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As novas tarifas dos Estados Unidos sobre países que negociam com o Irã aumentaram as tensões geopolíticas globais. Paulo Feldmann, professor da FIA Business School, analisou os impactos para o Brasil, o comércio exterior, os fertilizantes e os possíveis efeitos sobre o preço do petróleo.

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Transcrição
00:00Nós vamos falar agora sobre as tensões geopolíticas que o mundo está vivendo e o efeito disso para países como o Brasil.
00:06Para isso, eu recebo nesse momento Paulo Feldman, que é professor da FIA Business School.
00:11Boa tarde, professor. Seja muito bem-vindo a essa edição do Radar.
00:15Boa tarde, Marcelo. Muito obrigado pelo convite.
00:19Professor, vamos começar falando sobre o Irã, né?
00:22Porque os Estados Unidos agora prometeram uma tarifa de 25% para produtos de países que negociarem com o Irã.
00:28O Brasil, obviamente, negocia.
00:31Nesse momento, o Brasil teria condições de interromper o comércio com o Irã?
00:35Condições e interesse até, eu queria perguntar para o senhor.
00:37Lembrando que a gente depende muito de fertilizantes do Irã, por exemplo, para a nossa agricultura?
00:43Sim. Temos um comércio relativamente importante com o Irã, mas o Brasil demonstrou.
00:51Quando o presidente Trump aumentou as tarifas no meio do ano passado,
00:57o Brasil demonstrou que tem uma capacidade de resolver e buscar novos mercados com muita rapidez.
01:08Então, aquelas mega tarifas do presidente Trump não atrapalharam tanto o Brasil,
01:14porque rapidamente o Brasil encontrou mercados.
01:17No caso agora do Irã, os produtos que nós vendemos para o Irã,
01:22que então provavelmente não vamos vender mais ou vamos vender menos,
01:26esses produtos vão encontrar outros mercados com facilidade.
01:31Aliás, são os mesmos produtos que o mercado europeu vai passar a receber em maior intensidade agora,
01:40a hora que fechar o acordo com a Europa, que tudo for aprovado, assinado,
01:45são exatamente os mesmos produtos, são os produtos agrícolas, milho, café, arroz e trigo.
01:54Então, esses produtos que a gente coloca no Irã hoje, nós vamos colocar em outros mercados.
01:58Agora, com relação ao que a gente compra do Irã, é mais ou menos a mesma coisa,
02:03porque há outros fornecedores possíveis, inclusive a Rússia,
02:08que também é boicotada ou tem sanções do presidente Trump.
02:14Mas veja, são questões com as quais a gente tem que saber lidar
02:19e cada vez mais elas vão estar presentes.
02:21A geopolítica hoje é o grande determinante em toda a situação econômica mundial.
02:28Então, eu não vejo grandes problemas para a economia brasileira,
02:33porque ela vai ser impedida, digamos assim, de comprar os produtos iranianos.
02:39O mais importante, como você falou, Marcelo, é realmente ser os fertilizantes.
02:43Mas também há outras fontes no mundo que o Brasil vai encontrar.
02:48Então, infelizmente, esses problemas acontecem de tempos em tempos,
02:54mas eu acho que o Brasil é muito resiliente.
02:56O Brasil mostrou uma alta capacidade de encontrar novos mercados,
03:01o que é um mérito do Brasil, porque nós temos uma boa relação com o mundo inteiro,
03:08o que é extremamente positivo.
03:10A nossa agricultura está presente em todo o planeta.
03:14Então, essas coisas não assustam muito o nosso país, felizmente.
03:20Como é que você está vendo, professor, o panorama para o petróleo nos próximos meses,
03:25com essas incertezas vindas do Irã e também da Venezuela?
03:30Veja, esse aí pode ser o problema mais importante.
03:34Mas, porque o Irã é mais importante que a Venezuela, nesse aspecto.
03:40não por conta das reservas.
03:43As reservas, a Venezuela é o campeão mundial de reservas.
03:48Mas, justamente, a Venezuela não tem capacidade de produção.
03:53E o Irã tem.
03:54O Irã, além de ter grandes reservas, ele é um grande produtor.
04:00Ele é o quarto país do mundo, o quarto maior país do mundo em termos de reservas.
04:04E ele é um grande produtor, aliás, no mesmo nível do Brasil.
04:10Então, isso poderá gerar um estremecimento do mercado e do preço do petróleo.
04:20É possível que isso aconteça.
04:22Mas, se isso acontecer, eu acredito que o mercado volta ao normal rapidamente.
04:28Por quê?
04:29Porque a tendência de longo prazo no preço do petróleo é de queda.
04:36Veja, o mundo inteiro está se preparando para as energias renováveis.
04:44Alguns países, como a China, estão introduzindo grandes modificações de infraestrutura
04:49para depender cada vez menos do petróleo.
04:53Por sinal, a China não é muito rica em petróleo.
04:56Talvez, por isso, ela esteja fazendo isso.
04:58Ela usa, ela compra de outros países e acha que ela quer se libertar disso.
05:04Mas, sendo por isso ou não, o fato é que a China e vários países, principalmente na Europa,
05:10estão abandonando o petróleo.
05:13Se isso realmente se consolidar nos próximos meses,
05:19haverá uma tendência de queda no preço do petróleo.
05:23Porque há uma impressão entre os especialistas de que nós teremos excesso de petróleo daqui a 10 ou 15 anos,
05:33caso a tendência ao uso de renováveis, solar, eólica e outras, continue aumentando do jeito que tem aumentado.
05:42E veja, no Brasil, inclusive, nós somos um ótimo exemplo de um país que partiu em massa
05:47para o uso de energia solar e energia eólica.
05:51Então, se essa tendência permanecer, o petróleo, felizmente, vai deixar de ser algo importante.
05:59Porque não podemos deixar de considerar que o petróleo é o principal vilão na história do aquecimento global.
06:07Quer dizer, se nós temos que preservar o planeta, temos que deixar de usar petróleo e parar de emitir CO2.
06:14Então, energias renováveis, sem dúvida nenhuma, são o futuro.
06:19E, portanto, o preço do petróleo agora talvez sofra uma subida,
06:25porque isso costuma acontecer sempre que tem alguma crise em algum país dos grandes produtores.
06:31Tivemos isso muito parecido há pouco tempo atrás na Arábia Saudita.
06:34Então, essas crises vêm, o preço sobe, mas uma semana depois, duas semanas depois,
06:41o preço volta ao normal e aí continua na sua tendência de longo prazo de queda.
06:48Eu acho que é isso que vai acabar acontecendo, Marcelo.
06:51Tá certo. Muito obrigado pela sua presença aqui, professor Feldo, manda a FIA.
06:56Foi um prazer falar com o senhor e até a próxima.
06:59O prazer é todo meu, Marcelo.
07:01Eu fico muito feliz de poder falar com os que acompanham o seu programa, Times Brasil.
07:07É uma honra muito grande para mim.
07:08Muito obrigado.
07:09Obrigado.
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