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No Só Vale a Verdade, Marco Antonio Villa recebe Maílson da Nóbrega para debater os desafios da reforma da previdência prevista para 2026. O ex-ministro avalia como o envelhecimento populacional e o aumento dos gastos obrigatórios pressionam as contas públicas e tornam inevitável uma nova reforma para garantir a sustentabilidade fiscal do país.

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Transcrição
00:00É interessante essas questões que o senhor destaca.
00:02Sendo assim, nós já estamos indo para a etapa final da nossa conversa,
00:07foram muitas questões importantes que o senhor destacou, né?
00:11Agora, se nós conseguimos fazer, como o senhor lembrou, ao diagnóstico, né?
00:18Se discute...
00:19É bom lembrar, um parênteses, que o governo Lula 1 fez uma reforma da Previdência, né?
00:24Que levou até uma dissidência dali que nasceu o PSOL.
00:28Depois será uma reforma da Previdência no governo Temer.
00:31E certamente o governo eleito em 26 fará uma reforma da Previdência, porque não há saída.
00:36Não é que vai querer fazer, vai ser obrigado a fazer, né?
00:40E aí mexer em interesses, inclusive, na Previdência dos Militares,
00:44que o senhor fez menção anteriormente, que é uma questão que passou ao largo aí.
00:48Então, a questão, eu acho que o senhor lembrou, mas tem um ponto, eu queria destacar um outro.
00:53Mas antes, falar da questão da abertura.
00:56Não ter medo do mundo, né?
01:00O Brasil se abriu o mundo.
01:01Quando isso ocorreu no governo Collor, não sei se de forma desastrada ou não,
01:06não vou entrar nessa questão,
01:08muitas indústrias, setores aqui, quase que desapareceram aqui no Brasil.
01:13O senhor acha que a indústria, que já é, já tem uma presença tímida hoje no PIB nacional,
01:18como a abertura, ela não vai simplesmente desaparecer?
01:21A abertura não pode ser feita como o Martínez de Osso fez na agenda.
01:26Sim, abriu e quebrou todo mundo.
01:28Não, a abertura tem que estar associada também à melhoria do ambiente de negócios.
01:33Porque muitas empresas que não conseguem competir nos mercados internacionais,
01:37não é culpa dela.
01:38Ela tem um sistema tributário caótico, que vai melhorar agora,
01:41ela tem infraestrutura deficitária,
01:44agora que o Brasil está tendo ferrovias,
01:46os Estados Unidos já tem isso há mais de um século.
01:50Aqui no Brasil, a força da indústria automobilística
01:53levou o governo a fechar um monte de ramais ferroviários.
01:57O Brasil fica muito tempo com um pobre sistema ferroviário.
02:01Isso está voltando agora nas mãos do setor privado.
02:05Então, tudo isso vai ter que ser feito, sabe?
02:09para gerar as condições de competitividade da indústria brasileira.
02:16Então, não é simplesmente abrir e não fazer nada.
02:20Ela tem que ter as condições para competir.
02:23E se você me permite, tem dois minutos?
02:25Não, não temos mais.
02:26Eu não gostaria de terminar sem abordar esse ponto.
02:30As pessoas me perguntam,
02:32e aí, se vier a crise,
02:34como é que vai acontecer com as empresas,
02:37com as famílias,
02:39com a agricultura, certo?
02:43Nesse ponto, eu também sou muito otimista, sabe?
02:47Porque o Brasil nunca esteve tão preparado,
02:52tão resiliente,
02:54para enfrentar os efeitos dessa crise.
02:57Por que isso?
02:59Nós temos um agronegócio altamente competitivo,
03:03gerador de expressivos superávores comerciais.
03:06Nós temos a indústria mineral e de petróleo altamente competitiva,
03:11também geradoras de superávores comerciais.
03:14Nós temos sete das dez melhores universidades da América Latina.
03:19Nós deixamos para trás as fontes de crise do passado.
03:24Quem acompanha a história da economia brasileira
03:26deve se lembrar que as crises vinham de dois fatores.
03:30Ou era uma crise de balanço de pagamentos,
03:31o governo se via impossibilitado de pagar suas contas externas,
03:35decretava uma oratória da dívida,
03:37era um desastre, né?
03:38Ou então quebra de bancos, crise bancária,
03:41bancos quebrando em cadeia,
03:43as empresas vão junto porque o capital de giro desaparece.
03:46Isso ficou para trás.
03:47O Brasil tem uma situação confortável de balanço de pagamentos.
03:50Nós temos, como você menciona ali,
03:52360, 380 bilhões de dólares de reserva.
03:56É mais do que a gente deve, né?
03:57Nós temos, somos credores internacionais líquidos.
04:00Aqui é que lá empata, aqui é que lá fica um pouquinho,
04:02mas somos muito confortáveis nisso aí.
04:04Está longe o risco de uma crise de balanço de pagamento.
04:09O sistema financeiro brasileiro é sólido, sofisticado,
04:12bem regulado por um regulador de alta qualidade.
04:16O Banco Central do Brasil foi eleito ano passado
04:19o melhor Banco Central do mundo.
04:21Nós somos melhores que os americanos
04:23na regulação do sistema financeiro, né?
04:26O Brasil tem empresas de classe mundial, né?
04:30O Brasil tem energia 85% renovável, né?
04:36Que será uma fonte de atração de investimentos
04:38quando a gente der um jeito para esses desequilíbrios fiscais
04:42e problemas econômicos que tudo isso causa, né?
04:45Então, e essas empresas de classe mundial que a gente tem,
04:48mais do que em qualquer outra época,
04:50são empresas de grande capacidade de planejamento,
04:54de previsão, de se preparar para a crise,
04:58gestores de alta qualidade, executivos,
05:02o pessoal como um todo,
05:05selecionado por critérios muito rigorosos, né?
05:08Então, são empresas que não quebram, tá certo?
05:11Elas são bem administradas, são raríssimas que quebram.
05:14Então, essa crise não vai ter, como no passado,
05:18uma grande quebra de empresas,
05:21quebra de banco, nada disso, né?
05:22O Brasil vai sofrer, mas as empresas vão sobreviver
05:26e o Brasil terá mais capacidade de enfrentar a crise.
05:29Ou seja, o dano de uma crise na atividade econômica,
05:33financeira, será menor, a meu ver, de qualquer outra época.
05:37Interessante ainda, nós tivemos uns minutinhos,
05:39porque nós temos sempre a questão,
05:41o nosso adversário histórico é o tempo, né?
05:45A questão, ministro, é interessante,
05:48se eu lembro, nós tivemos uma crise terrível
05:49em 1929, né?
05:52Atingiu também o Brasil.
05:53O Brasil se recuperou rapidamente
05:55por uma política muito erosal da arena,
05:57o ministro da Fazenda, né?
05:58No início dos anos 30,
05:59eu lembro que eu li um belíssimo texto,
06:00uma vez, de Mário Henrique Simons,
06:02fazendo uma análise da recuperação do Brasil,
06:04que foi ela mais rápida do que a recuperação
06:08nos anos 30, tão terríveis na economia norte-americana, né?
06:11Então, pode ser que eu estou embarcando
06:14nesse otimismo do senhor,
06:15que nós vamos ter de chegar depois de 26, né?
06:19E ter de enfrentar de forma muito original.
06:21Mas aí precisamos ter,
06:22eu acho que temos dois minutos, ministro,
06:24para ter um projeto nacional,
06:26nós precisamos saber para onde vamos.
06:28A China sabe para onde vai,
06:30pela peculiaridade do seu regime político também,
06:33daqui 10, 20 anos.
06:34O senhor fez menção à Índia,
06:35eu fico muito impressionado
06:36que a gente esquece de discutir muitas vezes
06:38a Índia no Brasil,
06:39o que está ocorrendo aqui ainda
06:40é uma coisa fantástica,
06:41daqui é sexto, quinto PIB do mundo,
06:44quarto, daqui a pouco não sei onde vai para a Índia.
06:46Outros têm seus projetos nacionais,
06:48e nós, a impressão, é que daqui não temos, né?
06:51Olha, eu acho que o Brasil
06:52tem que ter um grande objetivo.
06:54Síntese,
06:55o Brasil tem que querer ficar rico,
06:58porque é ficando rico
07:00que a gente reduz a pobreza,
07:02que a gente melhora a qualidade de vida,
07:04que a gente melhora a qualidade de governos,
07:06a gente elege de forma mais adequada
07:09os nossos governantes e assim por diante.
07:11E para ficar rico, o que é preciso fazer?
07:13A gente sabe o que fazer.
07:15O que falta é reunir as condições políticas
07:18para transformações que são impopulares,
07:23mas que são fundamentais
07:24para a gente retomar essa trajetória
07:27rumo a ser um país rico.
07:29Ou seja, vencer a chamada armadilha
07:32da renda média em que a gente está estagnado.
07:35Então, o que a gente vai precisar?
07:38Além do que a gente já tem de diagnóstico,
07:41de proposta,
07:42a gente precisa de líderes.
07:44Porque o líder político
07:45é o fundamental nesse processo.
07:48Ele tem que comprar as ideias,
07:50ele tem que ser favorável às ideias.
07:52Não é que nós estamos copiando,
07:54nós estamos copiando aqui o que dá certo,
07:57e não qualquer coisa.
07:58E a gente sabe o de que precisamos.
08:02E se o objetivo for esse,
08:04quais são os instrumentos para isso?
08:05Aí entra tudo o que a gente conversou aqui.
08:08Educação,
08:09um sistema fiscal sustentável,
08:12um processo em que o Banco Central
08:14tem a responsabilidade de manter a estabilidade da moeda,
08:18infração sob controle,
08:20mas não pode ter o gasto fiscal do outro lado
08:22fazendo o contrário,
08:23como a gente tem hoje aqui,
08:24o Banco Central pisando no freio
08:26e o governo pisando no acelerador.
08:28Então, eu acho que é isso.
08:30Ele elegeu o grande objetivo nacional.
08:33E eu diria que tem que ter uma cruzada nacional.
08:36A cruzada nacional pela produtividade.
08:39Saber o que gera produtividade.
08:41Entender que é ela
08:42que vai fazer o país
08:44voltar a sonhar
08:46a ser um país rico.
08:47O senhor falou em líder.
08:49Aí eu me permito colocar
08:50uma última questão, senhor.
08:53Onde está,
08:54ou se usarmos o plural,
08:57onde estão os líderes?
08:59Não sou pessimista em relação a isso,
09:01mas eu constato,
09:02pelo que eu acompanho,
09:03ministro,
09:04no parlamento brasileiro,
09:05ou no executivo,
09:07ou no que nós vemos por aí,
09:09o panorama não é dos melhores, né?
09:11Não, não é.
09:12Mas se nós tivermos um líder maior,
09:14um bom líder,
09:15isso já é meio caminhondado
09:17ou mais de meio de caminhondado.
09:18E tem uma coisa que me anima
09:20é que,
09:21se você olhar de 89,
09:23a primeira eleição presidencial
09:25pós-regime militar,
09:26para cá,
09:27a polarização foi a característica, né?
09:30O PT contra outro grupo, né?
09:33E os demais, né?
09:37Eram lá embaixo, né?
09:38Então, você tinha os dois com 30,
09:40perto de 40%,
09:41e os outros,
09:43o Ciro Gomes chegava em dois dígitos, né?
09:45Com 10, 12%,
09:46o resto era abaixo de 10%.
09:48Desta vez,
09:49nós temos cinco governadores
09:51de tendências moderadas,
09:55conservadoras,
09:56de direita,
09:57se você incluir o Eduardo Leite
10:00como centro-direita,
10:02porque ele está caminhando para isso, né?
10:05Boas administrações,
10:06espetaculares administrações.
10:09Por exemplo,
10:09eu estive no Paraná,
10:10semana passada,
10:11num debate,
10:12numa palestra,
10:13sentei ao lado do secretário da Fazenda.
10:16E ele falou,
10:16ó, ministro,
10:16você sabia que o Paraná
10:18é um credor líquido?
10:21Como assim?
10:22A gente tem mais dinheiro em caixa
10:24e aplicado no sistema financeiro
10:26do que a nossa dívida.
10:28Quer dizer,
10:28temos exemplos desse tipo.
10:30O governador de Goiás
10:31é super bem avaliado
10:32pelos seus conterrâneos,
10:34é o mais bem avaliado
10:35em questão de segurança.
10:37Ninguém tem dúvida
10:38da capacidade de gestão,
10:39de administração
10:40do governador de São Paulo,
10:42do governador de Minas Gerais.
10:44Então,
10:45eu acho que
10:47pode sair daí
10:49o novo líder,
10:51porque
10:51é difícil fazer projeções
10:54nessa altura,
10:55porque está muito longe ainda
10:57das eleições.
10:57Ninguém pode
10:58desprezar
10:59o Lula
11:00como
11:00a grande
11:03força eleitoral
11:04que ele tem,
11:05mas eu acho que
11:06a queda
11:07de popularidade
11:08do Lula
11:08provavelmente está indicando
11:10que
11:11são pequenas
11:12as chances
11:13dele se eleger.
11:14E aí nós vamos discutir
11:16qual desses cinco
11:17será o presidente.
11:19Tem uma ideia aí
11:20de juntar os cinco,
11:22fazer um programa comum
11:23e eles escolherem
11:25o presidente
11:25e o vice-presidente.
11:27Não tem capacidade
11:28de coordenação
11:29para isso.
11:30Alguém chegar
11:31para o Caiado
11:31e diz,
11:31olha,
11:31você está fora do jogo.
11:33Ele não vai aceitar.
11:35Eu acho que
11:35quem vai definir
11:36o candidato
11:37do PT,
11:38porque o PT
11:39estará no segundo turno,
11:40vai ser o eleitor.
11:43Então,
11:43dos cinco,
11:44digamos assim,
11:45o mais votado
11:46é que vai
11:46para o segundo turno.
11:47É uma escolha
11:48do eleitor.
11:49E eu acho
11:50que a probabilidade
11:51de termos
11:52uma mudança
11:53de governo
11:54em
11:552026,
11:57eu acho
11:57que é crescente.
11:59Claro,
12:00pode acontecer
12:00coisas,
12:01o Lula já
12:02teve desenganado
12:03eleitoralmente
12:03uma vez
12:05e superou
12:06e se reelegeu,
12:08mas eu acho
12:08que essa vez
12:09está mais difícil
12:10do que foi
12:10no seu segundo mandato.
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