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No programa Só Vale a Verdade desta semana, o professor e historiador Marco Antonio Villa recebe o economista e ex-Secretário da Fazenda de SP, Felipe Salto.
Neste corte, Salto analisa o desempenho da economia brasileira em 2025 e faz uma autocrítica do setor: "Os economistas erraram". O especialista explica que a "economia cresceu mais do que se projetava" e reflete sobre a dificuldade das previsões, afirmando que muitas vezes parece que "você tem que adivinhar o futuro".

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/s7KT_s3lwJU

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Transcrição
00:00E como nós dizemos sempre em todas as edições do programa, passa uma espécie de meridiano imaginário aqui.
00:07E a partir de agora, só vale a verdade.
00:09Felipe, Economia Brasileira 2025, em janeiro desse ano e agora em dezembro, te surpreendeu os resultados?
00:18Bom, primeiro obrigado pelo convite, professor, prazer estar aqui com você, cumprimentá-lo e também a Jovem Pan.
00:24Dizem o seguinte, sim, os economistas erraram, nós economistas erramos.
00:31E por que erramos? Porque essa coisa da atividade de projeção, de estimativa econômica, é muito peculiar.
00:39Você tem que adivinhar o futuro. E qual que é o método que tem pra isso?
00:42É o método estatístico, econométrico e o método histórico.
00:46Olhar o passado e tentar encontrar eventos que se repetem, encontrar causalidade.
00:52Então, dito isso, os economistas, eles têm tido no Brasil uma postura, talvez um certo viés pessimista.
01:01A Moody's, aquela agência de classificação de risco, que classifica os países quanto ao risco,
01:07recentemente, cerca de um ano atrás, publicou um documento sobre a economia brasileira,
01:12dizendo, olha, o PIB potencial do Brasil, que é o quanto a gente pode crescer dados os fatores de produção,
01:18capital e trabalho e a produtividade, é maior. É maior do que todos estimávamos.
01:24Então, isso explica uma parte desses erros, desse fato de que a economia está crescendo mais do que se projetava.
01:33Isso aconteceu de novo em 2025.
01:35Agora, não anula, esse fato não anula um outro fato importante,
01:40que é a desaceleração que já está em curso quando a gente olha diversos indicadores,
01:46as pesquisas principais do IBGE, a PIN, a PMC, a PMS, né, de indústria, comércio e serviços,
01:53e também o IBCBR, que é o indicador de atividade do Banco Central.
01:58Bem, com essa taxa de juros, tem de cair mesmo, né?
02:00O problema da taxa de juros, nós temos que discutir mais a sério, a meu ver.
02:05O Brasil, desde 1999, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso,
02:09adotou o sistema chamado metas para a inflação, que é um bom sistema,
02:14porque a sociedade brasileira não aceita mais voltar àquele passado de superinflação ou hiperinflação
02:21que era tão deletério, tão negativo, para aqueles que mais dependem do Estado, inclusive, para os mais pobres, né?
02:28Porque os mais ricos tinham o overnight, tinham mecanismos para conseguir neutralizar os prejuízos da inflação super elevada.
02:37Porém, eu temo que, de 1999 para cá, nós colocamos a estabilização como um grande objetivo, e ele é mesmo,
02:47mas deixamos de lado o crescimento e o planejamento.
02:50Parece que o planejamento é um palavrão, uma coisa associada a governos autoritários, ao período militar,
02:56quando não é, é uma coisa essencial.
02:59Se você tem a inflação controlada, nós precisamos ter planejamento para onde o país quer chegar,
03:04onde ele quer chegar, que taxas de crescimento que nós gostaríamos de ter,
03:09e como conseguir essas taxas de crescimento.
03:11Com uma política monetária que pratica taxas de juros estratosféricas,
03:16nós não vamos conseguir crescer nunca.
03:17É impressionante que o nível de investimentos da indústria e o nível de atividade industrial ainda seja relevante.
03:27Passamos por um processo de desindustrialização, estou falando de uma perspectiva mais histórica,
03:32não deste governo, né?
03:33Perfeito.
03:33E isso tem a ver com a taxa de juros.
03:36Ah, mas o problema é o lado fiscal.
03:38O governo gasta demais.
03:40É verdade, mas o diabo mora nos detalhes, né?
03:42Não é nada tão simples assim.
03:45A gente gasta demais, mas se pegar de 99 até 2008, 2009,
03:50quando houve a grande crise financeira, a maior desde 1929,
03:54nós tivemos um resultado primário,
03:57que é a receita menos a despesa, sem considerar o pagamento de juros da dívida,
04:02extraordinariamente alto.
04:04Chegamos a ter 3,8% do PIB de superávit.
04:07Hoje a gente tem déficit de 0,6%, 0,7%, projeções, né?
04:13Então, naquele período, o que se esperaria?
04:17Que a taxa de juros tivesse caído muito fortemente.
04:20Ela caiu, mas não caiu com toda a intensidade que se esperaria,
04:25se fosse verdadeira, a premissa de que o problema é só o fiscal.
04:29Não é.
04:30Então, a política monetária no Brasil tem várias razões para a gente ter esse juro elevado.
04:36Uma delas é a fiscal, nós temos que ter um aumento da poupança pública,
04:40gastar um pouco menos.
04:41Não é gastar menos, mas é a taxa de crescimento do gasto ser menor
04:45do que a taxa de crescimento do PIB na maior parte do tempo.
04:49Isso já resolveria as coisas, né?
04:52E uma outra frente que explica esse juro alto, a meu ver,
04:56é o fato de que o Brasil escancarou o balanço de pagamentos, as contas externas.
05:01Então, nós temos mobilidade de capitais, os capitais podem entrar e sair do país
05:06com uma taxa de câmbio flutuante.
05:09Isso faz parte daquele modelo de metas de inflação lá de 99.
05:13Mas, ao fazer isso, nós ficamos muito sujeitos a essa mobilidade excessiva,
05:19a essa entrada e saída de dólares do país.
05:22E o que é a taxa de câmbio?
05:23É o preço do dólar medido em reais.
05:25Então, se a taxa de juros americana, por exemplo, cai e a nossa taxa de juros está alta,
05:31o que acontece?
05:32Entra uma avalanche de capital para cá, a taxa de câmbio cai,
05:36o real fica mais valorizado, aconteceu isso do final do ano passado para cá.
05:41E a inflação fica mais baixa.
05:43Então, esse mecanismo do juro como uma espécie de cenoura
05:48para atrair esses capitais estrangeiros é que é muito ruim para nós,
05:53porque a gente acaba controlando a inflação pelo câmbio.
05:56E aí ficamos aprisionados a isso.
05:57Então, o juro precisa ficar lá nas alturas
05:59para que a inflação fique mais ou menos controlada
06:02e o crescimento vai para as cucuias.
06:05Então, no primeiro bienio do presidente Lula agora,
06:08nós tivemos um crescimento acumulado de quase 7% acima da inflação.
06:13Agora, no segundo bienio, na segunda metade,
06:15já vamos ter uma taxa de crescimento bem mais baixa.
06:18Então, no primeiro dia, não, galera.
06:19Agora, não.
06:20Agora, não treu mais.
06:20Então, vamos ter uma taxa de crescimento bem mais baixa.
06:22Então, vamos ter uma taxa de crescimento bem.
06:24Então, vamos ter uma taxa de crescimento.
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