00:00Ô Zé Maria Trindade, como é que você avalia essa estratégia agora, já então, com o projeto assinado?
00:06Pois é, eu devo voltar um tempo aqui, umas horas atrás.
00:11Essa formação do grupo e do escritório, dos governadores de direita e de centro,
00:18provocou no governo uma preocupação muito grande.
00:21Há um debate e uma tentativa de judicialização,
00:25dizendo que se trata de algo ilegal, que imagine se em outras áreas
00:31alguns governadores decidissem criar grupos, que é contra a federação,
00:37e, enfim, dizendo inclusive que isso não pode nem ser alvo de mudança,
00:42porque se trata de cláusula pétrea.
00:44Então há um grande debate sobre essa união boa de governadores
00:48que estão fazendo ali um governo paralelo do bem,
00:52ou seja, um governo possível contra um problemão agudo,
00:57que é a violência que está espalhada por todo o Brasil.
01:01Eu estou insistindo aqui muito e gosto de insistir em algumas coisas.
01:05Por exemplo, não é só o Rio de Janeiro.
01:10Cidades pequenas, o Brasil inteiro está tomado.
01:12A gente viu no Ceará agora o governo reagindo contra o crime organizado,
01:17mas existem outras e outras cidades e estados dominados.
01:22Norte do país, todo dominado.
01:24A maior contratação do norte do país é de crime organizado.
01:28Então, problema agudo, os governadores têm razão.
01:31Então, o governo e o presidente Lula estão reagindo contra isso
01:36e procurando uma maneira de não passar o recibo de que está sendo omisso.
01:41E um dos pontos, além da PEC e da Segurança, que deve ser votada até dezembro,
01:47é esse projeto de antifacção.
01:49Eu acho um bom projeto, é um novo momento,
01:52é um momento assim em que é preciso, é impossível fazer,
01:56mas eu adoraria que houvesse a supressão de direitos em algumas ocasiões.
02:02É porque é um tempo de guerra.
02:04Trata-se de uma guerra.
02:06E como tal, não pode ser tratada com a legislação comum do dia a dia.
02:10E como tal, não pode ser tratada com a legislação comum do dia a dia.
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