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No Radar do Mercado, Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, analisou desancoragem fiscal, Selic elevada, mercado de trabalho aquecido e crédito resiliente. A conversa também projetou 2026 como um ano marcado por cortes de juros e forte volatilidade eleitoral.

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Transcrição
00:00Seis horas, seis minutos, quinta-feira é dia de radar do mercado.
00:10Agora a gente olha para o que vem pela frente no mercado financeiro,
00:15repercutindo aí os dados do dia também e o que a gente pode esperar a partir disso
00:19para ajudar a entender os cenários e o comportamento dos principais indicadores macroeconômicos.
00:26A gente vai falar agora com o nosso repórter Pablo Valle, que está na Galápagos Capital
00:31e vai trazer para a gente a análise da Tatiana Pinheiro, a economista-chefe da Galápagos.
00:38Pablo, boa tarde para você. Tatiana, boa tarde também.
00:43Oi, Turci, boa tarde a todos. Eu e Tatiana estamos aqui esperando por vocês, preparados, né?
00:49Para a gente fazer, inclusive, hoje essa que é uma última edição de uma semana útil do ano, né?
00:56Tati, que depois Natal, Ano Novo, tudo fica um pouco mais lento, né?
01:01Vamos fazer um pouquinho de retrospectiva também, então, Turci, né?
01:04Começando, Tatiana, boa tarde para você. Muito obrigado pelo seu tempo com a gente.
01:08Boa tarde.
01:09Falando da palavra do ano, desancoragem, né?
01:12Muito a ver com a meta fiscal, de governo federal.
01:16Muitos assessores de investimentos reclamavam disso, né?
01:19O quanto que isso realmente nos custou, hein?
01:22Para o nosso Bovespa até subir mais, diríamos assim.
01:26Olha, ele nos custou a política monetária extremamente apertada, né?
01:30Então, a taxa de juros em 15% e essa necessidade desse período prolongado por bastante tempo,
01:38em parte, é a questão da desancoragem, né?
01:42Da expectativa que se tem de uma política fiscal frouxa.
01:46Por mais que no ano o resultado primário tenha andado muito em linha com a meta,
01:52ou pelo menos o piso da meta primária,
01:56a expectativa sempre foi de mais expansão de gasto público.
02:03E aí, essa expansão de gasto público acaba resvalando na demanda agregada,
02:09e aí dá essa resistência de inflação e essa necessidade do Banco Central manter a Selic por mais tempo.
02:15Então, durante a âncora da atividade econômica e desse desempenho do Ibovespa,
02:22que poderia ser melhor do que acabou sendo,
02:25em grande parte é essa atividade econômica,
02:29que é ancorada por uma taxa de juros extremamente alta.
02:33O crescimento econômico está sendo revisado até para cima agora, o ano de 2025.
02:39O Banco Central, hoje, no relatório de política monetária,
02:42revisou a expectativa de crescimento para esse ano para 2,3%.
02:46A do ano que vem puxou um pouquinho para 1,6%.
02:50Mas, se o Banco Central tivesse espaço para já estar num processo de corte de juros,
02:59isso poderia ter resultado num desempenho melhor das empresas e, consequentemente, do Ibovespa.
03:06Então, o resultado econômico foi bom,
03:10mas a questão do preço dos ativos,
03:15ele poderia ter tido um desempenho melhor
03:17se a taxa de juros não tivesse que ser tão alta.
03:21Pois é.
03:22Um outro paradoxo também, que a gente viu se falar muito,
03:26é a questão do emprego,
03:27que não arrefeceu essa força de trabalho do Brasil
03:31e também ainda a inflação,
03:34apesar de em queda,
03:36essa Selic que não baixa.
03:38O emprego também, ele realmente foi de peso
03:41ou mais do que a gente imagina no dia a dia,
03:44quando a gente comenta sobre isso?
03:46O emprego, o bom desempenho do emprego,
03:49da criação de vagas
03:50e, dessa vez,
03:52esse ciclo de mercado de trabalho aquecido,
03:56ele, por trás dele, o que está sustentando ele
03:58foi criação de vagas com carteira assinada,
04:01mercado formal.
04:02Diferente de outros momentos,
04:04onde a gente teve também um mercado de emprego forte,
04:07mas muito sustentado por informalidade
04:11ou pelo setor emprego no setor público,
04:15dessa vez foi setor privado e foi formalidade.
04:19O emprego, ele também explica aí
04:23uma parte dessa política monetária elevada.
04:27Por quê?
04:27Porque você tem ali uma demanda,
04:30a demanda de carteira assinada
04:32é uma demanda que tem mais poder de crédito,
04:34tem mais poder de demanda.
04:36Então, esse mercado de trabalho,
04:38principalmente com essa característica
04:40de emprego formal bastante aquecido,
04:43ele também explica
04:44parte dessa preocupação do Banco Central
04:47de falar assim,
04:48olha, o mercado de trabalho está aquecido,
04:50os salários estão crescendo acima da inflação
04:52e isso é pressão para frente na inflação.
04:56Muitos vão ver e vão falar assim,
04:59ah, parte desse mercado de trabalho aquecido
05:01também é fruto da política fiscal
05:03mais expansiva nesses últimos anos.
05:08Sim, é.
05:09Mas tem ali todo um movimento também
05:11dessa recuperação do Covid.
05:13A gente fala, ah, o Covid já foi faz tempo,
05:15mas tem muito,
05:17o choque foi muito brusco
05:19e as mudanças nas relações foram muito intensas.
05:23Então, o período de reequalização dos movimentos
05:28demora um pouco mais.
05:29E essa pressão do mercado de trabalho
05:31que a gente está vendo no Brasil,
05:32a gente vê no mundo.
05:34Quando você olha,
05:35tem pressão de mercado de trabalho na Europa,
05:37tem no resto da América Latina,
05:39mesmo nos Estados Unidos,
05:40que saiu aí essa semana
05:42o relatório do payroll
05:43com o dado de novembro,
05:45mostrando que no ano
05:47é um mercado de trabalho que está enfraquecendo,
05:49está enfraquecendo muito lentamente.
05:51Foi um mercado de trabalho positivo
05:53e que gerou vagas líquidas no ano.
05:55Então, é um movimento,
05:57eu acho que tem muito a ver
05:58com essa re,
05:59essa volta à normalidade
06:01que está acontecendo lentamente
06:03depois do choque do Covid.
06:05Inclusive, você citou, né,
06:07falando de emprego,
06:08o crédito,
06:08ele realmente foi muito acessado
06:10mesmo com o Selic tão alta, né, Tatiana?
06:13Será que isso também pode ser um receio
06:16do Banco Central, né,
06:17de que a gente, baixando a Selic,
06:18esse acesso ao crédito
06:20fique mais fácil ainda, né,
06:22e aí pode gerar mais um incômodo,
06:25além dos serviços,
06:26que, né,
06:26é um incômodo
06:27que o Banco Central
06:28sempre acaba citando?
06:29Sim, o crédito,
06:31inclusive,
06:31também no relatório
06:32de política monetária
06:33divulgado hoje,
06:34o Banco Central
06:35revisou o crescimento
06:36de crédito para cima,
06:38né,
06:38tanto o cartelário livre
06:40quanto o crédito direcionado,
06:42né,
06:42tanto para esse ano
06:43como para o ano que vem,
06:44a expectativa de crescimento
06:46é maior.
06:47Então,
06:47mesmo com essa,
06:49com a preços de hoje,
06:51digamos,
06:51com a Selic a 15,
06:52o Banco Central
06:53revisa essa expansão
06:55de crédito
06:55para mais crédito.
06:57Então,
06:57mais crédito
06:59é mais demanda
07:00na economia.
07:00Então,
07:01é uma ressalva aí
07:02para o que ele imagina
07:04de desaceleração
07:05da inflação.
07:06O crédito,
07:06realmente,
07:07esse ano,
07:07ele surpreendeu.
07:09Dada a Selic,
07:10dado o custo do dinheiro
07:11tão alto assim,
07:12que é a taxa primária
07:13da economia a 15%,
07:14era esperado
07:16um desempenho
07:17de crédito
07:18mais fraco
07:18do que acabou ocorrendo.
07:20E você teve
07:21um desempenho
07:21do crédito
07:22surpreendendo.
07:23Então,
07:24quer dizer,
07:24também explica
07:25um pouco
07:26da resistência,
07:27seja da inflação,
07:29da inflação de serviços,
07:30como a desancoragem
07:32das expectativas.
07:33Tatiana,
07:34só para a gente fechar,
07:35então,
07:35vamos falar já
07:36do ano que vem,
07:36né,
07:37também uma certa
07:37perspectiva aí.
07:39E já com
07:40um chute
07:41meu
07:42para você
07:43de que o nosso
07:44problema maior
07:44pode se transformar,
07:46pode ser corrida eleitoral?
07:48É,
07:49o ano eleitoral
07:50é sempre mais
07:51volátil
07:52do que os anos
07:53que não tem eleição.
07:55Principalmente,
07:56quando a gente tem
07:57o ano onde você tem
07:58eleição para governador,
08:00para presidente,
08:01renovação
08:01da casa legislativa,
08:04tanto a federal
08:06como as estaduais.
08:07Então,
08:08é um ano
08:08com mais volatilidade.
08:11Sem dúvida,
08:11eu não acho,
08:12não sei,
08:13eu acho que está
08:13muito cedo para a gente
08:14classificar como
08:15vai ser um problema,
08:17eu acho que está
08:17longe disso,
08:18mas com certeza
08:19vai trazer bastante
08:20debate,
08:21vai ser um ano
08:21bastante animado.
08:22Eu acho que
08:232026 tem duas coisas
08:25acontecendo no Brasil.
08:26O ciclo de corte
08:27de juros
08:28vai acontecer,
08:30o ano que vem
08:30é ano de
08:31taxa de juros
08:33cadente,
08:34se começa em janeiro,
08:35se começa em março,
08:35se começa só em abril,
08:37aí é uma decisão,
08:39a gente está
08:39num momento
08:40que é da discricionariedade
08:41do Banco Central,
08:43dos membros
08:43que estão lá,
08:44de definir
08:45em que momento
08:46que eles se sentem
08:46mais à vontade
08:47para cortar juros,
08:48mas vai cair
08:49os juros
08:49no país
08:50e isso
08:51é um movimento
08:52que vai acabar
08:53incentivando aí
08:54os demais preços
08:55de ativos.
08:56Então,
08:56é ano de ciclo
08:58de corte de juros,
08:58que é bastante positivo,
09:00e é ano eleitoral
09:01onde a volatilidade
09:02é bastante acerbada
09:03e que você tem
09:04muita oportunidade,
09:06dependendo de cada fase
09:07que você tiver
09:08do processo eleitoral
09:09no Brasil.
09:10Então,
09:11são os dois nomes,
09:13se o nome desse ano
09:13foi desancoragem,
09:14o nome do ano que vem
09:15é corte,
09:16os nomes do ano que vem
09:18são cortes de juros
09:19e eleições.
09:21Certo,
09:21muito obrigado Tatiana,
09:22então,
09:23boas festas para vocês,
09:24para que a gente esteve
09:25aqui na semana que vem
09:26ainda,
09:27muito obrigado.
09:28Então,
09:29terminamos o quadro
09:30da Galápagos Capital,
09:31nessa última semana útil
09:32do ano,
09:33com a melhor fonte,
09:34Tatiana Pinheiro,
09:35ao vivo com a gente
09:35aqui no Radar.
09:36É com você,
09:37Turce.
09:38Já saquei aí
09:39que estaremos juntos
09:39no plantão de Natal,
09:41Pablo,
09:41então,
09:42até a semana que vem,
09:43aliás,
09:43antes disso,
09:43até amanhã,
09:44que a semana não acabou ainda,
09:45né?
09:46Obrigado,
09:46Pablo,
09:46obrigado,
09:47Tatiana,
09:47também pela análise.
09:48Tchau.
09:49Tchau.
09:50Tchau.
09:51Tchau.
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