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A COP30, sediada no Brasil, busca garantir um financiamento climático de US$ 1,3 trilhão. No Visão Crítica, José Roberto Nalini, Secretário Executivo de Mudanças Climáticas, comenta a Pré-COP em São Paulo.

Ele expressa o receio de que a baixa audiência dos Estados Unidos, com a ascensão de Donald Trump, signifique um retrocesso nas políticas ambientais, e afirma que os "negacionistas têm um grande motivo para não prestigiar a COP".

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/EJY9M4xijUA

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Transcrição
00:00no Brasil. É lembrar que o Brasil já sediou em 1992, a Rio 92, que foi até então a maior reunião de chefe de Estado da história.
00:10E a nossa eficiência é tão grande, e do Itamaraty em particular, que em pleno processo de crise política do impeachment do então presidente Fernando Collor,
00:17ele correu tudo às mil maravilhas. Lembrar que o ministro de Relações Exteriores era o doutor, o professor Celso Láfia.
00:23Então, nós temos uma tradição muito importante de organizações nesse ponto especialmente, e agora vamos ver o que vai acontecer na COP30.
00:33Temos aqui hoje entre os nossos convidados, primeiro o doutor José Roberto Nalini, secretário executivo de mudanças climáticas da Prefeitura de São Paulo,
00:40também lembrar que foi presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, entre outras funções públicas importantes.
00:46o doutor Rafael Guimarães, advogado especializado em direito ambiental e mudanças climáticas, e o Fábio Feldman, todos conhecem, secretário do Meio Ambiente,
00:57várias vezes deputado federal, deputado federal constituinte, portanto hoje a conversa aqui vai ser de altíssimo nível.
01:03Eu é que vou, como um aluno iniciante, fazer as perguntas para os nossos convidados. Pergunta inicialmente, e agradecendo a presença do doutor Nalini,
01:11o senhor está otimista em relação à COP30?
01:15Estou, Vânico Antônio, porque aqui em São Paulo nós fizemos uma pré-COP muito exitosa, ou seja, nós chegamos a convocar a sociedade civil,
01:29a academia, o empresariado, as escolas, e o Fábio até participou bastante, e nós tivemos um calendário muito intenso de atividades.
01:40Hoje mesmo está se encerrando o Summit São Paulo Mais Verde, uma parceria com o Governo do Estado.
01:51Durante dois dias nós tivemos 500 palestrantes, aquelas salas simultâneas, pessoas de todo o mundo vieram,
02:01valendo-se dessa necessidade de escala em São Paulo, isso porque Belém nós sabíamos que não seria viável para todos participarem.
02:14Então nós quisemos mostrar que a maior cidade do Brasil, e que é também vítima dos fenômenos extremos,
02:24precisa levar à sua população uma conscientização de que é preciso que cada um tenha noção
02:32de que atitudes individuais podem ajudar na adaptação da cidade, podem mitigar os efeitos dos fenômenos que são cada vez mais intensos e mais frequentes.
02:47Então nós já vivemos a COP, esperamos que ela produza efeitos, embora eu tenha assim um receio de que a não participação
02:58da maior hegemonia democrática ocidental, vá também significar um retrocesso.
03:07Aqueles que não são muito aficionados ao tema, que são ainda céticos e até negacionistas,
03:17têm agora um grande motivo para não prestigiar a COP.
03:21Doutor Rafael Guimarães, a mesma questão, o senhor está otimista em relação à COP? 30.
03:27Boa noite a todos.
03:28Estou muito otimista, sim, professor Vila.
03:30Eu acho que a COP, como você adiantou no início do programa, volta para o protagonista mundial no meio ambiente.
03:38É um país que tem o maior número de florestas preservadas, ao mesmo tempo também o maior produtor de alimentos do mundo.
03:45E cedia a COP, talvez o maior símbolo da Amazônia hoje, que seria Belém, principalmente tendo em vista outras discussões
03:54que a gente vai entrar talvez um pouco aqui, que é a questão da fossa de Amazonas e a questão da exploração de combustíveis fósseis.
04:01Nós temos ali talvez uma simbologia muito grande da COP se realizada neste lugar,
04:07num momento histórico em que se busca vários incentivos para a preservação da própria floresta.
04:15Eu acho que essa simbologia toda.
04:19E eu acho que no momento que nós estamos, acabamos de firmar um contrato, um acordo lá na União Europeia
04:25sobre reduções em que o Brasil, como protagonista, eu acho que ele faz o papel dele em sediar a COP,
04:31até um número simbólico ser o número 30, né?
04:36Fábio Feldman, a sua longa história nessa discussão tão importante que a questão do meio ambiente
04:43muitas vezes tão mal compreendida em outros países e também no Brasil algumas vezes.
04:48Você foi secretário do meio ambiente aqui do primeiro governo Covas, foi deputado constituinte,
04:53em que essa questão passou pela primeira vez na história do Brasil, numa constituinte.
04:57tem uma longa trajetória nessa área.
05:01Eu pergunto a você, e comparando com as outras COPs, essa COP30 agora em Belém,
05:06você está otimista em relação aos seus possíveis bons resultados dentro da sua experiência?
05:11Olha, eu estou otimista, mas sempre lembrando, comento isso muito com a Naline,
05:17que essa não é uma COP especialmente carismática.
05:20O que é uma COP carismática?
05:22A COP de Kyoto, que foi a terceira COP, que gerou o protocolo de Kyoto,
05:27e a COP de Paris, que gerou o acordo de Paris.
05:31Agora, dentro desse contexto, eu acho que a COP tem uma importância muito grande.
05:36Primeiro, você ter uma COP, como é no caso da mudança do clima todo ano,
05:42é uma oportunidade de mobilizar a sociedade de maneira geral.
05:46Quer dizer, como a Naline colocou, o setor empresarial que tem uma enorme responsabilidade,
05:51a sociedade civil, a academia e os governos, e os governos subnacionais também.
05:59Então, nesse sentido, eu acho que a COP está indo bem.
06:01Quer dizer, ela tem alguns impasses, ela tem alguns produtos já que estão praticamente fechados,
06:08um deles é um indicador de adaptação, adaptação dos grandes temas dessa COP.
06:13Então, eu vejo com bons olhos a COP, e acho que para o Brasil é importante,
06:19porque, como você falou, a Rio 92 foi a maior conferência jamais realizada até hoje.
06:26E o Brasil nunca sediou uma COP de clima, sediou uma de biodiversidade.
06:31A Argentina já sediou duas COP de clima no passado.
06:34Então, acho que o Brasil tem a oferecer em que sentido?
06:39Nós, talvez, tenhamos a sociedade civil mais bem organizada do mundo,
06:43com uma capacidade imensa.
06:45Por exemplo, a sociedade civil brasileira tem uma iniciativa chamada Mabiomas,
06:51que ela levanta os dados com a mesma capacidade e consistência do INPE.
06:58Quer dizer, você tem uma academia também muito bem organizada,
07:02inclusive em temas como florestas tropicais.
07:05Então, eu acho que é bom para o Brasil até para reafirmar o protagonismo brasileiro nesse tema.
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