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O Banco Central elevou a projeção de crescimento do PIB para 2025 e 2026 no Relatório de Política Monetária. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que ainda não há decisão sobre corte da Selic e reforçou que o Copom seguirá dependente dos dados de inflação, fiscal e câmbio. Vinicius Torres Freire analisou o assunto.

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Transcrição
00:00O Banco Central aumentou de 2% para 2,3% a estimativa de crescimento do PIB nesse ano.
00:08A informação está no relatório de política monetária do quarto trimestre, divulgado hoje.
00:14Para o ano de 2026, marcado por eleições presidenciais,
00:18o Banco Central elevou a projeção de crescimento para o PIB brasileiro de 1,5% para 1,6%.
00:25Ao explicar essas projeções, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo,
00:30disse que ainda não há uma decisão sobre a possibilidade de redução da taxa de juros na próxima reunião do Copom, em janeiro.
00:40O fiscal entra dentro da nossa análise a partir de como ele afeta o que é a nossa meta.
00:48Ou seja, o fiscal é sempre uma variável que a gente não tem um juízo de valor acadêmico
00:54ou qualquer coisa desse tipo sobre ele.
00:55Não é a função do Banco Central.
00:57A função do Banco Central é entender como que, seja na inflação corrente,
01:02ou seja, nas expectativas, o fiscal está afetando isso.
01:06Então é dessa maneira que a gente vai seguir consumindo as informações sobre o fiscal.
01:12A pergunta aí é, bom, mas como é que isso se reflete, então, dado que é isso,
01:16como nas projeções e no comportamento do Banco Central ao longo do ano que vem?
01:22E aí a gente volta para a coisa dependente de dados.
01:24Ou seja, a gente está aqui meio que confessando que a gente não tem uma decisão tomada nem para a próxima reunião.
01:31Então, assim, a gente vai continuar por enquanto.
01:34A nossa postura é, estamos reunindo dados,
01:38em cada reunião nós estamos tomando as decisões a partir de cada uma das reuniões.
01:44Do ponto de vista de câmbio, assim,
01:49Newton tem sido muito elogiado pelo quão atento ele está
01:53e quão ele tem lido ali as variáveis para saber sempre quando se faz necessário
02:01e de que forma se faz necessário atuar.
02:04Então, segue o nosso dipom de maneira bastante vigilante ali ao longo do processo,
02:09mas sempre com aquela diretriz que a gente comentou,
02:11do ponto de vista do câmbio ter flutuações em função de sazonalidade,
02:16em função de alguma questão noticiária.
02:18Então, o câmbio também vai entrar sobre esse aspecto de entender
02:23como que ele afeta as projeções de inflação, as expectativas de inflação
02:27e a inflação corrente.
02:30Acho que é da mesma maneira.
02:32Eu vou voltar a conversar com o Vinícius Torres Freire.
02:36Vinícius, o Galípolo disse alguma coisa diferente
02:39que alimentasse uma esperança de um corte de juros em algum momento do ano que vem?
02:46Olha, Cris, se ele disse, não sei, mas teve gente que achou que sim.
02:52Porque ele falou, a gente não está dando seta, indicando mudança de direção,
02:57nem dizendo que vai cortar, nem que não vai cortar.
03:00A gente não está dando nenhum sinal.
03:02Então, teve gente que disse, olha, então eles não fecharam a porta
03:06para um corte de juros em janeiro.
03:10Pelo menos 60%, pouco mais de 60% das apostas financeiras
03:14são de que não haverá, no mercado financeiro brasileiro,
03:17é de que não haverá corte em janeiro.
03:19Mas aí ele explicou, mais uma vez, o que ele já falou várias vezes, o seguinte.
03:24O Banco Central não vai dar nenhum sinal, não vai fazer guidance,
03:28não vai indicar o futuro agora.
03:32Deixou de fazer isso há alguns meses e está dependente de dados.
03:36Depois, o diretor de Política Humanitária, o Guilherme, falou a mesma coisa.
03:40Diz que estão esperando dados.
03:42Esses dados se reperem especificamente à inflação corrente,
03:46como ela pode influenciar o futuro,
03:48expectativas inflacionárias e inflação de serviços.
03:55As inflações que determinam mais o fundo da inflação,
03:59que são aquelas mais resistentes,
04:00são aquelas que dependem de Política Monetária forte para cair.
04:04Ele falou basicamente isso, quer dizer,
04:06ele ressaltou o que estava lá no relatório de Política Monetária
04:09e não disse nada de novo.
04:11Ele falou, mais uma vez, que depende de dados.
04:13A próxima reunião do Banco Central, a próxima decisão do Banco Central
04:17sai no dia 28 de janeiro.
04:18Até lá, a gente vai ter dados sobre mercado de trabalho,
04:21inflação, inflação de serviços.
04:23Então, é por aí que a gente pode pensar o que vai acontecer.
04:26Mas, como ele não disse que a porta está fechada,
04:29teve gente que disse que é possível que a porta esteja aberta.
04:33Tem uma ansiedade muito grande.
04:34Mas, como eu tenho dito aqui,
04:36e como tem muita gente no mercado já olhando,
04:38o difícil do ano que vem não vai ser se o corte vai ser em janeiro, fevereiro,
04:43ou até em abril, como já tem gente chutando.
04:45Vai ser saber se o Banco Central vai poder cortar juros
04:48na velocidade que está estimada até pelo mercado.
04:51Três pontos percentuais, caindo de 15 para 12.
04:54Porque, além de problemas de política monetária básicos,
04:58saber se a inflação está de fato controlada,
05:00tem o problema agora, que ficou evidente, da volatilidade cambial.
05:04Porque a política está influenciando mais e mais cedo a taxa de câmbio.
05:09E a taxa de câmbio pode ter efeito na inflação.
05:12O Galipo enfatizou isso.
05:14A gente não está tentando pensar o que é se o câmbio a tal ponto é ruim ou não.
05:20Se o câmbio a tal ponto, se a taxa de câmbio,
05:23o preço do dólar em tal nível vai influenciar ou não.
05:26Mas isso virou um elemento na equação.
05:29Pode ter volatilidade, isso pode deixar o BC mais cauteloso.
05:32Então, a dúvida toda é, vai ter queda dos indicadores essenciais,
05:36expectativas, inflação de serviços, para o BC cortar juros com velocidade?
05:41Se tiver muita volatilidade no câmbio, isso vai ser um risco para a inflação?
05:44Então, vai influenciar a velocidade?
05:46Essa é a discussão maior.
05:48Mas, claro, o mercado precisa saber disso, porque se joga com muito dinheiro.
05:51Mas, para a economia e para a política monetária,
05:54essa não é a questão essencial.
05:56Então, o Galipo está repetindo mais uma vez o que ele disse.
05:59Dependemos de dados e dependemos de saber o efeito que a eleição vai ter no câmbio
06:04e se o câmbio vai ter efeito na política monetária, na taxa de juros.
06:10Ele repetiu mais uma vez e o pessoal não está querendo entender.
06:13Mais do mesmo, né, Vinícius?
06:15Obrigada.
06:16Já já te chamo de novo.
06:16Obrigada.
06:17Obrigada.
06:18Obrigada.
06:19Obrigada.
06:20Obrigada.

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