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No Visão Crítica, Paulo Nogueira Batista Jr. avalia se o Brasil caminha para uma crise econômica em 2027. O economista destaca que o cenário dependerá crucialmente do jogo político e do resultado das eleições de 2026. Ele também critica os erros do governo atual ao estipular metas fiscais irrealistas, que forçam a busca desesperada por novas arrecadações, como o recente aumento do IOF, colocando o futuro econômico do país em xeque.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/JoYUxrh42yE

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Transcrição
00:00Paulo, e aí Paulo, temos encontro marcado em 2027 com a crise?
00:06Ou até com o caos, porque é uma crise que caminha para o caos, quando alguns desenham o cenário?
00:12Eu não acho que seja um caos, mas é que tem uma confluência de fatores
00:15que colocam dificuldades para o ano de 2027.
00:19Uma é o ciclo político, o ano de eleições de 2026.
00:24Em todos os anos eleitorais, há sempre uma tendência a afrouxar controles
00:31para tentar eleger o sucessor ou reeleger o presidente.
00:35Isso aconteceu em quase todos os governos brasileiros quando enfrentavam eleições.
00:40Mas o que agrava a situação é que a esse ciclo político se sobrepõe uma ação deletéria do Congresso.
00:49Esse Congresso não é centro-direita, não é nada.
00:51é fundamentalmente fisiológico, interessado em coisas pequenas,
00:56faz um discurso de austeridade, só atrapalha a política fiscal do governo.
01:02E sobre o IOF, eu queria voltar a ele brevemente,
01:06não é a princípio constitucional que o IOF seja regulatório.
01:10Não está na Constituição isso, contrariamente ao que às vezes se diz.
01:14Pode ser que na legislação infraconstitucional isso seja mais ou menos claro,
01:19mas mesmo aí há controvérsias, né?
01:21Então, de novo, o que o Congresso fez com relação a tentando derrubar o decreto do governo
01:28foi um negócio absurdo, uma invasão de competência,
01:31tanto que o Supremo deu razão fundamentalmente ao governo nesse ponto, né?
01:36Agora, o Villas, o arcabouço, o que que eu disse?
01:40O arcabouço está aí, claro, ninguém vai tentar mexer no arcabouço agora.
01:43O que eu estou dizendo é que, olhando em retrospecto,
01:46aqueles economistas, como eu, recomendaram insistentemente
01:51que se definisse um arcabouço o mais flexível possível,
01:55estavam provavelmente certos que o governo se meteu em uma camisa de sete várias.
01:59Está agora lutando com gambiarras e medidas fiscais,
02:04algumas duvidosas, né?
02:05Para tentar corrigir o erro.
02:07Então, lição para o futuro.
02:08O governo tem que liderar os processos,
02:12tem que fazer propostas que levem em conta as dificuldades reais do problema, sabe?
02:17Dos problemas que o governo enfrenta, no campo fiscal, no campo monetário.
02:22Outro exemplo, Vila.
02:23Nós deveríamos ter, o governo Lula deveria ter modificado o regime de metas na saída.
02:30Então, nós temos uma meta de inflação irrealista, 3%,
02:34um intervalo de confiança estreito demais, entende?
02:37No início do governo teria sido possível fazer isso.
02:41O próprio presidente Lula disse isso, mais de uma vez, né?
02:45Disse que poderia elevar um pouco o centro da meta
02:49e ampliar um pouco o intervalo de confiança para dar mais flexibilidade ao governo.
02:53Mas não.
02:54Mantiveram a meta de inflação irrealista fixada no governo Temer,
02:58meteram a política fiscal no arcabouço rígido demais,
03:02e agora o governo, apesar disso, o governo está produzindo resultados bons, né?
03:06Os dados macroeconômicos brasileiros são de bons para razoáveis, no geral, né?
03:12E mesmo a questão fiscal, o resultado primário, o déficit primário não é tão grande.
03:18O consolidado do setor público é algo como 0,7%, 0,8% do PIB.
03:21O problema está na conta de juros que o governo paga,
03:26e essa, por sua vez, reflete em grande medida a política monetária do Banco Central,
03:30que, por sua vez, está apertada pelo regime de metas irrealista que foi herdado do governo Temer, entende?
03:37Então, eu não digo que seja causa, eu acho que a economia brasileira tem pontos positivos, né?
03:44O crescimento da economia, esse ano vai ser o quarto ano de um crescimento na faixa de 3%,
03:50um pouco menos esse ano, desemprego caiu, os salários reais subiram, né?
03:55A inflação está acima do teto da meta, mas não está fora do controle,
03:59o balanço de pagamentos está razoavelmente controlado,
04:02Então, não tem, assim, grandes problemas macroeconômicos,
04:05o que não significa, entretanto, que o governo saia com a eleição garantida,
04:09uma reeleição garantida,
04:11porque muita coisa importa para o eleitor,
04:15para além do estritamente macroeconômico.
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