petróleo aos preços
09:25que têm sido praticados nos últimos meses,
09:28e que isso não gere maiores consequências
09:30do ponto de vista da inflação no mundo.
09:32Ricardo Balistieiro, queria muito agradecer
09:35a sua participação aqui no Prémarket.
09:37Sempre bom falar contigo e trazer o seu olhar
09:39sobre os mercados globais.
09:41Grande abraço para você e uma ótima quarta-feira.
09:45Obrigado, Eric. Obrigado, Mariana.
09:47Sempre um prazer.
09:48Até mais.
09:49E aí
09:49E aí
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