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A instabilidade política no Irã acendeu o alerta nos mercados globais. Pelo Estreito de Ormuz passam quase 21 milhões de barris de petróleo por dia, cerca de 52% do fluxo mundial. Protestos, sanções, risco militar e impacto direto nos preços da commodity estão no radar. Marcelo Favalli detalhou em mais uma Análise Exclusiva.

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Transcrição
00:00Caso a crise política no Irã venha a interferir no fluxo de petróleo, o que passa pelo litoral da República Islâmica
00:11são enormes as chances de um impacto global no abastecimento de combustível.
00:17E, claro, vai afetar, num segundo momento, a cotação da commodity.
00:21Vamos ver, nessa série de gráficos que nós preparamos, como a situação iraniana se desenrola.
00:28Está aqui. Olhar para o Estreito de Hormuz, nós estamos falando do litoral iraniano, onde passa 20,9, quase 21 milhões de barris de petróleo.
00:44Ou seja, a gente está falando de quase 52% de um total trafegado em todo o mundo.
00:51Agora, para a gente entender melhor, tem outros gráficos aqui em que a gente vai ver a posição geográfica e também a crise interna.
01:00Eu vou pedir a próxima arte aqui, por favor.
01:03E quando os Estados Unidos, na figura do presidente Donald Trump, fala em intervenção no Irã, que está aqui geograficamente,
01:15esses pontos coloridos são as presenças militares americanas em todo o território.
01:22Claro, a relação entre Estados Unidos e Irã está rompida desde 1979, por causa da Revolução Islâmica,
01:29mas, em toda a vizinhança, os Estados Unidos têm portos com a marinha militar, exército em terra e a força aérea.
01:39Seria uma questão de uma interferência, como nós vimos entre Estados Unidos e Venezuela.
01:45A questão é que o tipo de equipamento de defesa do Irã, supostamente, também envolve armamento nuclear.
01:53Então, a situação fica um pouco mais delicada.
01:57Estou falando isso porque o próprio presidente Donald Trump disse que essa efervescência,
02:02essa ebulição da população contra o regime islâmico, o regime do Ayatollah e do presidente,
02:12que acaba respondendo politicamente ao Ayatollah, os Estados Unidos poderiam ajudar nessa queda de regime.
02:20Se houvesse uma interferência militar, e a capacidade dos Estados Unidos é gigantesca aqui no entorno,
02:26mas haveria o risco de um contra-ataque, uma resposta, com uma hipótese de armamento nuclear.
02:33Porque o Irã, embora não assuma, existe um monitoramento internacional que cogita eles já terem conseguido o armamento nuclear.
02:42Eu vou pedir aqui a próxima arte para a gente também entender como isso se desenvolveu dentro do Irã.
02:51Política e economia são grandezas que andam de mãos dadas.
02:55A insatisfação popular vem de uma enorme crise financeira e que passa pela enorme desvalorização da moeda.
03:06A moeda local, chamada Riaus, hoje um dólar, vale um milhão quatrocentos e trinta e dois mil reais.
03:16O que é um cenário de hiperinflação?
03:20Como a gente já viu em outros países, há exemplos do Brasil nos anos 80, nos anos 90.
03:26Mais recentemente na Venezuela, em menor escala na Argentina.
03:30A questão é que países que têm um processo de hiperinflação acabam recorrendo, a população acaba recorrendo a alternativas.
03:40Guarda dólar, euro, os preços acabam sendo informalmente dolarizados.
03:46A questão é que o Irã, como está numa lista dos países mais sancionados do mundo,
03:50não tem acesso, a população normal não tem acesso à moeda estrangeira
03:55para tentar dar um bypass, um drible na situação da hiperinflação.
04:01E para a gente encerrar, tem mais uma arte aqui dos fluxos voltando a olhar o Irã nesse momento de ebulição.
04:12Estas são as cidades pintadas entre verde claro e verde escuro,
04:18que são as cidades onde há registro de manifestações.
04:23Ou seja, não é algo que está apenas na capital Terã ou na cidade de grande porte Araque.
04:33Elas têm se espalhado por praticamente todo o território
04:38e isso se torna um ponto de atenção para a gente continuar monitorando,
04:44a ver o quanto o regime existe e quanto o regime está colocando repressão
04:51para conter essas manifestações.
04:54Números oficiais falam em 500 mortos, organizações não governamentais já falam em 2 milhões.
05:02Muito além do petróleo, o Irã tem uma posição geográfica estratégica no globo.
05:08No mapa a gente consegue entender isso muito bem.
05:10O território idaiano é banhado por quase todos os lados,
05:14por águas de mares, golfos, estreitos, lagos,
05:18tudo isso com uma grande significância política para o transporte mundial,
05:23principalmente de petróleo.
05:25Trata-se do Golfo Pérsico, do Golfo de Oman,
05:28e ali, entre os dois, o Estreito de Hormuz,
05:32que está localizado ligando esses dois braços marítimos,
05:36do Mar Árabe e, finalmente, ao Mar Cáspio.
05:39Obrigado.
05:40Obrigado.
05:41Obrigado.
05:42Obrigado.
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