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O setor de aço e alumínio ficou fora da nova tarifa global de 15% anunciada pelo presidente Donald Trump, mas continua sujeito à sobretaxa de 50% para entrar no mercado americano, com base na Seção 232.

Em entrevista ao Real Time, Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel, afirmou que a indústria aposta na via diplomática, especialmente diante da possível agenda entre Lula e Trump. O setor avalia que o Brasil não representa ameaça comercial aos EUA e defende a revisão das tarifas.

Apesar das dificuldades, a indústria projeta cenário mais favorável em 2026, com medidas antidumping, novas tarifas de importação e expectativa de avanço em máquinas e equipamentos.

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-comercial/

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00:0011 horas, 28 minutos, estou de volta ao vivo com Real Time e o setor de alumínio e aço ficou
00:06de fora dessa nova taxa de 15% do governo de Donald Trump.
00:11Mas está muito longe de ter o que comemorar, né? Esses metais continuam pagando aquele 50% de sobretaxa para
00:19entrar no mercado americano.
00:21A medida foi iniciada no ano passado e está mantida agora em 2026 e claro que isso preocupa o setor.
00:26Eu vou conversar agora ao vivo sobre isso com o Ricardo Martins, que é presidente da Abimetal Cicetel, a Associação
00:32Brasileira da Indústria Processadora de Aço.
00:36Muito bom dia, seja bem-vindo ao Real Time.
00:40Olá, muito bom dia, Nath. Bom dia a você e aos seus espectadores. Obrigado mais uma vez pelo convite.
00:49E cá estamos, né? Falando mais uma vez de tarifas, de Donald Trump, de mudanças, mas que não impactaram então
00:58esse setor tão importante da nossa economia, né?
01:01Sim. A verdade é que o Donald Trump não nos dá prégua, né?
01:07Estamos sempre sendo surpreendidos pelas suas ações, né?
01:13Para essa oportunidade aí que a Suprema Corte proporcionou aos exportadores, né? Para os Estados Unidos, o aço não se
01:23beneficiou, Nath.
01:25A verdade é que alguns itens, né? Continuam ainda em função daquela negociação, combustíveis, carne, café, celulose, todos eles aí
01:37continuam ainda com a alíquota mais baixa, né?
01:39O Brasil, de certa forma, saiu beneficiado mais do que todos os outros.
01:45Mas vale lembrar que nós também éramos um dos mais prejudicados, né? Com a alíquota de 50% em tudo,
01:52né?
01:52Então, agora, de certa forma, as situações todas, né? Competitivas, elas se igualam e a gente espera que não pelo
02:04fato de não haver mudança no 50%, né?
02:08Que foi decretado pela sessão 232. Mas sim pelo aumento das possibilidades de exportação dos produtos brasileiros para os Estados
02:16Unidos.
02:16A gente espera uma reação melhor da produção do aço, né? Que continua ainda sofrendo, viu, Nath?
02:25Nós não tivemos ainda uma prégua com as importações. É sempre uma coisa que nos preocupa muito.
02:31Apesar do Brasil ser o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, esse aço, ele é produto siderúrgico
02:41primário, né?
02:42Ele não vai acompanhado aí de nenhum tipo de processamento.
02:48Isso tudo faz com que os valores desse aço, eles sejam não muito significantes para a balança comercial brasileira.
02:55Então, a gente sabe, na última conversa falamos sobre isso, né?
03:00Que havia contatos, negociações em andamento.
03:04Quero saber, né? Em que pé que elas se encontram?
03:07E se esse último acontecimento, né?
03:10Da derrubada ali do tarifácio pela Suprema Corte dos Estados Unidos,
03:15a reação de Donald Trump e esse anúncio da tarifa global de 15%,
03:21ajuda ou atrapalha nas conversas que já existiam?
03:26Olha, Nath, eu diria para você que agora, com a expectativa da visita do presidente Lula ao presidente Donald Trump,
03:35a gente consiga avançar na história da redução dos 50% sobre aço e alumínio
03:42para aquilo que é exportado pelo Brasil.
03:45Essa é uma esperança que nós temos, né?
03:48Mas volto a informar para você que, teoricamente, isso daí é talvez menos importante do que as possibilidades criadas
03:56pela redução de tarifa em outros setores.
04:00A gente tem aí, por exemplo, aeronaves que já está beneficiado.
04:04Quem sabe outros setores que utilizam os nossos produtos já mais elaborados
04:11consigam enviar mais produtos para os Estados Unidos.
04:13Lembro para você que os Estados Unidos, por exemplo, é destino,
04:16o mais importante destino de máquinas e equipamentos brasileiros.
04:19Máquinas e equipamentos vendendo mais,
04:21nós também do aço vamos estar vendendo mais, com certeza.
04:26A gente sabe que o risco de aumento da inflação americana tem feito o presidente Donald Trump
04:31voltar atrás em certos pontos, preocupa em relação às eleições de meio de mandato,
04:36à popularidade dele.
04:38Como que isso se encaixa ali nas conversas em relação ao aço?
04:45Então, como eu te falei, na verdade, é muito pouco importante
04:52ou não é tão significante quanto os demais produtos.
04:56Apesar de a gente ser o segundo maior fornecedor de aço,
05:00isso para a nossa balança comercial acaba não sendo tão importante.
05:04O mais importante nessa história toda é fazer com que o presidente Trump
05:09se dê conta de que o Brasil é deficitário com relação aos Estados Unidos,
05:17ou seja, os Estados Unidos não têm nenhuma necessidade de aplicar tarifas ao Brasil.
05:23Ao contrário, a gente continua sendo deficitário,
05:27o que significa que nós não oferecemos nenhum tipo de concorrência desleal
05:32para o governo americano.
05:35Eles insistem também, Nath, em continuar as investigações
05:40para todos os produtos que a gente exporta para os Estados Unidos,
05:44no sentido de buscar algum tipo de desculpa a mais
05:48para que eles possam aplicar tarifas quando bem entenderem.
05:53A gente sabe que essa dos 10% e que viraram 15%,
05:56elas têm validade de 150 dias.
06:00Durante esses 150 dias, o responsável é que o comércio americano
06:04promete continuar com as investigações sobre todos os países
06:08e aí sim, baseado nessas investigações,
06:11eles poderem aumentar os impostos de importação americanos.
06:16Ricardo, vamos refrescar a memória e organizar aqui
06:20as informações para a nossa audiência.
06:22Então, a Suprema Corte derrubou o tarifácio
06:25baseado naquela Lei de Emergência Nacional de 1977,
06:30e a tarifa que está sendo aplicada nesse momento
06:34para os metais e para o aço é outra,
06:37é baseada na sessão 232, é isso?
06:40E ela diz o que está por trás desse argumento para essa cobrança?
06:45Na verdade, a sessão 232, a aplicação das tarifas,
06:50visam atender a uma reindustrialização das indústrias siderúrgicas americanas,
06:58consideradas de segurança nacional.
07:02Então, é uma sessão específica.
07:05O tarifácio, só para a gente lembrar,
07:07então foi aquele em que o Donald Trump aplicou 50, 100,
07:13foram várias tarifas,
07:15depois ele veio negociando com alguns países,
07:17não foi o caso do Brasil,
07:19o Brasil conseguiu uma redução,
07:21mas pressionada,
07:23ele foi pressionado pelos consumidores americanos,
07:26que viram subir os preços de carne e café,
07:30da celulose.
07:31Então, distinguindo as duas coisas,
07:33sessão 232,
07:35tarifácio e alumínio,
07:37com o intuito de fazer
07:40ou provocar
07:42uma reindustrialização desses dois setores nos Estados Unidos.
07:45Já o tarifácio,
07:47ele visava, entre outras coisas,
07:50diminuir o déficit internacional dos Estados Unidos,
07:54mas, por outro lado,
07:56também acaba punindo
07:58determinados países
08:00que os Estados Unidos acreditavam
08:02e estavam tirando vantagem
08:04do governo americano.
08:07Exatamente.
08:08Esse ainda,
08:10essa sessão e esses argumentos
08:12e essa cobrança
08:13ainda estão valendo.
08:15Agora,
08:15na sexta-feira,
08:16Ricardo,
08:17quando a gente acompanhou tudo isso acontecendo,
08:19ao vivo aqui no Real Time,
08:21muitos analistas e entrevistados
08:24levantaram a possibilidade
08:26dessa decisão da Suprema Corte
08:28servir como um precedente
08:30para serem questionadas
08:32outras cobranças,
08:34com base, inclusive,
08:35nessas outras sessões.
08:37Você enxerga esse caminho,
08:39esse caminho também via
08:42a Suprema Corte
08:43lá dos Estados Unidos,
08:45ou você aposta mais fortemente
08:47numa conversa ali bilateral
08:49e na diplomacia mesmo,
08:51Brasil e Estados Unidos?
08:52Eu aposto mais na diplomacia,
08:55Nath.
08:56É muito importante
08:57que o governo Lula
08:59se manifeste,
09:00que demonstre
09:02que, na verdade,
09:03o comércio com os Estados Unidos
09:05só faz bem a eles,
09:06faz bem a nós também,
09:07mas deixa um superávit
09:09para eles,
09:10o que é muito importante,
09:11e que nós não deveríamos
09:12estar sendo considerados
09:16como prejudiciais
09:17o nosso comércio prejudicial
09:19aos Estados Unidos.
09:20Eles continuam,
09:21como eu te falei,
09:22fazendo as investigações,
09:24eu não acredito
09:26que a sessão 232
09:27possa sofrer alteração,
09:30a Suprema Corte
09:31não vai ter como
09:34influenciar,
09:35e acredito que
09:36esse tipo de situação
09:38ela só provoca
09:40mais ainda,
09:41ela instiga
09:42o governo americano
09:43a trabalhar,
09:45de certa forma,
09:48muito antidemocrática
09:49na imposição
09:51dessas tarifas,
09:52sem conversa
09:53com os seus parceiros.
09:54Desde aqui,
09:56hoje,
09:56o Reino Unido,
09:57com essas novas tarifas
09:59de 15% global,
10:01acaba sendo,
10:02a nação mais próxima
10:03dos Estados Unidos
10:04acaba sendo prejudicada
10:05mais do que o próprio
10:07governo brasileiro,
10:09mais do que o Brasil,
10:09propriamente dito.
10:11Então,
10:11eu não acredito
10:13numa reversão
10:14rápida
10:15desse 50%,
10:16a não ser que seja
10:17negociada
10:18de forma diplomática
10:20pelo governo brasileiro.
10:21E,
10:22para a gente fechar,
10:22Ricardo,
10:23qual que é a expectativa
10:23da indústria
10:25do aço
10:26para esse ano?
10:27Vide que,
10:27em 2025,
10:28houve uma queda
10:29de quase 7%
10:30na venda
10:30para os Estados Unidos.
10:32Como que o setor
10:33se ajustou
10:33e o que espera
10:35agora de 2026?
10:37Então,
10:38o número de produtos
10:38siderúrgicos
10:39é muito grande,
10:40Nath.
10:40Até o final
10:41do ano passado,
10:42nós ainda constatamos
10:44uma elevação
10:46das importações
10:47de produtos
10:48siderúrgicos
10:49da China.
10:50Para esse ano,
10:51nós temos
10:51a imposição
10:52de tarifas
10:55de 25%
10:56para um grande
10:57número de produtos.
10:58nós temos
11:02uma redução
11:04ou aplicação
11:06de cotas
11:07por parte
11:07da China
11:08para exportação
11:09de produtos
11:10siderúrgicos,
11:11que abrangeram
11:11cerca de 300 produtos.
11:13A China,
11:14hoje,
11:14quer controlar
11:15a exportação
11:16porque ela reconhece
11:18que ela acabou
11:19afetando todo
11:20o mercado global
11:21e ela não tem,
11:22hoje,
11:23como evitar
11:24os preços baixos
11:26que eles praticaram
11:27durante esse tempo todo.
11:28Então,
11:28controle por cotas
11:30da exportação
11:31chinesa,
11:32anti-dumpings
11:33que o governo brasileiro,
11:35que a GSEX
11:36aprovou agora
11:37há coisa de um mês.
11:39Tarifas
11:39maiores
11:40para a importação
11:41desses produtos
11:43acabam
11:44nos trazendo
11:45um cenário melhor
11:45do que nós tínhamos
11:46em 2025.
11:48Lembrando que
11:49o governo brasileiro
11:50estuda
11:51uma nova lei
11:52para salvar guardas
11:53que vai,
11:54tende a proteger
11:56melhor
11:56as indústrias
11:57nacionais,
11:58e acabou
12:01agora
12:01aumentando
12:02a alíquota
12:02de importação
12:03também
12:04para cerca
12:04de 1.200
12:05produtos
12:06que envolvem
12:08principalmente
12:10máquinas e equipamentos.
12:11Aquilo que eu te falei,
12:12para nós,
12:12muito importante
12:13porque nos dá
12:14condição
12:14de poder aumentar
12:16a nossa venda
12:16para esses setores.
12:18Ricardo Matins,
12:19presidente da
12:20Abimetal
12:21Cicetel,
12:21Associação Brasileira
12:23da Indústria Processadora
12:24de Aço.
12:25Muito obrigada
12:26pela participação
12:27ao vivo
12:27aqui no Real Time
12:28mais uma vez.
12:29Tendo novidades,
12:30por favor,
12:30só voltar
12:31para a gente conversar.
12:32Boa semana
12:32para você.
12:33Muito obrigado,
12:34Nath.
12:34Muito obrigado
12:35para você
12:36e a sua audiência
12:37e que o Donald Trump
12:38não nos surpreenda
12:39mais uma vez
12:40essa semana.
12:41Boa semana
12:41para você e a todos.
12:43Obrigado.
12:43tchau, tchau.
12:44Obrigada.
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