O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (15) que o governo brasileiro está empenhado em reverter as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando a medida como “injusta” e prejudicial para os dois países. Segundo ele, há mobilização do setor produtivo e disposição do governo em dialogar com os norte-americanos.
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00:00Vamos agora a Brasília, onde o vice-presidente Geraldo Alckmin vai falar sobre a reunião que teve com o setor industrial em relação ao tarifácio. Vamos ouvir.
00:08A CNI, Confederação Nacional da Indústria, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e muitos setores, os principais setores que têm comércio exterior mais forte com os Estados Unidos.
00:24Desde avião, setor siderúrgico, aço, alumínio, máquinas, têxtil, calçados, madeira, papel, celulose, um setor também importante.
00:40Enfim, ouvimos a todos, ouvimos a todos.
00:44Foi muito proveitosa a reunião, trouxe a mensagem do presidente Lula, do empenho do governo para rever esta situação e o que nós ouvimos aqui é negociação, ou seja, um empenho para rever.
01:04O que coincide com a proposta do governo brasileiro e do presidente Lula.
01:10Depois também foi colocado a questão de que o prazo é exíguo, que é um prazo curto, que nós deveríamos, de repente, trabalhar pela questão da sua dilação.
01:23Foi colocado aqui o empenho do setor produtivo, que vai conversar com seus congêneres nos Estados Unidos, para quem eles vendem, de quem eles compram.
01:33Então, vamos envolver também, porque é uma relação importante que repercute também nos Estados Unidos, podendo encarecer produtos, encarecer a economia americana e também é oportunidade para mais acordos comerciais.
01:55Nós podemos abrir a oportunidade para fazer mais acordos comerciais e veja que de janeiro a junho, nós tivemos, de janeiro a junho deste ano, as exportações do Brasil para os Estados Unidos aumentaram 4,37%.
02:15E dos Estados Unidos para nós, para o Brasil, aumentaram 11,48%.
02:22Então, o momento em que é recorde a exportação dos Estados Unidos para o Brasil, quase três vezes mais do que a nossa exportação.
02:33Portanto, é totalmente incompreensível essa decisão da tarifa e aí a união de todos nós para reverter.
02:43Presidente Alckmin, presidente, por favor, o senhor mencionou o pedido da indústria e dos empresários para que, por uma dilação de prazo, a CNI divulgou ontem uma nota em que é um pedido de pelo menos 90 dias.
02:58O senhor apoia essa proposta? O senhor vai dar encaminhamento? E se já há alguma reunião marcada com o governo dos Estados Unidos?
03:06Como é que está essa interrupção dos norte-americanos?
03:10Olha, primeiro destacar que sempre teve diálogo. Eu mesmo conversei com o Howard Luternick, que é o secretário, com o embaixador Grier da USTR, depois o Itamaraty também.
03:25Depois, mandamos até uma carta, pedido deles, confidencial sobre negociação.
03:34Até o dia 4 de julho, aliás, feriado norte-americano, teve uma reunião de trabalho entre os técnicos.
03:43Então, sempre houve diálogo, né?
03:46Sempre isso é extremamente importante destacar.
03:52Nós vamos nos empenhar para reverter essas alíquotas, essa tarifa, que é muito injusta com o Brasil, mas é também negativa para os Estados Unidos.
04:05Presidente, o senhor não respondeu, o senhor brasileiro vai enviar uma carta nos Estados Unidos nos próximos dias?
04:13Como?
04:14O governo brasileiro vai enviar uma carta...
04:15Não, o que nós enviamos uma carta, há dois meses atrás, com uma carta confidencial sobre tratativas de acordo, de entendimento.
04:29Mas não obtivemos resposta, faz dois meses.
04:33Então, o que nós vamos encaminhar é uma carta de...
04:36Aguardamos a resposta e continuamos empenhados em resolver esse problema.
04:42E sobre dilatação de prazo, o que é o pedido do empregado?
04:45Então, o prazo é exíguo, mas vamos trabalhar, vamos trabalhar para tentar avançar ao máximo nesse prazo.
04:54E a abertura de nossos mercados foi discutida, presidente?
04:57Não, aqui foi discutido a questão mais Estados Unidos e Brasil e nós vamos receber mais propostas dos vários setores.
05:09Aí, de maneira mais setorizada, vamos encaminhar propostas, sugestões, as reuniões são permanentes.
05:16E vamos acelerar também as conversas com empresários norte-americanos.
05:21Doutora Alvã, todos vamos trabalhar juntos e eles vão trabalhar junto aos seus congêneres e parceiros norte-americanos.
05:39Importadores, exportadores, CEOs de empresas, Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
05:49Amanhã nós temos mais uma rodada de conversas.
05:52Mas vamos ouvir, então, aqui o presidente da CNI, que fala em nome da indústria brasileira,
05:58e também o presidente da Fiesp de São Paulo, que é a maior, onde tem uma indústria ainda mais destacada.
06:08E existe a possibilidade de vocês quererem diminuir a límpia de 5% para 30%?
06:15Permite que eu responda?
06:17Sim, por favor.
06:18Olha, não faz nenhum sentido, sendo um pouquinho repetitivo, de que o Brasil saia do piso para o teto sem nenhuma motivação econômica.
06:28Isso é algo fatídico, não é especulação, não é conjectura.
06:33Então, esse é o primeiro ponto.
06:35O segundo ponto é que nós precisamos encontrar a interlocução oficial para que isso aconteça.
06:41E, certamente, no caso do Brasil, tanto o MEDIC como o Ministério de Relações Exteriores já estão habilitados.
06:47Como o próprio vice-presidente falou, já foi enviada uma carta no último dia 4 de julho.
06:52Teve uma reunião que estamos aguardando.
06:55É óbvio que nós acreditamos que isso vai ser resolvido.
06:59Com relação aos 90 dias que nós solicitamos, é óbvio também que o governo está totalmente solícito a ter o prazo necessário.
07:06Só que também é óbvio que, se pudermos resolver antes do dia 31 de agosto, essa estabilidade é melhor para todo mundo.
07:13Viver na imprevisibilidade não ajuda nada.
07:17Nós temos agora problemas de produtos perecíveis que estão com sérios problemas.
07:21Se nós tivermos uma prorrogação de 90 dias e não puder evoluir, vamos estar, no final dos 90 dias, com os mesmos tipos de problemas.
07:28Mas também entendemos que uma negociação que se começou desde abril poderá ser necessária uma nova prorrogação à luz de novas condicionantes.
07:39E esse é o ponto.
07:40E o que nós temos também de tranquilidade para comunicar a todos vocês é que, óbvio, que o setor produtivo, a indústria e, certamente, o agronegócio deverá se manifestar da mesma forma à tarde,
07:51é que nós estamos uníssonos e convergentes na busca da solução.
07:55Porque o que temos aqui é um verdadeiro perde-perde.
07:59E não faz sentido de forma nenhuma, nem econômica, nem social, nem geopolítica, nem política, um perde-perde.
08:08Isso não é racível.
08:10Então, temos que trabalhar para que isso seja possível ser contornado e eu acredito que vamos ser contornados.
08:15E o mais importante também é que o Brasil não pretende ser reativo intempestivamente.
08:22O que nós entendemos nessa reunião é que o Brasil não se precipitará de forma nenhuma em medidas de retaliações
08:31para que elas não sejam interpretadas como simplesmente uma disputa.
08:36O que nós queremos é o entendimento.
08:39E, felizmente, temos visto isso com a postura do governo, temos visto isso também hoje numa reunião
08:45que teve na Comissão de Comércio Exterior no Parlamento também a mesma intenção
08:50e os setores produtivos também estão imbuídos para isso.
08:53Ou seja, estamos todos trabalhando, todos falando a mesma língua
08:56e acredito que a racionalidade, o bom senso e o equilíbrio vão prevalecer.
09:04Obrigada.
09:05João, João, é uma palavrinha, uma saudação, uma saudação.
09:09Na verdade, é só cumprimentar a todos, especialmente ao ministro Alckmin,
09:13vice-presidente da República, que está coordenando esse grupo de trabalho
09:17e, reiterando o que o Albão falou, nós temos absoluta confiança
09:21que os mais de 200 anos de boas relações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos da América,
09:28em que são os maiores investidores diretos estrangeiros no Brasil,
09:31não vai se romper dessa maneira.
09:33Pelo contrário, vamos chegar a um entendimento e temos, e isso foi reiterado na reunião,
09:39por todos os setores que puderam se expressar,
09:42confiança absoluta na capacidade negociadora do Ministério das Relações Exteriores
09:47e do MIDIC, que estão à frente dessas negociações.
09:50E, obviamente, vamos dar todo o suporte, todo o apoio para que o Brasil chegue a um entendimento
09:55em benefício das populações brasileiras e americanas, em benefício das empresas americanas e brasileiras.
10:02Ou seja, não é só o Brasil que perde, os Estados Unidos também perdem muito.
10:05Aliás, eles têm gerado um superávit na balança comercial e, muito mais importante,
10:11na balança de serviços, nos últimos 15 anos, superávites expressivos.
10:15Eu acho que é fácil, com dados reais, discutirmos isso com os interlocutores americanos
10:23e não temos dúvida que, com a competência e experiência do MIDIC e do MRE, vamos chegar a bom tempo.
10:29A Fiesp trouxe alguma proposta?
10:31Na verdade, a Fiesp endossa completamente a proposta trazida pela CNI.
10:36A Fiesp é parte da CNI, de maneira que o Albão é o nosso líder maior aqui.
10:40Você deve ser unido com o Brasil, mais para frente, continuar o diálogo?
10:43Eu acho que todos os governadores têm se reunido com todos os setores produtivos no Brasil.
10:49Todos os governadores, obviamente, têm interesse, especialmente, num Estado industrializado como é São Paulo.
10:56Teve uma reunião hoje.
10:59Vão ter tantas quantas necessárias.
11:03Obrigado.
11:07E como é que o governo vai fazer o encaminhamento desse pedido de provocação?
11:11Olha, nós queremos resolver o problema e o mais rápido possível.
11:19Se houver necessidade de mais prazo, vamos trabalhar nesse sentido.
11:25Obrigada.
11:26Bom, a gente ouviu, então, essa entrevista coletiva que contou com o vice-presidente da República,
11:30Geraldo Alckmin, que está liderando essa negociação com os Estados Unidos.
11:33Também o presidente da CNI, o Antônio Álvares Albão.
11:36E o Josué Gomes da Silva, que é o presidente da Fiesp.
11:40O presidente da CNI, o Álvares Albão, corroborou aí o pedido que já havia sido feito pela entidade
11:48para que o prazo fosse estendido em 90 dias, o prazo para as negociações.
11:53O presidente da Fiesp disse que está apoiando totalmente essa proposta aí da CNI.
11:58E o Alckmin disse que a postura do governo vai ser de negociação.
12:03Reiterou que, ao contrário do que alguns setores da imprensa vinham dizendo,
12:07reiterou que o governo vem negociando com os Estados Unidos, sim, já há um bom tempo,
12:12desde que as tarifas para o mundo inteiro foram anunciadas ali no dia 2 de abril.
12:17E disse que a disposição de negociar continua.
12:20Ele vai trabalhar por esse prazo de 90 dias, embora também queira que haja uma resolução o mais rapidamente possível.
12:27Porque, obviamente, quando você tem também esse prazo de 90 dias aí,
12:30você acaba ampliando o suspense, ampliando as incertezas para toda a economia.
12:36Obviamente, é melhor ter 90 dias do que ter uma tarifa de 50%.
12:40Mas se conseguir, muito antes desses 90 dias aí, baixar essa tarifa,
12:44seria algo mais interessante para o Brasil, para a economia brasileira.
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