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Pesquisa da Febraban mostra que 7 em cada 10 bancos esperam o início do ciclo de queda da Selic somente a partir de março de 2026, com cortes mais espaçados. O cenário inclui juros ainda elevados, inflação fora da meta, desaceleração do crédito e desafios fiscais em um ano eleitoral, mantendo o Banco Central em postura cautelosa.

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Transcrição
00:00Expectativa de vários setores da economia para 2026, a queda na taxa da Selic é esperada pela maioria dos bancos somente a partir de março.
00:09É o que revela a pesquisa divulgada pela Febraban.
00:12Repórter Pablo Waller tem os detalhes e compartilha com a gente agora ao vivo.
00:17Oi, Pablo, boa noite, bem-vindo e feliz ano novo.
00:23Feliz ano novo, Nath, para a Rostã e para você que está acompanhando a gente nesse primeiro dia de 2026.
00:30Ano, então, com algumas mudanças importantes aí na nossa economia, dados que a Febraban, então, a Federação Nacional dos Bancos, está trazendo para a gente.
00:39Boa parte do mercado financeiro está aí na federação, então, são dados bem relevantes, viu?
00:45Um deles é esse, né, de que não se acredita mais de que a Selic possa ser diminuída agora, no mês de janeiro.
00:5270% dos bancos votaram que deve acontecer só a partir do mês de março.
00:58Só que aí, com uma diminuição um pouco maior do que o usual, 0,5 ponto percentual e não 0,25.
01:08E isso não deve acontecer mês a mês, mas algumas vezes durante o ano.
01:13Um outro dado importante sobre a inflação não deve ainda alcançar a meta durante esse ano.
01:21Eu acredito a metade dos bancos.
01:24E um outro dado importante é que 74% dos bancos acredita que a busca pelo crédito, né, para financiamento, para investimentos, deve diminuir um pouco.
01:35Não é uma queda, é só uma desaceleração.
01:38Tem até dados agora que eu posso compartilhar com vocês, de que apurei, do quanto os bancos emprestaram nos últimos anos.
01:45Olha só.
01:46Em 2024, 18,4 trilhões de reais.
01:52No ano passado, que acabou ontem, 20,1 trilhões de reais.
01:57Então, uma alta de 9,2%.
02:00Já esse ano, então, ainda uma alta, só que um pouco menor, de 8,2%.
02:07Mas ainda é impressionante, dizem os economistas.
02:11Porque com a taxa Selic nos 15%, essa procura, diríamos que deveria ser bem menor.
02:17Porque os juros, as taxas no mês a mês ficam muito altas.
02:21Mas o que pode explicar isso, né, é que o brasileiro até pode sentir que economicamente ele está estável, o mercado de trabalho está bastante estável, né?
02:31E também por conta de muitos subsídios.
02:35Inclusive, você e o Vinícius comentaram no estúdio, agora há pouco, né?
02:38Muitos setores da economia conseguem descontos aí para os seus pagamentos.
02:43O agronegócio é um deles, um dos que mais recebe, né?
02:46Então, por isso, pode ser que o crédito ainda seja muito procurado.
02:49Mas aí, é claro, né?
02:51Se você já se colocou numa dívida no ano passado, pode ser que não queira assumir mais uma outra agora, a partir desse ano, com juros tão altos aí todos os meses.
03:00Pode ser que se espere só lá para o fim do ano, quando, quem sabe, a Selic pode estar nos seus 12%, quem sabe 11%.
03:08Então, pode ser só que as empresas, a partir de agora, deixem só para depois aqueles investimentos que até gostariam de fazer já no começo desse ano que começa hoje.
03:18Natália.
03:20Isso aí, Pablo. Obrigada, viu, pelas informações.
03:22Eu sigo nesse assunto com o Vinícius, porque, Vini, então, para sete em cada dez bancos ouvidos pela FEBRABAN,
03:29o ciclo de queda da taxa Selic vai ter início só lá na reunião do Copom de março.
03:34E é o que parece ser o cenário mais provável mesmo, não?
03:37Parece, Cris, por vários motivos.
03:39Primeiro que o BC não está dando nenhuma pista de que vai cortar.
03:41Disse, aliás, que não ia dar pista nenhuma em qualquer situação, mesmo que fosse cortar.
03:46Mas, pela linguagem e pelos critérios para começar o corte da Selic, neste ano, aliás, ano que vem, neste ano,
03:54os critérios não estão atendidos, a não ser que venha um dado muito absurdo agora em janeiro de inflação,
03:59muito surpreendente de inflação no mercado de trabalho.
04:02Bom, primeiro isso.
04:03Segundo, existe no mercado financeiro um tipo de investimento, um tipo de aplicação que envolve a projeção da Selic.
04:11É uma aplicação financeira na prática.
04:14E, por meio dessas aplicações financeiras, você tira uma porcentagem de quem está jogando dinheiro no mercado
04:21com a crença de que a Selic vai ficar em tal ou qual nível.
04:26Porque, se não ficar, ele perde o dinheiro.
04:28Então, assim, não é só uma opinião.
04:30É uma aposta objetiva que pode implicar a perda de dinheiro.
04:34Nessas apostas, opções digitais, o que está acontecendo?
04:3771% dessas apostas, do volume desse dinheiro colocado nisso, diz que em janeiro não tem mudança.
04:44Então, claro, fica pelo menos para março.
04:46Então, o que os bancos estão dizendo é mais ou menos aquilo que já está no mercado,
04:51nas apostas financeiras reais no mercado, que não cai em janeiro.
04:57E, para alguns, cai em março, mas já tem aposta de gente dizendo que só cai em abril.
05:04E porque as condições não foram dadas, começou um pouco mais de volatilidade no mercado,
05:09quer dizer, no mercado de câmbio, o dólar subindo mais do que se esperava, por causa de política.
05:13E isso pode continuar no início do ano que vem, o que é mais um obstáculo para a queda de juros
05:18e mais um motivo para o Banco Central ser mais cauteloso.
05:23Tudo vai depender, claro, dos dados econômicos essenciais.
05:26Inflação de serviços, expectativas inflacionárias e expectativas especialmente para o ano de 2027,
05:32que ainda estão muito longe da média de 3%.
05:34Estão em 3,8%, como a gente viu no último foco, focos, boletim focos, do ano de 2025.
05:40Tá certo, Vini. E a gente segue falando desse, de outros assuntos, né?
05:46Tudo isso na conversa que eu vou ter agora ao vivo com o Lucas Saqueto.
05:49Ele é economista da AGO Associados e está aqui conectado com a gente nessa primeira edição do ano.
05:55Oi, Lucas. Boa noite. Obrigada pela presença e feliz ano novo.
06:00Oi, Natália. Boa noite. Obrigado pelo convite e um feliz ano novo para você e para os espectadores da CNBC também.
06:06Muito obrigada. E, Lucas, 2026 começando.
06:09Você diria que o controle das despesas é ou deveria ser a principal preocupação do governo federal nesse ano?
06:16Olha, eu acho que essa é a atenção de todo o mercado, na verdade, Natália.
06:20A expectativa é que o governo tenha um desafio um pouco maior em 2026, né?
06:25A gente está... Eu vi o Vinícius falando, por exemplo, do cumprimento da meta fiscal nesse ano, né?
06:30Na verdade, no ano passado, em 2025, o governo tinha uma margem de tolerância e tudo indica que vai ficar ali dentro dela com um déficit que pode chegar até 0,25% do PIB,
06:43mais ou menos ali entre 20 e 30 bilhões de reais e eu acho que é isso que vai acontecer.
06:48Para esse ano, 2026, a gente entra com um desafio maior.
06:51Agora, o centro da meta fiscal é um superávit de 0,25%.
06:56Portanto, para o governo chegar ali no limite da meta, tem que ter um déficit zero, né?
07:01Tem que gastar exatamente aquilo que arrecada, né?
07:04Dentro da lógica das contas públicas.
07:07Eu acho que essa deveria ser a linha que o governo deveria seguir.
07:10A questão é que são vários dos desafios.
07:12A gente está falando de um ano eleitoral, que é um ano que, historicamente, os governos têm uma dificuldade ainda maior de conter gastos
07:19e de aumentar receitas via impostos, por exemplo, medidas impopulares, né?
07:23Então, eu acho que o desafio de 2026, do ponto de vista fiscal, é bastante grande.
07:29É onde a gente deve focar todas as atenções, porque os efeitos colaterais da incerteza fiscal também são muitos, Natália.
07:36E, ô Lucas, tem um certo consenso entre economistas, né, de que as políticas fiscal e monetária seguem em descompasso.
07:44O governo tenta estimular o consumo, enquanto o Banco Central ainda mantém os juros altos justamente para segurar a inflação.
07:50E a gente vê inflação em queda, enfim, dá para esperar uma nova redução da Selic em janeiro?
07:55Ou, como a gente estava ouvindo aqui, a perspectiva que o Vini trouxe, só mais para frente, talvez em março ou abril?
08:02A nossa projeção é de que o primeiro corte realmente aconteça na reunião, na decisão, na quarta-feira de 18 de março.
08:08Deve ter um corte de 0,5%, essa é a expectativa também, portanto, um corte um pouco maior, mas é bastante improvável.
08:15O Banco Central, ao longo dos anos, e eu acho que isso continua na gestão do presidente Gabriel Galipo,
08:21tem sido muito cauteloso e tem tomado muito cuidado na hora de tomar as decisões, né?
08:27Não toma uma decisão aleatória.
08:30E o que a gente viu, o recado do final do ano passado, é que para essa reunião de janeiro não é, assim,
08:36o Banco Central não deu nenhuma pista de que haverá o início de ciclo de cortes.
08:39Então, eu acho bastante improvável que isso aconteça.
08:42Eu acho que alguns resultados de indicadores relevantes dos últimos dias também ajudam a motivar essa expectativa do mercado.
08:50Um deles é a taxa de desemprego, por exemplo, né?
08:52A gente vê aí uma Selic a 15%, que é praticamente uma economia pisando no freio do ponto de vista monetário,
08:57e uma taxa de desemprego bastante resiliente, né?
09:00A gente está aí batendo os recordes de mínimo histórico do desemprego.
09:05Isso indica para o Banco Central, na hora de tomar a decisão de cortar juros ou não,
09:09que a economia ainda está bastante aquecida.
09:11A inflação, de fato, como você bem lembrou, caiu.
09:14A gente está ali dentro da margem de tolerância, né?
09:17A meta é de 3%, mas tem uma tolerância de 1,5% caiu, mas ainda está bem distante da meta.
09:23Eu vi, o Vinícius até destacou agora há pouco,
09:26e o próprio mercado, a mediana das expectativas para a inflação de 2027 está acima da meta, né?
09:32E o Banco Central toma a decisão sempre olhando para essas expectativas do que vai acontecer daqui para frente.
09:37Então, eu acho bem provável que a gente comece o ano de 2026 já em janeiro com um corte na taxa de juros,
09:43que eu sei que é esperado, né?
09:45Os setores, principalmente o setor empresarial, os consumidores, queriam juros mais baixos.
09:50Infelizmente, por outras questões, questões fiscais, etc., a gente não consegue isso tão rápido.
09:57Ô Lucas, e você mencionou aqui a questão de ser um ano eleitoral,
10:00esse que a gente está começando hoje, né?
10:02E de como que isso influencia nas decisões do governo.
10:05Mas eu queria te ouvir sobre o quanto isso pode alterar o pensamento e as decisões do Banco Central em relação aos juros.
10:11Olha, eu acho que se a gente pega o histórico das decisões do Banco Central,
10:17as decisões são sempre pautadas por critérios bastante técnicos.
10:21Olhar para a expectativa de inflação adiante, com pontuações sobre a situação fiscal, etc.,
10:27e tomar a decisão com base nisso.
10:29O ano eleitoral, Natália, ele tem um ingrediente que eu acho que é bastante importante para a política monetária,
10:34que é a volatilidade do câmbio.
10:35E a gente sabe disso, sai uma notícia sobre um determinado candidato,
10:39sobre alguma medida que alguns candidatos anunciam, o mercado reage,
10:43a gente vê o real se desvalorizando ou se valorizando,
10:46e isso tem um impacto também na inflação.
10:48Então, talvez, eu acho que o principal impacto nas decisões do Copom
10:52é deixar as decisões ainda mais cautelosas.
10:55Eu acho que não diria que há uma influência, até pela autonomia do Banco Central,
11:00das decisões sobre qualquer tipo de política anunciada ou não,
11:04mas maior cautela.
11:05O Banco Central deve seguir aquele mandato que é determinado, principalmente o Copom,
11:10que é de trazer a inflação para a meta.
11:12Eu acho que, num ano onde ele tem mais volatilidade,
11:15talvez essa tentativa e essa taxa de juros mais alta fique por mais tempo,
11:21justamente por causa dessa cautela com relação à volatilidade do câmbio
11:25e outros ingredientes também que toda eleição sempre reserva.
11:28Lucas, vou te pedir licença para a gente puxar para a conversa
11:32o nosso analista, Vinícius Torres Freire.
11:34Vini?
11:35Lucas, boa noite, bom ano para você e para os seus.
11:38Agora, vamos falar dessas durezas.
11:42A gente tem, a gente sabe que está difícil fechar a conta,
11:46mesmo com as medidas, as metas relaxadas do arcabouço fiscal,
11:50que não são lá rigorosas, que excluem certos gastos.
11:53Agora, o governo conseguiu, no final das contas,
11:56aqueles aumentos de receita, ou pelo menos aquele aumento projetado de receita,
12:00com vários aumentos de impostos e até com cancelamento de certos benefícios tributários.
12:06Então, assim, tem receita extraordinária e tem mudança de lei.
12:09Por outro lado, a gente vai ter, pelo menos segundo a previsão do Fox,
12:13um crescimento um pouco menor.
12:14Mas, de qualquer modo, é crescimento menor.
12:17Não é queda de produto e a gente, talvez,
12:19não precise esperar uma queda grande de receita,
12:23ou um crescimento muito pequeno de receita.
12:25Você acha que, com essas medidas que o governo acabou aprovando,
12:28surpreendentemente, no final do ano passado, quase todas,
12:32e com o crescimento de, aí, pelo menos 1,8%,
12:35pelo menos a meta do arcabouço vai ser cumprida?
12:39Porque parecia muito difícil lá por outubro.
12:42De repente, em novembro, veio muita receita extraordinária.
12:45Você acha que cumpre?
12:47Olha, Vinícius, eu acho que o grande ponto do arcabouço fiscal
12:50é que, se a gente entrar no mérito da discussão da regra,
12:52aquilo que foi aprovado lá atrás, não é exatamente aquele objetivo
12:56que o governo tem cumprido ao longo dos anos.
12:58Eu diria que a meta, de fato, do arcabouço fiscal é quase uma exceção.
13:03A regra é você buscar meios de extrapolar ela.
13:06A gente até, inclusive, sabe que o governo, de fato,
13:09vai cumprir a meta do arcabouço fiscal,
13:11mas sabe que, se a gente colocar aquilo que foi excluído dessa meta,
13:14que deveria estar nessa meta, como precatórios, etc.,
13:17essa regra não seria cumprida.
13:19E eu acho que, para a economia real, Vinícius,
13:21o mais importante é como os agentes percebem essas medidas.
13:25Não adianta eu dizer, eu mudo a meta,
13:27agora a meta é de, eu posso fazer um déficit de 5%.
13:31E aí, enfim, não, eu cumpri a meta.
13:34O que importa é a economia real na prática.
13:36A gente vê, de um lado, um grande esforço monetário
13:39de trazer a inflação para o centro da meta,
13:41e, do outro lado, essa dificuldade, que você bem mencionou,
13:44nesse caso, a meta de inflação, e, no outro lado,
13:48o governo se esforçando numa força muito grande
13:53para tentar cumprir a meta fiscal.
13:55O problema, eu acho que é o grande questionamento,
13:57que, aproveitando que a gente está no começo de ano, etc.,
14:00é olhar para essa meta fiscal e ver se, do jeito que ela está hoje,
14:03ela realmente cumpre o objetivo dela.
14:05E eu acho que é mais importante do que chegar ali em outubro, novembro,
14:09e o governo dar um sprint, buscar ali alguns mecanismos e tal,
14:12e ela fala, olha, cumprimos a meta fiscal.
14:15A grande reflexão, talvez, é, do jeito que as exceções
14:18são implementadas, etc., cumprimento da meta fiscal,
14:21como é hoje, é suficiente para ajudar as contas públicas
14:24a ficarem equilibradas e para trazer a inflação
14:27para mais próximo do centro da meta?
14:29Eu acho que essa é a grande questão.
14:31Então, talvez, eu acho que, muito provavelmente,
14:33pelo esforço que a gente viu dos últimos anos,
14:35o governo consiga até chegar nesse déficit zero,
14:38que seria o piso da meta para 2026.
14:42Mas eu acho que vale uma reflexão, ainda mais no ano eleitoral,
14:45onde a gente discute esse tipo de medida com mais ênfase,
14:49refletir se a gente está realmente fazendo jus
14:53àquilo que foi previsto quando foi aprovado o arcabouço fiscal.
14:57Eu acho que esse é o grande desafio.
14:59Então, provavelmente, o governo consegue cumprir a meta,
15:01mas com essas exceções que acabaram virando regras, infelizmente.
15:05Tá certo.
15:06Quero agradecer, Lucas Saqueto, economista da AGO Associados,
15:10pela participação com a gente nesse 1º de janeiro de 2026.
15:14Muito obrigada, viu, Lucas?
15:15Ótimo ano para você e boa noite.
15:18Eu que agradeço.
15:18Feliz ano novo para você, Natália, para o Vinícius
15:20e para todos os espectadores da CNBC.
15:22Boa noite.
15:23Obrigada.
15:23Tchau, tchau.
15:23Tchau.
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