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O ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que tem entre os sócios o ministro Dias Toffoli. A medida havia sido determinada pela CPI do Crime Organizado para investigar a compra de um resort por um fundo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/b9_2Yhl1iF8

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Transcrição
00:00Para começar, eu acho que o principal destaque que chega de Brasília é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar
00:06Mendes.
00:07Ele suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridit, que tem entre seus sócios o ministro
00:16Dias Toffoli.
00:17O sigilo havia sido rompido pela CPI do crime organizado na quarta-feira,
00:21sob a justificativa de investigar a compra de um resort da empresa por um fundo ligado ao ex-banqueiro Daniel
00:29Vorcaro, do Banco Master.
00:31Gilmar afirma que a quebra de sigilo se deu em manifesto e incontornável descumprimento dos limites do objeto da apuração
00:41parlamentar
00:42e definiu a providência como invasiva, é destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida.
00:53Essa decisão gerou muitos debates a respeito de politização e interferência nas investigações que podem atrapalhar a resolução dos casos.
01:04Vou chamar os nossos comentaristas, quem é que está posto?
01:07Vou chamar o Luiz Felipe Dávila, Dávila está ao vivo com a gente, vai trazer suas análises e impressões a
01:13respeito dessa decisão
01:15tomada por um integrante da Suprema Corte, a suspensão da quebra do sigilo de uma empresa que tem como sócio
01:23um integrante da Suprema Corte.
01:25Quais aspectos dessa notícia precisamos destacar, hein, Dávila? Bem-vindo.
01:30Boa noite, Caniato, boa noite, Mota, Musa e a nossa querida audiência.
01:35Caniato, é uma decisão política e não jurídica.
01:40Afinal de contas, a empresa está sim envolvida com o Banco Master numa operação
01:48que precisa ser investigada e que já está sendo investigada pela Polícia Federal.
01:55Não é um desejo do Parlamento de explorar politicamente uma empresa ligada a familiares de um ministro do Supremo Tribunal
02:07Federal.
02:08É uma investigação séria com fortes indícios de ligação do Banco Master com esta empresa.
02:18Portanto, precisa ser investigado, sim.
02:21Agora, o que chama atenção é baseado em que ofício, em que capacitação do Supremo
02:30pode o juiz dar uma canetada dessa e suspender um trabalho que está começando a ser feito
02:35de investigação tanto na Polícia Federal como agora no Congresso Nacional.
02:39Então, assim, é algo que quem precisa explicar essa decisão é o próprio ministro Jumar.
02:45Porque olhando do ponto de vista constitucional, jurídico, é difícil justificar uma decisão política.
02:54O que mostra, mais uma vez, que quando investigações começam a bater no topo, no ministério ou no Supremo,
03:04o que acontece é que o corporativismo entra em ação para tentar abafar qualquer tipo de investigação.
03:13O que mostra que muitos membros do Supremo ainda acreditam que qualquer investigação
03:20que mexam com personagens do Supremo é, na verdade, um desafio.
03:26Não só um desafio, mas pode ser um ato de agressão à instituição.
03:31Não tem nada a ver de agressão com a instituição.
03:34Tem a ver com o cumprimento de um ritual de investigação do maior escândalo financeiro do Brasil.
03:42Que, porventura, tem uma empresa de um familiar do Supremo envolvido na história.
03:47A notícia em destaque, a abertura de os pingos nos diz a decisão de um ministro da Suprema Corte
03:53que anula a quebra de sigilo da empresa de um outro ministro do STF.
04:00E aí, muitas discussões também a respeito do corporativismo.
04:05Deixa eu chamar o Roberto Motta, o Motta está ao vivo no Rio de Janeiro,
04:08trazer também as impressões a respeito dessa notícia, dessa decisão que foi tomada pelo magistrado.
04:16Bem-vindo, Motta. Boa noite.
04:18Essa decisão tem um aspecto político e um aspecto jurídico, Caniato.
04:25Vamos analisar um aspecto de cada vez.
04:28Boa noite a você.
04:30Boa noite aos meus colegas de bancada.
04:33Boa noite aos nossos espectadores e ouvintes.
04:37Do aspecto político, eu volto a dizer aqui o que eu já disse algumas vezes.
04:44Eu não entendi muito bem o que é que a CPI do crime organizado está fazendo,
04:51investigando a história do Banco Master.
04:55Crime organizado, no meu entender, trata-se de facções e há muita coisa a ser investigada.
05:02Então, eu sempre tive essa dose de espanto.
05:06Por que a CPI do crime organizado entrou nesse assunto?
05:11Isto posto, mais estranho do que o movimento da CPI, foi esse ato jurídico aqui.
05:19Como eu não sou jurista, eu vou deixar o comentário para o André Marciglia,
05:25que conhece desse assunto muito bem.
05:27Ele diz o seguinte, li a decisão que anulou a quebra de sigilo da empresa.
05:34É o nome, Marid, eu não sei pronunciar direito isso.
05:37Ele diz, é difícil tratá-la como um ato jurídico.
05:41Trata-se na prática de uma manobra política.
05:46Ele diz, o ministro não foi sorteado, nem havia fundamento para prevenção.
05:51A empresa peticionou em um mandado de segurança de 2021 relativo à CPI da Covid e já encerrado,
06:03alegando suposta similitude fática.
06:07O ministro reativou o caso e nele concedeu de ofício habeas corpus para impedir a quebra de sigilo.
06:15E aí, o André Marciglia encerra o comentário dizendo o seguinte,
06:20trocando em miúdos, a empresa escolheu o relator, o relator acolheu a escolha
06:27e ainda proferiu uma decisão sem pedido em processo com objeto estranho ao caso concreto.
06:36Programas Pingos nos Istos.
06:38Nossos comentaristas analisam a decisão tomada pelo ministro da Suprema Corte,
06:43o ministro Gilmar, suspendendo a quebra de sigilo da empresa que tem um outro ministro do Supremo como sócio.
06:50Inclusive, só destacando a audiência rotativa,
06:54ele, nessa decisão, o ministro disse que a quebra de sigilo se deu em manifesto
07:00e incontornável descumprimento dos limites do objeto da apuração parlamentar
07:06e definiu a providência como invasiva e é destituída de idoneidade
07:11por completa e absoluta ausência de fundamentação válida.
07:16Deixa eu trazer o Bruno Musa.
07:18O Bruno também está com a gente acompanhando esse caso.
07:21Bruno, seja bem-vindo.
07:22Ótima noite a você.
07:23Quais são suas considerações iniciais a partir dessa notícia
07:27que dominou o noticiário na tarde de hoje?
07:31Boa noite, Caniato.
07:32Boa noite, Dávila Mota, a todos que nos escutam.
07:36Algo que entristece.
07:39Acima de tudo, entristece a cada um de nós
07:42pelo posicionamento que o Brasil vai indo.
07:46A gente sempre brinca aqui entre jogar entre o otimismo e o pessimismo
07:52e quando você tenta colocar um pezinho no otimismo
07:56que eu venho mencionando no Brasil, acontece uma coisa dessas.
08:00Se vocês lembrarem, ontem eu fiz uma pergunta
08:03quando nós entrevistamos o senador Girão a respeito disso.
08:07Qual seria, na cabeça dele, a possibilidade do STF intervir em decisões
08:13de dias históricos que estavam acontecendo,
08:17como o que foi a quebra de um sigilo de uma empresa onde o ministro
08:22assumidamente é sócio, ele próprio diz que é sócio da empresa,
08:26com claros indícios que levam a mínimas dúvidas
08:31que uma CPMI, com toda a legitimidade que tem
08:34para abrir o sigilo, para quebrar o sigilo, essa CPMI tem,
08:40tem um corporativismo do próprio STF dizendo que não.
08:44Vamos fazer até, inclusive, outros paralelos com o que nós fizemos aqui ontem,
08:49também daquela juíza dizendo que com o teto constitucional dos 46 mil reais
08:56não conseguia comprar um lanche, ou não tinha um lanche,
08:59alguma coisa assim, que nós fizemos todos os devidos comentários aqui.
09:03O que eu ligo um assunto com outro?
09:05O Gilmar Mendes é o mesmo que disse que penduricalhos não poderiam
09:08e que teria que retirar aos poucos esses penduricalhos.
09:11Ora, se o penduricalhos é ilegal, como é que eles querem tirar algo que é ilegal,
09:16que eles assumidamente recebem e querem tirar de maneira gradual?
09:21Imagina se um cidadão comum que tem indícios de corrupção,
09:25como nós estamos vendo agora aqui pela CPMI,
09:28ele falar, eu não quero ter as minhas contas devassadas,
09:34igual foi a justificativa do Gilmar,
09:37que se suposto essa quebra de sigilo teria que parar,
09:41porque senão as contas de um ministro do STF seriam investigadas,
09:47haveria uma devassa nas contas.
09:50Se há indícios, qual é o problema?
09:52Por que o cargo ministro está acima do cidadão ou da empresa como um todo,
09:56que nós somos obrigados a financiar?
09:59E fazendo o link novamente com aquilo da juíza dos penduricalhos,
10:04ilegalidade não pode, mas vamos tirar gradualmente?
10:07Será que então nós poderíamos pedir para que a gente pudesse pagar gradualmente
10:11o nosso IPVA daqui 10, 20, 30 anos?
10:14Será que a gente pode pagar também o nosso IPTU daqui 10, 20, 30 anos?
10:17Ou simplesmente decisões como essa só valem para quem se coloca acima da Constituição
10:23e acima da população como um todo?
10:25Que nós somos obrigados a financiar?
10:28E ai de nós se questionarmos esse tipo de conduta?
10:32Ai de nós se questionarmos que temos que sustentar essa máquina ineficiente
10:36que joga contra a gente?
10:38Então, dois dias históricos de Brasil serviram para dar uma marretada
10:43na cabeça do brasileiro com uma decisão como essa
10:45e jogar tudo por água abaixo numa decisão onde, mais uma vez,
10:50simplesmente, infelizmente, nos envergonhamos desse país.
10:54Inclusive, é importante lembrar nossa audiência que o autor do requerimento para a quebra do sigilo
11:01foi o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe.
11:06As informações que chegam indicam que o ministro já pediu que a Suprema Corte
11:11acabe comunicando o Senado a respeito dessa decisão.
11:16E ai fica a pergunta sobre o que vai acontecer com essas investigações.
11:22Ainda que o Mota tenha feito um questionamento a respeito do objetivo dessa comissão,
11:29muitos estavam animados com essa possibilidade de revelações, de informações virem à tona, né, Dávila?
11:35E ai, pro grande público, quem acompanha o noticiário, sem lupa, tem a seguinte impressão.
11:42Poxa, dão um passo adiante, só que daí no dia seguinte, dois passos pra trás.
11:48Ai é difícil conseguir concluir qualquer investigação, né, Dávila?
11:52É verdade, Caniato.
11:54E esse é um ponto fundamental.
11:56O questionamento do Mota é o mesmo da justificativa de Gilmar Mendes,
12:02que não está no escopo da CPMI do crime organizado.
12:07E o Mota trouxe esse ponto também.
12:10Agora, esse ponto precisa ser esclarecido porque ele é fundamental.
12:14Bom, primeira coisa, essa quebra de sigilo foi pedida pelo senador Alessandro Vieira,
12:21que é um dos senadores mais criteriosos, cuidadosos e analistas profundos do tema.
12:28Jamais tenta fazer circo político em torno dessas coisas.
12:34Então, primeiramente, a seriedade de quem está pedindo.
12:37A segunda coisa, aí Mota, respondendo a sua pergunta, tem tudo a ver.
12:42O que a CPMI do crime organizado está fazendo
12:45é tentando mostrar essa conexão da lavagem do dinheiro com o crime organizado.
12:51E isso está, sim, no escopo da CPI.
12:54Por quê?
12:56Porque quando se pega Banco Master, Reag,
13:00tudo isso é movimentação ilegal de dinheiro.
13:04É isso que está sendo investigado.
13:05Se houve movimentação ilegal de dinheiro, se houve lavagem de dinheiro.
13:10E essa é uma peça fundamental para se chegar ao crime organizado.
13:16Crime organizado não é só controle de território,
13:19não é só aterrorizar a população.
13:23Crime organizado no mundo inteiro tem uma rede muito sofisticada
13:28de infiltração na política e negócios lícitos e ilícitos
13:33que usa lavagem de dinheiro.
13:35Então, quando pegam instituições como Banco Master, Reag,
13:40ligados a pessoas intimamente próximas ao crime organizado,
13:47tem um ponto fundamental.
13:48É entender o tal do seguir o dinheiro
13:51para desmantelar a movimentação financeira do crime organizado.
13:56Então, no meu entendimento, está sim no escopo
14:01da Comissão Parlamentar de Inquérito.
14:03Então, isso precisa ser muito bem claro,
14:07porque não é só pegar líder de facção.
14:11Precisa entender a movimentação financeira.
14:14E, ao meu ver, isso está no escopo.
14:16Por isso que a justificativa de que isso não estaria no escopo
14:20me parece muito estranho.
14:22Ainda mais o ministro Gilmar Mendes
14:25compreendendo esta dimensão da movimentação ilegal de dinheiro
14:31que vem ocorrendo por meio dessas instituições financeiras
14:35envolvidas na investigação
14:37e com indícios fortíssimos de envolvimento
14:41com a copla do crime organizado.
14:44Pois é, deixa eu passar para o Mota.
14:45Talvez o Mota tenha um complemento a fazer nessa reflexão
14:48a respeito dos objetivos de cada comissão
14:51ou até um ajuste para cá, para lá, dos parlamentares,
14:56para tentarem abarcar outros temas
14:59que inicialmente nem tinham sido listados
15:02como os principais a serem investigados.
15:06É aquele jeito de dar um jeitinho,
15:09acaba colocando aqui e ali.
15:10Vamos ver no que vai dar, Mota?
15:12Bom, é evidente que o crime organizado
15:17se sustenta com lavagem de dinheiro
15:20no mercado financeiro.
15:22Agora, isso não significa que a CPI do crime organizado
15:27pode entrar nas investigações do Banco Master
15:32como se não houvessem outros assuntos a serem tratados.
15:39Caiu o sinal do Mota, até ele estava falando
15:41e eu compreendi o que ele dizia,
15:44mas a imagem congelada.
15:45A gente só vai refazer o contato com o Mota
15:48e aí ele conclui essa análise
15:51a respeito das investigações
15:53que tratam de temas distintos,
15:56mas que se conversam
15:57ou que em algum momento se encontram,
15:59tanto que a gente tem acompanhado.
16:02A CPI do Banco Master,
16:04mas daí a CPMI da fraude do INSS
16:08também vai escutar,
16:10o desejo de escutar Daniel Vorcaro
16:12e aí CPI do crime organizado.
16:15Enfim, são três iniciativas,
16:17três investigações
16:18que em algum momento podem se encontrar.
16:21Retomamos o contato com o Mota.
16:22Mota, seu sinal congelou.
16:25Vou pedir para você retomar.
16:28Então, agora,
16:29o que está acontecendo no Congresso é visível.
16:31Todo mundo quer um pedaço da história do Banco Master.
16:35Eu sempre faço aqui perguntas
16:39para trazer o lado prático.
16:42Qual será o resultado disso?
16:46De tanta gente convocando tanta gente,
16:49tantas CPIs convocando tanta gente
16:51para ir no Congresso,
16:52para dar depoimento.
16:54O que o Dávila disse,
16:57o que a gente já sabe,
16:58já existem elementos
17:00que já foram divulgados,
17:02que foram colhidos
17:03nas investigações atuais
17:05que comprovam já
17:06a extensão da fraude,
17:09a variedade
17:10da quantidade de autoridades
17:13envolvidas nisso.
17:14O que mais está faltando?
17:16Esse é um trabalho de polícia.
17:18As CPIs e CPMI's,
17:20elas fazem um trabalho político.
17:24Então, a CPI ou CPMI
17:26não vai substituir o trabalho de uma polícia.
17:29O trabalho de investigar,
17:31levantar as evidências,
17:34processar e condenar
17:36é do sistema de justiça criminal.
17:38A gente sabe que o sistema de justiça criminal
17:40não faz isso e não vai fazer
17:42em nenhum desses casos.
17:43Agora, se o sistema de justiça criminal
17:45não faz,
17:46muito menos vai fazer uma CPI.
17:48Essa CPI do crime organizado,
17:51salvo engano,
17:52ela é do Senado.
17:54Não é isso?
17:55Isso.
17:56O Senado Federal
17:57tem um papel muito importante
17:59de correção das coisas
18:01que estão acontecendo hoje no Brasil.
18:03A gente não está vendo
18:05o Senado cumprir esse papel.
18:07Tanto que vira e mexe aqui
18:08a gente fala sobre o próximo Senado,
18:11porque é importante
18:13as eleições
18:14por causa do próximo Senado,
18:17que a composição dele
18:18tem que ser mais conservadora.
18:19Então, Dávila, me perdoe.
18:22É lógico que tem alguma utilidade.
18:25Acho que qualquer CPI
18:27no Congresso Nacional,
18:28se quiser, pode ouvir.
18:30O Banco Master
18:30vai encontrar alguma coisa errada
18:32em praticamente todas as áreas
18:35da vida nacional.
18:36Mas isso não significa
18:38que esse seja o assunto.
18:40Agora, veja bem.
18:41eu não sei se esse foi
18:44o embasamento do ministro
18:47para negar a quebra de sigilo.
18:52Eu...
18:52A minha opinião não é jurídica.
18:55Eu estou falando do ponto de vista
18:57político e do ponto de vista prático.
18:59Do ponto de vista de um cidadão
19:01que está cansado de espetáculo,
19:03está cansado de lacração,
19:04está cansado de videozinho no YouTube,
19:07está cansado de discurso indignado
19:09e vê zero resultado.
19:12Absolutamente zero.
19:13E vou reforçar aqui
19:15o meu ceticismo.
19:17E, Caniato,
19:17a gente, de repente,
19:18pode abrir aqui
19:20uma tabela de...
19:21um painel de apostas.
19:24Porque eu continuo apostando.
19:25Porque o resultado final
19:27disso aí vai ser zero.
19:28zero.
19:29Ninguém vai ser punido.
19:31Nenhum desses banqueiros,
19:33altas autoridades,
19:34sócios de empresas,
19:36estão fazendo esse escarcel,
19:38nada vai acontecer com eles.
19:41A menos
19:41que o Congresso Nacional
19:45assumisse a sua responsabilidade,
19:47da qual ele se esquiva,
19:49principalmente o Senado,
19:50e vocês sabem do que eu estou falando,
19:55e demonstrasse a sua independência
19:57e a sua assertividade.
19:58Não estou vendo isso acontecer.
20:00Estou vendo.
20:01É a busca por espetáculo.
20:03Pois é.
20:03Eu vou trazer um outro destaque
20:05relacionado à quebra de sigilo
20:07e também posicionamento do Senado.
20:08Deixa eu só passar rapidamente
20:09para o Dávila,
20:10que ele talvez tenha
20:11só um último complemento
20:12em relação a esse assunto
20:13após a fala do Mota.
20:15Quer trazer algum complemento,
20:16Dávila?
20:17Senão eu viro a página.
20:19Bom, eu concordo com o Mota
20:21que isso vai acabar em pizza.
20:22por uma razão muito simples.
20:25Tem muita gente envolvida
20:27de todos os partidos.
20:28Quando tem muita gente envolvida
20:29de todos os partidos,
20:30o negócio é abafar.
20:31Mas, eu entendo a importância
20:34de uma comissão parlamentar
20:35de querto agora,
20:36porque pode colaborar
20:38para dar evidências
20:39e investigações sendo feitas
20:41na Polícia Federal
20:42e criar mais constrangimento
20:45no Ministério Público,
20:46que ultimamente
20:48atua como um serviçal
20:50do Supremo
20:51e não mais quase
20:52como um poder independente
20:54capaz de atuar
20:56em cima de casos
20:58que têm provas,
21:00investigações robustas
21:02o suficiente
21:03para se abrir um processo.
21:05Portanto,
21:06estou de acordo
21:07com o ceticismo
21:07que a CPI
21:08não vai dar impunição,
21:10mas eu considero
21:11muito importante
21:13para continuar
21:14dando visibilidade
21:15ao maior escândalo
21:16financeiro do Brasil
21:18e ajudar
21:19a Polícia Federal
21:20a continuar
21:21a sua investigação
21:22sem muita interferência
21:24dos outros poderes.
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